PADRE LÉO: HISTÓRIA DE SUA PRIMEIRA COMUNHÃO

setembro 30, 2012

OS DONS DE DEUS

setembro 30, 2012

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Os dons de Deus

Eles não podem ser acumulados em poucas mãos
 
Dia 30 de setembro, fazemos memória ao patrono da Bíblia, São Jerônimo, um dos tradutores dos textos bíblicos do original para o latim, formando a Bíblia chamada de “Vulgata”. É a Palavra de Deus como sendo o grande dom, um caminho revelador da identidade de Deus em Jesus Cristo. Aí encontramos a indicação dos dons divinos concedidos à pessoa humana.Toda pessoa, além do dom da vida, é marcada pela presença da bondade do Senhor com habilidades para o bem de todos. Dons que não podem ser privatizados por práticas egoístas. Os bens materiais são dons de Deus e devem ser administrados de forma a propiciar vida digna para todas as pessoas. Deus pedirá conta de quem administra com injustiça.

Na administração dos dons, a prática deve ser de liberdade, evitando um poder centralizado, sem organização, função social e sem a participação da comunidade. Muitos administradores temem ser diminuídos em sua autoridade e, às vezes, são envolvidos por ciúmes, prejudicando o destino dos bens por causa de atos infantis.

A administração dos bens públicospode revelar um alto grau de imaturidade e despreparo dos seus administradores. Eles são escolhidos pelo nosso voto no dia das eleições. Mas não seria o nosso voto um ato de imaturidade, porque não escolhemos quem tem mais condição, preparo e dignidade para o cargo? Ainda é tampo para refletir sobre isto.O poder do administrador não pode ser apenas para sua projeção social. Não devemos concordar com o “mal agir”, com a conduta errada, a cobiça, a inveja e a ambição. É necessário extirpar todo tipo de administração que vai contra os princípios do Evangelho, porque as consequências são desastrosas para o povo.

Os dons de Deus não podem ser acumulados em poucas mãos.
A injustiça social é uma grande ofensa ao Criador. A riqueza centralizada provoca insensibilidade e exploração das pessoas, na qual domina a injustiça e a desonestidade. Temos como fruto a violência e a morte; é um desvio de destino dos bens de Deus.

Dom Paulo Mendes Peixoto
Arcebispo de Uberaba – MG

26/09/2012

Fonte: http://www.cancaonova.com/portal/canais/formacao/internas.php?e=12939


MÁRCIO MENDES: VOCÊ É CHAMADO A DEMONSTRAR A SUA CONFIANÇA EM DEUS

setembro 29, 2012

PAPA BENTO XVI: LITURGIA, ESCOLA DE ORAÇÃO

setembro 29, 2012

Catequese do Papa

Bento XVI.

Liturgia, escola

de oração.

26.09.2012 – Cidade do Vaticano: Liturgia, escola de oração: este foi o tema da catequese de S.S. o Papa Bento XVI, proferida diante de 25 mil fiéis na Praça São Pedro, na manhã desta 4ª feira. “É o próprio Senhor que nos ensina a rezar” – afirmou o Pontífice.

Caros irmãos e irmãs,
Neste mês percorremos um caminho à luz da Palavra de Deus, para aprender a rezar de modo sempre autêntico, olhando para alguma grande figura do Antigo Testamento, dos Salmos, das Cartas de São Paulo e do Apocalipse, mas, sobretudo, olhando para a experiência única e fundamental de Jesus, em sua relação com o Pai Celestial.

Na verdade, somente em Cristo o homem é capaz de unir-se a Deus com a profundidade e a intimidade de um filho no conforto de um pai que o ama, somente Nele nós podemos nos voltar com toda a verdade a Deus chamando-O com afeto “Abbá, Pai”. Como os Apóstolos, também nós repetimos nestas semanas e repetimos a Jesus hoje: “Senhor, ensinai-nos a rezar” (Lc 11,1).
Também, para aprender a viver ainda mais intensamente a relação pessoal com Deus, aprendemos a invocar o Espírito Santo, primeiro dom do Ressuscitado aos crentes, porque é Ele que “vem em auxílio à nossa fraqueza: nós não sabemos como rezar de modo conveniente” (Rm 8,26), diz São Paulo, e nós sabemos como ele tem razão.
Neste ponto, depois de uma longa série sobre oração na Escritura, podemos nos perguntar: como posso eu deixar-me formar pelo Espírito Santo e assim tornar-me capaz de entrar na atmosfera de Deus, de rezar com Deus? Qual é esta escola na qual Ele me ensina a rezar, vem em auxílio ao me esforço de voltar-me de modo justo a Deus?

A primeira escola para a oração – como nós vimos nestas semanas – é a Palavra de Deus, a Sagrada Escritura. A Sagrada Escritura é um permanente diálogo entre Deus e o homem, um diálogo progressivo no qual Deus se mostra sempre mais próximo, no qual podemos conhecer sempre melhor a sua face, a sua voz, o seu ser; e o homem aprende a aceitar o conhecer Deus, a falar com Deus. Também, nestas semanas, lendo a Sagrada Escritura, buscamos, na Escritura, neste diálogo permanente, aprender como podemos entrar em contato com Deus.
Há agora um outro precioso “espaço”, uma outra preciosa “fonte” para crescer na oração, uma fonte de água viva em estreitíssima relação com a anterior. Refiro-me à liturgia, que é um âmbito privilegiado no qual Deus fala a todos nós, aqui e agora, e atende a nossa resposta.
O que é a liturgia? Se abrirmos o Catecismo da Igreja Católica – subsídio sempre precioso, direi, e imprescindível – podemos ler que originalmente a palavra “liturgia” significa “serviço da parte do povo e em favor do povo” (n. 1069). Se a teologia cristã tomou esta palavra do mundo grego, o fez obviamente pensando no novo Povo de Deus nascido de Cristo que abriu os seus braços na Cruz para unir os homens na paz do único Deus. “Serviço em favor do povo”, um povo que não existe por si só, mas que se formou graças ao Mistério Pascal de Jesus Cristo. De fato, o Povo de Deus não existe por laços de sangue, de território, de nação, mas nasce sempre da obra do Filho de Deus e da comunhão com o Pai, concedida por Ele (Jesus).
O Catecismo indica também que “na tradição cristã (a palavra “liturgia”) quer significar que o Povo de Deus participa da obra de Deus” (n. 1069), porque o povo de Deus como tal existe somente por obra de Deus.
Isso nos fez lembrar do próprio desenvolvimento do Concílio Vaticano II, que iniciou os seus trabalhos, cinquenta anos atrás, com a discussão do esquema sobre a sagrada liturgia, então solenemente aprovado em 4 de dezembro de 1963, o primeiro texto aprovado pelo Concílio.

Que o documento sobre a liturgia fosse o primeiro resultado da assembléia conciliar, isso talvez tenha sido considerado por alguns um acaso. Entre tantos projetos, o texto sobre a sagrada liturgia parece ser aquele menos controverso, e, por isso mesmo, capaz de constituir uma espécie de exercício para aprender a metodologia do trabalho conciliar.

Mas sem dúvida alguma, isso que à primeira vista pode parecer um acaso, demonstrou-se como a escolha mais certa, também a partir da hierarquia de temas e tarefas mais importantes da Igreja. Iniciando, de fato, com o tema da “liturgia” o Concílio trouxe à luz de modo muito claro o primado de Deus, a sua prioridade absoluta. Primeiro de tudo Deus: este mesmo nos diz a escolha conciliar de partir da liturgia. Onde o olhar sobre Deus não é determinante, todas as outras coisas perdem a sua orientação. O critério fundamental para a liturgia é a sua orientação para Deus, para poder assim participar da sua obra.
Mas podemos nos perguntar: qual é esta obra de Deus à qual somos chamados a participar?

A resposta que nos oferece a Constituição conciliar sobre a sagrada liturgia é aparentemente dupla. O número 5 nos indica, de fato, que a obra de Deus são as suas ações históricas que nos levam à salvação, culminada na Morte e Ressurreição de Jesus Cristo; mas no número 7 a mesma Constituição define a própria celebração da liturgia como “obra de Cristo”. Na verdade, esses dois significados são inseparavelmente ligados. Se nos perguntamos quem salva o mundo e o homem, a única resposta é: Jesus de Nazaré, Senhor e Cristo, crucificado e ressuscitado. E onde está presente para nós, para mim hoje o mistério da morte e ressurreição de Cristo, que traz a salvação?

A resposta é: na ação de Cristo através da Igreja, na liturgia, em particular no Sacramento da Eucaristia, que torna presente esta oferta do sacrifício do Filho de Deus, que nos resgatou; no Sacramento da Reconciliação, no qual se passa da morte do pecado à vida nova; e nos outros sacramentos que nos santificam (cfr Presbyterorum ordinis, 5). Assim, o Mistério Pascal da Morte e Ressurreição de Cristo é o centro da teologia litúrgica do Concílio.
Vamos dar um passo adiante e perguntar: de que modo se faz possível esta atualização do Mistério Pascal de Cristo?

O beato Papa João Paulo II, 25 anos após a Constituição Sacrosanctum Concilium, escreveu: “Para atualizar o seu Mistério Pascal, Cristo está sempre presente na sua Igreja, sobretudo nas ações litúrgicas. A liturgia é, por conseqüência, o lugar privilegiado do encontro dos cristãos com Deus e com aquele que Ele enviou, Jesus Cristo (cfr Gv 17,3)” (Vicesimus quintus annus, n. 7). Nessa mesma linha, lemos no Catecismo da Igreja Católica assim: “Cada celebração sacramental é um encontro dos filhos de Deus com o seu Pai, em Cristo e no Espírito Santo, e tal encontro se apresenta como um diálogo, através de ações e palavras” (n. 1153).

Portanto, a primeira exigência para uma boa celebração litúrgica é a oração, diálogo com Deus, antes de tudo escuta e também resposta. São Bento, em sua “Regra”, falando da oração dos Salmos, indica aos monges: mens concordet voci, “que a mente concorde com a voz”. O Santo ensina que na oração dos Salmos as palavras devem preceder a nossa mente.

Geralmente não acontece assim, primeiro devemos pensar e depois, como nós pensamos, isso se converte em palavra. Mas aqui, na liturgia, é o inverso, a palavra precede. Deus nos deu a palavra e a sagrada liturgia nos oferece as palavras; nós devemos entrar no interior das palavras, no seu significado, acolhê-las em nós, colocar-nos em sintonia com estas palavras; assim nos transformamos filhos de Deus, similares a Deus.

Como recorda o Sacrosanctum Concilium, para assegurar a plena eficácia da celebração “é necessário que os fiéis se aproximem da sagrada liturgia com reta disposição de espírito, colocando o próprio espírito em consonância com a própria voz e cooperar com a graça divina para não recebê-la em vão” (n. 11). Elemento fundamental, primeiro, do diálogo com Deus na liturgia, é a concordância entre o que dizemos com os lábios e o que trazemos no coração. Entrando nas palavras da grande história da oração nós mesmos estamos conformados com o espírito destas palavras e nos tornamos capazes de falar com Deus.
Nesta linha, gostaria apenas de mencionar um momento que, durante a própria liturgia, nos chama e nos ajuda a encontrar tal concordância, esta conformidade a isso que escutamos, dizemos e fazemos na celebração da liturgia. Refiro-me ao convite que faz o Celebrante primeiro da Oração Eucarística: “Sursum corda”, elevar nossos corações fora do emaranhado de nossas preocupações, nossos desejos, nossos anseios, nossa distração. O nosso coração, o íntimo de nós mesmos, deve abrir-se obediente à Palavra de Deus e recolher-se na oração da Igreja, para receber sua orientação a Deus pelas palavras que escuta e diz. O olhar para o coração deve dirigir-se ao Senhor, que está no meio de nós: é uma disposição fundamental.
Quando vivemos a liturgia com esta atitude básica, o nosso coração é como que retirado da força da gravidade, que o atrai para baixo, e ergue-se interiormente para o alto, para a verdade e para o amor, para Deus. Como recorda o Catecismo da Igreja Católica: “A missão de Cristo e do Espírito Santo que, na Liturgia sacramental da Igreja, anuncia, atualiza e comunica o Mistério da salvação, prossegue no coração que reza. Os Pais da vida espiritual às vezes comparam o coração a um altar” (n. 2655): altare Dei est cor nostrum.
Caros amigos, celebramos e vivemos bem a liturgia somente se permanecemos em atitude de oração, não se queremos “fazer qualquer coisa”, vermos ou agir, mas se voltamos o nosso coração a Deus e estamos em atitude de oração que nos une ao mistério de Cristo e ao seu diálogo de Filho com o Pai. O próprio Deus nos ensina a rezar, afirma São Paulo (cfr Rm 8,26). Ele mesmo nos deu as palavras adequadas para nos dirigirmos a Ele, palavras que encontramos no Livro dos Salmos, nas grandes orações da sagrada liturgia e na própria Celebração eucarística.

Rezemos ao Senhor para sermos cada dia mais conscientes, de fato, de que a Liturgia é ação de Deus e do homem; oração que vem do Espírito Santo e de nós mesmos, inteiramente voltada ao Pai, em união com o Filho de Deus feito homem (cfr Catecismo da Igreja Católica, n. 2564). Obrigado.

Fonte: Boletim da sala de Imprensa da Santa Sé.

Extraído do site: https://harmoniacelestial.wordpress.com/wp-admin/post.php?post=19760&action=edit


PADRE CHRYSTIAN SHANKAR: NOSSO OLHAR MUDA O MUNDO

setembro 28, 2012

PADRE CHRYSTIAN SHANKAR: JUNTAR TESOUROS NO CÉU

setembro 28, 2012

Padre Chrystian Shankar
Foto: Wesley Almeida/cancaonova.com

Juntar tesouros no céu

A primeira leitura, de hoje, nos apresenta a vaidade das vaidades, na qual não existe nada novo debaixo do céu. É muito comum vermos esse olhar nas pessoas pessimista, as quais pensam que o mundo jamais irá mudar, independente do que fizermos.

Mesmo que você não acredite ou não sinta, Deus olha para você e se preocupa com sua vida mais do que nós mesmos, pois a forma como vivemos inquieta o Senhor.

São Tomas de Aquino nos ensina que precisamos contemplar O Contemplado, porque, quando fazemos isso, nos assemelhamos, cada vez mais, a Ele. Assim é com tudo em nossa vida, tudo o que ocupa um espaço nela acaba por nos aproximar d’Ele.

Por isso, precisamos ter muito cuidado com o que nos chama à atenção, principalmente, o que atrai o nosso olhar, porque, com o tempo, vamos nos assemelhando a isso. E se o que nos desperta não nos leva para Deus, cada vez mais estaremos nos afastando do Pai.

Hoje, a Igreja olha para um dos homens que se deixou olhar por Deus e não parou nisso, pois seu desejo era muito maior. Ele ansiava contemplar o próprio rosto de Cristo, face a face, e para isso começou a contemplar o rosto de Deus no rosto de seus irmãos.

Estou falando de São Vicente de Paulo, a quem celebramos na litúrgica de hoje. Ele soube viver por seus irmãos, vislumbrando, em cada enfermo, mendigo e pecador o próprio Cristo.

O que é ser cristão? É seguir a Cristo. Mas o que é seguir a Cristo? É fazer o que Ele nos ensinou, ou seja, nada mais é do que abraçar a cruz de Cristo e, independente dos tempos bons ou tristes, percorrer o caminho de Jesus trilhou.

Infelizmente, o ser humano vive como se pudesse levar todos os bens com ele para a vida eterna. Mas precisamos compreender que estamos apenas usando as coisas desse mundo, pois elas não nos pertencem nem nós a este mundo.

O mundo, por causa do dinheiro, tem feito coisas horrorosas. Se você ligar sua TV em um telejornal, verá que, por trás da maior parte das tragédias, o dinheiro está envolvido.

“O amor ao dinheiro é a raiz de todos os males”, exorta padre Chrystian Shankar.
Foto: Wesley Almeida/cancaonova.com

O tesouro que Deus nos convida a juntar são os bens da eternidade e não os terremos, pois as coisas desse mundo se vão, mas o que buscamos no céu permanece para sempre.

O amor ao dinheiro é a raiz de todos os males. Por causa dele existe a corrupção, os roubos, o tráfico de drogas, a prostituição, a avareza, entre muitas outras coisas. Famílias são destruídas quando o dinheiro se instala no meio de seus membros, porque, quando o dinheiro é farto, as pessoas se esquecem do que é essencial para alcançar o céu.

A presença do outro é que vale a pena; não o que ele pode nos dar. Quando estivermos na presença de Deus, Ele não quererá saber o que podemos oferecer, mas sim o que fomos para nossos irmãos em vida.

Você não vale por aquilo que tem, mas sim por aquilo que você é. Deus olha para você pelas suas boas atitudes e não pelo que você possui. Peçamos a Deus, no dia de hoje, a graça de termos um coração caridoso e disposto a amar, assim como o de São Vicente de Paulo, para que sejamos dignos de alcançar as honras do céu.

Transcrição e adaptação: Gustavo Souza

 Padre Crystian Shankar

Sacerdote do Santuário Nossa Senhora Aparecida, em Divinópolis (MG)

27/09/2012 – 16h00

Fonte: http://www.cancaonova.com/portal/canais/eventos/novoeventos/cobertura.php?cod=2754&pre=7629&tit=Juntar%20tesouros%20no%20c%E9u

 

msmd


COMENTÁRIO DO EVANGELHO DE DOMINGO DIA 30/09/2012

setembro 28, 2012

COMENTÁRIO DO EVANGELHO DO XXVI DOMINGO DO TEMPO COMUM, ANO B, DO DIA 30 DE SETEMBRO DE 2012, FEITO PELO PADRE MATEUS MARIA, FMDJ.

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