PAPA BENTO XVI: “JESUS CUROU MUITOS…E EXPULSOU MUITOS DEMÔNIOS”

fevereiro 7, 2012

Angelus do Papa Bento XVI

“JESUS curou muitos…
e expulsou muitos demônios”

05.02.2012 – Cidade do Vaticano: Bento XVI assomou ao meio-dia deste domingo à janela de seus aposentos – que dá para a Praça São Pedro – para rezar a oração do Angelus.

 

Queridos irmãos e irmãs!
O Evangelho deste domingo nos apresenta Jesus que cura os doentes: primeiro, a sogra de Simão Pedro, que estava de cama com febre e Ele, pegando-a pelas mãos, restaurou-a e a febre baixou; depois todos os doentes de Cafarnaum, testados no corpo, na mente e no espírito, e Ele “curou muitos… e expulsou muitos demônios” (Mc 1,34).
Os quatro Evangelistas concordam ao atestar que a liberação das doenças e enfermidades de cada gênero constitui, junto com a pregação, a principal atividade de Jesus na Sua vida Pública. De fato, os doentes são um sinal da ação do Mal no mundo e no homem, enquanto a cura demonstra que o Reino de Deus está próximo.
Jesus Cristo veio para derrotar o Mal pela raiz e as curas são uma antecipação de Sua vitória, obtida com Sua Morte e Ressurreição. Um dia Jesus disse: “Os sãos não precisam de médico, mas os enfermos” (Mc 2,17). Nesta circunstância se referia aos pecadores que Ele veio para chamar e salvar.
Permanece verdadeiro, porém, que a doença é uma condição tipicamente humana, na qual experimentamos fortemente que não somos auto-suficientes, mas precisamos dos outros. Neste sentido, podemos dizer, com um paradoxo, que a doença pode ser um momento de saudável para experimentar a atenção dos outros e dar atenção aos outros!

 

Todavia, essa é sempre uma provação, que pode se tornar longa e difícil. Quando a cura não chega e os sofrimentos se prolongam, podemos permanecer como que esmagados, isolados, e ainda a nossa existência se deprimi e se desumaniza.

Como devemos reagir a este ataque do Mal? Certamente com as curas apropriadas – a medicina nas últimas décadas tem dado grandes passos – mas a Palavra de Deus nos ensina que existe uma atitude decisiva, de base para enfrentar a doença: aquela da fé. Isso repetia sempre Jesus às pessoas que curava: a tua fé te salvou (cfr Mc 5,34-36).
Mesmo diante da morte, a fé pode tornar possível aquilo que humanamente é impossível. Mas fé em quê? No amor de Deus, eis a verdadeira resposta que derrota radicalmente o Mal. Como Jesus enfrentou o Maligno com a força do amor que vinha do Pai, assim também nós podemos enfrentar e vencer a provação da doença tendo o coração mergulhado no amor de Deus.
Todos nós conhecemos pessoas que suportaram sofrimentos terríveis porque Deus dava a elas uma serenidade profunda. Penso no exemplo recente da beata Chiara Badano, atingida, na flor de sua juventude, por uma doença sem cura; quantos lhe faziam visitas e recebiam dela luz e confiança!
Todavia, na enfermidade, todos nós precisamos de calor humano: para confortar uma pessoa doente, mais que palavras, conta a proximidade sincera.
Queridos amigos, no próximo sábado, dia 11 de fevereiro, dia de Nossa Senhora de Lourdes, é o Dia Mundial do Enfermo. Façamos também nós como as pessoas dos tempos de Jesus: espiritualmente apresentemos a Ele todos os doentes, confiantes que Ele quer e pode curá-los. E invoquemos a intercessão de Nossa Senhora, especialmente pelas situações de maior sofrimento e abandono. Maria, Saúde dos doentes, rogai por nós!
Fonte: Boletim da Sala de Imprensa da Santa Sé.

Extraído do site: http://www.derradeirasgracas.com/3.%20Papa%20Bento%20XVI/Angelus%20do%20Papa%20Bento%20XVI%20-%20Jesus%20que%20cura%20os%20doentes..htm

 


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VONTADE DE DEUS, NOSSO LUGAR

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Vontade de Deus, nosso lugar

Nela o homem encontra a realização plena
 

Como Cristo, no Horto das Oliveiras, também nós, em oração, devemos  ser capazes de levar a Deus nossos cansaços, sofrimentos, todo o nosso  compromisso cotidiano de segui-Lo, e também todas as dificuldades e  pesos provocados pelo mal que há em nosso redor. Este foi o ensinamento  dado pelo Papa Bento XVI, a respeito da oração de Jesus no Getsêmani, em  sua catequese do dia 1º de fevereiro de 2012.

Segundo o Sumo Pontífice a vontade humana encontra sua realização  plena no abandono total a Deus, como ensinado por São Máximo, o  Confessor, segundo o qual “desde o momento da criação do homem e da  mulher, a vontade humana está orientada para a vontade divina e é no  ‘sim’ a Deus que esta [vontade humana] é plenamente livre e encontra sua  realização”.

Jesus, no Monte das Oliveiras, nos diz que apenas conformando a nossa  vontade à vontade divina, o ser humano atinge a sua verdadeira  estatura. Porque Jesus, no Getsêmani, mudou a vontade humana na vontade  divina, revivendo o homem real. Em sua catequese, o Papa recordou a  oração do Pai-Nosso na qual o Senhor disse: “Seja feita vossa vontade  assim na terra como no céu”. Desta forma há uma vontade de Deus para nós  e esta deve tornar-se cada vez mais a referência da nossa vontade e do  nosso ser.

Na oração de Jesus ao Pai, naquela noite no Getsêmani, Sua vontade humana, abalada pelo medo e pela angústia, foi elevada à vontade divina, para que esta se cumprisse na terra. Assim deve ser nossa oração, “devemos aprender a confiar mais na Providência Divina, a pedir a Deus a força para sair de nós mesmos a fim de renovar o nosso ‘sim’”, afirmou o Papa.

Nem sempre é fácil se render à vontade de Deus, como Jesus e a Virgem  Maria o fizeram, mas somos convidados pelo próprio Senhor a seguir a  vontade de Deus todos os dias, mesmo quando Ele fala da cruz, para viver  uma crescente intimidade com Ele, trazendo a esta terra um pouco  da vontade de Deus Pai.

L’Osservatore Romano

06/02/2012

Fonte: http://www.cancaonova.com/portal/canais/formacao/internas.php?e=12662