SALLETE FERREIRA – SE DEUS É POR NÓS

dezembro 6, 2010

MULHER FORTE E A SUA RECOMPENSA

dezembro 6, 2010
 
A mulher forte deve examinar os atalhos de sua casa, e ter os olhos abertos sobre tudo quanto se passa interior e exteriormente. Semelhante a um pássaro é necessário que não abandone o ninho da família, ou que adeje em volta dele para examinar e temer as precauções necessárias. Os criados, os filhos, as pessoas que entram ou saem, as mil pequeninas coisas do lar doméstico, nada deve escapar-lhe.
Esta vigilância deve ser exata, mas doce e afetuosa, pois é deste modo que a mulher forte corrige, e tempera o que pode haver de amargo nas advertências e correções que tenha a fazer. Para o cumprimento destes deveres urge uma continua atividade. Pois o sábio disse que “a mulher forte não come o seu pão na ociosidade.”. Madruga, ordena tudo, e preside a todas as coisas: como a abelha industriosa atua tanto mais, quanto mais gosta de esconder-se na colméia do seu interior, sendo muito diferente dessas mulheres levianas, cuja vida é passada a conversar, a sonhar, a fazer visitas, muitas vezes inúteis, e a ler obras frívolas, senão perigosas ou más. Uma doce recompensa espera a mulher forte: é muitas vezes tardia, mas coroa pelo menos os últimos anos da sua vida. As virtudes que a adornam, talvez que por muito tempo desconhecidas, acabam por ser apreciadas, e, cedo, ou tarde, seu marido e seus filhos se reúnem em volta dela e a saúdam com respeito, como o centro do seu amor, a raiz da sua vida e da sua felicidade: Surrexerunt filli ejus, et beatissimam praedicaverunt: vir ejus et laudavit eam. Há então uma grande alegria no coração da mãe e da esposa, pois tendo semeado nas lágrimas, ceifa agora nos júbilos. Hoje, senhoras, terminamos estas conferências, talvez que demasiado longas, sobre a mulher forte, e vamos comentar os últimos versículos que me têm servido de texto. “Muitas meninas juntaram riquezas, mas foram por vós excedidas.” O comentário deste texto impõe-nos a obrigação de resumir as numerosas e admiráveis qualidades da mulher forte, e isto será um como ramo destas instruções. A mulher forte está na família como um navio carregado de ricas mercadorias; por sábias economias, por uma inteligente atividade e pelo seu hábil sentido nos negócios, aumenta o patrimônio da família e faz prosperar as rendas das suas terras e dos seus capitais; sabe, de tal modo prever e combinar, que nada lhe falta em casa, que todas as previsões são em abundância e que nada tem a recear dos rigores das estações, nem da desventura do tempo: – Nom tomebit domui suae a frigoribus nivis; mesmo sob este ponto de vista, pode dizer-se que a mulher forte tem uma superioridade notável sobre todas as outras mulheres: Tu supergressa es universas. Semelhante a mãe de São Gregório Naziano “ela é de tal modo ocupada nos interesses terrestres, que parece esquecer Deus; e, todavia, de tal modo se une a Ele, que parece estranha ao mundo.” (Greg. Naz. Orat. XVIII.) Mas não está nisso o principal tesouro da mulher forte. Possui uma rica superioridade de natureza, e, todos os dias com o socorro da graça, aumenta este capital divino. Ela enriqueceu o espírito com todos os conhecimentos que podem ser úteis ao seu sexo, ou que o ornamentam; tem no coração uma fonte perene de nobres e puros sentimentos, de afeições divinas, de vista elevadas e de generosos projetos; e o seu caráter compõe-se de graça e de dignidade, de doce amenidade e de elevação temperada pela simplicidade. Todo o seu ar nos parece formado de cambiantes delicadas em que cada cor oposta completa uma outra cor, e cuja reunião é um deslumbrante quadro de virtudes amáveis e de encantos, misturados de austera gravidade. É como o navio elegante e forte, que navega no alto mar, mundo de velas e de mastros, com leme de um sábio piloto. É feliz a sua derrota, e quando entra no porto, espera-a a família na praia, a saúda-a com amor e com o justo sentimento de altivez, que deve inspirar uma mãe tão perfeita e tão venerável. Ela constitui a glória de seu marido, sustenta-o nos pesares, recebe no coração as lágrimas que ele derrama e transforma-as em rosas de afeição; é para ele uma fonte de bons conselhos e de sábia apreciação dos homens e das coisas, e, sob este ponto, completa a inteligência do homem. Com o seu delicadíssimo tato e a sua fina observação descobre os tramas ocultos em toda a parte e adivinha, muitas vezes o que não poderia ser evitado no momento de perigo. Pela doce influencia do seu espírito e do seu coração corrige as asperezas do caráter do homem, arredonda os ângulos e dá-lhe ao espírito e aos modos um cunho de maior distinção, ou, pelo menos, subtrai à sua natureza o que fatigaria a vista do mundo, ou atritasse nos contatos: – Nobilis in portis vir ejus. Quantos homens se têm aperfeiçoado assim, nas suas relações da alma com uma mulher virtuosa, e nas aproximações da vida quotidiana, em que uma pedra fina e delicada sabe gastar e polir a mole que ela toca! Assim, o coração do marido deposita nela inteira confiança e não carece outras riquezas, porque tudo encontra no coração de sua mulher, a ali repousa em paz: – Confidit in ea cor viris ui et spoliis nom indigebit. A mulher forte é também para seus filhos uma fonte de bons conselhos e sábias advertências. Aperfeiçoa todos os dias, a vida que lhes deu, do mesmo modo que o jardineiro cultiva e desenvolve com amor a planta que fez nascer no céu canteiro. Ela dirige-lhes a parte superior da alma para o céu, e, no entanto, deixa-lhes tomar raiz sobre a terra, a fim de que possam cumprir um dia a missão que Deus lhe confiar. Vigi-os com contínua ansiedade e uma terna inquietação, corrige-os com afeição, corta-lhes os ramos inúteis ou perigosos e dá a seiva o andamento regular, e a prudente direção que evita os desvios e nada deixa incompleto. Em todas as ocasiões difíceis ou delicadas, a mulher forte é o apoio de sua casa: na desgraça desenvolve uma rara energia e torna-se para todos o rochedo inabalável às bordas do oceano, em que se podem amarrar os restos do navio. Conheceis a mulher forte? Tendes a felicidade de ser admitidas mais ou menos, a sua intimidade? Que riqueza lhe deveis descobrir todos os dias! Que veios de ouro, desconhecidos do vulgo! Que bondade no coração! Que finura no espírito! Que benevolência nas ocasiões! Que paciência nas minuciosidades! Que resignação serena e forte nas dores da vida! Que luz intensa e doce na inteligência! Que calor na alma! E que nobreza no coração! Sim, se conheceis a mulher forte, ide muitas vezes, saquear as flores de seu jardim secreto, e voltareis dizendo que as suas riquezas excedem as riquezas de todas as outras mulheres: Multae filiae congregaverunt divitias; tu supergressa es universas. Mas, sobretudo, que tesouros descobrireis se puderdes penetrar no santuário da mulher forte, no lugar abençoado e oculto, que parece tocar o céu! Que perfume de piedade nesse oratório íntimo! Que suave profunda união com Deus! É ali que vereis a geração divina de todo o bem que se opera nesta alma escolhida, para, em seguida, se derramar nas obras de zelo religioso, de maternal dedicação e de benevolência social. Vós sois a fonte primária que rega todo o jardim, que aperfeiçoa e refresca todas as qualidades da ordem natural, e que arrasta nas suas águas sementes de virtudes, que nunca a natureza poderia produzir. Semelhante à montanha dos Períneos, que dá nascimento a uma multidão de fontes variadas, que a mão do Criador, criou de propósito para a cura de numerosas doenças, a piedade esclarecida da mulher forte, é, para ela, uma fonte de mil veios diversos, em que todo o seu ser se retempera todos os dias, e que se torna alternativamente princípio de cura e de energia vital, princípio de força, de doçura, de sabedoria, de amor, de inteligência, de serenidade, de paciência e de resignação. Ah! Se sempre vos fosse dado conhecer os segredos dessa alma, e, sobretudo, os segredos da parte elevada, que está em comunicação direta com céu, com que alegria, misturada de uma santa inveja, não exclamarieis: – As outras mulheres poderão juntar algumas riquezas, mas nada é comparável aos tesouros amontoados pela mulher forte: – Multae filiae congregaverunt divitias, tu supergressa es universas. “A graça é enganadora – continua o Espírito Santo- e a beleza é vã: a mulher que teme o Senhor é a que será louvada.” Como é de uso nosso, não depreciarmos os dons do Criador, repetiremos ainda que a beleza, em si, é uma preciosa qualidade, e que vem de Deus, como tudo o mais que neste mundo se chama esplendor, bondade e verdade. “Senhor – dizia Santo Agostinho- Vós que sois o bem e o belo por excelência, Vós em que e por quem subsiste tudo o que é bom e belo.” (Soliloq., 1. I, c.3.) – “Toda a bondade da criatura – diz outro santo Padre, – é uma imagem da ternura de Deus pelos homens, e uma prova visível da bondade do Criador.” (Basil. Selenc. Orat. 12, nº 1,) – “É também uma coisa maravilhosa – acrescenta São João Clímaco – ver a alma pura servir-se, como de uma escada para ir a Deus, de quanto é muitas vezes para outros uma ocasião de rupinas.” (Grad., 15) Ninguém me acusará, pois, de depreciar os dons de Deus; mas no estado de decadência, esse dom de Deus que se chama a beleza, não se torna muitas vezes uma grande vaidade, um laço, um engano, um perigo? É certo que entre os objetos visíveis nada há que mais faça lembrar a grandeza e a beleza de Deus, do que um nobre caráter da mulher, do que uma alma elevada e virtuosa, cujo corpo é o esplêndido vestuário que a cobre. Mas como é raro tomarem-se as coisas por este lado, e como teve razão o sábio em dizer “que a graça é enganosa, e como a beleza é vã!” É vã e enganosa, principalmente porque passa com rapidez. É a flor matinal, é a flor que desabrocha da aurora e se emurchece à tarde. Daqui, entre muitas pessoas, o enfado de envelhecer, o qual se lhes torna insuportável: antes quereriam ser assadas lentamente. As rosas estiolam-se em breve, mas essas, ao menos, têm o espírito da sua situação: porque tão depressa murcham como se escondem e desaparecem. Acontece sempre o mesmo com as rosas da humanidade? Quantas não têm dado lugar a esta espiritual nota de são Francisco de Sales: – “Zomba-se sempre dos velhos, quando querem fazer-se bonitos; é uma loucura que só é suportável na mocidade.” (Vida devota, c. 25) Tristes ilusões da vida! Uma mulher nova ou é ou se julga bela; mas após algumas primaveras, é uma rosa que empalidece, sem que ela o veja, porque o seu espelho e os seus olhos a enganam. Envelhece: que digo eu? É já velha, segundo os outros, e falo da velhice das coisas exteriores a qual importa pouco à alma justa. Mas, entretanto, julga-se sempre na estação das flores; e quando alguém a vê passar com ingênua confiança na estrela da sua mocidade recorda involuntariamente a palavra do santo arcebispo de Gênova: “A graça é enganadora e a beleza é vã”, porque muitas vezes, ambas elas, se convertem num perigo. No estado de justiça original, a beleza não era para alma sempre pura, mais que a imagem da beleza de Deus, imagem que descia do céu, e nos transportava depois às regiões elevadas; era também o espelho em que as perfeições da alma inocente vinham refletir-se com visível expressão. Após a queda a tendência da alma para com as coisas inferiores, a beleza tornou-se um laço, e o cristão deve marchar com cautela á margem dos precipícios. Sem dúvida nada é necessário de aflitivo e de escrupuloso; o receio do perigo provoca-o muitas vezes, o temor da vertigem pode dá-lo. Quando o coração é simples e a intenção reta, é preciso ir redondamente e lembrar a frase do Apóstolo: – “Tudo é ouro nas consciências puras: – Omni munda mundis.” (Tit. 1-15) E muitas vezes, como notou São João Clímaco, e, antes dele muitos outros Doutores, a alma justa acha assunto para louvar a Deus e ocasião para se elevar até Ele, aonde as outras encontram uma tentação e uma queda. Isto recorda-me o pensamento de um moralista que dizia: – “Quando apanho conchas e encontro pérolas, tomo estas e abandono aquelas.” (Pensamento de Joubert) Mas pessoas há quem têm, pelo contrário, o talento de abandonar as pérolas, guardando somente as conchas, e algumas vezes a lama que as sustenta. A beleza é ainda vã, porque, segundo notam vários filósofos e o testemunho da experiência, acontece muitas vezes que ela é o apanágio das pessoas sem juízo. É italiano o seguinte provérbio: A beleza e a loucura convivem em ternura. Que quereis senhoras? A natureza nem sempre é um marasmo injusto, dando a uns, e recusando tudo aos outros: são necessárias muitas compensações e recompensas para as pessoas feias. Estou longe de querer que a fealdade seja um prêmio e uma condição da virtude; mas de fato, quantas pessoas que, deserdadas sob o ponto de vista da beleza física, são riquíssimas em qualidades morais, e que fazem valer admiravelmente este fundo primitivo! As suas feições não são regulares, a sua fisionomia é privada das cores perfeitamente esbatidas que formam o que se chama a beleza do mundo; mas têm a alma maravilhosamente dotada: são cheias de juízo, sábias, prudentes e virtuosas. Todas estas qualidades interiores formam um como ramo, cujas raízes estão dentro, e cujas flores, projetando-se na fisionomia constituem, aos olhos do verdadeiro observador uma beleza muito superior a outra, a beleza de uma alma nobre e reta, “que se expande sobre todos os órgãos com os perfumes de uma flor divina: – Virente subtantia virtutis, decorum illud tanquam flos emicat.” (Santo Ambrósio, De offic. 1.I) – Mas “a beleza numa mulher que não tem senso – diz o Espírito Santo – é como um anel de outro nas narinas de um animal, que não pode nomear-se aqui em latim: Circulas aureus in naribus suis, mulier pulchra et fatua.” (Prov. XI, 22). A beleza finalmente é vã, porque segundo o trágico grego, “a beleza de uma mulher não a auxiliou nunca a reter o coração de um esposo, enquanto que a virtude tem sido sob este ponto de vista, útil a um grande número delas.” (Eurípedes) Não, senhoras, não é a beleza a que prende o coração; pode atraí-lo um momento, mas a retirada é súbita quando ela é só. Deus estimou muito o coração do homem para lhe permitir que se entregasse completamente, que se desse sempre por uma coisa tão vã como a beleza das formas exteriores. Ainda mesmo que Ele o quisesse, o coração do homem não pode dar-se assim: há nele instintos superiores que reagem energicamente, e esses instintos podem conduzi-lo até a vergonha de si próprio, na hora da decepção, em que encontra a verdade, em que nada acha que seja digno de si, na retaguarda dessa estátua animada, cuja inteira riqueza é o que a Bíblia chama “uma graça enganadora e uma beleza vã.” O que verdadeiramente encanta o coração do homem, o que o seduz de um modo constante, são as qualidades do espírito, é a virtude doce e firme, a amenidade de todos os instantes, a paciência a toda a prova, a força suave nas contrariedades da vida; é, sobretudo, a profunda piedade, a piedade esclarecida, cuja prática aperfeiçoa e salvaguarda todas as belas qualidades da mulher, lhe eleva o caráter e a virtude a uma altura, que a natureza abandonada às suas próprias forças não atingiria nunca. A mulher verdadeiramente cristã é na sua casa, “um como vaso de ouro sólido, ornado de toda a espécie de pedras preciosas: – Quasi vasa uri solidum, omni lapide pretioso ornatum.” (Eccl., L,10.) Então já não é um vão ornamento destinado a agradar alguns dias, nem um instrumento de prazeres e de cansaços frívolos ou maus; é alguma coisa santamente bela, é uma imagem sagrada da bondade e da beleza de Deus, é o vaso de ouro precioso, cujo metal brilha tanto mais, quanto mais profundamente se cava, e de que as pérolas da sua ornamentação são tanto mais valiosas quanto mais parte tomam num todo perfeitamente sólido: – Quasi vas auri solidum. É a mulher assim, modelo de perfeição verdadeira, que o Espírito Santo destina todos os Seus elogios: – Mulier timens Dominum ipsa laudabitur. A Escritura acrescenta: – “Sai-lhe do fruto de suas mãos, e que as suas obras a louvem na assembléia dos juízes.” Dai-lhe do fruto de suas mãos; que ela possa saborear e provar. Por sua vez, todas as boas coisas que produziu; que veja prosperar a sua casa, seu marido cercado de estima e de confiança, seus filhos felizes em seu caminho, e a sua posteridade estendendo uns como ramos cheios de honra e de graça: – Rami honoris et gratiae. Que ela goze da união e da consideração de toda a sua família e de todas as pessoas que a conhecem; que os pobres, sobretudo, que os doentes e os aflitos só lhe pronunciem o nome com um sentimento de respeito e de terna veneração; que a sua recordação fique gravada no coração de todos aqueces que têm lágrimas para chorar, que têm necessidade de conselhos, e aos quais a esmola de uma amizade franca e verdadeira fez tanto bem, sobretudo, em certas horas da vida em que tudo parece fazer falta à alma exilada: – Data ei de fructu manuum suarum. Sim, dai-lhe a comer nos dias de velhice desses frutos tão doces e tão saborosos, que nem os poderia haver melhores na terra, e o próprio paraíso quase que invejaria essa abundante colheita de pomos de paciência, de dedicação, de ternura e de misericórdia, frutos que não podiam crescer e amadurecer aonde não existisse a dor e o sofrimento. Servi a essa mulher generosa, servi-lhe, com fartura, esses numerosos produtos das árvores que plantou, e que o perfume deles vá refrescar-lhe a medula dos ossos: Irrigatio ossium… (Prov. III,8.) “Que as suas obras a louvem na assembléia dos juízes”, que as suas ações sejam como um cântico de louvores em sua honra: Laudent eam in portis opera ejus. A mulher forte nada fez para o louvor; fez tudo pelo bem, e a sua intenção era tão pura, quanto era sincera a sua dedicação. Deus, o bem da sua família e da humanidade, tal há sido a sua constante divisa; e no eixo das suas obras, nunca aceitou voluntariamente senão o que era necessário à boa edificação do próximo, conforme o preceito evangélico: “Que a vossa luz brilhe na presença dos homens, a fim de que eles a vejam e de que glorifiquem vosso Pai que está no céu.” (Idem, XV,30.) Mas o senhor que não tem os mesmos motivos de reserva, quer que as obras da mulher forte fiquem como um monumento da sua virtude, da sua ternura conjugal, do seu amor maternal, da sua misericórdia pelos pobres, da sua enérgica atividade, da sua benevolência e da sua caridade por todos; quer que os homens graves e sérios, que são como os juízes da terra, a mostrem com respeito às gerações presentes e futuras, dizendo: – Eis o modelo da mulher, da mãe e da esposa: contemplai esta rica natureza, porque tem duas faces que parecem opostas, mas que se completam: numa, está uma alma de mulher com toda a delicadeza, com toda a previdência, com a sabedoria prática e a ternura feminina; na outras está o espírito varonil e vigoroso com os recursos, a força, a energia, a atividade e a firme perseverança que se admira nos caracteres viris: – Femineae cogitationi masculinum animum inserens.(II. Mach. VII,21) Eu não poderia terminar melhor estas instruções, do que pelas palavras dos livros do Macabeus: são a mais bela, a mais simples e a mais completa explicação dos dois termos que serviriam de tema para os nossos entretenimentos, e que contêm um admirável poema em ação: – A mulher forte. Oxalá que não tenhamos sido o indigno historiador da sua glória e das suas virtudes! Mulier fortem quis inveniet? (A mulher forte, pelo Monsenhor Landriot, versão sa 10ª edição francesa por Alfredo Campos, livraria Internacional)
http://www.espacomaria.com.br Artigo n.º 2914
Publicado em: 27/11/10 às 21:23:51

Fonte: http://www.espacomaria.com.br/?cat=33&id=2914