PAPA BENTO XVI: “A VOZ DE DEUS DIVINIZA A LINGUAGEM HUMANA DOS APÓSTOLOS”

junho 13, 2011

ANGELUS DE PENTECOSTES.

“A VOZ DE DEUS DIVINIZA
A LINGUAGEM HUMANA DOS APÓSTOLOS”

12.06.2011 – Cidade do Vaticano: O Papa Bento XVI rezou ao meio-dia deste domingo, da janela dos seus aposentos no Palácio Apostólico a oração mariana do Regina Coeli com os milhares de fiéis e peregrinos reunidos na Praça São Pedro.

Numa manhã de céu azul e temperatura de verão europeu o Santo Padre recordou que a Solenidade de Pentecostes que hoje celebramos, conclui o tempo litúrgico da Páscoa. De fato, o Mistério pascal – a paixão, morte e ressurreição de Cristo e sua ascensão ao céu – encontra a sua realização na poderosa efusão do Espírito Santo sobre os Apóstolos reunidos com Maria, a Mãe de Deus, e os outros discípulos. Foi o batismo da Igreja, o batismo no Espírito Santo, disse o Papa.

Conforme narram os Atos dos Apóstolos, – recordou Bento XVI – na manhã da festa de Pentecostes, um fragor como de vento atingiu o Cenáculo e sobre cada um dos discípulos desceram como línguas de fogo. São Gregório Magno comenta: “Hoje, o Espírito Santo desceu com um som repentino sobre os discípulos e mudou as suas mentes de seres carnais e enquanto fora apareciam línguas de fogo, dentro os corações tornaram-se flamejantes, pois, acolhendo Deus na visão do fogo, suavemente arderam por amor”.

“A voz de Deus diviniza a linguagem humana dos Apóstolos, que se tornam capazes de proclamar de modo “polifônico” o único Verbo divino. O sopro do Espírito Santo enche o universo, gera a fé, arrasta a verdade, estabelece a unidade entre os povos”.

O Bem-aventurado Antonio Rosmini, – continuou o Santo Padre – explica que “no dia de Pentecostes dos cristãos, Deus promulgou… a sua lei de caridade, escrevendo-a através do Espírito Santo não em tábuas de pedra mas no coração dos Apóstolos, e através dos Apóstolos, comunicando-a depois a toda a Igreja”.

“O Espírito Santo, “que é Senhor, e dá a vida” – como dizemos no Credo – procede do Pai e do Filho e completa a revelação da Santíssima Trindade. Provém de Deus como o sopro da sua boca e tem o poder de santificar, abolir as divisões, dissolver a confusão causada pelo pecado. Ele, imaterial e incorpóreo, concede os bens divinos, sustenta os seres vivos, para que atuem em conformidade ao bem. Como luz inteligível dá sentido à oração. Dá vigor à missão evangelizadora, faz arder os corações daqueles que ouvem a boa notícia, inspira a arte cristã e a melodia litúrgica”.

O Papa em seguida afirmou que o Espírito Santo, que gera a fé em nós no momento do nosso batismo, nos permite viver como filhos de Deus, conscientes e dispostos, segundo a imagem do Filho Unigênito. Também o poder de perdoar os pecados é um dom do Espírito; de fato, aparecendo aos Apóstolos na noite de Páscoa, Jesus soprou sobre eles e disse: “Recebei o Espírito Santo. Os pecados daqueles que vocês perdoarem, serão perdoados”.

E concluiu confiando à Virgem Maria, templo do Espírito Santo, a Igreja, para que viva sempre de Jesus Cristo, da sua Palavra, dos Seus mandamentos, e sob a ação constante do Espírito Paráclito anuncie a todos que “Jesus é o Senhor”.

Antes de concluir a oração mariana do Regina Coeli o Papa saudou os peregrinos presentes na Praça São Pedro em várias línguas. Falando em italiano recordou que amanhã em Dresda, na Alemanha, será proclamado Beato Alois Andritzki, sacerdote e mártir, assassinado pelos nazistas em 1943, quando tinha 28 anos.

Louvemos o Senhor – disse o Papa – por essa testemunha de fé que se soma ao elenco daqueles que deram a vida em nome de Cristo nos campos de concentração. E Bento XVI confiou à intercessão deles, hoje que è Pentecostes, a causa da paz no mundo.

“Possa o Espírito Santo inspirar corajosos propósitos de paz e apoiar o compromisso de levá-los avante, para que o diálogo prevaleça sobre as armas e o respeito da dignidade do homem supere os interesses de parte. O Espírito, que è vínculo de comunhão, endireite os corações desviados pelo egoísmo e ajude a família humana a redescobrir e preservar com vigilância a sua fundamental unidade”.

Bento XVI recordou ainda que no próximo dia 14 celebra-se o Dia Mundial dos Doadores de Sangue, milhões de pessoas que contribuem, de modo silencioso, a ajudar os irmãos em dificuldade. A todos os doadores o Papa dirigiu uma cordial saudação e convidou os jovens a seguir o seu exemplo.

Fonte: Rádio Vaticano.

Extraído do site: http://www.derradeirasgracas.com/3.%20Papa%20Bento%20XVI/ANGELUS%20DE%20PENTECOSTES.%202011%20.htm


PENTECOSTES

junho 12, 2011

PENTECOSTES

Esta palavra está ligada ao número cinquenta. São cinquenta dias transcorridos após o domingo da Ressurreição, domingo da Páscoa, quando Cristo, após morrer na cruz e ser sepultado, apareceu vivo para os seus discípulos. Foi um acontecimento inédito e misterioso para todos eles.

Pentecostes é um fato antigo e novo ao mesmo tempo. Ele é marcado por realidades que envolvem situações de mistério. A vinda do Espírito Santo transforma a vida das pessoas e atinge a maneira de ser das comunidades cristãs. Desperta atitudes de compromisso e testemunho na convivência social.

É festa da unidade porque faz superar divisões de raça e línguas no meio da diversidade dos dons. Faz as pessoas se colocarem a serviço umas das outras e edificar a comunidade. Com isto elas superam e ultrapassam seus limites simplesmente humanos.

Nem sempre nos damos conta dos carismas que nos acompanham. Se bem utilizados, muitos bens podem acontecer no meio das pessoas. São iniciativas naturais desenvolvidas por cada indivíduo, enriquecendo e fortificando o bem comum.

A presença do Espírito Santo é como um laço forte que nos une e transforma o mundo em ambiente de convivência e de realizações que elevam a vida e o coração das pessoas na comunidade cristã. Cria ânimo e dinamismo social.

Pentecostes é festa do perdão, da mútua solidariedade e de força decisiva na construção da comunidade Igreja. Desperta o calor da fé e da comunhão eclesial. Desinstala todos aqueles que vivem acomodados e abafando todas as suas qualidades e dons naturais.

Na cultura midiática, na era digital, a Igreja precisa ter a linguagem da justiça e do amor. Como diz Bento XVI, a linguagem da verdade. Ter em conta também a diversidade de possibilidades encontrada hoje nas diversas culturas e povos.

O que vemos, nos novos tempos, encanta a todos nós. As possibilidades para a defesa da vida e de uma sociedade mais saudável estão muito patentes nos instrumentos de comunicação e nos organismos em geral. É necessário é que sejam bem usados na conquista do bem.

Fonte: http://www.catequisar.com.br/texto/colunas/paulo_mendes/96.htm


PADRE PAULO RICARDO FALA SOBRE NEO-ATEUS DESONESTOS

junho 11, 2011

SER AMIGO DO ESPÍRITO SANTO

junho 11, 2011

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Ser amigo do Espírito Santo

Ele é o nosso conselheiro nas dúvidas

“Crer no Espírito é, portanto, professar que o Espírito Santo é uma das Pessoas da Santíssima Trindade, consubstancial ao Pai e ao Filho, «adorado e glorificado com o Pai e o Filho» (4). É por isso que tratamos do mistério divino do Espírito Santo na «teologia» trinitária. Portanto, aqui só trataremos do Espírito Santo no âmbito da «economia» divina” (Catecismo da Igreja Católica, n. 685).
Essa é a experiência de nossa fé, sendo uma Pessoa, nós podemos nos relacionar com Ele [Espírito Santo], ser amigos, próximos e íntimos d’Ele, porque não dizer. E é exatamente isso que essa Pessoa da Trindade deseja ardentemente de nós para poder nos revelar o amor do Pai e do Filho e o conhecimento dos dois. Esse é o primeiro grande benefício de sermos amigos dessa Pessoa Divina e nos aproximarmos d’Ele.

“O Espírito Santo, pela sua graça, é o primeiro no despertar da nossa fé e na vida nova que consiste em conhecer o Pai e Aquele que Ele enviou Jesus Cristo” (CIC n. 684).

O Espírito Santo de Deus é o nosso mestre de vida de oração, Ele nos ensina a rezar como convém, isto é, a alcançar na oração a vontade de Deus, que alimenta e plenifica a nossa alma. “Da mesma forma, o Espírito vem em socorro de nossa fraqueza. Pois não sabemos o que pedir nem como pedir; é o próprio Espírito que intercede em nosso favor, com gemidos inefáveis” (Rom 8, 26).

“Ninguém conhece o que há em Deus, senão o Espírito de Deus” (I Cor 2, 11). Ora, o Espírito, que O revela, faz-nos conhecer Cristo, seu Verbo, sua Palavra viva; mas não Se diz a Si próprio. “Aquele que falou pelos profetas” faz-nos ouvir a Palavra do Pai. Mas a Ele, nós não O ouvimos. Não O conhecemos senão no movimento em que Ele nos revela o Verbo e nos dispõe a acolhê-Lo na fé” (Catecismo da Igreja Católica, n. 687).

Aproximar-nos desta Pessoa Divina e ser amigos d’Ele nos faz conhecer Sua Palavra e o Seu poder, só pelo Espírito Santo podemos dizer: Jesus Cristo é o Senhor. E pelo mesmo Espírito conhecer e experimentar o amor de Deus Pai.

O primeiro grande fruto da amizade com o Espírito Santo é a experiência do amor de Deus e a salvação em Jesus Cristo, proclamando Seu senhorio. Ninguém será capaz de dizer: “Jesus é Senhor”, a não ser sob influência do Espírito Santo” (cf. I Cor 12,3b).

Ele nos purifica dos nossos pecados. Manda teu espírito, são criados, e assim renovas a face da terra (Sl 104, 30). Ilumina e abre a nossa inteligência: o Espírito Santo que o Pai enviará em meu nome, ele vos ensinará tudo (cf. Jo 14,26). O Espírito Santo nos ensina a ser dóceis e a obedecer aos mandamentos do Senhor: Porei em vós o meu espírito e farei com que andeis segundo minhas leis e cuideis de observar os meus preceitos (cf. Ez 36,27).

Este Amigo Divino confirmará a esperança da vida eterna, pois Ele é o penhor da herança dada por Cristo Jesus: Nele acreditastes e recebestes a marca do Espírito Santo prometido, que é a garantia da nossa herança, até o resgate completo e definitivo, para louvor da sua glória (Ef 1, 13-14). Ele revela aos nossos corações que de Deus nós somos filhos, devolve a dignidade e a convivência perdida pelo pecado original: E a prova de que sois filhos é que Deus enviou aos nossos corações o Espírito do seu Filho, que clama: “Abbá, Pai!”  (Gl 4,6).

Ele é o nosso conselheiro nas dúvidas e nos mostra qual a vontade de Deus: Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às Igrejas. ‘Ao vencedor darei como prêmio comer da árvore da vida, que está no paraíso de Deus’ (Ap 2,7). Anima-nos e levanta-nos do abatimento: Deu-me o Senhor DEUS uma língua habilidosa para que aos desanimados eu saiba ajudar com uma palavra. Toda manhã ele desperta meus ouvidos para que, como bom discípulo, eu preste atenção (Is 50,4).

Ele é o nosso advogado contra o mundo, defensor contra o pecado e principalmente nos defende de nós mesmos quando não conhecemos os desígnios de Deus: E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará um outro Defensor, para que permaneça sempre convosco: o Espírito da Verdade, que o mundo não é capaz de receber, porque não o vê nem o conhece. Vós o conheceis, porque ele permanece junto de vós e estará dentro de vós (cf. Jo 14,16-17).
Sendo amigos do Espírito Santo, recorrendo a Ele, pedindo o socorro do Seu auxílio, chegaremos à vontade do Pai, cuja missão é imprimir em nossa alma, em nossa vida a SANTIDADE: eleitos conforme a presciência de Deus Pai e pela a santificação do Espírito, para obedecerem a Jesus Cristo e serem aspergidos com o seu sangue (I São Pedro 1,2). Esta é a vontade de Deus: a vossa santificação (I Ts 4,3).

Digo, pois: deixai-vos conduzir pelo Espírito, o fruto do Espírito é caridade, alegria, paz, paciência, afabilidade, bondade, fidelidade, brandura, temperança. Contra estas coisas não há lei (cf. Gl 5, 16. 22-23).
Imagine ter um amigo tão virtuoso e cheio de santidade disposto a dividi-la com você. Comecemos agora a falar com Ele:

Vem, Espírito Criador!

Vinde, Espírito Criador, a nossa alma visitai
e enchei os corações com vossos dons celestiais.
Vós sois chamado o Intercessor de Deus excelso dom sem par,
a fonte viva, o fogo, o amor, a unção divina e salutar.
Sois o doador dos sete dons e sois poder na mão do Pai,
por Ele prometido a nós, por nós seus feitos proclamai.
A nossa mente iluminai, os corações enchei de amor,
nossa fraqueza encorajai, qual força eterna e protetor.
Nosso inimigo repeli, e concedei-nos a vossa paz,
se pela graça nos guiais, o mal deixamos para trás.
Ao Pai e ao Filho Salvador, por vós possamos conhecer
que procedeis do Seu amor, fazei-nos sempre firmes crer. Amém!

Padre Luizinho – Comunidade Canção Nova

10/06/2011

Fonte: http://www.cancaonova.com/portal/canais/formacao/internas.php?e=12377


COMENTÁRIO DO EVANGELHO DE DOMINGO 12/06/2011

junho 11, 2011

COMENTÁRIO DO EVANGELHO DE DOMINGO DE PENTECOSTES ANO A: DO DIA 12 DE JUNHO DE 2011, FEITO PELO PADRE MATEUS MARIA.

Clique no link abaixo:

http://www.gloria.tv/?media=165080


PENTECOSTES 2011 COM O PADRE MOACIR ANASTÁCIO

junho 10, 2011

ACOMPANHE PELA TV RENASCIDOS EM PENTECOSTES CLICANDO NO LINK AO LADO, PENTECOSTES 2011 COM O PADRE MOACIR ANASTÁCIO DA PARÓQUIA SÃO PEDRO DE TAGUANTINGA-DF.


PADRE FABIO DE MELO: AMAR PARA PERDOAR

junho 10, 2011

APOIO FAMILIAR NO ADOECIMENTO

junho 10, 2011

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Apoio familiar no adoecimento

É importante voltar à normalidade considerando sua nova condição

Ao passar pelo adoecimento físico ou psíquico de um parente, reconhecemos situações, muitas vezes, vividas numa primeira vez, que passam, por vezes, a desestruturar o ambiente familiar. No momento em que uma doença, em grau maior ou menor de gravidade, é detectada, a pessoa passa por um momento de desequilíbrio, cujo tempo de duração pode variar. A enfermidade, do ponto de vista emocional, é percebida como algo ameaçador e limitante, gerando considerável esforço para confrontá-la e aceitá-la.

Se a família é o primeiro grupo no qual estamos inseridos, o apoio que ela dá ao paciente revela-se fundamental tanto na recuperação como na aceitação da enfermidade. Estudos revelam que pacientes, quando são acompanhados por sua família com maior constância, demonstram reações positivas acerca da melhora e superação. O tempo é um fato importante na aceitação da condição do paciente; inicialmente, percebe-se situações de choque, tristeza e negação, como os principais sentimentos manifestados por ele. O tempo traz aceitação facilitada por alguns e dificultada por outros. Muitas vezes, a própria família faz com que a aceitação da doença seja mais dificultada ao cultivar sentimentos de desesperança e ansiedade.

 A família pode ser uma grande fonte de cura ao promover uma visão de esperança, fé e de disponibilidade (pois, muitas vezes, o paciente sente incomodar a família) e ao transmitir, por mais difícil que seja, a força que a pessoa adoecida não tem nesse momento. O suporte social, especificamente o familiar, possibilita às pessoas enfrentarem os seus problemas de modo mais eficaz, amenizando a dor e o sofrimento, diminuindo a ansiedade e a depressão, fazendo com que estejam emocionalmente mais estáveis.

É importante reconhecer que uma pessoa adoecida vive muitas fantasias a respeito do seu diagnóstico; muitas destas são criadas por aquilo que ela ouviu do médico, pelas crendices, por elementos conscientes ou inconscientes gerados a partir do que viu ou viveu, as quais [fantasias] podem também fazer parte do imaginário da família. Para que ambos possam reconhecer e compreender as limitações e perdas que a doença acarreta, é importante que adaptações sejam feitas e que aprendam a lidar com as mudanças desse tempo.

Usar a expressão da verdade do que está ocorrendo sempre é um fator muito importante; quanto mais conscientes estamos, tanto mais possibilidades de compreensão teremos para passar ao paciente. É importante estimulá-lo para que, à medida do possível, possa retomar sua vida e voltar à normalidade considerando sua nova condição. Além disso, é importante que os sentimentos das pessoas envolvidas, como o enfermo e sua família, não interfiram na vida de cada um e que seus sentimentos sejam trabalhados e vivenciados de forma adequada. Fica aqui o alerta: muitas vezes a família tende a um sofrimento e depressão maior do que o próprio paciente. Por isso, é importante que todos possam compreender o que ocorre nesse momento, acalmando sentimentos e ansiedade latentes.

Quando a doença tem um significado para toda a família, possibilitamos que ela seja compreendida de forma mais efetiva. Há possibilidade de uma reorganização familiar para acompanhar esta pessoa, bem como facilitar uma vivência coletiva, evitando a sobrecarga em um dos membros apenas. Como núcleo central de nossa formação, a família que nega a doença, nega também que adoecer faz parte do ciclo da vida, alimentando fantasias que não favorecem o processo de cura ou melhora dos sintomas do enfermo

Não temos dúvida de que todo o cenário do adoecimento traz sofrimento para ambas as partes [enfermo e família], mas o cuidado, a fé, a esperança e a busca de ajuda especializada, quando já não temos força para superar os desafios da enfermidade, bem como as práticas espirituais, permitirão que consigamos transcender esta etapa.

Deixe seu comentário! Abraço fraterno!

Foto Elaine Ribeiro
psicologia01@cancaonova.com
Elaine Ribeiro, Psicóloga Clínica e Organizacional, colaboradora da Comunidade Canção Nova.
Blog: temasempsicologia.wordpress.com
Twitter: @elaineribeirosp

09/06/2011

Fonte: http://www.cancaonova.com/portal/canais/formacao/internas.php?e=12381


PADRE FABIO DE MELO: CORAÇÃO CONVERTIDO

junho 8, 2011

E QUANDO A ORAÇÃO NÃO FUNCIONA?

junho 8, 2011
 

E QUANDO A ORAÇÃO NÃO FUNCIONA?

E quando mesmo orando mais, suplicando e recorrendo ao auxilio do Senhor, acabamos caindo em alguma falta?
Parece que a oração não foi eficaz?
 

“Revesti-vos da armadura de Deus, para que possais resistir às ciladas do demônio. Porque nós não temos que lutar (somente) contra a carne e o sangue, mas sim contra os principados e potestades (do inferno), contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra os espíritos malignos (espalhados) pelos ares. Portanto, tomai a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e ficar de pé depois de ter vencido tudo.” (Efésio 6, 11-13.) Certamente muitas vezes temos passado e ainda possamos passar por esse “dia mau” de que fala São Paulo. Há dias em que logo nas primeiras horas percebemos que a luta será mais intensa e que as tentações se levantam contra nós com muito mais ímpeto. Muitas vezes, conscientes de nossa fraqueza, já nas primeiras orações pedimos a Nosso Senhor, por meio de Nossa Senhora, um auxílio maior para determinadas situações. É que nesses “dias maus” as ocasiões de pecado se apresentam muitas vezes de forma sutil, e em outras, de forma violenta. É um verdadeiro sofrimento! Então devemos suplicar mais intensamente o auxílio de Deus. Mas, infelizmente, mesmo orando mais, suplicando e recorrendo ao auxilio sobrenatural, a pessoa pode acabar caindo! Pode-se indagar por que razão que, embora essa pessoa se tenha dado conta, com antecedência, das dificuldades a serem enfrentadas e ter feito as orações, no entanto isto não lhe adiantou no sentido de ter evitado cometer a falta? Por que lhe faltaram as forças suficientes para ela se manter de pé? Acontece que, além da oração, é indispensável também a vigilância. Ou seja, é preciso prevenir e evitar as ocasiões. “Vigiai e orai para que não entreis em tentação. Pois o espírito está pronto, mas a carne é fraca.” (São Marcos 14,38.) O grande problema, muitas vezes, quando sofremos tentações fortes, é deixarmos nos levar apenas pelos sentidos e não por uma prévia deliberação firme da vontade. Aí cedemos aos impulsos emocionais mais agudos. Em momentos como estes, acabamos olhando apenas para o objeto da tentação e ignoramos as circunstâncias que a produzem. A vigilância está em antever o problema, em buscar resolvê-lo antes que se manifeste, evitando a ocasião. É como um general que tem os soldados sempre prontos para o combate. Ao perceber qualquer indício de provável adversário, imobiliza-o antes que ele se aproxime. Quando Nosso Senhor acordou os Apóstolos e disse: “Levantai-vos, vamos; eis que aquele que me há de entregar está próximo” (São Marcos, 14, 42), Ele não os adverte para que fujam, mas para que se dêem conta de que o inimigo está chegando. Da mesma forma, nós devemos estar atentos para não darmos nenhuma oportunidade a inimigo de nossas almas nos surpreenda “dormindo”. Devemos prestar atenção nas circunstâncias e rejeitar toda e qualquer concessão que mais tarde se tornará numa fraqueza quando a tentação se manifestar.

Fonte: http://www.espacomaria.com.br/?cat=8&id=3414


MONSENHOR JONAN ABIB: O PERDAO RESSUSCITA FAMILIAS

junho 7, 2011

O SILÊNCIO: O PORTEIRO DA VIDA INTERIOR

junho 7, 2011

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O silêncio: o porteiro da vida interior

É necessário escutar bem para falar bem e na hora certa

Muito me incomoda, em nossos tempos modernos, o barulho generalizado, ou seja, a falta de silêncio interior e exterior também para podermos rezar, tomar decisões, escutar a Deus, a si mesmo e aos outros. Outro dia fui ao Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida e li numa das colunas internas do santuário o apelo: “Silêncio é também oração!” Parece que diante de tudo que a gente vive é necessário falar o tempo todo, pouco se faz silêncio, um dos motivos, penso eu, é que, na verdade, nós temos medo do que vamos ouvir, por isso, o silêncio nos incomoda tanto.

É verdade que o silêncio é imprescindível para rezar, mas não só para isso. Para qualquer diálogo é preciso escutar, calar e ouvir o outro. Nós aprendemos a falar porque escutamos nossos pais e irmãos falando e começamos a dizer as primeiras palavras. É necessário escutar bem para falar bem e na hora certa. É necessário ouvir para aprender. Silenciar para se ter coragem para reconhecer o homem interior. É uma viagem tão pequena a que se faz da mente ao coração, mas nós temos um medo muito grande de realizá-la, porque não sabemos o que vamos encontrar. Muitas vezes, porque o sabemos não temos coragem de nos recolher no coração e deparar com alguns monstros bem conhecidos.

Existem alguns níveis de silêncio que fogem, muitas vezes, do padrão, pois esse estado não é somente ausência de barulho.

É verdade que o primeiro nível de silêncio é o exterior, que pode incomodar muito e interferir em nossa vida e em nossa saúde. “Sem recolhimento não há profundidade” e vivemos na superficialidade, fazendo muito barulho para não escutar os gritos do nosso interior. Exemplo disso é o barulho das grandes cidades, que hoje é um problema de saúde pública; por essa razão, há muitas famílias procurando residências afastadas dos grandes centros e se mudando para sítios e cidades menores. A necessidade do silêncio para descansar o corpo e a alma.

O silêncio interior é, antes de tudo, o mais necessário e imprescindível para o ser humano, para o seu equilíbrio, para discernir e tomar decisões, para ouvir a sua consciência. Mesmo porque haverá momentos em que, mesmo em meio a muitas pessoas conversando, trabalhando ou até se divertindo, isso não vai nos incomodar porque há silêncio interior dentro de nós. Por isso, a ausência de barulho interior, de agitação, de nervosismo e de distração é essencial para a vida de todo ser humano.

Este estado de espírito se desenvolve em nós quando construímos e temos a PAZ. Esta paz não é somente ausência de guerra, de confusão, de brigas; ela provém de um caminho de maturidade e equilíbrio que vamos fazendo em nossa vida, de escolhas, de pessoas que caminham conosco, pois o grupo ao qual nos associamos pode nos tirar ou nos dar a paz, e isso influencia diretamente em nosso interior, no silêncio ou no barulho e confusão que transmitimos. Daí nós nos tornamos promotores da paz ou da confusão, do silêncio ou do barulho.

“Shalom” é o nome da paz do Ressuscitado, uma PAZ completa que atinge o corpo e a alma de cada homem e mulher, que ultrapassa as condições externas e nasce de uma experiência interior, de uma coragem de encarar a vida e de escutar as vozes de dentro e de fora. Jesus disse para os discípulos, com medo e escondidos: “Deixo-vos a Paz, a minha paz vos dou; mas não a dou como o mundo. Não se perturbe nem se intimide o vosso coração” (cf. João14, 27). Quando Deus visita o interior de nosso coração nasce a Paz, o SILÊNCIO e a Coragem.

Por isso, silêncio não é somente uma questão de “PSIU”! E como é chato ter a necessidade de fazer ou ver e ouvir alguém colocando o dedo indicador na boca e fazendo esse barulho “PSIU”, que mais irrita do que resolve. O que resolve, na verdade, é a Paz, o “Shalom”, que é a mãe do silêncio interior a transbordar para nossa vida exterior. Desejo para você a Paz, para que possa ter o silêncio e as condições para decidir e viver melhor a vida! Se o silêncio é o porteiro da vida interior, façamos, com coragem, essa viagem preciosa ao mundo desconhecido de nossa alma: nossa consciência e você verá que a conhecendo encontrará mais surpresas agradáveis.

 Convido a rezar comigo essa oração a Virgem Mãe do Silêncio:

Oração: Virgem do Silêncio, Tu que ouve nossas vozes, ainda que não falemos, pois compreende no movimento de nossas mãos a linguagem de nossos corações. Não te pedimos Senhora, que nos dê a voz e o ouvido para nossos corpos, mas sim que nos conceda entender a Palavra do teu Filho e o discernimento dos espíritos. Chegar a Ele com amor para salvação de nossas almas.

Queremos amar nosso silêncio para evitar a calunia, o ódio e o pecado, e calando dar testemunho de nossa fé. Queremos oferecer-te o silêncio no qual vivemos para que todos te chamemos de Mãe e sejamos verdadeiros irmãos, sem ódios, nem rancores, como filhos teus. Pedimos que traduza nosso arrependimento, nossas palavras quando não conseguimos expressar diante do teu Filho, na hora das decisões, da morte, para que na outra vida, possamos ouvir e falar cantando tua louvação por toda a eternidade. Amém.

“Sua mãe [Santíssima Virgem Maria] guardava todas estas coisas no coração” (Lucas 2,51).

Minha bênção fraterna+

Padre Luizinho – Comunidade Canção Nova
http://blog.cancaonova.com/padreluizinho/

Fonte: http://www.cancaonova.com/portal/canais/formacao/internas.php?e=11857


Homilia do Papa Bento XVI na Missa para as famílias croatas – 05/06/2011

junho 6, 2011

 

Homilia do Papa Bento XVI
na Missa para as famílias croatas

05.06.2011  Zagreb – Croácia: Dezenas de milhares de pessoas participaram no hipódromo de Zagreb da missa solene celebrada pelo papa em seu segundo e último dia de visita à Croácia, na I Jornada Nacional das famílias católicas croatas.

Nesta Santa Missa que tenho a alegria de presidir, concelebrando com numerosos Irmãos no episcopado e com um grande número de sacerdotes, agradeço ao Senhor por todas as queridas famílias aqui reunidas e por muitas outras que estão unidas conosco através do rádio e da televisão. O meu agradecimento particular ao Cardeal Josip Bozanić, Arcebispo de Zagrábia, pelas sentidas palavras que me dirigiu no início da Santa Missa. A todos dirijo a minha saudação e exprimo a minha grande estima com um abraço de paz.

Celebramos há pouco a Ascensão do Senhor e preparamo-nos para receber o grande dom do Espírito Santo. Vimos, na primeira leitura, como a comunidade apostólica se reunira em oração no Cenáculo com Maria, a Mãe de Jesus (cf. Ato 1, 12-14). Este é um retrato da Igreja cujas raízes assentam no evento pascal: de fato, o Cenáculo é o lugar onde Jesus instituiu a Eucaristia e o Sacerdócio na Última Ceia, e onde, ressuscitado dos mortos, efundiu o seu Espírito sobre os Apóstolos ao entardecer do dia de Páscoa (cf. Jo 20, 19-23).

O Senhor ordenara aos seus discípulos que “não se afastassem de Jerusalém, mas que esperassem a Promessa do Pai” (Ato 1, 4), isto é, pedira que permanecessem juntos preparando-se para receber o dom do Espírito Santo. E eles reuniram-se em oração com Maria no Cenáculo à espera do acontecimento prometido (Ato 1, 14).

Permanecer juntos foi a condição que Jesus pôs para acolherem a vinda do Paráclito, e a prolongada oração foi o pressuposto da sua concórdia. Aqui encontramos uma lição estupenda para cada comunidade cristã. Às vezes pensa-se que a eficácia missionária dependa principalmente de uma cuidadosa programação e da sua realização inteligente através de um compromisso concreto. O Senhor pede certamente a nossa colaboração, mas, antes de qualquer resposta da nossa parte, é necessária a sua iniciativa: o verdadeiro protagonista é o seu Espírito, que se deve invocar e acolher.

No Evangelho, ouvimos a primeira parte da chamada “oração sacerdotal” de Jesus (cf. Jo 17, 1-11a) – depois dos discursos de despedida – repleta de familiaridade, ternura e amor. Designa-se “oração sacerdotal”, porque nela Jesus aparece na atitude de sacerdote que intercede pelos seus, quando está para deixar este mundo. Predomina no texto um duplo tema: o da hora e o da glória. Trata-se da hora da morte (cf. Jo 2, 4; 7, 30; 8, 20), a hora em que o Filho deve passar deste mundo para o Pai (Jo 13, 1); mas ao mesmo tempo é também a hora da sua glorificação que se realiza através da cruz, designada pelo evangelista João como “exaltação”, isto é, levantamento, elevação à glória: a hora da morte de Jesus, a hora do amor supremo, é a hora da sua glória mais alta. Também para a Igreja, para cada cristão, a glória mais alta é aquela Cruz, é viver a caridade, dom total a Deus e aos outros.

Amados irmãos e irmãs! De bom grado acolhi o convite que me fizeram os Bispos da Croácia para visitar este País por ocasião do primeiro Encontro Nacional das Famílias Católicas Croatas. Desejo exprimir vivo apreço pela vossa solicitude e empenho a favor da família, não só porque esta realidade humana fundamental tem hoje no vosso país, como noutros lados, de enfrentar dificuldades e ameaças e, por conseguinte, precisa particularmente de ser evangelizada e sustentada, mas também porque as famílias cristãs são um recurso decisivo para a educação na fé, para a edificação da Igreja como comunhão e para a sua presença missionária nas mais diversas situações da vida.

Conheço a generosidade e dedicação com que vós, queridos Pastores, servis o Senhor e a Igreja. O vosso trabalho diário, tanto na formação da fé das novas gerações como na preparação para o matrimônio e no acompanhamento das famílias, é o caminho fundamental para regenerar incessantemente a Igreja e também para vivificar o tecido social do país. Possa este precioso serviço pastoral continuar a contar com a vossa disponibilidade!

Cada um bem sabe como a família cristã é um sinal especial da presença e do amor de Cristo e como está chamada a dar uma contribuição específica e insubstituível para a evangelização. O Beato João Paulo II, que visitou três vezes este nobre país, afirmava que “a família cristã é chamada a tomar parte viva e responsável na missão da Igreja de modo próprio e original, colocando-se ao serviço da Igreja e da sociedade no seu ser e agir, enquanto comunidade íntima de vida e de amor” (Familiaris consortio, 50). A família cristã foi sempre a primeira via de transmissão da fé e ainda hoje conserva grandes possibilidades para a evangelização em muitos âmbitos.

Queridos pais, empenhai-vos sempre em ensinar os vossos filhos a rezar, e rezai com eles; aproximai-os dos Sacramentos, especialmente da Eucaristia (este ano, celebrais seis séculos do “milagre eucarístico de Ludberg”); introduzi-os na vida da Igreja; na intimidade doméstica, não tenhais medo de ler a Sagrada Escritura, iluminando a vida familiar com a luz da fé e louvando a Deus como Pai. Sede uma espécie de Cenáculo em miniatura, como o de Maria e dos discípulos, onde se vive a unidade, a comunhão, a oração.

Hoje, graças a Deus, muitas famílias cristãs vão adquirindo cada vez maior consciência da sua vocação missionária, e comprometem-se seriamente dando testemunho de Cristo Senhor. O Beato João Paulo II fez questão de salientar: “Uma família autêntica, fundada no matrimônio, é em si mesma uma ‘boa notícia’ para o mundo”. E acrescentou: “No nosso tempo, são cada vez mais numerosas as famílias que colaboram ativamente na evangelização. Amadureceu na Igreja a hora da família, que é também a hora da família missionária” (Angelus, 21 de Outubro de 2001).

Na sociedade atual, é muito necessária e urgente a presença de famílias cristãs exemplares. Infelizmente temos de constatar, sobretudo na Europa, o aumento de uma secularização que leva a deixar Deus à margem da vida e a uma crescente desagregação da família. Absolutiza-se uma liberdade sem compromisso com a verdade, e cultiva-se como ideal o bem-estar individual através do consumo de bens materiais e de experiências efêmeras, descuidando a qualidade das relações com as pessoas e os valores humanos mais profundos; reduz-se o amor a mera emoção sentimental e à satisfação de impulsos instintivos, sem empenhar-se por construir laços duradouros de mútua pertença e sem abertura à vida. Somos chamados a contrastar esta mentalidade.

A par da palavra da Igreja, é muito importante o testemunho e o compromisso das famílias cristãs, o seu testemunho concreto, sobretudo para afirmar a intangibilidade da vida humana desde a concepção até ao seu fim natural, o valor único e insubstituível da família fundada no matrimônio e a necessidade de disposições legislativas que sustentem as famílias na sua tarefa de gerar e educar os filhos. Queridas famílias, sede corajosas! Não cedais à mentalidade secularizada que propõe a convivência como preparação ou mesmo substituição do matrimônio.

Mostrai com o vosso testemunho de vida que é possível amar, como Cristo, sem reservas, que não é preciso ter medo de assumir um compromisso com outra pessoa. Queridas famílias, alegrai-vos com a paternidade e a maternidade! A abertura à vida é sinal de abertura ao futuro, de confiança no futuro, tal como o respeito da moral natural, antes que mortificar a pessoa, liberta-a. O bem da família é igualmente o bem da Igreja.

Quero repetir aqui o que disse um dia: “A edificação de cada uma das famílias cristãs situa-se no contexto daquela família mais ampla que é a Igreja, a qual a sustenta e leva consigo.  E, vice-versa, a Igreja é edificada pelas famílias, pequenas Igrejas domésticas” (Discurso de abertura do Congresso eclesial diocesano de Roma, 6 de Junho de 2005: Insegnamenti di Benedetto XVI, vol. I, 2005, p. 205). Peçamos ao Senhor que cada vez mais as famílias se tornem pequenas Igrejas e as comunidades eclesiais sejam cada vez mais família.

Queridas famílias croatas, vivendo na comunhão de fé e caridade, sede testemunhas de maneira sempre mais transparente da promessa que o Senhor, ao subir ao Céu, fez a cada um de nós: “Eu estou sempre convosco até ao fim dos tempos” (Mt 28, 20).

Amados cristãos croatas, senti-vos chamados a evangelizar com toda a vossa vida; senti intensamente a palavra do Senhor: “Ide, pois, fazer discípulos de todas as nações” (Mt 28, 19). A Virgem Maria, Rainha dos Croatas, vele incessantemente sobre este vosso caminho. Amém.

Sejam louvados Jesus e Maria!

Fonte: Rádio Vaticano.

Extraído do site: http://www.derradeirasgracas.com/3.%20Papa%20Bento%20XVI/Homilia%20do%20Papa%20Bento%20XVI%20na%20Missa%20para%20as%20famílias%20croatas..htm


OS 10 MANDAMENTOS – PARTE 1

junho 6, 2011

1º Amar a Deus sobre todas as coisas

2º Não usar o nome de Deus em vão

3º Guardar domingos e festas da Igreja.

4º Honrar pai e mãe

5º Não matarás


VIAS CONCRETAS DE CONVERSÃO E ENTREGA

junho 6, 2011
 
VIAS CONCRETAS DE CONVERSÃO E ENTREGA
 
Não podia ser de outro modo, se Fátima nos recorda o essencial da mensagem evangélica, que é a necessidade de tomar a sério o amor com que Deus nos cria e nos salva, tem de mostrar os caminhos para chegar a ele, tem de conter referencias aos espaços de encontro dos homens com esse amor.
Ora, tais espaços são fundamentais a Igreja, com a doutrina e os sacramentos que nela deixou o amor eterno do pai, revelando-se no Filho, pelo Espírito santo. Mantemos o esquema trinitário da eclesiologia do Vaticano II e compreendermos mais uma vez o sentido daquela oração ensinada pelo Anjo aos videntes, na Eucaristia, o sacramento dos sacramentos, que faz a Igreja e é feita pela Igreja, como diria um grande teólogo dos nossos dias. Por isso ela ocupa um lugar central na prática cristã para que aponta a vida dos pastorinhos, sobretudo após a terceira aparição do anjo, mas também antes, basta pensarmos nas enternecedoras conversas acerca da comunhão e do Jesus escondido. Alguns objetarão que na mensagem de Fátima há poucas referencias e ainda assim, apenas indiretas, à Eucaristia como celebração é, sobretudo a presença real e o intimismo da adoração e da comunhão sacramental que entra na perspectiva dos videntes e dos seus primeiros intérpretes. A isso respondemos dizendo, antes de mais nada, que se trata de um dos aspectos sobre os quais o estudo da documentação poderia lançar alguma luz. No entanto, não deixa de ser importante realçar o significado da acentuação antecipada de uma perspectiva que os exageros da leitura parcial de alguns textos do Magistério ameaçaram apagar por completo. Mas o que talvez seja mais digno de nota é como também em Fátima se pode ver a pedagogia divina, concretamente neste pormenor, como poderiam aquelas crianças entender uma linguagem que cinco décadas mais tarde alguns Pastores e teólogos entenderam tal mal? Seja como for, a piedade eucarística dos videntes, sobretudo nos anos de que falam as Memórias da Irmã Lúcia, faz parte integrante da mensagem de Fátima e como tal tem de ser estudada, ela apresenta-se como resposta total da pessoa ao amor eterno de Deus, presente na Igreja e em tudo o que nela é celebração do ministério de cristo… Da palavra aos sacramentos, passando pelas ânsias de salvar o mundo, que encontramos na evangelização e no apostolado pessoal. Todos estes temas aparecem na oração do Anjo, que será um dos textos sobre que terão de se debruçar demoradamente àqueles que quiserem estudar a teologia da mensagem de Fátima. Falamos dos anos que se referem às Memórias e que vão da Primavera de 1916 – primeira aparição do Anjo – à primavera de 1922 – morte de jacinta, pensamos que eles constituem o essencial da mensagem de Fátima, não só pelo que durante eles aconteceu, mas, sobretudo porque a eles se terá de voltar sempre para compreender o resto. É por isso que, em nosso entender, as especulações à volta do SEGREDO particularmente da chamada terceira parte e do que poderia dizer-nos a vidente ainda viva, serão perigosas tentações, porque ameaçam permanentemente fazer-nos esquecer o que nos dizem as palavras e a vida das crianças, que é onde teremos sempre de ir procurar o significado do resto. A não ser que queiramos transformar Fátima noutra coisa qualquer, que, boa ou má, não seria nunca a que Deus quis para a humanidade deste século. Eucaristia – adoração, comunhão reparadora (O coração Imaculado de Maria é o caminho mais curto para, através da Igreja, chegar à profundidade do amor de Deus) – o Papa, a Igreja, a Santíssima Trindade, que o vaticano II quis ver refletida no mistério do Corpo Místico de Cristo. Não se percebe como foi possível chegar ao septuagésimo quinto aniversário das Aparições sem ter extraído delas toda a riqueza que aí se encontra, a não ser pelo fato de cairmos tantas vezes na tentação referida, de irmos à procura do sensacional, do que só uma desenfreada especulação pode descobrir em certos por menores, que perdem sentido fora do conjunto. O que Fátima nos diz é o mundo irá de mal a pior, se não se volta para Deus, que era o que diziam já os profetas, quando viam os responsáveis pela vida de Israel à procura de remédios para seus males, sem se inquietarem com as indenidades individuais e coletivas à Aliança. E diz-nos ainda Fátima que não temos outro caminho para regressar a Deus senão aprofundado a relação com ele, criada a partir do batismo e que depende da nossa vida eclesial.Por outras palavras, depois da Encarnação, não se vai a Deus sem a mediação da Igreja. Enquanto não pudermos dispor de uma edição crítica dos documentos, será sempre arriscado dizer em que medida, por exemplo, revelações posteriores, ainda não reconhecidas pela autoridade competente, estão incluídas no que sabemos da época das Aparições e anos imediatos, continuamos a considerar o limite da morte de Jacinta. É o que acontece, por exemplo, com a consagração do mundo ao Imaculado Coração de Maria. Se bem que seja para nós um gesto profundamente significativo à consagração realizada pelos Papas, sobretudo a que João Paulo II levou a efeito, a 24 de março de 1984. Mas, seguindo precisamente a teologia da consagração exposta pelo mesmo Sumo Pontífice em Fátima, a 13 de Maio de 1982, damo-nos conta de que a Virgem Santíssima, a primeira coisa que pede aos pastorinhos, em 1917,é uma consagração, uma entrega total a Deus, por intermédio de Sua e nossa Mãe. E esta entrega era o que anunciava a Anjo, quando lhes dizia que os corações de Jesus e Maria tinham sobre eles desígnios de misericórdia. Entrega que as três crianças realizaram conscientemente, em plena liberdade, naquele pronto, sem hesitações, pronunciado como resposta ao pedido sa senhora: Quereis oferecer-vos a Deus para suportar todos os sofrimentos que Ele quiser enviar-nos, em ato de reparação pelos pecados com que ele é ofendido e de súplica pela conversão dos pecadores? – Sim queremos. – Ides, pois, ter muito que sofrer, mas a graça de Deus será o vosso conforto. (Memórias da irmã Lúcia, 6o edição, pág. 65/66.) Não vale a pena procurar em Fátima qualquer solução mágica, que nos dispense de realizar a passagem pela porta estreita de que fala o Evangelho: Maria, no alto da serra de Aire, é o caminho de Deus recordando-nos a necessidade da conversão, Que terá de passar pela obscuridade da fé… Ele claro, mas também nos meios que nos deixou para chegar a ele, como é a Igreja. Depois, esse carinho, que providencialmente quer ser materna, num mundo em que se desprestigia cada vez mais maternidade, fala de entregar-se generosamente ao serviço da conversão dos outros, que será igualmente uma fora de aprofundar a própria conversão, é uma constante da história da espiritualidade, ninguém que tenha encontrado Deus descansa enquanto souber que há pessoas que o não conhecem e todo aquele que se dá de alma e coração ao cuidado de aproximar os outros de Deus, está cada vez mais profundamente mergulhado nele. Para compreendermos o que se passa com aquelas duas crianças que pouco a pouco se transformaram em hóstias vivas, imolando-se ao amor de Deus, para desagravar e salvar, não podemos esquecer a seriedade do seu encontro com esse amor, do qual brota todo o mistério das relações pessoais intra-divinas, fonte da nossa comunhão com a Trindade e de que as nossas relações intra-mundanas são um reflexo. Algumas pessoas escandalizam-se com as penitencias a que se sujeitaram os videntes e parece-lhes que, vista do angulo das crianças, a mensagem de Fátima é demasiado triste: Pensamos que este escândalo só se explica pela superficialidade com que nós próprios vivemos as grandes realidades da nossa vida humana, sempre os corações medíocres se chocaram com os exageros dos apaixonados.E quando se trata, não já de uma paixão horizontal, apenas à medida do homem, mas incendiada em amor sobrenatural, com deus como fonte e objeto, as coisas entram no âmbito do mistério, só quem for igualmente santo e apaixonado poderá compreender as loucuras dos grandes santos. Afinal, não se trata de compreender tudo quando se passa na visa dos pastorinhos, que são, em qualquer dos casos, objeto de um chamamento especial, nem todos os carismas são comuns,ainda que todos devam reverter para o bem da comunidade, recorda-nos São Paulo.(cfr. 1C 12,7) O que essa vida nos diz, como uma força raramente encontrada noutras revelações particulares,é que o pecado é algo muito sério porque tentando afastar Deus do mundo a que ele dá o ser e o sentido, desordena esse mundo, corrompe as vontades e torna infelizes aqueles que foram criados para serem felizes. E que a felicidade não está em ter e gozar, mas o crescimento do ser, que só se verifica na lógica do amor, que é doação e entrega, sem cálculo nem medida. E estamos em crer que nenhuma espiritualidade poderá considerar-se inspirada em Fátima e na sua mensagem, se não põe no centro de sua dinâmica esta reflexão sobre o pecado e o amor, iluminada pela vida das crianças que viram Nossa Senhora.

Fonte: http://www.espacomaria.com.br/?cat=8&id=3409


COMENTÁRIO DO EVANGELHO DE DOMINGO 05/06/2011

junho 5, 2011

COMENTÁRIO DO EVANGELHO DO DOMINGO DA ASCENSÃO DO SENHOR, DIA 05 DE JUNHO DE 2011, FEITO PELO PADRE MATEUS MARIA.

CLIQUE NO LINK ABAIXO E ASSISTA:

http://www.gloria.tv/?media=162954


PADRE FABIO DE MELO: RESPEITAR OPINIÕES OPOSTAS

junho 4, 2011

DEUS QUER QUE VOCÊ EXPERIMENTE A GRAÇA DO ESPÍRITO SANTO

junho 3, 2011
Padre Roger Luís
Foto: Wesley Almeida
 

Deus quer que você experimente a graça do Espírito Santo

 
As situações de enfermidade são oportunidades para crescermos, para investirmos nossa vida no Senhor, pois tudo concorre para o bem dos que amam a Deus. O único que pode transformar a tristeza em alegria é Ele.Se você traz em seu coração um sentimento de angústia, a Palavra de hoje é para você, pois só Deus pode transformar a sua tristeza em alegria. Mas é preciso render seu coração a o Senhor, ser submisso a Ele e deixar o sopro d’Ele levá-lo.Nós estamos em tempos de perseguição, e esta é intensa. Basta acompanhar os noticiários e você vai ver quantos missionários estão sendo mortos pelo mundo devido à perseguição religiosa. Esse mal [perseguição] irá se intensificar no final dos tempos, seremos levados aos tribunais. Basta ver tudo aquilo que se tenta aprovar como lei no Brasil. Mas nós cristãos temos de lutar na certeza de nosso conhecimento de fé. As coisas vão se afunilar e, a cada ano, estas serão mais difíceis; mas existe uma certeza: “Eu [Jesus] estarei convosco todos os dias até o fim dos dias”. O Espírito Santo irá nos fazer permanecer firmes na fé, a não negá-la quando os perseguidores nos atacarem.Tenho pena dos cristãos moderados quando começar este tempo de perseguição; pena daqueles que não assumem realmente a sua fé e não se abrem para a ação de Deus, pois irão sofrer. Eles negarão Jesus Cristo por causa de postos, de status; vão negar Jesus para estarem bem com os homens. Mas aqueles que se deixarem conduzir, assim como o apóstolo Paulo, precisarão de duas virtudes: ser obedientes, submissos e humildes. Escutar é obedecer à voz do Senhor.

“Escutar é obedecer a voz do Senhor”
Foto: Wesley Almeida

Deus quer que você experimente a graça do Espírito Santo para permanecer fiel, até o fim, ao Senhor, à doutrina da Igreja e ao Espírito Santo, que quer realizar na sua vida essa obra.

Precisamos entender que remar contra o vento cansa. Muitas pessoas estão caminhando na direção contrária do vento, mas o Espírito quer nos levar na direção do céu e fazer de nós pessoas cheias da graça para enfrentarmos os tempos difíceis.

O Espírito sopra e nos prepara para o dia final. Os sinais estão aí, seja fiel a Deus e à doutrina.

Senhor, eu quero experimentar, na minha família e na minha vida, o sopro do Seu Espírito. Eu quero experimentar a santidade, os Seus carismas, os frutos do Seu Espírito, Senhor. Especialmente a alegria, porque eu creio que toda tristeza se transformará em alegria”.

Transcrição e adaptação: Michelle Mimoso

Fonte: http://www.cancaonova.com/portal/canais/eventos/novoeventos/cobertura.php?cod=2562&pre=6993&tit=Deus%20quer%20que%20você%20experimente%20a%20graça%20do%20Espírito%20Santo


PADRE FABIO DE MELO: PACIÊNCIA COM OS IDOSOS

junho 2, 2011

PAPA BENTO XVI – A ORAÇÃO: MOISÉS FOI MEDIADOR POR EXCELÊNCIA

junho 2, 2011

Catequese de

 Bento XVI.

A Oração:
Moisés foi mediador por excelência.

1º de junho de 2011 – Cidade do Vaticano: No encontro nesta manhã na Praça São Pedro com milhares de fiéis, Bento XVI prosseguiu sua reflexão sobre a oração, citando o exemplo de Moisés.

Queridos irmãos e irmãs,
Lendo o Antigo Testamento, uma figura ressalta-se entre as outras: aquela de Moisés, exatamente como homem de oração. Moisés, o grande profeta e condutor no período do êxodo, desempenhou a sua função de mediador entre Deus e Israel fazendo-se portador, junto ao povo, das palavras e ordens divinas, conduzindo-o à liberdade da Terra Prometida, ensinando aos Israelitas a viver na obediência e na confiança a Deus durante uma longa permanência no deserto, mas também, e diria sobretudo, rezando.

Ele reza pelo Faraó quando Deus, com as pragas, tentava converter o coração dos Egípcios (cf. Ex 8–10); pede ao Senhor a cura da irmã Maria, acometida pela lepra (cf. Nm 12,9-13), intercede pelo povo que havia se rebelado, amedrontado pelas ordens dos exploradores (cf. Nm 14,1-19), reza quando o fogo estava por devorar o acampamento (cf. Nm 11,1-2) e quando serpentes venenosas faziam um massacre (cf. Nm 21,4-9); dirige-se ao Senhor e reage protestando quando o peso da sua missão havia se tornado muito pesado (cf. Nm 11,10-15); vê Deus e fala com Ele “face a face, como alguém que fala com o próprio amigo” (cf. Ex 24,9-17; 33,7-23; 34,1-10.28-35).
Também quando o povo, no Sinai, pede a Aarão para construir o bezerro de ouro, Moisés reza, explicando de modo emblemático a sua função de intercessor. O episódio é narrado no capítulo 32 do Livro do Êxodo e tem uma narração paralela em Deuteronômio no capítulo 9. É sobre esse episódio que gostaria de ater-me na Catequese de hoje, e em particular sobre a oração de Moisés que encontramos na narração do Êxodo.

O povo de Israel encontrava-se aos pés do Sinai enquanto Moisés, sobre o monte, esperava o dom das tábuas da Lei, jejuando por quarenta dias e quarenta noites (cf. Ex 24,18; Dt 9,9). O número quarenta tem valor simbólico e significa a totalidade da experiência, enquanto com o jejum indica-se que a vida vem de Deus, é Ele que a sustenta. O ato de comer, de fato, implica assumir o alimento que nos sustenta; por isso, jejuar, renunciando ao alimento, nesse caso, tem um significado religioso: é um modo de indicar que não só de pão vive o homem, mas de toda a palavra que sai da boca do Senhor (cf. Dt 8,3). Jejuando, Moisés mostra esperar o dom da Lei divina como fonte de vida: essa revela a vontade de Deus e nutre o coração do homem, fazendo-o entrar em uma aliança com o Altíssimo, que é fonte da vida, é a vida mesma.
Mas, enquanto o Senhor, sobre o monte, dá a Moisés a Lei, aos pés do monte o povo a transgride. Incapazes de resistir à espera e à ausência do mediador, os Israelitas pedem a Aarão: “Faze-nos um deus que marche à nossa frente, porque esse Moisés, que nos tirou do Egito, não sabemos o que é feito dele” (Ex 32,1). Cansado de um caminho com um Deus invisível, agora que também Moisés, o mediador, desapareceu, o povo pede uma presença tangível, palpável, do Senhor, e encontra no bezerro de metal fundido feito por Aarão um deus tornado acessível, ao alcance do humano.

É essa uma tentação constante no caminho de fé: contornar o mistério divino construindo um deus compreensível, correspondente aos próprios esquemas, aos próprios projetos. Aquilo que acontece no Sinai mostra toda a estupidez e a ilusória vaidade dessa pretensão porque, como ironicamente afirma o Salmo 106, “trocaram a sua glória pela estátua de um touro que come feno” (Sal 106, 20). Por isso o Senhor reage e ordena a Moisés que desça do monte, revelando-lhe o que o povo estava fazendo e terminando com essas palavras: “Agora, deixa, pois, que se acenda minha ira contra eles e os reduzirei a nada; mas de ti farei uma grande nação” (Ex 32,10).

Como com Abraão a propósito de Sodoma e Gomorra, também agora Deus revela a Moisés o que pretende fazer, quase como que se não desejasse agir sem o seu consenso (cf. Am 3,7). Diz: “deixa que se acenda minha ira”. Na realidade, esse “deixa que se acenda minha ira” é dito exatamente para que Moisés intervenha e Lhe peça para não fazê-lo, revelando assim que o desejo de Deus é sempre de salvação.

Como para as duas cidades dos tempos de Abraão, a punição e a destruição, em que se expressa a ira de Deus como rejeição do mal, indicam a gravidade do pecado cometido; ao mesmo tempo, o pedido do intercessor pretende manifestar a vontade de perdão do Senhor. Essa é a salvação de Deus, que implica misericórdia, mas ao mesmo tempo denuncia a verdade do pecado, do mal que existe, e assim deseja que o pecador, reconhecido e rejeitado o próprio mal, possa deixar-se perdoar e transformar por Deus. A oração de intercessão torna-se assim operante, dentro da realidade corrompida do homem pecador, a misericórdia divina, que encontra voz na súplica do orante e se faz presente através dele ali onde há necessidade de salvação.
A súplica de Moisés está toda centrada sobre a fidelidade e a graça do Senhor. Ele refere-se primeiramente à história de redenção que Deus iniciou com a saída de Israel do Egito, para depois fazer memória da antiga promessa dada aos Padres. O Senhor operou a salvação libertando o seu povo da escravidão egípcia; para que agora – pergunta Moisés – “os egípcios dissessem: com um mau desígnio os levou, para matá-los nas montanhas e suprimi-los da face da terra!” (Ex 32,12).

A obra de salvação iniciada deve ser completada; se Deus destruísse o seu povo, isso poderia ser interpretado como sinal de uma incapacidade divina de levar a cumprimento o projeto de salvação. Deus não pode permitir isso: Ele, o Senhor bom que salva, a garantia da vida, é o Deus de misericórdia e perdão, de libertação do pecado que mata. E, assim, Moisés apela a Deus, à vida interior de Deus contra a sentença exterior.

Mas agora, argumenta Moisés com o Senhor, se os seus eleitos perecem, ainda que sejam culpáveis, Ele poderia parecer incapaz de vencer o pecado. E isso não se pode aceitar. Moisés fez a experiência concreta do Deus de salvação, foi enviado como mediador da libertação divina e então, com a sua oração, faz-se intérprete de uma dupla inquietação, preocupado com a sorte do seu povo, mas também preocupado com a honra que se deve ao Senhor, com a verdade do seu nome. A intercessão, de fato, deseja que o povo de Israel seja salvo, porque é o rebanho que lhe foi confiado, mas também para que naquela salvação se manifeste a verdade realidade de Deus. Amor pelos irmãos e amor por Deus se compenetram na oração de intercessão, são inseparáveis. Moisés, o intercessor, é o homem tensionado entre os dois amores, que na oração se sobrepõem em um único desejo de bem.
Então, Moisés apela à fidelidade de Deus, remetendo-Lhe às suas promessas: “Lembrai-vos de Abraão, de Isaac e de Israel, vossos servos, aos quais jurastes por vós mesmo de tornar sua posteridade tão numerosa como as estrelas do céu e de dar aos seus descendentes essa terra de que falastes, como uma herança eterna” (Ex 32,13). Moisés faz memória da história fundadora das origens, dos Pais do povo e da sua eleição, totalmente gratuita, em que Deus somente havia tido a iniciativa. Não por motivo de seus méritos esses haviam recebido a promessa, mas pela livre escolha de Deus e pelo seu amor (cf. Dt 10,15). E agora, Moisés pede que o Senhor continue na fidelidade à sua história de eleição e salvação, perdoando o seu povo.

O intercessor não se desculpa pelo pecado de seu povo, não elenca presuntos méritos nem do povo nem seus, mas apela à gratuidade de Deus: um Deus livre, totalmente, que não cessa de buscar aquele se distanciou, que se mantém sempre fiel a si mesmo e oferece ao pecador a possibilidade de voltar a Ele e de tornar-se, com o perdão, justo e capaz de fidelidade. Moisés pede que Deus mostre-se mais forte também que o pecado e a morte, e com a sua oração provoca esse revelar-se divino.

Mediador de vida, o intercessor solidariza-se com o povo; desejoso somente da salvação que Deus mesmo deseja, ele renuncia à perspectiva de tornar-se um novo povo acolhido com prazer pelo Senhor. A frase que Deus lhe havia dito, “mas de ti farei uma grande nação”, não é sequer levada em consideração pelo “amigo” de Deus, que, ao contrário, está pronto a assumir sobre si não somente a culpa do seu povo, mas todas as suas consequências. Quando, depois da destruição do bezerro de ouro, voltar ao monte para pedir de novo a salvação para Israel, dirá ao Senhor: “Rogo-vos que lhes perdoeis agora esse pecado! Senão, apagai-me do livro que escrevestes” (v. 32).

Com a oração, desejando o desejo de Deus, o intercessor entra sempre mais profundamente na consciência do Senhor e da sua misericórdia e torna-se capaz de um amor que chega até o dom total de si. Em Moisés, que está no topo do monte face a face com Deus e se faz intercessor para o seu povo e oferece a si mesmo – “apagai-me” –, os Padres da Igreja viram uma prefiguração de Cristo, que do alto da cruz realmente está diante de Deus, não somente como amigo, mas como Filho. E não somente se oferece – “apagai-me” –, mas com o seu coração transpassado se faz apagar, torna-se, como diz São Paulo mesmo, pecado, toma sobre si os nossos pecados para tornar-nos salvos; a sua intercessão não é somente de solidariedade, mas a identificação conosco: leva a todos nós no seu corpo. E assim toda a sua existência de homem e de Filho é clamor ao coração de Deus, é perdão, mas perdão que transforma e renova.

Penso que devemos meditar essa realidade. Cristo está diante do rosto de Deus e reza por mim. A sua oração sobre a Cruz é contemporânea a todos os homens, contemporânea a mim: Ele reza por mim, sofreu e sofre por mim, se identificou comigo tomando o nosso corpo e a alma humana. E convida-nos a entrar nessa sua identidade, fazendo-nos um corpo, um espírito com Ele, porque do alto da Cruz Ele trouxe não novas leis, tábuas de pedra, mas a si mesmo, o seu corpo e o seu sangue, como nova aliança.

Assim, faz-nos consanguíneos com Ele, identificados com Ele. Convida-nos a entrar nessa identificação, a estarmos unidos com Ele no nosso desejo de estar em um corpo, um espírito com Ele. Rezemos ao Senhor para que essa identificação transforme-nos, renove-nos, porque o perdão é renovação, é transformação.

Gostaria de concluir essa catequese com as palavras do apóstolo Paulo aos cristãos de Roma: “Quem poderia acusar os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica. Quem os condenará? Cristo Jesus, que morreu, ou melhor, que ressuscitou, que está à mão direita de Deus, é quem intercede por nós! Quem nos separará do amor de Cristo? […]nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados […]nem outra qualquer criatura nos poderá apartar do amor que Deus nos testemunha em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rm 8,33-35.38.39).

Ao final da Catequese, o Papa dirigiu aos peregrinos de língua portuguesa a seguinte saudação:

Amados peregrinos de língua portuguesa, a minha saudação amiga para todos, com menção especial das Irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição em festa pela recente beatificação da sua Madre Fundadora. Esta queria ver-vos todas unidas num mesmo e único pensamento: Deus. No pensamento e serviço de cada uma, o hóspede seja Deus; e, com Ele, a vossa vida não poderá deixar de ser feliz. Sobre vós, vossas comunidades e famílias desça a minha Bênção.

Fonte: Boletim da Sala de Imprensa da Santa Sé.

Extraído do site: http://www.derradeirasgracas.com/3.%20Papa%20Bento%20XVI/A%20Oração%20-%20Moisés%20foi%20mediador%20por%20excelência%20Catequese%20de%20Bento%20XVI..htm