RICARDO IDA: O ESPÍRITO SANTO NOS SUSTENTA

fevereiro 17, 2012

OS MILAGRES DE LOURDES DESAFIAM A CIÊNCIA

fevereiro 17, 2012

OS MILAGRES DE LOURDES DESAFIAM A CIÊNCIA

Os milagres incessantes de Lourdes confirmam: em meio à crise universal contemporânea são numerosas e palpáveis as intervenções de Maria Santíssima. Apesar do combate movido à devoção a Nossa Senhora, fora e até dentro da Igreja, a Imaculada Conceição continua atraindo a si milhares de almas e desenvolvendo um plano de regeneração que conduz a espetacular desfecho. 

A história das aparições de Nossa Senhora em Lourdes, cuja festa comemora-se no dia 11 do presente mês, bem como de milagres ocorridos sob essa invocação mariana, assim como a vida de Santa Bernadette, são bem conhecidos dos católicos. Entretanto, foi lançado na França um livro que trouxe à luz aspectos pouco divulgados dessa grande devoção.

Manifestando-se a Santa Bernadette em 1858, Nossa Senhora inaugurou uma série de aparições da maior importância, entre as quais se destacam as de La Salette e Fátima. Tais aparições formam como que um arco-íris que atinge o zênite na Cova da Iria.

Em Lourdes, Nossa Senhora fez um primeiro apelo maternal que depois renovou em Fátima, porém acenando com horizontes trágicos e misericordiosos caso suas palavras não fossem levadas a sério.

Continuidade entre Lourdes e Fátima

Na oitava aparição a Santa Bernadette, em 25 de fevereiro de 1858, Nossa Senhora deu a conhecer a sua primeira mensagem: Penitência! Penitência! Penitência! Rogai a Deus pelos pecadores.

Nossa Senhora indicou a Santa Bernadette um modo de fazer essa penitência: ordenou-lhe beber da água da fonte e se lavar com ela. Mas a fonte não existia! Mais ainda, a Virgem Imaculada mandou-lhe comer ervas que cresciam espontaneamente no local! Dois absurdos, se considerados numa ótica puramente humana…

Santa Bernadette obedeceu. Percebendo ela um canto úmido, cavou com suas próprias mãos até sair uma água barrenta. Vencendo as naturais repugnâncias, bebeu dela e se “lavou”. Ainda mais, comeu da erva, para espanto dos presentes…

Foi assim que nasceu a fonte milagrosa de Lourdes!

Que lições tirar de fato tão paradoxal?

Contra o espírito de revolta igualitário, Nossa Senhora pede espírito de humildade

Em 1858, a França estava sendo cada vez mais penetrada pelo espírito de orgulho e revolta da Revolução Francesa. Aceitar a superioridade de um outro pela virtude, pelas qualidades naturais, pelo berço, pela tradição, começava a ser visto como algo insuportável. Na metafísica igualitária anticristã, o cidadão livre não aceita ordens de ninguém e só faz o que quer. No máximo ele as aceita, de igual para igual, mas exigindo explicações para tudo, e nunca o faz em razão da virtude da obediência nem pelo reconhecimento das legítimas desigualdades postas por Deus nos homens.

Para esse espírito orgulhoso, o auge do revoltante é submeter-se ao que parece arbitrário, ainda que venha de um superior hierárquico instituído pela ordem natural, ou até do próprio Deus. Foi deste tipo a mortificação pedida por Nossa Senhora a Santa Bernadette: um ato de obediência arbitrário, sem explicações. Mas a pobre pastorinha compreendeu que de uma Senhora tão excelsa só poderia advir o bem. Obedeceu sem entender e cumpriu com simplicidade a penitência pedida.

Agora o mundo todo entende, e se beneficia daquele gesto de submissão humilde e fiel. Através dele, Nossa Senhora abriu uma torrente contínua de graças. E o convite a repetir o gesto penitencial de Santa Bernadette está estendido ao mundo todo: beber e se lavar com a água da fonte da gruta de Lourdes. Como sinal de contentamento, o Céu dispensa curas e graças especiais, em quantidades inesgotáveis, àqueles que praticam esse gesto.

A Imaculada Conceição de Nossa Senhora

Em Lourdes Nossa Senhora deu celestial confirmação ao dogma da Imaculada Conceição, que fora proclamado em 1854 pelo Bem-aventurado Papa Pio IX.

O dogma estabelece uma superioridade absoluta da Santíssima Mãe de Deus, que jamais foi atingida nem sequer por sombra do pecado original desde o primeiro instante da sua concepção. Diferentemente dos demais mortais, que carregam a pesada herança de Eva.

Tal dogma colide frontalmente com o espírito igualitário da Revolução Francesa. Pois o espírito da Revolução se baseia na falsa idéia de que os homens não são concebidos no pecado, mas, pelo contrário, seriam imaculados por natureza; e se têm falhas, é por causa do ambiente material em que nascem e vivem. Então uma boa educação e muita informação através da mídia bastariam para corrigi-lo. Liberto de todo freio imposto pela sociedade, o homem espontaneamente diria e faria tudo certo, e ninguém poderia proibi-lo de agir de acordo com os próprios impulsos. Esse erro tão profundo está na essência do liberalismo.

O auge dessa suposta condição imaculada dos homens ocorreria quando eles exprimissem sua vontade coletivamente. Então o desejo das massas seria ainda mais isento de todo defeito. Nesta variante avançada do mesmo erro está a essência do socialismo e do comunismo. E o fruto extremo dele é o caos e a anarquia em que o mundo está afundando.

O ódio de Satanás e de seus sequazes igualitários contra Lourdes

Nessa perspectiva, a aparição de Nossa Senhora na gruta dos Pireneus tem um sentido profundamente contra-revolucionário. E é claro que a ira do demônio e seus sequazes haveria de agir bem no seu estilo, isto é, ocultando as verdadeiras razões e procurando menosprezar, denegrir e, se possível, impedir o fluxo dos peregrinos.
Por exemplo, Clément Pailhasson, farmacêutico da cidade, espalhava que a água era “muito ruim”. O diretor da escola superior, Antoine Clarens, a apontava como causa de “graves perigos”; enquanto Jacomet, delegado de polícia, prevenia que era “malsã”.

Essas acusações não pegaram. Então o ataque mudou inteiramente. Pierre-Auguste Latour, farmacêutico de Trie, franco-maçom e conhecido inimigo dos milagres, emitiu um parecer cientificamente fraudulento. Segundo ele os milagres eram falsos. A explicação de todas as curas seria que a água continha excepcionais virtudes curativas! Mas muitas outras análises imparciais classificaram a água de Lourdes como simples “água potável, análoga à maioria das que se encontram nas montanhas onde o solo é rico em calcário”. Portanto, uma água comum que nem chega a ser mineral.

Vendo desmontada essa interpretação capciosa, o ódio das trevas excogitou outros ardis: nada de fenômenos sobrenaturais, a “radioatividade” da água de Lourdes explica tudo!!!

“Explicações” do gênero foram espalhadas, como num realejo, até no século XX. Sucessivas análises refutaram todas essas suposições mal fundadas ou maliciosas.

 

Fonte: http://www.espacomaria.com.br/?cat=8&id=3795