MADRE TEREZA DE CALCUTÁ: A MAIS BELA DE TODAS AS COISAS

agosto 2, 2011

PAPA BENTO XVI: O MILAGRE DA MULTIPLICAÇÃO DOS PÃES

agosto 2, 2011

Angelus do Papa

Bento XVI

O Milagre da multiplicação dos Pães.

31.07.2011 – Castel Gandolfo: Cristo está atento às necessidades materiais das pessoas, mas quer dar mais ainda, porque o homem tem sempre fome de algo mais – sublinhou Bento XVI, neste domingo, ao meio-dia, comentando o evangelho da multiplicação dos cinco pães e dois peixes, da Missa do dia. Um gesto – observa – que faz pensar no sacramento da Eucaristia. “Ergueu os olhos ao céu, pronunciou a bênção, partiu os pães e deu-os aos discípulos, e estes deram-nos à multidão”.

Queridos irmãos e irmãs!
O Evangelho deste domingo descreve o milagre da multiplicação dos pães, milagre este que Jesus realiza para uma multidão de pessoas que o seguiram para escutá-lo e para serem curados de várias doenças (cfr Mt 14,14).

Ao entardecer, os discípulos sugerem a Jesus que deixe a multidão para que possa descansar. Mas o Senhor tem em mente outra coisa: “Dai-lhes vós de comer” (Mt 14,16). Esses, porém, não tinham nada além de “cinco pães e dois peixes”. Jesus então realiza um gesto que nos faz pensar no Sacramento da Eucaristia: “Ele levantou os olhos ao céu, pronunciou a bênção, partiu os pães e os deu aos discípulos e à multidão” (Mt 14,19).
O milagre consiste na divisão fraterna de poucos pães que, confiados a potência de Deus, não só alimentaram a todos, como sobraram, até a encheram doze cestos. O Senhor chama os discípulos para distribuir o pão para a multidão; dessa forma ensina-los e prepara-los para futura missão apostólica: deverão de fato levar a todos o alimento da Palavra de vida e dos Sacramentos.
Neste sinal miraculoso se entrelaçam a encarnação de Deus e Sua obra da redenção. Jesus, de fato, sai da barca para encontrar-se com os homens (cfr Mt 14,14). São Máximo, o Confessor, diz que o Verbo de Deus “se dignou, por amor a nós, para estar presente em carne, assim como nós, exceto no pecado, e expor-nos ao ensinamento por meio da palavra e do exemplo para nós conveniente” (Ambiguum 33: PG 91, 1285 C).
O Senhor nos oferece aqui um exemplo eloqüente da sua paixão para com a humanidade. Isto faz-nos pensar em tantos irmãos e irmãs que nestes dias, Somália [África], sofrem as dramáticas consequências da carência, agravadas pela guerra e pela falta de instituições sólidas. Cristo está atento à necessidade material, mas quer dar mais, porque o homem está sempre afamado de algo mais, tem necessidade de mais alguma coisa (Jesus de Nazaré, Milão 2007, p.311). No pão de Cristo está presente o amor de Deus. No encontro com Ele alimentamo-nos, por assim dizer, do próprio Deus vivo, comemos verdadeiramente o pão do céu.
Caros amigos, “na Eucaristia, Jesus faz de nós testemunhas da compaixão de Deus por cada irmão e irmã. Nasce assim, à volta do mistério eucarístico, o serviço da caridade para com o próximo” (Exort. ap. postsin. Sacramentum caritatis, 88). É o que testemunha também Santo Inácio de Loyola, fundador da Companhia de Jesus, ao qual a Igreja recorda hoje [31 de julho].
Inácio, de fato, escolheu viver “procurando Deus em todas as coisas, amando-o em todas as criaturas” (cfr Constituição da Companhia de Jesus, III, 1, 26).

Confiemos à Virgem Maria a nossa oração, para que abra o nosso coração à compaixão para com o próximo e à partilha fraterna.
Fonte: Boletim da Sala de Imprensa da Santa Sé.

Extraído do site: http://www.derradeirasgracas.com/3.%20Papa%20Bento%20XVI/Angelus%20do%20Papa%20Bento%20XVI%20-%2031.07.2011%20.htm


É ESFORÇO, ESPERTEZA OU DOM?

agosto 2, 2011

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É esforço, esperteza ou dom?

O melhor a fazer não é apenas ‘dialogar’, mas rezar

Com grande sabedoria o Concílio encorajou a Igreja a estabelecer diálogo com o mundo moderno e com as grandes religiões. Houve enormes tentativas. Mas até parece que, quanto maiores os esforços, menores os resultados. Vejamos só o gigantesco esforço desse homem aberto, que foi João Paulo II. Diante de erros históricos, cometidos por homens da Igreja, como o processo de Galileu, a inquisição espanhola, certas guerras de religião, o saudoso Papa pediu desculpas diante do mundo. Alguém perdoou? Parece que não. Doze anos depois os ataques continuam, quase do mesmo jeito. É tão vantajoso bater em alguém que não tem a mínima condição de retribuir… Se todos seguissem o maravilhoso exemplo do Pontífice polonês, como o mundo seria diferente! Não ficariam, travadas na garganta, as vozes de vingança, prestes a explodir. “Perdoai os vossos inimigos”,  dizia Jesus. Isso daria condições de zerar os nossos conflitos e recomeçar.

No campo ecumênico as tristezas são maiores do que as alegrias. Cinquenta anos depois do Concílio, continuamos marcando passo. Houve uns pequenos consolos, algumas aproximações positivas. Mas além disso, somos parecidos com os corredores da Fórmula Um, cujo veículo, uma vez caído na caixa de brita, não sai mais do lugar. Os anglicanos, algum dia, vão acertar os passos com os católicos? Humanamente falando, jamais. Os ortodoxos e os católicos vão abandonar as suas agruras históricas e procurar se acertar? Esqueçam. É inútil lembrar os uniatas, que reconhecem o Papa. Parece que não passarão da situação atual. Desnecessário lembrar os albigenses. É da natureza humana adorar uma boa briga e dar o troco por desaforos sofridos. Se depender do esforço de pessoas boas, ou até das espertezas e diplomacias humanas, estaremos desunidos para sempre (e com chance de aumentar a desunião). Mas o Eterno guarda uma carta na manga. Um dia mais, ou um dia menos, o Pai das Misericórdias nos concederá a unidade como um dom gratuito. O melhor que podemos fazer não é “dialogar”, mas rezar. Pela humilde oração podemos antecipar os tempos. O que Jesus previu vai se cumprir: “Haverá um só rebanho e um só Pastor” (Jo 10, 16).

Dom Aloísio Roque Oppermann scj
domroqueopp@terra.com.br

01/08/2011

Fonte: http://www.cancaonova.com/portal/canais/formacao/internas.php?e=12439