O COLAR DE TURQUESAS AZUIS

setembro 6, 2009

Feliz aniversário atrasado Ismar

setembro 6, 2009

Gostaria muito de poder ter colocado este post no dia 04/09, mas não foi possível. Amigos do blog, vocês sabem que Deus se manifesta e usa instrumentos para nos atingir. E hoje, se esse blog é uma realidade e consegue atingir alguns corações, é porque Deus colocou uma pessoa como instrumento que primeiro atingiu o nosso amigo Jorge que teve a brilhante idéia de criar esse blog. Atingiu também, cada um de nós que fazemos parte desse círculo, batizado de Harmonia Celestial no 30º Encontro de Casais com Cristo realizado no ano de 2008 no Santuário São Francisco de Assis de Brasília-DF. O instrumento que lhes falo chama-se ISMAR, que aniversariou no último dia 04. Por isso, de coração Ismar: Que Deus lhe pague, lhe proteja, lhe abençoe, lhe dê forças, perseverança, saúde, paz, e que a paz de Jesus e o amor de Maria estejam sempre com você, sua esposa Iolanda e toda sua família.

PAZ E BEM

Kátia e Rogério.


ESTUDO DA LITURGIA: OS DIAS DA SEMANA E A DIVISÃO DAS FÉRIAS

setembro 6, 2009

estudo da liturgia

LITURGIA GERAL

CAPITULO IV.

O TEMPO SACRO

§ 64. OS DIAS DA SEMANA

257.    1. Nomes. O nosso domingo era chamado pelos israelitas primeiro dia depois do sábado (una = prima sabbati), os dias seguintes eram designados com o número ordinal. Este modo foi recebido pela Igreja, mas modificado quanto ao primeiro e último dia, que tomaram o nome de domingo e sábado. Além disso a Igreja acrescentou ao número ordinal o termo feria, falando da Feria secunda, Feria tertia. Quis significar que os clérigos devem deixar o cuidado das outras coisas para “feriar” só para Deus. (In festo S. Silvestri, 31 dec.)

Os pagãos falavam do dies soils, lunce, martis, mercurii, jovis, veneris et saturni, termos às vezes empregados também pelos s. padres dos primeiros séculos.

258.    2. Dias principais. São os dias que, ainda hoje, no ano eclesiástico têm uma posição especial na quaresma e nas quatro têmporas: a quarta-feira, a sexta-feira e o sábado.

A sexta-feira, tanto no Oriente como no Ocidente, foi consagrada à paixão de Jesus Cristo. Foi neste dia que o Senhor foi pregado na cruz para satisfazer por nossos pecados. Em sinal de luto e penitência guardava-se nele o jejum.

A quarta-feira lembra a traição de Judas, que neste dia vendeu o divino Redentor por 30 siclos. Esta circunstância motivou o jejum de penitência na quarta-feira.

O sábado era celebrado no Ocidente do mesmo modo que no Oriente. No Ocidente encontramos pelo fim do século III o uso de jejuar no sábado. Provavelmente tem a sua origem no fervor dos cristãos que estenderam o jejum da sexta-feira até ao sábado (superponere jejunium). Nestes três dias mencionados nem em Alexandria nem em Roma havia missa. Eram dias de estação (statio), dias alitúrgicos. Provavelmente feria só é a tradução do hebraico sabbatum, descanso. Pois S. Jerônimo (Ad Gal. II, 4; ML 26 p. 378) chama a quarta-feira cristã quartam sabbati.

259.    3. O sábado, ao menos desde o fim do século X , é consagrado à Maria Santíssima.

Durandus (IV, c. 1, n.° 30-35) alega os motivos seguintes, que com reserva merecem ser mencionados.

1. Achava-se numa igreja de Constantinopla uma imagem da Virgem SS., diante da qual pendia uma cortina que a cobria toda. Esta cortina desaparecia na sexta-feira depois das vésperas sem alguém a tocar, só por um milagre de Deus, para que a imagem pudesse ser vista totalmente pelo povo. Depois das vésperas do sábado a cortina cobria outra vez a imagem e ficava assim até à sexta-feira seguinte. Por causa deste milagre determinou-se cantar sempre neste dia em honra da SS. Virgem.

2. Quando o Senhor estava morto e os discípulos desesperaram da ressurreição, naquele sábado só nela ficou toda a fé. Ela estava certa de que Cristo era filho de Deus e havia de ressurgir no terceiro dia.

3. O sábado é a porta do domingo, portanto a porta do céu, cujo símbolo é o domingo. Ora, Maria é a porta do céu. Por isto a festejamos no dia que precede o domingo.

4. A solenidade do filho (sexta-feira) deve seguir-se imediatamente a solenidade da mãe.

5. Convém que no sábado, em que Deus descansou da sua obra, haja alguma solenidade.

Quanto à 1ª razão é preciso notar que uma crença popular e ingênua pode ser a causa próxima de uma devoção fundada em motivos sólidos. A 2ª razão dificilmente se compõe com a promessa de que S. Pedro nunca havia de vacilar na fé. Bento XIV (de fest. c. 5, n. 8) diz: “Nem todos os teólogos defendem a sentença de que os apóstolos perderam a fé, a qual era firme só na Virgem SSma. Pois Pedro, negando a Cristo, não cometeu outra falta além de ter medo de confessar a Cristo aberta e livremente. A sua alma contudo estava isenta de qualquer erro. Nem Cristo teria encomendado sua mãe caríssima a S. João, se ele tivesse perdido a fé.” (Suarez, de fide disp. 9. sect. 3.)

O mesmo papa (de fest. B. M. V. I. II c. 18 n. 2) escreve: Belarmino observa que Madalena estava abrasada de grande fogo de caridade como se vê em Jo. 19 e 20. Ora, a caridade não se pode separar da fé. Até acrescenta: Parece ser perigoso dizer que só na Virgem SSma. ficou a verdadeira Fé. Desta maneira a Igreja teria perecido. Pois uma pessoa não pode ser chamada Igreja, porquanto a Igreja é um povo e o reino de Cristo. (Bellarm. t. II. controvers. 1. ‘3, de eccl. mil . c. 17.)

A 4ª razão será a decisiva. Começou-se a jejuar na sexta-feira e continuou-se em honra da mãe. Stabat iuxta crucem fesu Mater eius. (Jo 19, 25.)

No Liber sacramentorurn do séc. VIII para cada dia da semana está assinalada uma missa votiva própria. Pois não havendo muitas festas de santos não era possível evitar a repetição da missa do domingo. Para aliviar a devoção pela mudança das fórmulas da missa e para achar auxílio nas necessidades por missas especiais formou-se o costume, fixado mais tarde por Pio V, de consagrar os dias da semana ao culto de Deus trino e dos santos segundo a dignidade indicada na ladainha de todos os santos: Deus, Maria, José e Apóstolos.

O domingo está consagrado à SS. Trindade, com preferência considerada na unidade da essência divina.

A segunda-feira, sendo Maria SS. venerada no sábado, dedicou-se à SS. Trindade, considerada expressamente na trindade das Pessoas divinas, a terça-feira aos anjos, que têm o terceiro lugar, a quarta-feira aos apóstolos que ocupam o quarto lugar no céu. Com o conhecimento mais profundo da dignidade de São José superior à dos apóstolos, a ele se deu o quarto lugar, logo depois dos anjos, e a sua missa votiva (1883) foi marcada também para a quarta-feira. A quinta-feira sempre esteve dedicada à SS. Eucaristia, a sexta-feira à cruz, o sábado à Maria SSma.

A missa do Espírito Santo se reservou para a quinta-feira, dia este, em que se realizou a ascensão de Jesus Cristo, de que dependia essencialmente a abertura da porta celestial e por conseguinte a descida triunfal do Espírito Santo. (lo 16, 7, Pref. de Sp. S.) A segunda-feira é o dia das almas.

O ensejo desta instituição parece ser uma suposta revelação divina em que se afirma ter outorgado Nosso Senhor aos condenados repouso de seus tormentos todos os domingos em honra de sua ressurreição. A notícia se acha no apocalipse apócrifo de São Paulo do séc. IV e tornou-se opinião muito espalhada. Com o correr dos séculos o privilégio dos condenados foi transferido para as almas do purgatório. Assim São Pedro Damião, seguindo, como ele diz, “a piedosa opinião de homens ilustres”, ensina que as almas do purgatório no domingo estão livres dos sofrimentos’ mas devem voltar para as penas na segunda-feira.

Por isso é mister socorrê-las neste dia. A Igreja, com a sua solicitude maternal, sem adotar esta opinião, prescreve, quando não obstam as rubricas, a oração “Fidelium” pelos defuntos e permite a missa conventual de réquie na segunda-feira. (Franz:Messe i. d. Mittel pág. 144 MI. 145 pág. 564; 427; Durand IV, 1 n. 29.) O fundamento dogmático decisivo para a Igreja é a comunhão dos santos. No domingo se comemora a Igreja triunfante, logo depois na segunda-feira a Igreja padecente, à maneira da festa de Todos os Santos e do dia de finados.

§ 65. DIVISÃO DAS FÉRIAS

260.   1. Segundo a dignidade, as férias dividem-se em férias maiores e menores. Maiores são as férias do advento, da quaresma, das quatro têmporas de setembro, da segunda-feira das Rogações.

As férias maiores são privilegiadas ou não privilegiadas. As privilegiadas são 7: A quarta-feira das cinzas e os 6 dias da semana santa (S. R. C. 1.0 nov. 1931). São preferidas a todas as festas.

As férias maiores não privilegiadas são preferidas somente às festas simples e vigílias, mas são comemoradas nos ofícios de 9 lições.

Menores ou per annum são todas as férias fora das férias maiores. Não tem comemoração, quando se celebra outro ofício.

261.   2. Ofício. A féria menor não tem I vésperas, principia, portanto, pelas matinas e termina com as vésperas e completas do dia.

Precede um simplex, as vésperas são da féria respectiva, porquanto o simplex não tem II vésperas. Segue-se urna festa, embora simplex, o ofício da féria termina com a noa, e as vésperas são da festa seguinte, sem comemoração da féria. Ocorre um simplex ou simplificado numa féria maior, as vésperas do dia anterior são da féria, como no saltério, com comemoração do simplex ou simplificado. Pois não se rezam as vésperas de um ofício, que na sua maior parte é simplificado. Pars maior trahit minorem.

262.   3. Composição do ofício ferial. Invitatório, hino, os 9 salmos e antífonas (omitido o versículo do 1º, 2º noturno) e o versículo do 3º noturno da féria respectiva. Lições e responsórios do próprio do tempo; no fim da 3ª lição no tempo da páscoa — Te Deum, o qual fora deste tempo e na segunda-feira das rogações se omite. Nas laudes se rezam nas férias menores as antífonas e salmos da 1ª série; no advento, no tempo entre a setuagésima até à semana santa, nas vigílias comuns (exceto a vigília da ascensão), nas quatro têmporas, da 2ª série.

263.   A capítula da féria respectiva. A oração, se não houver própria, é a do domingo precedente. O sufrágio, fora do advento e do tempo da paixão (no tempo pascal commemoratio crucis), se não houver comemoração de um duplex, de uma oitava, ou de um oitavo dia simplex, item na sexta-feira depois da oitava da ascensão e na vigília de pentecostes.

As preces feriais recitam-se no advento, na quaresma até à semana santa, inclusive, nas quatro têmporas, mesmo se se fizer a comemoração de uma oitava, de um duplex ou semiduplex (A. B. VIII, 3).

264.   4. A prima é rezada como está indicado no ordinário e saltério.

a) Se nas laudes se tomou a 2ª série, a prima tem além dos 3 salmos costumados um quarto salmo, a saber, o primeiro da 1ª série de laudes, que havia sido omitido e substituído pelo Miserere.

b) A capítula é: Pacem; só nos dias de domingo antecipado e do tempo pascal: Regi.

c) Se houver preces feriais nas laudes, há-os também na prima; se não, há dominicais.

5. Terça, sexta, noa como no ordinário e saltério. Preces feriais, se houver na prima.

6. Vésperas como no ordinário, saltério, e próprio do tempo. Sufrágio e preces feriais como nas laudes.

7. Completas como no ordinário e saltério. Preces como na prima.

 Fonte: http://www.derradeirasgracas.com/4.%20CURSO%20DE%20LITURGIA%20-%20Pe.%20Reus/LITURGIA%20-%20PARTE%20III.%20.htm#64.%20OS%20DIAS%20DA%20SEMANA