Acampamento PHN 11 anos – Dunga

abril 30, 2010

ORAÇÃO PARA PEDIR A BENÇÃO DE MARIA PARA SUA CASA

abril 30, 2010

ORAÇÃO PARA PEDIR A BENÇÃO DE MARIA PARA SUA CASA
(DOM ÁVILA 1984, EX-ARCEBISPO MILITAR DO BRASIL, FALECIDO EM 14/11/2005)

            Ó Senhora da Conceição Aparecida, nossa Rainha e bondosa Mãe, abençoai esta nossa casa, amparai nossa família e livrai, todos os que aqui habitam, de todos os males, das doenças, dos acidentes, de todos os perigos que possam afligir o nosso corpo e a nossa alma.

 

            Fazei reinar aqui a concórdia, a união, o respeito.

 

            Ao vosso Coração Imaculado, consagramos nossa família. Seja esta casa uma Casa de Nazaré, uma lugar de paz, alegria e felicidade. Todos aqui cumpram a vontade de Deus, pela oração diária e leitura da Palavra do Senhor, pela missa de cada domingo e por uma vida de amor e caridade.

 

            Ó Virgem Maria, Senhora nossa, fazei que um dia este lar que na terra a vós pertence, seja reconstituído no céu onde será nossa eterna morada.

PROTEGEI-NOS – GUARDAI-NOS – SALVAI-NOS


MARCIO MENDES – Sorrindo pra Vida – JOAO 6, 28-36 – cancaonova.com

abril 29, 2010

Programa exibido no dia 24 de junho de 2009.

Parte 1

Parte 2

Parte 3

Parte 4

Parte 5

Parte 6


O SENHOR SEMPRE COLOCA SINAIS EM NOSSO CAMINHO

abril 29, 2010

Catequese de Bento XVI

Sobre dois santos sacerdotes.

28.04.10: Cidade do Vaticano.

Queridos irmãos e irmãs,

Estamos caminhando rumo à conclusão do Ano Sacerdotal e, nesta última quarta-feira de abril, desejo falar de dois santos Sacerdotes exemplares na própria doação a Deus e no testemunho de caridade, vivido na Igreja e pela Igreja, pelos irmãos mais necessitados: São Leonardo Murialdo e São José Benedito Cottolengo. Do primeiro recordamos os 110 anos da morte e 40 anos da canonização; do segundo, começaram as celebrações pelo 2º centenário de Ordenação sacerdotal.

Murialdo nasceu em Turim, em 26 de outubro de 1828: é a Turim de São João Bosco, do próprio São José Benedito Cottolengo, terra fecundada por tantos exemplos de santidade de fiéis leigos e sacerdotes. Leonardo é o oitavo filho de uma família simples. Ainda criança, juntamente com seu irmão, entrou no colégio dos Padres Escolápios de Savona para o curso elementar, a escola média e o curso superior; ali encontraram educadores preparados, em um clima de religiosidade fundado sobre uma séria catequese, com práticas de piedade regulares.

Durante a adolescência viveu, no entanto, uma profunda crise existencial e espiritual, que o levou a antecipar o retorno à família e a concluir os estudos em Turim, inscrevendo-se no biênio de Filosofia. O “retorno à luz” aconteceu – como ele conta – depois de alguns meses, com a graça de uma confissão geral, na qual redescobriu a imensa misericórdia de Deus; amadureceu, então, aos 17 anos, a decisão de se tornar sacerdote, como resposta de amor a Deus que o havia aferrado com seu amor.

Ele foi ordenado em 20 de setembro de 1851. Exatamente nesse período, como catequista do Oratório do Anjo da Guarda, foi conhecido e apreciado por Dom Bosco, que o convenceu a aceitar a direção do novo Oratório de São Luís em Porta Nuova, cargo que ocupou até 1865. Ali, teve contato também com os graves problemas dos mais pobres, visitou as suas casas, desenvolvendo uma profunda sensibilidade social, educacional e apostólica, que o levou, em seguida, a dedicar-se a autonomamente a múltiplas iniciativas em favor da juventude. Catequese, escola, atividades recreativas foram os fundamentos de seu método educativo no Oratório. Sempre Dom Bosco o quis consigo em ocasião das Audiências concedidas pelo Beato Pio IX, em 1858.

Em 1873, fundou a Congregação de São José, cujo fim apostólico era, desde o início, a formação da juventude, especialmente aquela mais pobre e abandonada. O ambiente de Turim daquele tempo era marcado pelo intenso surgimento de obras e atividades caritativas promovidas por Murialdo até sua morte, em 30 de março de 1900.

Apraz-me sublinhar que o núcleo central da espiritualidade de Murialdo é a convicção do amor misericordioso de Deus; um Pai sempre bom, paciente e generoso, que revela a grandeza e a imensidão da sua misericórdia através do perdão. Essa realidade São Leonardo a experimentou em nível não intelectual, mas existencial, mediante o encontro vivo com o Senhor. Ele sempre se considerou um homem agraciado por Deus misericordioso: por isso, viveu o sentido alegre da gratidão ao Senhor, a serena consciência do próprio limite, o desejo ardente de penitência, o empenho constante e generoso de conversão. Ele via toda a sua existência não apenas iluminada, guiada, apoiada por esse amor, mas continuamente imersa na infinita misericórdia de Deus.

Escreve em seu Testamento espiritual: “A tua misericórdia me envolve, ó Senhor … Como Deus está sempre em toda a parte, assim está sempre em toda a parte o amor, está sempre em toda a parte a misericórdia”. Recordando o momento de crise que teve na juventude, observou: “Eis que o bom Deus desejava fazer resplandecer ainda a sua bondade e generosidade de um modo todo singular. Ele não apenas me admitiu novamente em sua amizade, mas chamou-me a uma escolha de predileção: chamou-me ao sacerdócio, e isso apenas alguns meses após meu retorno a ele”.

São Leonardo viveu, por isso, a vocação sacerdotal como dom gratuito da misericórdia de Deus com sentimento de gratidão, alegria e amor. Escreveu ainda: “Deus me escolheu! Ele me chamou, eu fui mesmo forçado à honra, à glória, à felicidade inefável de ser seu ministro, de ser ‘um outro Cristo’ … E onde estava eu quando me procurou, meu Deus? No fundo do abismo! Eu estava lá, e Deus lá veio me procurar; lá Ele fez-me entender sua voz ….”.

Sublinhando a grandeza da missão do sacerdote, que deve “continuar a obra da redenção, a grande obra de Jesus Cristo, a obra do Salvador do mundo”, isto é, aquele de “salvar almas”, São Leonardo recordava sempre a si mesmo e aos irmãos a responsabilidade de uma vida coerente com o sacramento recebido. Amor de Deus e amor a Deus: foi essa a força de seu caminho de santidade, a lei de seu sacerdócio, o significado mais profundo do seu apostolado entre os jovens pobres e a fonte da sua oração.

São Leonardo Murialdo abandonou-se com confiança à Providência, cumprindo generosamente a vontade divina, no contato com Deus e na dedicação aos jovens pobres. Desta forma, uniu o silêncio contemplativo com o ardor inestancável, a fidelidade aos deveres de cada dia com a genialidade das iniciativas, a força nas dificuldades com a serenidade do espírito. Essa é a sua estrada de santidade para viver o mandamento do amor, a Deus e ao próximo.

Com o mesmo espírito de caridade viveu, quarenta anos antes de Murialdo, São José Benedito Cottolengo, fundador da obra por ele próprio chamada de “Pequena Casa da Divina Providência” e chamada hoje também de “Cottolengo”. No próximo domingo, na minha Visita pastoral a Turim, terei a oportunidade de venerar as relíquias desse santo e encontrar os hóspedes da “Pequena Casa”.

José Benedito Cottolengo nasceu em Bra, cidade na província de Cuneo, em 3 de maio de 1786. Primogênito de 12 filhos, dos quais seis morreram na infância, mostrou desde a infância grande sensibilidade para com os pobres. Abraçou a via do sacerdócio, imitado também por dois irmãos. Os anos de sua juventude foram aquelas da aventura napoleônica e das conseqüentes perturbações no campo religioso e social.

Cottolengo tornou-se um bom padre, procurado por muitos penitentes e, na Turim daquele tempo, pregador de retiros e conferências a estudantes universitários, onde alcançava sempre um notável sucesso. Na idade de 32 anos, foi nomeado cônego da Santíssima Trindade, uma congregação de sacerdotes que tinha a tarefa de oficiar na Igreja de Corpus Domini e de dar decoro às cerimônias religiosas da cidade, mas ele sentia-se inquieto naquela sistematização. Deus o estava preparando para uma missão particular, e, através de um encontro inesperado e decisivo, lhe fez compreender qual seria o seu futuro destino no exercício do ministério.

O Senhor coloca sempre sinais em nosso caminho para guiar-nos, segundo a Sua vontade, ao nosso verdadeiro bem. Para Cottolengo, isso aconteceu, de modo dramático, na manhã de domingo, 2 setembro de 1827. Proveniente de Milão, chega a Turim uma diligência, lotada como nunca antes vista, que se encontrava abarrotada por toda uma família francesa em que a mulher, com cinco filhos, estava em estado de gravidez avançada e com febre alta. Após perambular por vários hospitais, aquela família encontrou alojamento num dormitório público, mas a situação da mulher agravou-se e alguns foram em busca de um padre.

Por um misterioso projeto, cruzaram-se com Cottolengo, e foi exatamente ele, com o coração pesado e oprimido, a acompanhar à morte essa jovem mãe, bem como a agonia de toda a família. Após ter realizado essa tarefa dolorosa, com dor em seu coração, colocou-se diante do Santíssimo Sacramento e orou: “Meu Deus, por quê? Por que me quis como testemunha? O que quer de mim? Necessito fazer alguma coisa!” Levantando-se, fez soar todos os sinos, acender as velas, e acolhendo os curiosos na igreja disse: “A graça aconteceu! A graça aconteceu!”. A partir daquele momento, Cottolengo foi transformado: todas as suas capacidades, especialmente a sua habilidade econômica e organizacional, foram utilizadas para dar vida a iniciativas de sustento aos mais necessitados.

Ele soube envolver em sua missão dezenas e dezenas de colaboradores e voluntários. Movendo-se rumo à periferia de Turim para expandir o seu trabalho, criou uma espécie de vila, em que a cada edifício que pôde construir atribuiu um nome significativo: “casa da fé”, “casa da esperança”, “casa da caridade”. Colocava em prática o estilo das “famílias”, constituindo verdadeiras e próprias comunidades de pessoas, voluntários e voluntárias, homens e mulheres, religiosos e leigos, unidos para afrontar e superar em conjunto as dificuldades que se apresentavam.

Todos naquela Pequena Casa da Divina Providência tinham uma tarefa específica: quem trabalhava, quem rezava, quem servia, quem instruía, quem administrava. Sãos e doentes compartilhavam todos o mesmo peso do cotidiano. Também a vida religiosa especificou-se no tempo, de acordo com as necessidades e exigências particulares. Pensou também em um próprio seminário, para a formação específica dos sacerdotes da Obra. Esteve sempre pronto a seguir e servir a Divina Providência, nunca questioná-la. Dizia: “Sou um covarde e nem sequer sei o que estou fazendo. A Divina Providência, no entanto, sabe certamente o que deseja. A mim, cabe somente concordar. Avanti in Domino”. Para os seus pobres e necessitados, definia-se sempre como “o trabalhador da Divina Providência”.

Além das pequenas cidadezinhas, desejou fundar também cinco mosteiros de irmãs contemplativas e um de eremitas, e lhes considerou entre as realizações mais importantes: uma espécie de “coração” que devia bater para toda a Obra. Morreu em 30 de abril de 1842, pronunciando estas palavras: “Misericórdia, Senhor; Misericórdia, Senhor. Boa e Santa Providência … Virgem Santa, agora cabe a Vós”. A sua vida, como escreveu um jornal da época, foi toda “uma intensa jornada de amor”.

Queridos amigos, esses dois santos Sacerdotes, dos quais apresentei alguns traços, viveram o próprio ministério no dom total da vida aos mais pobres, aos mais necessitados, aos últimos, encontrando sempre as raízes profundas, a fonte inesgotável da própria ação no relacionamento com Deus, atraídos por seu amor, na profunda convicção de que não é possível exercitar a caridade sem viver em Cristo a na Igreja. A sua intercessão e seu exemplo continuam a iluminar o ministério de muitos sacerdotes que se gastam generosamente por Deus e pelo rebanho a eles confiado, e ajudam cada um a doar-se com alegria e generosidade a Deus e ao próximo.

Fonte: Boletim da Sala de Imprensa da Santa Sé.

Extraído do site: http://www.derradeirasgracas.com/3.%20Papa%20Bento%20XVI/Catequese%20de%20Bento%20XVI%20Sobre%20dois%20santos%20sacerdotes..htm


PADRE LÉO E SUA PRIMEIRA COMUNHÃO

abril 28, 2010

AS GRANDEZAS DE MARIA SANTÍSSIMA NA BÍBLIA

abril 28, 2010

AS GRANDEZAS DE MARIA SANTÍSSIMA NA BÍBLIA

1 – Que a Santa Mãe do Divino Salvador tenha recebido de Deus prerrogativas que Lhe são exclusivas, é verdade que se deduz de várias passagens da Bíblia. Para o provar, vamos examinar os vários textos sagrados, que a Ela se referem.Note-se desde já que a Bíblia abre-se e se fecha (Gên. 3,15 – Apoc.12,1) sob o signo da Mulher vitoriosa e bendita, sempre em luta com o dragão.

2 – Eis alguns textos áureos da Bíblia Sagrada:

a)”Porei inimizade entre ti e a Mulher, e entre a tua descendência e a dEla. Ela te esmagará a cabeça, e tu tentarás ferir o seu calcanhar”. (Gên. 3,15)

Comentário: o texto acima é a 1ª profecia da vinda do Salvador feita por Deus logo após a queda de nossos primeiros pais. Nele, ao grupo dos vencidos (Adão e Eva) Deus contrapõe o grupo dos vencedores (Jesus e sua Mãe). – A “descendência da mulher” (no original: sêmen, prole), é, num 1º plano, Jesus Cristo; e, num 2º plano, são todos os remidos que correspondem à graça da Redenção. – O termo “Ela”, como sujeito de “esmagará”, se refere diretamente à “prole”, a Jesus. Mas, será através da natureza humana de Cristo, recebida de Maria, que o poder de Satã será quebrado por Cristo unido à sua Mãe. Logo, também Ela, a “Mulher invicta” desta profecia, com o seu Filho, quebrará a cabeça de Satã. – O termo “inimizade” indica a incompatibilidade absoluta entre Cristo e sua Mãe de um lado, e Satã e os seus aliados, do outro; indica ainda a vitória completa de ambos sobre o Maligno.

b) Dois textos de Isaías:”Eis que a Virgem conceberá e dará à luz um Filho, o Emanuel (Deus conosco)”. (Is. 7,14) “Nasceu-nos um menino …Ele será Deus forte …”. (Is. 9,5)

c) Outros textos de S. Lucas:”Ave, ó cheia de graça…” (Lc. 1,28);”…darás à luz um Filho, e Lhe porás o nome de Jesus; (…) Ele será Filho do Altíssimo” (Lc. 1,32); e “Filho de Deus” (Lc. 1,35); “Bendita és tu entre as mulheres; ( …) donde me vem a dita de vir a mim a Mãe de meu Senhor?”. (Lc. 1,42-43)

– Esses textos sagrados destacam as várias grandezas singulares de Nossa Senhora:

3 – A Maternidade Divina: É evidente: – 1º ) no texto “a”, a descendência da Mulher (sêmen, prole) é, no 1º plano, Jesus Cristo. E então a “mulher singular” da profecia é a sua verdadeira Mãe. E como Cristo é Deus, Ela pode e deve chamar-se Mãe de Deus.

2º) Confirma-se isso com os textos da letra ‘b’ (Is. 7,14), pois “a Virgem” é predita aí como a verdadeira Mãe do Emanuel (Deus conosco), portanto, Mãe de Deus.

3º) O mesmo afirmam os textos da letra “c” (Lc. 1,31-32;1,42-43), pois aí se declara que Maria Santíssima é a verdadeira Mãe “do Filho do Altíssimo”,”do Filho de Deus” e a “Mãe de meu Senhor”.

– Argumento de razão – Podemos e devemos chamar a Virgem Maria “Mãe de Deus” porque o objeto-termo de toda maternidade é a pessoa. Não se diz que a mãe é mãe da natureza do filho, mas da sua pessoa. E a Pessoa, em Cristo, é a 2ª da Santíssima Trindade, o Filho de Deus. Na Virgem Maria se realiza, pois, este mistério: ser Ela, ao mesmo tempo, “Mãe de Deus e de Deus filha”. Ela participa do mistério do seu Filho que é “Deus e Homem ao mesmo tempo”.

– Maternidade espiritual – também. De fato, como no 2º plano, aquela “Mulher” é Mãe da “prole” também no sentido de “descendência”, Maria Santíssima é Mãe espiritual dos remidos. O que o próprio Jesus na Cruz confirmou, na pessoa de São João, ao dizer à sua Mãe: “Mulher, eis aí o teu filho”. São João, então, representava a todos os remidos.

– Medianeira – também. Realmente, como Deus deu às mães, como ofício próprio da maternidade, prover o alimento dos filhos, assim Cristo, ao dar à sua Santa Mãe o ofício da maternidade espiritual, deu-Lhe também todas as graças necessárias para a salvação de seus filhos espirituais. Senão esse título seria meramente nominal. Ela é, pois, Medianeira de todas as graças de Cristo para nós.

4 – A Imaculada Conceição – Essa prerrogativa é conseqüência da primeira. Destinada a ser Mãe verdadeira e virginal de Cristo-Deus, não podia Ela ter contato com o pecado. Ademais, se a alguém fosse dado poder escolher a própria mãe, não escolheria a mais virtuosa, a mais pura, a mais santa? E Jesus não só pôde escolher a Sua Mãe, mas criá-lA, pois é Deus. Ele A fez, pois, imaculada, isenta de toda a culpa original. É a razão de conveniência.

Mas, essa verdade está contida no próprio texto da Bíblia (Gên. 3,15), pois aí se prediz para o futuro Salvador e para a sua Mãe, uma inimizade total com Satã, que implica derrota total deste. Isso é incompatível com a condição de quem tivesse estado, por um momento sequer, sob o pecado e, pois, sob o poder do Maligno. É claro que isso pressupõe a concepção imaculada, não só de Cristo-Homem, mas também de sua Santa Mãe.

5 – O ofício de Corredentora – Também está contida no texto de Gên. 3,15 a verdade de que aquela Mulher invicta, posta por Deus em total inimizade com o Demônio, ia participar de todos os sofrimentos e lutas do futuro Redentor. De fato, a Virgem Maria participou da Paixão de Jesus no grau máximo, sofrendo em união com Ele as dores mais atrozes, oferecendo-O a Deus Pai como Vítima por nós. Ela sacrificou-Lhe também o direito natural de Mãe sobre o próprio Filho. Todos esses sacrifícios já estavam incluídos na aceitação da maternidade divina. Ela cooperou voluntariamente para nossa Redenção.

6 – A Assunção corpórea ao céu – A vitória de Cristo sobre Satã, o pecado e a morte foi realizada na Paixão e Morte na Cruz, mas se tornou completa e patente com a sua Ressurreição e Ascensão ao Céu. Ora, o texto do Gênesis associa inseparavelmente o Messias e a sua Mãe na mesma luta e na mesma Vitória final e completa. Ora, a vitória de Maria Santíssima não seria completa se o seu corpo imaculado e virginal tivesse ficado sujeito à corrupção do sepulcro. Jesus Cristo não o permitiu, mas A elevou ao Céu em corpo e alma, no fim de sua vida. Assim cumpriu-se plenamente aquela magnífica profecia.

RESPONDENDO OBJEÇÕES

8 Os protestantes não cessam de injuriar a Jesus, rebaixando a sua Santa Mãe à condição de uma mulher comum, pela interpretação errônea que dão a alguns textos.

Vejamos na Bíblia como isso é falso: – No encontro de Jesus no Templo, Ele não argüiu a Sua Mãe de não saber que Ele “devia cuidar dos interesses de seu Pai”. (Lc. 2,49) Não era esse o sentido das suas palavras no contexto. Era antes o seguinte: “Não sabeis que devo estar no que é de meu Pai ?” (sentido literal) Assim, era normal que sua Mãe entendesse a resposta no sentido de “ficar morando no Templo”, a exemplo de Samuel. Por isso, em Lc. 2,50 lemos: “Eles não entenderam o que Jesus lhes dissera”.

9 – Em Caná, a Mãe de Jesus Lhe informou ter acabado o vinho para os convidados. Jesus respondeu usando a expressão semítica (da língua hebraica): “Mulher, que há entre mim e ti?” E acrescentou: “A minha hora ainda não chegou”. (Jo.2,4) A expressão usada por Jesus tem um sentido próprio daquela língua.

De fato, verificou-se que ela foi usada, pelo menos seis (6) vezes na Bíblia do Anigo Testamento, nas quais se supõe resposta negativa: “não há nada”; uma ou outra vez, indica que “não há nada” porque há oposição; as outras indicam que as partes estão de acordo. (Cf. 2 Reis 3,13; 2 Sam.16,10; 19,22; Jz. 11,12; 1 Reis 17,18; 2 Crôn. 35,21)

Note-se que essas citações conferem com a tradução literal da frase latina:”Quid mihi et tibi est?” = “Que há entre mim e ti?”, sem as acomodações ao nosso modo de falar, como por ex., “Que nos importa isso a mim e a ti?”, ou “Que queres de mim ?”, como hoje se costuma fazer.

Em Caná é claro o sentido de pleno acordo quanto ao fato da providência solicitada (o milagre), com pequena restrição quanto à sua oportunidade. Daí Jesus dizer: “a minha hora ainda não chegou”. Mas antecipou essa hora, e fez o milagre, atendendo a intenção caritativa de sua Santa Mãe.

10 – Quanto ao apelativo“Mulher”, dizem os peritos da língua que Jesus falava, o aramaico, que tem um sentido respeitoso equivalente a “Senhora”. E que dizer do acento de respeito desta palavra na boca de Jesus ao dirigir-se à sua Santa Mãe! Sobretudo no contexto de Caná e da Cruz. Jesus, o melhor dos Filhos, deve ter-Se dirigido à sua santa Mãe com acentuado carinho e respeito filiais. Nesse contexto, tal apelativo lembra ainda a “Mulher” da profecia do Gênesis. (3,15) Então, Jesus Se projeta ao lado de sua Mãe como dando cumprimento àquela profecia.

11 – Por fim, Jesus pregava numa casa cheia de gente. Avisam-Lhe que lá fora estão sua Mãe e os seus (chamados) irmãos. (primos-Ver ?F. C. nº 12) Jesus responde:”Minha Mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem a palavra de Deus e a põem em prática”. (Lc. 8,21) É claro que Jesus não está negando à sua Santa Mãe a honra de ser a primeiríssima entre os ouvintes e praticantes da palavra de Deus, antes o supõe, e é seu principal título de glória. O mesmo se diga de Lc.11,27-28.

Fonte: http://www.espacomaria.com.br/?cat=8&id=1670


Acampamento PHN 11 anos – Eliana Ribeiro – Espera no Senhor

abril 27, 2010