PROFESSOR FELIPE AQUINO: A BÍBLIA E O MAGISTÉRIO DA IGREJA

abril 21, 2012

COMENTÁRIO DO EVANGELHO DE DOMINGO DIA 22/04/2012

abril 21, 2012

COMENTÁRIO DO EVANGELHO DO III DOMINGO DA PÁSCOA, ANO B, DO DIA 22 DE ABRIL DE 2012, FEITO PELO PADRE MATEUS MARIA, FMDJ.

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O TERCEIRO MANDAMENTO DO DECÁGOLO

abril 20, 2012

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O terceiro mandamento do decálogo

Domingo é dia de Santa Missa

O terceiro mandamento do decálogo ressalta a santidade do sábado: “O sétimo dia é sábado, repouso absoluto em honra do Senhor” (Ex 31,15). Este dia marca também a libertação de Israel da escravidão do Egito e a Aliança que Deus estabeleceu com o povo. As pessoas devem interromper o trabalho e tomarem novo fôlego. Neste dia, portanto, se recorda a festa da liberdade humana.

Jesus reconheceu a santidade do sábado e, com a Sua autoridade divina, deu-lhe a Sua interpretação autêntica: «O sábado foi feito para o homem e não o homem para o sábado» (cf. Mc 2,27). Os cristãos trocaram a celebração deste dia pelo domingo, em virtude da Ressurreição de Cristo, que se torna o Dia do Senhor.

O domingo é o dia da Ressurreição de Jesus Cristo. Como «primeiro dia da semana» (cf. Mc 16,2) ele evoca a primeira criação. E como «oitavo dia», que segue o sábado, significa a nova criação, inaugurada com a Ressurreição de Cristo. Tornou-se assim para os cristãos o primeiro de todos os dias e de todas as festas: o dia do Senhor, no qual Ele, com a Sua Páscoa, leva à realização a verdade espiritual do sábado judaico e anuncia o repouso eterno do homem em Deus.

Os cristãos devem santificar o domingo e as festas de preceito participando na Eucaristia do Senhor e abstendo-se também das atividades que o impedem de prestar culto a Deus e perturbam a alegria própria do dia do Senhor ou o devido descanso da mente e do corpo. São permitidas as atividades ligadas a necessidades familiares ou a serviços de grande utilidade social, desde que não criem hábitos prejudiciais à santificação do domingo, à vida de família e à saúde.

O beato João Paulo II, na Carta Apostólica Dies Domini, afirma que o domingo, dia do Senhor — como foi definido, desde os tempos apostólicos, mereceu sempre, na história da Igreja, uma consideração privilegiada devido à sua estreita conexão com o próprio núcleo do mistério cristão. O domingo, de fato, recorda, no ritmo semanal do tempo, o dia da Ressurreição de Cristo. É a Páscoa da semana, na qual se celebra a vitória de Cristo sobre o pecado e a morte, o cumprimento n’Ele da primeira criação e o início da «nova criação» (cf. II Cor 5,17). (DD 1)

Desta forma, o domingo é um verdadeiro serviço ao bem da sociedade, porque é um sinal de resistência contra a liquidação do ser humano pelo mundo do trabalho, por isso, os cristãos dos países marcados pelo Cristianismo devem não somente solicitar a proteção estatal para este dia, como também não exigir aos outros o trabalho que eles não querem fazer nesse dia [domingo].

Portanto, deve-se reconhecer civilmente o domingo como dia festivo, para que todos possam gozar de repouso suficiente e de tempo livre para cuidar da vida religiosa, familiar, cultural e social e dispor de tempo propício para a meditação, reflexão, silêncio e estudo; assim como para praticar boas obras, servir os doentes e os anciãos.

Enfim, o cristão católico é chamado a participar da Santa Missa aos domingos, deixando de lado todos os trabalhadores que o impedem de adorar a Deus e de viver este dia nas suas dimensões de festa, alegria, descanso e restabelecimento. Razão pela qual é de interesse central para cada cristão católico “santificar” o domingo e outras festas de guarda.

Redação Portal
Fonte: Catecismo da Igreja Católica, 2168 a 2195

19/04/2012

Fonte: http://www.cancaonova.com/portal/canais/formacao/internas.php?e=12746


PADRE IVAN PAIXÃO: NÃO PERMITA QUE O COMODISMO LHE AFASTE DO CRISTO RESSUSCITADO

abril 19, 2012

VERDADES FUNDAMENTAIS DA DEVOÇÃO À SANTÍSSIMA VIRGEM – PARTE II

abril 19, 2012

VERDADES FUNDAMENTAIS DA DEVOÇÃO À SANTÍSSIMA VIRGEM – PARTE II

Exposição feita pelo professor Plinio Corrêa de Oliveira sobre o Tratado da Verdadeira Devoção a Nossa Senhora, de São Luis Grignion de Montfort 

Semelhança com os dias atuais

Isto é muito curioso. Atualmente os teólogos são também unânimes em afirmar as grandezas de Nossa Senhora. Não há um que ouse negar aquilo que dizemos a respeito d’Ela. E, no entanto, o que distingue os devotos de Nossa Senhora dos que não Lhe têm devoção, tanto hoje quanto no tempo de São Luís Grignion, é o mesmo. Estes últimos aprendem as verdades a respeito d’Ela, mas “de um modo especulativo, seco, estéril e indiferente”.

Especulativo – Há alguns teólogos que, inquiridos a respeito da devoção a Nossa Senhora, sabem dizer tudo com uma esquematização perfeita. Além disso, todas as suas afirmações são verdadeiras e certas. Mas é um conhecimento meramente especulativo, pois não há neles um amor vivo, uma atitude concreta que corresponda àquela convicção. Pelo contrário, tudo permanece etéreo.

Seco – Há os que fazem da Mariologia o que poderíamos chamar de “geometria dogmática”. Sabem citar todos os trechos da Sagrada Escritura ou dos Doutores da Igreja, e conhecem todas as regras de exegética que fundamentam os privilégios de Nossa Senhora. Mas esses conhecimentos não geram neles nem piedade, nem amor, nem entusiasmo. E, com a mesma indiferença com que um técnico, baseado em tabelas, fala a respeito da composição química dos anéis de Saturno, assim falam eles a respeito de Nossa Senhora e dos Seus privilégios.

Estéril – Essa maneira de pregar a devoção a Nossa Senhora não contagia ninguém, nem produz frutos apostólicos de qualquer espécie. Na formação ministrada por essas pessoas, Nossa Senhora não representa absolutamente o papel que Lhe atribui a doutrina católica. A vida interior das almas por elas formadas não deixa transparecer uma devoção a Nossa Senhora correspondente ao que a Igreja ensina. Portanto, os desvios de outrora são muito parecidos com os de hoje. Uma devoção a Nossa Senhora com calor, comunicativa, ardente, fecunda, é muito raro encontrar.


Continua São Luís Maria Grignion de Montfort:

“Estes senhores raras vezes falam de Maria e da devoção que se Lhe deve ter, porque – dizem – receiam que se abuse dessa devoção, e que se Vos ofenda honrando excessivamente Vossa Mãe Santíssima” (tópico 64).

Encontramos às vezes, entre católicos, a formulação de que o culto a Nossa Senhora é coisa boa, mas que “há um certo exagero nele, por onde Nosso Senhor não é suficientemente cultuado; é preciso cultuar a Virgem Santíssima, mas reservando sempre o primeiro lugar para Nosso Senhor”.

Ligada a esta formulação que amalgama dolosamente erros e verdades, há também uma atitude falsa com relação à devoção ao Santíssimo Sacramento. Assim, por exemplo, entrando numa igreja, encontramos com certa freqüência pessoas instruídas na Religião, rezando diante do Santíssimo Sacramento. Mas se formos procurá-las diante de uma imagem de Nossa Senhora, rarissimamente as encontraremos. Tem-se a impressão de que, para eles, o culto das imagens é uma espécie de utensílio para a piedade mais primitiva dos fiéis, uma coisa superficial. Por isso, em geral, entra-se numa igreja e se vai rezar diante do Santíssimo Sacramento; diante de uma imagem de Nossa Senhora, quão mais raro!

A verdade, porém, é inteiramente outra. De fato, o objeto principal de nosso culto numa igreja é o Santíssimo Sacramento. Mas se quisermos cultuá-Lo bem, é excelente que passemos por uma imagem de Nossa Senhora, pedindo a Ela as forças e as graças para fazermos diante de Nosso Senhor um minuto de adoração bem feita.

Em um dos ritos da Igreja Oriental há um costume muito bonito, pelo qual, antes da comunhão, os fiéis passam diante de ícones que há ao lado do altar-mor, e rezam aos santos ali representados para que os auxiliem, naquele momento de receber Nosso Senhor. E após receberem as Sagradas Espécies, passam diante dos ícones do lado oposto, e pedem aos santos que os auxiliem para bem receber os frutos da comunhão. Esta é uma compreensão perfeita do culto a Nosso Senhor. O bom católico nunca o vê separado do culto aos santos, muito menos ainda do culto a Nossa Senhora, pois a auréola normal de Nosso Senhor são os seus Anjos e seus santos.

Continua…

 

Fonte: http://www.espacomaria.com.br/?cat=8&id=3859


PADRE FABIO DE MELO: O AMOR ESTÁ ACIMA DA LEI

abril 17, 2012

JESUS ENTRE NÓS

abril 17, 2012

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Jesus entre nós

A fé em Cristo nos transforma

Fazemos mais uma trajetória acompanhando o tempo da Páscoa. Uma das expressões que aparecem sempre no meio dos cristãos – quando lhes é dito: “O Senhor esteja convosco” – é: “Ele está no meio de nós!”. Isso é um fato de fé, que vai além dos conhecimentos simplesmente racionais e científicos. É a presença de Alguém que passou pela experiência da morte e agora está vivo.

Essa realidade da presença de Jesus Cristo foi provada e testemunhada pelos primeiros cristãos, pois o próprio Cristo comprovou Sua identidade de ressuscitado aparecendo para os diversos grupos reunidos em Seu nome. É o maior dado da fé, fundamentado nas palavras dos textos bíblicos, com destaque especial nos Atos dos Apóstolos e escritos do Novo Testamento.

Acreditar na presença viva de Cristo implica consequências para as comunidades cristãs. Uma delas é estar diuturnamente alimentando sua fé. Não basta que ela seja dom de Deus, recebida no batismo, mas tem que ser trabalhada e atualizada na prática dos relacionamentos, na partilha e na solidariedade. Além disso, a fé em Cristo vivo e presente tem que ser transformadora da sociedade. 

A ressurreição de Cristo não exclui o lado humano, mas isso é assumido por Ele de forma determinada. Sua divindade foi caminho de resgate e de elevação de toda a humanidade, dando possibilidade às pessoas de participar da vida divina. Entendemos isso como um processo de transformação e de ascensão na atuação e na vida comunitária. O dom da vida divina passa a ser uma conquista a partir da decisão e da atuação concreta de cada pessoa na construção do Reino de Deus.

Tomé não estava presente no grupo dos apóstolos quando Jesus ali aparece como ressuscitado. Ele não quis acreditar, exigindo ver para crer. Essa é atitude de uma sociedade de marca positivista, que só acredita naquilo que pode ser tocado e comprovado pelos sentidos. Mas Cristo revida dizendo “felizes aqueles que acreditam sem ter visto”. Logicamente que isso supõe atitude de abandono nas palavras de Deus e na convicção de fé.

Dom Paulo Mendes Peixoto
Arcebispo eleito de Uberaba – MG

17/04/2012

Fonte: http://www.cancaonova.com/portal/canais/formacao/internas.php?e=12744


EUGÊNIO JORGE: A MISERICÓRDIA DE JESUS TE LEVANTA

abril 16, 2012

PAPA BENTO XVI: O DOMINGO DA DIVINA MISERICÓRDIA

abril 16, 2012

Ângelus do Papa

 Bento XVI

O Domingo da

Divina Misericórdia.

15.04.2012 – Cidade do Vaticano: Bento XVI explicou na manhã deste domingo, ao rezar a oração mariana do Angelus, que “a cada ano, ao celebrar a Páscoa, nós revivemos a experiência dos primeiros discípulos de Jesus, a experiência do encontro com o Ressuscitado”.

Queridos irmãos e irmãs!

Todos os anos, celebrando a Páscoa, nós revivemos a experiência dos primeiros discípulos de Jesus, a experiência do encontro com o Ressuscitado: narra o Evangelho de João que eles viram aparecer no meio deles, no cenáculo, na noite do dia da ressurreição, “o primeiro da semana”, e “oito dias depois” (Jo 20, 19.26).

Aquele dia, chamado depois de “domingo”, “dia do Senhor”, é o dia da assembléia, da comunidade cristã que se reúne para seu culto próprio, isto é, a Eucaristia, culto novo e diferente daquele judaico do sábado. De fato, a celebração do Dia do Senhor é uma prova muito forte da Ressurreição de Cristo, porque somente um acontecimento extraordinário e envolvente poderia levar os primeiros cristãos a iniciar um culto diferente em relação ao do sábado hebraico.

Então, como hoje, o culto cristão não é somente a comemoração de eventos passados, e nem mesmo uma experiência mística particular, interior, mas essencialmente um encontro com o Senhor ressuscitado, que vive na dimensão de Deus, além do tempo e do espaço, e todavia se faz realmente presente na comunidade, nos fala nas Sagradas Escrituras e parte para nós o Pão da Vida Eterna. Através destes sinais nós vivemos aquilo que experimentaram os discípulos, isto é, o fato de ver Jesus e ao mesmo tempo de não reconhece-lo, de tocar o seu corpo, um corpo verdadeiro, mas livre das ligações terrenas.

É muito importante aquilo ao qual se refere o Evangelho, isto é, que Jesus nas suas aparições aos Apóstolos reunidos no cenáculo, repetiu muitas vezes a saudação “A paz esteja convosco” (Jo 20,19.21.26). A saudação tradicional, com a qual nos deseja o Shalom, a paz, se torna ali algo novo: se torna o dom daquela paz que somente Jesus pode dar, porque é fruto da sua vitória radical sobre o mal.

A ‘paz’ que Jesus oferece aos seus amigos é o fruto do amor de Deus que o levou a morrer na cruz, a derramar todo o seu sangue, como Cordeiro manso e humilde, “cheio de graça e verdade” (Jo 1,14). Eis porque o Beato João Paulo II quis intitular este domingo depois da Páscoa da Divina Misericórdia, com um ícone bem preciso: aquele do lado aberto de Jesus, do qual escorrem sangue e água, segundo o testemunho ocular do apóstolo João (Jo 19,34-37). Mas, de uma vez por todas Jesus é ressuscitado, e dele brotam os Sacramentos pascais do batismo e da Eucaristia: quem se aproxima deles com fé recebe o dom da vida eterna.

Queridos irmãos e irmãs, acolhamos o dom da paz que nos oferece Jesus ressuscitado, deixemos que o nosso coração se encha da sua misericórdia! Desde modo, com a força do Espírito Santo, o Espírito que ressuscitou Cristo dos mortos, também nós possamos levar aos outros estes dons pascais. Que isso nos obtena Maria Santíssima, Mãe da Misericórdia.

Fonte: Boletim da sala de Imprensa da Santa Sé.

Fonte: http://www.derradeirasgracas.com/3.%20Papa%20Bento%20XVI/Ângelus%20do%20Papa%20Bento%20XVI%20-%20O%20Domingo%20da%20Divina%20Misericórdia.%20.htm


BANDA DOM: AOS PÉS DA CRUZ

abril 15, 2012

O LUGAR DO CRISTÃO

abril 15, 2012

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O lugar do cristão

Não existem portas fechadas que não possam ser superadas

O Cristianismo se espalhou a partir de um grupo de discípulos escolhidos por Jesus, cuja missão desafiadora era desproporcional às suas capacidades humanas. O ambiente judaico da época e o poder romano, que dominava o quadro cultural em que se encontravam, não lhes eram propícios para divulgarem a Boa Nova do Evangelho. No entanto, pessoas limitadas se puseram a falar de Jesus Cristo e a proclamar que Ele está vivo. A perseguição desencadeada nos anos que se sucederam provocou a chamada “diáspora”, dispersão que se revelou providencial, pois fez com que o Evangelho chegasse a rincões mais distantes. Até hoje, cada situação adversa é oportunidade – Kairós – aproveitado por Deus, para novas oportunidades para testemunhar o nome de Cristo. O resultado aí está, com a presença da Igreja em toda parte, malgrado todas as dificuldades encontradas no correr dos séculos.

Já nos primeiros séculos, escritores cristãos deixaram o testemunho do caminho seguido para o crescimento da Igreja: “Depois de receberem a força do Espírito Santo com o dom de falar e de realizar milagres, os apóstolos começaram a dar testemunho da fé em Jesus Cristo na Judéia, onde fundaram Igrejas; partiram em seguida por todo o mundo, proclamando a mesma doutrina e a mesma fé entre os povos. Em cada cidade por onde passaram fundaram Igrejas, nas quais outras Igrejas que se fundaram e continuam a ser fundadas foram buscar mudas de fé e sementes de doutrina. Por esta razão, são também consideradas apostólicas, porque descendem das Igrejas dos apóstolos.

Apesar de serem tão numerosas e tão importantes, estas Igrejas não formam senão uma só Igreja: a primeira, que foi fundada pelos apóstolos e que é origem de todas as outras. Assim, todas elas são primeiras e apostólicas, porque todas formam uma só. A comunhão na paz, a mesma linguagem da fraternidade e os laços de hospitalidade manifestam a sua unidade. Estes direitos só têm uma razão de ser: a unidade da mesma tradição sacramental” (Do Tratado sobre a prescrição dos hereges, de Tertuliano, presbítero, capítulo 20 – Século III). A “certidão de nascimento” de uma comunidade cristã é dada pelo laço da sucessão apostólica, que a liga aos primórdios da fé cristã. 

Nosso tempo é de pluralismo, por isso exige testemunho mais qualificado dos cristãos. A Igreja pede, em sua oração, que no tempo da renovação da festa pascal, quando o Senhor reacende a fé em Seu povo, estes compreendam melhor o batismo que os lavou, o Espírito que lhes deu nova vida e o Sangue que os redimiu (Cf. Oração do dia do Segundo Domingo da Páscoa). É que não lhes é lícito esmorecer diante de qualquer situação. Antes, cabe-lhes exercitar a criatividade suscitada pelo Espírito Santo a fim de fermentarem de novo e sempre os ambientes em que se encontram.

Após a Ressurreição, o Senhor Jesus Cristo apareceu aos Apóstolos (cf. Jo 20,19-31), estando “as portas fechadas”. Comunicou-lhes Sua paz, confirmou-lhes a fé, fazendo-os superar o medo das chagas – agora gloriosas! – entregou-lhes a missão de serem portadores da misericórdia infinita com que quer restaurar a vida dos homens e mulheres de todos os tempos com o sacramento do perdão. Enfim, deu-lhes “instrumentos de trabalho”. Dali para frente, as mudas da fé foram plantadas em toda parte e não existem portas fechadas que não possam ser superadas. Não é necessário nem conveniente ou permitido usar as armas da violência, do engodo ou da mentira. Basta anunciar Jesus Cristo, pois só Ele pode converter os corações.

Formaram-se as primeiras comunidades cristãs (Cf. At 2, 42-47; At 4, 32-35; At 5,12-16), como relatam os Atos dos Apóstolos. Perseverança na escuta da Palavra de Deus, na Oração, na Eucaristia e na Partilha dos bens. E em toda a sua história, a Igreja constatou que os bens, quando partilhados, se multiplicam. É a lógica de Deus, diferente do que o senso comum possa oferecer! Todas as gerações de cristãos se descobriram chamadas à fraternidade, lenir as chagas e suscitar obras com as quais os mais frágeis da sociedade são por eles acolhidos e promovidos. Venha à luz, de forma especial, o que os cristãos fazem, ao lado de outras forças da sociedade, para defender a vida do nascituro, ou a Pastoral da Criança, as grandes obras de acolhimento às pessoas com necessidades especiais ou as instituições que cuidam da saúde dos mais pobres.

E em tempos como o nosso, em que o valor da vida é vilipendiado e a verdade relativizada, continua verdadeira a afirmação do Apóstolo São João: “A vitória que vence o mundo é a nossa fé” (I Jo 5,4). Vitória para o cristão não é a destruição do adversário! É que, amado, este se transforma! Os valores pelos quais lutam os cristãos são o que existe de melhor para a humanidade! Não a destroem ou impedem a felicidade. Eles são chamados a ser diferentes, mas para melhor, no rumo de realização plena para todos, sem exceção.

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Dom Alberto Taveira Corrêa
Arcebispo de Belém – PA

Dom Alberto Taveira foi Reitor do Seminário Provincial Coração Eucarístico de Jesus em Belo Horizonte. Na Arquidiocese de Belo Horizonte foi ainda vigário Episcopal para a Pastoral e Professor de Liturgia na PUC-MG. Em Brasília, assumiu a coordenação do Vicariato Sul da Arquidiocese, além das diversas atividades de Bispo Auxiliar, entre outras. No dia 30 de dezembro de 2009, foi nomeado Arcebispo da Arquidiocese de Belém – PA.

13/04/2012

Fonte: http://www.cancaonova.com/portal/canais/formacao/internas.php?e=12742


COMENTÁRIO DO EVANGELHO DE DOMINGO DO DIA 15/04/2012

abril 14, 2012

COMENTÁRIO DO EVANGELHO DO II DOMINGO DA PÁSCOA, ANO B, DO DIA 15 DE ABRIL DE 2012, FEITO PELO PADRE MATEUS MARIA, FMDJ.

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SANTA FAUSTINA E A DIVINA MISERICÓRDIA – DESENHO ANIMADO (ESPANHOL)

abril 14, 2012

VERDADES FUNDAMENTAIS DA DEVOÇÃO À SANTÍSSIMA VIRGEM – Parte I

abril 14, 2012

VERDADES FUNDAMENTAIS DA DEVOÇÃO À SANTÍSSIMA VIRGEM – Parte I

No Capítulo II do Tratado da verdadeira Devoção a Nossa Senhora (tópico 60) o autor São Luis de Grignion de Montfort, levado pelo calor de sua exposição, vai se tornando cada vez menos didático. Uma montagem inteiramente raciocinada de seu pensamento exigiria uma alteração na ordem dos princípios enumerados. Comentaremos apenas um trecho muito marcante, e a partir dele discorreremos livremente. 

Antes, porém, detenhamo-nos nos tópicos 63, 64 e 65, onde ele aborda um assunto que, apesar de estar um pouco à margem da seqüência do pensamento que está sendo desenvolvido, é também de grande interesse.

Ataques aos inimigos da Igreja

Os piores adversários de São Luís Grignion, como sabemos, foram os jansenistas, contra os quais ele teve muito que lutar. Ele encontra um meio de, em seus livros, atacar os sacerdotes e bispos jansenistas, explicando que esses seus inimigos estão contra a doutrina católica. Este é um dos primeiros tópicos do livro em que arma um verdadeiro libelo contra o clero jansenista e contra todos os pensadores contrários à verdadeira doutrina da Igreja, defendida por ele.

Foi preciso, naturalmente, encontrar uma maneira prudente de fazê-lo, pois graves dificuldades lhe poderiam advir se escrevesse diretamente contra os bispos jansenistas. A maneira que São Luís Grignion encontra para esta empresa é bastante curiosa. Depois de falar a respeito da devoção a Nossa Senhora, e de dizer que há pessoas cuja devoção à Virgem Santíssima é muito restrita, ele escreve:

“Volto-me aqui, um momento, para Vós, ó Jesus, a fim de queixar-me amorosamente à Vossa divina majestade de que a maior parte dos cristãos, mesmo os mais instruídos, desconhecem a ligação imprescindível que existe entre Vós e Vossa Mãe Santíssima” (tópico 63).

Há já aqui uma insinuação: “a maior parte dos cristãos, mesmo os mais instruídos“. Os mais sábios, evidentemente, são os doutores, são os “mestres em Israel”. Ele não fala dos mais sábios em mineralogia ou em botânica, mas em teologia. Ora, isso equivale a dizer: “Há teólogos que sustentam que a devoção a Nossa Senhora está errada”.

Prossegue São Luís Grignion:

“Vós, Senhor, estais sempre com Maria, e Maria sempre convosco, nem pode estar sem Vós; doutro modo Ela deixaria de ser o que é; e de tal maneira está Ela transformada em Vós pela graça, que já não vive, já não existe: sois Vós, meu Jesus, que viveis e reinais n’Ela, mais perfeitamente do que em todos os Anjos e bemaventurados. Ah! se conhecêssemos a glória e o amor que recebeis nesta admirável criatura, bem diferentes seriam os nossos sentimentos a respeito de Vós e d’Ela. Maria está tão intimamente unida a Vós, que mais fácil seria separar o sol da luz, e do fogo o calor; digo mais: com mais facilidade se separariam de Vós os Anjos e os santos, do que a divina Mãe, pois que Ela Vos ama com mais ardor e Vos glorifica com mais perfeição que todas as Vossas outras criaturas juntas” (tópico 63).

Aqui a referência contra o clero jansenista é direta, pois ele fala em “doutores entre os católicos”. Mas ele não se comprometeu, já que doutores podem ser chamados também os que escrevem livros sobre o assunto. Nós sabemos, no entanto, quem são esses “doutores”. Também para o povo, que o vê enxotado de uma diocese para outra, não pode restar dúvida a respeito de quem sejam esses “doutores”.

“…mesmo de doutores entre os católicos, que exercem a profissão de ensinar aos outros a verdade, e no entanto não Vos conhecem nem a Vossa Mãe Santíssima, a não ser de um modo especulativo, seco, estéril e indiferente” (tópico 64).

 

Fonte: http://www.espacomaria.com.br/?cat=8&id=3855


PADRE ANTONIO: EU QUERO MAIS AMOR QUE O SACRIFÍCIO

abril 13, 2012

O SEGUNDO MANDAMENTO DO DECÁGOLO

abril 13, 2012

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O segundo mandamento do Decálogo

Não tomarás o nome de Deus em vão

O segundo mandamento da Lei de Deus é: “Não tomarás o nome de Deus em vão”. Esse mandamento «manda respeitar o nome do Senhor» (Catecismo da Igreja Católica (CIC), n. 2142) e honrar o nome de Deus. Não se deve pronunciar «senão para o bendizer, louvar e glorificar» (CIC n. 2143).

O nome de Deus

«O nome de uma pessoa expressa a essência, sua identidade e o sentido de sua vida. Deus tem um nome. Não é uma força anônima» (CIC n. 203). No entanto, O Todo-poderoso não pode ser abarcado pelos conceitos humanos, nem há ideia alguma capaz de O representar, nem nome que possa expressar exaustivamente a essência divina. Deus é “Santo”, o que significa que é absolutamente superior, que está acima de toda criatura, que é transcendente.

Apesar de tudo, para que O possamos invocar e nos dirigir pessoalmente a Ele, no Antigo Testamento «se revelou progressivamente e sob diversos nomes a seu povo» (CIC n. 204). O nome que manifestou a Moisés indica que Deus é o Ser por essência. «Disse Deus a Moisés: “Eu sou o que sou”. E acrescentou: “Assim dirás aos filhos de Israel: ‘Eu sou’ [Yahvé: ‘Ele é’] me enviou a vocês”… Este é meu nome para sempre» (Ex 3,13-15; cf. CIC n. 213). Por respeito à santidade de Deus, o povo de Israel não pronunciava este nome, mas o substituía pelo título “Senhor” (“Adonai”, em hebreu; “Kyrios”, em grego) (cf. CIC n. 209). Outros nomes de Deus no Antigo Testamento são: “Élohim”, termo que é o plural majestático de plenitude ou de grandeza; “O-Saddai”, que significa poderoso, onipotente.

No Novo Testamento, Deus dá a conhecer o mistério de Sua vida íntima trinitária: um único Deus em Três Pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo. Jesus Cristo ensina-nos a chamar a Deus “Pai” (cf. Mt 6.9): “Abbá”, que é o modo familiar de dizer “Pai” em hebreu (cf. Rm 8,15). Deus é Pai de Jesus Cristo e Pai nosso, ainda que não do mesmo modo, porque Ele é o Filho Unigênito e nós filhos adotivos. No entanto, somos verdadeiramente filhos (cf. I Jn 3,1), irmãos de Jesus Cristo (cf. Rm 8,29), porque o Espírito Santo foi enviado a nossos corações e participamos da natureza divina (cf. Ga 4,6; II Pe 1,4). Somos filhos de Deus em Cristo. Em consequência podemos dirigir-nos a Deus chamando-O com verdade: “Pai”, como aconselha São Josemaria: «Deus é um Pai cheio de ternura, de infinito amor. Chama-O ‘Pai’ muitas vezes ao dia, e diz-Lhe – a sós, em teu coração – que O amas, que O adoras; que sentes o orgulho e a força de ser Seu filho». 

Honrar o nome de Deus

No Pai-nosso rezamos: “Santificado seja o vosso nome”. O termo “santificar” deve entender-se aqui no sentido de «reconhecer o nome de Deus como santo, tratar seu nome de uma maneira santa» (CIC n. 2807). É o que fazemos quando adoramos, louvamos ou damos graças a Deus. Mas as palavras “santificado seja o vosso nome” são também uma das petições do Pai-nosso: ao pronunciá-las pedimos que o nome do Senhor seja santificado por nosso intermédio, isto é, que demos glória a Ele com nossa vida e que os demais O glorifiquem (cf. Mt 5,16). «Depende de nossa vida e de nossa oração que seu Nome seja santificado entre as nações» (CIC n. 2814).

O respeito ao nome de Deus reclama também respeito ao nome da Santíssima Virgem Maria, dos santos e das realidades santas nas quais Deus está presente de um modo ou outro, antes de mais nada, na Santíssima Eucaristia, verdadeira Presença de Jesus Cristo, Segunda Pessoa da Santíssima Trindade, entre os homens.

O segundo mandamento proíbe todo uso inconveniente do nome de Deus (cf. CIC n. 2146) e, em particular, a blasfêmia que «consiste em proferir contra Deus – interior ou exteriormente – palavras de ódio, de repreensão, de desafio (…). É também blasfemo recorrer ao nome de Deus para justificar práticas criminosas, reduzir povos à servidão, torturar ou gerar morte. (…) A blasfêmia é em si um pecado grave» (CIC n. 2148).

Também proíbe o juramento em falso (cf. CIC n. 2150). Jurar é tomar a Deus por testemunha do que se afirma (por exemplo, para dar garantia de uma promessa ou de um depoimento, para provar a inocência de uma pessoa injustamente acusada ou exposta a suspeita, ou para pôr fim a pleitos e controvérsias, etc.). Há circunstâncias nas quais é lícito o juramento, se for feito com verdade e com justiça, e se for necessário, como pode suceder em um julgamento ou ao assumir um cargo (cf. CIC n. 2154). Nos demais casos, o Senhor ensina a não jurar: «seja vossa linguagem: sim, sim; não, não» (cf. Mt 5,37; cf. Tg 5,12; CIC n. 2153).

O nome do cristão

O homem é a única criatura na Terra a qual Deus amou por si mesma. Não é “algo” mas “alguém”, uma pessoa. «Só ele está chamado a participar, pelo conhecimento e pelo amor, da vida de Deus. Para este fim foi criado e esta é a razão fundamental de sua dignidade» (CIC n. 356). No batismo, ao ser feito filho de Deus, recebe um nome que representa sua singularidade irrepetível diante de Deus e diante dos demais (cf. CIC n. 2156 e 2158). Batizar também se diz “cristianizar”: cristão, seguidor de Jesus Cristo, é nome próprio de todo batizado, que recebeu o chamado a se identificar com o Senhor: «foi em Antioquia onde os discípulos [os que se convertiam no nome de Jesus Cristo, pela ação do Espírito Santo] receberam pela primeira vez o nome de cristãos» (At 11,26).

Deus chama a cada um por seu nome (cf. I Sam 3,4-10; Is 43,1; Jo 10,3; At 9,4 ). Ama a cada um pessoalmente. Jesus Cristo, diz São Paulo, «amou-me e entregou-se a si mesmo por mim» (Ga 2,20). Da cada um espera uma resposta de amor: «amarás ao Senhor teu Deus com todo teu coração e com toda tua alma e com toda tua mente e com todas tuas forças» (Mc 12,30). Ninguém pode substituir nessa resposta de amor a Deus. São Josemaria nos anima a meditar «com calma aquela divina advertência que enche a alma de inquietação e, ao mesmo tempo, lhe traz sabores de mel: redemi te, et vocavi te nomine tuo: meus é tu (cf. Is 43,1); Eu te redimi e te chamei pelo teu nome: tu és meu! Não roubemos de Deus o que é d’Ele. Um Deus que nos amou a ponto de morrer por nós, que nos escolheu desde toda a eternidade, antes da criação do mundo, para que sejamos santos em Sua presença (cf. Ef 1,4)».

Javier López
http://www.opusdei.org.br

12/04/2012

Fonte: http://www.cancaonova.com/portal/canais/formacao/internas.php?e=12739

 


SALETTE FEREIRA: PRECISAMOS SER VIGILANTES NA ORAÇÃO

abril 12, 2012

PÁSCOA: UM TEMPO SE INICIA

abril 12, 2012

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Páscoa: Um tempo se inicia

Ela renova todas as coisas

Com a Páscoa o mundo se renova e começa uma nova perspectiva de história, porque o Cristo Ressuscitado convoca os cristãos para construir uma humanidade diferente, convencida de que uma vida saudável é possível. Ela tem que ser construída tendo como base a fé e a visão otimista de futuro. Os critérios devem aqueles fundados no testemunho autêntico de vida.

No caminho da Páscoa é importante o desapego de ideias antigas, de antigos costumes e normas. É hora de pensar mais alto e olhar para frente com liberdade, com fermento novo e firmar os pés naquilo que é capaz de dar rumo certo aos nossos ideais. Isso é muito difícil quando nos abandonamos no próprio subjetivismo.

No âmbito da fé, sabemos que Deus dá novo sentido para os acontecimentos. Ele é o guia da história, que tira do fracasso um resultado de vitória para a vida. Não é fácil entender os mistérios de Deus Pai, mas eles estão a serviço do bem da criação, especialmente das pessoas, criadas à imagem e semelhança d’Ele e chamadas para construir o mundo. 

Não podemos ficar numa situação de trevas, de incertezas, como aconteceu com os discípulos de Jesus após Sua Morte na cruz. Não sabiam ainda da Ressurreição do Senhor, mesmo sabendo que o sepulcro tinha sido encontrado vazio. Custaram a entender as promessas do Mestre, nas quais estava inscrito que a morte traria vida nova.

Deus vai sempre na contramão dos critérios humanos. O que para nós parece derrota, para Ele é vitória; o que nos parece fim é começo para Ele, e com muito mais força e vigor. A Ressurreição de Cristo é o recomeço da criação, que depende da continuidade da nossa parte como cocriadores com Deus.

Todos nós estamos em busca de um novo mundo, de uma sociedade transformada e ressuscitada para o bem e para a paz. A Páscoa deve ser vida nova, superior a todo o passado de imperfeições e maldades. É olhar para frente com esperança e na certeza de bons frutos de quem se convence do valor dos seus bons atos.

Dom Paulo Mendes Peixoto
Arcebispo eleito de Uberaba – MG

11/04/2012

Fonte: http://www.cancaonova.com/portal/canais/formacao/internas.php?e=12736


LIBERTE-SE PARA UMA VIDA NOVA

abril 11, 2012

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Liberte-se para uma vida nova

Cure-se dos venenos emocionais
 

Você já passou dias, semanas, meses e até anos carregando consigo sentimentos negativos em relação a pessoas ou situações? Creio que todos nós já passamos por isso alguma vez na vida. O mais interessante a observar é que sentir coisas “más” nos faz carregar um peso ainda maior do que a situação em si. Como cristãos, não admitimos alguns desses sentimentos, fazemos de conta que não existem. Um passo muito importante é assumir nossos sentimentos e a possibilidade de tocar nestas emoções e desabafar.

Mas de que forma eu posso fazer este desabafo?

O perdão é uma decisão, mas não apenas uma decisão simples: é um processo contínuo, que gera memórias, dores, ativa ressentimentos, e, acima de tudo, gera libertação. Libertamo-nos dos sentimentos maus para que o novo seja gerado em nós. Libertamo-nos para uma vida nova!

Esse tipo de sentimento, guardado em nosso interior, é como um alimento estragado na geladeira; aos poucos, contamina todos os outros produtos e deixa aquele cheiro mau. Imagine você assim, cheio de coisas estragadas dentro de si. Logo, as dores começam a aparecer, assim como doenças estranhas, sentimentos maus, humor deprimido. Esses são nossos “venenos emocionais”: venenos que nos entristecem e, consecutivamente, nos adoecem.

O venenoso não envenena apenas a si, mas também ao outro. Falar mal, difamar, reclamar, queixar-se, murmurar, tudo isso pouco adianta. Não cura nenhuma ferida, pelo contrário, abre outras. 

Quando falamos para o outro sobre nosso sentimento negativo, corremos o risco de nos machucar ainda mais. Por isso, preparar o terreno para conversar é muito importante. Se não há condições para o diálogo, uma boa sugestão é escrevê-los [seus sentimentos] num papel, como numa carta que, muitas vezes, não será mandada. Isso funciona como forma de libertação.

Coloque, nesse papel, tudo o que gostaria. Escreva sobre as situações que o machucaram, sobre suas dores e dificuldades com aquela pessoa. Algumas pessoas gostam de jogar essa folha de papel num rio, outras de queimá-la, outras a levam à capela e oferecem, em oração, esses sentimentos descritos nela. Essas atitudes funcionam como meio saudável de superar essas dificuldades, sem que para isso você precise descarregar toda a raiva na outra pessoa.

Se para você é muito difícil escrever, poderá pensar nas situações em algum lugar de que você goste ou ficar recolhido e dizer a uma cadeira vazia, representando a pessoa de quem tem mágoa, tudo aquilo que você sente. “Mas, a pessoa não está ali” você pode pensar. O mais importante é que seus sentimentos sejam ditos. É o esvaziar-se daquele sentimento e ponto final. Faça isso com o desejo de se libertar pela última vez daquele sentimento negativo. Em geral, depois de fazê-lo, tendemos a iniciar o processo de perdão e esquecimento.

Muitas vezes, murmurar e se queixar só potencializam nossos “venenos” emocionais. E, então, nesta Páscoa, o que você deseja?

Ressuscitar para uma vida nova, liberta dos seus “venenos” ou manter-se no sepulcro escuro e repleto de amarguras? Faça a sua opção! Certamente, ela não será fácil, muito menos doce, mas, certamente, os frutos dessa escolha serão grandiosos!

Foto Elaine Ribeiro
psicologia01@cancaonova.com
Elaine Ribeiro, Psicóloga Clínica e Organizacional, colaboradora da Comunidade Canção Nova.
Blog: temasempsicologia.wordpress.com
Twitter: @elaineribeirosp

10/04/2012

Fonte: http://www.cancaonova.com/portal/canais/formacao/internas.php?e=12735


BEBÊ ANENCÉFALO: QUANTO TEMPO É PRECISO VIVER PARA SER INESQUECÍVEL?

abril 10, 2012