EUCARISTIA

novembro 28, 2008

O milagre eucarístico de Lanciano segundo o cientista que comprovou sua autenticidade

 

ROMA, quinta-feira, 5 de maio de 2005 (ZENIT.org).- O doutor Edoardo Linoli afirma a Zenit que sustentou em suas mãos um verdadeiro tecido cardíaco quando analisou anos atrás as relíquias do milagre eucarístico de Lanciano (Itália), o mais antigo dos conhecidos.

O fenômeno se remonta ao século VIII. Em Lanciano, na igreja dedicada a São Legonciano, um monge basiliano que celebrava a missa em rito latino, após a consagração, começou a duvidar da presença real de Cristo sob as sagradas espécies.

Nesse momento, o sacerdote viu como a sagrada hóstia se transformava em carne humana e o vinho em sangue, que posteriormente se coagulou. Na catedral estão custodiadas estas relíquias.

Professor de Anatomia e Histologia Patológica, de Química e Microscopia Clínica, e ex-chefe do Laboratório de Anatomia Patológica no Hospital de Arezzo, o doutor Linoli foi o único que analisou as relíquias do milagre de Lanciano. Seus resultados suscitaram um grande interesse no mundo científico.

Em novembro de 1970, por iniciativa do arcebispo de Lanciano, Dom Pacífico Perantoni, e do ministro provincial dos Conventuais de Abruzzo, contando com a autorização de Roma, os Franciscanos de Lanciano decidiram submeter a exame científico as relíquias.

Encomendou-se a tarefa ao professor Linoli, ajudado pelo professor Ruggero Bertelli –da Universidade de Siena–. Com a maior atenção, o professor Linoli extraiu partes das relíquias e submeteu a análise os restos de «carne e sangue milagrosos». Em 4 de março de 1971 apresentou os resultados.

Evidenciam que a carne e o sangue eram com segurança de natureza humana. A carne era inequivocamente tecido cardíaco, e o sangue era verdadeiro e pertencia ao grupo AB.

Consultado por Zenit, o professor Linoli explicou que, «pelo que diz respeito à carne, encontrei-me na mão com o endocárdio. Portanto não há dúvida alguma de que se trata de tecido cardíaco».

Quanto ao sangue, o cientista sublinhou que «o grupo sanguíneo é o mesmo do homem do Santo Sudário de Turim, e é particular porque tem as características de um homem que nasceu e viveu nas zonas do Oriente Médio».

«O grupo sanguíneo AB dos habitantes do lugar de fato tem uma porcentagem que vai de 0,5 a 1%, enquanto que na Palestina e nas regiões do Oriente Médio é de 14-15%», apontou.

A análise do professor Linoli revelou também que não havia na relíquia substâncias conservantes e que o sangue não podia ter sido extraído de um cadáver, porque se haveria alterado rapidamente.

O informe do professor Linoli foi publicado em «Quaderni Sclavo di diagnostica clinica e di laboratório» (1971, fasc 3, Grafiche Meini, Siena).

Em 1973, o conselho superior da Organização Mundial da Saúde (OMS) nomeou uma comissão científica para verificar as conclusões do médico italiano. Os trabalhos se prolongaram 15 meses com um total de quinhentos exames. As conclusões de todas as investigações confirmaram o que havia sido declarado e publicado na Itália.

O extrato dos trabalhos científicos da comissão médica da OMS foi publicado em dezembro de 1976 em Nova York e em Genebra, confirmando a impossibilidade da ciência de dar uma explicação a este fenômeno.

O professor Linoli participa esta quinta-feira no Congresso sobre os milagres eucarísticos organizado pelo Master em Ciência e Fé do Ateneu Pontifício Regina Apostolorum (Roma), em colaboração com o Instituto São Clemente I Papa e Mártir, com ocasião do Ano Eucarístico que a Igreja universal celebra até outubro.

«Os milagres eucarísticos são fenômenos extraordinários de diferente tipo», explicou o diretor do Congresso, o padre Rafael Pascual LC, em «Rádio Vaticano»: «por exemplo, há a transformação das espécies do pão e do vinho em carne e sangue, a preservação milagrosa das Hóstias consagradas, ou algumas hóstias que vertem sangue».

«Na Itália, há vários lugares onde ocorreram estes milagres eucarísticos –declarou–, mas também os encontramos na França, Alemanha, Holanda, Espanha» e alguns «na América do Norte».


    Para citar este texto:

O milagre eucarístico de Lanciano segundo o cientista que comprovou sua autenticidade
MONTFORT Associação Cultural
http://www.montfort.org.br/index.php?secao=imprensa&subsecao=igreja&artigo=20050728&lang=bra
Online, 23/11/2008 às 21:39h

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novembro 20, 2008

Sem conhecimento não existe amor

Como amar o outro com suas fraquezas, limites e incoerências?

 

Amadeo Cencini, no seu livro: “Amarás o Senhor teu Deus” nos fala do amor ao próximo. Hoje, quero apresentar um resumo do que ele nos fala, por acreditar que pode ser muito rico para você.

A primeira coisa que precisamos entender é que o centro de todo ser humano é positivo, mas no seu todo o ser é limitado. Essa é a condição humana. Ou seja, existem em todo homem e em toda mulher virtudes e defeitos, riquezas notáveis e impulsos incoerentes com a estrutura pessoal, mas que são partes dela. É importante sabermos separar a fraqueza do irmão e o seu valor como pessoa para assumirmos a responsabilidade de que temos por ele e pelo seu crescimento.

O verdadeiro amor não está fundamentado nas qualidades e defeitos, mas sim no valor radicado em seu próprio ser. Isso significa dizer que não basta pensar bem, não se trata de fechar os olhos para os aspectos negativos dos outros, nem é um simples gesto de cortesia. O amor verdadeiro leva a uma percepção profunda do outro, a um olhar agudo e límpido para descobrir o valor interior e a verdade deste. Com isso, dizemos que todo ser humano é digno de ser amado, independentemente de sua conduta ou de seus merecimentos e qualidades. O amor aos nossos irmãos deve estar ligado aos valores fundamentais da sua existência e como tal é incancelável, apesar da aparente indignidade deles.

Não é possível sermos santos e agradar a Deus, sem tomar conhecimento de quem está ao nosso lado. Muitas vezes, ignoramos “onde estava” nosso irmão, como Caim, que não quis se sentir responsável pelo irmão (cf. Gen 4, 9). Quem estima sinceramente seu irmão se sente responsável por ele, pela sua salvação, fará de tudo para estimulá-lo, dia a dia, ao bem, a Deus. É sinal de estima sincera e de amor verdadeiro estimular o outro ao seu bem, o que é estimulá-lo ao centro da vontade de Deus. O verdadeiro amigo não adula nem rejeita o outro, mas o estimula a amar.

Mesmo que o irmão se desvie do verdadeiro bem com o seu comportamento, não podemos perder a esperança de que ele pode, um dia, descobrir e crer na sua capacidade positiva de melhorar e perceber que é muito melhor do que parece e poderá ser fiel àquele projeto que Deus tem para ele.

Essa confiança no outro é uma força estimuladora, é maior do que o pecado e gera a força de vencer o mal porque é capaz de redescobrir o bem ou de salvar a intenção, de dar novamente esperança ou de convidar o outro de novo a caminhar para Deus, nem que seja juntos quando o outro não está muito interessado. Além disso, pode ser o estímulo necessário para mudar o irmão, ainda que a longo prazo, com muita paciência e discrição, sem paternalismo, mas com desejo sincero de levá-lo a crescer na amizade com Deus.

Não amamos para transformar ninguém, e sim, para levá-lo a experiência com Deus, para levá-lo ao amor de Deus, para levá-lo a verdade de Deus; e isso não se realiza pela força das nossas palavras nem pelas nossas críticas.

Amar é pôr-se diante do outro numa atitude de grande respeito por suas opções e tomadas de decisão, suas demoras, seus ritmos de crescimento, para que sua autonomia amadureça sempre mais e a relação vá progredindo em direção à profundidade.

O amor tem que se traduzir em atos que exprimam aquilo que se vive, traduzir-se em gestos que gerem outro amor. Não basta dizer a uma pessoa que você a ama. É necessário também que ela o perceba através dos atos. Por isso, faça o que for necessário para que, de sua parte, floresça a confiança, a familiaridade e a intimidade.

Mas como traduzir em atos o amor? Que expressão escolher? Dando o melhor de si mesmo ao outro. Exemplos: uma saudação, uma carta, um encontro, o tratar-se com familiaridade e intimidade, um aperto de mãos, um gesto de carinho, uma ajuda esperada, a lembrança de uma data particular, uma palavra de estima, de conforto e de estímulo.

Sem conhecimento não existe amor. O conhecimento da pessoa que se quer amar não se detém na periferia, mas chega ao fundo de sua vida e de seu ser. Amar é conhecer o núcleo desta vida e deste ser escondido nela. Toda pessoa é muito mais do que aquilo que aparenta aos olhos dos outros.

Manuela Melo
psicologia@cancaonova.com
Missionária da Comunidade Canção Nova, formada em Psicologia, com especialização em Logoterapia e MBA em Gestão de Recursos Humanos.

 


Marlon – Felicidades pelo seu dia.

novembro 16, 2008


Encontro de Casais com Cristo

novembro 15, 2008

ECC


(Acróstico feito pelo casal Chiquinho e Ieda,
da Paróquia de São Benedito, Bairro Pilares,
Rio de Janeiro/RJ, Regional Leste I)

 

Entendimento é
Necessário aos
Casais que
Ontem, hoje e sempre
Nutrem seu amor,
Tendo no próximo a
Razão de viver
Onde a busca de

Deus é incenssante
E sincera, o

Coração não sente
Amargura e
Sabe vencer as
Adversidades e
Incertezas, buscando os
Sábios ensinamentos de Jesus para

Cumprir sua palavra com
Orgulho, trabalhando por um
Mundo melhor,

Capaz de dar
Resposta às nossas
Inquietações e
Satisfazer
Todos os nossos desejos através da
Oração.

 

 

 

 

Fonte:  http://www.ecc.conselhonacional.com.br/pg_artigo_outubro2007.php

 


UM TESTEMUNHO DE AMOR À VIDA

novembro 14, 2008

UM TESTEMUNHO DE AMOR À VIDA

A Irmã Lucy Veturse, da Bósnia, foi estuprada por soldados sérvios durante a guerra entre essas etnias da antiga Iugoslávia, após a queda do comunismo. Embora violentada e humilhada, ela não admitiu o aborto e preferiu ter que deixar a vida religiosa para criar seu filho, do que abortá-lo.

Eis, a seguir, a carta emocionante que ela escreveu à sua Superiora ( publicado na revista Pergunte e Responderemos, Nº 386, 1994, págs. 318 a 321).

 Revda. Madre Geral,

Eu sou Lucy Veturse, uma das Junioristas que foram violentadas pelos milicianos sérvios … acontecimento que atingiu a mim e às duas Irmãs Religiosas: Tatiana e Sendria.

Seja-me permitido não descer a certos particulares do fato. Há experiências tão tristes na vida que não podem ser comunicadas para ninguém a não ser àquele Bom Pastor a quem me consagrei no ano passado com os três votos religiosos.

O meu drama não é a humilhação padecida, como mulher, nem a ofensa insanável feita à minha escolha existencial e vocacional, mas é sobretudo a dificuldade de inscrever na minha fé um acontecimento que certamente faz parte do insondável e misterioso plano dAquele que eu continuarei a considerar sempre o meu Divino Esposo.

Tinha lido, poucos dias antes, o “Diálogo das Carmelitas” de Bernanos e me tinha sido espontâneo pedir ao Senhor poder eu mesmo morrer mártir. Ele me tomou na palavra,…mas de que jeito! Encontro-me atualmente numa angustiante noite escura do espírito. Ele destruiu o projeto de vida que eu considerava definitivo para mim. De improviso me inseriu em um novo desígnio que neste momento é , para mim, ainda a ser descoberto.

No meu caderno de notas tinha escrito, nos anos de minha adolescência, que nada é meu, eu não pertenço a ninguém, ninguém me pertence. Alguém, pelo contrário, me apanhou, numa noite que não queria mais lembrar, me arrancou de mim mesma, pensando tornar-me algo dele.

Era dia quando acordei; o primeiro pensamento foi mesmo aquele da agonia de Jesus no Horto. Desencadeou-se em mim uma luta terrível: perguntava-me, de um lado, por que Deus teria permitido que eu fosse dilacerada e destruída, naquilo mesmo que eu considerava a razão do meu viver, e, de outro lado, para qual novo chamado queria Ele que eu me candidatasse.

A custo, levantei-me e, enquanto auxiliada por irmã Josefina, procurava-me arrumar, escutei do Mosteiro das Agostinianas, que se situava perto do nosso, o toque do sino de Sexta. Fiz o sinal da cruz e mentalmente rezei o hino da Liturgia: “Nesta hora foi nos dada gloriosa salvação, pela morte do Cordeiro, que na Cruz trouxe o perdão…”

O que é, Madre, o meu sofrimento e a ofensa padecida em comparação a tudo aquilo que sofreu Aquele pelo qual eu tinha mil vezes prometido dar a vida? Disse então bem devagar: “Seja feita a tua vontade, sobretudo agora que não tenho outro apoio senão a certeza de que Tu, Senhor, estás perto de mim”.

Escrevo, Madre, não para receber da senhora conforto, mas para que me auxilie a agradecer a Deus por me ter associado a milhares de minhas compatrícias ofendidas na honra e forçadas à maternidade indesejada. Minha humilhação junta-se à delas e, pois que não tenho outra coisa para oferecer para a expiação dos pecados cometidos pelos anônimos violentadores e para uma pacificação entre as duas opostas etnias, aceito a desonra padecida e a entrego à misericórdia de Deus.

Não se surpreenda se eu lhe peço compartilhar comigo o “obrigado” que poderia parecer-lhe absurdo. Chorei, nestes meses, todas as minhas lágrimas pelos meus dois irmãos assassinados pelos mesmos agressores que estão espalhando terror em nossas cidades e pensava que mais do isso não poderia sofrer. Nem imaginava que a dor pudesse ter bem outras dimensões…

À porta do nosso convento batiam cada dia centenas de criaturas famintas, tiritando de frio, com o desespero nos olhos. Lembro-me que na semana anterior uma moça de dezoito anos me tinha assim falado: “Felizes vocês que escolheram um lugar onde a maldade não pode entrar”. Tinha em mãos o livro “As alegrias do Profeta” e continuou em voz baixa: “Vocês não vão mais experimentar o que é desonra”.

Refleti demoradamente naquelas palavras e me convenci de que havia uma parte secreta da dor e do sofrimento de minha gente que ficava despercebida também a mim, e quase sentia um sentimento de pudor por ser excluída de sua participação.

Agora eu sou uma entre elas, uma das tantas anônimas mulheres do meu povo com o corpo destruído e a alma devastada. Nosso Senhor me admitiu a participar de seu mistério de vergonha; mais ainda a mim, Religiosa e freira, concedeu o privilégio de compreender até o fundo a força diabólica do mal.

Sei que, de agora em diante, as palavras de encorajamento e de consolação que conseguir extrair do meu pobre coração, serão com certeza aceitas, porque a minha história é a história delas e a minha resignação, sustentada pela fé, poderá servir, se não de exemplo, pelo menos de referencial para as suas reações morais e afetivas.

É bastante um sinal, uma pequena voz, um chamariz fraternal para colocar em movimentação a esperança de um exército de criaturas desconhecidas. Deus escolheu a mim (Deus me perdoe esta presunção) para guiar as pessoas mais humilhadas da minha gente para um alvorecer de redenção e de liberdade. Não terão mais dúvidas sobre a sinceridade das minhas propostas, porque estou chegando da fronteira da abjeção.

Lembro que, quando frequentava em Roma a Universidade “Auxilium” para a formatura em Letras, uma idosa docente de Literatura Eslava citava os seguintes versos do poeta Alexei Mislovich: “Tu não deves morrer, porque tu escolheste ficar do lado da vida”. Na noite em que fui dilacerada pelos sérvios, por horas seguidas continuava a repetir para mim mesma aquelas palavras que me pareciam como um bálsamo para a alma, mesmo no momento em que o desespero parecia aflorar para me apanhar. Agora tudo passou e, se me volto para trás, tenho a impressão de ter tido um terrível sonho feio.

Tudo passou, mas, Madre, tudo está para começar. No seu telefonema, depois de suas palavras de conforto, de que ficarei agradecida por toda a minha vida, a senhora me colocou uma clara pergunta: “Que farás da vida que te foi jogada no seio? “. Percebi que sua voz tremia ao me colocar esta interrogação, à qual achei pouco oportuno responder logo, não porque não tivesse já refletido sobre a escolha, a decisão a ser tomada, mas para não atrapalhar as eventuais propostas e projetos seus a meu respeito.

Eu já decidi. Se for mãe, o menino será meu e de ninguém mais. Sei que poderia confiá-lo a outras pessoas, mas ele tem direito, mesmo não sendo esperado por mim, nem pedido, ao meu amor de mãe.

Não se pode arrancar uma planta de suas raízes. O grão caído no chão precisa de crescer lá onde o misterioso semeador, mesmo sendo iníquo, o jogou. Realizarei minha vocação religiosa, mas de outra maneira. Não peço nada à minha Congregação, que já me deu tudo. Fico agradecida pela solidariedade fraternal das coirmãs, que nestes dias me encheram de atenções e amabilidades, em particular por não me ter incomodado com perguntas indiscretas. Irei embora com meu filho, se Deus quiser. Não sei ainda aonde, mas Deus, que interrompeu improvisamente minha maior alegria, me orientará e indicará o caminho a percorrer para cumprir sua vontade.

Voltarei a ser uma moça pobre, retomarei meu velho avental, meus tamancos, que as mulheres usam nos dias de semana, e irei com minha mãe a recolher a resina da casca dos pinheiros dos nossos vastos bosques.

Deve mesmo haver alguém que comece a quebrar a corrente de ódio que deturpa, há tanto tempo, os nossos países. Ao filho que vier (se Deus quer que venha) ensinarei mesmo somente o AMOR. Ele, nascido pela violência, testemunhará, perto de mim, que a única grandeza que honra a pessoa humana, é aquela do PERDÃO.

 

Irmã Lucy Veturse

Fonte: www.cleofas.com.br


A MISSÃO DOS LEIGOS NA IGREJA

novembro 10, 2008

A missão dos leigos na Igreja

Filed under: Gravatá Pe., Audios — gravata at 8:54 am on Sunday, October 26, 2008

A missão dos leigos na Igreja

O leigo precisa conhecer a doutrina que Cristo ensinou à Igreja

O Concílio Vaticano II resgatou de maneira iluminada o papel do leigo na Igreja; por isso, hoje, graças a Deus, homens e mulheres leigos, jovens e até crianças fazem um trabalho maravilhoso de evangelização. Em nosso Continente, onde há uma enorme falta de sacerdotes, o leigo pode e deve dar a sua grande contribuição à Igreja na missão de salvar almas. O nosso Catecismo da Igreja Católica (CIC) diz que “todo leigo, em virtude dos dons que lhe foram conferidos, é ao mesmo tempo testemunha e instrumento vivo da própria missão da Igreja ‘pela medida do dom de Cristo’” (Ef 4,7) [CIC§913].

Cada leigo deve repetir com São Paulo: “Ai de mim se eu não evangelizar” (1Cor 9,16).

Certa vez, falando aos bispos do Brasil em uma de suas visitas “ad limina” o Papa João Paulo II disse a eles: “O fiel leigo, na sua própria vida cristã e em sua atuação na Igreja, não é um mero auxiliar do Bispo ou do Padre. O Batismo lhe dá direito e, portanto, também o dever de realizar em sua existência a ação sacerdotal de Cristo. Daí a justa autonomia do fiel leigo naquilo que lhe é próprio: em qualquer estado ou condição de vida, cada pessoa na sociedade, independentemente da sua raça e cultura, tem o lugar que lhe é devido e é chamada ‘a exercer a missão que Deus confiou à Igreja para esta realizar no mundo’ (Código de Direito Canônico, 204).”

São Paulo nos lembra: “Vós sois o Corpo de Cristo, e cada um de vós é um dos seus membros” (1Cor 12,27).

“A área específica do leigo é o apostolado no mundo secular, inserido nas realidades temporais, na escola, na indústria, na economia, política, artes, música, etc, participando, como cristão, das atividades do seu estado de vida e trabalho social” ( “Christifideles laici”, 17). O mundo é o campo de trabalho do leigo.

Por outro lado, o Concílio Vaticano II ensinou que: “O sacerdócio comum dos fiéis e o sacerdócio ministerial ou hierárquico, embora se diferenciem essencialmente e não apenas por grau, ordenam-se mutuamente um ao outro; pois um e outro participam, cada um a seu modo, do único sacerdócio de Cristo” (LG, 10).

Assim, o leigo faz e complementa a ação do sacerdote; ele não ministra os sacramentos, não o substitui, mas prepara os irmãos para isso. Mas, para que o leigo cumpra bem a sua missão, ele precisa conhecer bem a Igreja que Jesus instituiu e nos deixou com a Sua doutrina. Muitas vezes, há erros e desvios graves porque alguns leigos querem prescindir da Igreja hierárquica como se essa não fosse da vontade de Jesus. O entusiasmo pelo novo pode ser danoso se a hierarquia e o Magistério da Igreja não forem respeitados.

A estrutura hierárquica da Igreja foi estabelecida por Cristo, como seu fundamento e não se confunde com outras formas de governo: monarquia, oligarquia, democracia, etc.. A Igreja está muito além desses paradigmas sociais, porque ela “não nasceu do povo”, mas de Deus, de Jesus Cristo, ela veio do céu, e não da terra. Somente vindo do céu ela pode salvar a terra. Uma igreja que nascesse da terra não teria esse poder. A autoridade da verdadeira Igreja não é fundada na vontade popular, mas na vontade de Deus.

Nós leigos queremos a Igreja conforme Jesus a instituiu e a organizou e não segundo o parecer e a vontade dos homens. Toda doutrina que destoa do que vem do Senhor – através do Magistério – deve ser abandonada e corrigida. Às vezes, se fala perigosamente de “Uma Igreja, Povo de Deus”, sem uma autêntica hierarquia; esta é uma igreja falsa. A nossa segurança é estar em comunhão com o Magistério, obedecer às diretrizes do Papa, a quem Cristo confiou a sua Igreja: “Sobre ti edificarei a minha Igreja…” (Mt 16,17). “Pedro (…) apascenta minhas ovelhas” (Jo 21,17).

Por outro lado, o leigo precisa conhecer a doutrina que Cristo ensinou à Igreja e que está de modo especial muito bem sintetizada no Catecismo da Igreja Católica. O Papa Bento XVI disse a um grupo de bispos ucranianos que: “A formação de um laicado que saiba dar a razão da sua fé é mais necessária que nunca em nossos tempos e representa um dos objetivos pastorais que terá que se perseguir com empenho” (acidigital.com – Vaticano – 27 set 07). Uma vez que o trabalho do leigo cresce hoje na Igreja, assim também a sua formação precisa ser cada vez mais esmerada. Ele não pode ensinar o que quer, mas o que a Igreja ensina.

Para ser firme no cumprimento de sua missão de batizado e missionário, o leigo precisa ter uma vida espiritual sadia. O Papa João Paulo II disse um dia que: “A eficácia do trabalho apostólico do fiel leigo está intimamente associada à sua base espiritual, à sua vida de oração pessoal e comunitária, à freqüência na recepção dos Sacramentos, sobretudo a Eucaristia e a Penitência e à sua reta formação doutrinária”. O leigo que não reza, não se confessa, não comunga, não lê e não medita a Palavra de Deus, não tem perseverança na missão, e como acontece com muitos sacerdotes também, acaba sendo afastado dela.

Mais do que nunca a Igreja precisa hoje dos leigos no campo de batalha do mundo; pois hoje ela é magoada, ofendida, perseguida e tida por muitos como a culpada de todos os males. Escândalos e blasfêmias se repetem a cada dia. Uma escala de valores pagã tenta insistentemente substituir a civilização cristã por uma cultura de morte (aborto, eutanásia, destruição de embriões, contracepção, prática homossexual…); e Deus vai sendo eliminado na sociedade como se fosse um mal, e a religião católica vai sendo atacada por um laicismo agressivo anticristão.

É hora de saber quem é verdadeiramente cristão, quem ama a Deus de verdade, a Jesus Cristo e a Sua Igreja.

felipeaquino@cancaonova.com
Prof. Felipe Aquino, casado, 5 fihos, doutor em Física pela UNESP. É membro do Conselho Diretor da Fundação João Paulo II. Participa de Aprofundamentos no país e no exterior, já escreveu 60 livros e apresenta dois programas semanais na TV Canção Nova: “Escola da Fé” e “Trocando Idéias”. Conheça mais em www.cleofas.com.br

Felipe Aquino


8 de Novembro – Parabéns Luciano!!!!!!

novembro 7, 2008