Benção Celta

junho 15, 2009

LITURGIA GERAL – O VESTUÁRIO LITÚRGICO EM GERAL

junho 15, 2009

LITURGIA - os santos sinais

LITURGIA GERAL

CAPÍTULO III.

OS SANTOS LUGARES

53. 0 VESTUÁRIO LITÚRGICO EM GERAL

203.    Origem e desenvolvimento das vestes litúrgicas.

I. Vestuário comum I-IV século.

Nos primeiros séculos o vestuário dos sacerdotes nas funções sacras era o profano. Pois:

a) Jesus Cristo não deu nenhuma prescrição de usar vestes especiais nas funções litúrgicas. ELE mesmo disse a primeira missa no cenáculo sem mudar de vestes;

b) os apóstolos O imitaram. Nem quiseram tomar os ricos paramentos do culto mosaico, provavelmente avisados pelo fundador da Igreja. Pois nunca houve tentativa de introduzir vestes sacras judaicas. O Concílio Tridentino parece indicar este fato, dizendo (Trid. s. 22, c. 5): A Igreja instituiu segundo a doutrina e disciplina apostólica cerimônias e menciona também as vestes;

c) a autoridade eclesiástica não criou por uma única lei o vestuário litúrgico; pois conhecemos a época aproximada da origem dos vários paramentos;

d) prescreveu, porém, desde muito cedo um vestuário de cerimônia de forma profana. Pois os cânones de Hipólito (Duchesne Orígenes 545) exigem do bispo, dos sacerdotes, dos diáconos e dos leitores “vestes brancas, mais belas do que as do povo” para as funções litúrgicas;

e) a lei natural impõe a obrigação de tratar as coisas santas com respeito. Bem conhecidas eram as leis severas do antigo testamento quanto a este particular, as cerimônias na corte imperial e nos sacrifícios em honra dos ídolos. É esta consideração a fonte primária do vestuário litúrgico do novo testamento.

204.    II. O vestuário litúrgico do IV-VIII século. (Braun, Lit. Handl. Kleidung.)

Nesta época efetuou-se:

a) a diferença entre a veste profana e a veste litúrgica. Pois a moda abandonou a antiga túnica ampla e preferiu as vestes curtas. A Igreja, porém, guardou o vestuário majestoso de outrora e o desenvolveu, acrescentando distintivos;

b) entre a veste clerical (Sínodo de Agde em 506) e a litúrgica (sínodo de Narbonne em 589);

c) entre as vestes dos diferentes graus hierárquicos;

d) o modo de vestir os paramentos por cima das vestes profanas;

e) o costume de benzer o vestuário litúrgico.

205.   III. O vestuário vigente do VIII-XX século.

1. Mudanças.

a) Poucos paramentos foram acrescentados aos já existentes, p. ex., o pluvial (a capa de asperges), a sobrepeliz e alguns paramentos pontificais.

b) Mudou-se o feitio e a classificação determinada quanto ao uso litúrgico.

2. Classificação.

Comuns a todos os clérigos são: a sobrepeliz, o amito, a alva com cordão, a capa de asperges, o barrete e o solidéu. Todos os outros paramentos são próprios só dos clérigos de ordens maiores e usados principalmente na missa.

206.   IV. As vestes eclesiásticas (C. P., n° 1309-1319) são as seguintes:

Batina preta, cabeção fechado pela parte posterior, capa romana, faixa preta com franjas, sobretudo eclesiástico, chapéu eclesiástico, voltinha lisa, sendo proibido o colarinho secular. Aos clérigos, que por causa de viagem se servem de cavalo, permite-se veste eclesiástica de cor preta ou de outra cor conforme o juízo do Ordinário do lugar, a qual chegue ao menos até ao joelho. Os sacerdotes, que vão administrar os sacramentos em casas particulares rurais, podem administrá-los vestindo tal veste e usando a sobrepeliz e a estola como de costume. Traje civil só é permitido nas regiões onde é proibido vestir a batina. (C. B. n. 19, § 3.)

§ 54. AS CORES LITÚRGICAS

207.   1. Desenvolvimento.

O cânon das cores litúrgicas não se conhecia na antiguidade cristã, porquanto nesta época a veste litúrgica era branca, conforme o uso geral profano. Nem se deriva das cores litúrgicas do antigo testamento. Pois não existiam vestes litúrgicas de cor predominante, mas só vestes guarnecidas de ornamentos de várias cores.

Os primeiros vestígios de um cânon das cores litúrgicas acham-se no tempo dos carolingios. Essencialmente, está fixo desde o século XII, abrangendo em Roma o branco, o vermelho, o verde e o preto como cores primárias; o escarlate, o amarelo, o roxo, como secundárias. Mas havia muita confusão nas cores e no seu emprego. Pio V suprimiu as cores secundárias e estabeleceu para a Igreja universal o cânon das cinco cores primárias: branco, vermelho, verde, roxo e preto, admitindo a cor de rosa em dois dias: (Graudete e Laetare. (Rub. Gen. 18, 1.)

208.   2. Origem e simbolismo.

A origem das cores litúrgicas deve-se procurar no simbolismo, que naquele tempo (700-900) estava muito em voga. Quiseram exprimir o caráter das festas ou épocas por cores convenientes, deixando-se guiar pelo senso comum.

O branco é símbolo da pureza, da graça santificante, da alma pura, da alegria.

O vermelho simboliza o fogo, o sangue, por conseguinte o amor divino e o martírio.

O verde é a cor da esperança da vida (domingos).

O roxo significa a penitência, lembrando as contusões de cor roxa.

O preto é símbolo de luto.

Das cores dos paramentos trata o missal por miudo nas rubricas (Rub. Gen. 18, 19). Além disso, nos capítulos seguintes, indicar-se-ão as cores prescritas para as várias funções.

209.   3. Restrições.

Outras cores são proibidas, p. ex., a cor amarela ou de ouro. (d. 3779 ad 3; 3191 ad 4.) Tela de ouro puro substitui as cores branca, vermelha e verde (d. 3646 ad 2); tela de prata, a cor branca.

Permitem-se todos os matizes de uma cor, contanto que a cor claramente possa distinguir-se. Os paramentos de várias cores, em que nenhuma delas predomina, são proibidos. (d. 2769, V, 2.) Nos ornamentos, porém, p. ex., de flores, arabescos, outras cores se permitem. Nos paramentos pretos não podem ser postos emblemas fúnebres (caveiras, ossos cruzados, cruzes brancas (d. 4174 ad 1); pois onde está Cristo, aí está a vida e a ressurreição.

§ 55. A BÊNÇÃO DOS PARAMENTOS

210.   1) A benção do vestuário litúrgico é mencionada pela primeira vez pela metade do século IX. Era reservada ao bispo.

2) Objetos da benção. Devem ser benzidos:

a) indumenta sacerdotatia (indumentária sacerdotal; Rit. Rom. VIII, 20). Por este nome se entendem, conforme o Pontifical Romano: a casula, a estola da missa e qualquer outra, o manípulo, a alva, o amito, o cordão;

b) a pala, o corporal (c. 22), as toalhas do altar (c. 21); o tabernáculo, a píxide para levar o SS. Sacramento aos enfermos, a âmbula, a custódia e a lúnula com a fórmula Rit. VIII, 23; d. 4035, ad 4.

Devem ser sagrados o cálix e a patena.

c) Podem ser benzidas: a capa de asperges, a dalmática, a tunicela, a sobrepeliz. O simples uso de paramentos não lhes confere a bênção. (Cân. 1148, § 2; d. 3162 ad 7.)

O sanguinho, o véu do cálix e a bolsa não são bentos. (d. 2572 ad 12.)

A pala pode-se benzer sem o corporal. A fórmula da benção se deve recitar como está no Ritual quer seja uma pala ou mais que uma, seja com o corporal ou sem ele. (d. 3524 ad 3.)

211.    3) Sujeito da bênção.

a) Podem consagrar o cálix e a patena os bispos e os sacerdotes delegados para isso pela Santa Sé; fora disso a sagração é inválida. (Cân. 1147, 1.)

b) Podem benzer as vestes litúrgicas (cân. 1304):

1. Além dos bispos e cardeais, todos os párocos para as igrejas e oratórios situados no território da sua freguesia; os reitores das igrejas para as suas igrejas.

2. Os sacerdotes delegados pelo ordinário do lugar dentro dos limites da delegação e da jurisdição do delegante.

3. Os superiores religiosos e sacerdotes da mesma ordem delegados por eles, para as suas igrejas e oratórios próprios e para as igrejas das religiosas sujeitas a eles.

Se um sacerdote desse uma bênção reservada sem delegação, a bênção seria ilícita, mas válida (can. 1147, § 3). O sacerdote delegado não pode tomar as fórmulas do Pontifical, mas só as do Ritual, e estas sem mudança (d. 3524 ad, 2).

§ 56. TRATO DOS PARAMENTOS

212.   1. As vestes litúrgicas perdem a bênção (cân. 1305)

a) se sofrerem tais lesões e mudanças que percam a forma primitiva e já não sejam julgadas aptas para o seu uso (p. ex., 1. desfazendo as costuras, de sorte que deixem de existir na forma em que foram bentas; 2. renovando-as pela metade. Braun, Lit. Handl. p. 101; 315; Solans-Casanueva I ri.° 90; Kieffer, p. 138, se o cordão se rompe de sorte que nenhuma parte serve para cingir-se o C. Mach-Ferr. I p. 398.) O foro renovado de uma veste litúrgica não exige nova bênção.

b) Se tiverem sido empregadas para usos inconvenientes ou se tiverem sido postas à venda pública.

213.   2. Os vasos que contêm o SS. Sacramento ou, depois de usados, ainda não tiverem sido purificados, só podem ser tocados pelos sacerdotes e diáconos revestidos liturgicamente, e devem ficar colocados sobre o corporal. Tocar no sanguinho, pala, corporal usados na missa e ainda não lavados e no cálix é permitido só aos clérigos e as pessoas encarregadas da guarda deles, por conseguinte também a dois ou mais sacristães auxiliares (ab i.is) adidos ao sacristão-mor, p. ex., nos colégios. Uma obrigação sob pecado para os leigos, de não tocar nestas coisas sagradas, não está contida no cânon, a não ser no caso de desprezo ou escândalo. (Cappello I n. 804.)

Os sanguinhos, palas e corporais, empregados na missa, não podem ser entregues a leigos nem sequer a religiosos para serem lavados, antes de serem abluídos por um clérigo de ordens maiores; a água desta primeira ablução deite-se na piscina ou, se a não houver, no fogo. (Cân. 1306.)

Fonte: http://www.derradeirasgracas.com/4.%20CURSO%20DE%20LITURGIA%20-%20Pe.%20Reus/LITURGIA%20-%20PARTE%20II.%20.htm#53.%200%20VESTUÁRIO%20LITÚRGICO%20EM%20GERAL


TUDO COMEÇOU A 1 ANO ATRÁS NO XXX ECC

junho 15, 2009

Hoje é com muita alegria que comemoramos 1 ano da existência do Círculo Azul cujo nome escolhido por nós quando fizemos o Encontro de Casais com Cristo (ECC) no Santuário São Francisco de Assis foi Harmonia Celestial. Que Deus nos abençõe e a todos os nossos familiares pela amizade, comprometimento, cumplicidade e responsabilidade de fazermos com que a semente lançada a um ano atrás possa continuar dando frutos. 

Santa Rita de Cássia, padroeira no XXX ECC, rogai por nós,

São Francisco de Assis, rogai por nós,

São José, castíssimo esposo da Virgem Maria, rogai por nós,

Que a paz de Jesus e o amor de Maria permaneçam sempre em nosso meio.