O GRANDE MILAGRE

setembro 1, 2018

O grande milagre é uma história inspiradora que revela a esperança e a fé. A história gira em torno de três personagens em crise: Monica uma viúva e mãe de uma criança de 9 anos faz todos os esforços para manter a sua casa. Don Chema, um motorista de transporte público que recebe a notícia de uma doença que pode levar a morte de seu filho e Dona Cata, uma velha que sente que sua missão na vida é longa. As histórias se entrelaçam quando sentem uma grande necessidade de estar na igreja. E o que não se pode imaginar é que eles estão prestes a mudar suas vidas para sempre. Com a ajuda de anjos da guarda, vai testemunhar o verdadeiro significado da Missa, uma luta constante entre o bem e o mal, o triunfo da fé.

Recomendamos a todos assistir este filme que com certeza mudará em muitos a visão que têm da Santa Missa. 

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Oração diária para os consagrados à Virgem Maria

junho 26, 2010
 
 
ORAÇÃO DIÁRIA PARA OS CONSAGRADOS À VIRGEM MARIA
 

 

Faça-a todos os dias
 
Ó Santa Mãe Dolorosa de Deus, Ó Virgem Dulcíssima, eu Vos ofereço o meu coração, a fim de que o conserveis intacto como o Vosso Coração Imaculado.

Eu Vos ofereço a minha inteligência, para que ela conceba apenas pensamentos de paz e bondade, de pureza e verdade. Eu Vos ofereço a minha vontade para que ela se mantenha viva e generosa ao serviço de Deus.

Eu vos ofereço meu trabalho, minhas dores, meus sofrimentos, minhas angústias, minhas tribulações e minhas lágrimas, no meu presente e no meu futuro, para serem apresentadas por Vós ao vosso Divino Filho, para purificação da minha vida. Mãe compassiva, eu me refugio em Vosso Coração Imaculado, para acalmar as dolorosas palpitações de minhas tentações, de minha aridez, da minha indiferença e das minhas negligências. Escutai-me, ó Mãe, guiai-me, sustentai-me e defendei-me contra todos os perigos da alma e do corpo, agora e por toda a eternidade.

Assim seja!

 

Extraído do site: http://www.espacojames.com.br/?cat=28&id=5269


ORAÇÃO PELAS VOCAÇÕES

junho 2, 2010

A IGREJA CATÓLICA TEM PASSADO POR PROVAÇÕES NOS DIAS ATUAIS, MAS JESUS AFIRMOU QUE AS PORTAS DO INFERNO NÃO PREVALECERÃO SOBRE ELA. ENTÃO, ASSIM COMO PEDIU NOSSO AMIGO SALES DE MELO  NOS COMENTÁRIOS, FAÇAMOS DIARIAMENTE ESTA ORAÇÃO PARA QUE A IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA ROMANA POSSA TER SACERDOTES FIRMES E FORTES NA PALAVRA DO SENHOR, RESGATANDO VIDAS E SALVANDO ALMAS. AMÉM.

Oração pelas Vocações

Senhor da messe
e pastor do rebanho,
faz ressoar em nossos ouvidos
o teu forte e suave convite:
“Vem e segue-me”!
Derrama sobre nós o teu Espírito,
que Ele nos dê sabedoria
para ver o caminho
e generosidade
para seguir a tua voz.

Senhor,
que a messe não se perca
por falta de operários.
Desperta as nossas comunidades
para a missão.
Ensina a nossa vida
a ser serviço.
Fortalece os que querem
dedicar-se ao Reino,
na vida consagrada e religiosa.

Senhor,
que o rebanho
não pereça por falta de pastores.
Sustenta a fidelidade
dos nossos bispos,
padres e ministros.
Dá perseverança
aos nossos seminaristas.
Desperta o coração
dos nossos jovens
para o ministério pastoral
na tua Igreja.

Senhor da messe
e pastor do rebanho,
chama-nos para o serviço
do teu povo.
Maria, Mãe da Igreja,
modelo dos servidores do Evangelho,
ajuda-nos a responder “sim”.

Amén.

Fonte: http://www.paroquias.org/oracoes/?o=224


ORAÇÃO DO MOTORISTA

janeiro 1, 2010

ORAÇÃO DO MOTORISTA

Senhor abençoe o meu veículo;

Dirige minhas mãos, meus pés e meus olhos. Guardai os freios, protegei-me das curvas e do asfalto molhado. Guardai-me das colisões e dos pneus estourados.

Livrai-me de perseguições, assaltos e derrapagens. Segurai animais soltos, assim como pedestres distraídos e imprudentes.

Dá-me cortesia para com outros motoristas e, sobretudo, para com os guardas do tráfego.

Que eu seja cauteloso nas ruas movimentadas, atento nos cruzamentos e nunca alcoolizados, para que um dia eu possa ir para a tua companhia, seguro e diretamente, não antes do prazo estipulado.

Que assim seja.

Pai Nosso, Ave-Maria e Gloria ao Pai.

 


COMUNHÃO ESPIRITUAL

julho 28, 2009

                     

Ostensorio2

COMUNHÃO ESPIRITUAL

 “Oh, meu Jesus, eu envio meu amor e orações até o Santo Tabernáculo onde Tu moras por amor a mim. Eu Te amo, oh meu Deus! Vem, a mim, meu Senhor! Visita-me com a Tua Graça. Vem ao meu coração e purifica-o, santifica-o para que seja Teu. Senhor, não mereço que entres em minha morada mas diz uma palavra e serei salvo”

Fonte: http://voxsilencio.blogspot.com/2009/07/luz-de-cristo.html

 

 

 


Como anda a sua Fé?

junho 11, 2009

PADRE CHRYSTIAN SHANKAR: OS 7 CONSELHOS PARA TER UMA FAMÍLIA FELIZ

dezembro 5, 2018


MENINO DA CAÇAMBA

dezembro 5, 2018

MENINO DA CAÇAMBA

O que seria de nossas cidades sem o serviço do recolhedor de entulhos, com suas caçambas milagrosas que fazem desaparecer de nossas vistas tudo de imprestável produzido em nossas construções? Construímos muito, mas descartamos bem mais. Muito daquilo que classificamos como imprestável faz falta na edificação de outros lares, aqueles que seriam a vida sonhada por muitos. A sobra de uns é migalha essencial a outros.

Não é de desigualdade social nosso assunto. Digamos ser este um ingênuo conto de Natal. Perambulando por nossas avenidas, ruas e vielas é impossível não notar essas caçambas modernas que a civilização inventou para despejar seus descartes. Ironicamente, muitas destas ocupando vagas de idosos, carga e descarga ou mesmo de cadeirantes, deficientes. Outras na contramão do fluxo normal ou simplesmente impedindo acesso à garagem do pobre contribuinte. Tão ou mais irregular que o veículo de placas clonadas, a carroça a tração animal ou humana que nunca respeita leis de trânsito e por aí vai. O pobre catador é quem faz a festa em meio a tanto caos e dejetos.

Um deles, no entanto, num dezembro de entulhos ricos, recicláveis valiosos e descartes preciosos, encontrou um dia uma caixa de papelão atraente e volumosa, com um selo de loja de luxo, mas conteúdo misterioso envolto em fina seda. Que fazia ali aquela caixa? Levou-a cuidadosamente para seu barraco, pensando fazer presente à companheira de infortúnios, a mãe de seus filhos. Depositou a caixa numa mesa de centro, cambeta, porém ainda útil. Reuniu mulher e filhos e, num ritual quase religioso, começou a desembrulhar as peças. Primeiro encontrou uma ovelha, depois outra, mais outra. Logo veio um boi, um cavalo, outro boi, uma vaca leiteira. Ah, que bom se esta fosse realmente leiteira, pensou, olhando para a tristeza desnutrida do caçula no barraco.

Continuou a desvendar os mistérios daquela caixa. Já não atinava para o sentido daquele zoológico de peças, quando encontrou o que seria a imagem de um rei, um rico e portentoso rei da antiguidade, que trazia consigo um precioso baú repleto de moedas de ouro. Logo encontrou outro rei, com traços asiáticos, depois outro, de pele negra. Quem seriam tão estranhas figuras? Mas ao mistério do tríplice reinado, recordando uma trindade quase santa de poder e glória, seguiram-se enigmáticas figuras de pastores e aldeões, gente simples, gente do povo como eles, catadores e sobreviventes das mesas ricas que lhes davam suas sobras, seus entulhos. Gente como a gente, pensou!

Depois descobriu a imagem da simplicidade em pessoa, representando um venerável senhor de tez serena, cajado de apoio a longas caminhadas que certamente já fizera. Seu olhar era de contemplação a algo reluzente. Tinha os traços de um ancião feliz, um zé ninguém sem muitas realizações senão aquelas que evidenciavam a consciência de um homem justo. A esposa do catador foi quem desembrulhou a peça seguinte: bela imagem de uma jovem mulher! A imagem perfeita de u’a mãe amorosa, exclamou em alta voz, enquanto a depositava com extremada devoção e encantamento bem ao centro da mesinha cambeta, calçada agora com a responsabilidade de não destruir aquelas peças dum quase quebra-cabeças que encantava a todos.  A jovem Maria, como tantas marias de lutas e infortúnios que bem conhecia, aquela Maria lhe transmitia força e serenidade nunca sentidas antes. Depositou-a carinhosamente ao lado da imagem apaixonada do seu bom José.

Por fim, restou um último e misterioso embrulho. Em partes descobriram o que poderia ser um comedouro de animais, um cesto de ração ou coisa assim, pois era uma peça totalmente descaracterizada, lembrando vagamente um berço de criança. A surpresa maior veio a seguir: a imagem radiante de um bebê, mas com o nariz quebrado. Teriam que lhe providenciar outro berço. Tal qual fizeram para o caçula da família, adotado sim, mas que num dezembro como este encontraram numa caçamba, tirintando de frio e com o nariz também quebrado. Emanuel era seu nome, o mesmo nome do juiz que concedera ao casal de catadores a guarda daquele menino da caçamba…

WAGNER PEDRO MENEZES 
www.meac.com.br

Fonte: http://catequesecatolica.com.br/site/menino-da-cacamba/

 


EMERGÊNCIA EDUCATIVA: EDUCAR NA FÉ PARA A FÉ

dezembro 3, 2018

EMERGÊNCIA EDUCATIVA: EDUCAR NA FÉ PARA A FÉ

“E Jesus crescia em sabedoria, em estatura e em graça, diante de Deus e dos homens”. (Lc 2, 52)

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Que possamos sempre fazer essa afirmação sobre os nossos filhos, alunos, catequizandos, tutelados e sobre todos que, direta ou indiretamente, participamos da educação. Temos sido fontes de formação de sujeitos íntegros? Somos referenciais coerentes com os valores do Evangelho e da Igreja?

A Igreja, ao se preocupar com a “Emergência Educativa”, nos chama a refletir intensamente sobre os grandes desafios de educar no mundo secularizado. Mundo que nos embaraça, que nos desestabiliza e nos empurra o relativismo como princípio, sem que percebamos a força devastadora do mesmo. O Documento de Aparecida é categórico ao afirmar que:

No clima cultural relativista que nos circunda, se faz sempre mais importante e urgente
enraizar e fazer amadurecer, em todo o corpo eclesial, a certeza de que Cristo, o Deus de rosto humano, é nosso verdadeiro e único Salvador. (DAp: 21.p.22)

Estamos, de fato, diante de uma “Emergência Educativa”. Uma resposta concreta e eficaz é “educar na fé e para a fé”. Não é missão fácil; ao contrário, é missão desafiadora, que exige a coerência, o testemunho e o exemplo daquele que pretende educar a outrem. Educar na fé está nos primórdios do Evangelho e nos fundamentos da Igreja. Somente educando na fé e para fé, é possível constituir comunidades cristãs e a nova sociedade. Desta educação depende o futuro do Cristianismo e da Igreja. “Todos reconhecerão que sois meus discípulos” (Jo 13,35). Foi pela educação na fé e para a fé que herdamos a doutrina e os valores Cristãos-Católicos. O Documento de Aparecida (101), responde:

Neste momento, com incertezas no coração, perguntamos com Tomé: “Como vamos saber o caminho?” (Jo 14,5).
Jesus nos responde com uma proposta provocadora: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida” (Jo 14,6).
Ele é o verdadeiro caminho para o Pai, o qual tanto amou ao mundo que lhe deu o seu Filho único, para que todo aquele que nele crer tenha a vida eterna (cf. Jo 3,16).
Esta é a vida eterna: “que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo teu enviado”(Jo 17,3).
Como discípulos de Jesus, confessamos nossa fé com as palavras de Pedro: “Tuas palavras dão Vida eterna” (Jo 6,68).
A fé em Jesus como o Filho do Pai é a porta de entrada para a Vida.“Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo” (Mt 16,16).

Quando não assumimos a Educação na Fé e para Fé, colaboramos para que o estado de relativismo se mantenha e nos arraste para a defesa dos “tempos líquidos”. Bento XVI, nosso querido Papa Emérito, nos convocou ao cuidado com a “ditadura do relativismo”, pois deixa cada um como medida de si mesmo e nos coloca a favor do individualismo e da efemeridade, permitindo que Deus seja banido de nossa existência, já que Deus é amor, Absoluto e Eterno. A ditadura do relativismo não tem consequência somente particular, mas envolve toda a sociedade e coloca em grande perigo a convivência social e a condição humana. Tudo que é absoluto e duradouro é considerado como maléfico à sociedade. O Catecismo da Igreja Católica orienta sobre a necessidade da Educação na Fé e para a Fé e nos apresenta as consequências quando negligenciamos esta missão.

Na medida em que rejeita ou recusa a existência de Deus, o ateísmo é um pecado contra a virtude da religião.
imputabilidade desta falta, entretanto, pode ser seriamente diminuída, em virtude das intenções e das circunstâncias.
Na gênese e difusão do ateísmo, “grande parcela de responsabilidade pode caber aos crentes, na medida em que, negligenciando a educação da fé,
ou por uma exposição enganosa da doutrina, ou por deficiência em sua vida religiosa, moral e social,
se poderia dizer deles que mais escondem do que manifestam o rosto autêntico de Deus e da religião“. (Catecismo da Igreja Católica §2125)

educação na fé e para fé alimenta a esperança e a possibilidade de religação da humanidade ao sentido próprio de sua existência. No Congresso de Educação Católica, realizado em Roma: “Educar hoje e amanhã: Uma paixão que se renova”, o Papa Francisco fez o discurso de encerramento que muito nos ajuda a refletir a Educação na fé, pela fé, para a fé.

“Não se pode falar de educação católica sem falar de humanidade, porque a identidade católica é precisamente Deus que se fez homem. Ir em frente nas atitudes, nos valores humanos, plenos, abre a porta à semente cristã. Depois vem a fé. Educar cristianamente não é só fazer uma catequese: esta é uma parte. Não é só fazer proselitismo — nunca façais proselitismo nas escolas, nunca! — Educar cristianamente é levar por diante os jovens, as crianças nos valores humanos em todas as realidades, e uma destas realidades é a transcendência.
Hoje há a tendência a um neopositivismo, ou seja, a educar para as coisas imanentes, para o valor das coisas imanentes, e isto tanto nos países de tradição cristã como nos países de tradição pagã. O que não significa introduzir os jovens, as crianças na realidade total: falta a transcendência. Para mim, a maior crise da educação, na perspectiva cristã, é este fechamento à transcendência. Somos fechados à transcendência. É preciso preparar os corações para que o Senhor se manifeste, mas na totalidade; ou seja, na totalidade da humanidade, que tem também esta dimensão de transcendência. Educar humanamente, mas com horizontes abertos. Nenhum tipo de fechamento beneficia a educação.

Que Maria, Mãe de Jesus e nossa, nos envolva com o seu manto e nos conceda a graça de construir um mundo novo através da Educação, e que possamos educar com a mesma fé, intensidade, verdade e valores, assim como Jesus foi por Ela educado.

ESCRITO POR
Joana Darc Venancio (Redação A12)

Joana Darc VenancioPedagoga, Mestre em educação e Doutora em Filosofia. Especialista em Educação a Distância e Administração Escolar, Teóloga pelo Centro Universitário Claretiano. Professora da Universidade Estácio de Sá. Coordenadora da Pastoral da Educação e da Catequese na Diocese de Itaguaí (RJ)

Fonte: https://www.a12.com/redacaoa12/igreja/emergencia-educativa-educar-na-fe-para-a-fe

 


PADRE PAULO RICARDO: O PREÇO DE SER CRISTÃO

novembro 28, 2018


QUE PECADOS PODEM MATAR A FÉ?

novembro 28, 2018

QUE PECADOS PODEM MATAR A FÉ?

 

O mais grave dos pecados contra a fé é a infidelidade

Vimos, no artigo anterior, que a Virtude da Fé é chamada de Teologal por se orientar a Deus e ser dado por Ele para o ser humano. Embora essa virtude seja dada em semente por Deus, é dever do homem permanecer unido a Deus e trabalhar pelo seu crescimento. Desse modo, a fé cresce do perfeito para o imperfeito, ou seja, pelo estímulo de Deus para o ser humano e do imperfeito para o perfeito, isto é, do esforço do homem para chegar a Deus. No entanto, embora Deus dê a fé gratuitamente, o ser humano pode negá-la em si mesmo e, até mesmo, destruí-la. Como aquilo que se opõe a Deus é o pecado, quais são os pecados que destroem a fé?

Que pecados podem matar a fé?

Foto ilustrativa: Wesley Almeida/cancaonova.com

O mais grave pecado contra a fé é a infidelidade (ST II-II Q10A3). Por ele o homem voluntariamente resiste a fé, não querendo recebê-la, crescer nela ou a distorce. Assim, aquele que procura não conhecer melhor a fé professada pela Igreja, com medo de ser cobrado por esse conhecimento em alusão à palavra “a quem muito for dado, muito será cobrado” (Lc 12,48), peca contra a fé. Essa infidelidade é uma cegueira voluntária, que corrompe e destrói a virtude da fé. A fé deve ser estimulada a crescer e não ser combatida ou cerceada.

Heresia e a apostasia

Dentre os modos do pecado da infidelidade estão a heresia e a apostasia. A heresia, que vem do grego “eleição”, tem esse nome porque o herege escolhe ou elege a doutrina que julga ser melhor ou mais adequada para si mesmo. Nega-se, assim, que existe uma doutrina verdadeira que deve ser seguida e defendida, não importando a opinião pessoal que tem-se sobre ela. A partir do momento que se arbitra sobre o que se deve ou se quer crer, escolhendo no que acreditar e no que não acreditar da fé ensinada pela Igreja, adota-se a postura do herege e se destrói a fé. Aquele que já ouviu a expressão: “- Sou católico, mas não concordo com isso e aquilo que a Igreja diz”, conheceu um herege de perto. Pode ser um herege que não entrará para os livros de história mas, fatalmente, destruirá a própria fé (e de quem der ouvidos às suas “opiniões” ou “eleições”).

A apostasia, por outro lado, é uma forma de infidelidade de quem se afasta completamente da fé em Deus (ST II-II Q12A1). Aquele que teve uma formação católica, foi introduzido nos sacramentos e abandona a Igreja e a fé, é um apóstata. A consequência da apostasia é a morte da fé de um modo mais rápido e eficaz do que a heresia, pois, essa ainda procura conservar alguma coisa da fé, embora a distorça. O apóstata, no entanto, tem como objetivo (e consegue) destruir a própria fé.

Como a fé exige um aplicar-se, conscientemente, no aprendizado das coisas de Deus para se desenvolver, a cegueira ou embotamento da mente é outro vício que destrói a fé. Ou seja, aquele que se aplica a entender, usufruir e aperfeiçoar-se nas coisas terrestres ou materiais, deixando de lado o aprendizado da fé, comete um erro que mata a sua fé. Afinal, acumular títulos acadêmicos após décadas de estudo e permanecer no “jardim de infância” da fé é uma distorção intelectual extraordinária. O conhecimento e aprofundamento em relação à fé tem de caminhar no mesmo tom e qualidade dos outros aprendizados intelectuais. Quando, por negligência, deixa-se de se aprender e aprofundar as verdades de fé, cria-se o pecado da cegueira intelectual que faz a fé ficar débil até morrer.

Entre os inúmeros dons recebidos de Deus, a inteligência é um dos maiores

Por outro lado, o embotamento da mente, causado por uma falta de vivência intelectual em qualquer área, não é menos danoso ou menos problemático. Se aquele que desenvolve toda sua capacidade intelectual em várias áreas, menos no conhecimento da fé, peca; aquele que não desenvolve, também, peca. Entre os inúmeros dons recebidos de Deus, a inteligência é um dos maiores. Ela nos dá a capacidade de ver e compreender o mundo, além de receber e entender a revelação de Deus que contém as verdades de fé. Aquele que embota (debilita, insensibiliza) a sua própria inteligência, não só destrói suas capacidades de viver melhor em sociedade como, também, se priva de aprender a revelação de Deus.

Procurando corrigir-se desses erros voluntários, isto é, os pecados; e dos involuntários, que são os vícios adquiridos por maus hábitos, conseguimos preservar a fé dada, gratuitamente, por Deus. Mas, como se pode aumentar a nossa fé? No próximo artigo nos deteremos nos passos que podemos dar, conscientemente, para aumentar a nossa virtude da fé.

 

Flávio Crepaldi

Flavio Crepaldi é casado e pai de 3 filhas. Especialista em Gestão Estratégica de Negócios,graduado em Produção Publicitária e com formação em Artes Cênicas. É colaborador na TV Canção Nova desde 2006 e atualmente cursa uma nova graduação em Teologia com ênfase em Doutrina Católica.

Fonte: https://formacao.cancaonova.com/espiritualidade/vida-de-oracao/que-pecados-podem-matar-fe/

 


PADRE PAULO RICARDO: COMO VIVER O DESAPEGO?

novembro 26, 2018


A TARTARUGA

novembro 26, 2018

A TARTARUGA

Todos os dias o percurso era o mesmo. Taru deixava o mar e seus mistérios e, na calada da noite, deslizava lentamente pela areia batida da praia, até ao amanhecer, quando a maré alta a envolvia no carinho de suas ondas mornas, e como se carrega uma criança nos braços, a deitava cheia de ternura no doce leito do mar.

Taru era imponente. Nos seus cento e cinqüenta quilos, cheia de força e vigor, desafiava constantemente as intempéries do mar e os dissabores do tempo, além de se arvorar contra os muitos predadores que porventura dela se aproximassem.

As marcas de suas patas, como impressões digitais verdadeiras, deixavam-se fixar na areia, à semelhança de um grande outdoor horizontal que estampasse este aviso: Taru passou por aqui! Era vaidosa. Nunca fora vencida nem se deixara vencer. À medida que cada vitória sucedia, a sua medida de vaidade multiplicava-se, deixando-a cada vez mais presunçosa e cheia de orgulho. A autossuficiência impedia-lhe de ver o mundo ao seu redor. Meneando a cabeça, ora para cima, contemplando o céu bordado de estrelas; ora para baixo, vislumbrando os bilhões de grãos de areia que compunham aquela paisagem serena; ora retraindo a cabeça para dentro de si, num gesto puramente instintivo de defesa contra as rajadas de vento que a incomodavam sobremaneira, Taru sentia-se absoluta.

A noite fora tranqüila. Mal os primeiros raios da manhã saudavam o novo dia, ela esperava ansiosa a chegada da maré cheia. As ondas espraiavam-se cada vez mais perto. Ofegante, exausta, arrastando-se lentamente, mas feliz por não ter sido vencida mais uma vez, não percebe uma onda gigante que, tomando-a de surpresa, lança-a há alguns metros de distância, onde cai desacordada e só.

O sol já ia alto quando Taru se deu conta de que estava de patas para o ar. Tentou desvirar-se uma, duas, três… inumeráveis vezes. Nada. O dia findara, outra noite chegara, e ela ali, sozinha, vendo o céu de cabeça para baixo e o mar longínquo que não reparava na sua dor.

A areia quente, de uma temperatura insuportável, levava-a a exaustão.

Ao final do terceiro dia, quando as primeiras estrelas saudavam a noite que nascia mansamente, e já sem esperança alguma, Taru ouve passos que vêm em sua direção. É inacreditável! Agita-se. Se pudesse gritar… O pescador se aproxima, pára, fixa seu olhar, move a cabeça para a direita e para a esquerda, como quem diz: “Pobrezinha!…” E reunindo suas forças, socorre e salva Taru.

Já deslizando nas águas do mar e gozando das delícias do seu habitat natural, Taru pôde refletir e compreender: “Ninguém se basta a si mesmo. Nem eu“.

Paz e Luz

Antonio Luiz Macêdo

Fonte: http://catequesecatolica.com.br/site/a-tartaruga/