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setembro 26, 2012

NÃO SE DESESPERE

setembro 26, 2012

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Não se desespere

“Tranquilizai-vos, sou eu. Não tenhais medo!”
 
A dor, na maioria das vezes, nos impede de ouvir a Deus. É um exercício conter os sentimentos que ficam confusos dentro de nós. Quando estamos no meio de uma tormenta, é difícil enxergar, por isso, na crise, não se toma nenhuma decisão, disse-nos, uma vez, Dom Alberto Taveira. É preciso deixar a poeira baixar para enxergar melhor. Quando a situação nos impede de ter clareza, os nossos sentimentos se misturam, então, o melhor é ouvir o Senhor. Pela Palavra temos uma direção certa da vontade do Pai, a qual nos salva, nos enche de esperança e nos dá um norte a seguir.Por isso, quando não você conseguir rezar nem escutar o que o Senhor tema lhe dizer, não se desespere; reze, mesmo que seja com as lágrimas. Ofereça a Deus os seus sentimentos, pensamentos e palavras, pois nada passa despercebido ao Seu olhar e amor. Para Ele nada se perde, tudo se transforma. Deus é o único que consegue tirar de um aparente mal um grande bem. Mais isso requer tempo, suor e, às vezes, muitas lágrimas. É preciso seguir com fé, acreditando naquilo que ainda não se vê, pois a tempestade não dura uma vida toda, mas algumas horas apenas; depois, aparecem o sol e o céu azul. Não se esqueça: depois da cruz vem à ressurreição!

“Logo depois, Jesus obrigou seus discípulos a entrar na barca e a passar, antes dele, para a outra margem, enquanto Ele despedia a multidão. Feito isso, subiu à montanha para orar na solidão. Chegando à noite, estava lá sozinho. Entretanto, já a boa distância da margem, a barca era agitada pelas ondas, pois o vento era contrário. Pela quarta vigília da noite, Jesus veio a eles, caminhando sobre o mar. Quando os discípulos o perceberam caminhando sobre as águas, ficaram com medo: “É um fantasma!” Disseram eles, soltando gritos de terror.

Jesus logo lhes disse: ‘Tranquilizai-vos, sou eu. Não tenhais medo!‘ Pedro tomou a palavra e falou: Senhor, se és tu, manda-me ir sobre as águas até junto de ti! Ele disse-lhe: ‘Vem!’ Pedro saiu da barca e caminhava sobre as águas ao encontro de Jesus. Mas, redobrando a violência do vento, teve medo e, começando a afundar, gritou: ‘Senhor, salva-me!’ No mesmo instante, Jesus estendeu-lhe a mão, segurou-o e lhe disse: ‘Homem de pouca fé, por que duvidaste?’ Apenas tinham subido para a barca, o vento cessou. Então, aqueles que estavam na barca prostraram-se diante dele e disseram: Tu és verdadeiramente o Filho de Deus”. (cf. Mateus 14,22-33).Na nossa vida, sempre haverá tempestades, pois as maiores não são as tempestades externas, mas as tormentas interiores. Por isso não podemos estar sozinhos, sem Jesus, sem companheiros de caminhada. A nossa fé sempre será provada, é assim que amadurecemos, crescemos. São tantos fantasmas no caminho, mas não podemos nos enganar e confundi-los com Deus. O mais importante é reconhecê-Lo, manter os olhos fixos no Senhor e clamar-Lhe a salvação. Ter a coragem de nadar contra maré, assumir o sofrimento e ouvir dos lábios do Senhor as Palavras da salvação: “Tranqüilizai-vos, sou eu. Não tenhais medo!”



Jesus repete para você, que se encontra no meio de uma tempestade emocional, de problemas financeiros, de saúde, do relacionamento conjugal, ouvindo muitas vozes e assustado por tantos fantasmas que travam a nossa vida: “Tranquilizai-vos, sou eu. Não tenhais medo!”
Agora reze com confiança esta oração:
“Senhor, não me deixe perecer nas tempestades da vida, afundar nos momentos de dificuldades. Tudo fica tão escuro e confuso, que eu posso até confundi-Lo. Por isso, quero manter os meus olhos fixos em Ti e não Te perder de vista, estender minhas mãos e tocar as Tuas, ouvindo sempre as santas Palavras: ‘Não tenhais medo, sou eu!’. Senhor, aumenta a minha fé e, nos momentos de grande tribulação, quero perceber sempre a Tua presença junto de mim a me salvar. Guarda a minha vida de todo mal e perigo e, principalmente, desejo sempre ser orientado pela Tua Palavra, que é fonte de cura e libertação para mim”. Amém

Padre Luizinho – Comunidade Canção Nova
http://blog.cancaonova.com/padreluizinho

24/09/2012

Fonte: http://www.cancaonova.com/portal/canais/formacao/internas.php?e=12937


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setembro 26, 2012

AS TREVAS DA DOR

setembro 26, 2012

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As trevas da dor

Calvário, caminho cotidiano
Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz todos os dias e siga-me (Lc 9, 23). O problema da dor é o maior e o mais grave dos que se apresentam ao homem. Quem não vencer a dor não vencerá a vida. Compreendê-la é compreender a própria vida.
Todos devemos contar com sofrimentos na vida.Não podemos imaginá-la como um sonho cor-de-rosa, não devemos esperar que ela nos cumule de benesses, porque só assim evitaremos grandes decepções. Se alguém anda, constantemente, atrás da felicidade, de “dias melhores e mais belos”, a dor irá apanhá-lo inesperada e desprevenidamente, e parecer-lhe-á mais dura e pesada. Já os pagãos contavam com os sofrimentos e chegavam mesmo a considerar de mau agouro uma felicidade perfeita, que lhes parecia uma afronta aos deuses. Por isso, evitavam um homem demasiado feliz, fugiam dele.Com o pecado original começou a dor; com ele terminou a primeira felicidade, o jardim de delícias que Deus nos dera. E começou também um processo de atingirmos o céu baseado em Cristo, no qual a dor e a cruz desempenham um papel proeminente. Logo após o pecado original, o Senhor promulgou a lei do sofrimento para o homem (cfr. Gên 3, 17-19) e para a mulher (cfr. Gên 3, 16), e, desde então, nunca mais se interrompeu a cadeia de dores. A nossa vida é uma luta, os seus dias são como os dias de um mercenário (Jó 7,1). A todo homem são dadas tarefas penosas, e um jugo pesado o oprime desde o dia do nascimento até ao da morte.
Um cristão, mais do que qualquer outra pessoa, deve contar sempre e por toda a parte com a cruz e o sofrimento: Meu filho, se tencionas servir o Senhor, […] prepara-te para a provação (Eclo 2, 1). Aliás, o Divino Mestre esclareceu-nos bem a este respeito: “Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz todos os dias e siga-me” (Lc 9, 23). Não é o servo maior do que o seu senhor. Se me perseguiram a mim, também vos hão de perseguir a vós (Jo 15, 20).Se pertencêssemos ao mundo, este amar-nos-ia, mas, porque não somos do mundo, odeia-nos (cfr. Jo 15, 19): Sereis odiados por todas as nações (cfr. Mt 24, 9). Os Apóstolos não nos deixam dúvida alguma a este respeito. Segundo São Pedro, somos chamados a suportar dores, não como castigo dos nossos pecados, mas pela nossa boa conduta (1 Pe 2, 19-24). São Paulo diz-nos: Todos os que quiserem viver piedosamente sofrerão perseguição (2 Tim 3, 12).A experiência e a Sagrada Escritura mostram-nos assim a realidade da dor; daí que esta não nos deva encontrar desprevenidos. Esperar a dor é já uma vantagem que lhe lima as arestas mais duras. A fé diz-nos qual é o sentido e finalidade do sofrimento, e assim achamo-nos perante a vida em condições muito diferentes das daqueles que não gozam da luz da fé. Como é difícil a vida para aqueles que nada sabem da Revelação e por isso não conseguem compreender o sofrimento!

Sem a graça divina, não conseguiremos dominar a dor.
Cristo salvou-nos, apagou o pecado que clamava contra nós (cfr. Col 2, 13-15; Rom 3, 22-24). Mas cada um de nós tem de levar a cabo os sofrimentos salvadores, com e em Cristo, e colaborar na edificação do Corpo Místico com a dor correspondente à sua posição (cfr. Ef 4, 12-16). Por meio da nossa união com Cristo, podemos interceder, expiando, por membros imprevidentes ou mesmo mortos.

Richard Gräf
http://www.quadrante.com.br/

21/09/2012

Fonte: http://www.cancaonova.com/portal/canais/formacao/internas.php?e=12935