Pelos prados e campinas (Salmo 22)

agosto 31, 2009
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BENTO XVI: A educação dos filhos no amor a Deus.

agosto 31, 2009

 Bento XVI1

Ângelus do Papa Bento XVI.

 

Bento XVI convida os pais a dedicarem-se á educação dos filhos

no amor a Deus, e encoraja os países industrializados

a cooperar responsavelmente para o futuro do planeta.

30.08.09: Se nalgumas realidades faltam suficientes vocações ao sacerdócio e á vida religiosa é por causa da crise da família. Onde as famílias estão unidas e fundadas na fé as vocações chegam. Sublinhou neste Domingo Bento XVI falando aos fiéis que se deslocaram a Castelgandolfo para com ele recitarem a oração mariana do Ângelus do meio dia. Quando os conjugues se dedicam generosamente á educação dos filhos, guiando-os e orientando-os á descoberta do amor de Deus, preparam – explicou – aquele terreno espiritual fértil onde brotam e amadurecem as vocações ao sacerdócio e á vida consagrada.

Para o Papa revela-se assim quanto estão intimamente ligados e se iluminam reciprocamente o matrimônio e a virgindade, a partir do seu comum enraizamento no amor esponsal de Cristo.

O Santo Padre fez o exemplo de Santa Mônica, cuja memória litúrgica teve lugar na passada quinta feira, e da qual, recordou, Santo Agostinho bebeu o nome de Jesus. O grande filosofo e teólogo africano que inspirou a teologia de Joseph Ratzinger, foi educado pela mãe na religião cristã cujos princípios lhe permanecerão impressos também durante os anos de debandada moral e espiritual.

Mônica – disse o Papa – nunca parou de rezar por ele e pela sua conversão e teve a consolação de o ver regressar á fé e receber o batismo. Deus ouviu as orações desta mãe santa, á qual o Bispo de Tagaste dissera: é impossível que um filho de tantas lágrimas acabe por se perder. E o próprio Santo Agostinho, repetia que sua mãe o gerara duas vezes.

A historia do cristianismo – acrescentou Bento XVI – está constelada de inumeráveis exemplos de pais santos e de famílias cristãs autenticas que acompanharam a vida de sacerdotes e pastores da Igreja generosos. Pensemos nos Santos Basílio Magno e Gregório de Nazianzo , ambos pertencentes a famílias de santos. Já mais próximo de nós pensemos nos conjugues Luís Beltrame Quattrocchi e Maria Corsini, que vivem em finais do século XIX e meados do século XX, beatificados por João Paulo II em Outubro de 2001 em coincidência com os vinte anos da Exortação Apostólica Familiaris Consortio, um documento que para além de ilustrar o valor do matrimônio e as tarefas da família , solicita os esposos a um empenho particular no caminho da santidade que, atingindo graça e força no sacramento do matrimônio , os acompanha ao longo da sua inteira existência.

A concluir o Papa convidou a rezar para que, neste Ano Sacerdotal, por intercessão do santo Cura d’Ars as famílias cristãs se tornem pequenas igrejas, nas quais todas as vocações e todos os carismas, doados pelo Espírito Santo, possam ser acolhidos e valorizados.

Depois da recitação do Ângelus o Papa recordou que no próximo dia 1 de Setembro se celebrará na Itália a jornada para a salvaguarda da criação. Uma efeméride significativa, de relevo também ecumênico que este ano tem como tema a importância do ar, elemento indispensável para a vida. Como fiz na Audiência geral da passada quarta feira exorto todos a um maior empenho para a tutela da criação, dom de Deus.

Em particular encorajo os países industrializados a cooperarem responsavelmente para o futuro do planeta e para que não sejam as populações mais pobres a pagar o preço maior das mudanças climáticas.

Fonte: Rádio Vaticano.

extraído so site: http://www.derradeirasgracas.com/3.%20Papa%20Bento%20XVI/Bento%20XVI%20convida%20os%20pais%20a%20dedicarem-se%20á%20educação%20dos%20filhos%20no%20amor%20a%20Deus.htm


Noites Traiçoeiras

agosto 30, 2009

OS CATEQUISTAS

agosto 30, 2009

bíblia

Os catequistas

Muitas pessoas não conhecem a doutrina católica

Se eu tivesse de dar uma medalha de ouro para alguém na Igreja, seria para o Catequista. Hoje é o que mais precisamos na Igreja: bons cristãos, bem preparados, conhecedores da doutrina católica, que formem as crianças, os jovens, e mesmo os adultos, na verdadeira religião. Infelizmente, a maioria dos nossos jovens já não conhece os Mandamentos, os Sacramentos, a Liturgia, e as coisas básicas da nossa fé, porque não foram catequizados.

Por isso, no Jubileu do ano 2000 o saudoso Papa João Paulo II pediu à Igreja uma “Nova Evangelização”, com “novos métodos, novo ardor e nova expressão”, a fim de reavivar a fé do povo católico e também de trazer de volta para a Igreja aquelas ovelhas desgarradas que as seitas levaram embora.

Muitos filhos da Igreja foram levados para seitas porque não conheciam a doutrina católica nem mesmo na sua fundamentação básica; foram enganados pelos “falsos pastores”; Jesus avisou que estes viriam como cordeiros, mas que, na verdade, eram lobos ferozes (cf. Mateus 7,15). E isso acontece porque esse bom povo católico não foi evangelizado, especialmente não foi catequizado nem pelos pais nem pela Igreja.

Nos últimos decênios a catequese diminuiu muito; em primeiro lugar por conta da crise da família provocada pelo divórcio, pela falta de formação dos pais e por tantos outros fatores. Antigamente a catequese infantil tinha início no colo dos pais, mas isso foi diminuindo gradativamente; por outro lado, muitos segmentos da Igreja a [catequese] desviaram quase que exclusivamente para o campo social, deixando as crianças e os jovens à mingua com relação aos Sacramentos, ao Credo, à Moral católica e à vida de piedade e oração. O povo, então, foi buscar a fé nas outras comunidades.

Portanto, urge que se estabeleça uma “nova catequese” para as crianças e jovens de modo especial. São Paulo, São Pedro e São João nos mostram o cuidado dos Apóstolos em preservar a “sã doutrina” (cf. I Timóteo 1,10). A apóstolo dos gentios fala do perigo das “doutrinas estranhas” (cf. I Timóteo 1,3); dos “falsos doutores” (cf. I Timóteo 4, 1-2); e recomenda a São Timóteo: “guarda o depósito” ( cf. I Timóteo 6,20).

O Concílio Vaticano II convocou de modo especial os leigos para essa urgente retomada na catequese: “Grassando em nossa época gravíssimos erros que ameaçam inverter profundamente a religião, este Concílio exorta de coração todos os leigos que assumam mais conscientemente suas responsabilidades na defesa dos princípios cristãos” (Concílio Vaticano II – Apostolicam Actuositatem, 6).

E o Documento de Santo Domingo, do IV CELAM, insistiu no mesmo ponto: “Instruir o povo amplamente, com serenidade e objetividade, sobre as características e diferenças das diversas seitas e sobre as respostas às injustas acusações contra a Igreja” (Doc. Santo Domingo, n.141).

Para sentirmos a gravidade das seitas hoje, basta dizer que o Parlamento Europeu declarou, em 1998, que nos últimos anos nasceram 20.000 (vinte mil) seitas em todo o mundo (12.000 no Ocidente e 8.000 na África), um fenômeno que envolve cerca de 500 a 600 milhões de pessoas (cf. L’Osservatore Romano, n. 35; 29/08/1998 – 12 (476).

Como enfrentar essa situação? Somente com uma boa catequese desde a infância. O Catecismo da Igreja Católica (CIC) lembra que: “Os períodos de renovação da Igreja são também tempos fortes da catequese. Eis por que, na grande época dos Padres da Igreja, vemos Santos Bispos dedicarem uma parte importante de seu ministério à catequese” (CIC § 8).

Em 1979 o saudoso Papa João Paulo II, também preocupado com esse assunto [catequese], escreveu a “Catechesi tradendae” e chamou a Igreja a assumi-la; e aprovou em 1992 o novo Catecismo da Igreja, a pedido dos bispos que participaram do Sínodo dos Bispos de 1985. O Santo Padre endossou o pedido dos prelados reconhecendo que “este desejo responde plenamente a uma verdadeira necessidade da Igreja universal e das Igrejas particulares” (cf. CIC §10).

O mesmo saudoso Sumo Pontífice pediu “aos Pastores da Igreja e aos fiéis que acolham este Catecismo… e o usem assiduamente ao cumprir sua missão de anunciar a fé e convocar para a vida evangélica”. Insistindo que ele é “uma exposição da fé da Igreja e da doutrina católica, testemunhadas ou iluminadas pela Sagrada Escritura, pela Tradição Apostólica e pelo Magistério da Igreja (…) uma norma segura para o ensino da fé” (cf. Fidei Depositum).

Resta-nos agora empunhar o Catecismo e formar as crianças principalmente. O futuro da Igreja passa por elas. Mais do que nunca hoje é preciso formar bons catequistas, para formar na fé as crianças e os jovens. Mas, para isso, eles [catequistas] precisam estudar o “Catecismo da Igreja Católica”, a fim de ensinar o que a Igreja manda e não o que eles querem. Quem evangeliza o faz em nome da Igreja e não em seu próprio nome.

Só uma boa catequese poderá recuperar o que se perdeu em nosso país de formação católica e de amor à Igreja.

9

Felipe Aquino
felipeaquino@cancaonova.com
Prof. Felipe Aquino, casado, 5 fihos, doutor em Física pela UNESP. É membro do Conselho Diretor da Fundação João Paulo II. Participa de Aprofundamentos no país e no exterior, já escreveu 60 livros e apresenta dois programas semanais na TV Canção Nova: “Escola da Fé” e “Trocando Idéias”. Conheça mais em Blog do Professor Felipe
Site do autor: www.cleofas.com.br

Fonte: http://www.cancaonova.com/portal/canais/formacao/internas.php?e=11576

 


Um Coração Para Amar

agosto 29, 2009

AMAR E SERVIR A DEUS NO PRÓXIMO

agosto 29, 2009

Amar e servir a Deus no próximo

Padre Wellington Martins
Foto: Renan Felix

Ao acolher o irmão Deus se revela em nós. Evangelho de São Lucas 10,25-37 Esta passagem do Bom Samaritano. “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todas as tuas forças e de todo o teu pensamento” (Dt 6,5).

Todo ser humano de forma integral, deve manifestar o seu amor para com Deus. Ele que nos deu a vida e nos chamou a abraçar a nossa vocação. Cuidar da nossa vida como um tesouro porque nós pertencemos ao Senhor, nós saímos do coração de Deus. È preciso colocar o Senhor em primeiro lugar em nossa vida. Ele é o nosso referencial primeiro, a Ele nós nos prostramos, e o temos como único Senhor e salvador.

Deus coloca em nossas mãos a nossa vida, para que cuidemos dela como um tesouro, e da mesma forma devemos amar os nossos irmão e irmãs. Somo chamados e convidado s por Deus a amar, amar e amar.

E quem é o meu próximo?

Um samaritano vê aquele homem caído e ferido e o ajuda, e nós da mesma forma somos convidados a acolher o irmão, e só consegue acolher o que sofre, aquele que ama, aquele que descobre no seu coração este chamado. Um coração que é capaz de acolher, é capaz de se aproximar do outro em suas feridas, em suas dores, e só consegue se aproximar aquele que sente este chamado sublime de Deus no coração.

Em nossas vidas este chamado intimo de Deus nos leva a acolher e evangelizar, é falar de Jesus, é anunciar o reino de Deus. Todos nós somos chamados a viver na prática este Reino e este chamado é para nós vicentinos. Agindo como Jesus, construindo o reino de Deus, pedindo continuamente que Seu Espirito Santo que inflame o nosso coração e nos sensibilize com a realidade dos pobres, com aqueles que sofrem, com aqueles que estão caídos a beira do caminho.

Quando acolhemos com carinho, cuidado e compaixão, é que nós vivemos verdadeiramente a nossa vocação e fazemos com que aquele coração que sofre, seja tocado por Deus. Nós também devemos acolher com alegria, amor e com um sorriso nos lábios a todos, crianças, jovens e adultos, àqueles que abraçam o carisma vicentino, dando suporte àqueles que darão continuidade na missão de São Vicente, que deixou para nós esta herança, este legado.

Nesta parábola, onde nós vicentinos estamos inseridos? Na simplicidade, humildade, nós somos o dono da hospedaria que acolhe, que cuida das feridas daqueles que se encontram a margem da sociedade. A nossa missão nos chama a resgatar, reanimar as suas esperança, para que, aquele que sofre possa retomar a sua caminhada. O nosso coração deve ser compassivo, cheio de amor. O coração compassivo é um coração que sofre com o outro, se faz solidário com o outro, este coração compassivo é o coração do vicentino como o dono da hospedaria que acolhe no anonimato.

Jesus acolheu a todos como irmão no amor do Pai, e na sua acolhida generosa Ele manifestou o amor do criador e como verbo encarnado Ele é a grande comunicação de Deus com a humanidade. Jesus é a presença de Deus no meio de nós. Ele ao acolher os pobres, sofredores e marginalizados revelou a presença de um Deus amoroso compassivo e fiel. Um Deus que mantem a fidelidade com seu filhos e filhas. Nós como irmãos de Jesus, que nos propomos na nossa vocação e missão e nos comprometemos como está escrito em nossas regras, seguir a Jesus Cristo servindo ao pobres.

‘Jesus acolheu a todos como irmão no amor do Pai’
Foto: Renan Felix

E na acolhida ao pobres nós revelamos o próprio Deus, ou seja com a consciência da nossa vocação e missão Deus se revela em nós. Este mistério é profundo e só conseguimos viver este mistério na intimidade com Deus na oração e no serviço solidário aos sofredores.

Nós precisamos inflamar o coração de toda a Igreja e toda a sociedade para que Deus seja revelado em nós, pelos nosso gestos, atos e palavras. Nós somos um outro Cristo para aqueles a quem nós servimos e acolhemos. É a força do Espirito Santo que anima que torna a reviver o coração vicentino, que nos faz dar passos largos nessa história, para curar os corações feridos. E quando damos estes passos, nós vicentinos também somos curados.

Porque nós temos ainda nesse mundo muitos sofredores? Porque temos ainda muitos marginalizados? A família vicentina é aquela que contando com a presença de Deus, muda a realidade de sofrimento, de dor e a realidade social do chão em que estamos inseridos.

Não queremos ajuntar riquezas, porque o coração vicentino não é aquele que acumula, mas quer partilhar para que todos tenham uma vida digna e em abundancia, por isso o Vicentino está inserido na Igreja como portador da voz de Deus.

Somos aqueles que participamos ativamente da nossa comunidade eclesial, e em todos o movimentos e instituições que lutam pelos mais pobres, por isso estamos inseridos sendo voz profética de Deus.

Que sejamos neste dia animados pelo Espírito Santos de Deus, que é a luz que nos ilumina, que ele nos faça viver a nossa vocação com coerência e com um coração compassivo.

 

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Padre Welinton Martins

Fonte: http://www.cancaonova.com/portal/canais/eventos/novoeventos/cobertura.php?cod=2339&pre=6162&tit=Amar%20e%20servir%20a%20Deus%20no%20próximo

 

 


Rei dos Reis

agosto 28, 2009