Pe LEO – O SONHO E A FANTASIA DO JOVEM – cancaonova.com

julho 21, 2009

PALAVRAS DO SANTO FREY PIO DE PIETRELCINA

julho 21, 2009

padre pio

Palavras do Santo Frey Pio de Pietrelcina

“Seria mais fácil a terra existir sem o sol do que sem a Santa Missa.”

“Como gostaria de possuir uma voz poderosíssima para pedir aos pecadores do mundo inteiro que amem Nossa Senhora. Ela é o oceano pelo qual todos devemos navegar, se queremos chegar a Jesus.”

“Se soubéssemos o valor que Deus atribui ao sofrimento, por certo não lhe pediríamos outra coisa.”

“Você me ama, não por mim, mas porque eu a levo a Jesus.”

“Procure permanecer sob o olhar de Deus, e Deus será sempre sua testemunha.”
– “Sinto um violento desejo de sofrer e ao mesmo tempo a constante necessidade de dizer sempre ao Senhor: ou sofrer, ou morrer, ou mesmo: Sempre sofrer e nunca morrer.”

“Eu suplico, vamos pedir a Cristo que me livre desses sinais. Desejo sofrer, até morrer de sofrimento, mas gostaria que isso acontecesse em segredo.”

“Suporte tudo com tranqüilidade.”

“O demônio tem apenas uma porta para entrar na nossa alma: a vontade humana frágil e pecadora. Não existem outras passagens secretas. Nenhum mal seria pecado sem o consentimento. Se no pecado não existe a participação da nossa vontade, não há pecado, mas somente fraqueza humana.”

“Bem-aventurados os que aceitam a Palavra Divina com o coração humilde, preservando-a fervorosamente e observando-a com fidelidade.”

“Vocês procuram Deus nos livros, mas encontram na oração. Por que fazer esse desvio?”

Tormento por antigas culpas: “Isso é orgulho. É o demônio que está despertando em você esses sentimentos. O espírito diabólico incita, estimula, infunde temor… De Deus procede a paz, o consolo, a misericórdia…”

“Trilhem simplesmente o caminho que lhes foi indicado pelo Senhor e deixem de se atormentar. Os defeitos devem despertar em vocês um santo sentimento de aversão privado de inquietação, e não um ódio que atormenta e inquieta, que é apenas exagerado. Lembrem-se, minhas filhas, que sou inimigo de anseio supérfluos, não menos do que de anseios maus e prejudiciais.”

À pergunta como se deve distinguir a tentação do pecado, tinha uma resposta decidida: “Quem não é capaz de distinguir um burro de um homem? O burro deixa-se conduzir, mas o ser racional que é o homem, deve segurar as rédeas!”
 

– Para os médicos:

“Vocês também, como eu, vieram ao mundo como eu, com uma missão a cumprir. Prestem atenção: estou falando em deveres, num momento em que todos falam em direitos. Eu, religioso e padre, tenho a minha missão. Como religioso, a observância perfeita da minha regra e dos meus votos. Como padre, minha missão é interceder a Deus pelas famílias. Tudo isto só poderá acontecer se eu estiver na graça de Deus. Se, porém, eu me esquivar, me afastar de Deus… como querem que me torne mediador junto do Altíssimo? Vocês têm a missão de tratar o doente. Mas se deixam de levar amor ao leito dele, não creio que os remédios sirvam para muita coisa. Eu mesmo posso comprová-lo. Quando estive doente, o médico que cuidou de mim, antes de mais nada, me dizia algumas palavras de conforto. O amor não pode prescindir da palavra. Como poderiam vocês expressá-lo com palavras que elevem espiritualmente o doente? Depois fui a um especialista que, sem muitos rodeios, me disse: você está com tuberculose e tem um ou dois anos de vida. Voltei para casa com a morte no coração, conformado com a vontade de Deus. E como podem ver, ainda estou aqui. A profecia do especialista não se realizou… Levem Deus aos doentes. Será mais valioso que qualquer outro tratamento.”

“Reze pelas almas do purgatório! Elas não tiveram a sabedoria de aproveitar os talentos recebidos.”

“Nunca o diabo encontrou terreno tão fértil para trabalhar como na época presente em que até a sua existência é negada por muitos.”

“… as tentações, as confusões e os tormentos são as ofertas do inimigo. Recordem isto: se o diabo está armando uma grande confusão ao redor de vocês, é porque se encontra ainda fora de vocês, não dentro. O que nos deve preocupar é a união calma e complacente dele com a alma humana.”

“O diabo pode comparar-se a um cão raivoso, preso a uma corrente. Além do que lhe permite a corrente, não consegue alcançar ninguém. Por isso, mantenham-se à distância. Se chegarem perto demais, cairão vítimas. Lembrem-se: o diabo só tem uma porta por onde entrar na alma

– a nossa vontade. Não existem portas secretas. Nenhum pecado é verdadeiro pecado sem o nosso livre consentimento.”

“Permaneçamos inseparavelmente unidos ao Espírito Santo e usemos de prudência, pois o diabo ronda a alma dos imprudentes.”

“As almas não nos são dadas de presente; devem ser compradas. Não esqueçamos jamais o preço que Jesus teve de pagar por elas. Hoje, como sempre, o preço continua o mesmo.”

“O Credo mais belo é o que irrompe de seus lábios nos momentos de escuridão, no sacrifício e na dor; no supremo esforço de uma vontade inflexível de fazer o bem. É aquele que, como relâmpago, rasga as trevas da sua alma, o levanta, o leva para fora da tempestade e o conduz a Deus.”

“… é na meditação e na oração que encontramos Deus.”

“Anda com simplicidade no caminho do Senhor, não atormente seu espírito.”

“Devemos parar muitas vezes e, orando, colocar nossa confiança na Divina Providência. Podemos ter certeza de que o céu e a terra passarão, antes que Nosso Senhor deixe de nos proteger.”

“O meu passado, Senhor, à sua Misericórdia. O meu presente, Senhor, ao seu Amor. O meu futuro, Senhor, à sua Providência.”

“O campo de batalha entre Deus e Satanás é a nossa alma. É lá que a luta se trava em cada momento de nossa vida. A alma deve dar entrada franca ao Senhor, para que ele a possa fortalecer. Deve revestir-se de Jesus Cristo, da sua justiça e verdade, com a couraça da fé e a palavra de Deus, a fim de poder repelir um inimigo tão poderoso. Para se revestir de Jesus Cristo precisa-se morrer a si mesmo.”

“Às vezes, durante a oração, nosso Divino Salvador me apresenta almas que eu nunca vi ou conheci, dizendo-me: ‘Reze por elas’.”

Sobre Nossa Senhora:

“Só ela é capaz de captar e conter todas as torrentes de amor que brotam do coração de Deus. Só ela é digna de corresponder-lhes.”

“Todas as coisas se referem a ela. Todas as graças passam por suas mãos.”

Fonte: http://www.derradeirasgracas.com/3.%20Vários%20Assuntos/Palavras%20do%20Santo%20Frey%20Pio%20de%20Pietrelcina.htm


A SANTIDADE PLENA NO MATRIMONIO

julho 20, 2009

O AMOR PROVIDENTE DE DEUS

julho 20, 2009

O amor providente de Deus

Glória e Laércio
Foto: Robson Siqueira

Temos que ter nossos olhos voltados para o Senhor.
Precisamos assumir de uma vez algumas realidades cristãs. Uma delas é que nada é coincidência, tudo é providência.

Estou com 47 anos de vida, 25 anos de casado, e já passei por tanta coisa, que não posso deixar de reconhecer que quem me sustentou todo esse tempo foi a mão de Deus.
Se você está aqui, é graça. Se está vivo, é graça. Se você tem a capacidade de pensar, decidir, caminhar, fazer escolhas, é graça. Você é um agraciado por Deus. Um privilegiado.

Glória:
Tenha a coragem de olhar nos olhos do seu cônjuge e dizer que ele é um agraciado. E diga a ele: ‘Eu sou uma graça de Deus pra você’.
Laércio:
Cada momento é uma possibilidade de escolha. Temos um horizonte à nossa frente e a mão de Deus para nos sustentar nesse caminhar.

O que eu estou falando pra você é simplesmente que nós precisamos corresponder ao amor de Deus. E só correspondemos a esse amor quando o conheço.
Enquanto você não olhar o amor de Deus, você não terá gratidão. É amado, abençoado, agraciado, mas fica indiferente.

Somos convidados a perceber o amor. Senão nossa vida fica sem sabor, com ausência da graça.
Precisamos perceber que temos as mãos cheias de graça. Que a mão poderosa do Senhor tem me conduzido e sustentado. Quando eu começo a perceber isso, a vida tem uma cor diferente.

O amor da Gloria comigo é manifestação de Deus.

As coisas mais corriqueiras, começam a ater uma nova ótica quando a gente percebe o amor de Deus nas pequenas coisas. E nós somos chamados a corresponder a esse amor tão amplo.

Casais acompanham o testemunho de Láercio Oliveira e Glória Amaral
Foto: Robson Siqueira

Glória:
A qualidade que eu vou ter com Deus, de fidelidade, está ligada a qualidade de relacionamento que terei com meu esposo e filhos. Se não aprendo a me relacionar com Deus primeiro, a reconhecer esse amor grandioso, que está sempre derramando suas graças sobre mim, não vou reconhecer e viver bem com aquele que está ao meu lado.
Nós casais, precisamos caminhar unidos, mas olhando e vivendo essa união com Deus que nos criou.
Laércio:
Estamos unidos por esse amor. Eu sou um presente na vida da Glória. E ela é um presente na minha vida. Tudo isso é manifestação amorosa e atenciosa de Deus.

Em 2006 a Glória teve um câncer. Passamos um ano bem difícil. E Deus nos deu alguns sinais.

Glória:
Quando liguei para minha irmã, para avisar do câncer, meu relacionamento com ela mudou completamente. Pois era muito frio. E percebermos o quanto perdemos o tempo. Pra mim foi a grande graça: ter o relacionamento com a minha irmã de volta, ter ela perto de mim.

Laércio:
Quando soubemos do câncer, não sabíamos o que dizer um ao outro.
No hospital, as pessoas vinham pedir oração para nós. Vinham partilhar as suas situações. Tivemos que tirar os olhos de nossa situação, porque as pessoas vinham buscar nossa ajuda. Aonde estivéssemos. Deus pedia a nossa fé em todas as situações.

O Senhor nos ama e nos ama também em situações difíceis.
Deus continua nos amando, mesmo quando estou inclinado ao desespero, para o desentendimento ou depressão.

Em 1995 tive uma estafa, síndrome do panico, e inicio de depressão. A Eliana Sá rezou por mim e disse que sentia Deus tirar de mim a minha ultima muleta, para eu aprender a depender somente dEle.
Foi a providência para mim. Aprendi muito com aquela situação.
Quando a gente pára pra rezar a gente começa a perceber os sinais da providência.
Isso nos leva a ter uma responsabilidade maior com Deus, com a nossa fé.

Glória:
Não tem como improvisar a nossa vida de oração. Mesmo eu passando pela quimioterapia, pela radioterapia, por sofrimentos, vimos fortificar nossa relação entre nós e com Deus. Nós não nos afastamos de Deus nos momentos difíceis. Ao contrário, nos unimos ainda mais.

Não entendo como um casal consegue viver distante de Deus. Como uma família não reza. Como uma mãe, um pai, não rezam.A nossa vida de intimidade com Deus é a força para a nossa caminhada.

“Sejamos agradecidos a Deus. Deus não pára de nos amar!”
Foto: Robson Siqueira

Laércio:
Até as nossas brigas começam a perder força quando eu coloco tudo diante do Senhor e olho para os meus como presente do Senhor.

Glória:
Somos pecadores, temos limites e dificuldades. Também temos que ultrapassar muitas coisas para vivermos bem. Temos o temperamento forte. E pra vivermos tudo isso, aprendemos a pedir perdão um para o outro. A conversar um com o outro. Aprendemos a amar o outro.

Se hoje temos essa clareza, é porque nós também lutamos para superar muitas dificuldades no dia-a-dia.

Laércio:
Eu casei com a Gloria para ser feliz. Quando a coisa está truncada, eu vou diante de Deus para perguntar o ‘porquê’ das coisas. E Ele me faz perceber coisas que não estou vivendo bem.
Não entendo um casal que não busca em Deus e não busca um ao outro.
Não estamos aqui para disputar um com o outro. Estamos para sermos felizes juntos!
Os casais precisam ser agradecidos a Deus.

Você já olhou para trás e agradeceu a Deus por tudo que passou? E dizer ‘obrigado’ a Deus. Não é que tudo seja perfeito não, mas é bonito olhar pra trás e perceber a pedagogia de Deus.

Sejamos agradecidos a Deus. Deus não pára de nos amar.

Transcrição e adaptação: Nara Bessa


ADQUIRA ESSA PREGAÇÃO PELO TELEFONE
(12) 3186-2600


 

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Laércio Oliveira e Glória Amaral

Casal missionário da Comunidade Canção Nova
 
Fonte: http://www.cancaonova.com/portal/canais/eventos/novoeventos/cobertura.php?cod=2323&pre=6127&tit=O%20amor%20providente%20de%20Deus

Bíblia para Crianças: Esaú e Jacó (Antigo Testamento)

julho 19, 2009

A SANTIFICAÇÃO DO DOMINGO – DIA DO SENHOR

julho 19, 2009

missa no domingo

A SANTIFICAÇÃO DO DOMINGO – DIA DO SENHOR

A Santa Missa no mínimo dominical e dia santo de guarda.

Recorda-te do dia do Sábado para o Santificar. Durante seis dias trabalharás e farás todos os trabalhos. Mas o sétimo dia é o Sábado do Senhor teu Deus. Não farás nele nenhum trabalho, nem tu, nem o teu filho ou tua filha, nem o teu servo nem a tua serva, nem teu gado, nem o estrangeiro que vive em tua cidade. Porque em seis dias o Senhor fez o Céu e a Terra, o mar e o que eles contêm: mas ao sétimo descansou.

Por isso o Senhor abençoou o dia de Sábado e o consagrou. (Êxodo 20, 8-12.)

O Verbo de DEUS;  JESUS CRISTO através da sua encarnação, morte e ressurreição, habitou entre nós, revelando-se ao mundo; e continua no meio de nós presente na EUCARISTIA, COM SEU CORPO, SANGUE, ALMA E DIVINDADE.

Com a RESSURREIÇÃO de JESUS na madrugada do DOMINGO, os cristãos passaram a Santificar ESTE DIA, COMO DIA CONSAGRADO AO SENHOR, pois ELE está no meio de nós na Sua Igreja Católica Apostólica Romana.

Assim como batizados, temos o dever de obedecer a DEUS, consagrando-lhe este dia, participando do Santo Sacrifício da Missa; o SACRIFÍCIO DA NOVA E ETERNA ALIANÇA.

Neste dia devemos rezar mais, meditar sobre os mistérios da nossa salvação, agradecer os benefícios recebidos durante a semana, suplicar novas graças para a próxima semana, suplicar o perdão de nossos pecados; pensar em DEUS, descansar.

Quando não obedecemos a DEUS seguindo Seus Mandamentos; nós pecamos, e assumimos as conseqüências.

Porque todo o pecado é uma desobediência a DEUS.

> Veja o que a Virgem Santíssima disse em La Salete, na França a respeito da santificação do domingo, como Dia do Senhor.

Fonte: http://www.derradeirasgracas.com/2.%20Segunda%20Página/As%20Devoções/1.%20DEVOÇÕES%20A%20JESUS%20CRISTO/Santa%20Missa%20no%20Mínimo%20dominical%20e%20dia%20Santo%20de%20Guarda..htm


Seminário de Vida – Padre Jonas Abib reza por você!

julho 18, 2009

A SANTA MISSA É A MAIS DOCE ALEGRIA DA MÃE DE DEUS E DOS SANTOS.

julho 18, 2009

santa missa alegria

A SANTA MISSA É A MAIS DOCE ALEGRIA

 DA MÃE DE DEUS E DOS SANTOS.

         Nosso Senhor disse, uma vez, ao Bem-aventurado Alano: “Da mesma maneira que a divina Sabedoria escolheu uma virgem, entre todas, para ser a Mãe do Salvador, assim instituiu o sacerdócio para distribuir ao mundo, em todo o tempo, os tesouros da redenção pelo santo Sacrifício da Missa e pelos santos Sacramentos. Eis a maior alegria da minha Mãe, as delícias dos Bem-aventurados, o socorro mais seguro dos vivos e a melhor consolação das almas do purgatório” (Alanus rediv. part. E, c. 27).

         A Mãe de Deus e todos os Santos gozam duma felicidade dupla: da bem-aventurança essencial e da bem-aventurança acidental.

         A primeira consiste na vida e na posse de Deus, conforme o grau de glória, em que foram confirmados, no momento de sua entrada no céu. Esta bem-aventurança essencial não pode aumentar nem diminuir. A bem-aventurança acidental consiste nas horas particulares que Deus, os outros Santos ou os homens rendem aos felizes habitantes do céu. Podemos acreditar, por exemplo, que, quando lhes celebramos a festa aqui na terra, eles recebam, no céu, honras particulares e todas as nossas orações e boas obras feitas em sua honra lhes sejam apresentadas por nossos Anjos, como um ramalhete de perfume delicioso.

         O Evangelho indica esta crença claramente, por estas palavras de Nosso Senhor: “Assim vos digo que haverá júbilo entre os Anjos de Deus por um pecador que faz penitência” (Lc. 15, 10). Esta alegria renova-se pelo bom Pastor, pelos Anjos e pelos Santos a cada volta de uma ovelha desgarrada, porém, cessa logo que o pecador deixa de novo o aprisco por uma recaída no pecado.

Este curto esclarecimento fará compreender em que sentido a santa Missa é a maior alegria de Maria Santíssima. É a maior alegria acidental e ultrapassa todas as outras felicidades desta ordem.

         Se, em honra da Rainha do Céu, recitasse o terço, o ofício, as ladainhas, ou entoasse cânticos, enquanto um outro assistisse, piedosamente, à santa Missa, este cumpriria um ato de religião muito superior e causaria um prazer, infinitamente maior, à Santíssima Virgem.

         O que torna ainda a santa Missa muito cara à Mãe de Deus, é o zelo que tem pela glória de Deus, que a divina Majestade faz consistir, sobretudo, na salvação das almas. Pelo santo Sacrifício do Altar, prestamos à augusta Trindade a única homenagem digna dela e lhe oferecemos, ao mesmo tempo, o preço da redenção do gênero humano. Ainda uma vez, que prazer agradável, suave, perfeito para Maria Santíssima ver-nos cercar o altar, onde seu amado Filho é adorado, onde choramos os pecados, onde contemplamos a dolorosa Paixão e onde o precioso Sangue é derramado sobre nossas almas!

         Daí ainda expor a vantagem da santa Missa para os outros Santos.

         Devemos homenagem aos Santos. São amigos de Deus que os honra; seguem a Cristo vestido de branco, “porque disso são dignos” (Apoc. 3, 4) e é deles que Nosso Senhor diz: “Quem vos glorifica, a mim glorifica” (II Reis, 2, 35). Durante a vida fugiram das honras, desprezaram-se a si próprios, sofreram, com paciência, as injúrias, os insultos, as perseguições dos maus. Por essa razão, Deus manifesta-lhes a inocência e a virtude e quer que sejam reverenciados por toda a cristandade.

         Sob a inspiração do Espírito Santo, a Igreja exprime a admiração pelos filhos vitoriosos com os ofícios próprios do breviário, com cânticos, prédicas, procissões, peregrinações, mas, principalmente, pelo Sacrifício da Missa. – “Assim será honrado a quem o Rei dos Céus quiser honrar”.

         Na verdade, a honra mais excelente é prestada aos Santos pelo santo Sacrifício do Altar, se mandamos celebrá-lo, ou se o assistimos com a intenção de aumentar-lhes a honra acidental. – Para honrar a um príncipe, dá-se, às vezes, uma representação teatral, e, ainda que, na peça, não se faça menção dele, o príncipe não deixa de experimentar prazer. Da mesma maneira, apesar de, na santa Missa, representar-se apenas a vida e a paixão do divino Salvador, os Santos sentem grande alegria e delícias singulares, quando este espetáculo se realiza em sua honra, e todo o céu se regozija.

         Quando o sacerdote pronuncia o nome dos Santos, o coração se lhes enternece, porque, observa São João Cirsóstomo, tendo o rei alcançado a vitória, o povo, querendo exaltar-lhe os feitos, nomeará também os companheiros d’armas do herói que, valentemente, destroçou o inimigo. Da mesma forma, é grande honra para os Santos serem nomeados, em presença de seu divino Mestre, do qual se celebram, como em triunfo, a paixão e morte, ouvindo louvar as vitórias alcançadas sobre o inimigo infernal. O escritor Molina diz sobre este assunto: “Não podemos ser mais agradáveis aos Santos do que oferecendo o santo Sacrifício em seu nome à Santíssima Trindade, em reconhecimento das graças que receberam, em lembrança dos méritos adquiridos” (Tract. 4, c. 10).

         Observa que não se oferece o santo Sacrifício a São Miguel nem aos outros Anjos, mas a Deus Pai. Não encontrarás, em nenhum lugar, que o Santo Sacrifício possa ser oferecido à Maria Santíssima, aos Anjos ou aos Bem-aventurados. É sempre oferecido em honra da Santíssima Trindade; apenas se menciona o nome dos felizes habitantes do céu, porque, diz Santo Agostinho, “não é aos Mártires que erigimos altares, mas unicamente a sua memória”. Qual o sacerdote que disse jamais no altar em que se acham as relíquias dos Santos: “A vós, São Paulo, a vós, São Pedro, oferecemos o Sacrifício?”. Nunca. Jamais.

         O Concílio de Trento usa quase dos mesmos termos: “Se bem que a Igreja tenha o costume de celebrar a santa Missa em hora dos Santos, não pretende oferecê-la aos Santos, porém a Deus, que os coroou”. Também o sacerdote não diz: “Ofereço-vos este sacrifício, oh! São Pedro, São Paulo”, mas agradecendo a Deus a vitória concedida a tal Santo pede àqueles de quem celebramos a festa na terra que intercedam por nós no céu.

         Aproveita, pois, caro leitor, do excelente poder de aumentar a felicidade acidental dos habitantes do céu, oferecendo o santo Sacrifício em honra da Santíssima Trindade e, na elevação da Sagrada Hóstia, dize a Deus: “Ofereço-Vos Vosso querido Filho para maior glória e alegria do Bem-aventurado N. …”.

Para este fim, antes de ir à igreja, tem cuidado de consultar o calendário sem jamais esquecer teu padroeiro, e, na hora da morte, bendirás o dia em que abraçaste esta prática.

Fonte: http://www.derradeirasgracas.com/2.%20Segunda%20Página/O%20Poder%20da%20Santa%20Missa/A%20santa%20Missa%20é%20a%20mais%20doce%20alegria%20da%20mãe%20de%20Deus%20e%20dos%20Santos..htm


O Som do Silencio

julho 17, 2009

NOSSA SENHORA DE TODOS OS POVOS

julho 17, 2009

Nossa senhora de todos os povos

 

NOSSA SENHORA DE TODOS OS POVOS

Holanda –  1945.

Onde aconteceu: Em Amesterdam – Na Holanda.

Quando: Em 1945.

A quem: A Ida Peerdeman.

Os fatos: Fugindo um pouco da regra geral das Aparições Marianas, manifestações em povoados distantes, montanhosos e pobres, dessa vez Nossa Senhora aparece na capital da Holanda, por 25 anos (1945-1972).

E na grande maioria das ocasiões, na casa da própria escolhida. Com isso demonstrando que todos os seus filhos estão sob seus olhos e sua maternal proteção, independente de onde estejam. Pelos frutos deixados a toda humanidade, esta foi mais uma das importantíssimas Aparições da Mãe de Deus, durante o século XX.

Em virtude da extensão dos fatos, pedidos e mensagens, faremos um resumo daqueles que julgamos específicos desta manifestação, pois todas as palavras de nossa Mãe são vitais.

Pedidos da Santíssima Virgem Maria em Amsterdam:

__ Para rezar a seguinte oração: “Senhor Jesus Cristo, Filho do Pai, envia agora o teu Espírito sobre a Terra. Faze habitar o Espírito Santo nos corações de todos os povos, a fim de que sejam preservados da corrupção, da calamidade e da guerra. Que a Senhora de todos os povos, que uma vez era MARIA, seja a nossa advogada. Amém”;

__ Que seja definido o dogma mariano de CO-REDENTORA, MEDIANEIRA e ADVOGADA;

__ Seu título ali seria Senhora de todos os povos;

__ A Cruz deve ser colocada no centro do mundo;

__ Rezar o santo e poderoso Rosário;

__ Fazer penitência;

__ Que os eclesiásticos não andem por caminhos errados na evangelização e na modernização;

__ Todos os homens devem unir-se em torno da única Cruz e da única Mãe para libertação do poder do mal e conseguir a salvação;

__ Amor para com Deus: conversão, oração, vida espiritual;

__ Amor para com o próximo: caridade efetiva, sincera e cristã;

__ Justiça, verdade e caridade na vida.

            Trechos de algumas mensagens:

__ “Os sinais estão ocultos nas Minhas palavras…”

__ “O tempo chegou. O ESPÍRITO SANTO deve vir sobre a terra, sobre os povos”.

__ “É agora e somente agora que o ESPÍRITO SANTO deve vir”.

__ “Virá um tempo de inquietação e turbulência: Humanismo, paganismo, descrença; serpentes que tentarão dominar o mundo”.

__ “O mundo é corrupto e está em decadência”.

__ “Os homens não compreendem ainda como o mundo está mal”.

__ “Querem expulsar a prática da religião. Isto será feito com tanta sutileza, que quase ninguém notará”.

__ “Em alguns povos, toma conta uma assustadora apostasia”.

__ “O demônio ainda não foi expulso; povos, cuidai-vos dos falsos profetas”.

__ “Todos os povos gemem sob o julgo sob o jugo de satanás, e ninguém sabe o quanto penetra e conquista”.

__ “Gastam muito tempo em coisas matérias”.

__ “A juventude deve ser afastada, tirada do paganismo moderno. Procurem trabalhar duramente por esta causa”.

__ “O Senhor e Mestre quer levar os povos deste mundo a unidade espiritual, por isso envia MARIA. Ele a enviou como a Senhora de todos os povos”.

__ “Estás vendo as ovelhas a andarem e correrem confusamente em todas as direções, mas a Senhora de todos os povos as reúne num só rebanho, num só aprisco”.

__ “Os cristãos devem unir-se no mundo inteiro em JESUS CRISTO”.

__ “É preciso assistir nossos jovens com a ajuda espiritual”.

__ “Agora venho dizer que quero salvar as almas”.

__ “Antes de mais nada voltai para ele (Jesus), somente depois virá a verdadeira paz”.

__ “Vós conservareis a paz se acreditareis em JESUS”.

__”Façam penitência. O mundo não será salvo pela força, mas sim através do Espírito”.

__ “A Doutrina divina e as leis divinas valem em todas as épocas, e são como novas a cada tempo”.

__ “O PAI e o FILHO querem enviar, neste tempo, sobre todo o mundo, a Co-Redentora, Medianeira e Advogada”.

__ “Os povos de todo o mundo não encontrarão o repouso e a paz antes de se humilharem e olharem pacificamente a Cruz, o centro do mundo”.

__ “O Senhor, para realizar seus desígnios, escolhe os mais fracos”.

         Durante os 27 anos que Nossa Senhora manifestou-se a Ida Peerdeman, foram ditadas milhares de mensagens, das quais divulgamos apenas pequenos parágrafos.

         Algumas observações importantes:

__ No decorrer das Aparições ocorreram diversos Prodígios Eucarísticos. A Mãe de DEUS insistiu para o amor, a devoção e o respeito que devemos ter com a Presença Real do Divino Salvador, nas espécies consagradas do Pão e do Vinho. Também pediu para ficarmos vigilantes, em relação a falsas doutrinas que procuram diminuir a posição central e principal de Jesus Eucarístico na vida da Igreja.

__ Em muitas mensagens nos alerta sobre o fim dos tempos, e a Vinda Gloriosa de Nosso Senhor e Salvador, JESUS CRISTO: “Haverá paz, a verdadeira paz. Povos, esta paz verdadeira é o Reino de DEUS”, disse a Rainha do Céu e da Terra.

__ A Virgem Santíssima alertou ainda para uma grande crise de fé na Igreja, em todo mundo, causada pela desvalorização do sobrenatural e místico, com trágicas conseqüências para as almas, os povos e as nações.

__No dia 3 de maio de 1996, o bispo da diocese de Haarleu Amsterdam, Henrik Bonners, e o seu auxiliar, Josef Punt, autorizaram oficialmente o culto publico a Nossa Senhora, com o título de “Senhora de todos os povos”.

__Antes, em 31 de maio de 1955, a Santíssima Virgem MARIA, pediu:
       

”Deveis fazer de tal modo que, a cada ano, os povos se reúnam diante desta imagem, ao redor deste trono. Esta é a grande graça que MARIA, ou, a Senhora de todos os povos, pode dar ao mundo”.

__ A imagem que nossa Mãe se refere acima, é a forma em que Ela se manifestou: “Em pé sobre o globo terrestre, com um vestido branco, solto, escorrido, deixando visível os pés descalços. Uma faia dourada na cintura, e um pequeno véu na cabeça. Cabelos pretos e longos. Os braços estendidos para baixo, em diagonal,  e de cada mão saem 3 raios: “Estes, são raios de graça, Salvação e Paz”. A suas costas, por detrás, surge uma grande Cruz. No alto, em semicírculo, a seguinte frase: A Senhora de Todos os povos. Ao fundo, emoldurando a Imagem, uma luz dourada. Ainda junto ao globo terrestre, um extenso rebanho de ovelhas.

__ Disse o cardeal Alfons Stickler, em carta, aos participantes de um encontro, em Amsterdam, no dia 13/05/1997:

        “Considero um grande dom as Aparições que houve em Amsterdam, desde 1945. À vidente Ida foi revelando, sobretudo a vontade de Deus em venerar MARIA, Sua Mãe, como Co-Redentora, Medianeira e Advogada. Nossa Senhora anuncia que o Santo Padre deve proclamar estes títulos como dogma, para a renovação da Igreja e de toda a humanidade, no ESPÍRITO SANTO. A Igreja deveria submeter estas mensagens a sério exame à luz dos acontecimentos que se verificarem na Igreja e no mundo nestes 50 anos: Uma impensável crise de fé, da moral, da política e da economia. Quando a Senhora de Todos os povos veio a Amsterdam, em 1945, ninguém podia imaginar em que medida seriam realizadas estas profecias”.

__ Em 20/06/96, faleceu Ida Peerdeman, o bispo diocesano, Dom Henrik Bonners, presente no encomendamento do corpo disse:

“Era, e permaneceu até a morte, uma senhora completamente sóbria, e teve sempre grande relutância na glorificação à sua pessoa. Ela era absolutamente sincera, e disse a verdade sobre tudo aquilo que ouviu”.

Deus seja Louvado!

Fonte: http://www.derradeirasgracas.com/4.%20Aparições%20de%20N%20Senhora/Nossa%20Senhora%20de%20Todos%20os%20Povos.htm


Padre Fábio De Melo – Trecho da missa

julho 16, 2009

Parte 1

Parte 2


16 de julho: dia de Nossa Senhora do Carmo

julho 16, 2009

nossa senhora do carmo

Aparição de Nossa Senhora do Carmo

Inglaterra -1251.

Onde Aconteceu: Na cidade de Cambridge, Inglaterra.

Quando: Em 16 de Julho de 1251.

A quem: A São Simão Stock.

   HISTÓRICO.

O Monte Carmelo, na Palestina, é o lugar sagrado do Antigo e Novo Testamento. É o Monte em que o Profeta Elias evidencia a existência e a presença do Deus verdadeiro,

Vendo os 450 sacerdotes pagãos do Baal e os 400 profetas dos bosques, fazendo descer do céu o fogo devorador que lhes extinguiu a vida. (III Livro dos Reis, XVIII, 19 seg.).

É ainda o Profeta Elias que implora do Senhor chuva benfazeja, depois de uma seca de três anos e três meses (III Livro dos Reis, XVIII, 45).

É no Monte Carmelo que a tradição colocou a origem da Ordem Carmelitana. Ali viviam eremitas entregues à oração e à penitência.

Os Fatos:

A palavra Carmelo (em hebraico, “carmo” significa vinha; e “elo” significa senhor; portanto, “Vinha do Senhor”): este nome nos leva para esta famosa montanha da Palestina, donde o profeta Elias e o sucessor Elizeu fizeram história com Deus e com Nossa Senhora, que foi pré-figurada por uma nuvenzinha branca que, num período de grande seca, prenunciava a chuva redentora que cairia sobre a terra ressequida (cf I Rs 18,20-45).

Por uma intuição sobrenatural, soube que essa simples nuvem, com forma de uma pegada humana, simbolizava aquela mulher bendita, predita depois pelo Profeta Isaías (“Eis que uma virgem conceberá e dará à luz um filho”), que seria a Mãe do Redentor. Do seu seio virginal sairia Aquele que, lavando com seu sangue a terra ressequida pelo pecado, abriria aos homens a vida da graça.

Estes profetas foram “participantes” da obra Carmelita, que só vingou devido à intervenção de Maria, pois a parte dos monges do Carmelo que sobreviveram (século XII) da perseguição dos muçulmanos; fugiram para a Europa e radicaram-se em vários países entre eles a Inglaterra. Dos seguidores de Elias e seus continuadores, de acordo com a tradição, nasceu a Ordem do Carmo, da qual Maria Santíssima é a Mãe e esplendor, segundo as palavras também de Isaías “A glória do Líbano lhe será dada, o esplendor do Carmelo e de Saron” (Is 35, 2).

São Luis IX, rei da França, sobe ao Monte Carmelo. Encontra-se com aqueles eremitas e fica encantado, quando lhe contam que sua origem remonta ao Profeta Elias, levando uma vida austera de oração e penitência, cultivando ardente devoção à Nossa Senhora. Trinta anos, antes de São Luis IX subir ao Monte Carmelo, dois cruzados ingleses levaram para a Inglaterra alguns monges.

          O Santo São Simão Stock

            Na Inglaterra, vivia um homem penitente, como o Profeta Elias, austero como João Batista. Chamava-se Simeão. Mas, diante de sua vida solitária na convexidade de uma árvore no seio da floresta, deram-lhe o apelido de Stock.

Simão nasceu no ano de 1165 no castelo de Harford, no condado de Kent, Inglaterra, em atenção às preces de seus piedosos pais, que uniam a mais alta nobreza à virtude. Alguns escritores julgam mesmo que tinham parentesco com a família real.

Sua mãe consagrou-o à Santíssima Virgem desde antes de nascer. Em reconhecimento a Ela pelo feliz parto, e para pedir sua especial proteção para o filhinho, a jovem mãe, antes de o amamentar, oferecia-o à Virgem, rezando de joelhos uma Ave-Maria. Bela atitude de uma senhora altamente nobre!

O menino aprendeu a ler com pouquíssima idade. A exemplo de seus pais, começou a rezar o Pequeno Ofício da Santíssima Virgem, e logo também o Saltério. Esse verdadeiro pequeno gênio, aos sete anos de idade iniciou o estudo das Belas Artes no Colégio de Oxford, com tanto sucesso que surpreendeu os professores. Foi também nessa época admitido à Mesa Eucarística, e consagrou sua virgindade à Santíssima Virgem.

Perseguido pela inveja do irmão mais velho, e atendendo a uma voz interior que lhe inspirava o desejo de abandonar o mundo, deixou o lar paterno aos 12 anos, encontrando refúgio numa floresta onde viveu inteiramente isolado durante 20 anos, em oração e penitência.

Nossa Senhora revelou-lhe então seu desejo de que ele se juntasse a certos monges que viriam do Monte Carmelo, na Palestina, à Inglaterra, “sobretudo porque aqueles religiosos estavam consagrados de um modo especial à Mãe de Deus”. Simão saiu de sua solidão e, obedecendo também a uma ordem do Céu, estudou teologia, recebendo as sagradas ordens. Dedicou-se à pregação, até que finalmente chegaram dois frades carmelitas no ano de 1213. Ele pôde então receber o hábito da Ordem, em Aylesford.

Em 1215, tendo chegado aos ouvidos de São Brocardo, Geral latino do Carmo, a fama das virtudes de Simão, quis tê-lo como coadjutor na direção da Ordem; em 1226, nomeou-o Vigário-Geral de todas as províncias européias.

São Simão teve que enfrentar uma verdadeira tormenta contra os carmelitas na Europa, suscitada pelo demônio através de homens ditos zelosos pelas leis da Igreja, os quais queriam a todo custo suprimir a Ordem sob vários pretextos. Mas o Sumo Pontífice, mediante uma bula, declarou legítima e conforme aos decretos de Latrão a existência legal da Ordem dos Carmelitas, e a autorizou a continuar suas fundações na Europa.

São Simão participou do Capítulo Geral da Ordem na Terra Santa, em 1237. Em um novo Capítulo, em 1245, foi eleito 6° Prior-Geral dos Carmelitas.

A Aparição da Mãe de Deus a São Simão Stock.

Após a algum tempo de calmaria, as perseguições reiniciaram com mais intensidade.

Na falta de auxílio humano, São Simão recorria à Virgem Santíssima com toda a tristeza de seu coração, pedindo-Lhe que fosse solícita à sua Ordem, tão provada, e que desse um sinal de sua aliança com ela.

Na manhã do dia 16 de julho de 1251, suplicava com maior empenho à Mãe do Carmelo sua proteção, recitando a bela oração por ele composta:

“Flor do Carmelo, Vinha florífera, Esplendor do céu, Virgem fecunda, singular. Ó Mãe benigna, sem conhecer varão, aos Carmelitas dá privilégio, Estrela do Mar!”.

Terminada esta prece, levanta os olhos marejados de lágrimas, vê a cela encher-se, subitamente, de luz. Rodeada de anjos, em grande cortejo, apareceu-lhe a Virgem Santíssima, revestida de esplendor, trazendo nas mãos o Escapulário dizendo a São Simão Stock, com inexprimível ternura maternal:

“‘Recebe, diletíssimo filho, este Escapulário de tua Ordem como sinal distintivo e a marca do privilégio que eu obtive para ti e para todos os filhos do Carmelo; é um sinal de salvação, uma salvaguarda nos perigos, aliança de paz e de uma proteção sempiterna. Quem morrer revestido com ele será preservado do fogo eterno’’.

Essa graça especialíssima foi imediatamente difundida nos lugares onde os carmelitas estavam estabelecidos, e autenticada por muitos milagres que, ocorrendo por toda parte, fizeram calar os adversários dos Irmãos da Santíssima Virgem do Monte Carmelo.

São Simão Stock atingiu extrema idade e altíssima santidade, operando inúmeros milagres, tendo também obtido o dom das línguas; foi chamado a pátria celeste por Deus em 16 de maio de 1265.

Nossa Senhora voltou ao céu e o Escapulário permaneceu como sinal de Maria. Na última aparição de Lourdes e de Fátima, Nossa Senhora traz o Escapulário.

São passados mais de 750 anos, desde o dia 16 de julho de 1251. Todos os que trouxeram o Escapulário, com verdadeira piedade, com sincero desejo de perfeição cristã, com sinais de conversão, sempre foram protegidos na alma e no corpo contra tantos perigos que ameaçam a vida espiritual e corporal. É só ler os anais carmelitanos para provar a proteção e a assistência de Maria Santíssima.

O Escapulário é a devoção de papas e reis, de pobres e plebeus, de homens cultos e analfabetos. É a devoção de todos. Foi a devoção de São Luis IX, de Luis XIII, Luis XIV da França, Carlos VII, Filipe I e Filipe III da Espanha, Leopoldo I da Alemanha, Dom João I, de Portugal.

E a devoção dos Papas: Bento XV o pontífice da paz, chamou o Escapulário a “arma dos cristãos” e aconselhava aos seminaristas que o usassem. Pio IX gravou em seu cálice a seguinte inscrição: “Pio IX, confrade Carmelita”. Leão XVIII, pouco antes de morrer, disse aos que o cercavam: “Façamos agora a Novena da Virgem do Carmo e depois morreremos”.

Pio XI escrevia, em 1262, ao Geral dos Carmelitas: “Aprendi a conhecer e a amar a Virgem do Carmo nos braços de minha mãe, nos primeiros dias de minha infância”.

Pio XII afirmava: “É certamente o Sagrado Escapulário do Carmo, como veste Mariana, sinal e garantia da proteção e salvação ao Escapulário com que estavam revestidos. Quantos nos perigos do corpo e da alma sentiram a proteção Materna de Maria”.

Pio XII ainda chegou a escrever: “Devemos colocar em primeiro lugar a devoção do escapulário de Nossa Senhora do Carmo – e ainda – escapulário não é ‘carta-branca’ para pecar; é uma ‘lembrança’ para viver de maneira cristã, e assim, alcançar a graça duma boa morte”.

O Papa João XXIII assim se pronunciou: “Por meio do Escapulário do Carmo, pertenço à família Carmelitana e aprecio muito esta graça com a certeza de uma especialíssima proteção de Maria. A devoção a Nossa Senhora do Carmo torna-se uma necessidade e direi mais uma violência dulcíssima para os que trazem o Escapulário do Carmo” Paulo VI afirmava que entre os exercícios de piedade devem ser recordados o Rosário de Maria e o Escapulário do Carmo.

O Papa João Paulo II era devotíssimo de Nossa Senhora e coloca a recitação do Rosário entre suas orações prediletas. Ele quis ser Carmelita. Defendeu sua tese sobre São João da Cruz, o grande Carmelita renovador da Ordem.

John Mathias Haffert, autor do livro “Maria na sua Promessa do Escapulário”, entrevistou a Irmã Carmelita Lúcia, a vidente de Fátima ainda viva e perguntou, por que na última aparição Nossa Senhora segurava o escapulário na mão?

Irmã Lúcia respondeu simplesmente: “É que Nossa Senhora quer que todos usem o Escapulário”.

As promessas específicas de Nossa Senhora do Carmo.

Primeira: Quem morrer com o Escapulário não padecerá o fogo do inferno.

### Em primeiro lugar, ao fazer a sua promessa, Maria não quer dizer que uma pessoa que morra em pecado mortal se salvará. A morte em pecado mortal e a condenação são uma e a mesma coisa. A promessa de Maria traduz-se, sem dúvida, por estas outras palavras:

“Quem morrer revestido do Escapulário, não morrerá em pecado mortal”.

Para tornar isto claro, a Igreja insere, muitas vezes, a palavra “piamente” na promessa: “aquele que morrer piamente não padecerá do fogo do inferno”.

Segunda: Nossa Senhora livrará do Purgatório quem portar seu Escapulário, no primeiro sábado após sua morte.

### Embora às vezes se interprete este privilégio ao pé da letra, isto é, que a pessoa será livre do Purgatório no primeiro sábado após sua morte, “tudo que a Igreja, tem para explicar estas palavras, tem dito oficialmente em várias ocasiões, é que aqueles que cumprem as condições do Privilégio Sabatino serão, por intercessão de Nossa Senhora, libertos do Purgatório pouco tempo depois da morte, e especialmente no sábado”. De qualquer modo, se formos fiéis em observar as palavras da Virgem Santíssima, Ela será muito mais fiel em observar as suas, como nos mostra o seguinte exemplo:

Em umas missões, tocado pela graça divina, certo jovem deixou a má vida e recebeu o Escapulário. Tempos depois recaiu nos costumes desregrados, e de mau tornou-se pior. Mas, apesar disso, conservou o santo Escapulário.

A Virgem Santíssima do Carmo, sempre Mãe, atingiu-o com grave enfermidade. Acometido pela doença, o jovem viu-se em sonhos diante do justíssimo tribunal de Deus, que devido às suas atitudes ruins e vida má, o condenou à eterna condenação.

Em vão o infeliz alegou ao Supremo Juiz que portava o Escapulário de sua Mãe Santíssima.

E onde estão os costumes que correspondem a esse Escapulário? Perguntou-lhe.

Sem saber o que responder, o infeliz olhou então para a Virgem Santíssima.

Eu não posso desfazer o que Meu Filho já fez. Respondeu-lhe Ela.

— Mas, Senhora! exclamou o jovem, Serei outro.

Tu me prometes?

— Sim.

Pois então vive.

Nesse mesmo instante o doente despertou, apavorado com o que viu e ouviu durante o sonho, fez votos de levar adiante mais seriamente o Escapulário de Nossa Senhora do Carmo. Logo, sarou e entrou para a Ordem dos Premonstratenses. Depois de vida edificante, Deus chamou sua alma à pátria celeste. Assim narram às crônicas dessa Ordem.

A Aparição de Fátima e o Escapulário.

Após a última aparição de Nossa Senhora de Fátima na Cova da Iria, surgiram aos olhos dos três videntes varias cenas.

Na primeira, ao lado de São José e tendo o Menino Jesus ao colo, Ela apareceu como Nossa Senhora do Rosário. Em seguida, junto a Nosso Senhor acabrunhado de dores a caminho do Calvário, surgiu como Nossa Senhora das Dores. Finalmente, gloriosa, coroada como Rainha do Céu e da Terra, a Santíssima Virgem apareceu como Nossa Senhora do Carmo, tendo o Escapulário à mão.

Por que Nossa Senhora apareceu com o Escapulário nesta última visão a 13 de Outubro em Fátima? Perguntaram a Lúcia em 1950.

Lúcia respondeu: É que Nossa Senhora quer que todos usem o Escapulário respondeu ela.

“E é por este motivo que o Rosário e o Escapulário, são dois sacramentais marianos mais privilegiados, universais, mais antigos e valiosos, adquirem hoje uma importância maior do que em nenhuma época passada da História”

Numa bula de 11 de fevereiro de 1.950, o Papa Pio XII convidava a “colocar em primeiro lugar, entre as devoções marianas, o escapulário que está ao alcance de todos”; entendido como veste mariana, esse é de fato um ótimo símbolo da proteção da Mãe celeste, enquanto sacramental extrai o seu valor das orações da Igreja e da confiança e amor daqueles que o usam.

Oração.

Flos Carmeli
Vitis Florigera
Splendor coeli
Virgo puerpera
Singularis y singular
Mater mitis
Sed viri nescia
Carmelitis
Sto. Propitia
Stella maris
Flor do Carmelo
vinha florífera
esplendor do Céu
Virgem fecunda,
e singular Ó mãe terna!
intacta de homem
aos carmelitas
proteja teu nome
(dá privilégios)
Estrela do mar.

 Sobre o Escapulário.

O que significa.

O escapulário do Carmo é um sinal externo de devoção mariana, que consiste na consagração à Santíssima Virgem Maria pela inscrição na Ordem Carmelita, na esperança de sua proteção maternal.

O distintivo externo desta inscrição ou consagração é o pequeno escapulário marrom.

O escapulário do Carmo é um sacramental, quer dizer, segundo o Concílio Vaticano II, “um sinal sagrado segundo o modelo dos sacramentos, por meio do qual se significam efeitos, principalmente espirituais, obtidos pela intercessão da Igreja”. (S.C.60).

Quem veste o escapulário deve procurar ter sempre presente a Santíssima Virgem e tratar de copiar suas virtudes, sua vida e atuar como Ela, Maria, atuou, segundo suas palavras:  Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo tua palavra.

O escapulário do Carmo é um MEMORIAL de todas as virtudes de Maria.

O Papa Pio XII, disse em 11.2.1950.

Reconheçam neste memorial da Virgem um espelho de humildade e castidade.

Vejam, na forma simples de sua feitura, um compêndio de modéstia e candor. Vejam, principalmente, nesta peça que vestem dia e noite, significada, com simbolismo eloqüente, a oração com a qual o auxílio divino.

Reconheçam, por fim, nela sua consagração ao  Sacratíssimo Coração da Virgem Imaculada,  recentemente recomendada”.

Cada escapulário tem seus privilégios ou graças particulares, mas todos podem ser substituído pela medalha-escapulário (cfr. Decreto de 16-XII-1910). Seria falta de fé na autoridade suprema do Vigário de Cristo que confere a esta medalha o privilégio, crer que vales menos, para ganhar as promessas, levar a medalha que os pedaços de pano (ainda que em determinados casos, por outras razões externas de maior visibilidade, etc, pode ser preferível o escapulário de pano).

A medalha-escapulário deve ter de um lado a imagem de Jesus com o Coração, e do outro uma imagem da Virgem sob qualquer invocação. Do mesmo modo que os escapulários, devem ser abençoadas por um sacerdote.

O Valor da promessa do Escapulário

É doutrina católica, repetida pelo Concílio Vaticano II: “O conjunto dos fiéis, porque tem a unção do Espírito Santo (cfr. 1 Jo. 2, 20-27) não pode errar quando acredita, e esta peculiar propriedade sua é manifestada pelo sentido sobrenatural de fé de todo o povo quando, desde os Bispos até os fiéis, presta seu consentimento universal no que se refere à fé e os costumes. Com este sentido de fé… e sob a guia do sagrado Magistério… adere-se infalivelmente a ela, com certeiro juízo a penetra mais profundamente e a aplica mais plenamente à vida” (L.G. 12).

Esta precisa e esplêndida formulação conciliar não pode ser mais explícita. E é que a mesma prerrogativa de infalibilidade concedida por Jesus a seu Vigário mediante a assistência do Espírito Santo, tem precisamente como finalidade que o conjunto do Povo de Deus, sua Igreja e Corpo místico, não se equivoque, por exemplo, com uma devoção aceita por todos.

 Livre do Purgatório no primeiro sábado após a morte. (O Privilégio sabatino.)

O Escapulário do Carmo além da promessa de salvação para quem morrer com ele, leva também consigo o chamado privilégio sabatino.

Segundo a tradição, à morte de Clemente V (1314), no conclave que durou dois anos e três meses, a Santíssima Virgem apareceu ao Cardeal  Jaime Duesa, muito devoto a ela, e anunciou-lhe que seria Papa com o nome de João XXII, e acrescentou: “Quero que anuncie aos Carmelitas e a seus Confrades: os que usarem o Escapulário, guardarem a castidade conforme seu estado, e rezarem o ofício divino, – ou os que não saibam ler se abstenham de comer carnes nas quartas-feiras e sábados -, se forem ao purgatório Eu farei que o quanto antes, especialmente no sábado seguinte à sua morte tenham suas almas levadas para o céu”.

Pio XII em sua citada Carta Magna do Escapulário do Carmo de 1950, ensina: “à verdade, não deixará a piedosíssima Mãe que seus filhos que expiam suas culpas no purgatório, não consigam o quanto antes a vida eterna por sua intervenção diante de Deus, em conformidade com o privilégio sabatino”.

O privilégio sabatino consiste em que a Santíssima Virgem tirará do purgatório o quanto antes, especialmente no sábado depois de sua morte, a quem tenha morrido com o Escapulário e durante sua vida tenha guardado castidade segundo seu estado e rezado todos os dias o ofício (que pode ser substituído pela Liturgia das Horas ou pela abstinência de carne nas quartas-feiras e sábados, ou um sacerdote com faculdade para isso, o pode comutar por outra obra piedosa, v.gr. a oração diária do Terço). Se uma pessoa peca contra a castidade ou deixa um dia de fazer a obra prescrita, poderá recuperar o privilégio ao confessar-se e cumprir a penitência (de maneira semelhantes a como se recuperam os méritos perdidos pelo pecado mortal,  o que parece quase excessiva generosidade de Deus, mas é doutrina católica).

A certeza deste privilégio mais que histórica, como dizíamos do Escapulário, está fundada na potestade da Igreja que assim o põe e recomenda. Seria temerário e ofensivo para a  Igreja, cuja Cabeça é Cristo e sua alma vivificante o Espírito Santo, crer que comete um erro secular e universal em algo que pertence à doutrina e vida cristã.

“Eu, sua Mãe de Graça, descerei no sábado depois de sua morte e a quantos  encontrarei no Purgatório os libertarei e os levarei ao monte santo de vida eterna”.

A Proteção maternal

Em seu profundo simbolismo mariano, pelos grandes privilégios e pelo grande amor e privilegiada assistência, manifestada através dos séculos a Santíssima Virgem do Carmo a quem vestem devotamente seu escapulário, é o que tão prodigiosamente estendeu-se a todas as pares esta devoção de vestir o escapulário.

Por seu rico simbolismo: ser filho de Maria, ver nele todas as virtudes de Maria, ser símbolo de nossa consagração filial à Mãe Amável. Por Morrer na graça de Deus, que o vista piedosamente.

Porque sairá do Purgatório o quanto antes quem morrer devotamente com ele.

Por chegar sua proteção a todos os momentos da vida, da morte e mais além”. Na vida protejo; na morte ajudo, depois da morte salvo, com suas credenciais.

Pelos inúmeros prodígios que tem realizado.

Pelas relações com suas aparições mais recentes em Lourdes e Fátima.

Pelas muitas indulgências que desfrutam os que vestem este escapulário.

As Indulgências

Estas são as indulgências plenárias e parciais para os que vestirem o escapulário.

A). Indulgências plenárias.

1. O dia que se impõe o escapulário e o que é inscrito na terceira Ordem ou Confraria.

2. Nestas festas:
a) Virgem do Carmo (16 de Julho ou quando se celebre);
b) São Simão Stock (16 de maio);
c) Santo Elias Profeta (20 de Julho);
d) Santa Teresa de Jesus (15 de Outubro),
e) Santa Teresa do Menino Jesus (1 de outubro);
f) São João da Cruz (14 de Dezembro);
g) Todos os Santos Carmelitas (14 de Novembro).

B). Indulgências Plenária no dia do Carmo. O dia do Carmo, 16 de Julho, ou na data em que exatamente se celebre, tem concebida uma indulgência plenária.

C). Indulgência parcial. ganha-se a indulgência parcial por usar piedosamente o santo escapulário. Pode-se ganhar não só por beijá-lo, mas também por qualquer outro ato de efeito e devoção.  E  não só ao escapulário, mas também à medalha-escapulário.

Recomendação Pontifícia.

Desde o século XVI, que é quando se estende por toda a cristandade o uso do escapulário do Carmo, quase todos os Papas o vestiram a propagaram.

O Papa João Paulo II, que é terciário carmelita, recordou em diversas ocasiões que veste com devoção, desde criança, o escapulário do Carmo.

A Igreja, como reconhecimento e estímulo  das  mais importantes verdades e práticas cristãs, institui as festas litúrgicas (missa e ofício próprio, etc.).

Esse é o valor que tem a festa da Virgem do Carmo, em 16 de julho, estendida por Benedito XIII a toda a Igreja universal. Além disso, a Virgem do Carmo é venerada como Padroeira dos pescadores, marinheiros e toda a gente do mar, também a república do Chile sob sua invocação de Nossa Senhora do Carmo de Maipú.

Bênção e imposição.

A Sagrada Penitenciária Apostólica de quem depende esta legislação disse que se recomenda o uso tradicional do escapulário enquanto a tamanho, matéria, cor, etc., que podem ser usados também outros.

Qualquer sacerdote pode abençoar e impor o escapulário do Carmo aos fiéis em geral.

Para ficar inscrito na confraria organizada pela Terceira Ordem do Carmo, este sacerdote deve estar facultado pelo superior Geral dos Carmelitas. Os simples fiéis não podem abençoá-los nem impor.

Esta é a fórmula para abençoá-lo i impor o Escapulário:

V: Mostrai-nos Senhor, tua misericórdia –
R: E dá-nos tua salvação.
V: Escuta, Senhor, minha oração.
R: E chegue a ti meu clamor.
V: O Senhor esteja convosco.
R: Ele está no meio de nós.

OREMOS.

Nosso Senhor Jesus Cristo, Salvador do gênero humano, abençoa com tua desta a este hábito que, por teu amor e o de tua Mãe a Virgem Maria do Monte Carmelo, irá levar com devoção teu servo (ou serva), a fim de que pela intercessão de tua própria Mãe e defendido(a) do espírito maligno, persevere em tua graça até a morte: Que vives e reinas pelos séculos dos séculos.-

R: Assim seja.

A continuação asperge-se o escapulário com água benta e depois o impõe na pessoa ou pessoas (a cada um separadamente) Dizendo a cada uma.

Receba este hábito bendito, suplicando à Santíssima Virgem que, por seus méritos, o leves sem mancha,  defenda contra todas as adversidades e te conduza à vida  eterna.

R: Que assim seja.

E acrescenta:

Eu, usando da potestade que me foi concedida, te recebo à participação de todos os bens espirituais que, pela misericórdia de Jesus Cristo, praticam os religiosos Carmelitas. Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.-

R: Que assim seja

Que te abençoe o Criador do céu e da terra, o Deus todo-poderoso, que dignou-se incorporá-lo à Confraria da Santíssima Virgem do monte Carmelo, a quem imploramos que na hora de sua morte abata a cabeça da serpente infernal e finalmente, consigas as palmas e a coroa da herança sempiterna. Por Jesus Cristo nosso Senhor.

R: Que assim seja.

E asperge-se o novo confrade com água benta.

Quando são mais de uma pessoa a receber o santo escapulário, se diz no plural. Não deixe de exortar-lhes a que vistam dignamente o escapulário, tratando de imitar as virtudes de Maria.

Em caso de necessidade, basta para abençoar o escapulário o sinal da cruz do sacerdote e as palavras.

“Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, Amém”.

 Tipos de escapulários

1. Escapulário café (Carmelita)

A Virgem Maria, aparece a São Simão Stock, no convento da cidade de Cambridge (Inglaterra) em 16 de julho de 1251.

São Simão, já cansado por sua avançada idade, e debilitado pela penitência, pedia a Deus pelas angústias e tribulações que sua ordem padecia constantemente. Suplicava à Virgem, que o socorresse com uma Graça especial. Ela, diante do chamado suplicante desse seu  filho apareceu rodeada de anjos, com o Escapulário nas mãos. Disse-lhe:

” Recebe, meu filho, amadíssimo, esta prenda de meu  amor para convosco, este será um privilégio, para ti e para todos quantos o usem ; Quem morrer com ele, não irá ao fogo do inferno”.

Na volta da espada há uma inscrição em latim que diz: ZELO ZELATUS SUM PRO DOMINO DEO EXERCITUUM, me abraço, me consumo de zelo pelo Senhor Deus dos Exércitos.

2. Escapulário verde.

Quando na família há algum familiar ou amigo que se encontra longe da fé queremos fazer algo a respeito, Maria Mãe Santíssima nos deu uma forma de convertê-los quando Ela apareceu à Irmã Justina Bisqueyburu em 1840, levando “a vestidura da conversão – O escapulário verde.” Ela disse:

” Esta insígnia santa de meu imaculado Coração há de ser uma grande meio para a conversão das almas…”

Por um período de mais de seis anos, A Virgem  apareceu à Irmã Justina e respondeu  muitas perguntas com relação ao escapulário e a seu uso.

A Virgem Maria disse que o Escapulário Verde não necessita de nenhuma bênção especial, e não necessita de qualquer inscrição como o Escapulário Café. Pode ser abençoado por qualquer sacerdote. Se a pessoa que nós queremos que se beneficie deste escapulário não convém em levá-lo consigo, este pode ser colocado em qualquer lugar de seu quarto.

### Todos os dias deve dizer a seguinte oração:

“Imaculado coração de Maria, rogai por nós agora e na hora de nossa morte, Amém. “

Se a pessoa por quem se tem intenção no escapulário não vai dizer a oração, então aquele que o presenteia deve rezar no seu lugar, todos os dias.

A Virgem Maria disse:

“As maiores graças são obtidas pelo uso do escapulário, mas estas graças vêm em proporção direta com o grau de confiança que o usuário tenha em mim”.

Santa Brígida tinha tal confiança na Virgem Maria.

Por isto a Virgem lhe revelou:

“Não há pecador no mundo, que embora se encontre em inimizade com Deus, não possa voltar a Deus e recuperar sua Graças se ele ou ela vem a mim pedir assistência.”

Consagração à Santíssima Virgem do Carmo.

O devoto da Virgem do Carmo procurará a cada dia, quando melhor conseguir, fazer esta consagração a sua Mãe:

“Ó, Maria, Rainha e Mãe do Carmelo! Venho hoje me consagrar a Ti, pois toda minha vida é como um pequeno tributo por tantas graças e benefícios como recebi de Deus através de tuas mãos.

E porque Tu olhas com olhos de particular benevolência aos que vestem teu escapulário,  rogo-te que sustentes com tua fortaleza minha fragilidade, ilumines com tua sabedoria as trevas de minha parte e aumente em minha fé, a esperança e a caridade, para que cada dia possa prestar-lhe o tributo de minha humilde homenagem.

Que o santo escapulário atraia sobre mim teus olhares misericordiosos, seja para mim prenda de tua particular proteção em lutas de cada dia e constantemente me lembre o dever de pensar em Ti e revestir-me de tuas virtudes.

De hoje em diante me esforçarei por viver em suave união com teu espírito, oferecer tudo a Jesus por tua intercessão e converter minha vida em imagem de tua humildade, caridade, paciência, mansidão e espírito de oração.

Ó Mãe amabilíssima! Sustenta-me com teu amor indefectível, a fim de que a mim, pecador indigno e com os santos do Carmelo no reino de teu Filho”.

Amém.

Fonte: http://www.derradeirasgracas.com/4.%20Aparições%20de%20N%20Senhora/Nossa%20Senhora%20do%20Carmo.htm


Mulher de fibra

julho 15, 2009

Aos amigos do blog, um vídeo emocionante. PAZ E BEM.


O GETSÊMANI.

julho 15, 2009

Jesus 2

O GETSÊMANI.

ORAÇÃO DE JESUS E SONO DOS DISCÍPULOS

Então saímos para o jardim e ele foi vencido pela tristeza. Diz aos oito que se sentem enquanto vai um pouco mais longe para rezar.

Chama-nos a Pedro, Tiago e a mim (João), à parte e diz-nos: “Minha alma está numa tristeza mortal: ficai aqui, vigiai.” (Mc 14,34)

Por que ele nos chamou, pedindo-nos que vigiássemos com ele? Será que procurava em nós piedade e conforto? Se foi assim, como nós o decepcionamos!

Por que ele nos procurou uma e outra vez, durante sua oração? Em parte, porque os pecados do mundo pesavam assustadoramente sobre seu grande coração. E procurou quem o ajudasse e o confortasse. E não encontrou um só e voltava sozinho para continuar sua luta. (Cristo, minha Vida)

“Eis aqui o que consegui: buscando consolo, encontrei amargo desconsolo. Nem sequer eles estão Comigo. Aonde mais irei?…

É verdade, Meu Pai Me dá somente o que Eu soube pedir-Lhe, a fim de que o Juízo de toda a humanidade caísse sobre Mim. Meu Pai, ajuda-Me! Tu podes tudo, ajuda-Me!”

“Eu havia levado Meus três amigos para que Me ajudassem, compartilhando de Minha angústia. Para que fizessem oração Comigo. Para descansar neles, em seu amor… Como descrever o que senti quando os vi adormecidos?

Ainda hoje, o quanto sofre Meu Coração; e, querendo encontrar alívio em Minhas almas, vou a elas e as encontro adormecidas. Mais de uma vez, quando quis despertá-las e tirá-las de si mesmas, de suas preocupações, respondem-Me se não com palavras, com obras: “agora não posso, estou muito cansada, tenho muito o que fazer, isto me prejudica a saúde, preciso de um tempo, quero um pouco de paz.”

“Pobre alma, não pôde velar uma hora Comigo. Dentro em pouco, virei e não Me ouvirás, porque estarás dormindo… Quisera dar-te a Graça mas, como dormes, não poderás recebê-la e, quem te assegura que terás força para despertar depois?…”

“Almas queridas, desejo ensinar-vos também o quão inútil e vão é querer buscar alívio nas criaturas.”

“Voltei a despertar os Discípulos, mas os raios da Divina Justiça haviam deixado em Mim sulcos indeléveis… Encheram-se de espanto ao ver-Me fora do normal e quem mais sofreu foi João. Eu, mudo… eles, aturdidos… Somente Pedro teve coragem de falar.”

Agonia de Jesus no Horto

Um anjo do céu vem confortá-lo porque agora ele entrava numa verdadeira agonia e seu sofrimento era tão intenso que seu suor se tornava em sangue e corria em gotas.

“Ninguém crê realmente que suei sangue naquela noite no Getsêmani, e poucos crêem que sofri muito mais nessas horas do que na crucifixão. Foi mais doloroso porque Me foi manifestado claramente que os pecados de todos eram tornados Meus e Eu devia responder por cada um. Assim, Eu, inocente, respondi ao Pai como se fosse verdadeiramente culpado de iniqüidade. Eu, puro, respondi ao Pai como se estivesse manchado de todas as impurezas que vós, Meus irmãos, tendes praticado, desonrando a Deus, que vos criou para que sejais instrumentos da grandeza da criação e não para desviar a natureza que vos foi concedida… Portanto, fui feito ladrão, assassino, adúltero, mentiroso, sacrílego, blasfemo, caluniador e rebelde ao Pai, a quem sempre amei.”

“Não podes encontrar semelhança a este gênero de sofrimento, porque o homem que peca compreende, com Minha luz, a parte que lhe cabe e, muitas vezes, imperfeitamente, não vê como é o pecado diante de Mim. Por isso, é claro que somente Deus pode conhecer o que é uma ofensa feita a Ele. No entanto, a Humanidade deveria poder oferecer à Divindade um pleno conhecimento e a verdadeira dor e arrependimento; E posso fazê-lo todas as vezes que quiser, oferecendo precisamente o Meu conhecimento que operou em Mim, Homem, com a humanização das ofensas contra Deus. Este foi o Meu desejo: que o pecador arrependido, por Meu intermédio, tivesse como apresentar a seu Deus o conhecimento da ofensa cometida e que Eu, em Minha Divindade, pudesse acolher do homem também a compreensão plena do que fez contra Mim.”
 

“Pai, se é possível afasta de Mim este Cálice. Mas não se faça Minha Vontade e sim a Tua”. Disse assim no cúmulo da amargura, quando o peso que caía sobre Mim era tão sangrento que Minha alma se encontrava na mais inverossímil escuridão.”

 “Afasta, ó Pai, este amarguíssimo Cálice que Me apresentas e que, ao vir a este mundo, no entanto, aceitei por Teu amor. Cheguei a um ponto em que não reconheço nem a Mim mesmo. Tu, ó Pai, fizeste do pecado uma como herança Minha e isto torna insuportável Minha presença diante de Ti, que Me amas. A ingratidão dos seres humanos já Me é conhecida, mas como suportarei ver-Me sozinho? Deus Meu, tem piedade da grande solidão em que Me encontro!”

“Mas logo prossegui: É justo, Pai Santo, que Tu faças de Mim tudo o que quiseres. Minha vida não é Minha, pertence-Te toda. Quero que não se faça Minha vontade mas a Tua. Aceitei uma morte de Cruz; aceito também a morte aparente de Minha Divindade. É justo. Tudo isto devo Te dar e, antes de tudo, devo oferecer-Te o holocausto da Divindade que, no entanto, une-Me a Ti. Sim, Pai, confirmo, com o Sangue que vês, Minha doação; confirmo, com o Sangue, Minha aceitação: Faça-se Tua vontade, não a Minha…”
 

Pela Sua dolorosa Paixão, tende misericórdia de nós e do mundo inteiro!

A Traição.

Judas é um covarde e por isso beija a Jesus, como tu farias, adiantando-se e estendendo a mão a alguém, num gesto de amizade.
 

Jesus diz-lhe: “Amigo, a que vieste?” (Mt 26,50).

Judas entende o que ele quer dizer: por que fazes isto?

“Judas, com um beijo, entregas o Filho do homem” (Lc 22,48).

É esta a tua amizade, tu que eras meu companheiro?

Vê como ele está derramando graças na alma de Judas, como ele procura fortalecê-lo e salvá-lo? Não é a ocasião de Judas voltar-se contra a multidão, lançar-lhes no rosto o dinheiro e pôr-se ao lado do Mestre? Pode ser tarde demais para salvar a Cristo mas não é tarde demais para Judas se salvar. (Cristo, minha Vida)

“Quantas almas Me venderam e Me venderão pelo vil preço de um deleite, de um prazer momentâneo e passageiro…”

“Almas a quem amo; vós que vindes a Mim, que Me recebeis em vosso peito, que Me direis muitas vezes que Me amais… Não Me entregareis quando sairdes depois de Me receber?”

O Julgamento.

“Por um iníquo julgamento foi arrebatado.” (Is 53,8a)

 “Levaram-Me diante de Caifás, onde Me receberam com gozações e insultos. Um de seus soldados Me deu uma bofetada. Era a primeira que recebia e nela vi o primeiro pecado mortal de muitas almas que, depois de viver em graça, cometeriam esse primeiro pecado…”

“Meus Apóstolos Me abandonaram e Pedro ficou escondido atrás de uma cerca, entre os serviçais, espiando, movido pela curiosidade. Comigo havia somente homens tratando de acumular delitos contra Mim; culpas que puderam acender ainda mais a cólera de juízes tão iníquos. Ali vi os rostos de todos os demônios, de todos os anjos maus. Acusaram-Me de perturbar a ordem, de ser instigador, falso profeta, blasfemo, de profanar o dia do sábado, e os soldados, exaltados pelas calúnias, proferiam gritos e ameaças. Então, Meu silêncio bradou, sacudindo todo Meu Corpo: Onde estais, Apóstolos e discípulos, que fostes testemunhas de Minha Vida, de Minha doutrina, de Meus milagres? De todos aqueles de quem esperava alguma prova de amor, não resta nenhum para defender-Me. Estou só e rodeado de soldados que querem Me devorar como lobos”.

Ferido, com o rosto coberto de escarros, com os olhos vendados, esbofeteado, desafiado a adivinhar quem o tinha batido, em todos estes momentos ele sempre se conservou silencioso.

Na Prisão.

“Contemplai-Me na prisão onde passo grande parte da noite. Os soldados vinham insultar-Me com palavras e com ações, empurrando-Me, socando-Me, zombando de Minha condição de homem. Quase ao amanhecer, fartos de Mim, deixaram-Me sozinho, preso em um lugar escuro, úmido e hediondo, cheio de ratos. Estava preso de tal modo que só podia permanecer em pé ou sentado em uma pedra pontiaguda, que foi tudo o que Me deram como assento.”

“Vamos agora comparar a prisão com o Sacrário e, sobretudo, com os corações dos homens. Na prisão passei uma noite… Quantas noites passo no Sacrário? Na prisão Me ultrajaram os soldados que eram Meus inimigos; mas no Sacrário Me maltratam e Me insultam almas que Me chamam de Pai. Na prisão passei frio, sono, fome, vergonha, tristeza, dores, solidão, desamparo. Via, no transcurso dos séculos, como Me faltaria o abrigo do amor em tantos Sacrários. Quantos corações gelados seriam para Mim como a pedra da prisão!

Quantas vezes teria sede de amor, sede de almas! Quantos dias espero que tal alma Me venha visitar, receber-Me em seu coração, porque passei a noite sozinho e pensava nela para matar Minha sede! Quantas vezes sinto fome de Minhas almas, de sua fidelidade, de sua generosidade!”

“Almas eleitas, contemplai o vosso Esposo na prisão. Contemplai-Me nesta noite de tanta dor, e considerai que esta dor se prolonga na solidão de tantos Sacrários, na frieza de tantos corações.”

A Flagelação.

Pela lei, os criminosos recebiam, no máximo, 39 chicotadas.

No Sudário de Turim, as marcas de açoites indicam que Jesus recebeu, em posição recurvada, mais de 120 golpes em todo o corpo – costas, nádegas e pernas , exceto na região do coração.

“É tanta a violência com que Me castigam, que não restou um só lugar que não fosse presa da mais terrível dor… Caí uma e outra vez pela dor que Me causavam os golpes em Minha virilidade.”

“O pensamento de tantas almas, a quem mais tarde iria inspirar o desejo de seguir Meus passos, consumia-Me de amor.”

O açoitamento precedia sempre a crucificação.

Para executar esse horrível castigo, despiam o corpo e ver gastavam-no até que a carne pendia em talhadas sangrentas.

Vi quatro homens que se revezavam a açoitar o Senhor com azorragues. O meu coração parava só de olhar para esses suplícios; então, o Senhor me disse estas palavras: “Sofro uma dor ainda maior do que a que estás vendo.”

E Jesus deu-me a conhecer por quais pecados submeteu-se à flagelação: foram os pecados da impureza.

Oh! por que terríveis sofrimentos morais passou Jesus quando se submeteu à flagelação!

A Coroação de Espinhos

Mas ainda não estão satisfeitos.

Lembram-se de que este homem disse que era rei. Com o corpo rasgado pela flagelação, querem agora humilhar seu espírito com o ridículo. (Cristo, minha Vida)

Após a flagelação, os carrascos levaram-No e tiraram-Lhe as vestes, que já se tinham colado às feridas; Ao tirarem Suas vestes renovaram-se Suas Chagas.

Em seguida, cobriram o Senhor com um manto de púrpura, sujo e rasgado, jogando-o sobre as Chagas renovadas. Esse manto, apenas em alguns pontos, atingia os joelhos. Mandaram, então que o Senhor se sentasse num tronco; fizeram uma coroa de espinhos e a colocaram na Sua Santa Cabeça, pondo-Lhe ainda um caniço nas Suas mãos e zombando Dele. Inclinavam-se diante Dele como diante de um rei, cuspiam no Seu rosto, enquanto outros pegavam o caniço e batiam na Cabeça, outros inflingiam-Lhe dores esbofeteando-O, ou cobrindo-Lhe o rosto, davam-Lhe murros. Jesus suportava tudo em silêncio.

Quem compreenderá Sua dor?

“Considerai como, com essa coroa, quis expiar os pecados de soberba de tantas almas que se deixam subjugar pela falsa opinião do mundo, desejando ser estimadas em excesso. Permiti, sobretudo, que Me coroassem de espinhos e que assim Minha cabeça sofresse cruelmente, a fim de reparar, pela humildade voluntária, as rejeições e orgulhosas pretensões de tantas almas que se negam a seguir o caminho traçado por Minha Providência, por julgá-lo indigno de seu mérito e de sua condição.”

…à sua vista, muitos ficaram embaraçados – tão desfigurado estava que havia perdido a aparência humana… (Is 52,14)
 

Os Sudários de Turim e de Oviedo revelam vários ferimentos na cabeça, produzidos em vida, causados por objetos semelhantes a alfinetes de grande diâmetro: Uma coroa de espinhos formando uma espécie de gorro, fechado, que cobria toda a cabeça. Essa coroa, feita com uma planta muito resistente, foi incrustada a pauladas, para ficar bem presa.

Mais de 70 espinhos perfuraram o crânio, causando hematomas e sangramentos.

Finalmente, cansados da brincadeira, levam-no outra vez a Pilatos que, apesar de sua indiferença, fica chocado com o aspecto daquele homem.

“Eis aqui o homem”, diz, apresentando-o ao povo (Jo 19,4-5).

O Sudário de Turim revela a Sagrada Face com marcas visíveis de espancamento, um inchaço no olho direito, e o nariz deslocado.

Condenação à Morte

“Não te admires se, às vezes, és julgada injustamente. Eu, por teu amor, bebi primeiro o cálice de sofrimentos não merecidos.”

“Minha filha, aqui Me vês recebendo a sentença de Pilatos, que Me condenou à morte de cruz! Assim como Eu, tu também deves ser condenada. Mas a pena que Eu te dou é a de Me amares loucamente, assim como Eu te amo. Se não fosse por amor não Me sujeitaria à condenação de Meu povo. E porque Meu Amor é infinito, permiti que Me levassem aos tribunais para neles ser julgado como um simples homem. …Oh! alma que Me contemplas, grava no teu coração a Minha sentença de amor, é isto que te peço, porque amando-Me, poderás chegar à santidade.” (Jesus a Irmã Amália)

O Caminho do Calvário

Aí está, Senhor, a Tua Cruz. A Tua Cruz – como se fosse Tua.

“Eu tinha uma Chaga profundíssima no ombro sobre o qual carreguei a Minha pesada Cruz. Honra, pois, essa Chaga e farei tudo o que Me pedires.” (Jesus a São Bernardo).
 

Não tinhas Cruz, vieste buscar as nossas, e ao longo de toda a estrada de Tua Paixão, um a um recebeste os pecados do Mundo inteiro.

“Enquanto Meu Coração estava abismado de tristeza pela perdição eterna de Judas, os cruéis algozes, insensíveis à Minha dor, carregaram sobre Meus ombros chagados a dura e pesada Cruz em que haveria de consumar o mistério da Redenção do mundo.”

A Primeira Queda

“O espírito está pronto, mas a carne é fraca! Exausto pela perda de sangue na dura flagelação, já não tinha forças para carregar a pesada cruz, porém o Amor dentro de Minha alma deu-Me novas energias e levantei-Me, carregando-a de novo. Eis a lição que te desejo dar: Quando estiveres exausta pelas fadigas da vida, procura no teu coração o amor que Me consagras, será ele a força para retomares a cruz e seguir-Me na via dolorosa.” (Jesus a Irmã Amália)
 

“A fadiga que sinto é tão grande, a Cruz tão pesada, que na metade do caminho caio desfalecido. Vede como Me levantam aqueles homens desumanos do modo mais brutal: um Me agarra por um braço, outro puxa Minhas vestes, que estão grudadas em Minhas feridas, tornando a abri-las… Este Me pega pelo pescoço, outro pelos cabelos, outros descarregam terríveis golpes em todo o Meu Corpo, com os punhos e até com os pés. A Cruz cai sobre Mim e seu peso Me causa novos ferimentos. Meu rosto roça sobre as pedras do caminho e o sangue que escorre por ele cai em Meus olhos, que estão quase fechados pelos golpes; a terra e a sujeira se juntam ao sangue e fico como o objeto mais repugnante.” (A Paixão)

Encontro com Maria

Senhor, Tua pobre mãe me causa pena. Ela acompanha, Ela Te acompanha Ela acompanha a Humanidade em sua Via-Sacra. Anônima, caminha na multidão, mas não tira os olhos de Ti. Nenhum de Teus gestos, nenhum de Teus suspiros, nenhuma das bofetadas, nenhuma de Tuas feridas, lhe são estranhos. Ela conhece Teus sofrimentos, sofre Teus sofrimentos. E sem se aproximar de Ti Contigo, Senhor, Ela salva o Mundo. (Poemas para Rezar)

“Segui Comigo uns momentos e, a poucos passos, ver-Me-eis na presença de Minha Mãe Santíssima que, com o Coração transpassado pela dor, sai ao Meu encontro com dois objetivos:
Para recobrar nova força de sofrer à vista de Seu Deus e para dar a Seu Filho, com Sua atitude heróica, alento para continuar a obra da Redenção.

Considerai o martírio destes dois Corações. Quem mais ama Minha Mãe é Seu Filho… Não pode Me dar nenhum alívio e sabe que o fato de vê-la aumentará ainda mais Meus sofrimentos; Mas também aumentará Minha força para cumprir a vontade do Pai. Quem mais amo na terra é Minha Mãe; e não apenas não a posso consolar, como o estado lamentável em que Me vê proporciona a Seu coração um sofrimento semelhante ao Meu. Deixa escapar um soluço. A morte que sofro em Meu Corpo, recebe-a Minha Mãe em Seu Coração!… Como se cravam em Mim Seus olhos e os Meus se cravam também nEla!

Não pronunciamos uma só palavra, mas quantas coisas dizem Nossos Corações neste doloroso olhar. Sim, Minha Mãe presenciou todos os tormentos de Minha Paixão, que por revelação divina se apresentavam a Seu espírito… Quando soube que já se havia pronunciado a sentença de morte, saiu ao Meu encontro e não Me abandonou até que Me depositaram no sepulcro.” (A Paixão)
 

“Ao encontrar-Me com Minha santa Mãe, podia como Deus largar a Minha cruz, ir ao Seu encontro e lançar-Me nos Seus braços maternos. Mas assim não fiz. Deixei-A na Sua grande dor e continuei a Minha trajetória! Será que Meu Coração foi insensível às penas de tão boa Mãe? Ah, não. Assim procedi porque a lei do Amor é o Sacrifício.”
 

“Quando Eu te pedir um sacrifício, se ele te custar, lembra-te deste Meu generoso Amor, que não Me deixou poupar-Me, nem poupar a criatura que mais amo, Minha Mãe!” (Jesus a Irmã Amália)
 

“Amados filhos, como é precioso o silêncio nas horas de sofrimentos! Há almas que não sabem sofrer uma dor física, uma tortura de alma em silêncio; desejam logo contá-la para que todos o lastimem! Meu Filho e Eu tudo suportamos em silêncio por amor a Deus!” (N. Sra. a Irmã Amália)

Ajuda de Simão de Cirene.

Ia passando pela estrada, Requisitaram-no. É o primeiro que aparece, é um desconhecido.

Tu aceitas, Senhor, seu auxílio. Não quiseste nem mesmo um gesto de amor, o belo impulso de um amigo generoso para com o amigo extenuado, escarnecido. Escolheste o gesto constrangido do homem trêmulo e coagido. Senhor Onipotente, recebes a ajuda do homem impotente, Senhor, queres ter necessidade do homem.
 

“O que desejo que aprendas é que, quando abatida sob o peso de uma dura provação, aceites o auxílio das criaturas, lembrando-te que teu Deus não Se envergonhou de aceitar a ajuda de uma simples criatura, até mesmo quando não é feito por amor.”

“Aqueles homens iníquos, temendo ver-Me morrer antes de chegar ao fim, entendem-se entre si para buscar alguém que Me ajude a carregar a Cruz e requisitaram um homem das redondezas chamado Simão. Olhai-o, atrás de Mim, ajudando-Me a carregar a Cruz e considerai sobretudo duas coisas: Este homem carece de boa vontade; é um mercenário, porque se Me acompanha e compartilha Comigo o peso da Cruz, é porque foi requisitado. Por isso, quando sente demasiado cansaço, deixa cair mais peso sobre Mim e assim caio por terra duas vezes.

 Este homem Me ajuda a carregar parte da Cruz, mas não toda a Minha Cruz… Há almas que caminham assim atrás de Mim. Aceitam Me ajudar a carregar Minha Cruz, mas se preocupam ainda com o consolo e o descanso. Muitas outras consentem seguir-Me e, assim, abraçaram a vida perfeita. Mas não abandonam o interesse próprio, que continua sendo, em muitos casos, seu primeiro cuidado; por isso vacilam e deixam cair Minha Cruz, quando lhes pesa demasiado.

Procuram a maneira de sofrer o menos possível, medem sua abnegação, evitam o quanto podem a humilhação e o cansaço e, talvez lembrando-se com pena daqueles que deixaram, tratam de procurar para si certas comodidades, certos prazeres.”

“Há alma que verdadeiramente ama, não conta o que sofreu e trabalhou, nem espera tal ou qual recompensa; busca somente aquilo que crê dar glória para seu Deus… Por Ele, não regateia trabalhos nem fadigas. Não se agita nem se inquieta, nem muito menos perde a paz se se vê contrariada ou humilhada; porque o único móvel de suas ações é o amor, e o amor abandona as conseqüências e os resultados. Eis aqui o fim das almas que não buscam recompensa. A única coisa que esperam é Minha Glória, Meu consolo, Meu descanso; Por isso tomaram toda a Minha Cruz e todo o peso que Minha Vontade deseja carregar sobre elas.” (A Paixão)

Verônica.

Senhor, ela Te olhou longamente, sofreu por causa de Teu sofrimento.

Não agüentando mais, abriu caminho no meio da soldadesca, e com um lenço fino enxugou Tua face. Teus traços sanguinolentos fixaram-se no lenço? Talvez. Em seu coração, com certeza.

“O amor que me levou a deixar que os carrascos desfigurassem a Minha Face, também Me levou a permitir que uma mulher a limpasse. Esta lição de Amor te diz que por amor limpes a Minha Face tão ultrajada pelos pecadores e ingratos, também nos dias de hoje. Com o vosso generoso amor, limpai Minha Face na alma dos pobres pecadores e em troca dar-vos-ei no Paraíso a felicidade de contemplar Minha Sagrada Face.” (Jesus a Irmã Amália)

Não choreis por mim; chorai, antes, por vós e por vossos filhos.

A Segunda Queda.

“Alma que Me contemplas carregando o peso de todas as iniqüidades da humanidade, o Meu Coração te diz: Ama-Me e terás força de carregar a tua cruz de cada dia. E quando caída sob o peso dela, lembra-te que Eu por teu amor Me levantei, retomando a cruz para sofrer até o fim! Aprende a não desanimar no caminho do Calvário, que é o caminho da tua perfeição. E se um dia sentires mais forte o peso da Cruz lembra-te de teu Jesus, que três vezes caiu e três vezes Se levantou impulsionado pelo Amor que por ti sentia o Meu Coração!” (Jesus a Irmã Amália)
 

“É o Meu Amor que te ensina a seres compassiva com todos, especialmente com os que sofrem! É o amor que torna o coração sensível à vista dos sofrimentos do próximo. Além disso, deves aprender a te compadeceres dos pobres pecadores, pois foram eles a causa de Meus padecimentos e são eles a Minha finalidade. Foi para resgatar os cativos do pecado que desci ao mundo para padecer e morrer em uma cruz. Aprende a ser compassiva com os que sofrem e a amar as pobres almas que vivem no pecado, porque elas Me custaram todo o Meu Sangue!”
 

“As mulheres de Jerusalém choram ao ver-Me em tal estado de ignomínia. O mundo chora diante do sofrimento, porém Eu vos digo, almas que Me seguis pelo caminho estreito, que mais tarde o mundo vos verá andar por vastos prados floridos, ao passo que ele e os seus caminharão sobre o fogo que eles mesmos prepararam para si com os seus gozos.”

A Terceira Queda.

“Já estou perto do Calvário e caio pela terceira vez. Deste modo darei forças às pobres almas que, próximas da morte eterna, se enternecerão com o Sangue das feridas causadas por esta terceira queda; Esta lhes dará o auxílio da graça para se levantarem uma última vez e conseguirem a vida eterna.” (Jesus a Irmã Josefa Menéndez)

No Calvário.

Jesus é despojado de Suas vestes

Jesus surgiu, de repente, diante de mim, despido de Suas vestes, coberto de chagas por todo o corpo, os olhos cheios de sangue e lágrimas, o rosto todo desfigurado, coberto de escarros. “Olha o que fez de Mim o amor pelas almas humanas.” (Diário de Irmã Faustina nº. 1418)
 

“Só o fogo do Amor é capaz de aceitar tanta humilhação para mostrar ao objeto amado até onde chegam suas labaredas, que só são saciadas no sacrifício.”

Os persas inventaram o processo de crucifixão por motivos religiosos: Não queriam que a terra fosse contaminada com o cadáver de um criminoso, pois a terra era consagrada ao seu deus. Portanto, os que morriam na cruz não eram sepultados: o corpo era deixado para se decompor no patíbulo, à vista de todos.

Quando da morte de Jesus, os condenados naquele dia foram retirados da cruz a pedido dos judeus, pois era a festa da Páscoa.

“O meu ardente Amor permitiu tudo isto para te ensinar a despojar-te de ti mesma por Meu Amor. O amor é um fogo que purifica, por isso há de queimar todas as tuas vontades, deixando-te pura para pertenceres à Minha causa. Por amor de ti Me deixei despojar de Minhas roupas; por amor de Mim, deixa o Meu ardente Amor te despojar de todas as tuas vontades.” (Jesus à Irmã Amália)

De acordo com a lei romana, os criminosos eram flagelados e executados nus.

Acredita-se que Nossa Senhora tenha coberto a nudez de Jesus com Seu véu, antes da Crucificação.

A Crucificação.

“Para Mim os espinhos e para vós o perfume de Minha infinita caridade! Para Comigo usei de todos os rigores possíveis e imagináveis, para convosco sou todo caridade! Vê, alma, o que te ensino neste caminho de sangue! Sou todo Amor! Para te demonstrar este Amor, permiti que Me dessem a morte a mais humilhante!” (Jesus à Irmã Amália)

O vinho com mirra foi oferecido a Jesus antes da crucificação para mitigar-lhe o sofrimento, assim como naquele tempo se davam bebidas inebriantes aos pacientes por ocasião de grandes operações. Mas Jesus afastou a bebida e suportou com inteira consciência as dores de ser pregado na cruz.

“Contemplai um instante estas mãos e estes pés ensangüentados… Este corpo despido, coberto de feridas, urina e de sangue. Sujo… Esta cabeça traspassada por agudos espinhos, empapada de suor, cheia de poeira e coberta de sangue…”
 

“Quem é que sofre assim, vítima de tais ignomínias? É o Filho de Deus!”
 

“Contempla teu Jesus, estendido sobre a Cruz, sem poder fazer o menor movimento… despido, sem fama, sem honra, sem liberdade… Tudo Lhe foi tirado! Não há quem se apiede e se compadeça de Sua dor! Só recebe tormentos, escárnios e zombarias!” (A Paixão).

Dimas, o bom ladrão

O ato de fé está em que num dado momento, depois de nos havermos aproximado de Jesus – uma vez ou um cento de vezes, pouco importa – depois de termos talvez feito girar toda a nossa vida à volta Dele, ou depois do primeiro olhar – na nossa juventude ou mais tarde -, está em que, eu dizia, num dado momento vemos que Ele é o que diz ser. (…)
 

No momento em que, vencido, morria sobre a cruz ensangüentado, desfeito, escarnecido e aparentemente impotente, o que é que vê o bom ladrão que lhe faça dizer: “Senhor, lembrai-vos de mim quando tiverdes entrado no vosso reino”?
 

Nenhum ato de fé, talvez, seja mais emocionante e mais perfeito que esse, no momento em que tudo o que era humano abandonava Jesus, em que já se não vê nada mais que possa seduzir ou arrastar, nada mais, seguramente, que dê impressão de poder.

O Mestre desapareceu, já só resta a Vítima. Os apóstolos pensaram assim e fugiram. Mas não, há uma testemunha. “Senhor”, diz ele. Ouvis? Ele diz “Senhor”. “Senhor, lembrai-vos de mim quando tiverdes entrado no vosso reino”.
 

Hoje entrei no amargor da Paixão de Nosso Senhor Jesus; sofri tudo, em espírito. Conheci como é terrível o pecado. Deus deu-me a conhecer toda a aversão ao pecado. Interiormente, na profundeza da minha alma, conheci como é terrível o pecado, por menor que seja; Conheci como atormentava a alma de Jesus. Eu preferiria sofrer mil infernos, a cometer ainda que fosse o menor pecado venial.
 

“… se tivesse bastado uma das minhas criaturas para expiar o pecado dos outros homens, com uma vida e uma morte como a do meu Filho, Eu teria hesitado. Porquê? Porque Eu atraiçoaria o meu Amor fazendo sofrer outra criatura que amo em vez de sofrer Eu próprio, no meu Filho. Eu jamais teria querido fazer assim sofrer os meus filhos.”
 

“… as almas dos sacerdotes e religiosos… Me deram força para suportar a amarga Paixão. …as almas piedosas e fiéis… consolaram-Me na Via-sacra; foram aquela gota de consolações em meio ao mar de amarguras. …os pagãos e aqueles que ainda não Me conhecem e nos quais pensei na minha amarga Paixão. O seu futuro zelo consolou o Meu Coração.

…as almas dos Cristãos separados da Unidade da Igreja… Na minha amarga Paixão dilaceravam o Meu Corpo e o Meu Coração, isto é, a Minha Igreja. Quando voltam à unidade da Igreja, cicatrizam-se as Minhas Chagas e dessa maneira eles aliviam a Minha Paixão.

…as almas mansas, assim como as almas das criancinhas… Estas almas são as mais semelhantes ao Meu Coração. Elas reconfortaram-Me na Minha amarga Paixão da Minha agonia. Eu as vi quais anjos terrestres que futuramente iriam velar junto aos Meus altares.

…as almas que veneram e glorificam de maneira especial a Minha Misericórdia… Estas almas foram as que mais sofreram por causa da Minha Paixão e penetraram mais profundamente no Meu espírito. Elas são a imagem viva do Meu Coração compassivo. Estas almas brilharão com especial fulgor na vida futura. Nenhuma delas irá ao fogo do Inferno; Defenderei cada uma delas de maneira especial na hora da morte.” (Jesus a Irmã Faustina)
 

“Vede-me aos pés da Cruz, assistindo à morte de Jesus, com a alma e meu coração traspassados com as mais cruéis dores! Não vos escandalizeis com o que fizeram os judeus! Eles diziam: ‘Se Ele é Deus, por que não desce da cruz e se livra a si próprio?!

Pobres judeus, ignorantes uns, de má fé outros, não quiseram crer que Ele era o Messias. Não podiam compreender que um Deus se humilhasse tanto e que a sua divina doutrina pregava a humildade.

Jesus precisava dar o exemplo, para que seus filhos tivessem a força de praticar uma virtude, que tanto custa aos filhos deste mundo, que têm nas veias a herança do orgulho. Infelizes os que, à imitação dos que crucificaram a Jesus, ainda hoje não sabem se humilhar!” (Nossa Senhora a Irmã Amália)

No Calvário, Maria estava presente.

“Felizes aqueles que ouvem a palavra de Deus e a guardam…”

(…) Maria havia guardado a lição. Feliz, não a mãe, a irmã, mas aquela que escuta e guarda, aquela que crê, aquela que permanece firme.

Ela, então, estava presente. E julgo que repetiu o tempo todo sem compreender o “fiat” da primeira hora, o “fiat” de sua vocação e o de sua fidelidade, e teve de agarrar-se a ele. Era um mistério incompreensível, bem o percebeis, uma espécie de contradição aparente entre os dois seres que mais amava no mundo: o Pai e o Filho…
 

“Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?”; um dilaceramento no íntimo de sua fé, de sua esperança… E no fundo de seu coração fiel, ela cria que era bom, que estava direito, que aquilo devia acontecer, que Deus tinha razão. (…) Ela admitia tudo, aderia a tudo, coincidia com tudo, estava ali para fazer o sacrifício supremo e dizer, não mais apenas desta vez: “Eis a serva do Senhor” (ainda era fácil), mas: “Eis o Servo do Senhor… faça-se Nele segundo a Vossa Vontade…”.
 

Houvera um primeiro “fiat” em sua vida, mas é o último que conta realmente. Ela se tornou verdadeiramente Mãe no Calvário, porque ninguém se torna verdadeiramente mãe senão quando dá tudo. (…) No Calvário, ela O gerou em Sua Redenção, em Sua obra, em Sua missão própria. Ela consentiu: e tornou-se plenamente mãe. Nisto consistiu a vida daquela que melhor encontrou a Deus. (A Serva do Senhor)
 

“Filho Meu”, Eu ia repetindo. “Por que tanta desolação? Tua Mãe está junto de Ti. Não Te basta sequer Meu amor? Quantas vezes Te consolei em Tuas aflições? E agora, por que nem sequer Tua Mãe pode Te dar algum alívio?… Oh! Pai de Meu Jesus, não quero outra coisa além do que Tu queres, Tu o sabes; Mas vê se tanta aflição pode ter alívio; isto Te pede a Mãe de Teu Filho.”

Morte de Jesus

“Naquela hora o mundo inteiro recebeu uma grande graça: A Misericórdia venceu a Justiça.” (Jesus a Irmã Faustina)
 

Tu Mo deste! Pai Divino vê que horror aquele rosto santo! Não podes enxugar ao menos tão copioso Sangue? Oh! Pai de Meu Filho; ó Esposo Amor Meu, ó Tu mesmo, Verbo que quiseste ter a Humanidade de Mim! Sejam oração aqueles braços abertos ao Céu e à terra, sejam a súplica da Sua e Minha aceitação! Vê ó Deus, a que se reduziu Aquele a Quem amas!

É Sua Mãe que Te pede um alívio a tanta tristeza. Daqui a pouco, fica-rei sem Ele, assim se cumprirá inteiramente Meu voto quando O ofereci de coração no Templo; Sim, ficarei sozinha, mas alivia Sua dor, sem atender à Minha…

“Oh, Meu Pai… Tenho sede de Tua Glória… e eis que é chegada a hora… De agora em diante, realizando Minhas palavras, o mundo conhecerá que Tu és Aquele que Me enviou e serás glorificado. Tenho sede de Tua Glória. Tenho sede de almas… e para refrescar esta sede, derramei até a última gota de Meu Sangue. Por isso posso dizer: “Tudo está consumado”. Agora se cumpriu o grande mistério de Amor pelo qual Deus entregou ao mundo Seu próprio Filho, para devolver a Vida ao homem… Vim ao mundo para fazer Tua Vontade, oh Meu Pai. Já está cumprida! A Ti entrego Minha alma. Assim, as almas que cumprem Minha Vontade poderão dizer com verdade: “Tudo está consumado…”

Meu Senhor e Meu Deus, recebe Minha alma… Eu a entrego em Tuas amadas mãos. Pelas almas agonizantes, ofereci ao Pai Minha morte, e elas terão a Vida. No último grito que lancei da Cruz, abracei toda a humanidade passada, presente e futura; O espasmo lancinante com o qual Me desprendi da terra foi acolhido por Meu Pai com infinito Amor e todo o Céu exultou por ele, porque Minha Humanidade entrava na Glória.

No mesmo instante em que entreguei Meu Espírito, uma multidão de almas se encontrou Comigo: quem Me desejava há séculos e séculos, poucos meses ou dias, mas todos intensamente. Pois bem, somente esta alegria bastou para todas as penas sofridas por Mim. Deveis saber que, em memória daquele gozoso encontro, decidi assistir, e muitas vezes até visivelmente, aos moribundos.

Dou a estes a salvação, para honrar aos que tão amorosamente Me acolheram no Céu.
Assim, orai pelos moribundos, porque Eu os amo muito. Todas as vezes que fizerdes o oferecimento do último grito que lancei ao Pai, sereis ouvidos; Porque por ele Me são concedidas muitíssimas almas.”
(A Paixão)
 

“Não creiais, no entanto, que Minha natureza humana não sentiu nem repugnância nem dor. Ao contrário, quis sentir todas as vossas repugnâncias e estar sujeito a vossa mesma condição, dando-vos exemplo que vos fortaleça em todas as circunstâncias da vida e vos ensine a vencer as rejeições que se apresentam, quando se trata de cumprir a Vontade Divina.” (Jesus a Irmã Amália)
 

“Depois de três horas de tormentosa agonia, meu adorável Filho morre, deixando-me a alma na mais negra escuridão! Sem duvidar um só instante, aceitei a vontade de Deus, e no meu doloroso silêncio, entreguei ao Pai minha imensa dor, pedindo, como Jesus, perdão para os criminosos. Entretanto, quem me confortou nesta hora angustiosa? Fazer a vontade de Deus foi o meu conforto; saber que o Céu foi aberto para todos os filhos foi meu consolo! Porque Eu também no Calvário fui provada com o abandono de toda consolação!” (N. Sra. a Irmã Amália)
 

“De novo sofreria a morte de Cruz para cada alma, ainda que fosse sofrendo mil vezes mais, pois para os condenados não há mais esperança.” (Jesus a Elizabeth Kindelmann)
 

Ocorreu nessa hora um grande terremoto em Nicéia. No ano IV da 202a. Olimpíada, Flégon escreveu que uma grande escuridão inexplicável aos astrônomos cobriu toda a Europa.

De acordo com Tertuliano os relatórios romanos registram uma escuridão completa e universal que afligiu o Senado então reunido e lançou a cidade em tumulto, pois não havia tempestade nem nuvens.

Os relatórios dos astrônomos gregos e egípcios registram que a escuridão foi tão intensa que até mesmo os cientistas se alarmaram.

O povo gritava em pânico pelas ruas, os pássaros abrigaram-se nos ninhos e o gado procurou os estábulos.

No entanto não existe registro de eclipse que, aliás, não era esperado.

Era como se o sol se houvesse retirado de seu sistema.

Os relatórios maia e inca também anotam essa ocorrência, levando-se em conta a diferença de tempo.

 “Tomei como símbolo um madeiro, uma cruz. Levei-o, com grande amor, pelo bem de todos. Sofri verdadeira aflição, para que todos pudessem se alegrar em Mim. Mas hoje, quantos crêem Naquele que verdadeiramente vos amou e vos ama?…” (A Paixão)
 

Seu Lado aberto, fonte de Misericórdia Divina.

“A fonte da Minha Misericórdia foi aberta pela lança na Cruz, para todas as almas; não excluí a ninguém.” (Jesus a Irmã Faustina)
 

“Do meu Coração também brotaram Sangue e Água sobre vós e o poderoso Desejo com que o fiz por vós.” “(o desejo) é algo admirável e delicado que até o homem mais incapaz tem o poder de usá-lo como instrumento milagroso para salvar as almas. O importante é unir seu desejo com o precioso Sangue que jorrou do Meu Coração.” (Jesus a Elizabeth Kindelmann)
 

“Amados filhos, com a alma imersa na mais profunda dor, vi Longuinho traspassar o coração de meu Filho, sem poder dizer palavra! Derramei muitas lágrimas… Só Deus pode compreender o martírio desta hora, na alma e no coração!”
 

“A dor de ver traspassar o Coração de Jesus com a lança, conferiu-me o poder de introduzir, neste amável Coração, a todos aqueles que a Mim recorrerem. Vinde a Mim, porque Eu posso vos colocar dentro do Coração Santíssimo de Jesus Crucificado, morada de amor e de eterna felicidade!” (Nossa Senhora a Irmã Amália)

Jesus descido da Cruz

“Depois depositaram Jesus nos meus braços, não cândido e belo como em Belém… Morto e chagado, parecendo mais um leproso do que aquele adorável e encantador menino, que tantas vezes apertei ao meu coração! Amados filhos, se Eu tanto sofri, não serei capaz de compreender vossos sofrimentos? Por que, então, não recorreis a Mim com mais confiança, esquecidos que tenho tanto valor diante do Altíssimo? Porque muito sofri aos pés da cruz, muito me foi dado! Se não tivesse sofrido tanto, não teria recebido os tesouros do Paraíso em minhas mãos.” (Nossa Senhora a Irmã Amália)

Abandono

Em redor da cruz reinava o silêncio; todos se tinham afastado, muitos fugiram para a cidade. O Salvador, naquele infinito martírio, mergulhado no mais profundo abandono, dirigia-se ao Pai celestial, rezava pelos inimigos, impelido pelo amor. Rezava, como durante toda a Paixão, recitando versos de salmos que nEle se cumpriam. Vi figuras de Anjos em redor dele.

Quando, porém, a escuridão cresceu e o terror pesava sobre todas as consciências e todo o povo estava em sombrio silêncio, ficou Jesus abandonado de todos e privado de toda a consolação… Jesus, inteiramente desamparado e abandonado, ofereceu-se a si mesmo por nós, fez até do abandono um riquíssimo tesouro: pois se ofereceu, com toda sua vida, seus trabalhos, amor e sofrimento e a dolorosa experiência de nossa ingratidão, ao Pai celestial, por nossa fraqueza e pobreza.

Fez testamento diante de Deus e ofereceu todos os seus merecimentos à Igreja e aos pecadores. Pensou em todos; naquele abandono estava com todos, até o fim dos séculos; e assim rezou também por aqueles que afirmam que, sendo Deus, não sentiu as dores da Paixão e não sofreu ou sofreu menos do que um homem comum em igual martírio.

Participando dessa oração e sentindo com ele as angústias, parecia-me ouvi-lo dizer que “devia-se ensinar o contrário, isto é, que ele sentiu esse sofrimento do abandono com mais amargura do que um homem comum, porque estava intimamente unido à Divindade, porque era verdadeiro Deus e verdadeiro homem e, no sentimento da humanidade abandonada por Deus, bebeu, como Deus-Homem, até o fundo, o cálice do abandono completo”.

E testemunhou por um grito a dor do abandono, dando assim a todos os aflitos, que reconheceram a Deus por Pai, a liberdade de uma queixa cheia de confiança filial. Pelas três horas, Jesus exclamou em alta voz: “Eli, Eli, lama Sabachtani!”, o que quer dizer: “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonastes?” (Ana Catarina Emmerich)

Sepultamento de Jesus

“Amados filhos, quanta dor, quando tive que ver sepultado meu Filho. A quanta humilhação meu Filho se sujeitou, deixando-se sepultar sendo Ele o mesmo Deus! Por humildade, Jesus submeteu-se à própria sepultura, para depois, glorioso, ressuscitar dentre os mortos! Bem sabia Jesus o quanto Eu ia sofrer vendo-o sepultado; não me poupando quis que Eu também fosse participante na sua infinita humilhação!

Almas que temeis ser humilhadas, vede como Deus amou a humilhação! Tanto que deixou-se sepultar nos santos Sacrários, a esconder sua majestade e esplendor, até o fim do mundo! Na verdade, o que se vê no Sacrário? Apenas uma Hóstia Branca e nada mais! Ele esconde sua magnificência debaixo da massa branca das espécies de pão! Em verdade vos digo, não O admirais tanto quanto Ele merece, por Jesus assim Se humilhar até o fim dos séculos! A humildade não rebaixa o homem, pois Deus Se humilhou até à sepultura e não deixou de ser Deus.”
 

No exame do Santo Sudário de Turim, deduz-se que umas mãos bem femininas e bem delicadas terão tratado das Chagas dos membros superiores. Terá havido um cuidado especial na colocação do lençol entre as mãos. Essa pessoa delicadíssima não seria outra, certamente, senão Nossa Senhora.

Por que procurais entre os mortos aquele que está vivo? (Lc 24, 5b)

Ressurreição

“…e viu a pedra retirada do sepulcro” (Jo 20,1).

Aquela pedra colocada na entrada da tumba, tornara-se num primeiro momento uma testemunha muda da morte do Filho do homem. Com esse tipo de pedra se encerrava o curso da vida de tantos homens daquela época, no cemitério de Jerusalém, aliás, o arco da vida de todos os homens nos cemitérios da terra.

Debaixo do peso da pedra sepulcral, atrás da sua barreira maciça, cumpre-se, no silêncio do sepulcro, a obra da morte: quer dizer, o homem tirado do pó se transforma lentamente em pó (Jo 3,19). A pedra, colocada na noite de Sexta-feira Santa, sobre o túmulo de Jesus, tornou-se, como todas as pedras sepulcrais, a testemunha muda da morte do homem, do Filho do homem.
 

O que testemunha esta pedra no dia depois do sábado, nas primeiras horas do dia? O que diz? O que anuncia a pedra retirada do sepulcro? “Não morrerei, mas hei de viver, e narrarei as obras do Senhor… A pedra rejeitada pelos construtores tornou-se a pedra angular. Isto é obra do Senhor; e é uma maravilha aos nossos olhos” (Sl 117).
 

Os responsáveis pela morte do Filho do homem “…foram e guardaram o sepulcro, selando a pedra e postando-lhe sentinelas” (Mt 27,66).
 

Muitas vezes os construtores do mundo pelos quais Cristo quis morrer, procuraram colocar uma pedra definitiva sobre a sepultura. Mas a pedra permanece sempre removida do seu sepulcro; A pedra testemunha da morte, tornou-se testemunha da Ressurreição: “A direita do Senhor fez maravilhas” (Sl 117).
 

A Igreja anuncia sempre de novo a Ressurreição de Cristo. A Igreja com alegria repete aos homens as palavras dos anjos e das mulheres, pronunciadas naquela manhã radiosa em que a morte foi derrotada. A Igreja anuncia que está vivo Aquele que se tornou a nossa Páscoa; Aquele que morreu na Cruz revela a plenitude da vida…

Vocês todos que anunciam “a morte de Deus”, que tentam expulsar Deus do mundo humano, parem e pensem, pois “a morte de Deus” pode trazer fatalmente em si também a “morte do homem”!
 

Cristo ressuscitou para que o homem encontre o verdadeiro sentido da existência, para que o homem viva em plenitude a própria vida: para que o homem, que vem de Deus, viva em Deus. Cristo ressuscitou; Ele é a pedra angular.

Já naquela época se tentou rejeitá-lO e derrotá-lO com a pedra guardada e selada do sepulcro. Mas aquela pedra foi removida; Cristo ressuscitou. Não rejeitem o Cristo, vocês que constroem o mundo humano… Não somos mais os escravos do “medo da morte”(cf. Hb 2,15). Pois Cristo nos libertou para sempre! João Paulo II

Fonte:  http://www.derradeirasgracas.com/2.%20Segunda%20Página/As%20Grandiosas%20Orações/Meditações%20da%20Paixão%20-%20O%20Getsêmani..htm

 


SENHORA DE 101 ANOS TESTEMUNHA: “Eu vi o Milagre do Sol”

julho 14, 2009

Com 101 Anos, Dona Romana de Souza Marques esteve presente na cova da Iria em Fátima no dia 13 de outubro de 1917, onde nossa Senhora Apareceu aos Pastorinhos .

Neste dia uma multidão cercava os pastorinhos a espera de um Milagre. Chovia torrencialmente quando Nossa Senhora apareceu e realizou o Milagre do Sol, onde este, se aproximou da terra, parando a chuva e secando todas as roupas e a própia terra.

Dona Romana Tinha 9 anos , a mesma idade da Vidente Lúcia.

Assista o relato na primeira pessoa :

 

Extraído do site: http://blog.cancaonova.com/tvpt/2009/07/13/senhora-de-101-anos-testemunha-eu-vi-o-milagre-do-sol/


A MEDIAÇÃO UNIVERSAL DE MARIA SANTÍSSIMA – Parte X

julho 14, 2009

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A MEDIAÇÃO UNIVERSAL

DE MARIA SANTÍSSIMA.

Parte X.

         Quem faz a perfeita Consagração a MARIA Santíssima, ensinada por São Luís Maria Grignon de Montfort, vive praticamente a doutrina da Mediação Universal. Segundo o grande santo, esta perfeita Consagração consiste em entregar-se inteiramente à Santíssima Virgem, a fim de, por ELA, pertencer inteiramente a JESUS CRISTO.

         Por esta Consagração entregamos a MARIA Santíssima:

1)     Nosso corpo com todos os sentidos;

2)     Nossa alma com todas as suas potências;

3)     Nossos bens interiores e espirituais: méritos, virtudes e boas obras (passadas, presentes e futuras);

4)     Nossos familiares;

5)     Nossos bens exteriores;

Numa palavra: Tudo o que temos na ordem da natureza e na ordem da Graça, e tudo o que no futuro poderemos na ordem da natureza, da Graça e da Glória, sem nenhuma reserva e sem esperar por essa oferta e serviço, outra recompensa senão a incomparável honra de pertencer a JESUS CRISTO por ELA e nELA, mesmo que esta amável e encantadora SENHORA não fosse, como sempre é, a mais liberal e reconhecida das criaturas: ninguém menos que a MÃE da humanidade.

Quais os motivos e razão última de nos consagrarmos de uma maneira tão radical e absoluta? A resposta desta pergunta está nos dois princípios básicos apresentados e explicados pelo próprio santo:

Iº Princípio: DEUS quis servir-se de MARIA na Encarnação.

IIº Princípio: DEUS quis servir-se de MARIA na santificação das almas.

Diz o santo: “A conduta das três PESSOAS da SANTÍSSIMA TRINDADE, na Encarnação e primeira Vinda de JESUS CRISTO, é a mesma que se observa todos os dias de um modo visível na Igreja, e que há de perdurar até a consumação dos séculos.

A Ação do ETERNO PAI:

DEUS PAI juntou todas as águas e denominou-a mar; reuniu todas as SUAS graças e chamou-as MARIA.

O Todo-Poderoso tem um tesouro, um depósito riquíssimo, onde encerrou tudo o que há de Belo, Brilhante, Raro e Precioso, até Seu Próprio FILHO, e este Tesouro imenso, inimaginável em valor, é MARIA, que os Anjos chama de Tesouro do SENHOR, e de cuja plenitude os homens se enriquecem.

Por meio de MARIA, DEUS PAI quer que sempre aumente o número de SEUS filhos, até a consumação dos séculos, e diz-lhe estas palavras: “In Jacob inhabita”, “habita em Jacó” (Eclo. 24,13) isto é, faze a tua morada e residência em Meus filhos predestinados, figurados por Jacó, e não nos filhos do demônio, nos réprobos, representados por Esaú.

Assim como na geração natural e corporal há um pai e uma mãe, há, na geração sobrenatural um PAI, que é DEUS, e uma Mãe: MARIA Santíssima.

Todos os verdadeiros filhos de DEUS, tem DEUS por PAI e MARIA por Mãe, e quem não tem MARIA por Mãe, não tem DEUS por PAI. Por isso os réprobos, os hereges, os cismáticos e apóstatas que odeiam ou olham com desprezo ou indiferença para a Santíssima Virgem, não tem DEUS por PAI, ainda que disto se gloriem, pois não tem MARIA por Mãe. Se eles a tivessem por Mãe, haveriam de amá-LA e honrá-La como os bons e verdadeiros filhos amam e honram suas mães naturais.

O sinal mais infalível e indubitável para distinguir um herege, um cismático e um réprobo de um predestinado é o fato de que o herege e o réprobo ostentam desprezo e indiferença pela Santíssima Virgem, além de buscar por suas palavras, aberta ou às escondidas, valendo-se de subterfúgios, muitas vezes hipócritas, diminuir e amesquinhar o Culto e o amor devido a MARIA Santíssima. Ah! Não é nestes que DEUS PAI disse a Virgem MARIA que fizesse Sua morada, pois esses pertencem a descendências de Esaú, e não de Jacó.

A Ação de DEUS FILHO:

O desejo de DEUS FILHO é formar-se, e, por assim dizer, encarnar-se todos os dias, por meio de SUA MÃE, em SEUS membros. ELE diz: “In Israel hereditare”, “possui tua herança em Israel” (Eclo. 24,13), como se dissesse:

DEUS, Meu Pai, deu-ME por herança todas as nações da terra, todos os homens, bons e maus, predestinados e réprobos. EU os conduzirei, uns com vara de ouro, outros com vara de ferro. Serei PAI e Advogado de uns e o Justo vingador de outros, o JUIZ de todos; mas Vós, Minha querida MÃE, só tereis por herança os predestinados, figurados por Israel. Como Sua Boa MÃE, Vós lhes dareis a vida, os nutrireis, educareis; e, como Sua soberana, os conduzireis, governareis e defendereis.

“Um grande número de homens nasceu nELA”, diz o ESPÍRITO SANTO: “Homo et homo natus estinea.”

Conforme a explicação de alguns Santos Padres, o primeiro Homem nascido em MARIA é o HOMEM–DEUS, JESUS CRISTO; o segundo é um homem puro, filho de DEUS e de MARIA, por adoção.

Se JESUS CRISTO, o REI da humanidade, nasceu nELA, os predestinados, que são os membros deste REI, devem também nascer nELA, por uma conseqüência necessária. Não há mãe que de à luz a cabeça sem os membros, ou os membros sem a cabeça: seria uma monstruosidade da natureza. Do mesmo modo na ordem da Graça. A cabeça e os membros nascem da mesma MÃE, e, se um membro do Corpo Místico de JESUS CRISTO, isto é, um predestinado nascesse de uma outra mãe, que não MARIA, A cheia de Graça que produziu a Cabeça, não seria um predestinado, nem membro de JESUS CRISTO, e sim um monstro na ordem da Graça.

“Bendito é o fruto de vosso ventre”, é, pois, certo que JESUS CRISTO, para cada pessoa em particular, que o possua, é tão verdadeiramente o Fruto e Obra de MARIA, como para todo o mundo em geral. Deste modo, todo o fiel que tem JESUS CRISTO formado em seu coração, pode atrever-se a dizer: “Mil graças a MARIA”! Este JESUS que eu possuo é, com efeito, Seu Fruto e sem Ela eu jamais o teria.

Pode-se ainda aplicar a MARIA Santíssima, e com mais propriedade, as palavras que São Paulo aplica a si: “Quos iterum parturio, donec formetur CHRISTUS in vobis.” (Gal. 4,19) ou seja: “Dou à luz todos os dias os filhos de DEUS, até que JESUS CRISTO seja neles formado em toda a plenitude de sua idade.”

Santo Agostinho, sobrepujando a si mesmo e a tudo o que acabo de dizer, confirma que todos os predestinados, para serem conformes à imagem do FILHO de DEUS, são, neste mundo, ocultos no seio da Santíssima Virgem, e aí guardados, alimentados, mantidos e engrandecidos por tão boa MÃE, até que ELA os dê à Glória, depois da morte, que é propriamente o dia de seu nascimento, como qualifica a Igreja o dia da morte do justo.

Oh! Mistério da Graça que os réprobos desconhecem e os predestinados conhecem muitos pouco!

A Ação de DEUS ESPÍRITO SANTO:

É vontade de DEUS que em MARIA e por ELA se formem os eleitos.

“In electis meis mitte radices” (Eclo. 24,13). Lhe diz ELE: “Minha bem amada, Minha Esposa, lança em Meus eleitos as raízes de todas as virtudes, a fim de que eles cresçam de virtude em virtude e de graça em graça.”

Tive tanta complacência em Ti, quando vivias na Terra, praticando as mais sublimes virtudes, que desejo ainda encontrar-TE sobre a Terra, sem que deixeis de estar no Céu.

Reproduze-Te, portanto, em Meus eleitos. Que EU veja neles, com complacência, as raízes de Tua fé invencível, de Tua humildade profunda, de Tua mortificação universal, de Tua oração sublime, de Tua caridade ardente, de Tua firmíssima esperança, enfim, de todas as Tuas virtudes.

És sempre a Minha Esposa fiel, tão pura, tão fecunda como nunca houve, nem haverá igual: Que Tua fé Me de fiéis, que Tua pureza Me de virgens, que Tua fecundidade Me de eleitos e templos, onde possa derramar Meus dons.

Quando MARIA lança Suas raízes em uma alma, maravilhas de Graça se produzem, que só ELA pode produzir, pois é a única Virgem fecunda que não teve, nem terá semelhante em pureza e fecundidade.

Maria produziu com o ESPÍRITO SANTO a maior maravilha que existiu e existirá: Um DEUS-Homem. ELA produzirá, por conseguinte, as coisas mais admiráveis que hão de existir nos últimos tempos. A formação e educação dos grandes santos que aparecerão no fim dos tempos Lhe será reservada, pois só esta Virgem singular e milagrosa pode produzir, em união com o ESPÍRITO SANTO, as obras singulares e extraordinárias.

Quando o ESPÍRITO SANTO, Seu Esposo, A encontra numa alma, ELE se derrama em dons nessa alma, penetra-a com toda a plenitude e abundância, na medida que LHE concede SUA Esposa. Uma das razões, hoje em dia, para o Espírito Santo não operar nas almas maravilhas retumbantes, é não encontrar ELE uma união bastante forte entre as almas e Sua ESPOSA fiel e inseparável. Digo ESPOSA inseparável, porque, depois que este amor substancial do PAI e do FILHO desposou MARIA para produzir JESUS CRISTO, o REI da humanidade, ELA tem sido sempre fidelíssima e fecundíssima em Sua dedicação e amor a Seu DEUS e a Seus filhos.

Só MARIA, sem auxílio de qualquer outra criatura, achou Graça diante de DEUS; e todos, depois DELA, que acharam Graça diante de DEUS, acharam-na por intermédio DELA, e é só por ELA que acharão Graça os que ainda virão.

MARIA era cheia de Graça, quando o Arcanjo Gabriel a saudou, e a Graça superabundou, quando o ESPÍRITO SANTO a cobriu com SUA sombra inefável. De tal modo aumentou NELA essa plenitude, dia a dia momento a momento, que chegou a um ponto imenso e inconcebível de Graça, que o ALTÍSSIMO A fez Tesoureira de todos os SEUS Bens, Dispensadora de SUAS Graças, para enobrecer, elevar e enriquecer a quem ELA quiser; para fazer entrar no caminho estreito do Céu, a quem ELA quiser; para deixar passar, apesar de tudo, pela porta estreita da vida eterna, a quem ELA quiser, e para dar o trono, o cetro e a coroa de rei, a quem ELA quiser.

JESUS é, em toda parte e sempre, O Fruto e O Filho de MARIA; e MARIA é, em toda parte e sempre, a verdadeira árvore que dá o Fruto da vida, a verdadeira MÃE que produziu O Salvador e Redentor!

E qual a causa última de tanta fartura espiritual na alma que pratica consagração perfeita? A resposta é muito simples, pois, a consagração perfeita leva a alma à máxima cooperação com a Graça.

Um dos principais motivos porque inúmeros almas não progridem na virtude e santidade, reside na falta de cooperação com a Graça, por culpa própria.

Precisamente para nos facilitar o caminho da salvação e da santidade constituiu DEUS a MARIA Santíssima, Medianeira de Todas as Graças, entregando-LHE as chaves dos Tesouros Celestes, que são inesgotáveis, porque infinitos.

Todos os pedidos da Medianeira Universal são imediatamente atendidos por DEUS. Seu Amor para com todos os Seus filhos vence e supera o amor de todas as mães da Terra.

MARIA Santíssima, como Medianeira de Todas as Graças, possui plenos direitos sobre todos os Tesouros Celestes, e através do ardente amor e desejo de salvar Seus filhos, procura de todas as maneiras alcançar-lhes o máximo possível de Graças.

E quem é que entrava MARIA Santíssima na distribuição de todas as Graças?

Somos nós mesmos, porque não cooperamos devidamente com a Graça.

Santa Catarina Lebouré, a vidente de Nossa Senhora, das Graças, narra o seguinte:

(…) “Logo a seguir as mãos de MARIA, resplandecendo raios que simbolizam as Graças, abaixavam-se e estendiam-se numa atividade graciosa, reproduzida na medalha. De novo a vos se fez ouvir: “Fazei cunhar uma medalha conforme este modelo. As pessoas que a trouxerem receberão muitas Graças, as quais serão abundantes para aqueles que tiverem inteira confiança.”

Assim, depois de ter oferecido o mundo a DEUS, a Virgem inclinava para as almas as mãos resplandecentes. No mesmo instante fez compreender à Sua mensageira, o seguinte: Como ELA é generosa para com todos aqueles que a imploram. Quantas Graças concede, e que alegria experimenta ao concedê-las…

Santa Catarina acrescenta ainda, na narrativa da Aparição de 27 de novembro de 1830, em Paris, que algumas pedras nos anéis da Virgem não resplandeciam nada. Como ficasse admirada, ouviu a mesma voz interior, afirmar: “Estas pedras que não resplandecem, representam as Graças que ninguém pede.”

Segundo esta Aparição, NOSSA SENHORA quer distribuir Graças, e em distribuí-las experimenta grande alegria, mas a humanidade não as pede; em suma, não coopera com a Santíssima Virgem, que tanto quer beneficiá-la.

No entanto, é importante acrescentar que para alcançarmos as Graças que nossa MÃE Celeste nos disponibiliza, é vital estarmos em estado espiritual para recebê-las, ou seja:

1)    Reconciliados com DEUS, através de uma confissão recente a um sacerdote;

2)    Vivendo de acordo com os 10 Mandamentos e os Sacramentos de nossa Igreja;

3)    Reconciliados e em harmonia com os irmãos;

4)    Praticando a caridade espiritual e material;

5)    Sendo sinceros e humildes;

6)    Freqüentando a Santa MISSA;

7)    Rezando diariamente;

A consagração perfeita consiste em entregar a MARIA Santíssima toda a nossa vida passada, presente e futura, não lhe excluindo uma única ação, por mínima que seja durante as 24 horas do dia.

Consagração tão perfeita, quando sincera e totalmente vivida, espiritualiza integralmente uma vida, atingindo o máximo na cooperação com a Graça Divina, e conseguindo, por meio de MARIA, a mais íntima união com CRISTO. Que maravilhas espirituais não hão de produzir, dum lado o Poder máximo da Mediação Universal, com todos os Tesouros Celestes à plena disposição, e de outro, o máximo de cooperação de uma alma, que se entrega como escrava de amor para, única e exclusivamente, amar e servir a JESUS CRISTO?

Isto é verdadeiramente caminhar guiado pelas santíssimas Mãos da Virgem MARIA, pela senda da virtude e da santidade.

Com esta devoção, levamos à vida prática a Doutrina da Mediação Universal de MARIA Santíssima.

Fonte: http://www.derradeirasgracas.com/4.%20A%20Mediação%20Universal%20de%20Maria%20Santíssima/A%20MEDIAÇÃO%20UNIVERSAL%20DE%20MARIA%20SANTISSIMA%20-%20X%20.htm


Resposta de Padre Zezinho a um Protestante

julho 13, 2009

O POTE RACHADO

julho 13, 2009

pote rachado

O Pote Rachado
 
“…esse tesouro nós o levamos em vasos de barro, para que todos reconheçam que esse incomparável poder pertence a Deus e não é propriedade nossa”. (2 Cor 4,7)
 

 

 

Era uma vez… um carregador de água na Índia que levava dois potes grandes, ambos pendurados em cada ponta de uma vara a qual ele carregava atravessada em seu pescoço.
Um dos potes tinha uma rachadura, enquanto o outro era perfeito e sempre chegava cheio de água no fim da longa jornada entre o poço e a casa do chefe. O pote rachado chegava apenas pela metade. Foi assim por dois anos, diariamente, o carregador entregando um pote e meio de água na casa de seu chefe. Claro, o pote perfeito estava orgulhoso de suas realizações. Porém, o pote rachado estava envergonhado de sua imperfeição, e sentindo-se miserável por ser capaz de realizar apenas metade de sua capacidade.
Um dia, o pote falou para o homem, à beira do poço:
— Estou envergonhado, quero pedir-lhe desculpas.
— Por quê? De que você está envergonhado? — perguntou o homem.
— Nesses dois anos eu fui capaz de entregar apenas metade da minha carga, porque essa rachadura no meu lado faz com que a água vaze por todo o caminho da casa de seu senhor. Por causa do meu defeito, você tem que fazer todo esse trabalho, e não ganha o salário completo dos seus esforços, disse o pote.
Com compaixão, o homem então falou:
— Quando retornarmos para à casa do meu senhor, quero que percebas as flores ao longo do caminho.
De fato, à medida que eles subiam a montanha, o velho pote rachado notou flores selvagens ao lado do caminho e isto lhe deu ânimo. Mas ao fim da estrada, o pote ainda se sentia mal porque tinha vazado a metade, e de novo pediu desculpas ao homem por sua falha.
Disse o homem ao pote:
— Você notou que pelo caminho só haviam flores no seu lado do caminho? E que a cada dia enquanto voltávamos do poço você as regava? Por dois anos eu pude colher flores para ornamentar a mesa do meu senhor. Sem você ser como é ele não teria essa beleza para dar graça à sua casa. 

 

Reflexão — Cada um de nós tem seus próprios e únicos defeitos. Todos nós somos potes rachados. Porém, se permitirmos, o Senhor vai usar nossos defeitos para embelezar a mesa de Seu Pai.
Na grandiosa economia de Deus, nada se perde. Nunca deveríamos ter medo dos nossos defeitos e limites. Basta reconhecermos nossos defeitos e eles, com certeza, embelezarão a mesa de alguém. Das nossas fraquezas devemos tirar nossa maior força. Aquilo que achamos que é o pior em nós, pode ser o melhor, pois pode ser aquilo que nos faz sentir mais necessitados de Deus, e nos aproximar Dele. Pense nisso…

(padre.valdo@uol.com.br)

Fonte: http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.paroquiasaopedroapostolo.org.br/pspa/images/pote-rachado.jpg&imgrefurl=http://www.paroquiasaopedroapostolo.org.br/pspa/Eraumavez.htm&usg=__L_uVqGIhCf-5uMpW_4HF44M9LVM=&h=193&w=130&sz=6&hl=pt-BR&start=2&um=1&tbnid=doszYIUf0KYRUM:&tbnh=103&tbnw=69&prev=/images%3Fq%3Dpote%2Brachado%2Bimagem%26ndsp%3D18%26hl%3Dpt-BR%26cr%3DcountryBR%26sa%3DN%26um%3D1


Bíblia para Crianças: Isaac e Rebeca (Antigo Testamento)

julho 12, 2009

DOCE VÉU

julho 12, 2009

Doce véu


Autor: Francisco Dockhorn

Sou suspeito para falar. Pois sendo homem, evidentemente não uso véu. Mas confesso: me causa estranheza quando vejo se referirem ao uso do véu como, essencialmente, “mortificação”, “sacrifício à ser oferecido”, etc. Pois para mim, o véu soa como algo tão bonito, tão doce, tão suave…

Em primeiro lugar, é preciso compreender que o véu jamais foi abolido da Sagrada Liturgia. Mas, havendo sido suprimida a sua obrigatoriedade canônica, acabou por cair parcialmente em desuso no ocidente.

No oriente, porém, esta tradição se mantém muito viva. E nos remete diretamente à Igreja Primitiva.

Não há dúvidas, portanto, que é um sinal tradicional da Liturgia Católica. Mesmo aqui no ocidente, embora tenha caído em parcial desuso nos últimos 40 anos, manteve-se como costume por quase 2000 anos!

Mas não basta só sabermos que é um sinal litúrgico tradicional. Embora esse seja o dado mais claro em um primeiro momento, precisamos compreender o seu significado.

É preciso ter em mente que na Sagrada Liturgia todos os sinais externos tem um significado profundo: os paramentos litúrgicos, os gestos externos, o dobrar os joelhos para a adorar ou pedir perdão, as castiçais, o incenso, o latim…com o véu, não é diferente!

Em um primeiro momento, pode parecer machismo a afirmação de São Paulo aos Coríntios, quando afirma que o véu é para mulher um sinal de sujeição (ICor 11,10). Mas se parece, só parece: ora, cabe lembrar que o mesmo São Paulo, falando aos Efésios (Ef 5,21-33) utiliza a mesma afirmação quando faz a analogia que liga o homem à Nosso Senhor (que amou e se entregou pela Igreja) e a mulher à Igreja (que é submissa à Nosso Senhor). E aqui há um rico simbolismo! Esta submissão, evidentemente, à luz da doutrina católica, de forma alguma pode significar para a mulher a sujeição à um autoritarismo machista, mas sim a seu zelo em ser mãe e esposa como a essência da sua vocação matrimonial; e se há aqui algo que Nosso Senhor espera da mulher, também há algo muito mais desafiador que Ele espera do homem: “Maridos, amai as vossas mulheres, como Cristo amou a Igreja e se entregou por ela.” (Ef 5,25) E isto por si só já descarta qualquer autoritarismo!

Longe de o véu, portanto, atentar contra a dignidade da mulher. Muito pelo contrário: a mulher é a glória do homem e a glória da criação do próprio Deus (ICor 11,7); a imagem bíblica da própria Santa Igreja, que é a noiva do Cordeiro (Ap 19,7). Que grande dignidade isso lhe confere!

O que ilumina mais a questão é quando São Paulo fala aos Coríntios (ICor 11, 4-7) de simbolismo adequado à diferença entre homem e mulher: enquanto é decoroso para o
homem participar do Rito de cabeça descoberta, é decoroso para a mulher participar do Rito e cabeça coberta.

À grosso modo, um homem tirar um chapéu ou um boné ao entrar em local sagrado em sinal de respeito (isto é, descobrir a cabeça) corresponde à uma atitude semelhante da mulher que coloca um véu quando entra no local sagrado (isto é, cobrir a cabeça, e não com uma peça qualquer, mas com uma peça digna e especialmente preparada para este fim).

Lembro das sábias palavras de São Josemaria Escrivá, recordando seus tempos de infância: “Lembro-me de como as pessoas se preparavam para comungar: havia esmero em arrumar bem a alma e o corpo. As melhores roupas, o cabelo bem penteado, o corpo fisicamente limpo, talvez até com um pouco de perfume. Eram delicadezas próprias de gente enamorada, de almas finas e retas, que sabiam pagar Amor com amor.” Afirma ainda: “Quando na terra se recebem pessoas investidas em autoridade, preparam-se luzes, música e vestes de gala. Para hospedarmos Cristo na nossa alma, de que maneira não devemos preparar-nos?” (“Homilias sobre a Eucaristia”, Ed. Quadrante)

Acaso o uso do véu não seria uma dessas delicadezas, próprias de mulheres apaixonadas pelo Deus-Amor Sacramentado?

Na Sagrada Liturgia, cobre-se delicadamente a dignidade dos diversos elementos litúrgicos: o véu frontal que cobre o Sacrário, o véu que cobre o cálice e o cibório, a toalha branca que cobre o altar, a casula que cobre o sacerdote que oferece o Santo Sacrifício da Missa.

Assim é o véu que cobre a mulher, chamada a ser pela Sagrada Comunhão, de forma especial, como a doce e bela Virgem Maria: Sacrário vivo do Corpo de Deus.

Fonte: http://www.salvemaliturgia.com/2009/05/doce-veu.html