Fé – Roberto Carlos

março 22, 2010

O RELÓGIO DA PAIXÃO: 04:00 ÀS 05:00 hs. O SINÉDRIO ENTREGA JESUS A MORTE.

março 22, 2010

O RELÓGIO DA PAIXÃO
DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO.

 04:00 ÀS 05:00 hs. O SINÉDRIO ENTREGA JESUS A MORTE.

 … O Filho do Homem será entregue aos príncipes dos sacerdotes e aos escribas. Eles o condenarão à morte. (Mt 20, 18)

OS PRÍNCIPES DO POVO SE REÚNEM PARA ENTREGAR JESUS A MORTE

Chegando a manhã, todos os príncipes dos sacerdotes e os anciãos do povo reuniram-se em conselho para entregar Jesus à morte. (Mt 27, 1)

Ao amanhecer, reuniram-se os anciãos do povo, os príncipes dos sacerdotes e os escribas, e mandaram trazer Jesus ao seu conselho. Perguntaram-lhe: Dize-nos se és o Cristo! Respondeu-lhes ele: Se eu vo-lo disser, não me acreditareis; e se vos fizer qualquer pergunta, não me respondereis. Mas, doravante, o Filho do Homem estará sentado à direita do poder de Deus. Então perguntaram todos: Logo, tu és o Filho de Deus? Respondeu: Sim, eu sou. Eles então exclamaram: Temos nós ainda necessidade de testemunho? Nós mesmos o ouvimos da sua boca. (Lc 22, 66-71)

O SUICÍDIO DE JUDAS

Fique deserta a sua habitação e não haja quem nela habite… (Sal 68, 26) – Que outro receba seu cargo… (Sal 108, 8)

Ele jogou então no templo as moedas de prata, saiu e foi enforcar-se. (Mt 27, 5)

Judas, o traidor, vendo-o então condenado, tomado de remorsos, foi devolver aos príncipes dos sacerdotes e aos anciãos as trinta moedas de prata, dizendo-lhes: Pequei, entregando o sangue de um justo. Responderam-lhe: Que nos importa? Isto é lá contigo! Ele jogou então no templo as moedas de prata, saiu e foi enforcar-se. Os príncipes dos sacerdotes tomaram o dinheiro e disseram: Não é permitido lançá-lo no tesouro sagrado, porque se trata de preço de sangue. Depois de haverem deliberado, compraram com aquela soma o campo do Oleiro, para que ali se fizesse um cemitério de estrangeiros. Esta é a razão por que aquele terreno é chamado, ainda hoje, Campo de Sangue. Assim se cumpriu a profecia do profeta Jeremias: Eles receberam trinta moedas de prata, preço daquele cujo valor foi estimado pelos filhos de Israel; e deram-no pelo campo do Oleiro, como o Senhor me havia prescrito. (Mt 27, 3-10)

Pai Nosso…, Ave Maria…, Glória ao Pai…

Pela sua dolorosa Paixão; tende Misericórdia de nós e do mundo inteiro.

Meu Jesus, perdão e Misericórdia, pelos méritos de Vossas santas Chagas.

            Segundo as Visões de Anna Catharina Emmerich:

Judas aproxima-se da casa do tribunal

         Judas, tomado de desespero, impelido pelo demônio, vagueara pelo vale Hinom, no lado íngreme, ao sul de Jerusalém, lugar onde se jogava o lixo, ossos e cadáveres; enquanto Jesus estava no cárcere, ele veio aproximar-se da casa do tribunal de Caifás. Rodeava-a, espreitando; ainda lhe pendia, preso ao cinto, o prêmio da traição, as moedas de prata encadeadas num molho.

A noite já se tornara silenciosa e o infeliz perguntou aos guardas, que não o conheciam, o que seria feito do Nazareno. Responderam-lhe: “Foi condenado a morte e será crucificado”. Ainda ouviu outros falarem entre si que Jesus fora tratado tão cruelmente e sofrera tudo com paciência e resignação; ao amanhecer seria levado outra vez perante o Supremo Conselho, para ser condenado solenemente. Enquanto o traidor colhia cá e lá essas notícias, para não ser reconhecido, amanheceu o dia e já se via muito movimento dentro e em redor da casa. Então, para não ser visto, retirou-se Judas para os fundos da casa; pois fugia dos homens como Caim e o desespero tomava-lhe cada vez mais posse da alma.

Mas eis o que se lhe apresentou ante os olhos: – Achou-se no lugar onde tinham trabalhado preparando a cruz; lá estavam as várias peças já arrumadas e entre elas, envolvidos nos cobertores, estavam os operários dormindo. Por sobre o monte das Oliveiras cintilava a pálida luz da manhã; parecia tremer de horror, ao ver o instrumento da nossa salvação. Judas, ao deparar essa cena, fugiu, preso de horror: vira o madeiro do suplício, para o qual vendera o Senhor. Escondeu-se, porém, nos arredores, esperando pelo fim do julgamento da madrugada.

O julgamento de Jesus na madrugada

         Ao romper do dia, quando já clareara, reuniram-se novamente Anás e Caifás, os anciãos e os escribas, na grande sala do tribunal, para uma sessão perfeitamente legal; pois o julgamento feito durante a noite não era válido e era considerado apenas um depoimento preparatório das testemunhas, porque urgia o tempo, por causa da festa iminente. A maior parte dos membros do conselho passaram o resto da noite na casa de Caifás, seja em aposentos contíguos, seja na própria sala do tribunal, onde foram colocados leitos para esse fim. Muitos, entre eles Nicodemos e José de Arimatéia, chegaram ao romper do dia. Foi uma assembléia numerosa e em cuja ação houve muita precipitação.

         Como os membros do conselho se incitassem uns aos outros a condenar Jesus à morte, levantaram-se Nicodemos, José de Arimatéia e alguns outros contra os inimigos de Jesus, exigindo que a causa fosse adiada até depois da festa, para não provocar tumultos; também porque não se podia basear um julgamento justo sobre as acusações até então proferidas, por serem contraditórios os depoimentos das testemunhas.

Os sumos sacerdotes e seu partido forte irritaram-se com essa oposição e deixaram ver claramente aos adversários que estes também eram suspeitos de favorecerem a doutrina do Galileu e que por isso naturalmente não lhes agradava esse julgamento, porque se dirigia também contra eles mesmos; assim decidiram eliminar do Conselho todos que eram a favor de Jesus; esses, porém, protestaram contra tal processo e, declarando-se alheios a tudo que o Conselho ainda decidisse, retiraram-se da sala do tribunal e dirigiram-se ao Templo. Depois desse fato, nunca mais tomaram parte nas sessões do conselho.

         Caifás, porém, mandou tirar Jesus do cárcere e conduzi-lo, fraco, maltratado e amarrado, como estava, diante do Conselho e preparar tudo de modo que depois do julgamento, pudessem levá-lo imediatamente a Pilatos. Os soldados correram tumultuosamente ao cárcere, lançaram-se com insultos sobre Jesus, desamarraram-no da coluna e tiraram-lhe o manto esfarrapado dos ombros, obrigaram-no, entre golpes, a vestir sua comprida túnica, ainda coberta de toda a imundície e amarrando-o de novo com as cordas pela cintura, conduziram-no para fora do cárcere. Isso foi feito, como tudo, com grande pressa e horrível brutalidade.

Conduziram-no como um pobre animal de sacrifício, entre insultos e golpes, através das fileiras dos soldados, que já estavam reunidos diante da casa, a sala do tribunal. Quando ele, horrivelmente desfigurado pelos maus tratos, pela extenuação e imundície, vestido apenas da túnica toda suja, apareceu diante do Conselho, o nojo aumentou ainda o ódio desses homens. Nesses corações duros de judeus não, havia lugar para a compaixão.

         Caifás, porém, cheio de escárnio e raiva de Jesus, que estava em pé diante dele, tão desfigurado, disse-lhe: “Se és o Cristo do Senhor, o Messias, dize-no-lo.” Jesus levantou o rosto e disse, com santa paciência e solene gravidade: “Se vo-lo disser, não acreditareis e se vos perguntar, não me respondereis, nem me dareis a liberdade; de hoje em diante o Filho do homem sentará a direita do poder de Deus.” Entreolharam-se então e com um riso de desprezo, disseram a Jesus: “És então o Filho de Deus:” Jesus respondeu, com a voz da verdade eterna: “Sim, é como dissestes, eu o sou”. A essa palavra de Nosso Senhor gritaram todos: “Que provas precisamos ainda? Ouvimo-lo nós mesmos da sua própria boca.”

         Levantaram-se todos, cobrindo Jesus de escárnio e insultos, chamando-o de vagabundo, miserável, de obscuro nascimento, que queria ser o Messias e sentar-se a direita de Deus, deram ordem aos soldados de amarrá-lo de novo, pôr-lhe uma cadeia de ferro em redor do pescoço, como aos condenados a morte, para levá-lo assim ao tribunal de Pilatos. Já antes tinham enviado um mensageiro ao Procurador, avisando-lhe que preparasse tudo para julgar um criminoso, porque deviam apressar-se, por causa da festa.

Ainda murmuravam contra o governador romano, por serem obrigados a levar Jesus ao tribunal do mesmo; porque, quando se tratava de coisas estranhas as leis da religião e do Templo, não podiam aplicar a pena de morte; querendo, pois, condenar Jesus com mais aparência de justiça, acusaram-no de crime contra o imperador, mas diante disso competia o julgamento ao governador romano.

Os soldados já estavam alinhados no adro e até fora da casa e muitos inimigos de Jesus já se tinham reunido diante da casa, com o populacho. Os sumos sacerdotes e parte do conselho abriam o séqüito, seguia-se depois o nosso pobre Salvador, entre os soldados e cercado da soldadesca e por fim toda a corja da população. Assim desceram do monte Sião a cidade baixa, onde ficava o palácio de Pilatos. Uma parte dos sacerdotes que assistiram ao Conselho, dirigiram-se ao Templo, onde nesse dia tinham muito serviço a fazer.

Desespero de Judas.

          Judas, o traidor, que não se tinha afastado muito, ouviu então o barulho do séqüito, como também as palavras de algumas pessoas, que seguiam de mais, longe; entre outras coisas disseram: “Agora vão levá-lo a Pilatos; o Conselho supremo condenou-o a morte; vai ser crucificado; também não pode mais viver, nesse horrível estado em que O deixaram os maus tratos. Tem uma paciência incrível, não diz nada, apenas que é o Messias e se sentará a direita de Deus; outra coisa não disse e por isso vai morrer na cruz; se não o tivesse dito, não O podiam condenar a morte, mas assim deve morrer. O patife que O vendeu, foi seu discípulo e pouco antes ainda comeu com ele o cordeiro pascal; eu não queria ter parte nesta ação; seja como for, o Galileu pelo menos nunca entregou um amigo a morte por dinheiro.

         “Deveras, esse patife de traidor merece também ser enforcado.” Então o arrependimento tardio, a angústia e o desespero começaram a lutar na alma de Judas. O demônio impeliu-o a correr. O molho das trinta moedas de prata, no cinto, sob o manto, era-lhe como uma espora do inferno; segurou-a com a mão, para que não fizesse tanto barulho, batendo-lhe na perna ao correr. Correu a toda a pressa, não atrás do cortejo, para lançar-se aos pés de Jesus, pedindo perdão ao Salvador misericordioso, não para morrer com Ele, nem para confessar a culpa diante de Deus; mas para se limpar diante dos homens da culpa e desfazer-se do prêmio da traição; correu como um insensato ao Templo, aonde diversos membros do supremo conselho como chefes dos sacerdotes em exercício e alguns dos anciãos se tinham dirigido, depois do julgamento de Jesus.

Olharam-se mutuamente, admirados e com um sorriso desprezível, dirigiram olhares altivos a Judas que, impelido pelo arrependimento do desespero e fora de si, correu para eles; arrancou o feixe das moedas de prata do cinto e, estendendo-lhes a mão direita com o dinheiro, disse, em tom de violenta angústia: “Tomai aqui o vosso dinheiro, com o qual me seduzistes a entregar-vos o Justo; retomai o vosso dinheiro e soltai Jesus; eu rompo o nosso pacto. Pequei gravemente, traindo sangue inocente.”

Mas os sacerdotes mostraram-lhe então todo o seu desprezo; retiraram as mãos do dinheiro que lhes oferecia, como se não quisessem manchar-se com o prêmio da traição, dizendo: “Que nos importa que pecasses? Se julgas ter vendido sangue inocente, é lá contigo; sabemos que o compramos de ti e julgamo-lo réu de morte; é teu dinheiro, não temos nada com isso, etc.”. Disseram-lhe essas palavras no tom que usam os homens que estão muito ocupados e querem livrar-se de um importuno e viraram as costas a Judas. Esse, vendo-se assim tratado, foi tomado de tal raiva e desespero, que ficou como louco; eriçaram-se-lhe os cabelos e rompendo com as duas mãos o molho das moedas de prata, espalhou-as com veemência no templo e fugiu para fora da cidade.

         Vi-o de novo, correndo como louco, no vale de Hinom e o demônio em figura horrível ao seu lado, segredando-lhe ao ouvido, para levá-lo ao desespero, todas as maldições dos profetas sobre esse vale, onde antigamente os judeus sacrificavam os próprios filhos aos deuses. Parecia lhe que todas essas palavras o indicavam com o dedo, dizendo, por exemplo: “Eles sairão para ver os cadáveres daqueles que contra mim pecaram, cujo verme não morre, cujo fogo não se apaga”. Depois lhe soou aos ouvidos: “Caim, onde está Abel, teu Irmão? Que fizeste? O sangue de teu irmão clama a mim; agora, pois, serás maldito sobre a terra, vagabundo e fugitivo”.

Quando chegou a torrente doe Cedron e olhou na direção do monte das Oliveiras, estremeceu e virou os olhos. Então ouviu de novo as palavras: “Amigo para que vieste? Judas, é com um beijo que entregas o Filho do homem:” Então um imenso horror lhe penetrou no fundo da alma, confundiram-se-lhe os sentidos e o inimigo segredou-lhe ao ouvido: “Aqui sobre o Cedron, fugiu também Davi diante de Absalão; Absalão morreu pendurado numa árvore; Davi referia-se também a ti no salmo: “Retribuíram o bem com o mal, ele terá um juiz severo;  Satanás estará a sua direita, todo o tribunal o condenará; os seus dias serão poucos; outro lhe receberá o episcopado; o Senhor recordar-se-á sempre da maldade dos seus pais e dos pecados de sua mãe, porque sem misericórdia perseguiu os pobres e matou os aflitos; ele amava a maldição e esta virá sobre ele; revestia-se da maldição como de uma veste, como água lhe entrou ela nos intestinos, como óleo nos ossos; como uma veste o cobre a maldição, como um cinto que o cinge eternamente”. 

Entre esses terríveis remorsos da consciência, chegara Judas a um lugar deserto, pantanoso, cheio de lixo e imundície, a sudeste de Jerusalém, ao pé do monte dos Escândalos, onde ninguém o podia ver. Da cidade se ouvia ainda mais forte o tumulto e o demônio disse-lhe: “Agora O conduzem a morte; vendeste-o; sabes o que está escrito na lei? “Quem vender uma lama entre seus irmãos, os filhos de Israel, morrerá. Acaba com isto, miserável, acaba com isto!” Então tomou Judas desesperado o cinto e enforcou-se numa árvore que crescia em vários troncos, numa cavidade daquele lugar. Quando se enforcou, rebentou-se-lhe o ventre e os intestinos caíram-lhe sobre a terra.

 Fonte: http://www.derradeirasgracas.com/3.%20Vários%20Assuntos/O%20relógio%20da%20Paixão/O%20SINÉDRIO%20ENTREGA%20JESUS%20A%20MORTE.%2004%2000.htm


março 22, 2010

Durante nossa reunião na noite deste domingo (21/03/2010), nossa irmã do círculo azul, Tita, recebeu a notícia do falecimento de seu irmão de sangue ANACLETO SUASSUNA, o que nos deixou bastante abalados. Queremos nos solidarizar com o casal Tita e Neno e todos os seus famíliares.Pedimos orações para que o Senhor acolha o ANACLETO e console todos os seus familiares. Que este vídeo possa ajudá-los neste momento.


CURA DOS RELACIONAMENTOS ENTRE CASAIS

março 22, 2010

Cura dos relacionamentos entre casais

Quanto mais amor, menos cobrança

Todos nós sempre temos algum problema de relacionamento com alguém. Pedro e Paulo brigaram. Durante o caminho os apóstolos discutiam quem seria o maior.

Jesus é o Mestre dos relacionamentos. Muitas vezes, temos a imagem equivocada da pessoa que está ao nosso lado, por isso, há os desentendimentos.

Todo cônjuge faz a promessa de não abandonar o outro sob nehuma condição. Lembremos que Pedro também disse que estaria pronto para ir com o Senhor, tanto para a prisão como para a morte. No entanto, ele O negou! Ele não foi desonesto quando disse que morreria por Jesus.

Essa pessoa que casou com você, também fez juras de amor e não estava mentindo. Mas você pode até dizer: “Cadê a sua palavra? Você é homem ou não?” Talvez você tenha visto aquele sacerdote ardoroso abandonando o sacerdócio e muitos dizem: “Eu não acredito mais em padre”. Por que isso acontece? Porque somos de barro; essa é a realidade.

Reflita: Como é seu olhar para aquele que o traiu? É olhar de condenação? Ou olhar de acolhimento? São Paulo diz: “Quem julga que está de pé cuidado para não cair”.

Jesus escolheu Pedro para ficar no seu lugar a fim de dizer: “Vocês que caminham atrás dele são como ele”. Somos de barro, por isso que Cristo não se apavora.

Que maravilhava se o casal dissesse diante da traição: “Assim como você caiu eu posso cair”. Mas dizem: “Eu nunca te traí”. Pode até ser que o homem não tenha arrumado outra mulher; nem a mulher, outro homem, mas e nos outros sentidos da vida?

“Voltando-se o Senhor, olhou para Pedro. Então Pedro se lembrou da palavra do Senhor: Hoje, antes que o galo cante, negar-me-ás três vezes. Saiu dali e chorou amargamente” (Lucas 22, 61-62).

Jesus olhou para Pedro e, graças a esse olhar, este chorou amargamente. Esse olhar o salvou. Como é seu olhar para aquele que o traiu? É olhar de condenação? Ou olhar de acolhimento? Cristo diz que com a mesma medida com que medirmos os outros, seremos medidos. Por isso precisamos exercer essa misericórdia. O Senhor disse, através do Seu olhar, para o apóstolo: “Eu sei quem tu és”.

Na vida de casado, o ato sexual é o fechamento do amor total. O amor começa em âmbito espiritual, no interior da pessoa, na sua interioridade e se expande para o psiquismo, onde entra o esforço de ir ao encontro do outro sem cobrar. No entanto, o que mais se vê entre os casais é cobrança, já se casa cobrando o outro. Atitude de amor é atitude de querer o bem do outro. Não é só querer o bem ao outro, mas do outro. Se eu o amo, eu tenho força interior para querer o bem do outro; no momento em que entra a cobrança não é amor.

O amor começa em âmbito espiritual. O homem começa a sentir atração por uma mulher e vice-versa, eles começam a sentir o impulso na mente de ir ao encontro do outro para querer o bem. O namoro é a etapa em que o casal começa a ter comunhão de pessoa. Ao se olharem reciprocamente começam a perceber o que está no interior do outro; é uma fase de conhecimento. “Como você viveu?” “Quais os traumas você teve?” “Como é sua família?” Vão se conhecendo e vai havendo a comunhão entre ambos. Depois dessa comunhão eles vão co-habitar no matrimônio e se tornam uma só carne.

Quanto mais amor, menos cobrança. Quanto mais cobrança, menos amor. Se você que é casado decide viver essa realidade [de não cobrar o outro], seu casamento vai dar certo.

Nenhum casal deve tirar a aliança para que sempre se lembre de que fez uma aliança não para cobrar, mas para se doar. Como viver isso? Vejam como vocês cuidam dos filhos, tudo é de graça, vocês não exigem nada deles, só se consomem por eles. Amor total, cobrança zero!

Por que muitas mulheres amam mais os filhos que o marido? Porque os ama gratuitamente. Você mulher, você homem, pense nisso: “Vou fazer para meu cônjuge o que faço para meu filho”. E você vai ver como o relacionamento vai mudar.

Aqui está a cura dos relacionamentos: “Por isso o homem deixa o seu pai e sua mãe para se unir à sua mulher; e já não são mais que uma só carne” (Gênesis 2, 24); e no Evangelho de São Marcos, Jesus completa: “Por isso, deixará o homem pai e mãe e se unirá à sua mulher” (Marcos 10,7).

Deixar não é só sair de casa, é ir deixando para trás as marcas, as feridas que cada um recebeu de sua casa. Muitas mulheres não se dão bem no casamento porque tiveram um pai alcoólatra, mulherengo, por isso a receita é “deixará” (cf. Mc 10,7), para que você vá se curando das feridas que você trouxe de sua casa.

O amor que vocês sentiram não é uma farsa, mas algo que Deus lhes deu. É deixar tudo que receberam de negativo, é todo um caminho, um processo, para que dia após dia vocês procurem recordar as feridas recebidas de casa, de forma as deixarem para trás.

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Padre Alir Sanagiotto, SCJ

Pe. Alir Sanagiotto Ordenado sacerdote em 19/09/87, é membro da Congregação dos padres do Sagrado Coração de Jesus. Dedica-se de forma preferencial na escuta, no aconselhamento e no trabalho psicoespiritual dos fiéis. blog: http://blog.cancaonova.com/padrealir

Fonte: http://www.cancaonova.com/portal/canais/formacao/internas.php?e=11789