A CHUVA – Rob Bell

junho 20, 2009

ONDE ESTÁ A PERFEIÇÃO DE DEUS?

junho 20, 2009

beisebol

Nossa percepção de justiça é constantemente desafiada por fatos (ou ficção não importa) como este do texto.

É difícil entender porque coisas “ruins” acontecem com pessoas “boas”.

No Brooklyn, Nova Iorque, Chush é uma escola que se dedica ao ensino de crianças especiais.

Algumas crianças ali permanecem pôr toda a vida escolar, enquanto outras podem ser encaminhadas a escolas comuns.

Em um jantar beneficente de Chush, o pai de uma criança fez um discurso que nunca mais seria esquecido pelos que ali estavam presentes.  

Depois de elogiar a escola e seu dedicado pessoal, perguntou ele:  

“Onde está a perfeição em meu filho Pedro, se tudo o que DEUS faz é feito com perfeição?

Meu filho não pode entender as coisas como outras crianças entendem.

Meu filho não pode se lembrar de fatos e números como as outras crianças.  

Então, onde está a perfeição de Deus?”

Todos ficaram chocados com a pergunta e com o sofrimento daquele pai. 

Mas ele continuou:

“Acredito que quando Deus traz uma criança especial ao mundo, a perfeição que Ele busca está no modo como as pessoas reagem diante desta criança.”  

Então ele contou a seguinte história sobre o seu filho Pedro:

“Uma tarde, Pedro e eu caminhávamos pelo parque onde alguns meninos que o conheciam, estavam jogando beisebol. 

Pedro perguntou-me:  

– Pai, você acha que eles me deixariam jogar?  

Eu sabia das limitações do meu filho e que a maioria dos meninos não o queria no time.  

Mas entendi que se Pedro pudesse jogar com eles, isto lhe daria uma confortável sensação de participação.  

Aproximei-me de um dos meninos no campo e perguntei-lhe se Pedro poderia jogar.  

O menino deu uma olhada ao redor, buscando a aprovação de seus companheiros de time e mesmo não conseguindo nenhuma aprovação, ele assumiu a responsabilidade e disse:  

– Nós estamos perdendo pôr seis rodadas e o jogo está na oitava. 

– Acho que ele pode entrar em nosso time e tentaremos colocá-lo para bater até a nona rodada.  

Fiquei admirado quando Pedro abriu um grande sorriso ao ouvir a resposta do menino.  

Pediram então que ele calçasse a luva e fosse para o campo jogar 

No final da oitava rodada, o time de Pedro marcou alguns pontos, mas ainda estava perdendo pôr três.  

No final da nona rodada, o time de Pedro marcou novamente e agora com dois fora e as bases com potencial para a rodada decisiva, Pedro foi escalado para continuar.  

Um questionamento, porém, veio à minha mente: o time deixaria Pedro, de fato, rebater nesta circunstância e jogar fora a chance de ganhar o jogo?  

Surpreendentemente, foi dado o bastão a Pedro.  

Todo o mundo sabia que isto seria quase impossível, porque ele nem mesmo sabia segurar o bastão.  

Porém, quando Pedro tomou posição, o lançador se moveu alguns passos para arremessar a bola de maneira que Pedro pudesse ao menos rebater.  

Foi feito o primeiro arremesso e Pedro balançou desajeitadamente e o perdeu.  

Um dos companheiros do time de Pedro foi até ele e juntos seguraram o bastão e encararam o lançador.  

O lançador deu novamente alguns passos para lançar a bola suavemente para Pedro.  

Quando veio o lance, Pedro e o seu companheiro de time balançaram o bastão e juntos rebateram a lenta bola do lançador.  

O lançador apanhou a suave bola e poderia tê-la lançado facilmente ao primeiro homem da base, Pedro estaria fora e isso teria terminado o jogo.  

Ao invés disso, o lançador pegou a bola e lançou-a em uma curva, longa e alta para o campo, distante do alcance do primeiro homem da base. 

Então todo o mundo começou a gritar:  

– Pedro, corra para a primeira base. Corra para a primeira 

Nunca em sua vida ele tinha corrido. 

Mas saiu em disparada para a linha de base, com os olhos arregalados e assustado.  

Até que ele alcançasse a primeira base, o jogador da direita teve a posse da bola.  

Ele poderia ter lançado a bola ao segundo homem da base, o que colocaria Pedro para fora, pois ele  

 ainda estava correndo.  

Mas o jogador entendeu quais eram as intenções do lançador, assim, lançou a bola alta e distante, acima da cabeça do terceiro homem da base.  

Todo o mundo gritou:  

– Corra para a segunda, corra para a segunda base.  

Pedro correu para a segunda base, enquanto os jogadores à frente dele circulavam deliberadamente para a base principal. 

Quando Pedro alcançou a segunda base, a curta parada adversária colocou-o na direção de terceira base e todos gritaram:  

– Corra para a terceira.  

Quando Pedro contornou a terceira base, os meninos de ambos os times correram atrás dele gritando: 

– Pedro, corra para a base principal.  

Pedro correu para a base principal, pisou nela e todos os 18 meninos o ergueram nos ombros fazendo dele o herói, como se ele tivesse vencido o campeonato e ganhado o jogo para o time dele.”  

“Naquele dia,” disse o pai, com lágrimas caindo sobre face, “aqueles 18 meninos alcançaram a Perfeição de Deus.  

Eu nunca tinha visto um sorriso tão lindo no rosto do meu filho!”  

Estamos mais preocupados sobre o que as outras pessoas pensam de nós, do que com o que Deus espera de nós. Contudo, tenhamos a certeza que, se quisermos, poderemos transformar nossas vidas e fazer sempre o melhor para todas as pessoas . 

                Tenha um final de semana abençoado por Deus!

Fonte: e-mail circulando na internet.