Anjos de Resgate – Invade Minh’alma

fevereiro 28, 2009
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O primeiro olhar de Jesus para Maria

fevereiro 27, 2009

Espiritualidade

 Maria Emmir Nogueira

A família de Yosseph Ben Yaaqov prepara-se para retornar a Nazaré. Alguns dias mais e estarão de volta. Maria deseja muito ir para sua casa, na qual havia passado tão pouco tempo. José pensa na carpintaria, no pequeno catre que pretende reformar assim que chegar. Afinal, segundo seu conceito, Yeshuah “já está enorme!”

Maria passa o tempo a cuidar do nenê, lavar suas roupas, tecer para Ele, ajudar a anfitriã nas tarefas de casa. Tem de admitir o que José e todos lhe dizem: o Menino parece-se muitíssimo com ela! Em seu rostinho, pode reconhecer o seu próprio nariz, seu queixo, sua boca, seus cabelos castanhos e finos, suas mãos longas, o formato das unhas das mãos e pés… A Mãe não sabe o que pensar. Claro, o Menino tinha de parecer com ela, pensava, às vezes. Logo depois, porém, perguntava-se:

“Mas não havia de parecer-se com Adhonay?”… “Segundo a Torah, todos não se pareciam com Ele, todos não seriam sua imagem e semelhança?” e logo voltava ao primeiro pensamento, sem pretender entender, mas incapaz de deixar de maravilhar-se com mais este mistério.

Veio-lhe à lembrança Gabriel e o convite de Deus que lhe trazia. Ao longo dos anos, este convite iria tornar-se muito, muito mais terno e mais detalhado. Por enquanto, apenas onze meses se haviam passado e ela deleitava-se em Deus ao entendê-lo assim:

 “Miryam, tu me darias teu corpo, tua vida, tua carne e sangue, tua natureza humana para que meu Filho se torne homem?”

 Dentro de alguns anos, no Shabbat que precederia a ressurreição, iria repassar toda sua vida e compreender o convite completo:

“Miryam, meu Filho disse ‘sim’ e espera o teu para tomar a natureza humana e salvar o homem. Tu me darias teu corpo para dele formar o do meu Filho? Tu me darias tuas mãos para que Ele abençoe as criancinhas e cure os enfermos? Tu me darias teus pulsos para que os dele sejam pregados na cruz? Tu me darias tuas pernas e pés para que Ele percorra todo Israel anunciando o Reino? Tu me darias tua boca para que a dele anuncie o meu amor? Tu me darias teu nariz para que Ele sinta o cheiro das vinhas maduras? Tu me darias tuas entranhas para que as dele sejam queimadas de dor ao sorver o cálice da minha ira? Tu me darias teus cabelos para que os dele sejam ensopados pelo sangue da coroa? Tu me darias teu coração para que o dele seja transpassado e dê aos homens até sua última gota de sangue? Tu me darias tua alma para ser transpassada a fim de que a dele receba de ti a primeira reparação e consolo humano? Tu me darias tua vida para que Ele possa dar nova vida ao homem? Tu me darias teu ser, tua humanidade, para que Ele leve a humanidade, em si próprio, de volta à Trindade? Tu me darias teus olhos para que os dele brilhem o meu amor e te vejam a ti, mais formosa das mulheres, escolhida dentre todas? Tu me darias tua alma para sofrer com a dele os sofrimentos de todo homem em favor da salvação de cada um dos meus filhos?”

Por enquanto, no que conseguia contemplar, Miryam compreendia com o coração que a humanidade do Filho vinha inteiramente da dela e que ambas estavam realmente unidas no selo divino e humano do amor eterno. Isso bastava para que sua alma se enchesse do júbilo dos grandes kairós de Deus repetindo seu “faça-se” a cada nova proposta de Deus, ainda que fosse a da espada a transpassar seu coração, ainda que fosse ver o filho sendo sinal de contradição, pedra de tropeço.

É Shabbat, o dia preferido de José e Maria. Têm mais tempo para fazer o que mais lhes delicia: contemplar, adorar seu Menino. No primeiro Shabbat depois da apresentação de Jesus, de volta da sinagoga, José tira uma soneca e Maria troca os panos do filho, atenta para que fique bem agasalhado. Ao enrolar-lhe os pés, algo, de repente, lhe chama a atenção. Maria sobe, depressa, o olhar para o rosto de Jesus e, com alegria indizível, percebe que, pela primeira vez, Ele a olha e a reconhece!

“Yeshuah?! Yeshuah?!… Ah, Yeshuah!!! Oh, Yeshuah!!! Yeshuah, você vê a mãezinha?! Você vê a mamãe!!!”

E Maria o beija, abraça e chora a alegria de toda mãe que, por mais anos que se passem, jamais esquece este primeiro rápido olhar de reconhecimento do filho. Tenta chamar-lhe atenção outra vez:

Yeshuah, olha a mamãe! Tua mamãe, Yeshuah! Está aqui tua mãezinha! Ma-mãe, Yeshuah!”

Novo olhar, novo choro, mas desta vez não mais como o de todas as mães. Ela agora tem certeza: seus olhos haviam encontrado os olhos do seu Deus!

“Miyram?!”, despertou José, “está tudo bem?”

Na alegria serena do Shabbat, Maria chama:

“Vem, José, vem! Olha! Ele me olhou, Ele me conhece! Ele me ama! Ele me olhou com olhar de filho! Como João olhou Elisabete! Não, não! Mais, mais do que João olhou Elisabete!! Vem ver, José, vem ver…” e, para Jesus, suave, procurando uma demonstração: “Yeshuah, olha para a mamãe, meu lindo, aqui, aqui, olha para tua mãezinha!”

Jesus volta o olhar para ela, atento, embevecido:

“É verdade! Ele a reconhece! Fixa nela o olhar atento!”, pensa José que, como todo pai, não quer perder a chance:

“E o abbá, olha para o abbá! Yeshuuuaaah! Olha para o abbá!”

Nada! Este primeiro olhar é sempre para as mães, as immi de todos os tempos, um presente de gratidão e reconhecimento que Deus colocou nas mãozinhas dos bebês para elas. José, um pouco decepcionado, aprende que, como todo pai, tem de esperar mais um pouco. Para vencer esta pequena tristeza, virtuoso que é, passa o indicador na bochecha de Jesus dizendo: “Está bem, Yeshuah, o abbá espera…”

Com o carinho do dedo de José, Jesus esboça aquele sorriso meio torto, mais característico de uma resposta ao estímulo que expressão de alegria. Maria, porém, não perde tempo em alegrar o seu José:

“José, Ele sorriu para você! Você viu? Ele sorriu! Faz de novo, faz de novo!”

Meio com medo do insucesso, José tenta novamente, com a mão, agora, trêmula. Jesus repete o “sorriso” e a alegria do Shabbat cria novo significado para os três de Deus.

Jesus dorme, cansado da brincadeira. A Mãe o deita sobre si, guardando aquele momento como um tesouro incomparável. Ele a conheceu! Ele a viu! Ele a reconheceu! Puderam comunicar-se, pela primeira vez, com o olhar.

Nem imaginava quantas vezes mais seus olhares se comunicariam! Bastaria um olhar dela para Jesus Menino saber o que lhe era ou não permitido fazer. Com um olhar profético de “por favor, faça alguma coisa”, a água se transformaria no melhor vinho farto. Um olhar e ambos compreenderiam que ela, além de Mãe, era discípula. Um outro, ainda, e ela entenderia que, além de discípula, era mãe.

Seus olhos partilhariam as duas maiores dores da paixão. Um último olhar e partilhariam a Igreja. Em ainda um olhar silencioso Ele a visitaria ressuscitado, para depois de algum tempo voltarem a olhar-se e Ele a atrair e levar para o Pai.

Feliz, a mãe acaba adormecendo, com seu Menino deitado sobre si, naquele jeitinho todo seu, mil vezes repetido, de passar o bracinho por trás do pescoço da Mãe, por baixo de seus cabelos, e enganchar os dedinhos nos fios da nuca.

Fonte:

http://www.comshalom.org/formacao/exibir.php?form_id=1006


Adriana e Walmir Alencar – Abraço de Pai

fevereiro 26, 2009

Quaresma, um tempo para refletir em família

fevereiro 26, 2009

Um tempo de renovação

Vamos viver um tempo profundo na espiritualidade familiar? Que cada membro de sua família viva intensamente este grande retiro espiritual que o tempo quaresmal nos oferece. Recordando o povo de Deus outrora no deserto, peregrinando por 40 anos… Lembrando-nos dos 40 dias de jejum de Jesus…

Mais uma vez vamos viver este tempo de conversão! O número quarenta é símbolo de uma geração, ou seja, evoca a história de cada um de nós, também nossa história de família. Quem durante a vida não experimenta situações de deserto? Quem não vive momentos de profunda solidão e sofrimento? Tudo isso faz parte de nossa peregrinação por aqui. Nesse tempo queremos nos aprofundar em nossa espiritualidade cristã e familiar.

Queremos colocar em Cristo nossas dores, nossas chagas, nossos sofrimentos, nossas desilusões. Ele saberá o que fazer com tudo, aliás, já assumiu para si, de antemão, todas essas situações. Desejamos viver esse tempo como resgate de esperança e, tomados pelas mãos do Senhor, queremos atravessar o “deserto”, certos de que que uma terra nova acharemos, um novo momento celebraremos, o novo se dará. Num mundo cercado por violência e injustiças, no qual a insegurança passa a fazer parte da vida de todos, como nos recorda a Campanha da Fraternidade 2009, vamos tomar para nós os ideais de paz e justiça de nosso Mestre. Seguros em Suas mãos experimentaremos vida nova.

Como pais e filhos, como marido e mulher, como irmãos, vamos deixar a Liturgia da
Igreja iluminar nossa vida. Que em cada domingo da Quaresma consigamos dar os passos desejados. Vivenciaremos um encontro com Aquele que nos serve pelos Seus anjos (cf. Mc 1, 13 – primeiro domingo); contemplaremos o Senhor que se transfigura em luz e ilumina a caminhada (cf. Mc 9,2-3- segundo domingo); cresceremos no zelo pelo que é do Senhor, a começar por nossa história pessoal (cf. Jo 2,17 – terceiro domingo); olharemos para Aquele que tem o poder de nos curar definitivamente e amaremos não as trevas, mas sim a Luz (cf. Jo 3, 19 – quarto domingo). E com os discípulos de outrora exclamaremos: queremos ver Jesus! (cf. Jo 12, 21 – último domingo da Quaresma).

Que travessia abençoada será esta! Aproveitemos esse tempo de reconciliação. Na celebração da Páscoa, findando a travessia do deserto, chegaremos à margem onde está o Ressuscitado; e como dizia o saudoso D.Helder Câmara: faremos a experiência da “madrugada da Ressurreição, momento lindo de se viver!” Chegaremos ao nosso porto seguro e proclamaremos a quantos queiram nos ouvir: vale a pena atravessar o deserto, pois sabemos em quem colocamos nossas esperanças! E, se por ventura, encontrarmos alguém às margens do caminho, às vezes dentro de casa mesmo, faremos nossa parte.
Somos um convite vivo de Deus para que todos experimentem Vida Nova! Um santo tempo quaresmal para você e sua casa!

Fonte: blog.cancaonova.com/saojosedoscampos
Pe. Rinaldo Roberto de Rezende


UM JEITO DIFERENTE DE OLHAR PARA O SALMO 23

fevereiro 25, 2009

Um jeito diferente de olhar para o Salmo 23

O Senhor é o meu Pastor…
(Isto é relacionamento!)

Nada me faltará…
(Isto é suprimento!)

Caminhar me faz por verdes pastos…
(Isto é descanso!)

Guia-me mansamente a àguas tranquilas…
(Isto é refrigério!)

Refrigera minha alma…
(Isto é cura!)

Guia-me pelas veredas da justiça…
(Isto é direção!)

Por amor de seu nome…
(Isto é propósito!)

Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte…
(Isto é provação!)

Eu não temeria mal algum…
(Isto é proteção!)

Porque tu estás comigo…
(Isto é fidelidade!)

A tua vara e o teu cajado me consolam…
(Isto é esperança!)

Unge a minha cabeça com óleo…
(Isto é consagração!)

E o meu cálice transborda…
(Isto é abundância!)

Certamente que a bondade e a misericórdia me seguirão todos os dias da minha vida…
(Isto é benção!)

E eu habitarei na casa do Senhor…
(Isto é segurança!)

Por longos dias.
(Isto é eternidade!)


Rosa de Saron – TE LOUVO EM VERDADE

fevereiro 24, 2009

COMO ASSISTIR COM FRUTO À SANTA MISSA

fevereiro 23, 2009

santa-missa1

São João Bosco

A Missa é o Sacrifício do Corpo e do Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo, que é oferecido a Deus nos altares sob as espécies do pão e do vinho consagrados.

Trate de compreender bem, caro amigo, que assistindo à Santa Missa é como se você visse o Divino Salvador, quando saiu de Jerusalém para levar a Cruz ao Calvário, onde, no meio dos mais bárbaros tormentos, foi crucificado, derramando até a última gota de seu sangue.

Esse mesmo sacrifício é renovado pelo Sacerdote quando celebra a Santa Missa, com a única diferença que o sacrifício do Calvário foi doloroso para Jesus e foi com derramamento de sangue, ao passo que o sacrifício da Missa é incruento.

Como não se pode imaginar coisa mais santa e mais preciosa do que o Corpo, o Sangue, a Alma e a Divindade de Jesus Cristo, assim, ao assistir à Missa, você deve estar convencido de que faz a ação mais santa e gloriosa aos olhos de Deus e benéfica para sua alma. Jesus Cristo vem em pessoa aplicar a cada um de nós em particular os merecimentos daquele Sangue adorável, que derramou por nós no Calvário. Isso deve nos inspirar suma estima para com a Santa Missa e ao mesmo tempo um vivíssimo desejo de assistir bem a ela.

O triste fato de vermos tantas pessoas voluntariamente distraídas, sem modéstia, sem atenção, sem respeito, de pé, olhando para cá e para lá, faz-nos pensar que não assistem ao divino sacrifício como Nossa Senhora e São João, e sim, como os Judeus, crucificando outra vez Nosso Senhor, com grande escândalo para os companheiros e desonra para nossa fé!

Assista, pois, meu caro amigo, à Santa Missa com espírito de verdadeiro cristão, meditando a começar pelo dolorosa Paixão que Jesus Cristo sofreu pela nossa salvação. Durante a Missa você deve estar com modéstia e recolhimento que nada possa perturbar. A mente, o coração, todos os pensamentos estejam unicamente ocupados em honrar Deus. Recomendo, faça grande empenho em assistir à Santa Missa todos os dias, até com alguns sacrifícios.

Santo Isidoro, que servia nos trabalhos do campo, para ir à Missa se levantava de madrugada, para poder depois, no tempo marcado, estar pronto para fazer os trabalhos que o patrão lhe determinava. Desse modo, atraía sobre si todas as bênçãos de Deus e todo trabalho era bem executado. Lembre-se sempre de oferecer a Santa Missa em sufrágio pelas almas do Purgatório.

Breves Orações (em silêncio):

Antes da Santa Missa: Meu Senhor e meu Deus, ofereço-vos este santo sacrifício para a vossa maior glória e para o bem de minha alma. Concedei-me a graça que meu coração e a minha mente somente se ocupem de Vós. Afastai de minha alma toda distração e preparai-me bem para assistir a esta Santa Missa com o maior recolhimento.

Ato penitencial: Senhor, tende misericórdia desta minha pobre alma e das de todos aqueles por quem sou obrigado a rezar.

Oração Coleta: Recebei, ó Senhor, as orações que vos dirige este sacerdote em nosso nome. Concedei-me a graça de viver e morrer como cristão em unidade com a Santa Madre Igreja.

Ofertório: Ofereço-vos, ó meu Deus, pelas mãos do sacerdote, o pão e o vinho que devem ser transubstanciados no Corpo e no Sangue de Jesus Cristo. Ofereço-vos também o meu coração e a minha vontade, para que possam sempre estar ao vosso serviço.

Elevação da Hóstia: Humildemente prostrado, eu vos adoro, meu Senhor, e creio firmemente, que estais presente na Santíssima Eucaristia.

Elevação do Cálice: Eterno Pai, adoro o preciosíssimo Sangue derramado pelo vosso divino Filho para a salvação da minha alma. Recebei-o pela minha salvação e pelas necessidades da Igreja.

Ação de graças após a Comunhão: Agradeço-vos, meu Jesus, por terdes sacrificado por mim; fazei que eu sempre possa me sacrificar por Vós.

fonte:

http://www.derradeirasgracas.com/2.%20Segunda%20Página/O%20Poder%20da%20Santa%20Missa/COMO%20ASSISTIR%20COM%20FRUTO%20À%20SANTA%20MISSA%20.htm