ELIANA RIBEIRO – EU ME RENDO A TI SENHOR

março 31, 2011

LOURDES: NOVO MILAGRE RECONHECIDOPELA IGREJA

março 31, 2011

LOURDES: NOVO MILAGRE RECONHECIDOPELA IGREJA

Em 12 de abril de 2002, Serge François estava sem dinheiro falando num orelhão de Lourdes para contar a sua mulher o que tinha acontecido. “Aconteceu alguma coisa, você vai ver”, insistia.
A linha caiu por falta de moeda. No outro extremo da linha, Marie-Thérèse ficou na dúvida.

 

Mas, no dia seguinte, na estação ferroviária de Angers, quando ela viu o marido descer do trem caminhando junto com os romeiros da peregrinação diocesana compreendeu que ele estava curado. Serge François, 56, como conseqüência de complicações cirúrgicas (fibrose pós-operatória) derivadas de duas cirurgias tinha uma hérnia de disco que lhe fez perder parcialmente o uso de sua perna esquerda.

Serge Francois movia-se com grande dificuldade. Só uma injeção subcutânea de uma mistura a base de morfina lhe permitia aliviar um pouco a dor que era constante.

 
Serge François, 56, pelo telefone a mulher não acreditou 
Mas, diante da gruta de Lourdes, o 12 de abril de 2002, sua vida mudou.

Em ação de graças, ele percorreu a pé, como se fazia na Idade Média, o Caminho de Santiago até Compostela, Espanha, na sua totalidade. Quer dizer 1.570 km feitos por aquele que mal conseguia se locomover!

No domingo 27 de março deste ano, no Santuário de Notre-Dame-des-Gardes, o bispo de Angers, D. Emmanuel Delmas, aliás também formado em medicina, reconheceu de “modo público” a cura notável de que foi objeto Serge Francois .

O prelado afirmou: “Esta recuperação pode ser considerada um dom pessoal de Deus ao homem, como um evento de graça, como um sinal de Cristo Salvador. Isso ocorreu durante uma peregrinação a Lourdes, quando Serge François, depois de rezar em frente da gruta de ter ido às fontes para beber e lavar o rosto, estava saindo da área do santuário. Podemos ver nesta cura um favor especial da Virgem Maria para este homem”.

Desta maneira, o caso de Serge Francois é o sexagésimo oitavo milagre de Lourdes reconhecido canonicamente pela Igreja.

O último reconhecimento canônico aconteceu em 2005 e envolveu a Anna Santaniello, residente em Salerno, Itália. Ver nosso pos t “O mais recente milagre oficialmente procamado de Lourdes: Anna Santaniello (67º)”

Antes de Anna, houve o reconhecimento em 1999 da cura de Jean-Pierre Bely (ver nosso post “O que sente um miraculado na hora do milagre?”).

Desde as aparições da Nossa Senhora em Lourdes em 1858 a medicina, após longos e pormenorizados estudos de duas comissões independentes de médicos reconheceu mais de 7.000 casos de curas inexplicáveis desde o ponto de vista dos conhecimentos atuais da ciência.

 
Menos de 1% desses casos foi objeto de uma declaração canônica reconhecendo-as como “milagrosas”. Só o bispo da diocese onde mora o miraculado, pode fazê-la.

Cada ano são registrados quarenta casos de milagres em Lourdes. Trata-se dos casos em que os beneficiados podem apresentar a massa de documentos exigidos para o julgamento das comissões médicas.

Serge François construiu em seu jardim uma reprodução da Gruta de Lourdes.

Ele conta com paixão como passou no momento de sua cura. Depois de rezar diante da Gruta e beber a água nas torneiras que ficam junto à gruta, ele sentiu uma “dor aguda”. Então, conta ele, “minha perna que me fez sofrer tanto e que estava sempre fria, começou a reaquecer.”

Por escrúpulo, ele acha que “ter sido ele escolhido é injusto, quando os outros sofrem”. Mas, é Nossa Senhora que dispõe, como uma rainha soberana, a quem dispensar gratuitamente suas graças.
 
Serge François também lembra os severos exames da comissão analisadora do milagre agora reconhecido. “Eles tentaram me pegar de todos os ângulos”, conta Serge.

Mas, os médicos tiveram que constatar objetivamente uma mudança inexplicável entre a situação de Serge antes e depois de Lourdes.

Depois foi o trabalho de convencer o bispo de Angers, diocese de residência de Serge François.

“Para mim”, diz o bispo Delmas, “não há dúvida. Se eu falo da natureza extraordinária de cura, apontando claramente que a origem está fora do alcance de todos nós, é porque eu respeito aquilo que aconteceu e que nos supera totalmente”.

Fonte: http://www.espacomaria.com.br/?cat=31&id=3234


PADRE FABIO DE MELO – PERDOAR É TIRAR PESOS

março 30, 2011

AS AMEAÇAS CONTRA A FAMÍLIA

março 30, 2011

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As ameaças contra a família

A mentalidade consumista e antinatalista é uma ameaça

No Sínodo dos Bispos, em 1980, sobre a família, os Bispos apontaram os pontos mais preocupantes: “A proliferação do divórcio e do recurso a uma nova união por parte dos mesmos fiéis; a aceitação do matrimônio meramente civil, em contradição com a vocação dos batizados ‘a casarem-se no Senhor’ (1 Cor7, 39), a celebração do matrimônio sem uma fé viva, mas por outros motivos; a recusa das normas morais que guiam e promovem o exercício humano e cristão da sexualidade no matrimônio” (Familiaris Consórtio,7).

Na Carta às Famílias, escrita em 1994, no Ano da Família, o Papa João Paulo II afirmou:

“Nos nossos dias, infelizmente, vários programas sustentados por meios muito poderosos parecem apostados na desagregação da família. Muitas vezes até parece que se procura, de todas as formas possíveis, apresentar como ‘regulares’ e atraentes, conferindo-lhes externas aparências de fascínio, situações que, de fato, são ‘irregulares’ […]. Fica obscurecida a consciência moral, aparece deformado o que é verdadeiro, bom e belo, e a liberdade acaba suplantada por uma verdadeira e própria escravidão” (CF, 5).

Mostrando que a mentalidade consumista e antinatalista é uma ameaça à família, o saudoso Pontífice declara:

“(…) uma civilização, inspirada numa mentalidade consumista e antinatalista, não é uma civilização do amor e nem o poderá ser nunca. (FC 13).

Mostrando os riscos que o “amor livre” e o “sexo seguro” representam hoje para a família, o Santo Padre adverte:

“O chamado ‘sexo seguro’, propagandeado pela civilização técnica, na realidade é, sob o perfil das exigências globais da pessoa, ‘radicalmente não seguro’, e mais, gravemente perigoso. 

Sem dúvida, contrário à civilização do amor é o chamado ‘amor livre’, tanto mais perigoso por ser habitualmente proposto como fruto de um sentimento ‘verdadeiro’, quando, efetivamente destrói o amor. Quantas famílias foram levadas à ruína precisamente por causa do ‘amor livre! […]. Mas não se tomam em consideração todas as consequências que daí derivam, especialmente, quando além do cônjuge, devem pagá-los os filhos, privados do pai ou da mãe e condenados a serem, de fato, ‘órfãos de pais vivos’ ” (CF, 14).

Quando, em 1994, justo no Ano da Família (pasmem!), o Parlamento Europeu, tristemente, reconheceu a validade jurídica dos matrimônios entre homossexuais, até admitindo a adoção de crianças por eles, João Paulo II reagiu de maneira forte e  imediata:

“Não é moralmente admissível a aprovação jurídica da prática homossexual. Ser compreensivos para com quem peca, e para com quem não é capaz de libertar-se desta tendência, não significa abdicar das exigências da norma moral […]. Não há dúvida de que estamos diante de uma grande e terrível tentação” (20/02/94).

O pior problema, hoje, das famílias desestruturadas, não é de ordem financeira, mas moral. Quando os pais têm caráter, fé, ou como o povo diz: “tem vergonha na cara”, por mais pobre que seja, será capaz de impedir a destruição do seu lar. São inúmeros os casais pobres, mas que com uma vida honesta, de trabalho e honradez, educaram muitos filhos e formaram bons cristãos e honestos cidadãos.

Não consigo aceitar a desculpa de um pai ao afirmar que a sua família se destruiu por causa da sua pobreza. Sempre haverá alguém com o coração aberto para ajudar um pai trabalhador, especialmente quando este tem filhos para criar.

Na Exortação Apostólica Familiaris Consórtio (Sobre a Família), o Papa João Paulo II apontou os graves perigos que ameaçam hoje a família:

“Não faltam sinais de degradação preocupante de alguns valores fundamentais: uma errada concepção teórica e prática da independência dos cônjuges entre si; as graves ambiguidades acerca da relação de autoridade entre pais e filhos […]. O número crescente dos divórcios; a praga do aborto; o recurso cada vez mais frequente à esterilização; a instauração de uma verdadeira e própria mentalidade contraceptiva” (FC, 6).

A Declaração do Rio de Janeiro sobre a Família, que traz as conclusões do Congresso Teológico-Pastoral, realizado em 3 de outubro, denunciou:

“A família está sob a mira de ataque em muitas nações. Uma ideologia antifamília tem sido promovida por organizações e indivíduos que, muitas vezes, não obedecem a princípios democráticos” (1.1).

“Temos testemunhado uma guerra contra a família, em nível tanto nacional quanto internacional. Nesta década, em Conferências das Nações Unidas, têm sido vistas tentativas para ‘desconstruir’ a família, de forma que o sentido de ‘casamento’, ‘família’ e ‘maternidade’ é agora contestado. Tem sido estabelecida uma falsa posição entre os direitos da família e os de seus membros individuais. Sob o nome de liberdade, têm sido promovidos ‘direitos sexuais’ espúrios e ‘direitos de reprodução’. Entretanto, estes direitos estão, de fato, principalmente, a serviço do controle populacional. São inspiradas em teorias científicas em descrédito, num feminismo ultrapassado e numa mal direcionada preocupação com o meio ambiente” (1.2).

“Uma linha social-materialista, ao lado do egoísmo e da responsabilidade, contribui para a dissolução da família, deixando uma multidão de vítimas indefesas. A família está sofrendo com a desvalorização do casamento através do divórcio, da deserção e da coabitação […]. Tanto a violência contra as mulheres aumenta, como a violência do aborto; o infanticídio e a eutanásia calam fundo no coração da família. Na verdade, as famílias de hoje estão ameaçadas por uma sub-reptícia cultura da morte” (1.4).

“A dissolução da família é uma das maiores causas da pobreza em muitas sociedades […]” (1.5).

“A família é o ‘santuário da vida’. Seu compromisso com a proteção e a nutrição da vida, desde o momento da concepção, é preenchido verdadeiramente com a paternidade responsável” (3.3).

 Esses alertas do Papa e do Congresso Teológico são seríssimos e devem colocar cada cristão em prontidão para uma verdadeira cruzada em defesa da família, ameaçada até pela ONU!

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Felipe Aquino
felipeaquino@cancaonova.com
Prof. Felipe Aquino, casado, 5 filhos, doutor em Física pela UNESP. É membro do Conselho Diretor da Fundação João Paulo II. Participa de aprofundamentos no país e no exterior, escreveu mais de 60 livros e apresenta dois programas semanais na TV Canção Nova: “Escola da Fé” e “Trocando Idéias”. Saiba mais em Blog do Professor Felipe Site do autor: http://www.cleofas.com.br

29/03/2011
 

A IGREJA NÃO É “A CASA DA MÃE JOANA”!

março 29, 2011

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A Igreja não é ‘a casa da mãe Joana’!

O que falta é um pouco de bom senso

Todo o mundo deve saber o significado da expressão a “casa da mãe Joana”. E, se você não souber, vai ficar sabendo já! O texto a seguir, fui buscá-lo na internet, essa porta sem fronteiras da modernidade tecnológica: “Ensina Câmara Cascudo que a expressão se deve a Joana, cujo nome completo se desconhece, que viveu na Idade Média entre 1326 e 1382 e foi rainha de Nápoles e condessa de Provença. Teve uma vida atribulada e em 1346 passou a residir em Avignon, na França, segundo alguns autores por ter se envolvido em uma conspiração em Nápoles de que resultou a morte de seu marido, segundo outros por ter sido exilada pela Igreja por causa de sua vida desregrada e permissiva. Em 1347, aos 21 anos, Joana regulamentou os bordéis da cidade onde vivia refugiada. Uma das normas dizia: ‘o lugar terá uma porta por onde todos possam entrar’. Transposta para Portugal, a expressão paço-da-mãe-joana virou sinônimo de prostíbulo. Trazida para o Brasil, o termo paço, por não ser da linguagem popular, foi substituído por casa e casa-da-mãe-joana e serviu, por extensão, para indicar o lugar ou situação em que cada um faz o que quer, onde imperam a desordem, a desorganização“.

Como veem, a internet pode ser um auxílio necessário à superação de nossa ignorância, até mesmo para curiosidades desse tipo. Espero que a expressão tenha sido entendida pelo meu leitor, mas, se não, vamos instigar nossa massa cinzenta.

Na verdade, eu não sei nem conheço o meu leitor, embora saiba que, vez por outra, alguém me aborde na rua para me dizer que leu e gostou, ou não, de algum texto meu. O fato é que, apesar de ter de falar certas verdades incômodas, minha intenção não é, nunca, ferir a sensibilidade de quem quer que seja, mas, sobretudo, suscitar uma reflexão oportuna sobre comportamentos que não condizem com certas circunstâncias e lugares, no caso específico, refiro-me a atitudes sem propósitos que muitos hereges de plantão querem fazer dentro da Igreja. Nunca aparecem lá, e quando vão, pensam em querer fazer dela a “casa da mãe Joana”. Independentemente do que você faça ou realize como profissional, responda-me com sinceridade: “Você gostaria se alguém chegasse a seu lugar de trabalho – seu escritório, seu gabinete, sua casa, sua loja, seu supermercado, seu departamento de vendas, sua cozinha, sua barraca, sua empresa, sua farmácia – e começasse a mudar tudo de lugar, simplesmente, porque não gostou da disposição das coisas?”

Pode até ser que algum desorientado responda de maneira positiva, mas, o normal, é que diga: “Não, não gostaria!”. Então, por que na Igreja tudo deve ser permitido? Especialmente em “missas de formatura” – que é um termo inapropriado para a Celebração Eucarística, porque não existe “missa de formatura” – e em casamentos, muitos aborrecimentos chegam pelo fato de que muitas pessoas, não habituadas com a celebração litúrgica, não conseguem distinguir a diferença entre a Igreja, que é o espaço sagrado do louvor e do culto prestado a Deus, cuja presença está no Sacrário, permanentemente, e outro qualquer salão de festas, ou, quando não, um salão de debutantes. Quando digo que não “há missa de formatura”, quero dizer que a Liturgia da Igreja é uma só, e já está pronta no Missal Romano para as diversas circunstâncias da vivência cristã. Não somos nós que a reinventamos com as chamadas “adições inoportunas”, como bem caracterizou o Papa Bento XVI.

Aí, pensa-se poder cantar de tudo, desde que cada um sinta a pulsação emocionante de seu coração embalado pelo romantismo que, às vezes, é visto na televisão. E, quando as pessoas sérias da Igreja tentam dar uma orientação conforme as exigências próprias da sagrada Liturgia, são taxadas de intransigentes e mal-educadas. Que o digam algumas pessoas entre cerimonialistas, fotógrafos, ornamentadores e cantores que, convidados a receberem formação litúrgica pela Arquidiocese, em 2010, quase em uníssono, manifestaram o desafeto em relação ao Padre da Paróquia “Jesus Ressuscitado”. Nesse âmbito, o que eu considero mais engraçado – para não dizer o mais cínica e lamentavelmente deslavado – é que eles vão lá para ganhar dinheiro à custa da Igreja, e ainda querem dizer como o padre deve presidir a Santa Missa ou assistir ao matrimônio.

Torço pelo dia em que a Igreja, de modo sereno e competente, chegue a gerir sua própria casa, também nesses momentos, sem precisar de vândalos interesseiros que muito perturbam o interior da igreja, quando, na verdade, deveriam favorecer o silêncio e a dignidade do ambiente sagrado ou o lugar do culto, onde está o Senhor presente na Eucaristia.

Ora, se a gente vai ao cinema e não pode dar um “pio”; no teatro, exigem educação, silêncio e respeito durante a apresentação. Da mesma forma, quando se mora num apartamento, há um horário limite para determinados barulhos. Assim como, se alguém vai ter um encontro com uma pessoa que a julga importante, não vai com a primeira roupa que encontra pendurada no cabide do guarda-roupa. Certo dia, encontrei um jovem que foi à Missa vestindo uma camiseta regata. Então, perguntei-lhe: “Por que você não veio mais composto?” E ele respondeu: “Deus quer é o coração, não a veste”. Sua falsa lógica provocativa não me dispensou imediato acinte: “Se é assim, por que não veio nu?!”. Se alguém não sabe, os especialistas em etiqueta afirmam que esse tipo de roupa não combina com nenhum evento social, a não ser com esporte e lazer.

No fundo, o que falta é um pouco de bom senso e respeito pelas pessoas ao redor, e, de modo muito mais especial ainda, pelo Cristo, o Dono da Igreja, presente no Sacrário. Incrível como nossa mediocridade e banalidade encontram justificativas e desculpas para tentar impor nossas razões hipócritas e incoerentes. E o que dizer dos aborrecimentos com os atrasos, considerados por alguns de “chiques”!?. Falta de educação e respeito nunca foram “chiques” em lugar nenhum. Infelizmente, fomos mal-acostumados com o incisivo e provocante rifão do “atrasar é chique!”. Entendo que nem tudo poder ser, rigorosamente, vivido na dinâmica respeitosa da pontualidade, mas, atrasar mais de meia hora, deixando o sacerdote esperando como um pateta, já é abuso. Agora, se for o padre quem atrasar, depois que os noivos e convidados tiveram entrado na igreja, coitado dele! Já tivemos sérios problemas por conta disso. Mas, os direitos deveriam ser iguais, quer dizer, direitos e deveres.

Quem não cumpre os deveres, deveria perder todos os direitos se não for capaz de encontrar legítimas e convincentes explicações para o seu atraso. De fato, esse é um problema que está presente na leviandade de muitas pessoas que não prezam por seus compromissos como deveriam, tratando-os com reverência e honradez. No aeroporto de Brasília (DF), presenciei uma confusão instantânea feita por um casal que, chegando depois do tempo previsto para o embarque, não o fizeram e perderam o direito para alguém que já estava na fila de espera havia mais de duas horas. A balbúrdia, a gritaria e o descontrole foram notáveis no balcão de controle do embarque. Eles dançaram o “samba do caboclo doido”, mas não viajaram. A orientação é para que se chegue, pelo menos, uma hora antes, em voos nacionais e, duas, em voos internacionais. No caso, da Igreja, que, graças a Deus, não vai decolar para lugar nenhum, o ideal seria que o padre se atrasasse tanto tempo quanto os noivos atrasam, depois do horário marcado e previsto para o início da celebração. Aliás, quando isso acontece por alguns minutos, os ânimos se sublevam e se agitam se o padre não aparecer logo. Sendo que a celebração do Matrimônio é um momento muito importante na vida de todos, dos noivos aos seus familiares e convidados, a exigência do diálogo se faz necessária com todos os envolvidos na esteira da preparação e da realização do evento, a fim de que tudo aconteça na mais absoluta e desejada ordem. Com efeito, o casamento não é apenas um encontro social, em que nos produzimos para sair bem na foto e, consequentemente, no álbum. É mais do que isso, é um Sacramento que os noivos recebem prometendo respeito e fidelidade recíprocos por toda a vida. E, para tal atitude, contam com a graça recebida pelo Sacramento da Igreja.

Os sacerdotes não somos funcionários da arbitrariedade e da incompetência de quem não leva a sério a responsabilidade de seus compromissos, querendo transformar a Igreja “na casa da mãe Joana”, onde cada um faz o que quer, quando quer e pensa que pode. Nosso desejo é que a reflexão ajude-nos a rever nossos conceitos e valores quando nos aproximamos das coisas sagradas da Igreja de Cristo, no intento de não entregarmos “pérolas aos porcos” (cf. Mt 7,6). Embora pareça dura, a expressão é de Cristo Jesus, ensinando aos Apóstolos o santo dever da consciência de não profanar as coisas santas de sua própria e amada Igreja.

Padre Gilvan Rodrigues dos Santos
Mestre em Teologia Bíblica- Pontifícia Univ. Gregoriana Roma

28/03/2011
 

PADRE LÉO – DEUS CONHECE OS CORAÇÕES

março 28, 2011

Parte 1

Parte 2

Parte 3

Parte 4

Parte 5


PAPA PEDE QUE ENCONTREMOS TEMPO PARA REZAR

março 28, 2011

ANGELUS DE S. S.

 BENTO XVI

PAPA PEDE QUE ENCONTREMOS TEMPO PARA REZAR

27.03.2011 – Cidade do Vaticano: Neste terceiro domingo de Quaresma, em que a liturgia recorda o célebre diálogo de Jesus com a Samaritana, o Papa pediu aos fiéis que “encontrem um tempo para rezar, pois Jesus está nos esperando”.

Queridos irmãos e irmãs!
Este III Domingo da Quaresma é caracterizado pelo célebre diálogo de Jesus com a mulher Samaritana, narrado pelo evangelista João. A mulher deslocava-se todos os dias para pegar água em um antigo poço, que remonta à época do Patriarca Jacó, e naquele dia encontrou Jesus, sedento, “cansado da viagem” (Jo 4,6). Santo Agostinho comenta: “Não é por acaso que Jesus se cansa… A força de Cristo te criou, a fraqueza de Cristo te recriou… Com a sua força nos criou, com a sua fraqueza veio buscar-nos” (In Ioh. Ev., 15, 2).

O cansaço de Jesus, sinal da sua verdadeira humanidade, pode ser visto como um prelúdio da sua paixão, com a qual Ele levou a cumprimento a obra da nossa redenção. Em particular, no encontro com a Samaritana junto ao poço, emerge o tema da “sede de Cristo”, que culmina no grito sobre a cruz: “Tenho sede” (Jo 19,28). Certamente essa sede, como o cansaço, tem uma base física. Mas Jesus, como diz ainda Agostinho: “tinha sede da fé daquela mulher” (In Ioh. Ev. 15, 11), bem como tem da fé de todos nós. Deus pai enviou-o para saciar a nossa sede de vida eterna, doando-nos o seu amor, mas para nos dar esse dom Jesus pede a nossa fé. A onipotência do Amor respeita sempre a liberdade do homem; bate à porta do coração e espera com paciência a sua resposta.

No encontro com a Samaritana, ressalta-se em primeiro plano o símbolo da água, que alude claramente ao sacramento do Batismo, fonte de vida nova para a fé na graça de Deus. Esse Evangelho, de fato, – como recordei na Catequese da Quarta-Feira de Cinzas – fazia parte do antigo itinerário de preparação dos catecúmenos à iniciação cristã, que acontecia sempre na grande Vigília da noite da Páscoa.

“Quem beber da água que eu darei, nunca mais terá sede, porque a água que eu darei se tornará nele uma fonte de água jorrando para a vida eterna” (Jo 4,14). Essa água representa o Espírito Santo, o “dom” por excelência que Jesus veio trazer da parte de Deus Pai. Quem renasce pela água e pelo Espírito Santo, isto é, no Batismo, entra em uma relação real com Deus, em uma relação filial, e pode adorá-Lo “em espírito e verdade” (Jo 4, 23-24), como revela também Jesus à mulher Samaritana. Graças ao encontro com Jesus Cristo e o dom do Espírito Santo, a fé do homem alcança o seu cumprimento, como resposta à plenitude da revelação de Deus.

Cada um de nós pode identificar-se com a mulher Samaritana: Jesus nos espera, especialmente neste tempo de Quaresma, para falar ao nosso, ao meu coração. Detenhamo-nos um momento em silêncio, na nossa sala, ou em uma igreja, ou em um lugar isolado. Escutemos a sua voz que nos diz “Se tu conhecesses o dom de Deus…”. Ajude-nos a Virgem Maria a não esquecer desse encontro, do qual depende a nossa verdadeira felicidade.

Após rezar a oração dominical do Angelus, o papa dirigiu saudações aos grupos presentes, em várias línguas. Em português, estas foram as palavras do Pontífice:

 

Saúdo os peregrinos de língua portuguesa, em particular a comunidade romana dos fiéis brasileiros, que está realizando a sua peregrinação quaresmal, e os alunos e professores do Colégio de São Tomás em Lisboa, que recordam a minha Visita a Portugal do ano passado. Agradecido pela vossa presença e união na oração, desejo a todos a água viva que Jesus ofereceu à Samaritana, dizendo-lhe que a mesma se torna uma fonte que jorra para a vida eterna. Que Deus vos guarde e abençoe!

Fonte: Boletim da Sala de Imprensa da Santa Sé.

Extraído do site: http://www.derradeirasgracas.com/3.%20Papa%20Bento%20XVI/PAPA%20PEDE%20QUE%20ENCONTREMOS%20TEMPO%20PARA%20REZAR%20.htm


O SILÊNCIO É O PORTEIRO DA VIDA INTERIOR

março 27, 2011

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O silêncio é o porteiro da vida interior

Fazemos barulho para não escutar os gritos do nosso interior

Muito me incomoda em nossos tempos modernos o barulho generalizado, ou seja, a falta de silêncio interior e exterior também, para podermos rezar, tomar decisões, escutar a Deus, a si mesmo e aos outros. Outro dia, fui ao Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida e li numa das colunas internas do local o apelo: Silêncio é também oração! Parece que diante de tudo que a gente vive é necessário falar o tempo todo, pouco se faz silêncio, um dos motivos, penso eu, é que, na verdade, nós temos medo do que vamos ouvir, por isso, o silêncio nos incomoda tanto. E também porque, nos tempos de hoje, não educamos as pessoas para ouvir, vivemos em meio à muita informação e pouca comunicação.

Antes mesmo de entrar no tema da ORAÇÃO nos exercícios espirituais de conversão, percebo o quão necessário é silenciar. Mesmo porque, se oração é dialogo, é fundamental que ela seja intercalada por profundos momentos de silêncio. Este tem a função de abrir espaço para a Palavra do Senhor, Sua direção e Suas moções, mas também abre espaço para que ouçamos a nós mesmos e aos irmãos.

É verdade que o silêncio é imprescindível para rezar, mas não só para isso. Para qualquer diálogo é preciso escutar, calar e ouvir o outro. Nós aprendemos a falar porque escutamos nossos pais e irmãos falando e começamos a dizer as primeiras palavras. É necessário escutar bem para falar bem e na hora certa. É necessário ouvir para aprender. Silenciar para se ter coragem para reconhecer o homem interior. É uma viagem tão pequena a que é feita da mente ao coração, mas nós temos um medo muito grande de realizá-la, porque não sabemos o que vamos encontrar. Por outras vezes, porque o sabemos, não temos coragem de nos recolher no coração e deparar com alguns monstros bem conhecidos.

Existem alguns níveis de silêncio que fogem, muitas vezes, do padrão, pois silêncio não é somente ausência de barulho.

É verdade que o primeiro nível do silêncio é o exterior, que pode incomodar muito e interferir em nossa vida e em nossa saúde. “Sem recolhimento não há profundidade”, e vivemos na superficialidade, fazendo muito barulho para não escutar os gritos do nosso interior. O barulho das grandes cidades hoje é um problema até de saúde pública, vemos muitas famílias procurando residências afastadas dos grandes centros, em sítios e cidades menores. Há necessidade de silêncio para descansar o corpo e a alma.

O silêncio interior é, antes de tudo, o mais necessário e imprescindível para o ser humano, para o seu equilíbrio, para discernir e tomar decisões, para ouvir a sua consciência. Mesmo porque haverá momentos em que, mesmo em meio a muitas pessoas conversando, trabalhando, ou até se divertindo, isso não vai nos incomodar pelo nível do barulho feito pelo silêncio interior  existente em nosso interior.  Por isso, a ausência de barulho interior, agitação, nervosismo e distração são essenciais para a vida de todo ser humano.

Esse estado de espírito se desenvolve em nós quando construímos e temos a PAZ. Esta paz não é somente ausência de guerra, de confusão, de brigas; ela provém de um caminho de maturidade e equilíbrio que vamos fazendo em nossa vida, de escolhas, de pessoas que caminham conosco, pois o grupo ao qual nos associamos pode nos tirar ou nos dar a paz. E isso influencia diretamente no nosso interior, no silêncio ou no barulho e confusão que transmitimos.  Daí nós nos tornamos promotores da paz ou da confusão, do silêncio ou do barulho.

“Shalom” é o nome da paz do Ressuscitado, uma PAZ completa que atinge o corpo e a alma de cada homem e mulher,  ultrapassa as condições externas e nasce de uma experiência interior, de uma coragem de encarar a vida e de escutar as vozes de dentro e de fora. Jesus disse para os discípulos, com medo e escondidos no cenáculo, depois da experiência traumatizante da cruz: “Deixo-vos a Paz, a minha paz vos dou; mas não a dou como o mundo. Não se perturbe nem se intimide o vosso coração” (Cf. João14, 27). Quando Deus visita o interior de nosso coração nasce a Paz, o SILÊNCIO e a Coragem.

Por isso, silêncio não é somente uma questão de “PSIU”! E como é chato ter a necessidade de fazer ou ver e ouvir alguém colocando o dedo indicador na boca e fazendo esse barulho [PSIU], que mais irrita do que resolve. O que resolve, na verdade, é a Paz, o “Shalom” que é a mãe do silêncio interior, que transborda para nossa vida exterior. Desejo para você a Paz, para que possa ter o silêncio e as condições de decidir e viver melhor a sua vida! Se o silêncio é o porteiro da vida interior, façamos com coragem essa viagem preciosa da mente ao coração. Ao mundo desconhecido de nossa alma, de nossa consciência sem medo do que vamos encontrar: dos monstros e das situações do passado e do presente, sentimento de inferioridade e tantas outras coisas que guardamos dentro de nosso interior e que o barulho sufoca essas situações de se manifestar e ser resolvidas.

Sem recolhimento não há profundidade; sem silêncio não se ultrapassa a porta deste mundo interior que está em nosso coração e precisa vir para fora. E você verá que, o conhecendo, encontrará mais surpresas agradáveis.

Convido-o a rezar comigo a oração: A Virgem Mãe do Silêncio:

Oração: Virgem do Silêncio, tu que ouves nossas vozes, ainda que não falemos, pois compreende no movimento de nossas mãos a linguagem de nossos corações. Não te pedimos, Senhora, que nos dê a voz e o ouvido para nossos corpos, mas sim que nos conceda entender a Palavra do teu Filho e o discernimento dos espíritos e das situações. Chegar a Ele com amor para salvação de nossas almas.

Queremos amar nosso silêncio para evitar a calúnia, o ódio e o pecado, as decisões sem pensar e calando dar testemunho de nossa fé. Queremos oferecer-te o silêncio no qual vivemos para que todos te chamemos de Mãe e sejamos verdadeiros irmãos, sem ódios, nem rancores, como filhos teus. Pedimos que traduza nosso arrependimento, nossas palavras quando não conseguimos expressar diante do teu Filho, na hora das decisões, das escolhas e na hora de nossa morte, para que na outra vida, possamos ouvir e falar cantando tua louvação por toda a eternidade. Amém.

“Sua mãe guardava todas estas coisas no coração” (Lucas 2,51).

Minha bênção fraterna+

Padre Luizinho, Com. Canção Nova
http://blog.cancaonova.com/padreluizinho

24/03/2011
 

PIPOCA OU PIRUÁ

março 26, 2011

NOSSA SENHORA JÁ ERA VENERADA DESDE O PRINCÍPIO DO CRISTIANISMO

março 26, 2011

 

NOSSA SENHORA JÁ ERA VENERADA DESDE O PRINCÍPIO DO CRISTIANISMO

Em 1917 a Biblioteca John Ryland, de Manchester (Inglaterra), adquiriu no Egito um pequeno fragmento de papiro de 18 x 9,4 cm, que foi catalogado como Ryl. III, 470. Esse papiro apresenta uma oração mariana de grande importância tanto por seus dizeres como por sua data.

 

Examinaremos, a seguir, o conteúdo desse papiro e  sua respectiva datação.   1. O conteúdo do papiro

O texto do pequeno papiro foi publicado em 1938, sem que se tivessem até então identificado os seus dizeres. Isto só foi feito no ano seguinte por F. Mercenier: este pesquisador verificou que se tratava da oração mariana conhecida e recitada ainda hoje com as palavras iniciais “Sob a vossa proteção” (Sub tuum praesidium… em latim). Embora o texto esteve incompleto e um tanto deteriorado pelas intempéries dos séculos, o sentido das palavras pode ser depreendido com clareza e segurança.

O texto, devidamente reconstituído, diz o seguinte:

Sob a tua proteção nos refugiamos.
santa Mãe de Deus!

Não desprezeis as nossas súplicas
em nossas dificuldades;

Mas livra-nos sempre de todos os perigos,
ó Virgem gloriosa e bendita.

A oração, redigida na primeira pessoa do plural, parece ser, por isto mesmo, pertinente ao uso da Liturgia. Comentemo-la, levando em conta as traduções da mesma existentes nas diversas tradições litúrgicas.

Uma das diferenças mais notáveis quando consideramos as versões recentes, está em que o fiel se refugiava “debaixo da misericórdia da Mãe de Deus”, ao passo que o texto latino diz praesidium (proteção). A expressão “sob a tua misericórdia” se encontra nas versões bizantina, copta e ambrosiana, ao passo que a Liturgia síria diz mais enfaticamente ainda: “sob o manto da tua misericórdia”. Por sua vez, o rito etíope diz: “sob a sombra de tuas asas”.

Alguns manuscritos latinos do século X traduzem literalmente: sub tuis visceribus, isto é, “em tuas entranhas nos refugiamos”. Nesta versão a misericórdia é comparada às entranhas de uma mãe, que em seu íntimo defende e abriga seu filho. Na verdade, o vocábulo grego eusplanchían significa boas entranhas. Como se vê, o texto original põe em relevo a confiança filial e a índole afetiva das relações entre o fiel e a Santa Mãe de Deus.

Theotókos. O título que comumente se traduz por “Mãe de Deus”, quer dizer, ao pé da letra: “Aquela que deu à luz Deus”, em latim Deipara. Este título professa que a pessoa que Maria deu à luz, é a pessoa do Filho de Deus ou a segunda Pessoa da Santíssima Trindade que quis assumir a natureza humana. Note-se que o vocábulo Theotóke é forma de vocativo; donde se depreende que a oração é dirigida à Santíssima Virgem, como expressão da grande antigüidade da devoção a Ela.

“Não deixes de considerar as nossas súplicas em nossas dificuldades”. Ao pé da letra, o fiel pede a Maria: “não afastes de nossas súplicas o teu olhar”. Basta, pois, que a Mãe de Deus esteja atenta às nossas súplicas para que estejamos seguros.

“Mas livrai-nos sempre de todos os perigos”. O texto atual desta prece menciona “os perigos”, ao passo que o papiro fala “do perigo”.  “O” perigo, por antonomásia, eram as perseguições movidas pelo Império Romano contra os católicos. O historiador Eusébio de Cesaréia (+339), em sua História da Igreja, descreve a grande crueldade das perseguições havidas no Egito. Por conseguinte, pode-se crer que as pessoas que compuzeram tal oração em tempo de perseguição, recorriam à proteção e à misericórdia da Mãe de Deus.

“Ó Virgem gloriosa e bendita”! A exclamação final afirma a virgindade de Maria Santíssima. Além da virgindade, proclama a fidelidade de Maria Imaculada à vontade de Deus.

2. O problema da datação

Os estudiosos concordam entre si ao afirmar a grande antigüidade do texto, mas oscilam entre o século III e o século IV.
O Concílio Geral de Éfeso (431), declarou que os Santos Padres “não duvidaram chamar Theotókos a Santíssima Virgem” – o que não queria dizer que a Divindade começou a existir a partir de Maria, mas que Aquele que nasceu de Maria está unido hipostaticamente ao Verbo de Deus, desde o seio materno.

Já no século IV encontramos o grande santo Atanásio, bispo de Alexandria, por volta de 340, que atribuiu algumas vezes o título Theotókos a Maria Santíssima, tanto nos seus escritos contra os arianos quanto na sua obra  A Vida de Santo Antão.

O antecessor de Santo Atanásio na sede alexandrina, Santo Alexandre, também usou tal título: numa de suas cartas afirma que o Verbo assumiu um corpo verdadeiro, e não aparente, de Maria, a Theotókos (PG 18, 568c).

Em 300 foi eleito Bispo de Alexandria Pedro I: ao referir-se ao mistério da Encarnação, chama duas vezes Maria Theotókos (PG 18, 517b). Nenhum deles, Pedro I, Santo Alexandre e Santo Atanásio, sentiram necessidade de justificar ou explicar o titulo, o que mostra que já era amplamente conhecido e aceito tranqüilamente pelos católicos em geral.

Entrando agora no século III, notemos que o mártir alexandrino Piero (+300) cognominado Orígenes Júnior, escreveu um tratado sobre a Theotókos (Peri tes Theotókou), como refere Filipe de Side.

Recuando mais ainda, registra-se uma observação do historiador Sócrates, o Escolástico, na sua História da Igreja: afirma que Orígenes de Alexandria (+254) no início do seu comentário sobre a epístola aos Romanos (redigido por volta de 243), elaborou ampla explicação do sentido que tem o termo Theotókos. Encontram-se ainda outras afirmações de Orígenes, em suas homilias sobre São Lucas, que sugerem tenha Orígenes, já na primeira metade do século III, chamado Maria Santíssima de  Theotókos.

Este título ocorre outrossim na obra As Bênçãos dos Patriarcas, de Hipólito de Roma (+235), que pode datar de fins do século.

Como quer que seja, pode-se reconstituir a série de autores alexandrinos que aplicam à Nossa Senhora a designação de Theotókos: Orígenes, Piero, Pedro I, Alexandre e Atanásio; tal série vai de 243 a 340, evidenciando a antigüidade da invocação.

Estes dados de literatura patrística são assaz significativos para que se possa considerar essa oração como existindo já no século III. O que testemunha que a devoção à Nossa Senhora como Mãe de Deus vem desde o início do cristinianismo.

 

Fonte: http://www.espacomaria.com.br/?cat=8&id=3211


JOVEM COM IMAGEM DE NOSSA SENHORA APARECIDA NO OLHO

março 25, 2011

Jovem Com Imagem De Nossa Senhora Aparecida no Olho

Por: Hedelavia e André    Em:24 de março de 2011


 

O estudante Lucas Ferrari Santos, de 16 anos, entrou para o livro dos records brasileiro.

O rapaz possui a aparição mais nítida de Nossa Senhora em globo ocular.

A família de Lucas descobriu a imagem azulada em seu olho direito, quando ele ainda era recém-nascido. “Todos pensaram que era uma mancha, mas no decorrer dos dias, eles perceberam que se tratava da imagem de Nossa Senhora”, conta o recordista.

Segundo Lucas, a maioria das pessoas enxerga nitidamente a imagem, mas existem aqueles que duvidam e dizem até que é uma ilusão criada por uma suposta lente de contato.

“Já consultei com dois oftalmologistas, um de Curitiba e outro de São Paulo, que afirmaram se tratar de uma mancha realmente parecida com a Nossa Senhora”, enfatiza o rapaz.

Católico, o menino se sente especial pela imagem no olho e acredita que se trata de um sinal de Deus. Ele afirma que gosta de mostrar a sua Nossa Senhora pela reação agradável das pessoas.

Lucas ainda destaca que está orgulhoso em ser um recordista. “Entrar para o RankBrasil é uma prova para aqueles que não acreditam na imagem e uma mensagem para que as pessoas se aproximem mais de Deus”, completa.

Deus nos guarde!

Fonte: http://reporterdecristo.com/jovem-com-imagem-nossa-senhora-aparecida-no-olho/?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+ReporterDeCristo+%28Rep%C3%B3rter+de+Cristo%29


ADRIANA – ENTREGA TUDO PRA MIM

março 24, 2011

FAÇA UM ALTAR EM SUA CASA

março 24, 2011

 

FAÇA UM ALTAR EM SUA CASA

TODO CATÓLICO QUE SE PREZE POSSUI EM SUA CASA UM PEQUENO ORATÓRIO, PODE SER UM QUADRO, UMA IMAGEM, MAS ALGUM OBJETO DE LIGAÇÃO COM SUA FÉ, POR CONSEGUINTE, COM DEUS.É DE SUMA IMPORTÂNCIA QUE TODOS POSSUAMOS EM CASA UM ESPAÇO RESERVADO PARA NOSSA UNIÃO COM DEUS, PODE SER NO QUARTO, NA SALA, NA COZINHA, O ESPAÇO QUE MAIS NOS AGRADA, AQUELE ONDE SENTIMOS QUE PODEMOS FICAR EM SILÊNCIO E FALAR COM NOSSO SENHOR.
 

 

NO BRASIL COLONIAL, ERA MUITO COMUM QUE TODA CASA POSSUÍSSE UM ORATÓRIO.
COMO NÃO HAVIA MUITAS IGREJAS E OS PADRES JÁ ERAM POUCOS, NUM PAÍS CONTINENTAL COMO O NOSSO, COSTUMAVA-SE MANTER EM CASA UM ORATÓRIO, COMO UMA CAPELINHA.
ALI, SE CELEBRAVAM AS MISSAS, QUANDO HAVIA PADRE DE VISITA OU PASSAGEM, OU SE FAZIAM AS ORAÇÕES DA COMUNIDADE OU FAMÍLIA, COMO O TERÇO, A LADAINHA, OU O OFÍCIO DE NOSSA SENHORA.
ESCREVO ESTA PÁGINA PARA DIZER AOS IRMÃOS CATÓLICOS, RECONSTRUAM SUA FÉ, DÊEM ESPAÇO A JESUS E MARIA EM SUAS CASAS, CRIEM ORATÓRIOS OU PEQUENOS ALTARES AOS SEUS SANTOS PREDILETOS.
 ABRAM AS PORTAS DE SUAS CASAS PARA AS BÊNÇÃOS DE NOSSO SENHOR, DE NOSSA SENHORA E DE SEUS SANTOS, NOSSOS IRMÃOS MAIS ILUSTRES E PODEROSOS, QUE PODEM NOS AUXILIAR COM SUAS PRECES.
RESERVEM UM ESPAÇO ONDE A IMAGEM DE SEU SANTO PREDILETO, SEU PROTETOR, E A SANTA CRUZ DE CRISTO APAREÇAM.
ESSE ESPAÇO ATRAIRÁ MUITAS BÊNÇÃOS PARA VOCÊ E SUA FAMÍLIA, SERÁ UMA FONTE DE ONDE EMANARÃO AS GRAÇAS SOBRE VOCÊS.
 ELE SERÁ UMA PONTE COM TODOS OS ALTARES DAS IGREJAS ONDE SE CELEBRAM O SACRIFÍCIO DE CRISTO, E ASSIM NENHUM MAL PODERÁ ENTRAR EM SUA CASA.
MAS LEMBRE-SE DE QUE O PODER DO ALTAR DEPENDE TAMBÉM DE SUAS OFERENDAS.
E PARA NÓS CRISTÃOS, NOSSO CORPO E NOSSA ALMA É A OFERENDA MAIS AGRADÁVEL A DEUS, NA ORAÇÃO.
 REZE, REZE, REZE DIANTE DE SEU ALTAR.
 SE ESTIVER APRESSADO, FAÇA O SINAL DA CRUZ.
 DIGA UM OBRIGADO, PEÇA PROTEÇÃO.
QUANDO CHEGAR, SE TIVER TEMPO, DIGA UM SALMO.
 FALE COM DEUS DIANTE DE SEU ALTAR, O PODER E A GRAÇA  QUE VIRÃO DAÍ SERÃO INIGUALÁVEIS.
LEMBRE-SE DE CUIDAR E ZELAR POR SEU ALTAR: FLORES, VELAS, TOALHAS…
 ARRUME-O COMO MAIS LHE AGRADAR.
 ESSE ESPAÇO, DEVE SER UM DOS MAIS IMPORTANTES.
 EM MINHA CASA ELE É O MAIS IMPORTANTE, POIS É ONDE FALO COM NOSSA SENHORA E ESCUTO SUA VOZ, É ONDE ADORO JESUS E A TRINDADE SANTA.
 É NELE QUE ENCONTRO SOLUÇÕES PARA TUDO.
ATIVE O PODER DE DEUS EM SUA VIDA.
REZE. E FAÇA UM ALTAR ONDE CRISTO POSSA LHE VISITAR CONSTANTEMENTE.
MAS LEMBRE QUE O VERDADEIRO ALTAR ESTÁ EM NOSSO CORAÇÃO.
 O EXTERIOR DEVE APENAS MOSTRAR O QUE O INTERIOR DIZ, POIS NOSSO SENHOR JÁ DISSE QUE” A BOCA FALA DO QUE O CORAÇÃO ESTÁ CHEIO”.
HÁ DIVERSOS MODELOS DE ORATÓRIO PARA SE COMPRAR, UNS MAIS RÚSTICOS, OUTROS MAIS MODERNOS, COM UMA ROUPAGEM MAIS ALEGRE, INFANTIL, JUVENIL,COLORIDOS, ETC.
ESCOLHA O QUE MAIS LHE AGRADAR OU FAÇA UM.
 VOCÊ PODE COMPRAR O MATERIAL EM PDF E PINTAR COM A COR QUE VOCÊ MAIS GOSTA OU APENAS USE UMA MESINHA QUE VOCÊ TEM EM CASA, OU RESERVE UM CANTO DA CASA COM UM QUADRO, ONDE VOCÊ POSSA ACENDER VELAS EM HONRA DE NOSSO SENHOR, LUZ DO MUNDO, PARA TRAZER LUZ PARA SEUS PENSAMENTOS E AÇÕES E PARA AS SOLUÇÕES DE SEUS PROBLEMAS.
GLORIFIQUE A DEUS, ERGUENDO UM ALTAR EM SUA CASA E ELE TE CUMULARÁ DE BÊNÇÃOS SEM IGUAL.
ESSA TAMBÉM FOI UMA PROMESSA DO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS REVELADA A SANTA MARGARIDA MARIA, DE QUE AS FAMÍLIAS QUE TROUXESSEM EM SUAS CASAS A IMAGEM DO SEU CORAÇÃO RECEBERIAM MUITAS BÊNÇÃOS E NENHUM MAL AS ATINGIRIA

Fonte: http://www.espacomaria.com.br/?cat=8&id=3215


PADRE IVAN PAIXÃO – O JOVEM SARADO ASSUME UMA VIDA NOVA

março 23, 2011

ORAÇÃO PEDINDO SERENIDADE E DISCERNIMENTO

março 23, 2011

Oração da Serenidade.

Salmo 23.

(Heb 23) Salmo de Davi.

 

O Senhor é meu pastor, nada me faltará.

Em verdes prados ele me faz repousar.

Conduz-me junto às águas refrescantes,

restaura as forças de minha alma.

Pelos caminhos retos ele me leva, por amor do seu nome.

Ainda que eu atravesse o vale escuro,

nada temerei, pois estais comigo.

Vosso bordão e vosso báculo são o meu amparo.

Preparais para mim a mesa à vista de meus inimigos.

Derramais o perfume sobre minha cabeça,

e transborda minha taça.

A vossa bondade e misericórdia hão de seguir-me

por todos os dias de minha vida.

E habitarei na casa do Senhor por longos dias.

Glória ao Pai, ao Filho, ao Espírito Santo…

 

Oração pedindo serenidade e discernimento.

 

Virgem de Fátima, Serva fiel e cheia de santa sabedoria, Templo radiante do Espírito Santo de Deus. Seja meu socorro nesta hora tão difícil, de sombras, de angústias. Sinto-me frágil e cheio de fraqueza. O medo parece ser maior que minha vontade, a tristeza parece querer tomar conta de meus dias. Fica a meu lado, Mãe dos aflitos e dos desesperados. Não sei o que fazer, mas confio em teu amor de Mãe, em ti encontro abrigo e consolo. Ensina-me a agir e a enfrentar as adversidades como Jesus o faria. Coloca em meu coração e em meus lábios os sentimentos e as palavras dele. Que seu Santo Espírito ilumine meus passos. Amém.

Fonte: http://www.derradeirasgracas.com/2.%20Segunda%20Página/As%20Devoções/3.%20ORAÇÕES%20GERAIS/Oração%20da%20Serenidade.%20.htm


A ARANHA: UMA HISTÓRIA DE FÉ

março 22, 2011

PAPA BENTO XVI: A TRANSFIGURAÇÃO DE JESUS CRISTO

março 22, 2011

Ângelus do Papa Bento XVI.

 

20.03.2011 – Cidade do Vaticano – Neste domingo, como tradicionalmente, o Santo Padre, da janela dos seus aposentos, rezou a oração mariana do Angelus junto aos milhares de fiéis e peregrinos que, provenientes de todo o mundo, estavam reunidos na Praça São Pedro.

Queridos irmãos e irmãs,

Agradeço o Senhor que me doou, nos dias passados, os exercícios espirituais e estou grato também a todos que estiveram próximos de mim através da oração. No domingo de hoje, o segundo da Quaresma, é chamado o da Transfiguração, porque o Evangelho narra este mistério da vida de Cristo. “Ele depois de ter pré-anunciado aos discípulos sua Paixão, levou consigo Pedro, Tiago e João, seu irmão, e os conduziu à parte, sobre o monte. Ele se transfigurou diante deles: o seu rosto brilhou como o sol e as suas vestes se tornaram brancas como a luz” (Mt 17,1-2).

Segundo os sentidos, a luz do sol é a mais intensa que se conheça na natureza, mas segundo o espírito, os discípulos viram, por um breve tempo, um esplendor ainda mais intenso, aquele da glória divina de Jesus, que ilumina toda a história da salvação. São Maximo, o confessor, afirma que as vestes que se tornaram brancas traziam o símbolo das palavras da Sagrada Escritura, que tornam-se claras, transparentes e luminosas” (Ambiguum 10: PG 91, 1128 B).

Diz o Evangelho, que ao lado de Jesus transfigurado “apareceram Moisés e Elias que conversavam com ele” (Mt 17,3). “Senhor é bom para nós estar aqui! Se quiserdes, farei aqui três tendas, uma para Ti, uma para Moisés e uma para Elias (Mt 17,4). Mas, Santo Agostinho comenta dizendo que nós temos umas só morada: Cristo. Ele é a “Palavra de Deus na Lei, Palavra de Deus nos Profetas” (Sermo De Verbis Ev. 78,3: PL 38, 491).

De fato, o próprio Pai proclama: “Este é meu filho amado: nele coloco minha afeição. “Escutem-no” (Mt 17,5). A transfiguração não é uma mudança de Jesus, mas é a revelação da sua divindade, a íntima compenetração do seu ser com Deus, que se torna pura luz. “No seu ser que é uno com o Pai, Jesus mesmo é Luz da Luz” (Jesús di Nazaré, Milão 2007, 357). Pedro, Tiago e João que contemplam a divindade do Senhor, são preparados para enfrentar o escândalo da cruz, como é cantado em um antigo hino: “Sobre o monte te transfigurastes e os teus discípulos contemplaram a tua glória, a fim que vendo-te crucificado, compreendessem que a sua Paixão era voluntária e anunciassem ao mundo que és verdadeiramente o esplendor do Pai”.

Caros amigos, participem também desta visão e deste dom sobrenatural, dando espaço à oração e a escuta da Palavra de Deus. Além disso, especialmente neste tempo da Quaresma, exorto, como escreve o servo de Deus Paulo VI, “a responder ao preceito divino da penitência com qualquer ato voluntário, além das renúncias impostas pelo peso da vida cotidiana” (Cost. ap. Pænitemini, 17 fevereiro 1966, III, c: AAS 58 [1966], 182).

Invoquemos à Virgem Maria, a fim que ela nos ajude a escutar e a seguir sempre o Senhor Jesus, até a Paixão e a Cruz, para participar também da sua glória.

Nos dias passados, as notícias preocupantes que chegaram da Líbia suscitaram também em mim um vivo temor e apreensão. Eu rezei de modo particular por esta situação, durante a semana dos exercícios espirituais. Sigo agora os últimos eventos com grande apreensão e rezo por aqueles que estão envolvidos na dramática situação daquele país, além de dirigir um apelo urgente a todos que possuem responsabilidades políticas e militares, a fim que tenha no coração antes de tudo, a segurança dos cidadãos e a garantia dos acessos aos recursos humanitários. À população, desejo assegurar a minha comovida proximidade, enquanto peço a Deus que um horizonte de paz e de concórdia surja o mais rápido possível sobre a Líbia e sobre toda a região norte africana.

Fonte: Boletim da Sala de Imprensa da Santa Sé.

Extraído do site: http://www.derradeirasgracas.com/3.%20Papa%20Bento%20XVI/Ângelus%20do%20Papa%20Bento%20XVI.%20Transfiguração%20de%20Jesus%20Cristo%20.htm


O QUE É SACRAMENTO?

março 21, 2011

NA TUA LUZ, VEREMOS A LUZ

março 21, 2011

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Na tua luz, veremos a luz

Sem medo de ser discípulos, é necessário arriscar-se na fé

A vida dos cristãos conhece etapas de maior intensidade, chamadas de tempos fortes, nas quais não se tira o valor das outras fases do ano, mas se abastece a vida espiritual, em vista do caminho a ser percorrido. Quem é cristão se reconhece peregrino do Absoluto, chamado a conquistar muitas outras pessoas, pela palavra e pelo testemunho de vida, para que toda a humanidade caminhe rumo a Deus, realizador de todas as esperanças humanas.

Tempo especial é a Quaresma, verdadeira academia de exercícios espirituais, destinados a fortalecer a vida na fé. Nossa proposta para o tempo quaresmal pede maior dedicação à oração, caridade vivida e mortificação ou penitência. Pessoalmente ou em grupos que se reúnem nas famílias, comunidades e paróquias, queremos rezar mais e melhor. A caridade, além das práticas pessoais, reveste-se do rosto de Campanha da Fraternidade, com a qual queremos dar nossa contribuição para uma maior consciência diante do planeta em que vivemos, que geme em dores de parto (cf. Rm 8, 22), aguardando a manifestação dos filhos de Deus (cf. Rm 8, 19), para enfrentarmos juntos os desafios decorrentes do trato inadequado da natureza, especialmente quanto ao aquecimento global da terra. Mortificação e penitência serão nossos esforços para educar os sentimentos e a vontade, tantas vezes flácidos pelo acomodamento e passividade. Somos chamados a dar novo ânimo à sociedade, muitas vezes, carente dos grandes ideais que podem transformá-la ou, mais ainda, transfigurá-la.

Ao iniciar nossa peregrinação quaresmal, olhando uns para os outros e para dentro, somos chamados a reconhecer os limites e possibilidades da humanidade, passando pelos desertos da vida ou no meio das multidões. Vem ao nosso encontro o Senhor Jesus Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Passando pelas estradas do mundo e convivendo com Seus primeiros discípulos, estes se manifestaram temerosos diante dos desafios, assustados com a perspectiva da Cruz anunciada pelo Senhor. Num gesto de atenção e carinho, escolhe dentre eles três testemunhas: Pedro, Tiago e João, gente de amizade provada, levando-os a um monte que a tradição localizou no Tabor (cf. Mt 17, 1-9). Era carinho de Deus para que lhes fosse afastado o escândalo da Cruz!

Subiram para rezar (cf. Lc 9, 28)! E já começa a mudança, pois quem se eleva em direção a Deus carrega consigo o mundo e já limpa seus olhos. Quem reza vê mais longe e vê melhor! E estavam unidos, com a presença de Jesus, que se transfigurou diante deles. Amigos que rezam juntos! Tudo pronto para se revelar a face gloriosa de Cristo!

Como delicadeza diante daqueles que, bons judeus, sabiam ser necessárias duas testemunhas para assegurar a veracidade de um fato, permite-lhes ver nada menos do que Moisés e Elias, a Lei e os Profetas! Aquele a quem seguiam era de verdade o Prometido. Mais ainda: a voz do Pai e o sinal da presença do Espírito Santo na nuvem luminosa. Mergulharam na vida da Santíssima Trindade, condescendência infinita para com aqueles que representavam toda a humanidade e a imensa multidão dos discípulos dos séculos afora, até o fim dos tempos.

Foi-lhes recomendado silêncio até que a glória viesse completa, na Ressurreição do Senhor, também para que muitos aceitassem fazer a maravilhosa aventura da fé, sem medo de ser discípulos! É necessário primeiro arriscar-se na fé! A visão vem depois e o risco é nosso! Serenidade e calma, um passo depois do outro, e o dia se faz!

Ouso entrar no coração dos discípulos da transfiguração e imaginar seus olhos depois da transfiguração de Jesus Cristo. Sua visão não era mais turva, mas conseguiam entender o que vem depois dos fatos, dos mais corriqueiros aos mais dolorosos. Eis o testemunho de Pedro: “Efetivamente, ele recebeu honra e glória da parte de Deus Pai, quando do seio da esplêndida glória se fez ouvir aquela voz que dizia: “Este é o meu Filho bem-amado, no qual está o meu agrado. Esta voz, nós a ouvimos, vinda do céu, quando estávamos com ele na montanha santa. E assim se tornou ainda mais firme para nós a palavra da profecia, que fazeis bem em ter diante dos olhos, como uma lâmpada que brilha em lugar escuro, até clarear o dia e levantar-se a estrela da manhã em vossos corações” (II Pd 1, 17-19).

Os cristãos, tendo conhecido seus limites compartilhados com todos os seres humanos, mas acolhidos na estrada da felicidade que desemboca na ressurreição, sabem ser portadores, se viverem unidos em nome de Jesus, do segredo da luz. Podem ser radiantes de felicidade e comunicá-la aos outros. É a maravilhosa vocação do cristão, que no monte ou na planície, caminha para Deus, com Deus e com toda a humanidade. Olhos límpidos lavados por Deus para enxergar o bem e espalhá-lo com alegria!

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Dom Alberto Taveira Corrêa
Arcebispo de Belém – PA

Dom Alberto Taveira foi Reitor do Seminário Provincial Coração Eucarístico de Jesus em Belo Horizonte. Na Arquidiocese de Belo Horizonte foi ainda vigário Episcopal para a Pastoral e Professor de Liturgia na PUC-MG. Em Brasília, assumiu a coordenação do Vicariato Sul da Arquidiocese, além das diversas atividades de Bispo Auxiliar, entre outras. No dia 30 de dezembro de 2009, foi nomeado Arcebispo da Arquidiocese de Belém – PA.

17/03/2011

 

Nelsinho Corrêa – Eu Não Quero Só Dizer Amém

março 20, 2011