PADRE FABIO DE MELO – Não viver para os outros

setembro 13, 2010

Fonte: http://www.youtube.com/watch?v=m6HuEucaiQE


SOMENTE A FÉ TRANSFORMA O EGOÍSMO EM ALEGRIA

setembro 13, 2010

ÂNGELUS do PAPA BENTO XVI.

SOMENTE A FÉ TRANSFORMA O EGOÍSMO EM ALEGRIA

12.09.10 – Castel Gandolfo, – Bento XVI presidiu, ao meio-dia, à oração do Angelus. Na alocução que precedeu a oração mariana, o Santo Padre, dirigindo-se aos fiéis, peregrinos e turistas reunidos no pátio interno da residência pontifícia de verão de Castel Gandolfo, destacou o Evangelho deste domingo, no qual São Lucas, no capítulo 15, narra as três “parábolas da misericórdia”.

“Quando Jesus fala do pastor que vai atrás da ovelha perdida, da mulher que busca a dracma, do pai que vai ao encontro do filho pródigo e o abraça, não são apenas palavras, elas constituem a explicação de seu próprio ser e agir” (Enc. Deus caritas est, 12) – observou o Papa.

De fato, continuou, o pastor que encontra a ovelha perdida é o próprio Senhor que assume sobre si, com a Cruz, a humanidade pecadora para redimi-la. Além disso, na terceira parábola, o filho pródigo é um jovem que, obtida a herança do pai, “parte para um país distante e lá gasta o seu patrimônio vivendo de modo dissoluto” (Lc 15, 13).

O Pontífice continuou recordando os passos da conhecida parábola que preparam a volta do filho pródigo à casa paterna, destacando o modo misericordioso como o filho é acolhido pelo pai, que – cheio de alegria – com festa celebra o seu retorno.

Dito isso, o Santo Padre ressaltou:

“Caros amigos, como não abrir o nosso coração à certeza de que, mesmo sendo pecadores, somos amados por Deus? Ele jamais se cansa de vir ao nosso encontro, percorre sempre por primeiro o caminho que nos separa d’Ele.”

Bento XVI frisou que o livro do Êxodo nos mostra como Moisés, com súplica confiante e audaz, conseguiu, por assim dizer, fazer com que Deus passasse do trono do juízo ao trono da misericórdia (cfr 32, 7-11.13-14).

“O arrependimento é a medida da fé e graças a ele se retorna à Verdade”, observou o Papa, citando, em seguida, o que escreve o Apóstolo Paulo: “Obtive misericórdia, porque agi por ignorância, na incredulidade” (1 Tm 1, 13).

Voltando à parábola do filho que retorna “para casa”, notamos que quando o filho mais velho aparece indignado pelo acolhimento festivo reservado ao irmão – observou o Pontífice – é sempre o pai que vai ao encontro deste a suplicá-lo: “Filho, tu estás sempre comigo, e tudo o que é meu é teu” (Lc 15, 31).

“Somente a fé pode transformar o egoísmo em alegria e restabelecer relações justas com o próximo e com Deus” – observou o Papa.

“Era preciso que festejássemos e nos alegrássemos, pois esse teu irmão estava morto e tornou a viver; ele estava perdido e foi reencontrado”, completou, citando Lc 15, 32.

Em seguida, o pensamento do Papa voltou-se para a sua XVII viagem apostólica internacional, que na próxima quinta-feira o levará ao Reino Unido:

“Peço a todos que me acompanhem com a oração nessa viagem apostólica. Confiemos à Virgem Maria, cujo nome santíssimo hoje celebramos na Igreja, o nosso caminho de conversão a Deus.”

Na saudação, em várias línguas, aos diversos grupos de fiéis presentes, o Santo Padre, dirigindo-se aos francófonos, recordou sua visita ao Reino Unido.

Ressaltando a sua satisfação em visitar esse grande país, destacou que ali presidirá à cerimônia de beatificação do Cardeal John Henry Newman.

“Que a sua personalidade e o seu ensinamento sejam para a nossa época e para o ecumenismo uma fonte de inspiração à qual todos nós possamos recorrer.”

Por fim, o Pontífice evocou aos peregrinos de língua espanhola a figura do frade Leopoldo de Alpandeire, no século, Francisco Sánchez Marquez, beatificado hoje em Granada, na Espanha:

“A vida deste simples e austero religioso capuchinho é um canto à humildade e à confiança em Deus e um modelo luminoso de devoção a Nossa Senhora.”

Bento XVI concedeu a todos a sua Bênção Apostólica.

Nosso colega Alberto Goroni entrevistou alguns dos presentes em Castel Gandolfo para a oração dominical do Angelus com o Santo Padre. Entre eles, o sacerdote da Arquidiocese de Florianópolis, SC, Pe. Hélio Luciano, que nos falou sobre a expectativa acerca da visita do Papa ao Reino Unido.

Fonte: Rádio Vaticano.

Fonte: http://www.derradeirasgracas.com/3.%20Papa%20Bento%20XVI/SOMENTE%20A%20FÉ%20TRANSFORMA%20O%20EGOÍSMO%20EM%20ALEGRIA%20.htm


QUAL O PROPÓSITO DA BÍBLIA

setembro 13, 2010

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Qual o propósito da Bíblia

Nenhuma biografia tem transformado tantas vidas como a vida de Jesus

O fator mais importante – que classifica a Bíblia como o livro mais singular – é a influência que ela tem sobre a vida dos homens. Embora a Sagrada Escritura seja um grande tesouro com respeito à sua contribuição para humanidade em literatura, filosofia e história, o maior valor deste livro se encontra na grande influência que exerce sobre as pessoas. Através de suas páginas o homem se vê exposto à sua verdadeira condição diante de Deus; a Palavra de Deus é como uma espada que penetra até os pensamentos e propósitos do homem e o convence de seus pecados diante do Todo-poderoso (cf. Hb 4:12). “Porque a Palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração”).

Santo Agostinho era um homem indisciplinado e libertino em sua juventude, porém, sua mãe orava por ele enquanto ele crescia. Depois de levar uma vida dissoluta por muitos anos, certo dia, com trinta e um anos de idade, ao ler a Bíblia debaixo de uma figueira, chegou ao trecho que diz “Andemos dignamente, como em pleno dia, não em orgias e bebedices, não em impudicícias e dissoluções, não em contendas e ciúmes, mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo, e nada disponhais para a carne, no tocante às suas concupiscências” (Rm 13:13-14). Essas palavras o convenceram dos seus pecados e ele se arrependeu diante do Senhor e se tornou um servo de Cristo.

No curso da história, muitas pessoas famosas foram movidas a crer em Cristo e a ler a Sagrada Escritura. O imperador francês Napoleão, após ter sido derrotado e exilado na ilha de Santa Helena, confessou que embora ele e outros grandes líderes tivessem fundado seus impérios com uso da força, Jesus Cristo edificou Seu Reino com amor. E também confessou que embora pudesse reunir seus homens em torno dele em prol de sua própria causa, ele teria de fazê-lo falando-lhes face a face, enquanto, por dezoito séculos [na época], incontáveis homens e mulheres se dispuseram a sacrificar, com alegria, a própria vida por amor a Jesus Cristo, sem tê-Lo visto sequer uma vez.

A razão pela qual muitos se dispuseram a deixar tudo para seguir a Cristo e ser martirizados por causa d’Ele é que eles O viram revelado na Bíblia. Esse livro sagrado tem sido a fonte de inspiração para que muitos creiam em Nosso Senhor Jesus Cristo. E embora muitos reis, imperadores e governantes tenham tentado, nos últimos dois mil anos, erradicar a Bíblia, a começar pelos imperadores romanos do primeiro século até os governos ateus deste século, nenhum poder sobre a terra tem conseguido abalar a atração do homem por esse livro sagrado e pela Pessoa maravilhosa que ele revela. O Cristo revelado na Bíblia continua hoje tão vivo como há dois mil anos. Nenhuma biografia de homem sobre a terra tem transformado tantas vidas como a vida de Jesus Cristo o faz.

A Bíblia existe para que possamos compreender, temer, respeitar e amar a Deus sobre todas as coisas, assim ela se denomina a si mesma como a Sagrada Escritura: “E desde a infância conheces as Sagradas Escrituras e sabes que elas têm o condão de te proporcionar a sabedoria que conduz à salvação, pela fé em Jesus Cristo. Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra” (cf. II Tm 3,15-17).

A revelação principal da Bíblia é a vida; o diabo veio para matar, roubar e destruir, mas Jesus Cristo veio para que aqueles que n’Ele cressem, e por Ele vivessem, tenham vida e vida em abundância. “O ladrão vem somente para roubar, matar e destruir; eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância” (João 10,10). Por isso, quando lemos a Bíblia, devemos entrar em contato com o Senhor Jesus, orando para que Ele nos dê revelação da palavra lida.

“Tomai também o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus; com toda oração e súplica, orando em todo tempo no Espírito e para isto vigiando com toda perseverança e súplica por todos os santos” (Ef 6,17-18). E orando também para que sejamos capacitados pelo Espírito Santo para viver a Palavra de Deus, e não só apenas conhecê-la em nossa mente, pois o simples fato de conhecermos a Bíblia não nos faz cristãos; os judeus cometeram esse erro, pois eles examinavam as Escrituras, mas não conheciam a Pessoa de Cristo. “Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim. Contudo, não quereis vir a mim para terdes vida” (Jo 5,39-40). Isso pode ser mais bem compreendido ao analisarmos o versículo de II Coríntios, 3,6: “O qual nos habilitou para sermos ministros de uma nova aliança, não da letra, mas do espírito; porque a letra mata, mas o espírito vivifica”.

Não devemos tomar a Bíblia como um livro comum, apenas para nos trazer algum conhecimento a nossa mente, mas devemos tomá-la como um livro de vida, contatando o Senhor Jesus, através da oração, para que Ele nos conceda algo vivo em Sua Palavra, ou seja, algo que traga uma lição prática para o nosso viver no dia a dia, pois a intenção de Deus, revelada na Sagrada Escritura, não é apenas a salvação do nosso espírito, como também a salvação de todo o nosso ser, para que consigamos viver coletivamente na Igreja, que é comparada ao Corpo e à Esposa de Cristo: “O qual deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade” (I Tm 2,4). “O mesmo Deus da paz vos santifique em tudo; e o vosso espírito, alma e corpo sejam conservados íntegros e irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo” (I Ts 5,23). “Ora, vós sois corpo de Cristo; e, individualmente, membros desse corpo” (I Cor 12,27). “Alegremo-nos, exultemos e demos-lhe a glória, porque são chegadas as bodas do Cordeiro, cuja esposa a si mesma já se ataviou” (Ap 19,7).

Padre Anderson Marçal
http://blog.cancaonova.com/padreanderson

08/09/2010 – 08h25

Fonte: http://www.cancaonova.com/portal/canais/formacao/internas.php?e=12003