Como anda a sua Fé?
Junho 11, 2009COMUNHÃO ESPIRITUAL
Julho 28, 2009

COMUNHÃO ESPIRITUAL
“Oh, meu Jesus, eu envio meu amor e orações até o Santo Tabernáculo onde Tu moras por amor a mim. Eu Te amo, oh meu Deus! Vem, a mim, meu Senhor! Visita-me com a Tua Graça. Vem ao meu coração e purifica-o, santifica-o para que seja Teu. Senhor, não mereço que entres em minha morada mas diz uma palavra e serei salvo”
Fonte: http://voxsilencio.blogspot.com/2009/07/luz-de-cristo.html
NOVENA DE NATAL: PREPARAÇÃO PARA O NASCIMENTO DE JESUS
Dezembro 15, 2009NOVENA DE NATAL
16 A 24 DE DEZEMBRO
PRIMEIRO DIA
Oração (para todos os dias):
Ó Jesus vivendo em Maria
vinde viver em vosso servo
com o espírito de vossa santidade
com a plenitude de vossas forças
na retidão de vossos caminhos
na verdade de vossas virtudes
na comunhão de vossos mistérios
para dominar as forças adversas
com o vosso Espírito, para a glória do Pai. Amém.
Texto Bíblico: (para meditação)São Marcos I,1-8
“Princípio do Evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus. Conforme está escrito no profeta Isaías: Eis que envio o meu anjo ante a tua face, o qual preparará o teu caminho diante de ti. Voz que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas. Estava João batizando no deserto e pregando o batismo de penitência para a remissão dos pecados. E ia ter com ele toda a terra da Judéia e todos os de Jerusalém, e eram batizados por ele no rio Jordão, confessando os seus pecados. E João andava vestido de pele de camelo e trazia uma cinta de couro em volta dos rins e comia gafanhotos e mel silvestre. E pregava dizendo: Vem após mim quem é mas forte do que eu, ao qual eu não sou digno de desatar, prostrado em terra, a correia dos sapatos. Eu tenho-vos batizado em água, ele porém vos batizará no Espírito Santo.”
Hino litúrgico:
| Vem do alto o Verbo do Pai no tempo eterno ao entardecer da terra vem para salvar. |
Do demônio o abraço queremos escapar E junto com os beatos a Vós sempre louvar. |
| Iluminai a alma que arde em vosso amor Ao som da vossa vinda purificai a dor. |
Ao Pai e ao Filho glória ao Espírito também Louvor honra e vitória nos séculos. Amém |
| Depois quando vierdes julgar os corações Castigo aos pecadores e vosso reino aos bons |
Antífona do Magníficat (Antífona do dia 16): [nota: em todo salmo antifonado após rezar-se a antífona, inicia-se o salmo, terminando com o Glória ao Pai. Para no fim repetir a antífona. No caso do Magníficat, costuma-se fazer o sinal da Cruz ao dizer o "Magníficat" inicial.]
És tu o que há de vir ou devemos esperar outro? Dizei a João o que vistes: Os cegos vêem, os mortos ressuscitam e os pobres são evangelizados, aleluia.
Minha alma engrandece ao Senhor
E meu espírito exulta em Deus meu salvador.
Porque pôs os olhos na sua escrava,
eis que todas as gerações me chamarão bem-aventurada.
Grandes maravilhas fez em mim o Onipotente, cujo nome é santo.
Cuja misericórdia se estende de geração em geração, sobre todos os que O temem.
Manifestou a força do seu braço, dissipou aqueles que se orgulhavam nos seus pensamentos
Depôs do trono os poderosos e elevou os humildes
Encheu de bens aos famintos, deixou aos ricos vazios.
Protegeu Israel seu servo, lembrado de sua misericórdia.
Assim como prometera a nossos pais, a Abraão e a todos os seus descendentes.
Glória ao Pai ao Filho e ao Espírito Santo
Assim como era no princípio agora e sempre por todos os séculos dos séculos. Amém.
Repete-se a antífona do dia e segue-se para o seguinte versículo:
V/ Orvalhai do alto, ó céus, e que as nuvens chovam o justo
R/ Que a terra se abra e germine o Salvador
Oremos: (para todos os dias)
Benigníssimo Deus de infinita caridade, que tanto amastes os homens, que lhes destes, em vosso Filho, a maior prenda do vosso amor para que, feito homem nas entranhas de uma Virgem, nascesse em um presépio para nossa salvação e remédio; eu, pobre mortal, vos dou infinitas graças por tão soberano benefício.Em troca dele, vos ofereço a pobreza, a humildade e as demais virtudes do vosso Filho humanado, suplicando-vos por seus divinos méritos, pelo desconforto em que nasceu e pelas ternas lágrimas que derramou no presépio, disponhais nossos corações com humildade profunda, com amor ardente, com tal desprezo de tudo que é terreno, para que Jesus recém nascido encontre neles sua morada eterna. Amém.
Pai Nosso, Ave Maria e Glória.
SEGUNDO DIA
Oração ( para todos os dias):
Ó Jesus vivendo em Maria
vinde viver em vosso servo
com o espírito de vossa santidade
com a plenitude de vossas forças
na retidão de vossos caminhos
na verdade de vossas virtudes
na comunhão de vossos mistérios
para dominar as forças adversas
com o vosso Espírito, para a glória do Pai. Amém.
Texto Bíblico (para meditação): São Lucas I,26-38
“Foi enviado por Deus o anjo Gabriel a uma cidade da Galiléia chamada Nazaré, a uma virgem desposada com um varão que se chamava José, da casa de Davi, e o nome da Virgem era Maria. E entrando o anjo onde ela estava disse-lhe: Deus te salve, cheia de graça, o Senhor é contigo. Bendita és tu entre as mulheres. E ela, tendo ouvido estas coisas, turbou-se com as suas palavras, e discorria pensativa que saudação seria esta. E o anjo disse-lhe: Não temas, Maria, pois achaste graça diante de Deus; eis que conceberás no teu ventre e darás à luz um filho e por-lhe-ás o nome de Jesus. Este será grande, e será chamado Filho do Altíssimo e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi; e reinará eternamente na casa de Jacó e o seu reino não terá fim. E Maria disse ao anjo: como se fará isso, pois eu não conheço varão? E respondendo o anjo disse-lhe: o Espírito Santo descerá sobre ti e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra. E por isso mesmo, o santo que há de nascer de ti, será chamado Filho de Deus. Eis que também Isabel, tua parenta, concebeu um filho na sua velhice. E este é o sexto mês da que se diz estéril, porque a Deus nada é impossível. Então disse Maria: Eis aqui a escrava do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra. E o anjo afastou-se dela.”
Hino Litúrgico
| Ressoa clara a voz que aos sonhos afugenta Já perto para nós, o Cristo se apresenta. |
Para que ao vir de novo Julgar o mundo aflito Proteja então seu povo lembrando o seu grito. |
| A alma entorpecida sacode o vão torpor: Já brilha o sol da vida que vence a crua dor. |
Ao Pai e ao Filho glória ao Espírito também Louvor honra e vitória nos séculos. Amém |
| Do céu desce o Cordeiro que vem pagar por nós Para o perdão ligeiro ergamos nossa voz. |
Antífona do Magnificat (do dia 17 ao 23 as antífonas do Magníficat são as chamadas “antífonas Ó”, cantadas ao som dos sinos, nos mosteiros):
Ó sabedoria que saindo da boca do Altíssimo atinges o universo de uma extremidade a outra, e dispõe forte e suavemente todas as coisas: Vinde ensinar-nos o caminho da prudência.
E reza-se o Magníficat como no primeiro dia, repetindo-se no fim a antífona.
V/ , R/ e Oremos como no primeiro dia ;
Pai Nosso, Ave Maria e Glória.
TERCEIRO DIA
Oração ( para todos os dias):
Ó Jesus vivendo em Maria
vinde viver em vosso servo
com o espírito de vossa santidade
com a plenitude de vossas forças
na retidão de vossos caminhos
na verdade de vossas virtudes
na comunhão de vossos mistérios
para dominar as forças adversas
com o vosso Espírito, para a glória do Pai. Amém.
Texto Bíblico: (para meditação) São Lucas I,39-47
“E naqueles dias, levantando-se Maria, foi com pressa às montanhas a uma cidade de Judá. E entrou em casa de Zacarias e saudou Isabel. E aconteceu que apenas Isabel ouviu a saudação de Maria, o menino saltou no seu ventre e Isabel ficou cheia do Espírito Santo e exclamou em alta voz e disse: Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. E donde a mim esta dita, que a mãe do meu Senhor venha ter comigo? Porque logo que a voz da tua saudação chegou aos meus ouvidos, o menino exultou de alegria no meu ventre. E bem-aventurada tu, que creste, porque se hão de cumprir as coisas que da parte do Senhor te foram ditas. Então Maria disse: Minha alma engrandece o Senhor, e o meu espírito exulta em Deus meu Salvador.”
Hino Litúrgico:
| Ó criador dos astros Ó luz que tudo aquece De todos Redentor, escuta nossas preces. |
Ao simples ecoar do nome teu eterno Joelhos vão dobrar o céu a terra o inferno. |
| Ao ver compadecido do mundo o imenso tédio Só por amor descido, a tudo dás remédio. |
Ó tu que voltarás para julgar a tudo Dá-nos agora a graça na tentação escudo. |
| Pois quando já dos tempos a tarde anoitecia Esposo tu saíste do seio de Maria. |
Ao Pai e ao Filho a glória Ao espírito também Louvor honra e vitória nos séculos. Amém. |
Antífona do Magníficat: (dia 18)
Ó Adonai chefe da casa de Israel, que apareceste a Moisés na sarça em fogo e deste-lhe no Sinai a lei: Vinde resgatar-nos com teu braço poderoso.
E reza-se o Magníficat como no primeiro dia, repetindo-se no fim a antífona.
V/ , R/ e Oremos como no primeiro dia ;
Pai Nosso, Ave Maria e Glória.
QUARTO DIA
Oração (para todos os dias):
Ó Jesus vivendo em Maria
vinde viver em vosso servo
com o espírito de vossa santidade
com a plenitude de vossas forças
na retidão de vossos caminhos
na verdade de vossas virtudes
na comunhão de vossos mistérios
para dominar as forças adversas
com o vosso Espírito, para a glória do Pai. Amém.
Texto Bíblico: (para meditação) São Lucas I,67-79 (O nascimento de S. João Batista)
“E Zacarias, seu pai, foi cheio do Espírito Santo e profetizou dizendo: Bendito seja o Deus de Israel, porque visitou e resgatou o seu povo. E suscitou uma força para nos salvar, na casa de seu servo Davi. Conforme anunciou pela boca dos seus santos, de seus profetas, desde os tempos antigos; para nos livrar dos nossos inimigos e das mãos de todos os que nos odeiam. Para exercer a sua misericórdia a favor de nosso pai Abraão, de nos conceder que, livres das mãos dos nossos inimigos, o sirvamos sem temor, com uma santidade e uma justiça digna dos seus olhares, durante todos os dias da nossa vida. E tu, menino, serás chamado o profeta do Altíssimo, porque irás diante da face do Senhor a preparar os seus caminhos, para dar ao seu povo o conhecimento da salvação para a remissão dos seus pecados; pelas entranhas da misericórdia do nosso Deus, graças à qual nos visitou do alto o Sol nascente, para iluminar os que jazem nas trevas e na sombra da morte; para dirigir os nossos pés no caminho da paz.”
Hino Litúrgico:
| Filho unigênito Cristo Redentor Que estás no princípio nasce no louvor. |
O céu, terra e mar tudo que aí está canta com louvor na vida do Senhor |
| Luz esplendor do Pai de todos a esperança As preces escutai, dos que têm confiança. |
Lavados que fomos no Sangue Redentor Cantamos de novo no Natal do Senhor. |
| Ó Salvador lembrai que da Virgem recebeste Nascendo pobremente um corpo como o nosso. |
Ao Pai e ao Filho a glória ao Espírito também Louvor honra e vitória nos séculos. Amém. |
| O dia presente que volta no ano Vem ele do Pai envolto em panos. |
Antífona do Magníficat (dia 19)
Ó raiz de Jessé que te ergues como um estandarte para os povos, diante de quem se calarão os reis, e a quem as nações pedirão clemência: Vinde libertar-nos, não tardeis.
E reza-se o Magníficat como no primeiro dia, repetindo-se no fim a antífona.
V/ , R/ e Oremos como no primeiro dia ;
Pai Nosso, Ave Maria e Glória.
QUINTO DIA
Oração (para todos os dias):
Ó Jesus vivendo em Maria
vinde viver em vosso servo
com o espírito de vossa santidade
com a plenitude de vossas forças
na retidão de vossos caminhos
na verdade de vossas virtudes
na comunhão de vossos mistérios
para dominar as forças adversas
com o vosso Espírito, para a glória do Pai. Amém.
Texto Bíblico: (para meditação) São Mateus I,18-25
“Ora, o nascimento de Jesus Cristo foi deste modo: Estando Maria, sua mãe, desposada com José, achou-se ter concebido do Espírito Santo, antes de coabitarem.E José, seu esposo, sendo justo e não querendo difama-la, resolveu deixá-la secretamente. Ora, andando ele como isto no pensamento, eis que um anjo do Senhor lhe apareceu em sonhos dizendo:José, filho de Davi, não temas receber Maria como tua esposa, porque o que nela foi concebido, é obra do Espírito Santo. E dará a luz um filho ao qual porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos seus pecados.
Ora, tudo isto aconteceu para que se cumprisse o que foi dito pelo Senhor por meio do profeta, que diz: Eis que a Virgem conceberá e dará à luz um filho, e o chamarão pelo nome de Emanuel, que quer dizer Deus conosco.
E despertando José do sono, fez como lhe tinha mandado o anjo do Senhor, e recebeu sua esposa. E não a conhecia; e ela deu à luz seu filho primogênito e pôs-lhe o nome de Jesus.”
Hino Litúrgico:
| Do raiar da aurora até o sol se pôr, Da Virgem mãe nascido saudemos o Senhor. |
Por Gabriel predito já nasce onipotente A luz é dada à luz que João nas trevas sente. |
| O Criador do mundo um corpo vil tomou; A carne salva a carne não perca os que criou. |
Presépio não desprezas palha achas suave De leite quis nutrir-se quem alimenta as aves. |
| Da Virgem mãe no seio o sol do céu penetra Presença preciosa carrega em si secreta. |
Anjos do céu começam seus cantos de louvor, Pastores reconhecem de todos o Pastor |
| Da mãe o puro peito templo do céu se faz Homem desconhecendo o próprio Deus nos traz. |
Louvor e honra ao Filho que nasceu da Virgem Com o Pai e o Santo Espírito nos séculos . Amém. |
Antífona do Magníficat (dia 20):
Ó chave de Davi e cetro da casa de Israel, que abres e ninguém fecha, que fechas e ninguém abre. Vinde tirar do cárcere o prisioneiro que está nas trevas e na sombra da morte.
E reza-se o Magníficat como no primeiro dia, repetindo-se no fim a antífona.
V/ , R/ e Oremos como no primeiro dia ;
Pai Nosso, Ave Maria e Glória.
SEXTO DIA
Oração (para todos os dias):
Ó Jesus vivendo em Maria
vinde viver em vosso servo
com o espírito de vossa santidade
com a plenitude de vossas forças
na retidão de vossos caminhos
na verdade de vossas virtudes
na comunhão de vossos mistérios
para dominar as forças adversas
com o vosso Espírito, para a glória do Pai. Amém.
Texto Bíblico: (para meditação) São Lucas II,1-20
“E naqueles dias, saiu um édito de César Augusto, para que se fizesse o recenseamento de todo o mundo. Este primeiro recenseamento foi feito por Cirino, governador da Síria. E iam todos recensear-se, cada um à sua cidade. E José foi também da Galiléia, da cidade de Nazaré, à Judéia, à cidade de Davi, que se chamava Belém, porque era da casa da família de Davi, para se recensear juntamente com Maria, sua esposa, que estava grávida. E estando ali, aconteceu completarem-se os dias em que devia dar à luz. E deu à luz o seu filho primogênito e o enfaixou e reclinou numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na estalagem.
Ora, naquela mesma região, havia uns pastores que velavam e faziam de noite a guarda ao seu rebanho, E eis que apareceu junto deles um anjo do Senhor e a claridade de Deus os cercou, e tiveram grande temor. Porém o anjo disse-lhes: Não temais; porque eis que vos anuncio uma grande alegria, que terá todo o povo. Nasceu-vos na cidade de Davi um Salvador, que é o Cristo Senhor, E eis o sinal: encontrareis um menino envolto em panos, e deitado numa manjedoura.
E subitamente apareceu com o anjo uma multidão da milícia celeste, louvando a Deus e dizendo: Glória a Deus no mais alto dos céus, e paz na terra aos homens de boa vontade. E depois que os anjos se retiraram deles para o céu, os pastores diziam entre si: vamos até Belém e vejamos o que lá sucedeu e o que é que o Senhor nos manifestou. E foram com grande pressa e encontraram Maria e José e o menino, deitado na manjedoura. E vendo isto, conheceram o que lhes tinha sido dito acerca deste menino. E todos os que ouviram, se admiravam das coisas que lhes diziam os pastores. Ora, Maria conservava todas estas coisas, meditando-as no seu coração. E os pastores voltaram glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham ouvido e visto, conforme lhes tinha sido dito.”
Hino Litúrgico:
| Ó redentor de todos Ó Luz antes da luz, Só pelo Pai gerado igual ao Pai, Jesus. |
A terra, a estrela, o mar aquilo que o céu cobre cantam o rei que salva e nasce como pobre. |
| Do Pai és esplendor de todos a esperança Escuta pois o grito que toda a terra lança. |
E nós a quem lavou a água batismal do Sangue teu nascidos cantemos teu Natal. |
| Recorda ó Criador que nosso corpo um dia nascendo tu tomaste no seio de Maria. |
Louvor e honra ao Filho que pela Virgem vem No Espírito és brilho do Pai eterno. Amém. |
| O dia de hoje atesta em cada ano novo que do Pai desceste para salvar o povo. |
Antífona do Magníficat (dia 21):
Ó Oriente, esplendor da luz eterna e Sol de justiça: Vinde e iluminai os que jazem nas trevas e na sombra da morte.
E reza-se o Magníficat como no primeiro dia, repetindo-se no fim a antífona.
V/ , R/ e Oremos como no primeiro dia ;
Pai Nosso, Ave Maria e Glória.
SÉTIMO DIA
Oração (para todos os dias):
Ó Jesus vivendo em Maria
vinde viver em vosso servo
com o espírito de vossa santidade
com a plenitude de vossas forças
na retidão de vossos caminhos
na verdade de vossas virtudes
na comunhão de vossos mistérios
para dominar as forças adversas
com o vosso Espírito, para a glória do Pai. Amém.
Texto Bíblico: (para meditação) São Mateus II,1-12
“Tendo, pois, nascido Jesus em Belém de Judá, reinando o rei Herodes, eis que uns magos chegaram do Oriente a Jerusalém dizendo: Onde está o rei dos Judeus, que acaba de nascer? Porque nós vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-lo. E ouvindo isto o rei Herodes turbou-se e toda Jerusalém com ele. E convocando todos os príncipes dos sacerdotes e os escribas do povo, perguntava-lhes onde havia de nascer o Cristo. E eles disseram-lhe: em Belém de Judá; porque assim foi escrito pelo profeta: E tu Belém, terra de Judá, não és a mínima entre as principais de Judá, porque de ti sairá o chefe que há de comandar Israel meu povo.
Então Herodes tendo chamado secretamente os magos inquiriu deles cuidadosamente que tempo havia que lhes tinha aparecido a estrela; e enviando-os a Belém disse-lhes: ide e informai-vos bem acerca do menino e quando o encontrardes, comunicai-mo a fim de que também eu o vá adorar.
E eles, tendo ouvido as palavras do rei partiram; e eis que a estrela que tinham visto no Oriente ia adiante deles até que, chegando sobre onde estava o menino, parou. Vendo novamente a estrela ficaram possuídos de grandíssima alegria. E entrando na casa, encontraram o menino com Maria, sua mãe e prostrando-se o adoraram; e abrindo seus tesouros lhe ofereceram como presentes ouro, incenso e mirra. E tendo recebido aviso em sonhos para não tornarem a Herodes, voltaram por outro caminho para seu país.”
Hino (de origem espanhola)
| Meu doce Jesus criança adorada Vinde em nossas almas vinde sem tardar. |
Sagrada raiz de Jessé a Flor abençoai o orbe de agradável odor. |
| Sabedoria suma do Deus soberano que como criança pequeno vos fez. |
Vinde em nossas almas vinde sem tardar. |
| Vinde em nossas almas vinde sem tardar |
Doce criança que fostes chamada Lírio dos vales Bela Flor dos campos. |
| Ó Deus menino vinde ensinar-nos a prudência que faz a marca dos sábios. |
Vinde em nossas almas vinde sem tardar |
| Vinde em nossas almas vinde sem tardar. |
Antífona do Magníficat (dia 22)
Ó Rei das nações, delas desejado, Pedra angular que unifica tudo: Vinde salvar o homem que do limo formastes.
E reza-se o Magníficat como no primeiro dia, repetindo-se no fim a antífona.
V/ , R/ e Oremos como no primeiro dia ;
Pai Nosso, Ave Maria e Glória.
OITAVO DIA
Oração (para todos os dias):
Ó Jesus vivendo em Maria
vinde viver em vosso servo
com o espírito de vossa santidade
com a plenitude de vossas forças
na retidão de vossos caminhos
na verdade de vossas virtudes
na comunhão de vossos mistérios
para dominar as forças adversas
com o vosso Espírito, para a glória do Pai. Amém.
Texto Bíblico: (para meditação) São Mateus II,13-23
“Tendo eles partido (os magos), eis que um anjo do Senhor apareceu em sonhos a José e lhe disse: Levanta-te, toma o menino e sua mãe e foge para o Egito e fica lá até que eu te avise; porque Herodes vai procurar o menino para o matar. E ele levantando-se, tomou de noite o menino e sua mãe e retirou-se para o Egito. E lá esteve até a morte de Herodes, cumprindo-se deste modo o que tinha sido dito pelo Senhor por meio do profeta, que disse: Do Egito chamarei meu filho. Então Herodes, vendo que tinha sido enganado pelos magos, irou-se em extremo e mandou matar todos os meninos que havia em Belém e em todos os seus arredores, da idade de dois anos para baixo, segundo a data que tinha averiguado dos magos. Então se cumpriu o que estava predito pelo profeta Jeremias, que diz: Uma voz se ouviu em Ramá, grandes prantos e lamentações: Raquel chorando os seus filhos, sem admitir consolações, porque já não existem.
Morto Herodes, eis que o anjo do Senhor apareceu em sonhos a José no Egito, dizendo: Levanta-te, toma o menino e sua mãe e vai para a terra de Israel, porque morreram os que procuravam a vida do menino. E ele, levantando-se, tomou o menino e sua mãe e foi para a terra de Israel. Mas ouvindo dizer que Arquelau reinava na Judéia em lugar de seu pai Herodes, temeu ir para lá; e avisado em sonhos, retirou-se para a Galiléia. E indo para lá, habitou na cidade que se chama Nazaré, cumprindo-se deste modo o que tinha sido predito pelos profetas: Será chamado Nazareno.”
Hino (de origem espanhola)
| Luz do Oriente de raios eternos que entre as trevas nos mostra esplendor. |
Vem que Maria recebe em seus braços seu filho que nasce O tempo chegou. |
| Rei das nações Ó Emanuel és o desejado pastor do rebanho. |
Vem que José com desejo sacro arruma o sacrário do teu amor. |
| Apascenta, criança com suave cajado a ovelha arisca e o cordeiro manso. |
Vinde em nossas almas vinde sem tardar. |
Antífona do Magníficat(dia 23)
Ó Emanuel, rei e salvador nosso; esperança das nações e seu salvador: Vinde para salvar-nos Senhor nosso Deus.
E reza-se o Magníficat como no primeiro dia, repetindo-se no fim a antífona.
V/ , R/ e Oremos como no primeiro dia ;
Pai Nosso, Ave Maria e Glória.
NONO DIA
Oração (para todos os dias):
Ó Jesus vivendo em Maria
vinde viver em vosso servo
com o espírito de vossa santidade
com a plenitude de vossas forças
na retidão de vossos caminhos
na verdade de vossas virtudes
na comunhão de vossos mistérios
para dominar as forças adversas
com o vosso Espírito, para a glória do Pai. Amém.
Texto Bíblico: (para meditação) São João I,1-14
A importânica literária, teológica e espiritual deste prólogo de São João deve levar-nos a meditá-lo com atencão, no final de cada santa missa.
“No princípio era o Verbo e o Verbo estava em Deus e o Verbo era Deus.
Ele estava no princípio em Deus.Todas as coisas foram feitas por ele e nada do que foi feito, foi feito sem ele. Nele estava a vida e a vida era a luz dos homens.
E a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam.
Houve um homem enviado por Deus que se chamava João.
Este veio como testemunha para dar testemunho da luz, a fim de que todos cressem por meio dele.
Ele não era a luz, mas veio para dar testemunho da luz.
Era a luz verdadeira, a que ilumina todo o homem que vem a este mundo.
Estava no mundo e o mundo foi feito por ele e o mundo não o conheceu.
Veio para o que era seu e os seus não o receberam.
Mas a todos os que o receberam, deu poder de se tornarem filhos de Deus,
àqueles que crêem no seu nome;
os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne nem da vontade do homem, mas de Deus.
E o Verbo se fez carne e habitou entre nós;
e nós vimos a sua glória, glória como de Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.”
Hino Litúrgico:
| Belém cidade única só tu pudeste ver O salvador do céu na terra homem nascer. |
Ao Rei se dá o ouro Ao Deus o incenso puro mas fala do sepulcro da mirra o pó escuro. |
| Brilhante nova estrela que vence a luz do dia Ter vindo à terra Deus aos homens anuncia. |
Louvor ao que aparece aos povos em Belém Unido ao Pai e ao Espírito nos séculos. Amém. |
| Ao vê-la os magos partem repartem seu tesouro Prostrados oferecem incenso mirra e ouro. |
Antífona do Magníficat (dia 24):
Logo que no céu nascer o sol, vereis o Rei dos reis, vindo do Pai, como o esposo do seu tálamo.
E reza-se o Magníficat como no primeiro dia, repetindo-se no fim a antífona.
V/ , R/ como no primeiro dia ;
Oração para o último dia:
Concedei, ó Deus onipotente, que a novidade do Natal do vosso Filho Unigênito, feito homem, liberte da antiga escravidão aos que estão retidos pelo pecado. Pelo mesmo Jesus Cristo Nosso Senhor.Amém.
Pai Nosso, Ave Maria e Glória.
CONSAGRAÇÃO AO MENINO JESUS NO NATAL
Senhor Jesus, Filho eterno de Deus, que vos dignastes conhecer e santificar nossa condição humana, nós vos adoramos em Vossa Infância e Vos damos graças de nos ter aberto, por ela, o caminho ao Vosso Sagrado Coração.
Nesta festa de Natal de 2009 nós nos consagramos a Vós e vos tomamos por modelo, para que Vosso Pai veja resplandecer em nossas almas a semelhança de Seu Filho amado.
Nós vos suplicamos de nos comunicar as virtudes que praticastes nos trinta anos de Vossa vida escondida, onde queremos buscar o alimento da nossa vida cristã.
Ó Menino Jesus, Rei dos corações, nós vos escolhemos como verdadeiro sacerdote de nossa pequena capela, como Mestre de vida interior, como modelo de obediência e guia no caminho da perfeição.
Preservai-nos do espírito do mundo e derramai em nossas almas as graças que transbordam de Vosso Sacratíssimo Coração: a mansidão e a verdadeira humildade; a fé e o amor por Vossa Santa Igreja, perseguida até a morte; o desprezo pelas honras do mundo; a castidade, o espírito de sacrifício e uma caridade fraterna tão sólida que afaste para sempre as divisões, os falatórios e a discórdia.
Para tanto, queremos imitar a docilidade do Vosso Coração às inspirações do Divino Espírito Santo e Vossa admiração contemplativa da Vontade do Pai.
Dai-nos uma piedade filial, terna e profunda para com Vossa Santa Mãe, que recebeu poder sobre Vós nos dias de Vossa vida mortal.
Senhor Jesus, fazei que tudo em nossas vidas seja feito segundo a vontade de Deus, que saibamos adorar na fé os desígnios de Sua atenção paternal e que nossa vida interior, toda marcada por Vossa presença, mergulhe cada dia mais no mistério de amor das Três Pessoas Divinas, onde reinais eternamente com o Pai, na unidade do Espírito Santo. Amém.
A CONFISSÃO: CONFESSAI-VOS BEM – Parte XVI
Dezembro 14, 2009O SACRAMENTO DA CONFISSÃO.
CONFESSAI-VOS BEM !!!
Parte XVI.
Modo prático de se confessar.
Exame
D. — Padre, depois dessas coisas tão bonitas que me disse até agora sobre a confissão, tenha a bondade de acrescentar algumas palavras sobre o modo de se confessar. Tenho medo de não ser capaz e de me confessar bem.
M. — E por que esse medo? “A confissão, como a definiu o suavíssimo Papa Pio X, é a descoberta mais oportuna que Jesus soube fornecer à enfermidade humana”.
Isso quer dizer que é o Sacramento mais fácil de se receber, ao alcance de todos, e que não requer condições difíceis, de modo que, todos os que têm boa vontade para fazer uma boa confissão, sempre o conseguem. Aqueles então que têm muito medo de se confessarem mal, são os que se confessam melhor, justamente por causa do medo.
D. — Devemos também rezar antes da confissão?
M. — Sendo uma verdade de fé que, sem o auxílio da graça, não nos podemos confessar bem, devemos pedir esse auxílio com a oração:
1) Avivando a fé nesse Sacramento, que é o principal meio de santificação.
2) Agradecendo a Jesus que quis dar-nos tão valioso presente à custa da sua paixão e morte.
3) Recomendando-nos à nossa querida mãe. Maria Santíssima, refúgio dos pecadores, ao nosso Anjo da Guarda, às Almas do Purgatório.
Depois disso fazemos o exame de consciência.
D. — Ah, Padre, aqui começam as minhas inquietações. Eu não sou capaz de fazer o exame de consciência: ou não me lembro dos pecados, ou então me esqueço deles quando chego ao confessionário.
M. — Vá devagar, meu caro, não turvemos a água com a aflição. Com o medo não se faz nada direito, mas, se nos aplicarmos com calma e confiança em Deus venceremos na certa.
Façamos o que nos for possível, e o Senhor suprirá ao resto; muitas vezes, é justamente quando estamos menos satisfeitos com nós mesmos que a sua satisfação é maior.
D. — Todos são obrigados a fazer o exame?
M. — Eu já vou dizendo que, se para uns o exame é obrigatório, para outros pode ser nocivo.
D. — É obrigatório para quem?
M. — Um exame sério e diligente é obrigatório:
1) Para os que cometem pecados mortais.
2) Para os que se confessam raramente.
3) Para os que, há algum tempo, não se confessam bem.
Todos esses, devendo acusar faltas graves, as circunstâncias que transformam a espécie, e também o número das mesmas, é claro que devem fazer um exame sério e cuidadoso.
D. — O quê se deve fazer para um bom exame?
M. — Para fazer um bom exame, devemos passar em revista diante da nossa consciência os mandamentos de Deus e da Igreja, juntamente com os deveres do próprio estado. Devemos examinar-nos sobre cada um deles para saber se pecamos por pensamentos, palavras, obras e omissões, tendo em mira principalmente a paixão predominante e as causas geradoras das faltas costumeiras.
Portanto, no que diz respeito ao primeiro mandamento, devemos observar se não tivemos fé em qualquer verdade de nossa religião se tomamos parte em conversas contra a religião, ou, se prestamos atenção a elas; se lemos livros ou jornais contra a religião; se cometemos sacrilégios, fazendo más Confissões ou más Comunhões, ou desprezando coisas ou pessoas sagradas; se cometemos práticas supersticiosas, ou se participamos de alguma sessão espírita.
Quanto ao segundo mandamento, observemos se blasfemamos o nome de Deus, da Virgem ou dos Santos, ou se fizemos juramentos ilícitos.
Quanto ao terceiro mandamento, observemos se não assistimos à Missa nos dias santos de guarda, ou se não assistimos à ela com a devida atenção; se, propositadamente, faltamos ao catecismo, ou ao sermão; se fizemos trabalhos manuais ou obras servis, ou então se passamos o dia de festa em divertimentos, pagodes, botequins.
Quanto ao quarto mandamento, vejamos se não respeitamos nossos pais e superiores, faltando-lhes ao respeito com palavras, obras ou insultos; ou se os fizemos chorar com o nosso mau procedimento.
Quanto ao quinto mandamento vejamos se golpeamos gravemente, ou se ferimos alguém; se nutrimos no coração ódio a alguma pessoa; se pensamos em vingança; se lançamos imprecações ou maldições; se demos escândalo, isto é, se com palavras ou ações excitamos outros ao pecado.
Quanto ao sexto e nono mandamentos, examinemos se tivemos pensamentos ou desejos contrários à castidade, se consentimos neles ou se fomos negligentes em afastá-los; se tomamos parte em conversas escandalosas, ou se lhes prestamos atenção; se lemos livros obscenos; se cometemos atos impuros, e se os cometemos sozinhos ou com outros e de que condição eram esses outros, desde que essas circunstâncias mudam a malícia do pecado; e se repetimos esses atos; se freqüentamos bailes ou espetáculos desonestos.
Quanto ao sétimo e décimo mandamentos examinemos se não roubamos alguma soma ou coisa de valor, seja em casa, seja de outras pessoas; se causamos danos; se tivemos pensamentos ou desejos de nos apropriarmos das coisas dos outros injustamente.
Chegando o oitavo mandamento vejamos se proferimos injúrias graves ou danosas; se murmuramos ou caluniamos gravemente; se causamos prejuízos à estima ou à honra de alguém.
Passando aos preceitos da Igreja, basta observar se violamos dias proibidos; ou se sendo obrigados a jejuar não o fizemos: finalmente se omitimos a Confissão e Comunhão bem feita no tempo da Páscoa.
Acrescentemos a esse exame sobre os mandamentos de Deus e da Igreja, um pequeno exame sobre os vícios capitais, considerando se cometemos pecados graves de soberba, de gula, de ira, de inveja; e para terminar deitemos um olhar para as obrigações do próprio estado.
D. — Para as obrigações do próprio estado também?
M. — Certamente! Um pai ou uma mãe, um marido ou uma mulher, um professor, um superior qualquer, podem muito bem observar todos os mandamentos, e ao mesmo tempo faltar gravemente aos deveres do próprio estado; o mesmo se dá com as crianças.
Portanto, o exame de consciência sobre os deveres do próprio estado é de suma importância, quando se quer fazer uma boa Confissão. A anedota seguinte é histórica.
O Imperador Carlos V, estava em viagem e, passando por um convento, quis confessar-se. Um religioso, cheio de caridade, ouviu a confissão do imperador e depois acrescentou:
“Confessus es peccata Caroli… nunc confitere peccata Caesaris…
— Confessaste-me os pecados de Carlos, isto é, como se não fosse imperador; confessa-me agora os pecados que cometeste no desempenho do teu cargo”.
E, com muita habilidade e simplicidade, interrogou-o sobre o modo como governava o seu povo. O imperador ficou tão comovido que, mais tarde, quando contou o fato, disse: “Finalmente encontrei quem me iluminou sobre certos argumentos, e deu à minha consciência paz completa!”
D. — Padre, será que todos são capazes de fazer “um exame tão diligente?”
M. — Os que não forem capazes, apresentem-se ao confessor, prontos para declarar todos os fatos de que se lembram, para responder sinceramente às perguntas que ele lhes fizer: é quanto basta.
D. — E se o confessor não fizer perguntas e se o penitente esquecer dos pecados mortais?
M. — Os pecados, mesmo os mortais, quando não são propositadamente esquecidos, são perdoados como os que se confessar, ficando o penitente obrigado e declará-los, se se lembrar deles, nas confissões seguintes.
D. — Enquanto isso podemos ir para a Comunhão com a consciência tranqüila?
M. — Sim, podemos ir para a Comunhão com a consciência tranqüila mesmo em ponto de morte.
D. — Padre, o senhor disse que nos devemos examinar sobre pensamentos e desejos?
M. — Certamente, porque, quando maus, os pensamentos e desejos também são pecados.
— Mamãe, perguntou um menininho, se, como a senhora me ensinou, nada no mundo se perde, aonde vão parar os pensamentos e desejos?
— Meu filho, respondeu gravemente a mãe; vão morar na memória de Deus, e ali ficam para sempre.
— Para sempre! exclamou o menino surpreendido. Pensou um pouco, de cabeça baixa, e depois, abraçando a mãe bem apertado, murmurou baixinho:
— Eu tenho medo! E pensando bem, quem é que não se sente compelido a dar o mesmo grito: eu tenho medo!…
E se certos pensamentos nos causam medo, por que não devemos examiná-los e detestá-los?
D. — Os maus pensamentos são sempre pecado?
M. — Não, meu filho, algumas vezes não são pecado; outras vezes são pecado venial; mas podem também ser pecado mortal.
Ouça esta comparação:
Uma fagulha que cai sobre um vestido branco e é logo retirada não deixa mancha. Se a deixarmos ali, alguns instantes, deixa uma mancha chamuscada. Se a deixarmos ali, para ver o resultado, ela acaba queimando o vestido.
Assim acontece com os maus pensamentos. Se os expulsarmos logo, não são pecado nenhum; se consentirmos neles por alguns instantes são pecado venial; se ficarmos a seguir o curso, até ao fim, com plena consciência do que estamos fazendo e com prazer, nesse caso são pecado mortal.
D. — Quais são os que não são obrigados a fazer um longo exame?
M. — As almas que tem temor de Deus e que se confessam sempre não são obrigados a um exame demorado, porque, segundo o célebre Frassinetti ou não cometem pecados mortais, ou então, na hipótese de cometerem algum, não se esqueceriam dele.
D. — Então, Padre, fazem mal os que ficam angustiados e se agitam porque não acham pecados?
M. — Certamente! ‘Não é de estranhar, diz ainda Frassinetti, se, não cometendo pecados, não os encontrais. Agradecei a Deus, e continuai a ficar deles afastados com o auxílio dos Sacramentos”.
Lembro-me de um menino que indo para a confissão chorava como uma videira recém-cortada.
— Por que, pequeno, eu perguntei, por quê você chora tanto?
— Porque eu não encontro pecados!
— Você não os cometeu?
— Não, Padre, pecados eu nunca cometi.
D. — Diga-me enfim, Padre: para quem pode o exame ser nocivo?
M. — Pode ser nocivo para as almas confusas, agitadas, irritadiças, escrupulosas, as quais, por terem a convicção de que devem fazer as contas como se se tratasse de matemática, não acabam nunca de se examinar para chegar sempre a zero, com despeito e desânimo sempre crescentes. Em tais casos, o Confessor proíbe o exame, e elas devem obedecer.
D. — Agradecido por tudo, Padre; eu nunca me esquecerei disso.
SANTA LUZIA
Dezembro 13, 2009Protetora dos olhos e da visão
Santa Luzia pertencia a uma rica familia de Siracusa, na Itália, tendo recebido ótima formação cristã, ao ponto de Luzia ter feito um voto de viver virgindade perpétua. Com a morte do pai, Luzia soube que sua mãe a queria casada com um jovem de distinta família, porém pagão.
Nessa ocasião, sua mãe adoece gravemente e Luzia, que era devota de Santa Águeda, leva sua mãe à tumba da santa. Milagrosamente, sua mãe recupera a saúde e acaba concordando que a filha seguisse a vida que escolhera, consentindo também, que distribuísse seu rico dote entre os pobres.
O noivo rejeitado vingou-se, entregando Luzia como cristã ao procônsul. Este ameaçou Luzia de colocá-la no prostíbulo e sua resposta foi: “O corpo se contamina se a alma consente”. Assim sendo, dezenas de soldados tentaram carregá-la, mas o corpo de Luzia pesava muito, nada conseguindo. Contam que enquanto estava presa, arrancaram-lhe os olhos, mas no dia seguinte estavam novamente perfeitos. Por este milagre é que ela é venerada como protetora dos olhos.
Santa Luzia, não querendo oferecer sacríficio ao deuses e nem quebrar o seu santo voto, foi decapitada em 303, para assim testemunhar com a vida – ou morte – o que disse: “Adoro a um só Deus verdadeiro, e a ele prometi amor e fidelidade”.
Ó, Santa Luzia, que preferistes deixar que os vossos olhos fossem vazados e arrancados antes de negar a fé e conspurcar vossa alma; e Deus, com um milagre extraordinário, vos devolveu outros dois olhos sãos e perfeitos para recompensar vossa virtude e vossa fé, e vos constituiu protetora contra as doenças dos olhos, eu recorro a vós para que protejais minhas vistas e cureis a doença dos meus olhos.
Ó, Santa Luzia, conservai a luz dos meus olhos para que eu possa ver as belezas da criação. Conservai também os olhos de minha alma, a fé, pela qual posso conhecer o meu Deus, compreender os seus ensinamentos, reconhecer o seu amor para comigo e nunca errar o caminho que me conduzirá onde vós, Santa Luzia, vos encontrais, em companhia dos anjos e santuário.
Santa Luzia, protegei meus olhos e conservai minha fé. Amém.
Ó Virgem Santa Luzia, nossa querida padroeira,
lá no céu onde estás és a nossa Medianeira.
A tua vida é para nós modelo
nós queremos seguir o teu exemplo
por tua virtude e grande amor
a Ti nós dedicamos este templo.
Olha pra nós os filhos teus
Ó Virgem Mártir que nos dás a luz
Santa Luzia, Virgem Piedosa
manda-nos sempre as bênçãos de Jesus.
Tua candura puro emblema de fé
Virgem querida dá-nos tua proteção
és nosso guia, nossa vida e esperança
a ti ó Mártir, uma eterna devoção.
Fontes:
Santos da Igreja Católica « http://ositedossantos.vilabol.uol.com.br »
Santa Luzia do Sabugy « http://www.santaluziadosabugy.hpg.ig.com.br »
NOSSA SENHORA DE GUADALUPE
Dezembro 12, 2009Nossa Senhora
de Guadalupe
Pelos relatos, uma “Senhora do Céu” apareceu a Juan Diego, identificou-se como a mãe do verdadeiro Deus, fez crescer flores numa colina semi-desértica em pleno inverno, as quais Juan Diego devia levar ao bispo, que exigira alguma prova de que efetivamente a Virgem havia aparecido. Juan foi instruído por ela a dizer ao Bispo que construísse um templo no lugar, e deixou sua própria imagem impressa milagrosamente em seu Tilma, em um tecido supostamente de pouca qualidade (feito a partir do cacto), que deveria se deteriorar em 20 anos mas que não mostra sinais de deteriorização até ao presente. Porém substâncias químicas usadas nas tintas foram identificadas e o tecido não é o ayate, mas uma mistura de cânhamo e linho[1], que resistem ao tempo.
Em ampliações da face de Nossa senhora, os seus olhos, na imagem gravada, parecem refletir o que estava à Sua frente em 1531 – Juan Diego, e o bispo. Porém, alguns acreditam que isto pode ser explicado pelo fenômeno da pareidolia. O assunto tem sido objeto de inúmeras investigações científicas. É venerada no Santuário de Nossa Senhora de Guadalupe e a sua festa é celebrada em 12 de Dezembro.
A Virgem de Guadalupe: desafio à ciência moderna
11/1/2006
Valdis Grinsteins
Para o ateu moderno, acostumado a dar valor só ao que julga provado pela ciência, o milagre de Guadalupe, no México, é no mínimo constrangedor. Pois a ciência prova que houve milagre!
Vejamos o problema do ponto de vista desses amantes indiscriminados da ciência. Para eles, tudo aquilo que não se demonstra em laboratório entra para o domínio da fantasia. Ciências, com C maiúsculo, são para eles a Física, a Química, a Biologia, etc. Já a História lhes parece suspeita, pois é irrepetível e muito subjetiva, ao depender de testemunhas. Muito mais ainda se for história eclesiástica, e o auge do suspeito lhes parecem as histórias dos milagres. São como o Apóstolo São Tomé, que precisou ver para crer. Para esse tipo de almas incrédulas, que havia até entre os Apóstolos, Nosso Senhor realiza certo tipo de milagres, de forma que não possam alegar a falta de provas. E uma dessas provas é a imagem de Nossa Senhora de Guadalupe, no México.(1)
Breve resumo da história
![]() Imagem miraculosa de Nossa Senhora de Guadalupe |
No dia 7 de maio de 1979 o prof. Phillip Serna Callahan, biofísico da Universidade da Flórida, junto com especialistas da NASA, analisou a imagem. Desejavam verificar se a imagem é uma fotografia. Resultou que não é fotografia, pois não há impressão no tecido. Eles fizeram mais de 40 fotografias infravermelhas para verificar como é a pintura. E constataram que a imagem não está colada ao manto, mas se encontra 3 décimos de milímetro distante da tilma. Para os céticos, outra complicação: verificaram que, ao aproximar os olhos a menos de 10 cm da tilma, não se vê a imagem ou as cores dela, mas só as fibras do manto.
Convém ter em conta que ao longo dos tempos foram pintadas no manto outras figuras. Estas vão se transformando em manchas ou desaparecem. No caso delas, o material e as técnicas utilizadas são fáceis de determinar, o que não acontece com a imagem de Nossa Senhora.
Os olhos da imagem
![]() Um olho da Imagem visto de perto |
• Em segundo lugar, não se consegue averiguar quais materiais foram utilizados para formar as figuras. Toda a imagem da Virgem não está pintada, e ninguém sabe como foi estampada no manto de Juan Diego;
• Em terceiro lugar, as treze figuras se repetem nos dois olhos. E o tamanho de cada uma delas depende da distância do personagem em relação ao olho esquerdo ou direito da Virgem.
Esse engenheiro ficou seriamente comovido ao descobrir que, assim como os olhos da Virgem refletem as pessoas diante dela, os olhos de uma das figuras refletidas, a do bispo Zumárraga, refletem por sua vez a figura do índio Juan Diego abrindo sua tilma e mostrando a imagem da Virgem. Qual o tamanho desta imagem? Um quarto de mícron, ou seja, um milímetro dividido em quatro milhões de vezes. Quem poderia pintar uma figura de tamanho tão microscópico? Mais ainda, no século XVI…
Tentativa de apagar o milagre
Assim como meu conhecido não desejava falar do Santo Sudário, outros não querem ouvir falar dessa imagem, que representa para eles problemas insolúveis. O anarquista espanhol Luciano Perez era um desses, e no dia 14 de novembro de 1921 colocou ao lado da imagem um arranjo de flores, dentro do qual havia dissimulado uma potente bomba. Ao explodir, tudo o que estava perto ficou seriamente danificado. Uma cruz metálica, que ficou dobrada, hoje se conserva no templo como testemunha do poder da bomba. Mas… a imagem da Virgem não sofreu dano algum.
E ainda ela está hoje ali, no templo construído em sua honra, assim como uma vez esteve Nosso Senhor diante do Apóstolo São Tomé e lhe ordenou colocar sua mão no costado aberto pela lança. São Tomé colocou a mão e, verificada a realidade, honestamente acreditou na Ressurreição. Terão essa mesma honestidade intelectual os incrédulos de hoje? Não sei, porque assim como não há pior cego do que o que não quer ver, não há pior ateu do que o que não deseja acreditar. Mas, como católicos, devemos rezar também por esse tipo de pessoas, pedindo a Nossa Senhora de Guadalupe que lhes dê a graça de serem honestas consigo mesmas.
Notas :
1. Para a elaboração deste artigo, utilizamos o material publicado no site http://www.reinadelcielo.org/estructura.asp?intSec=1&intId=42, ao qual remetemos os leitores interessados em mais dados.
2. http://nobelprize.org/chemistry/laureates/index.html
Veja:
http://www.catolicismo.com.br/
Extraído dos sites:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Nossa_Senhora_de_Guadalupe
http://www.fundadores.org.br/principal.asp?IdTexto=707&pag=1&categ=14
A EUCARISTIA NOS LIVRA DE TODOS OS MALES
Dezembro 11, 2009A Eucaristia nos livra de todos os males!
Por Padre Luizinho sobre Adoração ao Santíssimo.
“Christus Ab Omni Malo Plebem Suam Defendat” – Que o Cristo nos defenda de todos os males.
A Eucaristia é o pára-raios divino que desvia de sobre as nossas cabeças os golpes da justiça de Deus.
Qual mãe devotada e cheia de ternura que, no intuito de subtrair o filhinho à cólera de um pai irritado, esconde-o em seu regaço e o abraça de modo a lhe fazer uma trincheira com o seu próprio corpo, Jesus multiplicou-se pelo mundo, envolvendo-o e encobrindo-o com sua presença misericordiosa.
A justiça divina já não ousa então ferir, porque não encontra onde.
E que proteção contra o demônio! O Sangue de Jesus que nos enrubesce os lábios, nos torna temível a Satanás. Assinalados com o sangue do verdadeiro Cordeiro, não seremos tocados pelo anjo exterminador (cf. Ex 12,13).
Ah! Sem a Eucaristia, sem este Calvário perpétuo, quantas vezes não teria a cólera divina estalado sobre as nossas cabeças! A Eucaristia nos livra de todos os males!
Purificai-vos e entrai! Vinde à adoração fazer o papel dos anjos; sede, portanto, puros como eles. Oh! O estado de graça! O demônio nos distrai dele, e assim procuramos fazer pequenos atos de virtude negligenciando a pureza de nossa consciência. E o que é um ato de virtude? É um fruto. A árvore que produz o fruto depende da raiz; tende, pois cuidado para que a raiz seja sã.
O Senhor se agrada do louvor que parte dos lábios das criancinhas porque provem de um coração puro.
Penetrai-vos destas idéias; tende em grande apreço o estado de graça, dizendo frequentemente: Na adoração, sou o representante da Igreja, de toda a família de Jesus Cristo, sou o advogado dos pobres e dos pecadores, seu intercessor; como ousaria pedir perdão para eles se eu mesmo sou pecador? Ademais, o Senhor somente atende à pureza, ao estado de graça. Os santos Lhe aplacavam a cólera porque, aos seus olhos, eram vítimas puras adornadas com a pureza de seu Filho, o Pontífice puro, inocente e sem mancha.
São Pedro Julião Eymard, apostolo da Eucaristia.
Adorando-Te Senhor na Santíssima Eucaristia livra-nos de todos os males do corpo e da alma, dos tempos e da eternidade, dos homens e dos espíritos maus.
Clique em comentários faça sua adoração e peça ao Senhor que te livre de todos os males.
Graças e louvores se dêem a todo o momento ao Santíssimo e Divinissimo Sacramento.
Conte com as minhas orações.
Padre Luizinho,
Com. Canção Nova.
Fonte: http://blog.cancaonova.com/padreluizinho/2009/12/10/a-eucaristia-nos-livra-de-todos-os-males/
O GRANDE SEGREDO PARA SE CHEGAR A SANTIDADE
Dezembro 10, 2009O GRANDE SEGREDO
PARA SE CHEGAR A SANTIDADE
INTRODUÇÃO
O Segredo e suas condições
1 - Eis aqui, ó alma predestinada, um segredo que o Altíssimo me confiou e que não pude encontrar em nenhum livro, antigo ou novo. Pelo Espírito Santo eu o confio a ti, contanto:
— que o não comuniques senão às pessoas que o mereçam — por suas orações, esmolas, mortificações, pelas perseguições sofridas, pelo seu zelo na salvação das almas e pelo seu desprendimento;
— que te sirvas dele para te tornares santa e celeste, por isso que só será grande este segredo para os que dele se utilizarem. Toma cuidado em não ficares de braços cruzados, sem trabalho; destarte meu segredo te serviria de veneno e seria a tua condenação;
— que todos os dias de tua vida agradeças a Deus o privilégio que te concedeu ensinando-te um segredo que não mereces conhecer. À medida que dele te servires nas ações ordinárias da vida. Avaliarás então o preço e a excelência que, a princípio, por causa da multidão e da gravidade dos teus pecados, dos apegos secretos à própria pessoa, só muito imperfeitamente conhecias.
A preparação para recebê-lo
2- Antes de prosseguir, desejoso desse desejo diligente e natural de conhecer a verdade, reza devotamente, de joelhos, a Ave Maria, a Maris Stella e o Veni, Creator, pedindo a Deus a graça de compreender e saborear este mistério divino.
PAPEL DE MARIA
EM NOSSA SANTIFICAÇÃO
A NECESSIDADE DE NOS
SANTIFICARMOS POR MARIA
É da vontade de Deus a nossa santificação; é necessária, portanto…
3 - Imagem viva de Deus, resgatada pelo Sangue precioso de Jesus Cristo, a vontade divina em relação a ti, ó alma, é que te tornes santa como Deus nesta vida e gloriosa como Ele na outra.
Tua vocação, sem dúvida alguma, é a aquisição da própria santidade de Deus; para este objetivo é que devem tender todos os teus pensamentos todas as tuas palavras, ações e sofrimentos, todos os movimentos de tua vida; do contrário resistirás a Deus, deixando de fazer aquilo para que te criou e conserva atualmente.
Que obra admirável! A imundície em pureza! A criatura no Criador! O homem em Deus! Obra admirável! Eu o repito; mas de si mesma difícil e absolutamente impossível à natureza; só Deus, por uma graça, e graça abundante e extraordinária, o poderá conseguir; mesmo porque nem a criação de todo o Universo se lhe pode comparar.
Nossa santificação exige a prática da virtude.
4 - Como farás, ó alma? Quais os meios que escolherás para subir aonde Deus te chama? Os meios de salvação e de santificação, conhecidos de todos, indicados no Evangelho explicados pelos mestres da vida espiritual, e praticados pelos santos, são necessários aos que se querem salvar e atingir a perfeição: a humildade de coração, a oração contínua, o abandono à Divina Providência, a conformidade com a vontade de Deus.
Para a prática da virtude necessitamos da graça de Deus.
5 - Para que bem nos utilizemos todos esses meios de salvação e de santificação, mister se nos faz o socorro e a graça de Deus, graça que, em maior ou menos grau, é a todos concedida; ninguém o duvide. Em maior ou menor grau, digo eu, porque Deus, ainda que infinitamente bom, não concede sua graça de modo igual a todos, muito embora de a todos a graça suficiente. A alma fiel a uma grande graça, pratica uma grande ação; com uma graça menor, pratica uma ação menor. O preço e a excelência da graça, dada por Deus e correspondida pela alma, fazem o preço e a excelência de nossas ações. São incontestáveis esses princípios.
Para achar a graça de Deus é necessário encontrar Maria.
6 - Tudo enfim se reduz a encontrar-se um meio fácil de obter de Deus a graça necessária para a santificação; é o que te quero ensinar. Asseguro-te, porém que para achar a graça de Deus é necessário encontrar Maria.
PORQUE MARIA NOS É NECESSÁRIA
Porque somente Maria encontrou graça diante de Deus.
7 – 1º) Somente Maria achou graça diante de Deus, tanto para si como para cada homem em particular. Os Patriarcas e os Profetas, todos os Santos da antiga lei não puderam encontrar essa graça.
Porque somente Maria é Mãe da graça.
8 - 2º) Por isso que Maria foi quem deu o ser a vida ao Autor de toda graça, é que a chamamos Mãe da graça, Mater gratiae.
Porque somente Maria possui, depois de Jesus, a plenitude da graça.
9 - 3º) Deus pai, de quem procedem, como de sua fonte essencial, todo dom perfeito e toda graça, deu-lhe todas as suas graças; de modo que a vontade de Deus, como diz S.Bernardo, lhe é dada nele e com ele.
Porque somente Maria é a tesoureira de todas as graças de Jesus.
10 - 4º) Deus a escolheu para tesoureira, ecônoma e dispensadora de todas as suas graças; de sorte que todas as suas graças e todos os seus dons passam por suas mãos; e segundo o poder que Ela recebeu, como diz São Bernardino, Ela distribui a quem quer, como quer, quando quer e quanto quer, as graças do Pai Eterno, as virtudes de Jesus Cristo e os dons do Espírito Santo.
Porque para ter Deus por Pai, é necessário ter Maria por Mãe.
11 - 5º) Assim como, na ordem natural, uma criança tem que ter um pai e uma mãe, da mesma maneira na ordem da graça é preciso que um verdadeiro filho da Igreja tenha a Deus por pai e Maria por mãe; e si se gloria de ter a Deus por pai, não tendo por Maria a ternura de um verdadeiro filho, é um enganador que só tem por pai ao demônio.
Porque os membros de Jesus devem ser formados pela Mãe de Jesus.
12 - 6º) Desde que Maria formou o Chefe dos predestinados, que é Jesus Cristo, a Ela também compete formar os membros desse Chefe, que são os verdadeiros Cristãos; pois uma mãe não forma a cabeça sem os membros, nem os membros sem a cabeça. Quem quiser, pois, ser membro de Jesus Cristo, cheio de graça e de verdade, deve ser formado em Maria por meio da graça de Jesus Cristo, que nela reside em toda a plenitude, para ser plenamente comunicada aos verdadeiros membros de Jesus Cristo e aos seus verdadeiros filhos.
Porque é por Maria que o Espírito Santo produz os predestinados.
13 - 7º) Havendo o Espírito Santo desposado Maria, e tendo produzido nela, por ela e dela a Jesus Cristo, essa obra prima que é o Verbo encarnado; e como nunca a repudiou, continua a produzir todos os dias nela e por Ela de uma maneira misteriosa, porém verdadeira, os predestinados.
Porque é Maria que está encarregada de alimentar as almas, e de fazê-las crescer em Deus.
14 - 8º) Maria recebeu de Deus um domínio particular sobre as almas para nutri-las e as fazer crescer em Deus. Santo Agostinho diz mesmo que neste mundo os predestinados são todos encerrados no seio de Maria, e que não nascem senão quando essa boa Mãe os gera para a vida eterna. Por conseguinte, como a criança tira todo o alimento de sua mãe, que o dá proporcionado à sua fraqueza, da mesma maneira os predestinados tiram todo o alimento espiritual e toda a sua força de Maria.
Porque Maria deve habitar nos predestinados.
15 - 9º) Foi a Maria que Deus Pai disse: In Jacob inhabita: Minha filha, habita em Jacó. Foi a Maria que Deus Filho disse: In Israel Haereditare: Minha querida Mãe, tende vossa herança em Israel, quer dizer, nos predestinados. Enfim, foi a Maria que o Espírito Santo disse: In electis meis mitte radices: Lançai, minha Esposa fiel, raízes em meus eleitos. Todo aquele, pois, que é eleito e predestinado tem a Ssma. Virgem habitando em si, quer dizer, em sua alma, e aí a deixa lançar raízes de profunda humildade, de ardente caridade e de todas as virtudes.
Porque Maria é o “molde vivo” de Deus e dos Santos.
16 - Maria é chamada por Sto. Agostinho, e é, com efeito, o molde vivo de Deus, forma Dei, o que quer dizer que foi nela somente que Deus feito homem foi formado ao natural, sem que lhe falte nenhum traço da Divindade; e é também somente nela que o homem pode ser formado em Deus ao natural, tanto quanto a natureza humana é disso capaz, pela graça de Jesus Cristo.
Um escultor pode fazer uma figura ou um retrato ao natural de duas maneiras:
1º) servindo-se de seu engenho, de sua fora, de sua ciência e dos instrumentos adequados para fazer essa figura de uma matéria dura e informe;
2º) pode lançá-lo numa forma. A primeira é demorada e difícil, e sujeita a muitos acidentes: muitas vezes basta um golpe de cinzel ou de martelo mal dado para estragar toda a obra. A segunda é rápida, fácil e suave, quase sem trabalho e sem esforço, contanto que o molde seja perfeito e reproduza o original, e que a matéria de que se serve, fácil de se manipular, não resista de maneira alguma à sua mão.
Molde perfeito em si mesmo, e que nos torna perfeitos em Jesus Cristo.
17 - Maria é o grande molde de Deus, feito pelo Espírito Santo, para formar ao natural um Homem-Deus pela união hipotética, e para formar um homem Deus pela graça. Não falta a este molde nenhum traço da divindade; quem quer que nele se deixe manejar, nele recebe todos os traços de Jesus Cristo (1), verdadeiro Deus, duma maneira suave, proporcionada à fraqueza humana, sem muito trabalho e agonia; duma maneira segura, sem temor de ilusão, pois o demônio nunca teve e jamais terá acesso até Maria, santa e imaculada, sem sombra da menor mancha de pecado.
De uma maneira pura e divina.
18 - Ó! Alma querida, que diferença entre uma alma formada em Jesus Cristo pelos caminhos comuns dos que, como os escultores, se fiam na própria habilidade e se apóiam em seu engenho, e uma alma bem manejável, bem desligada, bem fundida, e a qual, sem nenhum apoio em si mesma, se lança em Maria, e aí se deixa manejar pela operação do Espírito Santo! Quantas manchas, quantos defeitos, quantas trevas, quantas ilusões, quanto da natureza, quanto de humano na primeira alma; e como a outra é pura, divina e semelhante a Jesus Cristo!
Porque Maria é o Paraíso e o mundo de Deus.
19 - Absolutamente não há nem haverá jamais criatura na qual Deus seja maior, fora de si mesmo, do que na divina Maria, sem excetuar nem mesmo os Bem-aventurados, os Querubins, os mais altos Serafins, no próprio Paraíso. Maria é o Paraíso de Deus e o seu mundo inefável, no qual o Filho de Deus entrou para nele operar maravilhas, para guardá-lo e nele se comprazer. Ele fez este mundo para o homem peregrino; fez um mundo para o homem bem-aventurado, o Paraíso; fez, porém, um outro para si, a que deu o nome de Maria; mundo desconhecido de quase todos os mortais cá na terra, e incompreensível a todos os Anjos e Bem-aventurados, lá no céu, e que admirados de ver a Deus tão elevado e tão elevado e tão recuado de todos eles, tão separado e tão oculto em seu mundo, que é a divina Maria, exclamam dia e noite: Santo, Santo, Santo!
Para no qual o Espírito Santo faz entrar nossa alma para aí encontrar a Deus.
20 - Feliz, mil vezes feliz a alma, aqui em baixo, à qual o Espírito Santo revela o segredo de Maria, para conhecê-lo; e à qual ele abre esse jardim fechado, para aí penetrar; esta fonte selada, para dela tirar e beber a grandes sorvos a água viva da graça! Esta alma achará somente Deus, sem criatura, nesta admirável criatura; porém Deus ao mesmo tempo infinitamente santo e elevado, infinitamente condescendente e proporcionado à fraqueza dela. Desde que Deus está em toda parte, pode-se achar em toda parte, mesmo no inferno; porém não há lugar algum onde a criatura o possa achar mais próximo de si e mais proporcionado à sua fraqueza do que em Maria, pois que foi para isso que ELE aí desceu. Em todas as outras partes ele é o Pão dos fortes e dos Anjos; mas em Maria, ele é o Pão das crianças.
Porque Maria, longe de ser um obstáculo, lança as almas em Deus e uni-as a Ele.
21 - Que ninguém pense, com alguns falsos iluminados, que Maria, como criatura, seja um empecilho à união com o Criador; não é mais Maria que vive, é somente Jesus Cristo, é somente Deus que vive nela. Sua transformação em Deus ultrapassa mais ainda a de São Paulo e dos outros Santos, mais do que o Céu ultrapassa a terra em elevação. Maria não é feita senão para Deus, e basta que Ela prenda uma alma a si própria, que, ao contrário logo a lança em Deus e a une a Ele com tanto maior perfeição quanto mais a alma se una a Ela: Maria é o eco de Deus, que não responde senão Deus, quando se lhe grita: Maria; que não glorifica senão a Deus, quando com Santa Isabel, a chamamos bem-aventurada.
CONCLUSÃO.
Para tornar-se santo, é preciso, pois, encontrar Maria, a Medianeira das graças, e isto por uma “verdadeira devoção à Santa Virgem”.
23 - A dificuldade está, portanto, em saber encontrar verdadeiramente a divina Maria para encontrar toda graça abundante: Deus, sendo senhor absoluto, pode comunicar por si mesmo o que ordinariamente não comunica senão por Maria, não se pode negar, sem temeridade, que não o faça algumas vezes: (1) no entanto, segundo a ordem que a divina sabedoria estabeleceu, ele não se comunica aos homens na ordem da graça senão por Maria, como diz São Tomás. É necessário, para subir e unir-se a ele usar o mesmo meio de que ele se serviu para descer a nós, para se fazer homem e nos comunicar suas graças: e esse meio é uma verdadeira devoção à Santíssima Virgem.
O Senhor é a nossa vitória, pregação do Márcio Mendes
Dezembro 9, 2009O Senhor é a nossa vitória, pregação do Márcio Mendes
05/12/2009
Evangelho de São Lucas 8, 40 a 56. Jairo acreditou que Jesus poderia fazer algo por sua filha porque sabia dos milagres que foram realizados, mas mesmo assim ele ainda tinha o medo de se decepcionar, quantas vezes nós também passamos por isso, mas mesmo com toda a dúvida que o rondava ele foi a Jesus. Você sabe que foi uma luta para chegar até aqui, você veio de longe e o que te trouxe até aqui foi sua decisão, você também se decidiu, assim como aquele homem que se decidiu em vencer toda a dúvida que estava em seu coração e tenha certeza Jesus realizará em sua vida.
Este pai saindo de casa correu o risco de que sua filha morresse e ele nem se despedisse dela, mas mesmo assim ele teve coragem e esperança, ele cheio de misericórdia para com sua filha, caminhou, foi em direção Àquele que poderia transformar aquela situação de sua filha. Quando ele chega até Jesus a Palavra diz: “…e caindo aos pés de Jesus pediu que fosse à sua casa”. Peça você também que Jesus visite sua casa hoje.

Márcio Mendes preparando-se para a pregação
Mas no meio do caminho uma mulher pára Jesus e aquele homem começa a se angustiar, pois Jesus começa a conversar e descobre que aquela mulher o tocou esperando ser curada de uma hemorragia com que sofria a doze anos. Jesus conversa com a mulher e aquele pai foi ficando com seu coração apertado, sua filha estava muito doente e ele esperava que Jesus fosse a ela rapidamente, mas não foi em vão que ele esperou, pois aquele homem foi testemunha de mais um milagre realizado por Jesus, aquela mulher foi curada naquele momento.
Mas de repente chegam algumas pessoas para avisar que a filha daquele homem tinha morrido e diziam a ele para não mais incomodar Jesus, ele deve ter ficado muito bravo com Jesus e com aquela mulher, pois ela foi a causa da demora e conseqüentemente da morte de sua filha. Mas Jesus olhou para aquele homem e disse: “Não tenhas medo, somente crê!”. A bíblia não diz o que o homem respondeu a Jesus, mas diz o que ele fez, ele levou Jesus à sua casa porque acreditou em Jesus.
Ele acreditou em Jesus. Aquele que esta mais livre dos apoios humanos, provará melhor das forças que vem de Jesus. Jesus ajudou aquele homem, porque Jesus nunca ignora um pedido de socorro. Jesus não ignora a sua oração, o Senhor tem te ouvido, Ele tem te escutado. A fé que é capaz de curar e transformar o homem, ela é dom de Deus, nós sozinhos não conseguimos. Aquele homem acreditou mais em Jesus do que aquilo que seus ouvidos puderam ouvir, do que aquela noticia desgraçada que lhe deram e no momento em que ele acreditou em Jesus, abriu-se para ele uma porta que ele mesmo havia fechado.

“Aquele que esta mais livre dos apoios humanos,
provará melhor das forças que vem de Jesus”
Você que parece estar em um túnel sem saída, existe uma luz no final deste túnel, esta luz é Jesus, você não está só neste túnel, ele é escuro e você não enxerga, mas Jesus esta contigo. Quando Jesus chegou na casa, onde a menina estava morta, ninguém acreditava que Ele poderia fazer algo, mas o pai dela acreditou. Se você veio ao Hosana Brasil esperando coisas boas, você não tem noção do que te aguarda, muitas coisas boas te esperam pela frente. Jesus ordenou àquela menina que levantasse e a menina cheia de vida levantou e pôs-se de pé, Jesus devolveu para este homem o seu tesouro, aquilo que ele tinha de mais valor, sua filha.
O Salmo diz: “Reúne ó Deus a tua força divina que usaste a nosso favor!”. Isto precisa ser proclamado por nós em nossas vidas e na vida dos nossos! Quem crê em Jesus não é uma pessoa perdida, caminha com propósito, é uma pessoa decidida e o mundo tem que abrir espaço para quem sabe onde vai. Você que está fraco, saiba que Deus tem mandado sobre você uma força que nunca se esgotará. Deus tem mandado sobre você a sua força, o Senhor é a nossa força, Ele nos dá poder para enfrentarmos a rotina do dia a dia, e nos momentos difíceis onde o coração fica apertado, Jesus nos dá força para continuarmos.
Como é difícil estarmos quietos, mas até nisso o Senhor nos dá força. Quantas vezes diante de uma situação você disse: “Meu Deus se ao menos eu pudesse fazer alguma coisa”. Mas para que você fique quieto diante de algumas situações é o Senhor que te dá a força. A tentação nos ronda e o demônio muitas vezes nos questiona: “O Senhor é tua vitória?”. E nós precisamos proclamar que o Senhor é a nossa vitória! Quanto mais você é provado, derrubado, tentado, mais puro será o seu grito de vitória, mesmo que você se sinta derrotado, Jesus ouve seu grito de vitória. Jesus diz a cada um de nós: “Se creres verás a glória de Deus!”. Neste mundo minha gente, nós não somente temos fé na vitória, mas temos vitória na fé!

Neste mundo minha gente, nós não somente
temos fé na vitória, mas temos vitória na fé!
Neste Hosana Brasil nós iremos experimentar as vitórias de Deus em nossas vidas e porque você veio ao encontro de Jesus, Ele já está tomando conta de sua casa, tenha fé!
Vamos louvar a Deus pois o Senhor é generoso conosco. Vamos rezar com o salmo 90, “Eu o salvarei, porque a mim se confiou; eu o exaltarei, pois conhece meu nome. Ele me invocará, e lhe darei resposta; perto dele estarei na desgraça, vou salvá-lo e torná-lo glorioso. Vou saciá-lo com longos dias e lhe mostrarei minha salvação”. Deus converterá tua desgraça em vitória, Deus converterá suas lágrimas em alegria, ele as enxugará, por onde você passar as pessoas poderão dizer: “Está pessoa foi ajudada pelo Senhor!”.
Diga comigo: “Senhor salva-me, Senhor seja minha força, minha unção neste momento. Seja Senhor o meu auxílio, seja Senhor a minha vitória!”. Declare Jesus como Senhor da tua vida!
Transcrição: Flávio Pinheiro
Imaculada Conceição
Dezembro 8, 2009IMACULADA CONCEIÇÃO
A Imaculada Conceição é segundo o dogma católico, a concepção da Virgem Maria sem mancha (“mácula” em latim) do pecado original. O dogma diz que, desde o primeiro instante de sua existência, a Virgem Maria foi preservada por Deus, da falta de graça santificante que aflige a humanidade, porque ela estava cheia de graça divina. Também professa que a Virgem Maria viveu uma vida completamente livre de pecado. segundo o dogma católico, a concepção da Virgem Maria sem mancha (“mácula” em latim) do pecado original. O dogma diz que, desde o primeiro instante de sua existência, a Virgem Maria foi preservada por Deus, da falta de graça santificante que aflige a humanidade, porque ela estava cheia de graça divina. Também professa que a Virgem Maria viveu uma vida completamente livre de pecado. [1]
A festa da Imaculada Conceição, comemorada em 8 de dezembro, foi definida como uma festa universal em 1476 pelo Papa Sisto IV. A Imaculada Conceição foi solenemente definida como dogma pelo Papa Pio IX em sua bula Ineffabilis Deus em 8 de Dezembro de 1854. A Igreja Católica considera que o dogma é apoiado pela Bíblia (por exemplo, Maria sendo cumprimentada pelo Anjo Gabriel como “cheia de graça“), bem como pelos escritos dos Padres da Igreja, como Irineu de Lyon e Ambrósio de Milão. [2][3] Uma vez que Jesus tornou-se encarnado no ventre da Virgem Maria, era necessário que ela estivesse completamente livre de pecado para poder gerar seu Filho. [4]
Fontes Bíblicas
Em sua Constituição Apostólica Ineffabilis Deus (8 de dezembro de 1854), que definiou oficialmente a Imaculada Conceição como dogma, o Papa Pio IX recorreu principalmente para a afirmação de Gênesis 3:15, onde Deus disse: “Eu Porei inimizade entre ti e a mulher, entre sua descendência e a dela“, assim, segundo esta profecia, seria necessário uma mulher sem pecado, para dar a luz à Cristo, que reconciliaria o homem com Deus. O verso “Tu és toda formosa, meu amor, não há mancha em ti” (na Vulgata: “Tota pulchra es, amica mea, et macula non est in te“[5]), no Cântico dos Cânticos (4,7) é usado para defender a Imaculada Conceição, outros versos incluem:
“Também farão uma arca de madeira incorruptível; o seu comprimento será de dois côvados e meio, e a sua largura de um côvado e meio, e de um côvado e meio a sua altura.” (Êxodo 25:10-11)
“Assim, fiz uma arca de madeira incorruptível, e alisei duas tábuas de pedra, como as primeiras; e subi ao monte com as duas tábuas na minha mão.” (Deuteronômio 10:3)
Outras traduções para a palavras incorruptível (“Setim” em hebraico) incluem “acácia”, “indestrutível” e “duro” para descrever a madeira utilizada. Moisés usou essa madeira porque era considerada muito durável e “incorruptível”. Maria é considerada a Arca da Nova da Aliança (Apocalipse 11:19) e, portanto, a Nova Arca seria igualmente “incorruptível” ou “imaculada”.
História
Desde o cristianismo primitivo diversos Padres da Igreja defenderam a Imaculada Conceição da Virgem Maria, tanto no Oriente como no [[Ocidente][carece de fontes?]]. Os escritos cristãos[carece de fontes?] do século II relatam a doutrina, concebendo Maria como a “Nova Eva“, ao lado de Jesus, o “Novo Adão“. No século IV, Efrém da Síria (306-373), diácono, teólogo e compositor de hinos, propunha que só Jesus Cristo e Maria são limpos e puros de toda a mancha do pecado.
Já no século VIII se celebrava a festa litúrgica da Conceição de Maria aos 8 de dezembro ou nove meses antes da festa de sua natividade, comemorada no dia 8 de setembro. No século X a Grã-Bretanha celebrava a Imaculada Conceição de Maria[carece de fontes?].
A festa da Imaculada Conceição de 8 de dezembro, foi definida em 1476 pelo Papa Sisto IV, porém ele não definiu a doutrina como um dogma, deixando assim os católicos livres para acreditar nela ou não, sem ser acusado de heresia, esta liberdade foi reiterada pelo Concílio de Trento. A existência da festa era um forte indício da crença da Igreja de Imaculada Conceição, mesmo antes da definição do século XIX como um dogma. Na Itália do século XV o franciscano Bernardino de Bustis escreveu o Ofício da Imaculada Conceição, com aprovação oficial do texto pelo Papa Inocêncio XI em 1678. Foi enriquecido pelo Papa Pio IX em 31 de março de 1876, após a definição do dogma com 300 dias de indulgência cada vez que recitado.
Definição dogmática
Em 8 de dezembro de 1854, Pio IX, na Bula Ineffabilis Deus, fez a definição oficial do dogma da Imaculada Conceição de Maria. Assim o Papa se expressou:
Em honra da santa e indivisa Trindade, para decoro e ornamento da Virgem Mãe de Deus, para exaltação da fé católica, e para incremento da religião cristã, com a autoridade de Nosso Senhor Jesus Cristo, dos bem-aventurados Apóstolos Pedro e Paulo, e com a nossa, declaramos, pronunciamos e definimos a doutrina que sustenta que a beatíssima Virgem Maria, no primeiro instante de sua conceição, por singular graça e privilégio de Deus onipotente, em vista dos méritos de Jesus Cristo, Salvador do gênero humano, foi preservada imune de toda mancha de pecado original, essa doutrina foi revelada por Deus e, portanto, deve ser sólida e constantemente crida por todos os fiéis.
Lourdes
Em 1858 Bernadete Soubirous, afirmou ter visto uma aparição que se autodenominou de “Imaculada Conceição” na localidade de Lourdes, diocese de Tarbes na França. O caso foi submetido às autoridades civis locais e eclesiásticas, após o que o bispo de Tarbes deu por confirmadas as aparições como sendo da Virgem Maria. As autoridades civis francesas se viram impotentes para impedir a devoção de milhares de peregrinos na época, atualmente Lourdes se transformou num lugar de peregrinação internacional de milhões de católicos devotos da Virgem Maria.
No dia 8 de dezembro de 2007 o papa Bento XVI, após a recitação do Angelus, comentou que nesta festa solene se recorda que “o mistério da graça de Deus envolveu desde o primeiro instante de sua existência à criatura destinada a converter-se na Mâe do Redentor, preservando-a do contágio com o pecado original. Ao contemplá-la, reconhecemos a altura e a beleza do projeto de Deus para cada ser humano: chegar a ser santos e imaculados no amor (Efésios 1, 4), a imagem de nosso Criador.“
Feriado
Várias cidades brasileiras declaram feriado no dia da Imaculada Conceição, como Dourados e Bragança Paulista (Padroeira do município), Recife, Salvador, Mundo Novo, Belo Horizonte, Contagem, Conceição dos Ouros, Divinópolis, Porto Franco, Campos dos Goytacazes, Jandira e etc.
Islã
A pureza de Maria do pecado desde o momento de seu nascimento também é atestada no Islã. Alguns dos títulos marianos no Islã realçam este fato:
- Tahirah: significa “Aquela que foi purificada” (Alcorão 3:42). De acordo com um hadith, o Diabo não tocou em Maria quando ela nasceu, portanto, ela não chorou (Nisai 4:331).
- Mustafia: significa “Ela, que foi escolhida“. O Alcorão declara: “Ó Maria! Por certo Deus te escolheu e te purificou, e te escolheu sobre todas as outras mulheres dos mundos” (Alcorão 3:42). Deus escolheu a Virgem Maria entre todas as mulheres do mundo para um plano divino.
- Nur: Uma das passagens mais importantes, Maria foi chamada de Nur (Luz) e Umm Nur (a mãe da Luz). O verso da Luz, também contém os símbolos virginal do cristal, a estrela, a árvore abençoada de oliva e óleo, que segundo os muçulmanos, referem-se a pureza de Maria. [6]
Fonte http://pt.wikipedia.org/wiki/Imaculada_Concei%C3%A7%C3%A3o
A IMITAÇÃO DE CRISTO: AVISOS ÚTEIS PARA A VIDA ESPIRITUAL – Parte I
Dezembro 7, 2009A IMITAÇÃO DE CRISTO.
AVISOS ÚTEIS PARA A VIDA ESPIRITUAL
Da imitação de Cristo e
desprezo de todas as vaidades do mundo.
1. Quem me segue não anda nas trevas, diz o Senhor (Jo 8,12). São estas as palavras de Cristo, pelas quais somos advertidos que imitemos sua vida e seus costumes, se verdadeiramente queremos ser iluminados e livres de toda cegueira de coração. Seja, pois, o nosso principal empenho meditar sobre a vida de Jesus Cristo.
2. A doutrina de Cristo é mais excelente que a de todos os santos, e quem tiver seu espírito encontrará nela um maná escondido. Sucede, porém, que muitos, embora ouçam freqüentemente o Evangelho, sentem nele pouco enlevo: é que não possuem o espírito de Cristo. Quem quiser compreender e saborear plenamente as palavras de Cristo é-lhe preciso que procure conformar à dele toda a sua vida.
3. Que te aproveita discutires sabiamente sobre a SS. Trindade, se não és humilde, desagradando, assim, a essa mesma Trindade? Na verdade, não são palavras elevadas que fazem o homem justo; mas é a vida virtuosa que o torna agradável a Deus. Prefiro sentir a contrição dentro de minha alma, a saber defini-la. Se soubesses de cor toda a Bíblia e as sentenças de todos os filósofos, de que te serviria tudo isso sem a caridade e a graça de Deus? Vaidade das vaidades, e tudo é vaidade (Ecl 1,2), senão amar a Deus e só a ele servir. A suprema sabedoria é esta: pelo desprezo do mundo tender ao reino dos céus.
4. Vaidade é, pois, buscar riquezas perecedoras e confiar nelas. Vaidade é também ambicionar honras e desejar posição elevada. Vaidade, seguir os apetites da carne e desejar aquilo pelo que, depois, serás gravemente castigado. Vaidade, desejar longa vida e, entretanto, descuidar-se de que seja boa. Vaidade, só atender à vida presente sem providenciar para a futura. Vaidade, amar o que passa tão rapidamente, e não buscar, pressuroso, a felicidade que sempre dura.
5. Lembra-te a miúdo do provérbio: Os olhos não se fartam de ver, nem os ouvidos de ouvir (Ecl 1,8). Portanto, procura desapegar teu coração do amor às coisas visíveis e afeiçoá-lo às invisíveis: pois aqueles que satisfazem seus apetites sensuais mancham a consciência e perdem a graça de Deus.
A CONFISSÃO: CONFESSAI-VOS BEM – Parte XV
Dezembro 6, 2009O SACRAMENTO DA CONFISSÃO.
CONFESSAI-VOS BEM !!!
Parte XV.
Obediência ao confessor, respeito e gratidão.
D. — Padre, e da obediência ao Confessor o senhor não diz nada?
M. — A obediência ao confessor é virtude tão necessária ao proveito da alma, que se ela faltar ou for defeituosa, todos os esforços serão inúteis. Ela, diz o Beato Cafasso, não conhece nem inferno, nem purgatório, mas só o Paraíso.
D. — Em quê consiste essa obediência?
M. — Consiste em estar-se sinceramente disposto a fazer, omitir tudo e logo, o que o Confessor mandar.
D. — Dizer é fácil! Mas quando não se consegue?
M. — Quanto a conseguir, isto é questão de tempo e depende da graça de Deus, o qual dará o seu auxílio em proporção aos esforços e à obediência de cada um. Ninguém fica santo em um dia! O Confessor sabe disso, e não perde a coragem, apesar das caídas repetidas, certo de que dentro de um tempo – mais ou menos breve — ele e o penitente serão consolados pelo êxito mais satisfatório.
Você se lembra que São Felipe Néri trabalhou durante mais de um ano ás voltas com a alma daquele rapaz, sujeito a pecados de impureza, e conseguiu curá-lo inteiramente e fazer dele um anjo de pureza, só com a imposição de voltar á confissão a cada recaída?
D. — Lembro-me muito bem! De modo que, Padre, não convém ficar desgostoso nem desanimar quando não se consegue logo essa obediência?
M. — Pelo contrário; convém humilhar-se sempre mais e renovar confiante os bons propósitos. Esta é a história de quase todos os santos célebres que afinal eram feitos de carne e osso como nós e sujeitos ás mesmas misérias.
D. — Padre, encontram-se almas dóceis como crianças para com o confessor?
M. — Encontram-se e não poucas, elas desejariam que a sua consciência fosse como um livro sempre aberto e um espelho sempre preso nas mãos do Confessor, afim de que ele pudesse ter e ver nelas claramente. Longe de temerem que as conheça demais, tem medo, pelo contrário, de não saberem revelar-se quanto é necessário, mas fazem isso sem inquietações nem escrúpulos. Com estas almas basta um sim ou um não, uma única palavra, e elas se fiam no que ele julga, sempre prontas para acreditá-lo e obedecer-lhe em tudo.
D. — Qual não será o prazer do pobre Confessor quando encontra essas almas dóceis e obedientes; não é Padre?!
M. — Elas são como místicos oásis no meio do seu trabalho duro e monótono, sem as quais, dizia o Santo Cura de Ars, ele não poderia suportar a sua vida quase que exclusivamente devotada ao confessionário.
D. — Mas esses resultados requerem um tempo muito longo?
M. — Para as almas constantes e de boa vontade bastam poucos meses e mesmo poucas semanas. O contrário se dá com as almas que, mesmo sendo boas e bem intencionadas são cegadas pelo amor próprio, e teimosas nos seus ideais. Com essas obtémse o mesmo resultado que o professor, quando tem que repetir todos os dias as mesmíssimas coisas aos alunos, sem nenhum proveito.
D. — Quais são essas almas tão pouco afortunadas?
M. — São as que, mesmo se capazes de se abrirem ao Confessor, não o fazem candidamente como dissemos. São as que discutem frequentemente com ele para desviar o curso da conversa. São as que exigem argumentações mais persuasivas, sermõezinhos elegantes para acabarem concluindo como bem lhes parece. Eis aqui uma amostra de certos diálogos, não muito raros por infelicidade, durante os quais o confessor é posto a provas bem duras:
Uma senhora acusava-se de ser um tanto arrogante e soberba com o marido, de discutir frequentemente com ele, de não procurar agradá-lo, e mesmo de responder-lhe com maus modos etc.
O Confessor procurava persuadi-la de que a esposa deve ser humilde, paciente, dócil, submissa porque, dizia ele:
— O homem afinal é o pai da família.
E ela respondia prontamente:
— Está bem, eu compreendo, mas a mulher é a mãe.
— O homem deve ser o rei.
— Sim, Padre, mas a mulher deve ser a rainha.
— O homem deve ser a “coroa”
— Sim, Padre, mas a mulher deve ser a cruz, que fica sobre a coroa.
M. — Agora, diga-me, o que é que se pode obter de tais penitentes?
D. — Mas, Padre, essa mulher ou é louca ou então bem arrogante.
M. — Do mesmo modo arrogantes e presunçosos são os que prosseguem nos diálogos, para continuar a namorar, a freqüentar bailes, etc.. .
D. — Obrigado, já entendi plenamente. E é só o que tem a dizer a respeito do confessor?
M. — Ao confessor devemos ainda três coisas importantíssimas: respeito, caridade e gratidão. E, antes de tudo, respeito e caridade, seja quanto ao segredo da confissão, seja quanto ao modo de nos comportarmos com ele, seja quanto às nossas preces pelo seu ministério.
D. — O quê vem a ser respeito e caridade, quanto ao segredo da confissão?
M. — Quer dizer que, assim como o Confessor está ligado ao mais inviolável silêncio em torno dos segredos que lhes são confiados, o penitente por sua vez deve uma certa correspondência. Tudo quanto se passa entre o confessor e penitente forma um todo sacramental com o Sacramento da Penitência, e tudo o que diz respeito à confissão merece estima, respeito e veneração. Trata-se aqui de íntima relação com o representante de Jesus Cristo, e o abaixamento dessas relações ao nível das relações humanas, é verdadeira profanação.
D. — Então, Padre, não fica bem e não se pode falar das coisas ouvidas no confessionário?
M. — Não, não fica bem e não se pode! Tudo que um confessor diz a uma alma em seguida às suas acusações e manifestações, é um alimento e um remédio preparado grão a grão, gota a gota para ela, e não é lícito dissipá-lo e fazer dele matéria de conversações. O Confessor nunca abre a boca sobre aquilo que lhe é confiado na confissão, nem sobre as respostas que dá aos penitentes, estes por sua vez, não devem falar do que eles próprios dizem ao Confessor, nem do que ele lhes diz.
D. — O hábito de falar de tais coisas pode trazer conseqüências?
M. — Pode trazer conseqüências funestíssimas:
1) Pode ser causa de mal entendidos, isto é, fazer crer que o Confessor disse o que ele nunca pensou em dizer.
2) Pode criar para ele embaraços na direção das almas, devendo ele ocupar-se um por um, dos penitentes, sem se preocupar com outras pessoas.
3) Pode faltar à caridade para com ele, que não tem em mira senão a maior glória de Deus, e a saúde das almas.
4) Pode ser nocivo ao próprio proveito e ao dos outros, criando rivalidades, invejas, e antipatias, pode mesmo fazer nascer suspeitas sem fundamento na mente de alguns, que tendo o coração cheio de lama, não sabem avaliar as coisas santas.
Oh, quantos, pela leviandade de suas línguas comprometem o respeito devido ao Sacerdote e ao Sacramento. Eles repetem as palavras, os avisos, as interrogações do Confessor, mas, separando do resto da conversa aquelas palavras e despindo-as das circunstâncias que as tornavam necessárias, lhes dão um sentido inteiramente diferente do que tinham na confissão, tornam-se falsos e mentirosos. Que responsabilidade diante de Deus… Adotemos, portanto a regra inflexível de não falar, nem pouco nem muito, das coisas da confissão. Se você soubesse quantos desgostos e quantas humilhações causaram ao Santo Cura de Ars umas devotas de falsa consciência e de falsa piedade!…
D. — E os que falam de seu confessor, ou para criticá-lo ou para elogiá-lo?
M. — Esses também fazem mal. Devemos deixá-lo velado no seu confessionário, onde Jesus Cristo o escondeu. Se o julgarem como um verdadeiro Pai Espiritual, aceitem os seus conselhos e pratiquem-nos; se pelo contrário acharem que ele não possua todos os dotes que desejariam encontrar nele, não só podem, mas devem abandoná-lo para procurar outro, mais de acordo com os seus ideais sublimes.
D. — O quê me diz, Padre, dos que trocam frequentemente de confessor, no intento de acharem um melhor?
M. — Digo que tais pessoas são o martírio dos pobres Confessores. Chegam a impacientá-los todos um por um, continuando sempre na prática da própria vontade e dos próprios hábitos e defeitos.
Podemos aplicar-lhes a palavras do Arcebispo de Paris, falando de uma abadessa que acabou abandonando o convento, tornando-se jansenista: “Era o tipo mais completo dessas virgens, as quais, sendo puras como anjos, ficam orgulhosas como demônios”.
Essas pessoas fazem como certos tipos briguentos que, à procura de um advogado que lhes dê razão, causam a própria ruína, ou como muitos doentes crônicos incuráveis que procuram um médico que, piedosamente os engane.
D. — Padre, o senhor disse que devemos gratidão ao Confessor; de quê modo?
M. — Francamente, se há quem mereça todo o nosso reconhecimento pela qualidade e o número de benefícios que nos traz, essa pessoa é o Confessor, o qual, pelo puro dever do seu ministério sagrado, gratuitamente, sacrifica suas comodidades, os próprios interesses, todo o seu ser em benefício e proveito de nossas almas.
Porém, a recompensa, ele a espera de Deus, as únicas coisas que pede a nós são a correspondência ao bem da alma e as nossas preces para ele, seja durante a sua vida, seja depois da morte. Ele leva sempre no coração apreensivo o temor de que, depois de ter salvo os outros, possa ele próprio encontrar-se entre os réprobos.
D. — Portanto, todo o nosso reconhecimento, mas nada de agarramento, não é Padre?
M. — Justamente, obediência, respeito, gratidão, mas, nenhum agarramento. Pelo contrário devemos pôr de lado tudo o que pode haver, mesmo só de imperfeito, nas relações humanas. As partes sobrenaturais nada têm de comum com a landes mundanas da terra.
Escrito por grupoazul
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