Deus fala conosco…

outubro 31, 2008

Deus fala conosco através de sinais. É uma linguagem individual, que requer fé e disciplina para ser totalmente absorvida.

Santo Agostinho foi convertido desta maneira. Durante anos procurou, em várias correntes filosóficas, uma resposta para o sentido da vida. Certa tarde, no jardim de sua casa em Milão, refletia sobre o fracasso de toda a sua busca. Neste momento, escutou uma criança na rua, cantando: “Pega e lê! Pega e lê!”

Apesar de sempre ter sido governado pela lógica, resolveu – num impulso – abrir o primeiro livro ao seu alcance. Era a Bíblia, e ele leu um trecho de São Paulo – com as respostas que procurava.

A partir daí, a lógica de Agostinho abriu espaço para que a fé também pudesse participar, e ele se transformou num dos maiores teólogos da Igreja.

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Enquanto você lê nossos posts ouça uma musica para relaxar…

outubro 30, 2008


[Audio http://jp.nacionaltec.com.br/arquivos/programas/windows/aplicativos/musicas/classico%203/06%20Ave%20Maria%20(Gounod).mp3]

 

 

Hoje: Ave Maria.


Tudo é do Pai!!!

outubro 30, 2008

Catequisando… A cor das estolas utilizadas pelos Padres.

outubro 29, 2008

Na minha aula de catequese da crisma, um amigo perguntou sobre a diferença das cores da estola utilizada pelo santo padre. Como as respostas foram bastante vagas fiz uma pequena pesquisa e resolvi postar o resultado:

A estola é aquela faixa de tecido, muitas vezes de ou de seda que os padres usam em torno do pescoço, descendo até os joelhos. Suas cores variam de acordo com a época do Ano litúrgico.

As cores da estola e de outros paramentos (roupas litúrgicas) usadas pelos bispos, padres e diáconos nas celebrações religiosas têm os seus significados:

Há mais duas cores de estola, cujo uso não é mais feito:

 

Jorge Lapa


Papa: A cruz é o centro do centro do mistério cristão.

outubro 29, 2008

Da Redação, com Rádio Vaticano

O Santo Padre o Papa Bento XVI, encontrou-se na manhã de hoje, 29, com os fiéis e peregrinos reunidos na Praça São Pedro durante a audiência geral de quarta-feira. Na sua catequese, o Papa continuou a falar sobre o Apóstolo Paulo, recordando que a experiência de Paulo no caminho de Damasco mudou totalmente a sua existência que ficou marcada pelo significado central da Cruz.

“Paulo”, disse o Papa, “entendeu que Cristo morreu e ressuscitou por ele e por todos nós. A cruz tem um lugar especial na história da humanidade e é objeto contínuo da teologia paulina. Ela é escândalo e necessidade, onde parece reinar somente a dor e a fraqueza. Porém, é na cruz onde se encontra todo o poder do Amor infinito de Deus. A Cruz é o centro do centro do mistério cristão”.

“Certamente a encarnação e a ressurreição”, continuou Bento XVI, “são mistérios centrais do cristianismo, porém São Paulo vê na Cruz a manifestação mais eloqüente do Amor de Deus por todos nós. Para o Apóstolo, Cristo crucificado é sabedoria, porque manifesta verdadeiramente quem é Deus, e nos mostra o amor que salva o homem de maneira gratuita. Essa total gratuidade é a verdadeira sabedoria”.

“Na segunda carta aos Coríntios, Paulo expressa em duas afirmações sua experiência sobre Cristo Crucificado. Em primeiro lugar, por causa dos nossos pecados Deus enviou seu filho para morrer por nós, expiando assim os nossos pecados. Em segundo lugar, Deus nos reconciliou consigo, sem nos atribuir culpas”, destacou o Santo Padre.

“Nós fiéis podemos dizer com São Paulo”, disse Bento XVI, “Quanto a mim, não pretendo jamais gloriar-me a não ser na cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo, por que o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo”.

Ao final da Catequese, Bento XVI saudou a todos os peregrinos em suas respectivas línguas. Aos peregrinos de língua portuguesa o Papa disse: “A Catequese de hoje nos convida a considerar essa teologia da Cruz, sempre presente nas pessoas, e nela descobrir que o Espírito Santo sustenta nossas fraquezas e nos encoraja a aceitá-la com santa resignação. Aproveito para saudar a todos os peregrinos de Portugal e do Brasil que aqui vieram para rezar junto ao túmulo do Apóstolo Pedro. Que Deus vos abençoe!”


Como encontrar JESUS nos desencontros do mundo…

outubro 29, 2008

Os homens primitivos eram profundamente religiosos. A história da humanidade e as descobertas arqueológicas nos confirmam essa verdade. Diante do poder da natureza, das chuvas, dos trovões, do sol, da lua e das estrelas, o homem primitivo percebia e reverenciava uma força superior.

O homem moderno perdeu esse contato com a natureza. A ausência de contato com a natureza provoca uma insensibilidade no homem contemporâneo, fazendo com que não consiga perceber e encontrar a presença de Deus nas coisas criadas. Com isso, não queremos cair no panteísmo. Queremos apenas, despertar a atenção para as belezas da criação. Embora aceitemos a evolução, afirmamos a intervenção de Deus nessa evolução. Negar a mão de Deus na criação é o mesmo que afirmar o acaso. A perfeição relativa do mundo não pode ser fruto do acaso.

Se as coisas criadas são um caminho para Deus, são também um convite para a entrega total. O próprio Cristo usou da natureza para nos evangelizar. Ao apontar para as aves do céu e os lírios do campo, Ele não quis fazer poesia, mas indicar um caminho para Deus.

 
Com tantos problemas para resolver, como parar para observar flores?

Diante da natureza, podemos questionar nossa confiança em Deus. Nós nos abandonamos nas mãos de Deus? “Olhai as aves que voam no céu; não semeiam o grão nem colhem, nem acumulam a colheita nos celeiros; pois o vosso Pai celeste lhes dá de comer. Acaso não valeis muito mais do que elas?” (Mt 6,26).

É claro que valemos muito mais do que as aves, porque somos filhos de Deus; só que, infelizmente, nos deixamos levar por vãs preocupações, pelo consumismo e não percebemos esse amor imenso.

Com tantos problemas para resolver, como parar para observar flores? Tantos homens no mundo morrendo de fome, tantas guerras; o petróleo que está acabando; a inflação cada vez subindo mais; o governo cada vez mais corrupto; a poluição sonora e ambiental; as doenças contagiosas; as favelas sempre maiores… E nós ainda perdendo tempo para olhar os lírios? Não seria alienação?

O que devemos aprender é olhar o mundo com os olhos de Deus. Jesus quando esteve entre nós, como homem, conhecia perfeitamente os graves problemas da humanidade. No entanto, Ele quis nos ensinar que é preciso aprender com as flores. Elas, como os pássaros, nos ensinam a confiar em Deus. Infelizmente, não aprendemos a amar a natureza, assim como não aprendemos a amar os homens, criados por Deus à sua imagem e semelhança.

Como encontrar Deus nos desencontros do mundo?

Aquele que faz uma experiência de Deus em sua vida, procura olhar o mundo a partir dessa ótica divina. Percebe a mão do Pai em cada criatura, em cada acontecimento, mesmo que corriqueiro de sua vida. É preciso escutar o Senhor que nos fala através das coisas mais simples que nos acontecem. A doença, por exemplo, pode muitas vezes ser um caminho para Deus. Ela não vem de Deus (Deus não é doença, mas pode nos conduzir a Ele se nos abrirmos e nos entregarmos ao seu amor).

Quando experimentamos Deus como um Pai que nos ama, então, torna-se fácil perceber sua ação em nossa vida. O homem moderno não se contenta mais com uma idéia a respeito de Deus. Ele quer tocá-lo. Como tocá-lo, senão através de cada um de nós? Quando o experimentamos, nos tornamos canais do seu amor para os outros homens. Tornamo-nos “torneiras” de Deus para a sede de amor que os homens de hoje tanto sentem. Para isso, é preciso escutar o que Ele tem a nos dizer através da sua Palavra, mas também através dos acontecimentos do dia-a-dia, da natureza, das coisas criadas… É preciso experimentá-lo!

Trecho extraído do livro “Tocar o Senhor”, do saudoso padre Léo.


De oportunidade de DEUS agir em sua vida…

outubro 26, 2008

Não são raras as vezes em que nos percebemos em situações de concreta impotência. Diante de uma dor, da rejeição, de uma traição, de alguma enfermidade, ou diante do intenso sofrimento de alguém ou diante de alguma perda; enfim, muitas vezes e de diversos modos a impotência faz questão de visitar o coração do homem no intuito de povoá-lo de angústia e incompreensão.

 São pais diante de conflitos na educação dos filhos; filhos deparando com dificuldades no entendimento com os pais; esposos e esposas enfrentando o desafio de superarem as diferenças entre si. Muitas adversidades se levantam na vida, fazendo com que nos encontremos com problemas maiores que nossas próprias forças, instaurando, dessa forma, no coração um profundo sentimento de incapacidade e frustração.  

A compreensão da situação de impotência se manifesta a partir do momento em que percebemos que as coisas fugiram do nosso controle, saindo da rota de nossos esquemas e projetos. Essa situação frustra nossas expectativas e bagunça nossas certezas. Porém, quando o horizonte dos passos se centra no “Sol” que aquece e fortalece a vida, a impotência – sensação de não saber enfrentar a dificuldade e de não ter mais o que fazer diante do problema – pode ser desvendada como um fecundo espaço de Revelação.

 O ser humano traz em si a tendência ao orgulho e à auto-suficiência, e a impotência – vista sob a ótica da Graça – pode se transformar em um lugar de abertura Àquele que é maior que o homem e seus dramas, sendo assim um território de rompimento com o egoísmo e de encontro com o Sagrado.

 Em situações de impotência temos a oportunidade de confiar não na própria força e capacidade, mas no poder de Deus, dando a Ele – a partir de nossa fé – a possibilidade de realizar o que para nós é impossível.

 Dessa forma, o homem dá a Deus a oportunidade de ser Deus em sua vida e de fazer a Sua obra do Seu jeito, sem querer condicioná-lo às suas vontades e à sua compreensão das coisas.

 Na impotência nossas crenças e convicções são reviradas e o nosso interior se choca com a desordem. E o bonito é perceber que Deus é atraído por nossa desordem… Exemplo concreto disso é a Encarnação, por meio da qual Deus se tornou homem para ordenar a nossa vida e nos ensinar a sermos homens de verdade.

 Quando temos muitas certezas e estamos muito seguros de tudo, corremos o risco de querer ser os “oleiros”, fazendo de Deus o nosso pobre “barro”. Quem acredita mais na força de seus próprios esquemas e projetos do que na Ação e Condução de Deus, deixa de crescer e de descobrir os novos caminhos que a Divina Providência deseja inaugurar em sua história.  

Somente na pobreza de certezas e seguranças temos a possibilidade de confiar inteiramente em Deus, acreditando que Ele está agindo e que fará o melhor para nós, mesmo quando as coisas não acontecem do jeito que gostaríamos. A impotência também é lugar de restauração e recomeço, pois, somente quando um antigo edifício é derrubado – quando antigas convicções se “bagunçam e caem…” – é que pode ser feita uma nova obra, mais consistente e que possa corresponder melhor às exigências do tempo presente.

 A impotência revela a nossa pequenez e o nosso “nada”, mas pode revelar também a grandeza do Deus que cuida de nós e que pode transformar todas as coisas.

 O ponto de partida para a eficaz ação de Deus no homem é o seu nada, pois é no nada deste que se manifesta o tudo de Deus (cf. 2 Cor 12,10b).

 Confiemos em Deus e não nos desesperemos diante daquilo que foge ao nosso controle. Aproveitemos – essas difíceis situações – para nos lançarmos nos cuidados d’Aquele que está sempre pronto a nos sustentar com Seu poder e busquemos n’Ele a resposta e o sentido para as dores e lutas que compõem essa vida.