TU ÉS DOM BOSCO

janeiro 31, 2011

O vídeo mostra imagens do filme Dom Bosco produzido para TV italiana em 2004, e narra a trajetória do santo São João Bosco (Dom Bosco) para fundar a Congregação Salesiana.

Anúncios

PAPA BENTO XVI: A IGREJA NÃO TEME À PERSEGUIÇÕES EXERCIDAS CONTRA ELA.

janeiro 31, 2011

ANGELUS DO PAPA BENTO XVI.

A IGREJA NÃO TEME PERSEGUIÇÕES;
MUNDO SE ABRA AOS VALORES DAS BEM-AVENTURANÇAS

30.01.2011 – Cidade do Vaticano: Ao meio-dia deste domingo, Bento XVI assomou à janela de seus aposentos que dá para a Praça São Pedro, para rezar a oração do Angelus com milhares de fiéis e peregrinos reunidos na praça.

A Igreja não teme a perseguição exercida contra ela por uma sociedade por demais voltada para o bem-estar e pouco propensa aos valores do espírito. Foi o que afirmou o Santo Padre na alocução que precedeu a oração mariana, comentando o Evangelho das Bem-aventuranças, proposto pela liturgia deste domingo.

Ao término da oração dominical, o Papa recordou o Dia mundial de luta contra a hanseníase e o “Dia internacional de intercessão pela paz na Terra Santa”. O Pontífice, tendo consigo dois adolescentes da Ação Católica Italiana da Diocese de Roma, concluiu – da janela de seus aposentos – soltando duas pombas.

O dia em que Jesus transformou a montanha numa “cátedra” não o fez para lançar uma nova ideologia, mas para ensinar à humanidade que os bens do céu saciam realmente a fome e enxugam totalmente as lágrimas de quem sofre, muito mais do que as riquezas e as consolações terrenas.

Foi o ensinamento extraído por Bento XVI, que se deteve numa breve reflexão sobre o “grande discurso” das Bem-aventuranças – como o definiu – quase um Evangelho no Evangelho. A mensagem que Cristo lança da montanha, proclamando “Bem-aventurados” os rejeitados, “é dirigido ao mundo inteiro no presente e no futuro – afirmou o Pontífice – e pode ser compreendido e vivido somente seguindo Jesus”:

“Não se trata de uma nova ideologia, mas de um ensinamento que vem do alto e toca a condição humana, justamente aquela que o Senhor, encarnando-se, quis assumir para salvá-la (…) As Bem-aventuranças são um novo programa de vida, para libertar-se dos falsos valores do mundo e abrir-se aos verdadeiros bens, presentes e futuros. De fato, quando Deus consola, sacia a fome de justiça, enxuga as lágrimas dos aflitos, significa que, além de recompensar cada um de modo sensível, abre o Reino dos Céus.”

O Santo Padre observou que “as Bem-aventuranças são a transposição da cruz e da ressurreição na existência dos discípulos”. Eles – acrescentou – “refletem a vida do Filho de Deus que se deixa perseguir, desprezar até a morte, a fim de que a salvação seja concedida aos homens”. Uma atitude que incidiu profundamente nos dois mil anos de história da Igreja:

“O Evangelho das Bem-aventuranças se comenta com a própria história da Igreja, a história da santidade cristã, porque – como escreve São Paulo – “o que é fraqueza no mundo, Deus o escolheu para confundir o que é forte; o que é vil e desprezado para o mundo, o que não é, Deus escolheu para reduzir a nada o que é” (1 Cor 1,27-28). Por isso a Igreja não teme a pobreza, o desprezo, a perseguição numa sociedade muitas vezes atraída pelo bem-estar material e pelo poder mundano.”

Após o Angelus, o Papa entrou em diálogo direto com os milhares de jovens e adolescentes da Ação Católica Italiana da Diocese de Roma, cerca de cinco mil, presentes na Praça São Pedro.

Tendo partido da Praça Navona – centro de Roma – percorreram as ruas do centro na tradicional “Caravana da paz”, até chegarem à Praça São Pedro, conduzidos pelo Vigário do Papa para a Diocese de Roma, Cardeal Agostino Vallini.

Bento XVI os ouviu com atenção e depois cedeu o microfone a um deles, que citou alguns projetos de solidariedade promovidos pela Ação Católica de Jovens, lançando em seguida um apelo em favor da paz. Disse o adolescente:

“Ouvimos ultimamente muitas notícias ruins. Muitas pessoas decidem usar a violência para impor suas idéias políticas e religiosas. Todas as vezes que brigamos com os companheiros, os adultos sempre nos dizem que devemos fazer as pazes, que devemos conversar e caminhar concordes. E nós hoje queremos dizer a mesma coisa a todos: devemos nos querer bem como irmãos, independentemente da religião ou cultura à qual pertencemos!”

Pouco antes, o Pontífice se detivera sobre o Dia mundial de combate à hanseníase, saudando a Associação Italiana Amigos de Raul Follereau – que este ano completa 50 anos de atividades, e acrescentando uma oração em favor de quem ainda hoje é vítima da lepra:

“A lepra, embora em diminuição, infelizmente ainda atinge muitas pessoas em condições de grave miséria. Asseguro a todos os doentes uma oração especial, que estendo àqueles que os assistem e, de diferentes modos, se prodigalizam para debelar o morbo de Hansen.”

O Pontífice fez votos de “serenidade e prosperidade” aos países do Extremo Oriente que nos próximos dias celebrarão o final do ano lunar. Falando aos fiéis e peregrinos de língua francesa, convidou os jovens francófonos a participarem, numerosos, da próxima Jornada Mundial de Juventude, que este ano terá lugar em Madri, na Espanha.

O Santo Padre concedeu a todos a sua Bênção Apostólica.

Fonte: Rádio Vaticano.

Extraído do site: http://www.derradeirasgracas.com/3.%20Papa%20Bento%20XVI/A%20IGREJA%20NÃO%20TEME%20PERSEGUIÇÕES;%20MUNDO%20SE%20ABRA%20AOS%20VALORES%20DAS%20BEM-AVENTURANÇAS..htm


PADRE FABIO DE MELO: DAR SENTIDO À VIDA

janeiro 31, 2011

AMOR DE PAI

janeiro 31, 2011

Imagem de Destaque

Amor de Pai

O pai encarna a autoridade que faz crescer

“A família é formadora de valores humanos e cristãos”. Um dos valores a serem destacados é a figura do pai, muitas vezes, desgastada pela dificuldade com que se olha ao redor, pondo em relevo mais as experiências negativas do que a quantidade de homens que descobriram e vivem de forma tão silenciosa quanto verdadeira a sua vocação e a sua missão. As pastorais e movimentos que se dedicam à Família têm oferecido uma ajuda preciosa para o aprendizado da missão paterna, quando possibilitam a escuta recíproca, na qual as experiências dos outros aplainam o caminho para o exercício da paternidade.

“A vida eterna consiste nisto: que te conheçam a ti, por único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste” (Jo 17, 3). Toda a vida cristã é como uma grande peregrinação para a casa do Pai, de quem se descobre todos os dias o amor incondicional por cada criatura humana e, em particular, pelo «filho perdido» (cf. Lc 15, 11-32). Tal peregrinação parte do íntimo da pessoa, alargando-se depois à comunidade de fé até alcançar a humanidade inteira. A crise de civilização manifestou o ser humano tecnologicamente mais desenvolvido, mas interiormente empobrecido pelo esquecimento ou pela marginalização de Deus. À crise de civilização há que responder com a civilização do amor, fundada sobre os valores universais de paz, solidariedade, justiça e liberdade, que encontram em Cristo a sua plena atuação (Cf. Tertio Millenio Adveniente, 49-54).

A lucidez com que o Servo de Deus João Paulo II preparou a Igreja e a humanidade para o Grande Jubileu continua sendo preciosa para a compreensão de várias situações em que nos encontramos, sendo uma delas a crise da figura do pai. E muitas vezes se criam dificuldades para falar de Deus Pai, argumentando ser frágil a imagem paterna que as pessoas têm. João Paulo II notou que é necessário inverter a ordem das coisas. Não é Deus que realiza a figura do pai terreno, mas os pais da terra é que devem se espelhar no Pai do Céu. Você é filho ou filha de um Pai bondoso, forte e comprometido, um Pai suficientemente sábio para guiá-lo no caminho, suficientemente generoso para caminhar ao seu lado a cada passo. Essa talvez seja a coisa mais difícil de acreditar, realmente acreditar, do fundo do coração, de modo que nos mude para sempre, que mude a maneira como encaramos cada dia (cf. John Eldredge, “A grande aventura masculina”).

No âmbito da educação familiar, as ciências humanas estão descobrindo sempre mais a importância da figura paterna em vista de um desenvolvimento harmonioso dos filhos. Se a mãe encarna o acolhimento, a compreensão, o afeto protetor, o pai encarna a autoridade que fez crescer, faz sair do narcisismo infantil, introduz a pessoa na realidade, estimula a iniciativa, o altruísmo, o sentido de limite, a responsabilidade. Obviamente, para uma adequada relação educativa, o pai deve evitar o autoritarismo e o espírito de domínio, saber unir a ternura e a mansidão à racionalidade e à firmeza.

Ser pai é uma vocação, uma graça especial dada por Deus, para a qual o homem deve preparar-se, percorrendo as etapas de seu amadurecimento, chegando à capacidade de doar-se. O pai provedor, imagem tão ligada à sua missão, não desapareceu e continua tendo lugar nas próprias famílias e na sociedade. Só que sua realização exige um processo de aprendizagem, no qual a superação do egoísmo encontra espaço privilegiado. Para prover, o pai aprenda a prever e prevenir, antecipando-se em suas atenções com os filhos e, é claro, com sua esposa. Olhe para o alto, para aquele que é “o” Pai (cf. II Cor 6, 18), pois somente quem sabe ser filho aprende a ser pai, o que significa saber ouvir, não ser o dono da verdade, perguntar, aprender sempre de novo e aprender mais. E peça ardentemente, em sua oração, a graça de ser pai!

Nosso agradecimento a todos os homens que descobriram esta maravilhosa vocação. A eles chegue também nossa bênção, que desejamos estendida a todas as famílias, por intermédio dos próprios pais, aos quais pedimos abençoarem suas esposas e filhos no dia que lhes é consagrado. De fato, cada pai crie a oportunidade, neste dia, para transmitir a bênção de Deus a seus familiares. É direito e dever! 

Foto

Dom Alberto Taveira Corrêa
Arcebispo de Belém – PA

Dom Alberto Taveira foi Reitor do Seminário Provincial Coração Eucarístico de Jesus em Belo Horizonte. Na Arquidiocese de Belo Horizonte foi ainda vigário Episcopal para a Pastoral e Professor de Liturgia na PUC-MG. Em Brasília, assumiu a coordenação do Vicariato Sul da Arquidiocese, além das diversas atividades de Bispo Auxiliar, entre outras. No dia 30 de dezembro de 2009, foi nomeado Arcebispo da Arquidiocese de Belém – PA.

28/01/2011
 

A FAMÍLIA É AMOR E PACIÊNCIA

janeiro 30, 2011

Padre Paulo Ricardo

Foto: Clarissa Oliveira/CN

A família é amor e paciência

Nós queremos, neste Acampamento de Oração para as famílias, entronizar Jesus Crucificado em nossas casas. Este Jesus Crucificado que tem perdido espaço em nossos lares. Antigamente, as casas sempre tinham a imagem de Jesus Crucificado em seu interior e isto, infelizmente, tem mudado com o passar dos anos. Muitas famílias não colocam mais a cruz de Jesus num lugar de honra em suas casas.

Muitos pensam que a cruz é uma derrota de Jesus. Mas é exatamente o contrário: a cruz é um sinal de vitória. A vitória contra Satanás acontece no momento em que Jesus dá Sua vida por amor, quando pregado na cruz. Deus não esperou a ressurreição de Seu Filho para vencer a Satanás. O inimigo foi vencido pela cruz de Nosso Senhor. Satanás foge da cruz.

Nós estamos lutando. É uma luta a vida do homem sobre a terra, ou seja, a nossa vida aqui é mais parecida com a cruz do que com a ressurreição. Mas, no céu, a nossa vida será mais parecida com a ressurreição do que com a cruz. Agora já pensou se a cruz fosse um sinal de derrota? Significaria que a nossa vida aqui na terra seria marcada pelo sinal da derrota! Mas não: a cruz é para nós um sinal de vitória. Na cruz já existe a vitória de Deus. Portanto, quem entroniza a cruz de Jesus em sua casa, traz para dentro do seu lar a vitória de Deus. Só tem um jeito de experimentarmos a vitória do Senhor em nossas vidas: abraçando a cruz de Cristo.

Eu quero falar sobre as virtudes da cruz de Cristo. O que a cruz de Jesus tem a ver com a família? Tem tudo a ver: a cruz é o grande sinal do amor de Deus, e a família é a vocação, o caminho que Deus escolheu para vivermos o Seu amor aqui na terra. Amor e cruz. Cruz e família. Tem tudo a ver.

Em 1 Coríntios 13,4-7 o apóstolo Paulo vai falar sobre as virtudes da cruz de Cristo:

“O amor é paciente, é benfazejo; não é invejoso, não é presunçoso nem se incha de orgulho; não faz nada de vergonhoso, não é interesseiro, não se encoleriza, não leva em conta o mal sofrido; não se alegra com a injustiça, mas fica alegre com a verdade. Ele desculpa tudo, crê tudo, espera tudo, suporta tudo”.

Neste texto, Paulo vai falar sobre quinze características do amor. Aqui encontramos quinze virtudes da cruz de Jesus. Eu vou me prender a primeira virtude que é tão importante ser vivida em nossa família: a paciência.

O amor é paciente. Dentro da família nós precisamos ser pacientes. Muitas vezes, dentro da família a paciência parece ser uma “fraqueza”. Veja: na oração desta manhã, nós fomos exortados à luta, ao combate na oração. Para lutar é preciso coragem e não paciência! A coragem e a paciência parecem ser virtudes opostas.

“O amor é paciente. Dentro da família nós precisamos ser pacientes”
Foto: Clarissa Oliveira/CN

 

Santo Tomás de Aquino nos ensina exatamente o contrário. Ele vai dizer que a paciência é um tipo de coragem. Existem coisas na vida que você pode dar um “basta”! Ter a coragem de dar um “basta” para vencer aquele vício, aquele pecado. Mas todo bom general sabe que não dá para vencer o inimigo de uma vez só. É preciso estratégia. Não basta para ser um bom soldado ter apenas coragem. O bom soldado precisa também ter paciência, ou seja, saber a hora de atacar.

Existem em sua casa problemas que precisam ser enfrentados com paciência. Na família a paciência tem que reinar! Quanta paciência os pais precisam ter com seus filhos! Mas também quanta paciência os filhos precisam ter com seus pais.

A paciência nos ensina que, no céu, minha família será perfeita. Mas aqui na terra a minha família viverá uma luta. Nós precisamos ter muita paciência uns com os outros se quisermos viver juntos. Você não pode querer “ocupar todo o espaço”. Você não é o centro do universo!

A paciência é a virtude que nos ensina a suportar aquele mal que ainda não conseguimos eliminar. Você, que é pai ou é mãe, consegue corrigir todos os defeitos do seu filho de uma só vez? É claro que não! Existem pais que são muito vaidosos. “Massacram” os seus filhos exigindo demais deles. E não fazem isso por amor à virtude, por amor a Deus, mas por vaidade! Afinal de contas, seus filhos não podem ter nenhum defeito. E, assim, transformam a própria vida e a vida de seus filhos num “inferno”. Gente, existem defeitos que são maiores do que os outros. E, na educação dos filhos, é preciso tratar primeiro dos grandes defeitos, pois eles são os primeiros a aparecer. Depois você vai cuidar dos defeitos menores. Não tem como você, que é pai ou mãe, querer tirar todos os defeitos do seu filho de uma só vez. Isso é vaidade!

O Papa Bento XVI, disse em um de seus primeiros discursos: “Quantas e quantas vezes nós somos impacientes com as coisas de Deus. Tenhamos paciência. A paciência que Jesus manifestou na cruz, porque o mundo é salvo pelo Crucificado e não pelos que crucificam”.

São Pedro vai dizer que “a paciência de Deus é fonte de salvação”. E quando que a paciência é fonte de salvação? Quando Deus não nos trata conforme os nossos pecados, mas Ele demora, nos dá tempo para nossa conversão!

Jesus pacientemente carregou a cruz. Todas as vezes em que você estiver agitado, nervoso, precisar corrigir seu filho pela “milésima vez” ou se irritar com algo dentro da sua casa, faça o seguinte: corra até o Crucificado. Coloque-se diante da cruz de Jesus entronizada em seu lar.

Jesus suportou cuspes, chicotadas, chutes, humilhações e xingamentos por amor. Olhando para a cruz de Cristo diga para você mesmo: “O amor é paciente”.

Jesus poderia pedir, pregado na cruz, que o Pai enviasse um exército celeste para dizimar àqueles que O crucificavam. Mas o que Ele fez? Ele pediu misericórdia: “Pai, perdoai-lhes, pois não sabem o que fazem!” Se Jesus que é inocente teve paciência, porque eu e você que somos culpados não podemos ser pacientes uns com os outros?

Jesus morreu na cruz por todos nós. Mas existem algumas pessoas que são eleitas por Deus para sofrerem por Ele. A exemplo de Dom Eugênio Sales, a exemplo do monsenhor Jonas Abib, existem pessoas que vivem uma escolha de Deus, um privilégio, que é o de sofrer por amor a Cristo. O privilégio de carregar a cruz por amor a Cristo.

Existem os sofrimentos do dia-a-dia. Mas existem aqueles sofrimentos que surgem em sua vida pelo simples fato de você amar a Jesus. As perseguições, as calúnias por parte de seus próprios familiares, as provações suportadas por causa do seu amor a Deus, tudo isso é decorrente deste processo em que você vai se configurando a Cristo neste sofrimento vivido por amor a Deus.

Padre Paulo Ricardo no ‘Acampamento para famílias’
Foto: Clarissa Oliveira/CN

 

Mas tudo isso desabrocha em esperança. Se tivermos paciência, ela desabrochará em esperança. A nossa libertação está próxima. Tenhamos paciência uns com os outros. E tenha paciência também com você mesmo. Esta paciência desabrochará em esperança também para aqueles que fazem parte da sua vida.

Repita comigo: “O amor jamais acabará!” E pense agora na sua família. A família jamais acabará! Deus se fez “família”. E a família na qual somos resgatados é aquela que nasceu da cruz de Cristo. Se a sua família hoje se parece mais com Jesus morto na cruz, saiba: assim como Ele ressuscitou, sua família também ressuscitará. O amor jamais acabará. Portanto, a família jamais acabará.

Transcrição e adaptação: Alexandre de Oliveira

Fonte: http://www.cancaonova.com/portal/canais/eventos/novoeventos/cobertura.php?cod=2505&pre=6815&tit=Família:%20aliança%20de%20amor


PADRE FABIO DE MELO: A IMPORTÂNCIA DO CONVÍVIO

janeiro 29, 2011

O SORRISO DE MARIA

janeiro 29, 2011

 

 

Esta lembrança de Maria não pode deixar de nos cativar os corações e elevá-los ao céu. Mas, para tornar ainda mais doce e atraente esta lembrança, imaginemos a Virgem a esboçar este suave sorriso, que afasta toda timidez e nos dá a impressão de estarmos tratando com uma mãe, com a mais amante das mães.

 

A este respeito recordamos aqui um episódio das aparições de Lourdes. Trata-se do sr. conde de Bruissard, convertido pelo sorriso da Virgem.
Deixemo-lo narrar o fato. (A grinalda de Maria)
“Estava eu em Cauterets, conta-nos ele, no momento em que se falava tanto das aparições. Não acreditava mais nestas aparições do que na existência de Deus. Era um libertino e, mais do que isto, era um ateu.
Tendo lido em um dos nossos jornais que Bernadete tivera uma aparição, no dia 16 de julho, e que a Virgem lhe sorria, resolvi ir a Lourdes, por curiosidade, e tomar a menina em uma flagrante mentira.
Dirigi-me à casa dos Soubirous, e lá encontrei Bernadete no limiar da habitação, consertando um par de meias pretas. A mim Bernadete pareceu bastante vulgar. Entretanto, o seu aspecto sofredor tinha uma certa doçura.
A meu pedido ela me contou as suas aparições com uma simplicidade e segurança que me impressionaram. Enfim, disse-lhe eu, como é que esta bela Senhora sorria?…
A jovem pastora olhou-me com certo espanto e, após um momento de silêncio, assim falou:
– Oh! senhor, para reproduzir esse sorriso, seria preciso ir até ao céu.
– E não poderíeis vós reproduzi-lo para mim? Sou um incrédulo, e não creio em vossas aparições.
O semblante da jovem anuviou-se, e tomou uma expressão severa:
– Então, o sr. julga-me uma mentirosa?
Senti-me desarmado. Não, Bernadete não era mentirosa, e quase que me pus de joelhos a perdir-lhe perdão.
– Já que sois um pecador, respondeu ela, eis qual foi o sorriso da Virgem.
Lentamente, a jovem elevou-se, juntou as mãos e esboçou um sorriso celestial que jamais eu vi em lábios mortais. Sua fisionomia iluminara-se de um reflexo perturbador.
Ela ainda sorria, com os olhos elevados ao céu, e eu estava de joelhos aos seus pés, certo de ter admirado no semblante da vidente o sorriso da Santíssima Virgem.
Desde então conservo comigo no íntimo da alma esta lembrança divina que me enxugou muitas lágrimas. Perdi minha mulher e minhas duas filhas, e me parece não estar só no mundo: Vivo com o sorriso da Virgem”.
“Viver com o sorriso da Virgem!” – Talvez nunca tenhas pensado nesta prática, piedoso filho de nossa Mãe!

E, entretanto, que fonte de pensamento sublimes e luminosos!
Muitas vezes sentimo-nos inclinados à tristeza; nossos ombros curvam-se quase sempre ao peso do acabrunhamento ou do desgosto. Contemplai então o sorriso da Virgem!
Este sorriso é a confiança, é o abandono, é o amor, irradiando sobre a nossa alma e envolvendo-a como que em uma atmosfera de paz e de tranquilidade.
Ó terna Mãe, doravante o Vosso sorriso ilumine a minha vida e presida às minhas alegrias como às minhas lágrimas, santificando as primeiras e enxugando as segundas.
Possa ele, ainda, preservar-me do mal, excitar-me à virtude, guiar-me durante a vida e tranquilizar-me na hora da morte, pois é sob este sorriso suave que quero viver e morrer.
(Por que amo Maria, Tratado substancial e completo dos principais motivos de devoção para com a Virgem Maria segundo os Santos Padres, os Doutores e os Santos; pelo Pe. Júlio Maria, missionário de Nossa Senhora do SS. Sacramento; Editora Vozes, ano de 1945)

Fonte: http://www.espacomaria.com.br/?cat=8&id=3095