ELIANA RIBEIRO – EU ME RENDO A TI SENHOR

março 31, 2011

LOURDES: NOVO MILAGRE RECONHECIDOPELA IGREJA

março 31, 2011

LOURDES: NOVO MILAGRE RECONHECIDOPELA IGREJA

Em 12 de abril de 2002, Serge François estava sem dinheiro falando num orelhão de Lourdes para contar a sua mulher o que tinha acontecido. “Aconteceu alguma coisa, você vai ver”, insistia.
A linha caiu por falta de moeda. No outro extremo da linha, Marie-Thérèse ficou na dúvida.

 

Mas, no dia seguinte, na estação ferroviária de Angers, quando ela viu o marido descer do trem caminhando junto com os romeiros da peregrinação diocesana compreendeu que ele estava curado. Serge François, 56, como conseqüência de complicações cirúrgicas (fibrose pós-operatória) derivadas de duas cirurgias tinha uma hérnia de disco que lhe fez perder parcialmente o uso de sua perna esquerda.

Serge Francois movia-se com grande dificuldade. Só uma injeção subcutânea de uma mistura a base de morfina lhe permitia aliviar um pouco a dor que era constante.

 
Serge François, 56, pelo telefone a mulher não acreditou 
Mas, diante da gruta de Lourdes, o 12 de abril de 2002, sua vida mudou.

Em ação de graças, ele percorreu a pé, como se fazia na Idade Média, o Caminho de Santiago até Compostela, Espanha, na sua totalidade. Quer dizer 1.570 km feitos por aquele que mal conseguia se locomover!

No domingo 27 de março deste ano, no Santuário de Notre-Dame-des-Gardes, o bispo de Angers, D. Emmanuel Delmas, aliás também formado em medicina, reconheceu de “modo público” a cura notável de que foi objeto Serge Francois .

O prelado afirmou: “Esta recuperação pode ser considerada um dom pessoal de Deus ao homem, como um evento de graça, como um sinal de Cristo Salvador. Isso ocorreu durante uma peregrinação a Lourdes, quando Serge François, depois de rezar em frente da gruta de ter ido às fontes para beber e lavar o rosto, estava saindo da área do santuário. Podemos ver nesta cura um favor especial da Virgem Maria para este homem”.

Desta maneira, o caso de Serge Francois é o sexagésimo oitavo milagre de Lourdes reconhecido canonicamente pela Igreja.

O último reconhecimento canônico aconteceu em 2005 e envolveu a Anna Santaniello, residente em Salerno, Itália. Ver nosso pos t “O mais recente milagre oficialmente procamado de Lourdes: Anna Santaniello (67º)”

Antes de Anna, houve o reconhecimento em 1999 da cura de Jean-Pierre Bely (ver nosso post “O que sente um miraculado na hora do milagre?”).

Desde as aparições da Nossa Senhora em Lourdes em 1858 a medicina, após longos e pormenorizados estudos de duas comissões independentes de médicos reconheceu mais de 7.000 casos de curas inexplicáveis desde o ponto de vista dos conhecimentos atuais da ciência.

 
Menos de 1% desses casos foi objeto de uma declaração canônica reconhecendo-as como “milagrosas”. Só o bispo da diocese onde mora o miraculado, pode fazê-la.

Cada ano são registrados quarenta casos de milagres em Lourdes. Trata-se dos casos em que os beneficiados podem apresentar a massa de documentos exigidos para o julgamento das comissões médicas.

Serge François construiu em seu jardim uma reprodução da Gruta de Lourdes.

Ele conta com paixão como passou no momento de sua cura. Depois de rezar diante da Gruta e beber a água nas torneiras que ficam junto à gruta, ele sentiu uma “dor aguda”. Então, conta ele, “minha perna que me fez sofrer tanto e que estava sempre fria, começou a reaquecer.”

Por escrúpulo, ele acha que “ter sido ele escolhido é injusto, quando os outros sofrem”. Mas, é Nossa Senhora que dispõe, como uma rainha soberana, a quem dispensar gratuitamente suas graças.
 
Serge François também lembra os severos exames da comissão analisadora do milagre agora reconhecido. “Eles tentaram me pegar de todos os ângulos”, conta Serge.

Mas, os médicos tiveram que constatar objetivamente uma mudança inexplicável entre a situação de Serge antes e depois de Lourdes.

Depois foi o trabalho de convencer o bispo de Angers, diocese de residência de Serge François.

“Para mim”, diz o bispo Delmas, “não há dúvida. Se eu falo da natureza extraordinária de cura, apontando claramente que a origem está fora do alcance de todos nós, é porque eu respeito aquilo que aconteceu e que nos supera totalmente”.

Fonte: http://www.espacomaria.com.br/?cat=31&id=3234


PADRE FABIO DE MELO – PERDOAR É TIRAR PESOS

março 30, 2011

AS AMEAÇAS CONTRA A FAMÍLIA

março 30, 2011

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As ameaças contra a família

A mentalidade consumista e antinatalista é uma ameaça

No Sínodo dos Bispos, em 1980, sobre a família, os Bispos apontaram os pontos mais preocupantes: “A proliferação do divórcio e do recurso a uma nova união por parte dos mesmos fiéis; a aceitação do matrimônio meramente civil, em contradição com a vocação dos batizados ‘a casarem-se no Senhor’ (1 Cor7, 39), a celebração do matrimônio sem uma fé viva, mas por outros motivos; a recusa das normas morais que guiam e promovem o exercício humano e cristão da sexualidade no matrimônio” (Familiaris Consórtio,7).

Na Carta às Famílias, escrita em 1994, no Ano da Família, o Papa João Paulo II afirmou:

“Nos nossos dias, infelizmente, vários programas sustentados por meios muito poderosos parecem apostados na desagregação da família. Muitas vezes até parece que se procura, de todas as formas possíveis, apresentar como ‘regulares’ e atraentes, conferindo-lhes externas aparências de fascínio, situações que, de fato, são ‘irregulares’ […]. Fica obscurecida a consciência moral, aparece deformado o que é verdadeiro, bom e belo, e a liberdade acaba suplantada por uma verdadeira e própria escravidão” (CF, 5).

Mostrando que a mentalidade consumista e antinatalista é uma ameaça à família, o saudoso Pontífice declara:

“(…) uma civilização, inspirada numa mentalidade consumista e antinatalista, não é uma civilização do amor e nem o poderá ser nunca. (FC 13).

Mostrando os riscos que o “amor livre” e o “sexo seguro” representam hoje para a família, o Santo Padre adverte:

“O chamado ‘sexo seguro’, propagandeado pela civilização técnica, na realidade é, sob o perfil das exigências globais da pessoa, ‘radicalmente não seguro’, e mais, gravemente perigoso. 

Sem dúvida, contrário à civilização do amor é o chamado ‘amor livre’, tanto mais perigoso por ser habitualmente proposto como fruto de um sentimento ‘verdadeiro’, quando, efetivamente destrói o amor. Quantas famílias foram levadas à ruína precisamente por causa do ‘amor livre! […]. Mas não se tomam em consideração todas as consequências que daí derivam, especialmente, quando além do cônjuge, devem pagá-los os filhos, privados do pai ou da mãe e condenados a serem, de fato, ‘órfãos de pais vivos’ ” (CF, 14).

Quando, em 1994, justo no Ano da Família (pasmem!), o Parlamento Europeu, tristemente, reconheceu a validade jurídica dos matrimônios entre homossexuais, até admitindo a adoção de crianças por eles, João Paulo II reagiu de maneira forte e  imediata:

“Não é moralmente admissível a aprovação jurídica da prática homossexual. Ser compreensivos para com quem peca, e para com quem não é capaz de libertar-se desta tendência, não significa abdicar das exigências da norma moral […]. Não há dúvida de que estamos diante de uma grande e terrível tentação” (20/02/94).

O pior problema, hoje, das famílias desestruturadas, não é de ordem financeira, mas moral. Quando os pais têm caráter, fé, ou como o povo diz: “tem vergonha na cara”, por mais pobre que seja, será capaz de impedir a destruição do seu lar. São inúmeros os casais pobres, mas que com uma vida honesta, de trabalho e honradez, educaram muitos filhos e formaram bons cristãos e honestos cidadãos.

Não consigo aceitar a desculpa de um pai ao afirmar que a sua família se destruiu por causa da sua pobreza. Sempre haverá alguém com o coração aberto para ajudar um pai trabalhador, especialmente quando este tem filhos para criar.

Na Exortação Apostólica Familiaris Consórtio (Sobre a Família), o Papa João Paulo II apontou os graves perigos que ameaçam hoje a família:

“Não faltam sinais de degradação preocupante de alguns valores fundamentais: uma errada concepção teórica e prática da independência dos cônjuges entre si; as graves ambiguidades acerca da relação de autoridade entre pais e filhos […]. O número crescente dos divórcios; a praga do aborto; o recurso cada vez mais frequente à esterilização; a instauração de uma verdadeira e própria mentalidade contraceptiva” (FC, 6).

A Declaração do Rio de Janeiro sobre a Família, que traz as conclusões do Congresso Teológico-Pastoral, realizado em 3 de outubro, denunciou:

“A família está sob a mira de ataque em muitas nações. Uma ideologia antifamília tem sido promovida por organizações e indivíduos que, muitas vezes, não obedecem a princípios democráticos” (1.1).

“Temos testemunhado uma guerra contra a família, em nível tanto nacional quanto internacional. Nesta década, em Conferências das Nações Unidas, têm sido vistas tentativas para ‘desconstruir’ a família, de forma que o sentido de ‘casamento’, ‘família’ e ‘maternidade’ é agora contestado. Tem sido estabelecida uma falsa posição entre os direitos da família e os de seus membros individuais. Sob o nome de liberdade, têm sido promovidos ‘direitos sexuais’ espúrios e ‘direitos de reprodução’. Entretanto, estes direitos estão, de fato, principalmente, a serviço do controle populacional. São inspiradas em teorias científicas em descrédito, num feminismo ultrapassado e numa mal direcionada preocupação com o meio ambiente” (1.2).

“Uma linha social-materialista, ao lado do egoísmo e da responsabilidade, contribui para a dissolução da família, deixando uma multidão de vítimas indefesas. A família está sofrendo com a desvalorização do casamento através do divórcio, da deserção e da coabitação […]. Tanto a violência contra as mulheres aumenta, como a violência do aborto; o infanticídio e a eutanásia calam fundo no coração da família. Na verdade, as famílias de hoje estão ameaçadas por uma sub-reptícia cultura da morte” (1.4).

“A dissolução da família é uma das maiores causas da pobreza em muitas sociedades […]” (1.5).

“A família é o ‘santuário da vida’. Seu compromisso com a proteção e a nutrição da vida, desde o momento da concepção, é preenchido verdadeiramente com a paternidade responsável” (3.3).

 Esses alertas do Papa e do Congresso Teológico são seríssimos e devem colocar cada cristão em prontidão para uma verdadeira cruzada em defesa da família, ameaçada até pela ONU!

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Felipe Aquino
felipeaquino@cancaonova.com
Prof. Felipe Aquino, casado, 5 filhos, doutor em Física pela UNESP. É membro do Conselho Diretor da Fundação João Paulo II. Participa de aprofundamentos no país e no exterior, escreveu mais de 60 livros e apresenta dois programas semanais na TV Canção Nova: “Escola da Fé” e “Trocando Idéias”. Saiba mais em Blog do Professor Felipe Site do autor: http://www.cleofas.com.br

29/03/2011
 

A IGREJA NÃO É “A CASA DA MÃE JOANA”!

março 29, 2011

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A Igreja não é ‘a casa da mãe Joana’!

O que falta é um pouco de bom senso

Todo o mundo deve saber o significado da expressão a “casa da mãe Joana”. E, se você não souber, vai ficar sabendo já! O texto a seguir, fui buscá-lo na internet, essa porta sem fronteiras da modernidade tecnológica: “Ensina Câmara Cascudo que a expressão se deve a Joana, cujo nome completo se desconhece, que viveu na Idade Média entre 1326 e 1382 e foi rainha de Nápoles e condessa de Provença. Teve uma vida atribulada e em 1346 passou a residir em Avignon, na França, segundo alguns autores por ter se envolvido em uma conspiração em Nápoles de que resultou a morte de seu marido, segundo outros por ter sido exilada pela Igreja por causa de sua vida desregrada e permissiva. Em 1347, aos 21 anos, Joana regulamentou os bordéis da cidade onde vivia refugiada. Uma das normas dizia: ‘o lugar terá uma porta por onde todos possam entrar’. Transposta para Portugal, a expressão paço-da-mãe-joana virou sinônimo de prostíbulo. Trazida para o Brasil, o termo paço, por não ser da linguagem popular, foi substituído por casa e casa-da-mãe-joana e serviu, por extensão, para indicar o lugar ou situação em que cada um faz o que quer, onde imperam a desordem, a desorganização“.

Como veem, a internet pode ser um auxílio necessário à superação de nossa ignorância, até mesmo para curiosidades desse tipo. Espero que a expressão tenha sido entendida pelo meu leitor, mas, se não, vamos instigar nossa massa cinzenta.

Na verdade, eu não sei nem conheço o meu leitor, embora saiba que, vez por outra, alguém me aborde na rua para me dizer que leu e gostou, ou não, de algum texto meu. O fato é que, apesar de ter de falar certas verdades incômodas, minha intenção não é, nunca, ferir a sensibilidade de quem quer que seja, mas, sobretudo, suscitar uma reflexão oportuna sobre comportamentos que não condizem com certas circunstâncias e lugares, no caso específico, refiro-me a atitudes sem propósitos que muitos hereges de plantão querem fazer dentro da Igreja. Nunca aparecem lá, e quando vão, pensam em querer fazer dela a “casa da mãe Joana”. Independentemente do que você faça ou realize como profissional, responda-me com sinceridade: “Você gostaria se alguém chegasse a seu lugar de trabalho – seu escritório, seu gabinete, sua casa, sua loja, seu supermercado, seu departamento de vendas, sua cozinha, sua barraca, sua empresa, sua farmácia – e começasse a mudar tudo de lugar, simplesmente, porque não gostou da disposição das coisas?”

Pode até ser que algum desorientado responda de maneira positiva, mas, o normal, é que diga: “Não, não gostaria!”. Então, por que na Igreja tudo deve ser permitido? Especialmente em “missas de formatura” – que é um termo inapropriado para a Celebração Eucarística, porque não existe “missa de formatura” – e em casamentos, muitos aborrecimentos chegam pelo fato de que muitas pessoas, não habituadas com a celebração litúrgica, não conseguem distinguir a diferença entre a Igreja, que é o espaço sagrado do louvor e do culto prestado a Deus, cuja presença está no Sacrário, permanentemente, e outro qualquer salão de festas, ou, quando não, um salão de debutantes. Quando digo que não “há missa de formatura”, quero dizer que a Liturgia da Igreja é uma só, e já está pronta no Missal Romano para as diversas circunstâncias da vivência cristã. Não somos nós que a reinventamos com as chamadas “adições inoportunas”, como bem caracterizou o Papa Bento XVI.

Aí, pensa-se poder cantar de tudo, desde que cada um sinta a pulsação emocionante de seu coração embalado pelo romantismo que, às vezes, é visto na televisão. E, quando as pessoas sérias da Igreja tentam dar uma orientação conforme as exigências próprias da sagrada Liturgia, são taxadas de intransigentes e mal-educadas. Que o digam algumas pessoas entre cerimonialistas, fotógrafos, ornamentadores e cantores que, convidados a receberem formação litúrgica pela Arquidiocese, em 2010, quase em uníssono, manifestaram o desafeto em relação ao Padre da Paróquia “Jesus Ressuscitado”. Nesse âmbito, o que eu considero mais engraçado – para não dizer o mais cínica e lamentavelmente deslavado – é que eles vão lá para ganhar dinheiro à custa da Igreja, e ainda querem dizer como o padre deve presidir a Santa Missa ou assistir ao matrimônio.

Torço pelo dia em que a Igreja, de modo sereno e competente, chegue a gerir sua própria casa, também nesses momentos, sem precisar de vândalos interesseiros que muito perturbam o interior da igreja, quando, na verdade, deveriam favorecer o silêncio e a dignidade do ambiente sagrado ou o lugar do culto, onde está o Senhor presente na Eucaristia.

Ora, se a gente vai ao cinema e não pode dar um “pio”; no teatro, exigem educação, silêncio e respeito durante a apresentação. Da mesma forma, quando se mora num apartamento, há um horário limite para determinados barulhos. Assim como, se alguém vai ter um encontro com uma pessoa que a julga importante, não vai com a primeira roupa que encontra pendurada no cabide do guarda-roupa. Certo dia, encontrei um jovem que foi à Missa vestindo uma camiseta regata. Então, perguntei-lhe: “Por que você não veio mais composto?” E ele respondeu: “Deus quer é o coração, não a veste”. Sua falsa lógica provocativa não me dispensou imediato acinte: “Se é assim, por que não veio nu?!”. Se alguém não sabe, os especialistas em etiqueta afirmam que esse tipo de roupa não combina com nenhum evento social, a não ser com esporte e lazer.

No fundo, o que falta é um pouco de bom senso e respeito pelas pessoas ao redor, e, de modo muito mais especial ainda, pelo Cristo, o Dono da Igreja, presente no Sacrário. Incrível como nossa mediocridade e banalidade encontram justificativas e desculpas para tentar impor nossas razões hipócritas e incoerentes. E o que dizer dos aborrecimentos com os atrasos, considerados por alguns de “chiques”!?. Falta de educação e respeito nunca foram “chiques” em lugar nenhum. Infelizmente, fomos mal-acostumados com o incisivo e provocante rifão do “atrasar é chique!”. Entendo que nem tudo poder ser, rigorosamente, vivido na dinâmica respeitosa da pontualidade, mas, atrasar mais de meia hora, deixando o sacerdote esperando como um pateta, já é abuso. Agora, se for o padre quem atrasar, depois que os noivos e convidados tiveram entrado na igreja, coitado dele! Já tivemos sérios problemas por conta disso. Mas, os direitos deveriam ser iguais, quer dizer, direitos e deveres.

Quem não cumpre os deveres, deveria perder todos os direitos se não for capaz de encontrar legítimas e convincentes explicações para o seu atraso. De fato, esse é um problema que está presente na leviandade de muitas pessoas que não prezam por seus compromissos como deveriam, tratando-os com reverência e honradez. No aeroporto de Brasília (DF), presenciei uma confusão instantânea feita por um casal que, chegando depois do tempo previsto para o embarque, não o fizeram e perderam o direito para alguém que já estava na fila de espera havia mais de duas horas. A balbúrdia, a gritaria e o descontrole foram notáveis no balcão de controle do embarque. Eles dançaram o “samba do caboclo doido”, mas não viajaram. A orientação é para que se chegue, pelo menos, uma hora antes, em voos nacionais e, duas, em voos internacionais. No caso, da Igreja, que, graças a Deus, não vai decolar para lugar nenhum, o ideal seria que o padre se atrasasse tanto tempo quanto os noivos atrasam, depois do horário marcado e previsto para o início da celebração. Aliás, quando isso acontece por alguns minutos, os ânimos se sublevam e se agitam se o padre não aparecer logo. Sendo que a celebração do Matrimônio é um momento muito importante na vida de todos, dos noivos aos seus familiares e convidados, a exigência do diálogo se faz necessária com todos os envolvidos na esteira da preparação e da realização do evento, a fim de que tudo aconteça na mais absoluta e desejada ordem. Com efeito, o casamento não é apenas um encontro social, em que nos produzimos para sair bem na foto e, consequentemente, no álbum. É mais do que isso, é um Sacramento que os noivos recebem prometendo respeito e fidelidade recíprocos por toda a vida. E, para tal atitude, contam com a graça recebida pelo Sacramento da Igreja.

Os sacerdotes não somos funcionários da arbitrariedade e da incompetência de quem não leva a sério a responsabilidade de seus compromissos, querendo transformar a Igreja “na casa da mãe Joana”, onde cada um faz o que quer, quando quer e pensa que pode. Nosso desejo é que a reflexão ajude-nos a rever nossos conceitos e valores quando nos aproximamos das coisas sagradas da Igreja de Cristo, no intento de não entregarmos “pérolas aos porcos” (cf. Mt 7,6). Embora pareça dura, a expressão é de Cristo Jesus, ensinando aos Apóstolos o santo dever da consciência de não profanar as coisas santas de sua própria e amada Igreja.

Padre Gilvan Rodrigues dos Santos
Mestre em Teologia Bíblica- Pontifícia Univ. Gregoriana Roma

28/03/2011
 

PADRE LÉO – DEUS CONHECE OS CORAÇÕES

março 28, 2011

Parte 1

Parte 2

Parte 3

Parte 4

Parte 5


PAPA PEDE QUE ENCONTREMOS TEMPO PARA REZAR

março 28, 2011

ANGELUS DE S. S.

 BENTO XVI

PAPA PEDE QUE ENCONTREMOS TEMPO PARA REZAR

27.03.2011 – Cidade do Vaticano: Neste terceiro domingo de Quaresma, em que a liturgia recorda o célebre diálogo de Jesus com a Samaritana, o Papa pediu aos fiéis que “encontrem um tempo para rezar, pois Jesus está nos esperando”.

Queridos irmãos e irmãs!
Este III Domingo da Quaresma é caracterizado pelo célebre diálogo de Jesus com a mulher Samaritana, narrado pelo evangelista João. A mulher deslocava-se todos os dias para pegar água em um antigo poço, que remonta à época do Patriarca Jacó, e naquele dia encontrou Jesus, sedento, “cansado da viagem” (Jo 4,6). Santo Agostinho comenta: “Não é por acaso que Jesus se cansa… A força de Cristo te criou, a fraqueza de Cristo te recriou… Com a sua força nos criou, com a sua fraqueza veio buscar-nos” (In Ioh. Ev., 15, 2).

O cansaço de Jesus, sinal da sua verdadeira humanidade, pode ser visto como um prelúdio da sua paixão, com a qual Ele levou a cumprimento a obra da nossa redenção. Em particular, no encontro com a Samaritana junto ao poço, emerge o tema da “sede de Cristo”, que culmina no grito sobre a cruz: “Tenho sede” (Jo 19,28). Certamente essa sede, como o cansaço, tem uma base física. Mas Jesus, como diz ainda Agostinho: “tinha sede da fé daquela mulher” (In Ioh. Ev. 15, 11), bem como tem da fé de todos nós. Deus pai enviou-o para saciar a nossa sede de vida eterna, doando-nos o seu amor, mas para nos dar esse dom Jesus pede a nossa fé. A onipotência do Amor respeita sempre a liberdade do homem; bate à porta do coração e espera com paciência a sua resposta.

No encontro com a Samaritana, ressalta-se em primeiro plano o símbolo da água, que alude claramente ao sacramento do Batismo, fonte de vida nova para a fé na graça de Deus. Esse Evangelho, de fato, – como recordei na Catequese da Quarta-Feira de Cinzas – fazia parte do antigo itinerário de preparação dos catecúmenos à iniciação cristã, que acontecia sempre na grande Vigília da noite da Páscoa.

“Quem beber da água que eu darei, nunca mais terá sede, porque a água que eu darei se tornará nele uma fonte de água jorrando para a vida eterna” (Jo 4,14). Essa água representa o Espírito Santo, o “dom” por excelência que Jesus veio trazer da parte de Deus Pai. Quem renasce pela água e pelo Espírito Santo, isto é, no Batismo, entra em uma relação real com Deus, em uma relação filial, e pode adorá-Lo “em espírito e verdade” (Jo 4, 23-24), como revela também Jesus à mulher Samaritana. Graças ao encontro com Jesus Cristo e o dom do Espírito Santo, a fé do homem alcança o seu cumprimento, como resposta à plenitude da revelação de Deus.

Cada um de nós pode identificar-se com a mulher Samaritana: Jesus nos espera, especialmente neste tempo de Quaresma, para falar ao nosso, ao meu coração. Detenhamo-nos um momento em silêncio, na nossa sala, ou em uma igreja, ou em um lugar isolado. Escutemos a sua voz que nos diz “Se tu conhecesses o dom de Deus…”. Ajude-nos a Virgem Maria a não esquecer desse encontro, do qual depende a nossa verdadeira felicidade.

Após rezar a oração dominical do Angelus, o papa dirigiu saudações aos grupos presentes, em várias línguas. Em português, estas foram as palavras do Pontífice:

 

Saúdo os peregrinos de língua portuguesa, em particular a comunidade romana dos fiéis brasileiros, que está realizando a sua peregrinação quaresmal, e os alunos e professores do Colégio de São Tomás em Lisboa, que recordam a minha Visita a Portugal do ano passado. Agradecido pela vossa presença e união na oração, desejo a todos a água viva que Jesus ofereceu à Samaritana, dizendo-lhe que a mesma se torna uma fonte que jorra para a vida eterna. Que Deus vos guarde e abençoe!

Fonte: Boletim da Sala de Imprensa da Santa Sé.

Extraído do site: http://www.derradeirasgracas.com/3.%20Papa%20Bento%20XVI/PAPA%20PEDE%20QUE%20ENCONTREMOS%20TEMPO%20PARA%20REZAR%20.htm