COMUNIDADE SHALOM: KYRIE ELEISON

junho 30, 2013

PROFESSAR A FÉ

junho 30, 2013

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Professar a fé

A alegria de festejar São Pedro e São Paulo

Para “ilustrar a todos os fiéis a força e a beleza da fé”, o Papa Bento XVI, a seu tempo, proclamou o Ano da Fé, confirmado pelo atual sucessor de Pedro e Bispo de Roma, o Papa Francisco. Durante todo o ano, somos positivamente provocados a experimentar e testemunhar a fé que recebemos no batismo. “Professar a fé na Trindade – Pai, Filho e Espírito Santo – equivale a crer num só Deus que é Amor (cf. 1 Jo 4, 8): o Pai, que na plenitude dos tempos enviou seu Filho para a nossa salvação; Jesus Cristo, que redimiu o mundo no mistério da Sua Morte e Ressurreição; o Espírito Santo, que guia a Igreja através dos séculos enquanto aguarda o regresso glorioso do Senhor” (Bento XVI, “A Porta da Fé”, 1).

Em sua história, a Igreja sempre ofereceu testemunhas qualificadas da fé, cujas vidas edificam as gerações e lhes possibilitam atualizar a mesma profissão de fé. Há poucos dias, tive a alegria de abençoar duas bonitas estátuas de São Pedro e São Paulo, na Paróquia a eles dedicada, no bairro do Guamá, em nossa Arquidiocese de Belém, bem colocadas à frente da Igreja Matriz. Pedro, ostentando a chave, símbolo do ministério a ele confiado pelo Senhor: “Eu te darei as chaves do Reino dos Céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus” (Mt 16,19). Chaves entregues para abrir portas e não para fechá-las, como tem testemunhado o Papa Francisco!

Como “a Palavra de Deus é viva, eficaz e mais penetrante que qualquer espada de dois gumes, penetra até dividir alma e espírito, articulações e medulas, julga os pensamentos e as intenções do coração” (Hb 4,12), o apóstolo das gentes, expressão da missão da Igreja, que deve levar o Evangelho a todos os recantos da terra, traz uma espada nas mãos. Pedro e Paulo, “por diferentes meios, congregaram a única família de Cristo e, unidos pela coroa do martírio, recebem hoje, por toda a terra, igual veneração” (Prefácio da Missa de São Pedro e São Paulo).

A partir do testemunho dos apóstolos, no correr dos séculos, uma imensa multidão, de toda raça, povo e nação, tem oferecido o testemunho da fé professada. A medida alta da vida cristã há de ser a prontidão para derramar o sangue pelo Senhor, no qual depositamos a nossa confiança! É a forma radical de serviço a Deus. Se também em nossos dias o martírio pela fé continua atual e todos precisam estar dispostos a ele, nem sempre nos será pedido. Ao lado da radicalidade do martírio, há outros modos de testemunhar a fé a serem abraçados por todos nós! Buscamos “uma adesão mais profunda à Palavra de Deus, quer pela renovação da profissão de fé em muitas comunidades, quer pela confirmação da própria fé, com o testemunho de uma vida autenticamente cristã” (Paulo VI, Credo do Povo de Deus, 2). A certeza interior da fé, com convicções arraigadas que a consideram o maior tesouro da vida, é o ponto de partida.

Professar a fé em nossas famílias, tomando consciência de que os pais começam a evangelizar os filhos a partir da concepção dos mesmos. Como os pais são os primeiros catequistas das crianças, a confissão da fé passa pelo afeto com que são cuidados, pelo ambiente familiar correspondente à fé católica, para depois encaminhá-los à Igreja e aos sacramentos. Os valores cristãos da sinceridade e da verdade, a honestidade e a retidão pessoal, cultivadas em casa, atraem muitas outras pessoas. Também sobre esta fé simples e profunda se edifica a Igreja!

Professar a fé publicamente, com a coragem de não esconder as certezas que dela recebemos. Não é possível aos cristãos compactuarem com a cultura da morte, representada pela mentalidade abortista e anti-vida. Os valores da dignidade da pessoa humana, da família e da verdade são irrenunciáveis. Radical seja o combate contra a corrupção, a mentira e o relaxamento da consciência. Firme a solidariedade com os mais pobres e sofredores, corajosa a voz levantada em defesa dos mais fracos. Manifestar de forma varonil as convicções, das ruas aos parlamentos, passando pelas relações comerciais e profissionais, o trato com o dinheiro público e a fidelidade aos compromissos assumidos! Trata-se de um leque aberto, cujas expressões serão suscitadas pelo Espírito Santo! Na história dos santos, homens e mulheres foram reconhecidos como “confessores” da fé. Aqui está a vertente a ser seguida pela maior parte dos cristãos que querem ser fiéis!

Professar a fé publicamente significa cerrar fileiras com o Sucessor de Pedro e os bispos em comunhão com ele. Quer dizer comprometer-se em ser Igreja de portas abertas, sem medo da ternura e da bondade, superando a tentação de permanecer voltados para si mesmos. Abrir-se ao desafio missionário, abraçar a causa da evangelização em primeira pessoa! Sim, fé professada é fé testemunhada segundo o dom recebido de Deus. São Paulo abriu um largo horizonte dos serviços na Igreja para que ninguém fique de fora: “Há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo. Há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo. Há diferentes atividades, mas é o mesmo Deus que realiza tudo em todos. A cada um é dada a manifestação do Espírito, em vista do bem de todos. A um é dada pelo Espírito uma palavra de sabedoria; a outro, uma palavra de conhecimento segundo o mesmo Espírito. A outro é dada a fé pelo mesmo Espírito; a outro são dados dons de cura pelo mesmo Espírito. A outro, o poder de fazer milagres. A outro, a profecia. A outro, o discernimento dos espíritos. A outro, diversidade de línguas. A outro, o dom de as interpretar. Todas essas coisas as realiza um e o mesmo Espírito, que distribui a cada um conforme quer. Um só corpo, muitos membros. Como o corpo é um, embora tenha muitos membros, e como todos os membros do corpo, embora sejam muitos, formam um só corpo, assim também acontece com Cristo” (1 Cor 12, 4-12). Homens e mulheres de fé, a mesma certeza interior, manifestações diversas do único Espírito Santo que leva a servir e amar!

Celebrando as duas colunas da Igreja, podemos pedir confiantes: “Ó Deus, que nos concedeis a alegria de festejar São Pedro e São Paulo, concedei à vossa Igreja seguir em tudo os ensinamentos destes apóstolos que nos deram as primícias da fé”.

 

Foto Dom Alberto Taveira Corrêa
Arcebispo de Belém – PA

Dom Alberto Taveira foi Reitor do Seminário Provincial Coração Eucarístico de Jesus em Belo Horizonte. Na Arquidiocese de Belo Horizonte foi ainda vigário Episcopal para a Pastoral e Professor de Liturgia na PUC-MG. Em Brasília, assumiu a coordenação do Vicariato Sul da Arquidiocese, além das diversas atividades de Bispo Auxiliar, entre outras. No dia 30 de dezembro de 2009, foi nomeado Arcebispo da Arquidiocese de Belém – PA.

28/06/2013

Fonte: http://www.cancaonova.com/portal/canais/formacao/internas.php?e=13222

 


PADRE LÉO: A CURA A PARTIR DO ENCONTRO PESSOAL COM JESUS

junho 28, 2013

NOSSA SENHORA FALA A UM PROTESTANTE

junho 28, 2013
NOSSA SENHORA FALA A UM PROTESTANTE
Testemunhos Escrito por Marlos Lira
Ter, 02 de Dezembro de 2008 14:42

 

Meu nome é SERGIO DE SALLES, nasci no dia 13 (treze) de dezembro de 1967, na cidade de Uberlândia-MG. Batizado segundo os Sacramentos Católico – Cristão, permaneci nesta Igreja até a idade de 12 (doze) anos. Dali em diante comecei a freqüentar assiduamente uma determinada igreja evangélica, onde me batizei aos 17 (dezessete) anos. Sempre ativo naquele movimento passei por várias hierarquias, chegando de membro simples e cooperador a diácono e pastor. Casei-me no dia 13 (treze) de setembro de 1992, e tenho uma filha que nasceu no dia 13 de agosto de 1994, que seguem a doutrina protestante.

Meu desempenho era fecundo, me distingui principalmente pela oposição ferrenha contra MARIA e os dogmas Católicos. Até que um dia recebi dos pregadores goianos um convite para fazer parte num congresso de jovens que seria realizado nos dias 13, 14, 15 e 16 de maio de 2000, na cidade de Goiânia- GO. Aceitei e viajei para aquela cidade, chegando dia 12 de maio à tarde.

Em Goiânia aluguei um mini apartamento não muito distante do Centro. À noite, perto da uma hora da manhã, do dia 13 de maio (EspacojamesDia de Nossa Senhora, coincidência?), já havia terminado o trabalho para o dia seguinte e posto tudo em ordem; panfletos também seriam distribuídos nas portas das Igrejas Católicas ( esta distribuição de material protestante/evangélico estava voltada especialmente para a Igreja da Imaculada Conceição e Santuário de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro), com o objetivo de convidar os católicos para participarem do congresso e também renunciarem à fé que professavam. Estava tudo organizado como planejei.

Foi assim que naquele momento percebi que havia mais alguém naquele lugar ( estava só, pois deixei a família em casa), um perfume suave de rosas tomou conta daquele lugar. Senti uma paz que preencheu todo o meu ser.

 
Quando me virei deparei- me com uma mulher a minha frente:
Mãos postas, olhava para o alto, dos olhos descia uma lágrima, vestido longo, branco, manto azul que se derramava pelo chão qual água transparente: fiquei paralisado e pensei: deve ser uma estátua dessas que os católicos gostam! Mas ela estava viva , ali na minha frente. Perguntei:

(Ilustração Espacojames)

-Quem é a Senhora? – Então Ela desceu o rosto do alto e me olhou: o seu olhar foi até o mais profundo de minha alma, desnudou- me e me senti um nada. Aquela luz que emanava Dela, fez desaparecer tudo: paredes, teto, chão. Entendi que estava diante Daquela que tanto ataquei e combati;


” – Sou a Amada do Poderoso. A mui bendita entre as mulheres. Geratriz da Graça Divina, pois em mim se alojou o Verbo de DEUS. – Sua boca se mexia, mas as palavras saiam do seu coração e iam direto ao meu”.

-A Senhora é a Santa Maria dos Católicos?

-Sou a Mãe dos cristãos e da humanidade. Por mil títulos me honram, por mil nomes me chamam. Meus Filhos me chamam de Mãe, o Poderoso me chama Bendita!

-As pessoas oram muito e falam no seu nome.

-E deves rezar também, mas seja sempre DEUS louvado. Se me chamam não deixo que esperem, sou pronta em atender, chego no momento, sempre na hora certa, pois onde há necessidade, aí haverá socorro.

As Respostas de Maria

Nossa Senhora me respondeu coisas que há dez anos eu questionava.

Continuou ela:

 
Viestes tirar a Mãe dos filhinhos? Sem Ela para onde irão eles? Disseste “Jesus lhes basta!” Eu porém vos digo, quem honra o Filho honra o Pai e quem honra a Mãe, a todos honram.
 
Aqueles que como tu, querem dos filhos a Mãe tirar, por intermédio de persuasões e raciocínios errôneos, são tristes almas carentes, ignoram o amor, desconhecem o carinho que vem do ser materno, não honraram talvez os próprios paizinhos, feriram os corações das mãezinhas minhas amadas, causando- lhes feridas mortais. Deves tu amar profundamente o Altíssimo e deves amar e honrar aos paizinhos; eu te convido se queres, e ou tem entendimento consigo, provar e ver, pois nem todos (outros protestantes) como tu, haverão de gozar o privilégio da resposta. Meu coração é todo amado do Poderoso, eu O honrei e O adorei bem antes que tu existisse e dele provei depois do labor as delícias dos céus; Dele vi os jardins celestiais, a extensão do Seu Reino infinito e poderes sempiternos.

O seu amor pousa no coração do justo e o Seu espírito o segue, aonde quer que Ele vai, ou se move.Ele está presente em todas as Suas obras, em tudo quanto existe e tudo Ele forma e cria, tudo Ele ama e acolhe. Tudo foi feito por Ele e para Ele; a causa primária de todas as coisas, e não há detalhes no Universo que Ele não conheça ou não dê importância; sua mente se estende ao incomensurável, podes afirmar. Entretanto, tu não conheces a extensão da sua própria vida; os homens são limitados e frágeis, são errantes e vacilantes e não obstante as suas hesitações e porque adquiriram algum conhecimento, não podendo ser Deus, querem ser pelo menos iguais a Ele. Ainda vos digo que, antes de tu nascer, eu era já a amada do Todo Poderoso, então vos pergunto: Por ventura tu conheces mais perfeitamente a Ele, do que Eu? Foste tu quem gerou para o mundo o meu filho, por Decreto do Altíssimo? Se assim fosse, então as minhas dores lhe pertencem!

 

O Espírito do Senhor me buscou na Terra, e por várias gerações me aguardou; o Poderoso e sua corte exultaram ao ver- me dos céus sua Eleita, e muito mais ao “SIM” que trouxe à humanidade a liberdade plena. Portanto converta o teu riso em pranto e muda a tua rota, não tentes ao Poderoso, não tornes para mim um tropeço, porque a tua ação é sem conhecimento de causa, porque a Justiça do Todo Poderoso é fogo consumidor , e contra Ele nada subsiste. Não queiras provar daquilo que não imaginas, não se aplique mais a investigar com veemência a suferfluidade das coisas, busque apenas o que é essencial.

 


 


Não vim para ser servida pelos filhos, mas ensinar aos filhos a amar e servir incondicionalmente ao Pai, alvo da minha fé, e razão da fé de todos. Esse é o trabalho do Cristo e é também o meu, por conseguinte. Não procuro os vivos, mas os mortos, não busco os que riem, mas os que choram, procuro no mundo os desesperados e sem fé, os desiludidos e sem forças, os desanimados e contritos, os humilhados e abatidos, os presos, os pobres, os vazios e sem paz. E a cada um desses que me chamarem eu os receberei e efetivamente lhes mudarei os seus rumos; Eu os porei em liberdade, e os convidarei a serem Legionários, servos do Altíssimo, instrumentos, testemunhas vivas do Cristo e defensores fiéis da Santa Igreja. Se aceitarem, uma só Promessa lhes farei, a de descansarem para sempre no meu Imaculado Coração, nas moradas do Poderoso e Sumo-DEUS.

Agora, pois, lhe apresento o coração que ferias, e eis as espadas cravadas pelas ofensas tuas e dos que não me conhecem ( nesse momento abre o manto e me mostra o coração sangrando e cheio de espadas).

Não devem os filhos a Mãe ferir, mas ama–la e honra-la. Ainda que me reneguem, Eu por minha parte serei fiel. Portanto se queres de Deus o perdão, deves tirar do coração que ferias, as espadas profundamente cravadas por tuas ofensas. Ainda vos digo e a hora é esta de rezar plenamente, eis o instrumento do vosso ofício (me mostrou o rosário) reze o Rosário para adorar, amar e servir, sejas o último a comer, beber e receber.

Ela foi desaparecendo…

Quando tudo terminou o sol estava nascendo; eu me vi totalmente outro, um homem novo, maravilhado e cheio de amor por essa Mãe que é de Deus e nossa.

Obrigado Pai, Obrigado Mãe…!

Com amor, seu filho Sérgio.

Reze ao Pai para Adora-lo, reze todos os dias e honrai os pastores da Santa Igreja porque cuidam da sua saúde (a alma); a eles ouça e os obedeça, ame a Santa Igreja e os seus fiéis servidores, honra e obedeça os seus preceitos. Dedique um dia durante a semana a rezar e suplicar pelo ancião de dias ( o Santo Padre) honre a ele e o chame de Santo porque o seu serviço é Santo. Reze pela unidade da casa, pelas famílias e pelos antagonistas da sã doutrina.

A todos dizei (e uma só vez) que fiquem na posição que foram chamados, sendo fiéis à Santa Igreja, honrando os anjos, santos e apóstolos do Senhor, como já lhes foram ministrados desde o princípio.

A ninguém tentes convencer, dos incrédulos o Pai se encarregará.

Fonte: http://espacojames.com.br/?cat=24&id=1648

 

Extraído do site: http://www.espacomaria.com.br/?cat=8&id=265

 


PADRE EDMUNDO MARCON: JESUS DESEJA QUE O SIGAMOS, NÃO PELOS MILAGRES…

junho 27, 2013

OS LIMITES DA PAIXÃO

junho 27, 2013

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Os limites da paixão

Amor é construção diária

“O amor só é lindo quando encontramos alguém que nos transforme no melhor que podemos ser” (Mário Quintana).

O namoro é o momento do encontro de duas histórias. E todo encontro é sempre delicado. Não se começa a namorar sem uma história familiar, humana, afetiva, social, intelectual, espiritual… Quando homem e mulher se encontram, encontra-se também todo um histórico construído ao longo de muitas estações da vida. Por isso que o namoro precisa de tempo para que o conhecimento da história de cada um seja verdadeiro e profundo.

Namorar não é queimar etapas de um processo. No tempo de namoro, é preciso ter a coragem de não esconder a história um do outro. Quem esconde sua origem esconde-se de si mesmo. É preciso coragem para deixar-se conhecer e ser conhecido. Onde o medo domina, o amor se esconde.

Nestas duas histórias que se encontram, há todo um passado que precisa ser partilhado e compreendido. O casal que não compreender o passado um do outro irá, mais tarde, usá-lo como argumentos para ataques diante das primeiras dificuldades. Amar é também a arte da compreensão. Não há necessidade de concordar com possíveis erros acontecidos no passado na história de quem agora se está conhecendo, mas é necessária a misericórdia que abraça as fragilidades do outro e lhe dá a oportunidade de recomeçar.

Muitos começam o namoro apaixonados pela perfeição que enxergam naquele que dizem amar. Com o tempo, a perfeição vai dando lugar à realidade. Amor não é paixão, mas sim um estágio muito superior, construído entre dores e alegrias. Não existem pessoas perfeitas, mas seres humanos que desejam, juntos, construir uma história de felicidade, apesar de suas limitações, pecados e fragilidades. Somente o casal que se descobre imperfeito poderá buscar a santificação no amor partilhado.

Não há como exigir que o outro ame 100%. Será, no processo de conhecimento, que ambos vão descobrir quanto cada um aprendeu a amar. Alguns aprenderam a amar 30%, porque a sua história de vida lhe proporcionou somente esta porcentagem. Outros, irão amar 50%. Outros ainda apenas 10%. Como encarar e enfrentar esta realidade? Nem sempre será fácil. Exigirá paciência, compreensão, oração e muito amor para ser partilhado. Há disponibilidade interior para aceitar o que o outro pode lhe oferecer de amor no momento? Há misericórdia suficiente para acolher os 30% de amor que o outro pode oferecer? Há paciência para esperar que o amor cresça naquele coração que ainda está em fase de construção?

Há muitos casais de namorados perdidos em seus próprios relacionamentos, pois, quando estavam apaixonados, enxergavam que o outro o amava 100%, mas, com o passar do tempo, descobriram que só eram amados 20%. Amor é construção diária, é superar as dificuldades tendo como objetivo a felicidade que abraça, com misericórdia, duas histórias que decidiram construir uma nova história em comum.

A paixão começa a mostrar os seus limites quando o amor começa a ser mais forte do que a perfeição antes vislumbrada. E somente com o amor será possível construir uma vida a dois.

 

Foto Padre Flávio Sobreiro

Padre Flávio Sobreiro Bacharel em Filosofia pela PUCCAMP. Teólogo pela Faculdade Católica de Pouso Alegre – MG. Vigário Paroquial da Paróquia Nossa Senhora do Carmo (Cambuí-MG). Padre da Arquidiocese de Pouso Alegre – MG.
http://www.facebook.com/oficialpadreflavio
http://www.padreflaviosobreiro.com

26/06/2013

Fonte: http://www.cancaonova.com/portal/canais/formacao/internas.php?e=13218

 


PADRE CHRYSTIAN SHANKAR: DEPRESSÃO – LIVRE-SE DELA

junho 26, 2013

CURAR O CORAÇÃO MACHUCADO

junho 26, 2013

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Curar o coração machucado

A mágoa distorce nossos objetivos de vida

O perdão é uma decisão pessoal que beneficia, em primeiro lugar, quem toma a iniciativa. O perdão é muito mais para mim do que para a pessoa que me ofendeu. Por isso, depende mais de mim do que dos outros.

Perdoar é recuperar o poder sobre si mesmo. A mágoa me coloca na mão do outro; o perdão me devolve a autonomia sobre minha própria história.

Perdoar é assumir o presente. Viver nele. Mergulhar nele. Perdoar é não sofrer por aquilo que não posso mudar ou resolver. Não podemos mudar o passado. Nunca!

Perdoar é concentrar suas atenções sobre as coisas boas da vida. Se algo ou alguém estragou o meu passado, não permitirei que estrague também o meu futuro. Perdoar é começar a valorizar as bênçãos de Deus, as coisas boas. É sair do vício de ver sempre as mesmas coisas, do mesmo jeito.
Perdoar é tomar a decisão de começar uma vida nova. O que fazer para sofrer menos? Isso exige buscar em primeiro lugar o reino de Deus. É decidir-se pela primazia do reino, e não do encardido. É optar pelo bem. Divulgá-lo. É aprender a sintonizar-se no bem.

“Abençoai os que vos maldizem e orai pelos que vos injuriam” (Lc 6,28). “Amai vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam, orai pelos que vos maltratam e perseguem. Deste modo sereis os filhos de vosso Pai do Céu, pois Ele faz nascer o sol tanto sobre os maus como sobre os bons, e faz chover sobre os justos e sobre os injustos” (Mt 5,44-45). Você não pode mudar um acontecimento do passado, mas pode mudar a maneira de falar sobre ele. Com Jesus é possível achar um ponto de vista mais positivo e esperançoso.

Recorde seus grandes objetivos de vida. A mágoa distorce os objetivos. Esquecemos as grandes e permanentes verdades e nos guiamos por momentos. Qual é mesmo a minha grande meta? Vocação!

A vida sempre segue adiante. Não pára. Devemos aprender a concentrar nossas atenções sobre as coisas boas da vida. Se já se estragou o passado, não permita que se estraguem o presente e o futuro. Não devemos sofrer por aquilo que não podemos mudar. Não podemos mudar o passado.

Ao machucar uma pessoa, você se torna inferior a ela; ao se vingar, você se iguala; só é superior quem aprende a perdoar. A mágoa foi o jeito que o encardido encontrou para permanecer conosco todos os dias, até os confins dos tempos.

 

Padre Léo, scj

(Extraído do livro “Gotas de cura interior”)

24/06/2013

Fonte: http://www.cancaonova.com/portal/canais/formacao/internas.php?e=13216

 


COMENTÁRIO DO EVANGELHO DE DOMINGO DIA 23/06/2013

junho 23, 2013

evangelho1

COMENTÁRIO DO EVANGELHO DO XII DOMINGO DO TEMPO COMUM, ANO C, DO DIA 23 DE JUNHO DE 2013, FEITO PELO PADRE MATEUS MARIA, FMDJ.

Clique no link abaixo e assista:

http://www.nossasenhorademedjugorje.com/2013/06/homilia-do-xii-domingo-do-tc-ano-c.html


PADRE FABIO DE MELO: EXCESSO DE ANSIEDADE

junho 21, 2013

COMO TER O AUTOCONTROLE DAS PAIXÕES

junho 21, 2013

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Como ter o autocontrole das paixões

Aprenda a educar seus sentimentos

Quando falamos em paixão, lembro-me logo de algo instintivo, mais forte, que nos faz atender a impulsos e desejos, que é carnal, é humano e, claro, muitas vezes motiva o início de um relacionamento. Usamos o termo paixão para identificar algo do qual gostamos muito: o time, uma pessoa, uma comida, um hábito.

A palavra paixão, do latim, “passione”, tem como significado sofrimento, sentimento excessivo, um amor, algo intenso. Também significa cólera, grande mágoa, vício dominador, alucinação, sofrimento intenso e prolongado. Lembra-nos o martírio de Cristo e dos santos. Do grego, deriva de “paschein”, que relaciona-se a “padecer”, e também desta palavra deriva-se “pathos” e patologia, ou seja, também indica emoção, sofrimento ou doença.

A paixão, por vezes, pode tomar um caminho, de fato doentio, no qual não mais temos o controle sobre quem somos e o que sentimos.

Ter o autocontrole dos nossos sentimentos faz com que possamos amadurecer em nossos relacionamentos e, com isso, compreender que um relacionamento duradouro se faz de pequenos gestos, de renúncias, compreensão, vivência das alegrias, mas também de tristezas.

É importante, também, que possamos perceber aquilo que nos faz perder o controle das emoções: se sou ciumento, possessivo, desconfiado, agressivo, impositivo. O ciúme, por exemplo, é uma arma perigosíssima em um relacionamento.

No início de uma relação, é normal que vivamos presos a sentimentos e emoções, mas a paixão é urgente e está muito mais ligada aos nossos prazeres imediatos do que aquilo que é mais duradouro.

Amor verdadeiramente envolve renúncia, aprendizado, superação de adversidades. É muito mais profundo, pois não envolve apenas o que é prazeroso e imediato, mas traduz o que é mais intenso, permanente e que sustentará, a longo prazo, um relacionamento.

Ser maduro na relação a dois envolve ainda a liberdade de escolher e ser responsável pelo que se faz, sair daquilo que é sentimento e sentimentalismo e passar para uma atitude responsável no amor. Neste sentido, é importante que possamos determinar nossa vontade e dominar nossos sentimentos para que as situações da vida possam ser administradas por nós, ou seja, que os altos e baixos que a vida nos apresenta consigam ser superados de forma adequada.

Ora, se o amor é fácil, entendemos que não é amor. Não que amar seja igual a sofrer, mas depende de conquista e manutenção, de cuidados como aquela planta que regamos, adubamos, podamos, damos luz e sombra, protegemos do vento.

Quando convivemos com as diferenças, vamos além da paixão; somos capazes de suportar todas as situações específicas que podem nos levar a um desentendimento ou mesmo à tão atual falta de persistência que os namoros e casamentos passam.

Qualquer vento derruba uma árvore frágil que foi plantada em terreno arenoso e mal cuidada, não é mesmo?

Ficar apenas rodeado de prazeres e facilidades diz apenas daquilo que é fácil, sem compromisso, aquilo que é “fogo” e que se “desfaz ao primeiro vento forte”.

Que possamos educar nossos sentimentos para viver, de fato, um relacionamento que nos leve ao crescimento e a uma vida feliz ao lado de quem escolhemos para partilhar a vida.

Foto Elaine Ribeiro
psicologia01@cancaonova.comElaine Ribeiro, Psicóloga Clínica e Organizacional, colaboradora da Comunidade Canção Nova.
Blog: temasempsicologia.wordpress.com
Twitter: @elaineribeirosp

17/06/2013

Fonte: http://www.cancaonova.com/portal/canais/formacao/internas.php?e=13207


PADRE CHRYSTIAN SHANKAR: QUEM AMA, VIGIA

junho 20, 2013

PAPA FRANCISCO: IGREJA, CORPO DE CRISTO

junho 20, 2013

Francisco fala da Igreja como o Corpo de Cristo e pede unidade entre cristãos

IGREJA, CORPO DE CRISTO

CATEQUESE
Praça São Pedro
Quarta-feira, 19 de junho de 2013

Boletim da Santa Sé
Tradução: Jéssica Marçal

Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

Hoje concentro-me sobre outra expressão com a qual o Concílio Vaticano II indica a natureza da Igreja: aquela do corpo; o Concílio diz que a Igreja é o Corpo de Cristo (cfr Lumen gentium, 7).

Gostaria de partir de um texto dos Atos dos Apóstolos que conhecemos bem: a conversão de Saulo, que se chamará depois Paulo, um dos maiores evangelizadores (cfr At 9, 4-5). Saulo é um perseguidor dos cristãos, mas enquanto está percorrendo o caminho que leva à cidade de Damasco, de repente uma luz o envolve, cai no chão e ele ouve uma voz que o diz: “Saulo, por que me persegues?”. Ele pergunta: “Quem és, Senhor?”, e aquela voz responde: “Eu sou Jesus, a quem tu persegues” (v. 3-5). Esta experiência de São Paulo nos diz quanto é profunda a união entre nós cristãos e o próprio Cristo. Quando Jesus subiu ao céu, não nos deixou órfãos, mas com o dom do Espírito Santo a união com Ele transformou-se ainda mais intensa. O Concílio Vaticano II afirma que Jesus “comunicando o seu Espírito, constitui misticamente como seu corpo os seus irmãos, chamados de todos os povos” (Const. Dogm. Lumen Gentium, 7).

A imagem do corpo ajuda-nos a entender esta profunda ligação Igreja-Cristo, que São Paulo desenvolveu de modo particular na Primeira Carta aos Coríntios (cfr cap. 12). Antes de tudo, o corpo nos chama para uma realidade viva. A Igreja não é uma associação assistencial, cultural ou política, mas é um corpo vivo, que caminha e age na história. E este corpo tem uma cabeça, que é Jesus, que o guia, nutre-o e sustenta-o. Este é um ponto que gostaria de destacar: se separa-se a cabeça do restante do corpo, toda a pessoa não pode sobreviver. Assim é na Igreja: devemos permanecer ligados de modo sempre mais intenso a Jesus. Mas não somente isso: como em um corpo é importante que passe a seiva vital para que viva, assim devemos permitir que Jesus opere em nós, que a sua Palavra nos guie, que a sua presença eucarística nos alimente, nos anime, que o seu amor dê força ao nosso amar o próximo. E isto sempre! Sempre, sempre! Queridos irmãos e irmãs, permaneçamos unidos a Cristo, confiemos Nele, orientemos a nossa vida segundo o seu Evangelho, alimentando-nos com a oração cotidiana, a escuta da Palavra de Deus, a participação nos Sacramentos.

E aqui aparece um segundo aspecto da Igreja como Corpo de Cristo. São Paulo afirma que como os membros do corpo humano, embora diferentes e numerosos, formam um só corpo, assim todos fomos batizados mediante um só Espírito em um só corpo (cfr 1 Cor 12, 12-13). Na Igreja, portanto, há uma variedade, uma diversidade de tarefas e de funções; não há a plena uniformidade, mas a riqueza dos dons que distribui o Espírito Santo. Porém, há a comunhão e a unidade: todos estão em relação uns com os outros e todos combinam para formar um único corpo vital, profundamente ligado a Cristo. Recordemos bem: ser parte da Igreja quer dizer estar unido a Cristo e receber Dele a vida divina que nos faz viver como cristãos, quer dizer permanecer unido ao Papa e aos Bispos, que são instrumentos de unidade e de comunhão, e quer dizer também aprender a superar personalismos e divisões, a compreender-se mais, a harmonizar as variedades e as riquezas de cada um; em uma palavra, a querer sempre bem a Deus e às pessoas que estão ao nosso lado, na família, na paróquia, nas associações. Corpo e membros para viver devem estar unidos! A unidade é superior aos conflitos, sempre! Os conflitos se não se dissolvem bem, separam-nos entre nós, separam-nos de Deus. O conflito pode ajudar-nos a crescer, mas também pode dividir-nos. Não caminhemos na estrada das divisões, das lutas entre nós! Todos unidos, todos unidos com as nossas diferenças, mas unidos, sempre: este é o caminho de Jesus. A unidade é superior aos conflitos. A unidade é uma graça que devemos pedir ao Senhor para que nos liberte das tentações das divisões, das lutas entre nós, dos egoísmos, das fofocas. Quanto mal fazem as fofocas, quanto mal! Nunca fofocar sobre os outros, nunca! Quantos danos causam à Igreja as divisões entre os cristãos, o partidarismo, os interesses mesquinhos!

As divisões entre nós, mas também as divisões entre as comunidades: cristãos evangélicos, cristãos ortodoxos, cristãos católicos, mas por que divisão? Devemos procurar levar a unidade. Vou contar para vocês uma coisa: hoje, antes de sair de casa, estive quarenta minutos, mais ou menos, meia hora, com um Pastor evangélico e rezamos juntos, e buscamos a unidade. Mas devemos rezar entre nós católicos e também com os outros cristãos, rezar para que o Senhor nos doe a unidade, unidade entre nós. Mas como teremos a unidade entre os cristãos se não somos capazes de tê-la entre nós católicos? De tê-la na família? Quantas famílias lutam e se dividem! Busquem a unidade, a unidade que faz a Igreja. A unidade vem de Jesus Cristo. Ele nos envia o Espírito Santo para fazer a unidade.

Queridos irmãos e irmãs, peçamos a Deus: ajude-nos a sermos membros do Corpo da Igreja sempre profundamente unidos a Cristo; ajude-nos a não fazer sofrer o Corpo da Igreja com os nossos conflitos, as nossas divisões, os nossos egoísmos; ajude-nos a sermos membros vivos ligados uns aos outros por uma única força, aquela do amor, que o Espírito Santo derrama nos nossos corações (cfr. Rm 5, 5).

Fonte: http://papa.cancaonova.com/catequese-do-papa-igreja-corpo-de-cristo-19062013/


PADRE CHRYSTIAN SHANKAR: QUEM AMA, MUDA!

junho 11, 2013

É NAMORO OU AMIZADE?

junho 11, 2013

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É namoro ou amizade?

Tenha a coragem de entregar um pouco sua história

A vida é uma experiência que, a cada momento, nos oferece infinitas escolhas, e temos sempre de escolher uma ou duas, ou até não escolher. Desde o momento em que acordamos, estamos escolhendo. Já pensou nisso? Não? Pensemos juntos, então!

Ao acordar, você já vive um enorme drama: abrir os olhos ou deixá-los fechados e, assim, curtir mais um pouco a cama? Tomar um banho ou primeiro escovar os dentes? Ou os dois ao mesmo tempo? Enquanto você toma banho, já ganha tempo escovando os dentes! Ir com aquela camisa azul ou com a branca? Escolhas, escolhas e mais escolhas!

Toda escolha gera angústia e até mesmo certa dúvida! Agora, pense escolher alguém para entregar seu coração e sua alma… Difícil, não?

Aqui, abro um parênteses: ficar não é um primeiro passo para quem quer um amor maior. Ficar não é a antessala do namoro. Ficar é para quem se contenta em levar uma vida sem compromissos, experimentando e sendo experimentado. Desculpe-me se peguei pesado, mas cabe a mim e a você escolher o estilo de vida que queremos ter!

Cristão não fica, mas namora! Sobre isso, falei no livro ‘Nasci pra dar certo!’. Se quiser saber o quanto ficar nos descaracteriza, leia-o. Mas se você está a fim de encarar uma vida autêntica, aventure-se no amor, o qual tem um tempo maravilhoso de descobertas! Fecho parênteses. Continuemos nossa busca pelo “Amor Maior”.
Escolher alguém para entregar nosso coração soa até romântico, não? Mas se levarmos em conta que, segundo a Palavra de Deus, o “coração” é a sede dos sentimentos, podemos dizer que namorar é escolher alguém para entregar nossos sentimentos, aquilo que somos e temos de melhor. Essa não é uma tarefa fácil, principalmente em um tempo no qual o “descartável” está em alta, e, infelizmente, as pessoas não só consomem coisas descartáveis como querem pessoas descartáveis. Usar e depois jogar fora! Não deve ser assim para quem quer ter uma vida de valer a pena. Precisamos escolher a quem entregar o presente de nosso coração, nossos segredos, nossos sonhos!

Não é um peso, mas uma decisão. Por isso, a amizade é um primeiro passo para quem quer uma (um) namorada (o) de valer a pena. Ter a coragem de, antes de entregar seus carinhos, abraços e beijos, entregar um pouco sua história. Será ela (e) capaz de receber você com aquilo que, de mais lindo, você traz em si? Também será capaz de receber o seu “pior” e, mesmo assim, ter a disposição de construir com você algo de bom?

A amizade nos pontualiza frente àquela (e) que apareceu em nosso caminho. Neste momento, somos provocados a responder algumas perguntas: “É com essa pessoa que estou disposto a caminhar, lado a lado, na estrada de uma vida feliz? Será que meu coração bate na sintonia do coração dela? Será que tenho disposição de ir além do sentimento e decidir-me a amá-la com seus limites e imperfeições?

Sei que parece meio estranho a palavra “escolha”, e você deve não concordar comigo, pois eu não mando no coração. Ele gosta de quem quiser e na hora que quiser! E ainda você deve dizer: “É algo que vem de dentro e não tenho muito controle sobre isso!”.

Concordo que vem de dentro, mas descordo do fato de que não se tem controle sobre ele, pois a grande beleza está em você se controlar, pois isso nos difere dos animais. Devemos agir além de nossos sentimentos e instintos. A beleza mais profunda está em nossa liberdade de assumir a vida e com ela também o coração. Sempre você poderá escolher. Assim, o caminho de amizade será bem oportuno para você se decidir, com sentimento e razão, se vale a pena entrar em determinado relacionamento ou não.

Se eu disse que para começar um namoro deve se partir de um coração amigo, quero enfatizar que, nesta hora, você precisa também ser inteligente o bastante para ir se percebendo, dando e colhendo sinais de que o amor, ali presente, vai além de uma mera amizade.

Sei que nem preciso falar, pois, quando estamos apaixonados, tudo muda, não é? A cor do nosso rosto, o brilho dos nossos olhos, nosso corpo vai reagindo também. No momento certo, não tenha medo de dar o passo. Lógico que nós homens temos, por excelência, essa missão e precisamos assumir nosso papel. Mulheres, não tenham medo de serem encontradas! Um coração ancorado em Deus sabe o momento certo.

Não curto muito a ideia de as pessoas deixarem a parte humana, ou seja, a nossa, para Deus executar. Tais como fazer novena para este santo ou aquele em troca de “favores” para conseguir um namoro ou fazer da oração um momento de colocar Deus na parede para que mostre se é ou não aquela a pessoa certa.

Um coração ancorado em Deus sabe ler, nos acontecimentos e na oração, o momento e a hora, mas isso não tira a parte que nos cabe! Afinal de contas, quem vai namorar somos nós.

O Pequeno Príncipe nos ensina muito quando diz: “O essencial é invisível aos olhos, só se vê bem com o coração!” Esteja atento àquilo que você não consegue ver, pois, geralmente, é isso que permanece. O que vemos, como a beleza ou os bens que o outro tem, podem passar, mas aquilo que se tem dentro só tende a melhorar!

E aí, é namoro ou amizade?

 

(Extraído do livro “Quero um Amor Maior”)

 

 

Foto Adriano Gonçalves
adriano@geracaophn.com

Mineiro de Contagem (MG), Adriano Gonçalves dos Santos é membro da Comunidade Canção Nova. Cursou Filosofia no Instituto da Comunidade e é acadêmico de Psicologia na Unisal (Lorena). Atua na TV Canção Nova como apresentador do programa Revolução Jesus. Mais que um programa, o Revolução Jesus é uma missão que desafia o jovem a ser santo sem deixar de ser jovem. Dessa forma, propõe uma nova geração: a geração dos Santos de Calça Jeans. É autor dos seguintes livros: “Santos de Calça Jeans”, “Nasci pra Dar Certo!” e “Quero um Amor Maior”

11/06/2013

Fonte: http://www.cancaonova.com/portal/canais/formacao/internas.php?e=13201

 


PADRE JOSÉ AUGUSTO: VENCENDO A CEGUEIRA ESPIRITUAL

junho 8, 2013

ORAÇÃO DAS MÃES CRISTÃS PELA SANTIFICAÇÃO DOS SEUS FILHOS

junho 8, 2013

ORAÇÃO DAS MÃES CRISTÃS PELA SANTIFICAÇÃO DOS SEUS FILHOS

Ó Maria, a melhor das mães, vimos colocar nossos filhos sob o vosso patrocínio e confiá-los ao vosso maternal amparo. Mães cristãs que somos, sabemos compreender toda a extensão e grandeza de nossa missão, e compreendemos melhor ainda o quão pouco valemos para cumpri-la dignamente.

Deus nos confiou a alma dos nossos filhos, para as guardarmos com os ensinamentos da fé e alentá-los no cumprimento dos seus deveres. Mas quantos obstáculos se levantam, a estorvar e paralisar os nossos esforços!

Mãe admirável, dai ouvidos às nossa súplicas!

Preservai os nossos filhos do sopro impuro da impiedade: fortalecei-os contra o respeito humano; aramai-os contra as seduções e arrebatamentos dos prazeres; sustentai os que vacilam; erguei os que caem; abri os olhos dos infelizes transviados da verdade e da virtude.

Conservai em nossas filhas aquela suave e amável piedade que vos era tão própria no tempo de Jerusalém. Desapegai-lhes o coração das vaidades frívolas do mundo.

Ó Maria, além disso vos queremos confiar também os interesses temporais de nossos filhos queridos. Velai pelo futuro de cada um deles: ajudai-nos a achar para eles a colocação que melhor corresponda às suas necessidades e às vistas da divina Providência sobre eles.

Sempre e em toda parte, fiéis às tradições cristãs que lhe legamos, sejam a honra e alegria da sua família! Felizes neste mundo, sejam-no mais ainda e sobretudo na eternidade. Assim seja.

Fonte: Livro Orações do Fiel Católico

Fonte: http://www.espacomaria.com.br/?cat=2&id=4161

 


PADRE FABIO DE MELO: TOMAR POSSE DO QUE SOU

junho 7, 2013

A RELIGIÃO

junho 7, 2013

A RELIgião 05.06.2013

A RELIGIÃO

Mons. Álvaro Negromonte

 

Muitas pessoas pensam que a Religião consiste apenas num conjunto de preces e ritos, que se realizam em determinado lugar e a certas horas. Terminado isto, a Religião nada mais tem que ver com os nossos atos.

 

Este conceito é muito errado. A Religião envolve toda a nossa vida, orienta todas as nossas ações. Não é coisa de um instante e de um lugar, mas é de todos os lugares e de todos os momentos de nossa vida. Ou ainda melhor: a Religião é a vida.

 

Os direitos do Criador

 

Nós fomos criados por Deus: o nosso corpo nos foi dado pelos nossos pais, mas a nossa alma foi criada por Deus, diretamente para nós. E mesmo o nosso corpo, em última análise vem de Deus, porque foi Deus que criou os nossos primeiros pais. De modo que eu, em corpo e alma, fui criado por Deus. Quer dizer que, sem Deus, eu não podia existir.

 

Além de me criar, Deus me conserva. Se Deus não me conservasse na existência, eu deixaria de existir, e seria reduzido ao nada. É muito diferente da morte. Na morte, eu continuo a existir: apenas a alma se separa do corpo. Portanto, sem Deus, eu não continuaria a existir.

 

Ora, se Deus me criou em corpo e alma; se ele me conserva na existência, eu pertenço inteiramente a Deus. Tudo o que sou, tudo o que tenho, tudo o que faço, tudo em mim é de Deus. Ele é o meu dono, o meu Senhor: “Nosso Senhor”. Eu sou o seu súdito absoluto, integral.

 

Toda a minha vida, portanto, pertence a Deus. Deus tem direito a tudo. Este direito de Deus corresponde a obrigações da minha parte. Essas relações entre Deus e o homem é o que se chama Religião. A Religião é, pois, a nossa vida inteira, sem exceção de nenhum ato. Tudo depende de Deus, tudo pertence a Deus, de tudo temos que prestar contas a Deus.

 

 

Filhos de Deus

 

Deus elevou o homem da simples condição de criatura para a excelsa dignidade de seu filho. Elevado à ordem sobrenatural, o homem se tornou filho de Deus. Isto Deus realizou pela graça santificante. Passamos de servos a filhos. A graça nos deu direito a um lugar na casa de Deus, como os filhos têm direito a um lugar na casa do pai. Começamos a fazer parte da família de Deus. E como o filho há de ser da mesma natureza do pai, Deus nos fez participantes da Sua natureza divina (II Ped I, 4). Deus nos tratará, não como a simples servos, mas como a verdadeiros amigos (Jo XV, 15). A graça santificante é a mesma coisa que a amizade de Deus.

 

A queda

 

Apesar da grandeza do presente que Deus nos fez, Adão não o compreendeu nem prezou devidamente. Com a desobediência do paraíso terreal, perdeu a graça santificante, sendo atingido mesmo nos dons naturais. Deu-se uma grande desorganização no homem, passando as paixões a exercer um papel muito maior do que deviam.

 

Mas o essencial, o pior, foi que, perdendo a graça divina, o homem deixou de ser filho de Deus; perdeu o direito que tinha a um lugar no céu.

 

Foi a triste situação que Adão nos criou pelo pecado original.

 

A Redenção

 

Estaríamos definitivamente perdidos, se Deus não tivesse usado de uma bondade ainda maior com os homens. Mandou o Seu Filho, segunda Pessoa da santíssima Trindade, nos remir. Pela Paixão e Morte de Jesus Cristo, Deus nos concedeu de novo a graça santificante, porém de maneira diferente. É a mesma graça, com as mesmas vantagens. É a participação da natureza divina, é a amizade de Deus, como antes. A diferença é que agora ela será dada a cada homem por meio dos Sacramentos, que Jesus Cristo instituiu.

 

Só os que recebem o batismo têm direito aos méritos de Nosso Senhor Jesus Cristo. E os que, depois do batismo, tiverem perdido a graça santificante, só a poderão alcançar por meio de outro Sacramento, que é a Penitência. E os outros Sacramentos servem para aumentar a graça santificante.

 

De modo que a Redenção nos dá direito à graça santificante; mas nós a alcançamos pelos Sacramentos.

 

O caminho da vida

 

As paixões humanas cresceram tanto que desorientaram os homens. No começo, todos sabiam que Deus era o Senhor, e todas as coisas lhe pertenciam, e tudo devia ser feito para Ele. Mas logo esqueceram isto, e se afastaram dos caminhos de Deus, que são os mesmos caminhos da vida.

 

Para que os homens não errassem tanto, nem se perdessem, Deus deu ao seu povo um resumo do que devem os homens fazer para se salvarem. Os Mandamentos da Lei de Deus são o caminho da vida. Quem quiser entrar para a vida eterna, observe os Mandamentos (ver Mt XIX, 17). Sem isto, não é possível a salvação. Mesmo quem desobedece a um só Mandamento, não se salvará, porque é como se desobedecesse a todos (ver Tg II, 10).

 

 

A luta

 

Ora, as nossas paixões desordenadas nos arrastam para desobedecermos aos Mandamentos. O mundo nos seduz e nos atrai para as coisas que são agradáveis aos sentidos. O demônio continua a nos tentar como tentou aos nossos primeiros pais.

 

Se a nossa natureza estivesse perfeita, facilmente venceríamos. Mas estamos enfraquecidos pelo pecado original. Ficamos muito inclinados para as coisas sensíveis. E se deixarmos por conta da natureza, seremos levados pelas paixões, pelo mundo e pelo demônio.

 

Para vencermos, precisamos dominar estes três inimigos. Isto exige uma luta: eles nos querem dominar, e nós não nos queremos deixar dominar, porém queremos dominá-los. Precisamos vencer a nós mesmos (ver Mt XVI, 24); odiar o mundo (ver Jo XVII, 9); renunciar a Satanás (ver as cerimônias do batismo).

 

A luta é difícil. Precisa-se de coragem, de perseverança, porque os que abandonarem no meio não serão dignos da recompensa (ver Lc IX, 62).

 

A Igreja

 

Para garantir aos homens a vida da graça pelos Sacramentos, a posse da verdade, e a certeza do caminho a seguir, numa palavra: para continuar a sua missão, Jesus instituiu a Igreja. Nela, com ela e por ela, temos a segurança de estarmos com o próprio Cristo, porque Ele mesmo disse: “Quem vos ouve, a mim ouve; quem vos despreza, a mim despreza” (Lc X, 16).

 

Assim é que Deus determinou o modo pelo qual quer ser servido. Estabeleceu o que devem os homens fazer para salvar-se. Organizou-os numa só família, como verdadeiros irmãos, porque os chamou a todos para serem seus filhos, como membros da santa Igreja Católica.

 

Praticamente

 

Pertencer à alma da Igreja é viver em estado de graça. Só os que vivem em estado de graça podem fazer atos agradáveis a Deus, meritórios para a eternidade. Quando estamos em estado de graça, todos os nossos atos têm valor para o céu, desde que sejam feitos com reta intenção.

 

Temos os chamados deveres religiosos (rezar, ouvir Missa, etc.), porque se dirigem diretamente a Deus. Mas não nos devemos esquecer de que todos os nossos atos pertencem a Deus, e que lhe devem ser agradáveis. “Quer comais, quer bebais, quer façais qualquer outra coisa, fazei tudo para a glória de Deus” (I Cor X, 31).

 

Para viver a doutrina

 

Deus nos traçou um caminho para irmos até Ele: temos obrigação de seguir por este caminho. Só posso servir a Deus, fazendo como Deus quer, e não como eu quero. A nossa oração deve ser o Padre Nosso: “Seja feita a vossa vontade”.

 

O grande empenho deve ser a permanência no estado de graça. Viver em estado de graça – será a minha preocupação. Somente assim, serei filho de Deus. Somente assim, pertenço a Jesus Cristo: “Se alguém não tem o espírito de Cristo, esse não Lhe pertence” (Rom VIII, 9).

 

A vida sacramental é uma necessidade. Vida cristã sem freqüência aos sacramentos é impossível. Terei uma grande estima aos sacramentos que recebi, principalmente o batismo, que me elevou ao estado de graça. E terei um grande cuidado em freqüentar os Sacramentos da Penitência e da Eucaristia.

 

Os Sacramentos me alentam e fortificam, mas não eliminam as tendências más do pecado original. É preciso conter e domar as minhas paixões. É preciso ter cuidado com elas, porque qualquer descuido pode me levar ao pecado. Exercerei uma grande vigilância. Serei sempre mortificado.

 

A religião é uma luta pela conquista do céu. Luta contra mim mesmo, contra os inimigos exteriores (mundo e demônio). Não é coisa de um dia ou de um ano: é coisa para toda a vida. Não hei, portanto, de desanimar, se não me corrigir em pouco tempo, ou se as virtudes me custarem muito.

 

O mais importante é que eu compreenda como hei de me santificar. A religião é a vida. Toda a minha vida pertence a Deus. Todos os meus atos, não só os “atos religiosos”, mas todos devem ser para Deus. Por isto é que Deus vai me pedir contas até das palavras inúteis que pronunciei (ver Mt XII, 36). Mas também vai me recompensar até um copo d’água que eu dei por seu amor, isto é, em estado de graça e com reta intenção

 

Fonte: christifidei e mariamaedaigreja.net

Extraído do site: http://www.derradeirasgracas.com/2.%20Segunda%20P%C3%A1gina/GUERREIROS%20da%20%C3%BAltima%20Ordem/A%20RELIGI%C3%83O,%20Os%20direitos%20do%20Criador%20.htm

 


PADRE LÉO: DERRUBAR AS MURALHAS

junho 4, 2013