OPORTUNIDADE DE CONVERSÃO

setembro 19, 2011

Imagem de Destaque

Oportunidade de conversão

A fé verdadeira só chega depois da tribulação
 

Seguir a Deus não significa não ter cruz, por isso não devemos desanimar, mas confiar que o Senhor tem o melhor para nós. Temos de compreender que, na vida, nós estamos numa caminhada e o ponto de partida para todos nós é compreender que as tribulações não podem ser compreendidas como castigo ou obstáculo. Não há discipulado sem cruz, no eixo do discipulado há cruz.

Quando eu falo de cruz, estou falando do Crucificado, o nosso Redentor. No discipulado, tribulação, sofrimento e aflições são parte do caminho de santificação. Se nós olharmos para a nossa vida veremos que todas as situações de sofrimento nos levam a um caminho de purificação.

A tentação vem do diabo, e as tribulações são permitidas por Deus. Vejamos essa passagem bíblica que nos ajudará a meditar melhor sobre essa realidade:

“Pois o Senhor corrige a quem ama e castiga todo aquele que reconhece por seu filho (Pr 3,11s). “Estais sendo provados para a vossa correção: é Deus que vos trata como filhos. Ora, qual é o filho a quem seu pai não corrige? Mas se permanecêsseis sem a correção que é comum a todos, seríeis bastardos e não filhos legítimos” (Hb 12,6-8).

Você percebe que o discípulo precisa ser formado e provado. Quem ama quer constantemente provas de amor. O “castigo” de Deus não é um castigo para nos aniquilar ou fazer o mal, mas para nos formar e educar.

Na escola de Jesus temos as tribulações e provações como pedagogia, mas tudo isso por amor. Nós temos de compreender que nós estamos na pedagogia da cruz e que o sofrimento nos ajuda.

Olhamos para o esvaziamento de Jesus na cruz e nos perguntamos: “Por que Deus não fez nada? Por que Ele não tirou Seu Filho da cruz?” Isso é a sabedoria de Deus Pai. Ninguém gosta de sofrer nem deve pedir ou buscar o sofrimento, pois não precisa fazer isso, ele vem de qualquer forma.

Mais importante do que a saúde do corpo é a saúde da alma, por isso as provações estão a nosso favor e constituem uma sábia pedagogia de Jesus. As provações nos tiram do mundo e nos levam para Deus.

Se você está muito mergulhado nos prazeres do mundo, muito abastecido dos bens materiais ou tem tudo nas mãos, eu lhe digo: Você não é uma pessoa feliz, porque essas são alegrias momentâneas e vão passar. Hoje o mundo somente nos oferece prazeres que passam rapidamente como as drogas, bebidas e tantas outras coisas. Por isso digo mais uma vez: as provações nos arrebatam para Deus. O Senhor não mexe com quem não quer, mas Ele permite que as provações aconteçam para aqueles que querem segui-Lo de perto, porque essa pessoa saberá entender que é para o seu bem.

Você acha que é uma pessoa que já produz algum fruto? Claro se nós estamos aqui ou acompanhando, onde quer que você esteja, é sinal de que já damos muitos frutos, por isso há a necessidade de sermos podados para poder dar mais frutos.

É verdade que isso dói, e dói mesmo, mas é para o nosso bem. Eu indico um livro muito bom sobre a vida de Madre Teresa de Calcutá, que reflete para nós uma mulher que se entregou totalmente a Nosso Senhor e lutou pela santificação da Índia, um grande exemplo de vida, plena de caridade, dedicada ao povo e a Deus. Ela, mesmo passando por um momento terrível de aridez espiritual, nunca deixou de praticar o bem, a caridade.

Nós queremos, muitas vezes, vida fácil, não queremos enfrentar os demônios interiores porque queremos facilidade. Temos, muitas vezes, um coração duro. Entenda que o caminho de discipulado é uma subida cheia de dificuldades, mas que tem o auxílio de Nosso Senhor.

A fé verdadeira só chega depois da tribulação, por isso deixe vir a tribulação! O Papa Bento XVI foi espetacular na sua Encíclica “Spe Salvi”, na qual afirma que: “A fé se torna verdadeira quando se assume a cruz e caminha com esperança no Senhor Jesus”.

Quais são as suas tribulações ou provações? Identificá-las é o primeiro passo e depois é preciso caminhar. É preciso identificar na vida espiritual o que você está vivendo. Precisamos aprender a identificar os problemas em nossa vida, digo isso a todos, pois sem Deus ficamos fracos; por isso há a necessidade de nos colocarmos diante do Senhor.

Eu sei que não estou sozinho neste momento, Deus está comigo, esse estar na presença do Altíssimo. Essa fé de que o Senhor está comigo independe da situação em que vivo.

Se eu estou passando por alguma provação eu colherei o fruto de uma fé provada. Depois de uma provação, de uma tempestade, vem a bonança, mas é preciso um esperar ativo em Deus Pai, caminhando com Ele e confiante.

Deus nos prova não para nos humilhar, mas para que nós possamos perceber o quanto necessitamos d’Ele, e o quanto somos frágeis.

Padre Reginaldo Manzotti

19/09/2011

Fonte: http://www.cancaonova.com/portal/canais/formacao/internas.php?e=12496


MISSA DE SÉTIMO DIA DO MARLOM E DE 1 MÊS DA CRISTIANE

setembro 19, 2011

Conforme comentário da amiga Danuza, informamos a todos que será realizada nesta segunda-feira (18/09/2011) as 19:30h a missa de sétimo dia do nosso amigo Marlom Pereira Silva e de 1 mês de nossa amiga Cristiane Mulim Vesceslau na Paróquia da Imaculada Conceição localizada na Quadra 13 de Sobradinho.

PAZ E BEM.


PADRE JOSÉ AUGUSTO: ATRAVÉS DA INTERCESSÃO DA VIRGEM MARIA ALCANÇAREMOS O CÉU

setembro 18, 2011

UM OLHAR SIMPLES SOBRE TODAS AS COISAS

setembro 18, 2011

Imagem de Destaque

Um olhar simples sobre todas as coisas

Traumatizantes são as reações que temos diante dos acontecimentos

Nós falamos várias vezes sobre o olhar de Deus, Ele tem o olhar que nos cura. Muitas vezes, olhamos para a Hóstia Consagrada, mas é importante nos darmos conta de que o que nos cura é o olhar que o Senhor tem para nós.

Mas, neste texto, quero falar sobre o nosso olhar, existe o olhar de Deus sobre nós, mas se nós somos curados pelo olhar do Senhor, essa cura proporciona a nós um olhar curado, uma forma nova de olhar o mundo.

Ninguém traz uma lâmpada para colocá-la num lugar escondido ou debaixo de uma vasilha; coloca-a no suporte, a fim de que os que entram vejam a claridade. A lâmpada que ilumina o corpo é o olho (cf. Lc 11,33-34a). São Lucas era médico, mas também era pintor, fez diversos ícones da Virgem Maria, como nos ensina a Sagrada Tradição. Jesus diz que a lâmpada que ilumina o corpo é o olho, todos sabemos que o olho não tem luz própria, mas aqui Ele não fala sobre a biologia do nosso corpo, Ele revela o segredo da alma, existe uma forma de enxergar o mundo que nos ilumina e uma forma que nos leva às trevas, Ele fala da visão espiritual.

“Se teu olho for simples, ficarás todo cheio de luz; mas se teu olho for ruim, ficarás todo em trevas!35. Examina, pois, se a luz em ti não são trevas!36.Se então teu corpo estiver todo cheio de luz, sem traço algum de escuridão, ficarás totalmente iluminado, como acontece quando a lâmpada te ilumina com seu clarão” (Lc 11,34b-36). Ele fala de uma iluminação interior. O olho seria a janela da alma, essa abertura pela qual a luz entra no nosso interior, na nossa alma. Nós precisamos ter um olhar diferente sobre o mundo, isso faz a diferença.

Nenhum acontecimento na sua vida o traumatiza, o que traumatiza é a reação que você teve diante do acontecimento. Nós somos livres para reagir diante da vida. O que muda é nossa reação, não é o que você viveu, mas como você reagiu no que viveu. A diferença está no olhar de como você olha diante das realidades, diante do mundo. Sofrimento todo o mundo tem, mas como você reage diante da cruz da vida?

A maturidade humana se mede diante da capacidade que a pessoa tem de experimentar o sofrimento e transformá-lo numa coisa positiva. Existem dois tipos de adulto, aquele que sofre e se torna algo destruidor, transformando em coisas que fazem mal a ele (depressão), e aquele que sofre e é capaz de transformar aquilo em cruz que o leva à ressurreição. Ou você abraça sua cruz e corre para ressurreição ou você foge dela e morre esmagado por ela.

O olho é a lâmpada do corpo. “Se teu olho for simples, ficarás todo cheio de luz”. Simples é ser sem dobras. Uma coisa complicada é uma coisa que foi dobrada, que não consegue se ver facilmente. Simples é uma coisa aberta, as coisas de Deus são simples, nós que somos complicados; o Altíssimo quer que tenhamos um olhar simples sobre as coisas. Eu quero ajudá-lo a ter um olhar simples sobre as coisas.

O que nos faz ter um olhar complicado diante das coisas é ficarmos olhando para nós mesmos; atitude do egoísmo. Vamos olhar o mundo com a simplicidade de Deus. Ele nos colocou neste mundo para preparar o céu, mas nos esquecemos disso e complicamos tudo. Esquecemo-nos dessa realidade e ficamos perdidos em nossa vida. Esta vida é muito simples. Jesus disse para Marta: “Marta, tu te inquietas e te agitas por muitas coisas, uma só coisa é necessária”, ou seja, prepararmos a nossa vida para Deus.

Eu sou padre para preparar o meu céu e ajudá-los a chegarem ao céu. Olhe para sua vida de uma maneira muito simples, de quem está preparando o seu céu. Minha vida seria muito complicada se eu, como sacerdote, estivesse preocupado com minha carreira, em ser bispo, ser famoso. Não adiantaria nada conseguir tudo isso e perder o meu céu. A simplicidade é preparar o meu céu.

Da mesma forma, para você que vai se casar: a felicidade existe, mas não será seu (a) esposo (a) que lhe dará a felicidade. Sua felicidade está em preparar o céu. Seu (a) companheiro (a) é alguém que o ajuda a ir para o céu. Jesus nunca prometeu felicidade a ninguém nesta terra. Mas no céu você terá a felicidade. Quem promete felicidade aqui é o diabo e ele sempre dá o inferno.

Esta vida é bonita, é boa, tem alegria, sim, para nos dar, mas a felicidade é sempre marcada por uma tristeza, o prazer é sempre empanado por uma dor, a vida é assim. Não há nada errado com sua vida, aqui existem coisas boas e bonitas, mas aqui é só um “tira-gosto”, o “banquete” será no céu. Aqui nunca haverá felicidade completa; eu sou profundamente feliz por saber que isso aqui não é tudo. A vida é bonita, mas se ela for tudo ela se torna uma má notícia. O “tira-gosto” é bom, mas ele pesa no estômago. A vida é bela, mas queremos muito mais.

Jesus olhava para esta vida, dando a vida, nós precisamos dar a vida, amar. O que complica nesta vida é não enxergarmos o amor de Deus. Se você ama os outros, Deus o amou primeiro. O olhar complicado é da pessoa que não abre o olho para ver o amor de Deus em primeiro lugar. Muitos acham que amam primeiro e, então, se cansam de amar e querem somente ser amados. Isso é um olhar complicado. Abra o olho e enxergue que Deus o amou primeiro! Você responde ao amor de Deus amando as outras pessoas. Você já é amado. Se seu olhar for simples, você enxergará que já foi amado. Uma pessoa que não se sente amada é como um homem que possui trilhões em dinheiro no banco e fica na rua mendigado.

Se seu olhar é complicado a sua vida se tornará trevas e, dessa forma, viverá sem a luz que vem de Deus. Nós como cristãos podemos pedir a Deus um novo olhar, um olhar simples, para enxergarmos as coisas sem que elas nos destruam, sem que elas afetem o amor do Senhor em nossa vida. Jesus também sofreu, chorou, viveu a cruz. Não estou aqui propondo a “mágica da Poliana”, que é uma menina da literatura que descobriu que sofreria menos se visse o lado positivo de todas as coisas; não é isso que estou propondo. O pecado continua sendo terrível, satanás continuará nos tentando para perdemos a vida eterna, mas faz parte do nosso arsenal de guerra ter um olhar simples.

Estou aqui para preparar o meu céu e a única forma de conseguir isso é amando os outros. Dizer que crer no céu atrapalha o amor é não entender nada de céu. Nós queremos a Páscoa do céu, mas não existe ressurreição se nós não abraçarmos a cruz. Examine como você está olhando a vida, se está olhando o “tira-gosto” como se fosse um “banquete”, querendo da vida aquilo que ela não pode lhe dar. Se você mantém o foco no amor de Deus tudo muda.

Eu não sei o que será de mim amanhã, a vida muda tanto. Quando fui ordenado sacerdote nunca pensei que faria programa na TV, que teria um site na internet, eu pensava no meu sacerdócio de uma forma totalmente diferente. Pense se eu ficasse apegado aos sonhos de 19 anos atrás. Deus lhe dá circunstâncias diferentes.

As pombas são simples, pois elas voam reto, e sabem aonde vão chegar. Precisamos ter a simplicidade da pomba, mas a prudência da serpente, ela caminha de forma sinuosa e dribla os obstáculos. Tenha jogo de cintura, saiba refazer os seus planos em cima das cinzas de seus planos antigos. Deus preparou um lugar para mim no céu e lá há felicidade. Enquanto isso a felicidade daqui é sempre manchada por um pouco de tristeza, por isso precisamos viver a simplicidade da pomba e a prudência da serpente.

Padre Paulo Ricardo

15/09/2011
 

Fonte: http://www.cancaonova.com/portal/canais/formacao/internas.php?e=12493


RICARDO SÁ: MARIA DE DEUS, SENHORA DA PAZ

setembro 17, 2011

COMO MARIA, EM PÉ DIANTE DA CRUZ

setembro 17, 2011
Padre Fabricio
Foto: Maria Andrea
 

COMO MARIA, EM PÉ DIANTE DA CRUZ

A Liturgia de hoje nos mostra os sofrimentos da Virgem Maria para que nós possamos entender os sofrimentos pelos quais passamos.E mais do que entender suas origens, precisamos aprender a lidar com eles, pois não nascemos para sofrer, mas sim compreender as dores da alma e encontrar o caminho da salvação.

Os sentimentos que colecionamos durante a vida vão nos adoecendo, enfraquecendo nosso espírito, e quando nos damos conta já não nos pertencemos mais, estamos entregues ao fracasso.

Não conseguimos encarar os sofrimentos como deveríamos. Nós nos lamentamos durante nossas dores e ainda tentamos trazer para perto de nós, nesses momentos, pessoas que não podem fazer nada por nós, enquanto afastamos as pessoas que realmente já estiveram ao pé da cruz e possuem a experiência necessária.

Acredite, você nunca está sozinho durante seu sofrimento! Nossa Senhora sempre está ao pé da sua cruz, compartilhando suas dores, intercedendo por seu bem, assim como fez por seu Filho Jesus Cristo.

No momento da dor precisamos de alguém que seja presença, mesmo que não diga nada, mas que esteja ali. Não estamos dispensando as palavras, mas, muitas vezes, o momento da dor é tão intenso que não requer palavras, mas sim atitudes.

Na cruz foi o momento em que Jesus mais se calou durante toda Sua passagem pela terra, mas, ao mesmo tempo, foi nesse momento em que Ele mais se comunicou por meio do ato de amor que teve por nós ao estar ali, mesmo sem precisar.

“Você nunca está sozinho durante seu sofrimento,” afirma padre Fabrício
Foto: Maria Andrea

Nós desenvolvemos a postura de querer acabar com o sofrimento do outro. Mas o filho que Deus nos deu veio justamente para sofrer por nós e por meio desse sofrimento nos mostrar a compaixão e misericórdia do Pai.

A Liturgia de hoje quer resgatar nossa esperança, mostrando que Deus não está perto de nós só nos bons momentos, mas principalmente nos ruins.

O que falta na vida do cristão hoje é a direção, pois ele busca muitos outros antes de encontrar o único e verdadeiro caminho. Muitos buscam na escola da autoajuda como fugir do sofrimento, e quem faz isso vê Nossa Senhora de longe e não pode dar o testemunho da Mãe, pois ela vê o sofrimento do seu filho ao pé da cruz.

Você precisa ser assim como Nossa Senhora das Dores e ser a presença, mesmo que silenciosa na vida daquele que necessita e busca por alento e paz. E nos momentos de dificuldades devemos ter calma e discernimento para escolhermos a companhia que realmente queremos ter ao pé da nossa cruz. Não peça a Nossa Senhora uma solução mágica, mas sim a força que ela teve para ver a morte de seu Filho na cruz e, mesmo assim, ser presença até o fim.

 

Transcrição e adaptação: Gustavo Souza

Fonte: http://www.cancaonova.com/portal/canais/eventos/novoeventos/cobertura.php?cod=2609&pre=7130&tit=Como%20Maria,%20em%20pé%20diante%20da%20cruz


COMENTÁRIO DO EVANGELHO DE DOMINGO DIA 18/09/2011

setembro 16, 2011

 

COMENTÁRIO DO EVANGELHO DO XXV DOMINGO DO TEMPO COMUM ANO:A DO DIA 18 DE SETEMBRO DE 2011, FEITO PELO PADRE MATEUS MARIA, FMDJ.

Clique no link abaixo e assista:

http://nossasenhorademedjugorje.blogspot.com/2011/09/homilia-do-xxv-domingo-do-tempo-comum.html


JOÃO CLAÚDIO: ESTABELEÇA UM DIÁLOGO AMOROSO E ÍNTIMO COM O SENHOR

setembro 16, 2011

ENTRE PESSOAS E POVOS, PERDOAR SEMPRE

setembro 16, 2011

Imagem de Destaque

Entre pessoas e povos, perdoar sempre

A melhor forma de vencer o mal é justamente valorizar o bem

O coração de Deus é apaixonado pelo ser humano, criado por Ele à Sua imagem e semelhança. O Todo-poderoso não nos ama porque sejamos amáveis, mas para que sejamos bons. Seu amor é gratuito. Esta paixão de amor se manifesta de modo único na misericórdia, com a qual as feridas são sanadas e todos podem erguer-se do chão pisado dos próprios pecados. O Senhor põe num prato da balança nossas falhas e no outro a obra de Suas mãos, para dizer, continuamente, que somos mais importantes do que todos os limites. Acreditar no Pai misericordioso!

Trata-se de uma história de salvação a que Deus constrói conosco, infinitas vezes renovada quando d’Ele nos aproximamos. Desde o princípio, os apóstolos de Jesus e Seus discípulos de todos os tempos tiveram que entrar nessa aventura da misericórdia. Em nome dos outros, coube a Pedro perguntar a Cristo sobre a “contabilidade” da misericórdia (Cf. Mt 18, 21-35). O perdão recebido de Deus há de ser repartido setenta vezes sete vezes! É para trazer os critérios do céu à terra. Como Deus nos deu o precioso dom da liberdade, assenta-se conosco à mesa da vida para barganhar! Doa uma misericórdia infinita, mas exige a contrapartida. Quer uma opção consciente pelo perdão e pela misericórdia, de cuja presença o mundo tem sede e fome. Escolher o caminho do perdão!

A prática se inicia em casa, estende-se ao trabalho e à convivência comunitária e social. Dar o perdão e pedir perdão é um bom começo. Quem espera o esquecimento para dizer que perdoou as faltas alheias não entendeu a misericórdia. Merecimento tem quem acolhe a outra pessoa mesmo lembrando as ofensas! E esta é uma verdadeira ginástica, que pede muitas vezes esforço hercúleo, de homens e mulheres fortalecidos pelo Espírito Santo, dispostos a acolher este dom vindo do alto. Dar o primeiro passo!

“O rancor e a raiva são coisas detestáveis; até o pecador procura dominá-las…Há pessoas que se exercitam no autocontrole dos impulsos naturais da raiva. Não se trata apenas de “contar até dez”, mas olhar as pessoas e os acontecimentos com os critérios de Deus, descobrindo que em todos existe uma marca de bondade, maior do que o mal que assola. Abrir-se para a cura que Deus quer realizar!

Temos à disposição, pela bondade de Deus, o sacramento da reconciliação ou penitência, a confissão. Quem não o procura desperdiça a oportunidade única da graça. E sabemos que de um modo ou de outro as pessoas acabam falando de seus problemas. Mas é só nesse sacramento que se pode ouvir a sentença da misericórdia: “Eu te absolvo dos teus pecados em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo”. Celebrar a misericórdia no sacramento!

A melhor forma de vencer o mal é justamente valorizar o bem existente em nossos ambientes. Do fundo do mar em que o homem bíblico via uma imagem do mal, emerge como ponta de um iceberg a força da marca criadora de Deus, que fez a todos para a realização e a felicidade. O bem é maior do que o mal!

Muitos terão condições de intervir nas estruturas da sociedade, para mediar os conflitos entre pessoas e grupos, exercendo um papel de inestimável valor. É o perdão em processo! Entre pessoas e povos, perdoar sempre!

Foto Dom Alberto Taveira Corrêa
Arcebispo de Belém – PADom Alberto Taveirafoi Reitor do Seminário Provincial Coração Eucarístico de Jesus em Belo Horizonte. Na Arquidiocese de Belo Horizonte foi ainda vigário Episcopal para a Pastoral e Professor de Liturgia na PUC-MG. Em Brasília, assumiu a coordenação do Vicariato Sul da Arquidiocese, além das diversas atividades de Bispo Auxiliar, entre outras. No dia 30 de dezembro de 2009, foi nomeado Arcebispo da Arquidiocese de Belém – PA.14/09/2011

Fonte: http://www.cancaonova.com/portal/canais/formacao/internas.php?e=12489


PADRE CLEIDIMAR MOREIRA: VEM SENHOR

setembro 15, 2011

MARIA, O HOMEM DE BRANCO E O CELIBATO

setembro 15, 2011

MARIA, O HOMEM DE BRANCO E O CELIBATO

Este episódio aconteceu em Nagasaki (Japão), há 150 anos, região onde há mais de 400 anos a Igreja florescia muito com as pregações de São Francisco Xavier, padroeiro das Missões.Por causa de perseguições, a Igreja teve que esconder-se, na clandestinidade.

Depois de 250 anos, um missionário europeu voltou ao local e, como falava japonês, perguntava se havia permanecido algum resíduo da fé cristã daqueles primeiros tempos.Encontrou um ancião, que o convidou a conversar com um grupo de idosos naquela noite. Eles o interrogaram: “Diga, qual é a razão da sua vinda?”. O sacerdote narrou a vida de Jesus, e quando concluiu, eles disseram: “Agora, fale-nos da mãe Dele”.O missionário falou muito de Maria Santíssima, e um deles perguntou: “Você veio do homem branco?”. Diante disso, o padre ficou perplexo, mas logo suspeitou que falavam do Papa, sempre vestido de branco. E afirmou, decidido, que sim, que vinha do “homem branco”. Outro idoso fez nova pergunta: “Onde está a tua esposa?”. O missionário respondeu que não era casado. Então, o velhinho que o convidara para a reunião levantou-se e foi buscar um cálice, na sala ao lado. E explicou: “Nossos antepassados, antes de sofrerem a perseguição e morte, entregaram-nos este cálice. Recomendaram que não o déssemos a ninguém, a não ser a quem conhecesse a Mãe, que viesse do homem branco e não fosse casado. Antes de você, muitos estiveram aqui, mas ou não conheciam a Mãe, ou não vinham do homem branco, ou eram casados. Por isso não demos este cálice a eles, mas o passamos de geração em geração. Você é o primeiro, depois de 250 anos, que cumpre a missão solicitada pelos nossos antepassados; por isso, com alegria, nós lhe entregamos este cálice”.

Assim recomeçou o Cristianismo naquela região. Confirmando a verdade de que a fé católica conta com três pilares que a sustentam: Eucaristia (o padre a celebra), devoção a Maria Santíssima e amor e obediência ao Papa.

Fonte: http://www.universocatolico.com.br/index.php?/maria-o-homem-de-branco-e-o-celibato.html


NOTA DE FALECIMENTO – LUTO PELO FALECIMENTO DO MARLOM

setembro 14, 2011

Cristiane e Marlon

CRIS E MARLOM SAUDADES ETERNAS

Caros amigos, lamentamos informar que nosso querido amigo MARLOM PEREIRA SILVA, não resistiu ao ferimentos provocados pelo acidente que vitimou outras três pessoas, entre elas nossa amiga CRISTIANE MULIM VENCESLAU, esposa do Marlom. O Senhor os uniu novamente na morada eterna. Que o Senhor que disse “deixai vir a mim as criancinhas”, possa neste momento ir ao encontro das duas filhas do Marlom e Cris, Maria Luiza e Milena, abençoá-las, segurar nas mãos delas e guiá-las na caminhada da vida. Que também o Senhor possa confortar todos os familiares de suas famílias e de todos os envolvidos nesta tragédia.

Segue abaixo reportagem sobre o falecimento do Marlom:

Morre a quarta vítima de grave acidente em Sobradinho ocorrido em agosto

Publicação: 14/09/2011 07:58Atualização: 14/09/2011 10:28

 (Anderson Ueslei Oliveira Cruz/Di ) 

Morreu por volta das 16h15 desta terça-feira (13/9) a quarta vítima do grave acidente que envolveu um carro, um ônibus e uma moto, em Sobradinho no dia 19 de agosto. Marlom Pereira Silva, de 38 anos, professor de geografia, havia ficado gravemente ferido no dia do acidente e estava internado desde então. A mulher dele, a professora Cristiane Mulim Venceslau, 34, também morreu na tragédia. O casal deixa duas filhas, uma de 3 anos e 7 meses e outra de 1 ano e 4 meses.

O homem ficou internado no Hospital Regional de Sobradinho, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. A família de Marlom ainda aguarda a liberação do corpo pelo Instituto Médico Legal (IML) para realizar o sepultamento. O enterro está previsto para acontecer no fim da tarde desta quarta-feira (14/9) na Paróquia Emaculada Conceição.

Além de Cristiane, outras duas pessoa morreram no dia da tragédia. O ocupante da moto, Erudá Barreira de Souza Filho, 21 anos, e um pedestre que passava pelo local e foi atingido pelo ônibus.

O acidente teria ocorrido depois que o motorista do ônibus perdeu o controle da direção. O problema teria sido provocado após a barra de direção do veículo quebrar. Quatro passageiros estavam no ônibus na hora do acidente. De acordo com o gerente de tráfego do Grupo Amaral, Wilson Tavares, o veículo passou por uma revisão. O coletivo, que tem 11 anos de uso, fazia a linha 512.1, Rodoviária de Sobradinho, W3 Norte – W3-Sul.

 
 

MÁRCIO MENDES: APROFUNDAMENTO SOBRE DONS NA CANÇÃO NOVA BRASÍLIA

setembro 14, 2011

ARIDEZ ESPIRITUAL

setembro 14, 2011

Imagem de Destaque

Aridez espiritual

Quanto mais a noite fica escura, mais perto está a aurora

Muitas vezes, podemos passar por algum período de aridez espiritual, isto é, não temos vontade de rezar, torna-se difícil participar da Santa Missa, a reza do terço fica pesada, entre outros. Até mesmo a Sagrada Comunhão se torna um sacrifício diante das dúvidas que podem atingir a nossa alma. Parece que o céu sumiu.

Como vencer esse estado de espírito no qual parece que Deus está longe e que nos falta a fé? Primeiro, é preciso verificar se esta situação não é tibieza, ou seja, causada por nossa culpa em não perseverar no cuidado da vida espiritual, e, sobretudo, verificar se não há pecados graves em nossa alma, que possam estar afugentando dela a graça de Deus.

Se não houver pecados na alma, então, é preciso antes de tudo, calma, paciência e perseverança nos exercícios espirituais: oração, vida sacramental, caridade, penitência, entre outros. Mesmo sem vontade ou sem gosto, continuar, sem jamais parar, os exercícios espirituais.

O Senhor, às vezes, permite essas provações para que aprendamos a “buscar mais o Deus das consolações do que as consolações de Deus”, como ensinou um santo. São João da Cruz, místico que tanto experimentou o que chamou de “noite escura da fé”, afirmou que “o progresso da pessoa é maior quando ela caminha às escuras e sem saber.”

Muitas vezes, nos deleitamos nas orações gostosas, cheias de fervor sensível, como crianças quando comem doces. Mas quando vem a luta deixamos a oração. Veja o que nos diz a Palavra de Deus: “Filho meu, não desprezes a correção do Senhor. Não desanimes, quando repreendido por ele; pois o Senhor corrige a quem ama e castiga todo aquele que reconhece por seu filho (Pr 3,11s). Estais sendo provados para a vossa correção: é Deus que vos trata como filhos. Ora, qual é o filho a quem seu pai não corrige?… Mas se permanecêsseis sem a correção que é comum a todos, seríeis bastardos e não filhos legítimos… Aliás, temos na terra nossos pais que nos corrigem e, no entanto, os olhamos com respeito. Com quanto mais razão nos havemos de submeter ao Pai de nossas almas, o qual nos dará a vida? Os primeiros nos educaram para pouco tempo, segundo a sua própria conveniência, ao passo que este o faz para nosso bem, para nos comunicar sua santidade” (Hb 12,5-10).

Deus nos quer santos, e é também algumas vezes pela provação e pela aridez espiritual que Ele arranca as ervas daninhas do jardim de nossas almas. Coragem, alma querida de Deus! Jesus disse que Ele é a videira verdadeira, e Seu Pai o bom agricultor, que podará todo ramo bom que der fruto, para que produza mais fruto (cf. Jo 15,1-2).

Não podemos querer apenas o açúcar do pão e renegar o pão do sacrifício. Às vezes, a meditação é difícil, a oração é penosa, distraída, surgem as noites e as trevas… Nessas horas é preciso silêncio, abandono, paciência. O Esposo há de voltar logo… Em breve vai raiar a aurora e os fantasmas vão sumir.

Quanto mais a noite fica escura, tanto mais perto nos aproximamos da aurora. Deus sabe pelo que estamos passando, louvado seja o Seu santo Nome! É hora de abandono em Suas mãos paternas.

Em meio às trevas alguns sentem o coração como se fosse de gelo, não sentem mais amor a Jesus, perdem a piedade, se sentem condenados. Que desoladora confusão espiritual! Nessas horas a única saída é fechar os olhos e dar as mãos a Jesus para ser guiado por Ele na fé; confiança e abandono, irmão! Só o Senhor sabe o caminho para sairmos deste matagal fechado e escuro.

Deus nos prepara para a contemplação pelas provas passivas, ensinam os santos. Ele as produz e a alma apenas tem que aceitar. É o duro caminho dos que querem a perfeição. Ele está purificando a alma; o Cirurgião Celeste está nos operando a alma.
São João da Cruz fala da famosa “noite dos sentidos” cheia de aridez e de provação, um verdadeiro martírio para a alma. Segundo o santo doutor, é Jesus que chama a alma a caminhar com Ele no deserto, mesmo queimando os pés e sendo queimado pelo sol, para se santificar.

Calma, alma querida de Deus, Ele faz isso porque o ama muito! O fogo bom não é aquele “fogo de palha”, alto e bonito, mas rápido, que logo se apaga; mas é o fogo baixo que pega na lenha grossa e permanece por muito tempo. O fogo de palha é só para começar…

É isso que está acontecendo; não se assuste; não se preocupe porque o gosto de rezar sumiu e se tornou agora um sacrifício penoso… Fé não é sentimento e muito menos sentimentalismo; fé é adesão, com a mente, a Deus, às Suas verdades e às Suas determinações. Não se preocupe em estar ou não “sentindo” fé ou devoção; apenas viva-a; vá à Missa, ao grupo de oração, ao terço, com ou sem vontade, com ou sem gosto, com ou sem sentimento. Assim, temos mais méritos ainda diante de Deus.

Nessa situação talvez você precise de um diretor espiritual, especialmente na Confissão, para uma boa orientação.

Foto Felipe Aquino
felipeaquino@cancaonova.comProf. Felipe Aquino, casado, 5 filhos, doutor em Física pela UNESP. É membro do Conselho Diretor da Fundação João Paulo II. Participa de aprofundamentos no país e no exterior, escreveu mais de 60 livros e apresenta dois programas semanais na TV Canção Nova: “Escola da Fé” e “Trocando Idéias”. Saiba mais em Blog do Professor Felipe Site do autor: http://www.cleofas.com.br

13/09/2011

Fonte: http://www.cancaonova.com/portal/canais/formacao/internas.php?e=12488


DIÁCONO PAULO: QUEM TEVE O ENCONTRO COM O CRISTO É CAPAZ DE DIVIDIR O QUE POSSUI

setembro 13, 2011

PAPA BENTO XVI: O ABISMO DO AMOR DO QUAL PROVÉM O SACRAMENTO DA EUCARÍSTIA

setembro 13, 2011

Angelus de S.S. o

 Papa Bento XVI

11.09.2011 – Cidade do Vaticano: O Santo Padre conduziu a oração mariana do Angelus desse domingo do Estaleiro de Ancona, seguindo a celebração eucarística de encerramento do 25º Congresso Eucarístico italiano.
Queridos irmãos e irmãs!
Antes de concluir esta solene Celebração Eucarística, a oração do Angelus nos convida a nos espelharmos em Maria Santíssima, para contemplar o abismo do amor do qual provém o Sacramento da Eucaristia. Graças ao “fiat” da Virgem, o Verbo se fez carne e veio habitar em meio a nós.
Meditando o mistério da Incarnação, nos voltamos todos, como a mente e o coração, em direção ao Santuário da Santa Casa de Loreto, da qual estamos separados por poucos quilometros. A terra marchigiana é toda iluminada pela presença espiritual de Maria no seu histórico Santuário, que torna ainda mais belas e mais doces estas colinas.
A ela confio neste momento a cidade de Ancona, a diocese, Marche e toda a Itália, a fim que no povo italiano esteja sempre viva a fé no Mistério Eucarístico, que em cada cidade e em cada país, dos alpes à Sicilia, se torne presente Cristo Ressucitado, fonte de esperança e conforto para a vida cotidiana, especialmente nos momentos difíceis.
Hoje o nosso pensamento se volta também para o 11 de setembro de dez anos atrás. Ao recordar ao Senhor da Vida as vítimas dos atentados executados naquele dia e as suas famílias, convido os responsáveis das Nações e os homens de boa vontade a rejeitar a violência, como solução dos problemas, a resistir à tentação do ódio e a operar na sociedade, inspirando-se nos princípios da solidariedade, da justiça e da paz.
Pela intercessão de Maria Santíssima, peço, enfim ao Senhor de recompensar todos aqueles que trabalharam na preparação e na organização deste Congresso Eucarístico Nacional, e a estes dirijo de coração o meu mais vivo agradecimento.

Fonte: Boletim da Sala de Imprensa da Santa Sé.

Extraído do site: http://www.derradeirasgracas.com/3.%20Papa%20Bento%20XVI/Angelus%20de%20S.S.%20o%20Papa%20Bento%20XVI%20%20.htm


HALLEL BRASÍLIA 2011

setembro 12, 2011


PAPA BENTO XVI: SEM O DOMINGO NÃO PODEMOS VIVER – EUCARÍSTIA PARA A VIDA

setembro 12, 2011

Celebração do Papa Bento XVI.

EUCARISTIA PARA A

VIDA COTIDIANA.

11.09.11 – Cidade do Vaticano: Este é um domingo de muitas atividades para o Santo Padre, que está em Ancona, na região das Marcas na Costa leste da Itália, por ocasião do 25º Congresso Eucarístico italiano. Às 10 horas da manhã de hoje, o Papa deu início à Celebração Eucarística de encerramento do evento, realizada no Estaleiro da cidade.

Caríssimos irmãos e irmãs!
Há seis anos, a primeira viagem apostólica do meu pontificado na Itália conduziu-me a Bari, para o 24º Congresso Eucarístico Nacional. Hoje, venho para concluir solenemente o 25º, aqui em Ancona. Agradeço ao Senhor por esses intensos momentos eclesiais que reforçam o nosso amor à Eucaristia e nos veem unidos em torno à Eucaristia!

Bari e Ancona, duas cidades às margens do mar Adriático; duas cidades ricas de história e de vida cristã; duas cidades abertas ao Oriente, à sua cultura e à sua espiritualidade; duas cidades que os temas dos Congressos Eucarísticos contribuíram para aproximar: em Bari, tínhamos feito memória de como sem o Domingo não podemos viver; hoje, o nosso reencontro acontece sob o lema Eucaristia para a vida cotidiana“.
Antes de oferecer-vos alguma reflexão, gostaria de agradecer-vos por essa vossa coral participação: em vós, abraço espiritualmente toda a Igreja que está na Itália. Dirijo uma agradecida saudação ao presidente da Conferência Episcopal, Cardeal Angelo Bagnasco, pelas cordiais palavras que me dirigiu também em nome de todos vós; ao meu Legado a esse Congresso, Cardeal Giovanni Battista Re; ao Arcebispo de Ancona-Osimo, Dom Edoardo Menichelli, aos Bispos da Metropolìa, das Marche e àqueles inúmeros vindos de toda parte do país. Juntamente com eles, saúdo os sacerdotes, os diáconos, os consagrados e as consagradas, e os fiéis leigos, entre os quais vejo muitas famílias e muitos jovens. A minha gratidão vai também às Autoridades civis e militares e a quantos, de modos diversos, contribuíram para o bom êxito desse evento.
“Essa palavra é dura! Quem o pode admitir?” (Jo 6,60). Diante do discurso de Jesus sobre o pão da vida, na Sinagoga de Cafarnaum, a reação dos discípulos, muitos dos quais abandonaram Jesus, não está muito distante das nossas resistências diante do dom total que Ele faz de si mesmo. Porque acolher verdadeiramente esse dom significa perder-se, deixar-se envolver e transformar, até ao ponto de viver d’Ele, como nos recordou o apóstolo Paulo na segunda Leitura: “Se vivemos, vivemos para o Senhor; se morremos, morremos para o Senhor. Quer vivamos quer morramos, pertencemos ao Senhor” (Rm 14,8).
“Essa palavra é dura!”; é dura porque muitas vezes confundimos a liberdade com a ausência de vínculos, com a convicção de podermos agir sozinhos, sem Deus, visto como um limite à liberdade. É essa uma ilusão que não demora em tornar-se uma desilusão, gerando inquietude e medo e levando, paradoxalmente, a lamentar as cadeias do passado: “Oxalá tivéssemos sido mortos pela mão do Senhor no Egito…” – diziam os hebreus no deserto (Êx 16,3), como escutamos.

Na verdade, só na abertura a Deus, no acolhimento de seu dom, nos tornamos verdadeiramente livres, livres da escravidão do pecado, que desfigura o rosto do homem, e capazes de servir ao verdadeiro bem dos irmãos.

“Essa palavra é dura!”; é dura porque o homem cai frequentemente na ilusão de poder “transformar as pedras em pão”. Após ter colocado Deus de lado, ou tê-Lo tolerado como uma escolha particular que não deve interferir na vida pública, certas ideologias tentaram organizar a sociedade com a força do poder e da economia.

A história nos mostra, de forma dramática, como o objetivo de garantir a todos desenvolvimento, bem-estar material e paz prescindindo de Deus e da sua revelação resultaram em um dar aos homens pedras no lugar de pão. O pão, queridos irmãos e irmãs, é “fruto do trabalho do homem”, e nessa verdade está contida toda a responsabilidade confiada às nossas mãos e à nossa inventividade; mas o pão é também, e antes disso, fruto da terra“, que recebe do alto sol e chuva: é dom a se pedir, que tolhe toda a soberba e nos faz invocar com a confiança dos humildes: “Pai (…), dá-nos hoje o nosso pão de cada dia (Mt 6, 11).
O homem é incapaz de se dar a vida por si mesmo, ele se compreende somente a partir de Deus: é a relação com Ele que dá consistência à nossa humanidade e torna boa e justa a nossa vida. No Pai nosso, pedimos que seja santificado o Seu nome, que venha o Seu reino, que se cumpra a Sua vontade.

É antes de tudo o primado de Deus que devemos recuperar no nosso mundo e na nossa vida, porque é esse primado que nos permite reencontrarmos a verdade daquilo que somos, e é no conhecer e seguir a vontade de Deus que encontramos o nosso verdadeiro bem. Dar tempo e espaço a Deus, para que seja o centro vital da nossa existência.
De onde partir, como da fonte, para recuperar e reafirmar o primado de Deus? Da Eucaristia: aqui Deus se faz tão próximo a ponto de se fazer nosso alimento, aqui Ele se torna força no caminho muitas vezes difícil, aqui se faz presença amiga que transforma.

Já a Lei dada por meio de Moisés era considerada como “pão do céu”, graças ao qual Israel torna-se o povo de Deus, mas, em Jesus, a palavra última e definitiva de Deus se faz carne, nos vem ao encontro como Pessoa. Ele, Palavra eterna, é o verdadeiro maná, é o pão da vida (cf. Jo 6,32-35) e cumprir as obras de Deus é crer n’Ele (cf. Jo 6,28-29).

Na Última Ceia, Jesus resume toda a sua existência em um gesto que se inscreve na grande bênção pascal a Deus, gesto que Ele vive enquanto Filho como ação de graças ao Pai pelo seu imenso amor. Jesus parte o pão e o partilha, mas com uma profundidade nova, porque Ele doa a si mesmo. Toma o cálice e o compartilha para que todos o possam beber, mas com esse gesto Ele dá a “nova aliança no seu sangue”, dá a si mesmo. Jesus antecipa o ato de amor supremo, em obediência à vontade do Pai: o sacrifício da Cruz.

A vida lhe será tolhida sobre a Cruz, mas já agora Ele lha oferece por si mesmo. Assim, a morte de Cristo não é reduzida a uma execução violenta, mas é transformada por Ele em um livre ato de amor, de autodoação, que atravessa vitoriosamente a própria morte e reafirma a bondade da criação nascida das mãos de Deus, humilhada pelo pecado e finalmente redimida.

Esse imenso dom está a nós acessível no Sacramento da Eucaristia: Deus se dá a nós, para abrir a nossa existência a Ele, para envolvê-la no mistério de amor da Cruz, para torná-la participante do mistério eterno do qual provimos e para antecipar a nova condição da vida plena em Deus, na expectativa da qual vivemos.
Mas o que comporta para a nossa vida cotidiana esse partir da Eucaristia para reafirmar o primado de Deus? A comunhão eucarística, queridos amigos, arranca-nos do nosso individualismo, comunica-nos o espírito do Cristo morto e ressuscitado, conforma-nos a Ele; une-nos intimamente aos irmãos naquele mistério de comunhão que é a Igreja, onde o único Pão faz de muitos um só corpo (cf. 1 Cor 10,17), realizando a oração da comunidade cristã das origens reportada no livro da Didaché: “Como esse pão partido era espalhado sobre as colinas e recolhido tornava-se uma coisa só, assim a tua Igreja dos confins da Terra é reunida no teu Reino” (IX, 4).

A Eucaristia sustenta e transforma toda a vida cotidiana. Como recordei na minha primeira Encíclica, na comunhão eucarística, está contido o ser amado e o amar, por sua vez, os outros. “Uma Eucaristia que não se traduza em amor concretamente vivido é, em si mesma, fragmentária” (Deus caritas est, 14).
A bimilenária história da Igreja é constelada de santos e santas, cuja existência é sinal eloquente de como exatamente da comunhão com o Senhor, da Eucaristia nasce um novo e intenso assumir de responsabilidade em todos os níveis da vida comunitária, nasce portanto um desenvolvimento social positivo, que tem ao centro a pessoa, especialmente aquela pobre, doente ou marginalizada.

Nutrir-se de Cristo é o caminho para não permanecer estranhos ou indiferentes às sortes dos irmãos, mas entrar na mesma lógica do amor e de dom do sacrifício da Cruz; que sabe ajoelhar-se diante da Eucaristia, quem recebe o corpo do Senhor não pode não ser atento, na trama ordinária dos dias, às situações indignas do homem, e sabe chorar em primeira pessoa pelo necessitado, sabe partilhar o próprio pão com o faminto, partilhar a água com o sedento, revestir quem está nu, visitar o doente e o encarcerado (cf. Mt 25,34-36).

Em cada pessoa saberá ver aquele mesmo Senhor, que não hesitou em dar completamente a si mesmo por nós e para a nossa salvação. Uma espiritualidade eucarística, portanto, é o verdadeiro antídoto ao individualismo e ao egoísmo que frequentemente caracterizam a vida cotidiana, leva à redescoberta da gratuidade, da centralidade das relações, a partir da família, com particular atenção a curar as feridas dos desgregados.

Uma espiritualidade eucarística é alma de uma comunidade eclesial que supera divisões e contraposições e valoriza a diversidade de carismas e ministérios, colocando-os a serviço da unidade da Igreja, da sua vitalidade e da sua missão.

Uma espiritualidade eucarística é caminho para restituir dignidade aos dias do homem e, portanto, ao seu trabalho, na busca da sua conciliação com os tempos de descanso e da família e no compromisso em superar a incerteza da insegurança e o problema do desemprego.

Uma espiritualidade eucarística nos ajudará também a abordar as diferentes formas de fragilidade humana, conscientes de que não ofuscam o valor da pessoa, mas requerem proximidade, acolhida e auxílio.

Do Pão da vida buscará vigor uma renovada capacidade educativa, atenta a testemunhar os valores fundamentais da existência, do saber, do patrimônio espiritual e cultural; a sua vitalidade nos fará habitar na cidade dos homens com a disponibilidade de gastar-nos no horizonte do bem comum para a construção de uma sociedade mais justa e fraterna.
Queridos amigos, repartamos desta terra marchigiana com a força da Eucaristia em uma constante osmose entre o mistério que celebramos e os âmbitos do nosso cotidiano. Não há nada de autenticamente humano que não encontre na Eucaristia a forma adequada para ser vivido em plenitude: a vida cotidiana torna-se, portanto, lugar do culto espiritual, para viver em todas as circunstâncias o primado de Deus, no interior da relação com Cristo e como oferta ao Pai (cf. Exort. ap. postsin. Sacramentum caritatis, 71).

Sim, “não só de pão vive o homem, mas de cada palavra que sai da boca de Deus” (Mt 4,4): nós vivemos da obediência a essa palavra, que é pão vivo, até entregarmo-nos, como Pedro, com a inteligência do amor: “Senhor, a quem iremos? E nós cremos e sabemos que tu és o Santo de Deus!” (Jo 6,68-69).
Como a Virgem Maria, tornemo-nos também nós “ventre” disponível para oferecer Jesus ao homem do nosso tempo, revelando o desejo profundo daquela salvação que vem somente d’Ele. Bom caminho, com Cristo Pão da vida, a toda a Igreja que está na Itália!
Fonte: Boletim da Sala de Imprensa da Santa Sé

Extraído do site: http://www.derradeirasgracas.com/3.%20Papa%20Bento%20XVI/EUCARISTIA%20PARA%20A%20VIDA%20COTIDIANA.%20.htm


PAULA FERNANDES: AVE MARIA DA NATUREZA

setembro 9, 2011

QUEM AMA CONFIA!

setembro 9, 2011

Imagem de Destaque

Quem ama confia!

O amor lança fora todo temor

Ela o segurava nos braços debaixo de um sol forte e em meio à agitação própria da cidade grande, ele dormia sereno e calmo, pois estava seguro de que nada poderia atingi-lo. Esta cena não faz parte de um filme, é real e apesar de a ter contemplado há algum tempo, ainda hoje me recordo claramente dela. No ponto de ônibus, uma mãe, com ar de preocupada, segurava seu filho nos braços enquanto mantinha os olhos fixos nos ônibus que chegavam e saíam sem parar. Um deles poderia ser o seu e ela não poderia nem sequer pensar em perdê-lo.Observei que, apesar da agitação própria do local e da preocupação aparente da mãe, a criança dormia tranquila e sossegada. Sem palavras parecia dizer: “Nada temo, pois os braços que me seguram são de alguém que me ama”.

Naquele dia, a cena, foi um pretexto para Deus falar comigo. Já observou que quando não paramos para ouvir a voz de Deus por meio da oração Ele nos fala pelos fatos? No meu caso, eu estava vivendo um tempo de muita correria no trabalho, já não conseguia rezar como antes e queria resolver todas as coisas com minhas forças. Quando ocupamos o lugar de Deus é isso que acontece. Com aquela situação, o Senhor foi me mostrando que eu precisava confiar mais no amor d’Ele. Precisava viver a atitude daquela criança, ou seja, abandonar-me. Na verdade, precisava amá-Lo mais e deixar-me amar por Ele, pois só confia quem verdadeiramente ama, e quem ama consequentemente confia.

E mais: Deus Pai abriu meus olhos para eu perceber que a raiz da minha agitação era também falta de amor-próprio e má interpretação do Seu amor por mim. Eu estava me comportando como serva de Deus e não como Sua filha. E isso faz uma grande diferença em nossa vida como cristãos. O próprio Senhor disse em Sua Palavra: “Já não vos chamo servos, mas amigos […]” (João 15, 15). Ou seja, o Senhor nos elegeu, nos amou, não quer apenas o nosso serviço, mas nosso amor. Isso é próprio de uma relação de amizade. Amamos e somos amados, e o amor vai além do fazer.

Hoje, por providência, contemplei uma cena semelhante e lembrei-me das lições de outrora. Já não estou tão agitada como antes, vivo uma fase diferente. Mas uma coisa é certa: preciso continuar na escola da confiança. Devo aprender mais de Deus na matéria do amor. “O amor lança fora todo temor, é paciente, tudo suporta, tudo crer, tudo espera […]” (I Coríntios 13,4-7). É por isso que quem ama confia!

Quanto mais amamos a Deus e nos deixamos envolver por Sua misericordia, tanto mais vamos encontrando a harmonia que tanto desejamos. E que muitas vezes buscamos nas pessoas, nos cargos, no poder, no ter ou de tantas outras formas aparentes de segurança neste mundo.

O abandono é, antes de tudo, uma atitude de confiança, fruto da maturidade, e a maturidade não se alcança de uma hora para outra, é preciso ter paciência com o tempo, dar passos e superar os obstáculos. É por isso que quem já teve sua fé provada, tem mais facilidade em confiar em Deus, tem forças para ir mais longe mesmo quando tudo parece perdido.

Aquela criança provavelmente se sentia amada, por essa razão as circunstâncias não a impediam de confiar e repousar tranquilamente no regaço acolhedor de sua mãe.
São Francisco de Sales faz uma interessante comparação, quando fala da alma recolhida em Deus. De fato, diz ele; “[…] os amantes humanos contentam-se, às vezes, em estar junto da pessoa a quem amam, sem lhe falarem nada e sem nem sequer pensar em outra coisa que não seja estar ali… Sentem-se amados e isso basta. É assim que acontece com a alma que se entrega aos cuidados do Criador. Repousa sossegada, mesmo em meio aos constantes desassossegos que vive no dia a dia”.

Compreendo, cada vez mais, que a experiência do abandono em Deus passa pela descoberta do Seu amor incondicional por nós.
Peço ao Senhor que hoje lhe permita viver esta experiência e o cure profundamente de toda falta de amor, devolvend-lhe a serenidade e a paz, fruto da confiança n’Ele.

Assim como a mãe segura em seus braços o filho amado, Deus hoje o segura, não tema. Nos braços do Pai nada poderá atingi-lo, e quem ama confia.

Foto

Dijanira Silva
dijanira@geracaophn.com

Dijanira Silva Apresentadora da Rádio CN FM 103.7 em Fátima Portugal.
Acesse o blog Fatima hoje

05/09/2011 

Fonte: http://www.cancaonova.com/portal/canais/formacao/internas.php?e=12478