COMUNIDADE SHALOM: KYRIE ELEISON

junho 30, 2013
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PROFESSAR A FÉ

junho 30, 2013

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Professar a fé

A alegria de festejar São Pedro e São Paulo

Para “ilustrar a todos os fiéis a força e a beleza da fé”, o Papa Bento XVI, a seu tempo, proclamou o Ano da Fé, confirmado pelo atual sucessor de Pedro e Bispo de Roma, o Papa Francisco. Durante todo o ano, somos positivamente provocados a experimentar e testemunhar a fé que recebemos no batismo. “Professar a fé na Trindade – Pai, Filho e Espírito Santo – equivale a crer num só Deus que é Amor (cf. 1 Jo 4, 8): o Pai, que na plenitude dos tempos enviou seu Filho para a nossa salvação; Jesus Cristo, que redimiu o mundo no mistério da Sua Morte e Ressurreição; o Espírito Santo, que guia a Igreja através dos séculos enquanto aguarda o regresso glorioso do Senhor” (Bento XVI, “A Porta da Fé”, 1).

Em sua história, a Igreja sempre ofereceu testemunhas qualificadas da fé, cujas vidas edificam as gerações e lhes possibilitam atualizar a mesma profissão de fé. Há poucos dias, tive a alegria de abençoar duas bonitas estátuas de São Pedro e São Paulo, na Paróquia a eles dedicada, no bairro do Guamá, em nossa Arquidiocese de Belém, bem colocadas à frente da Igreja Matriz. Pedro, ostentando a chave, símbolo do ministério a ele confiado pelo Senhor: “Eu te darei as chaves do Reino dos Céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus” (Mt 16,19). Chaves entregues para abrir portas e não para fechá-las, como tem testemunhado o Papa Francisco!

Como “a Palavra de Deus é viva, eficaz e mais penetrante que qualquer espada de dois gumes, penetra até dividir alma e espírito, articulações e medulas, julga os pensamentos e as intenções do coração” (Hb 4,12), o apóstolo das gentes, expressão da missão da Igreja, que deve levar o Evangelho a todos os recantos da terra, traz uma espada nas mãos. Pedro e Paulo, “por diferentes meios, congregaram a única família de Cristo e, unidos pela coroa do martírio, recebem hoje, por toda a terra, igual veneração” (Prefácio da Missa de São Pedro e São Paulo).

A partir do testemunho dos apóstolos, no correr dos séculos, uma imensa multidão, de toda raça, povo e nação, tem oferecido o testemunho da fé professada. A medida alta da vida cristã há de ser a prontidão para derramar o sangue pelo Senhor, no qual depositamos a nossa confiança! É a forma radical de serviço a Deus. Se também em nossos dias o martírio pela fé continua atual e todos precisam estar dispostos a ele, nem sempre nos será pedido. Ao lado da radicalidade do martírio, há outros modos de testemunhar a fé a serem abraçados por todos nós! Buscamos “uma adesão mais profunda à Palavra de Deus, quer pela renovação da profissão de fé em muitas comunidades, quer pela confirmação da própria fé, com o testemunho de uma vida autenticamente cristã” (Paulo VI, Credo do Povo de Deus, 2). A certeza interior da fé, com convicções arraigadas que a consideram o maior tesouro da vida, é o ponto de partida.

Professar a fé em nossas famílias, tomando consciência de que os pais começam a evangelizar os filhos a partir da concepção dos mesmos. Como os pais são os primeiros catequistas das crianças, a confissão da fé passa pelo afeto com que são cuidados, pelo ambiente familiar correspondente à fé católica, para depois encaminhá-los à Igreja e aos sacramentos. Os valores cristãos da sinceridade e da verdade, a honestidade e a retidão pessoal, cultivadas em casa, atraem muitas outras pessoas. Também sobre esta fé simples e profunda se edifica a Igreja!

Professar a fé publicamente, com a coragem de não esconder as certezas que dela recebemos. Não é possível aos cristãos compactuarem com a cultura da morte, representada pela mentalidade abortista e anti-vida. Os valores da dignidade da pessoa humana, da família e da verdade são irrenunciáveis. Radical seja o combate contra a corrupção, a mentira e o relaxamento da consciência. Firme a solidariedade com os mais pobres e sofredores, corajosa a voz levantada em defesa dos mais fracos. Manifestar de forma varonil as convicções, das ruas aos parlamentos, passando pelas relações comerciais e profissionais, o trato com o dinheiro público e a fidelidade aos compromissos assumidos! Trata-se de um leque aberto, cujas expressões serão suscitadas pelo Espírito Santo! Na história dos santos, homens e mulheres foram reconhecidos como “confessores” da fé. Aqui está a vertente a ser seguida pela maior parte dos cristãos que querem ser fiéis!

Professar a fé publicamente significa cerrar fileiras com o Sucessor de Pedro e os bispos em comunhão com ele. Quer dizer comprometer-se em ser Igreja de portas abertas, sem medo da ternura e da bondade, superando a tentação de permanecer voltados para si mesmos. Abrir-se ao desafio missionário, abraçar a causa da evangelização em primeira pessoa! Sim, fé professada é fé testemunhada segundo o dom recebido de Deus. São Paulo abriu um largo horizonte dos serviços na Igreja para que ninguém fique de fora: “Há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo. Há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo. Há diferentes atividades, mas é o mesmo Deus que realiza tudo em todos. A cada um é dada a manifestação do Espírito, em vista do bem de todos. A um é dada pelo Espírito uma palavra de sabedoria; a outro, uma palavra de conhecimento segundo o mesmo Espírito. A outro é dada a fé pelo mesmo Espírito; a outro são dados dons de cura pelo mesmo Espírito. A outro, o poder de fazer milagres. A outro, a profecia. A outro, o discernimento dos espíritos. A outro, diversidade de línguas. A outro, o dom de as interpretar. Todas essas coisas as realiza um e o mesmo Espírito, que distribui a cada um conforme quer. Um só corpo, muitos membros. Como o corpo é um, embora tenha muitos membros, e como todos os membros do corpo, embora sejam muitos, formam um só corpo, assim também acontece com Cristo” (1 Cor 12, 4-12). Homens e mulheres de fé, a mesma certeza interior, manifestações diversas do único Espírito Santo que leva a servir e amar!

Celebrando as duas colunas da Igreja, podemos pedir confiantes: “Ó Deus, que nos concedeis a alegria de festejar São Pedro e São Paulo, concedei à vossa Igreja seguir em tudo os ensinamentos destes apóstolos que nos deram as primícias da fé”.

 

Foto Dom Alberto Taveira Corrêa
Arcebispo de Belém – PA

Dom Alberto Taveira foi Reitor do Seminário Provincial Coração Eucarístico de Jesus em Belo Horizonte. Na Arquidiocese de Belo Horizonte foi ainda vigário Episcopal para a Pastoral e Professor de Liturgia na PUC-MG. Em Brasília, assumiu a coordenação do Vicariato Sul da Arquidiocese, além das diversas atividades de Bispo Auxiliar, entre outras. No dia 30 de dezembro de 2009, foi nomeado Arcebispo da Arquidiocese de Belém – PA.

28/06/2013

Fonte: http://www.cancaonova.com/portal/canais/formacao/internas.php?e=13222

 


PADRE LÉO: A CURA A PARTIR DO ENCONTRO PESSOAL COM JESUS

junho 28, 2013

NOSSA SENHORA FALA A UM PROTESTANTE

junho 28, 2013
NOSSA SENHORA FALA A UM PROTESTANTE
Testemunhos Escrito por Marlos Lira
Ter, 02 de Dezembro de 2008 14:42

 

Meu nome é SERGIO DE SALLES, nasci no dia 13 (treze) de dezembro de 1967, na cidade de Uberlândia-MG. Batizado segundo os Sacramentos Católico – Cristão, permaneci nesta Igreja até a idade de 12 (doze) anos. Dali em diante comecei a freqüentar assiduamente uma determinada igreja evangélica, onde me batizei aos 17 (dezessete) anos. Sempre ativo naquele movimento passei por várias hierarquias, chegando de membro simples e cooperador a diácono e pastor. Casei-me no dia 13 (treze) de setembro de 1992, e tenho uma filha que nasceu no dia 13 de agosto de 1994, que seguem a doutrina protestante.

Meu desempenho era fecundo, me distingui principalmente pela oposição ferrenha contra MARIA e os dogmas Católicos. Até que um dia recebi dos pregadores goianos um convite para fazer parte num congresso de jovens que seria realizado nos dias 13, 14, 15 e 16 de maio de 2000, na cidade de Goiânia- GO. Aceitei e viajei para aquela cidade, chegando dia 12 de maio à tarde.

Em Goiânia aluguei um mini apartamento não muito distante do Centro. À noite, perto da uma hora da manhã, do dia 13 de maio (EspacojamesDia de Nossa Senhora, coincidência?), já havia terminado o trabalho para o dia seguinte e posto tudo em ordem; panfletos também seriam distribuídos nas portas das Igrejas Católicas ( esta distribuição de material protestante/evangélico estava voltada especialmente para a Igreja da Imaculada Conceição e Santuário de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro), com o objetivo de convidar os católicos para participarem do congresso e também renunciarem à fé que professavam. Estava tudo organizado como planejei.

Foi assim que naquele momento percebi que havia mais alguém naquele lugar ( estava só, pois deixei a família em casa), um perfume suave de rosas tomou conta daquele lugar. Senti uma paz que preencheu todo o meu ser.

 
Quando me virei deparei- me com uma mulher a minha frente:
Mãos postas, olhava para o alto, dos olhos descia uma lágrima, vestido longo, branco, manto azul que se derramava pelo chão qual água transparente: fiquei paralisado e pensei: deve ser uma estátua dessas que os católicos gostam! Mas ela estava viva , ali na minha frente. Perguntei:

(Ilustração Espacojames)

-Quem é a Senhora? – Então Ela desceu o rosto do alto e me olhou: o seu olhar foi até o mais profundo de minha alma, desnudou- me e me senti um nada. Aquela luz que emanava Dela, fez desaparecer tudo: paredes, teto, chão. Entendi que estava diante Daquela que tanto ataquei e combati;


” – Sou a Amada do Poderoso. A mui bendita entre as mulheres. Geratriz da Graça Divina, pois em mim se alojou o Verbo de DEUS. – Sua boca se mexia, mas as palavras saiam do seu coração e iam direto ao meu”.

-A Senhora é a Santa Maria dos Católicos?

-Sou a Mãe dos cristãos e da humanidade. Por mil títulos me honram, por mil nomes me chamam. Meus Filhos me chamam de Mãe, o Poderoso me chama Bendita!

-As pessoas oram muito e falam no seu nome.

-E deves rezar também, mas seja sempre DEUS louvado. Se me chamam não deixo que esperem, sou pronta em atender, chego no momento, sempre na hora certa, pois onde há necessidade, aí haverá socorro.

As Respostas de Maria

Nossa Senhora me respondeu coisas que há dez anos eu questionava.

Continuou ela:

 
Viestes tirar a Mãe dos filhinhos? Sem Ela para onde irão eles? Disseste “Jesus lhes basta!” Eu porém vos digo, quem honra o Filho honra o Pai e quem honra a Mãe, a todos honram.
 
Aqueles que como tu, querem dos filhos a Mãe tirar, por intermédio de persuasões e raciocínios errôneos, são tristes almas carentes, ignoram o amor, desconhecem o carinho que vem do ser materno, não honraram talvez os próprios paizinhos, feriram os corações das mãezinhas minhas amadas, causando- lhes feridas mortais. Deves tu amar profundamente o Altíssimo e deves amar e honrar aos paizinhos; eu te convido se queres, e ou tem entendimento consigo, provar e ver, pois nem todos (outros protestantes) como tu, haverão de gozar o privilégio da resposta. Meu coração é todo amado do Poderoso, eu O honrei e O adorei bem antes que tu existisse e dele provei depois do labor as delícias dos céus; Dele vi os jardins celestiais, a extensão do Seu Reino infinito e poderes sempiternos.

O seu amor pousa no coração do justo e o Seu espírito o segue, aonde quer que Ele vai, ou se move.Ele está presente em todas as Suas obras, em tudo quanto existe e tudo Ele forma e cria, tudo Ele ama e acolhe. Tudo foi feito por Ele e para Ele; a causa primária de todas as coisas, e não há detalhes no Universo que Ele não conheça ou não dê importância; sua mente se estende ao incomensurável, podes afirmar. Entretanto, tu não conheces a extensão da sua própria vida; os homens são limitados e frágeis, são errantes e vacilantes e não obstante as suas hesitações e porque adquiriram algum conhecimento, não podendo ser Deus, querem ser pelo menos iguais a Ele. Ainda vos digo que, antes de tu nascer, eu era já a amada do Todo Poderoso, então vos pergunto: Por ventura tu conheces mais perfeitamente a Ele, do que Eu? Foste tu quem gerou para o mundo o meu filho, por Decreto do Altíssimo? Se assim fosse, então as minhas dores lhe pertencem!

 

O Espírito do Senhor me buscou na Terra, e por várias gerações me aguardou; o Poderoso e sua corte exultaram ao ver- me dos céus sua Eleita, e muito mais ao “SIM” que trouxe à humanidade a liberdade plena. Portanto converta o teu riso em pranto e muda a tua rota, não tentes ao Poderoso, não tornes para mim um tropeço, porque a tua ação é sem conhecimento de causa, porque a Justiça do Todo Poderoso é fogo consumidor , e contra Ele nada subsiste. Não queiras provar daquilo que não imaginas, não se aplique mais a investigar com veemência a suferfluidade das coisas, busque apenas o que é essencial.

 


 


Não vim para ser servida pelos filhos, mas ensinar aos filhos a amar e servir incondicionalmente ao Pai, alvo da minha fé, e razão da fé de todos. Esse é o trabalho do Cristo e é também o meu, por conseguinte. Não procuro os vivos, mas os mortos, não busco os que riem, mas os que choram, procuro no mundo os desesperados e sem fé, os desiludidos e sem forças, os desanimados e contritos, os humilhados e abatidos, os presos, os pobres, os vazios e sem paz. E a cada um desses que me chamarem eu os receberei e efetivamente lhes mudarei os seus rumos; Eu os porei em liberdade, e os convidarei a serem Legionários, servos do Altíssimo, instrumentos, testemunhas vivas do Cristo e defensores fiéis da Santa Igreja. Se aceitarem, uma só Promessa lhes farei, a de descansarem para sempre no meu Imaculado Coração, nas moradas do Poderoso e Sumo-DEUS.

Agora, pois, lhe apresento o coração que ferias, e eis as espadas cravadas pelas ofensas tuas e dos que não me conhecem ( nesse momento abre o manto e me mostra o coração sangrando e cheio de espadas).

Não devem os filhos a Mãe ferir, mas ama–la e honra-la. Ainda que me reneguem, Eu por minha parte serei fiel. Portanto se queres de Deus o perdão, deves tirar do coração que ferias, as espadas profundamente cravadas por tuas ofensas. Ainda vos digo e a hora é esta de rezar plenamente, eis o instrumento do vosso ofício (me mostrou o rosário) reze o Rosário para adorar, amar e servir, sejas o último a comer, beber e receber.

Ela foi desaparecendo…

Quando tudo terminou o sol estava nascendo; eu me vi totalmente outro, um homem novo, maravilhado e cheio de amor por essa Mãe que é de Deus e nossa.

Obrigado Pai, Obrigado Mãe…!

Com amor, seu filho Sérgio.

Reze ao Pai para Adora-lo, reze todos os dias e honrai os pastores da Santa Igreja porque cuidam da sua saúde (a alma); a eles ouça e os obedeça, ame a Santa Igreja e os seus fiéis servidores, honra e obedeça os seus preceitos. Dedique um dia durante a semana a rezar e suplicar pelo ancião de dias ( o Santo Padre) honre a ele e o chame de Santo porque o seu serviço é Santo. Reze pela unidade da casa, pelas famílias e pelos antagonistas da sã doutrina.

A todos dizei (e uma só vez) que fiquem na posição que foram chamados, sendo fiéis à Santa Igreja, honrando os anjos, santos e apóstolos do Senhor, como já lhes foram ministrados desde o princípio.

A ninguém tentes convencer, dos incrédulos o Pai se encarregará.

Fonte: http://espacojames.com.br/?cat=24&id=1648

 

Extraído do site: http://www.espacomaria.com.br/?cat=8&id=265

 


PADRE EDMUNDO MARCON: JESUS DESEJA QUE O SIGAMOS, NÃO PELOS MILAGRES…

junho 27, 2013

OS LIMITES DA PAIXÃO

junho 27, 2013

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Os limites da paixão

Amor é construção diária

“O amor só é lindo quando encontramos alguém que nos transforme no melhor que podemos ser” (Mário Quintana).

O namoro é o momento do encontro de duas histórias. E todo encontro é sempre delicado. Não se começa a namorar sem uma história familiar, humana, afetiva, social, intelectual, espiritual… Quando homem e mulher se encontram, encontra-se também todo um histórico construído ao longo de muitas estações da vida. Por isso que o namoro precisa de tempo para que o conhecimento da história de cada um seja verdadeiro e profundo.

Namorar não é queimar etapas de um processo. No tempo de namoro, é preciso ter a coragem de não esconder a história um do outro. Quem esconde sua origem esconde-se de si mesmo. É preciso coragem para deixar-se conhecer e ser conhecido. Onde o medo domina, o amor se esconde.

Nestas duas histórias que se encontram, há todo um passado que precisa ser partilhado e compreendido. O casal que não compreender o passado um do outro irá, mais tarde, usá-lo como argumentos para ataques diante das primeiras dificuldades. Amar é também a arte da compreensão. Não há necessidade de concordar com possíveis erros acontecidos no passado na história de quem agora se está conhecendo, mas é necessária a misericórdia que abraça as fragilidades do outro e lhe dá a oportunidade de recomeçar.

Muitos começam o namoro apaixonados pela perfeição que enxergam naquele que dizem amar. Com o tempo, a perfeição vai dando lugar à realidade. Amor não é paixão, mas sim um estágio muito superior, construído entre dores e alegrias. Não existem pessoas perfeitas, mas seres humanos que desejam, juntos, construir uma história de felicidade, apesar de suas limitações, pecados e fragilidades. Somente o casal que se descobre imperfeito poderá buscar a santificação no amor partilhado.

Não há como exigir que o outro ame 100%. Será, no processo de conhecimento, que ambos vão descobrir quanto cada um aprendeu a amar. Alguns aprenderam a amar 30%, porque a sua história de vida lhe proporcionou somente esta porcentagem. Outros, irão amar 50%. Outros ainda apenas 10%. Como encarar e enfrentar esta realidade? Nem sempre será fácil. Exigirá paciência, compreensão, oração e muito amor para ser partilhado. Há disponibilidade interior para aceitar o que o outro pode lhe oferecer de amor no momento? Há misericórdia suficiente para acolher os 30% de amor que o outro pode oferecer? Há paciência para esperar que o amor cresça naquele coração que ainda está em fase de construção?

Há muitos casais de namorados perdidos em seus próprios relacionamentos, pois, quando estavam apaixonados, enxergavam que o outro o amava 100%, mas, com o passar do tempo, descobriram que só eram amados 20%. Amor é construção diária, é superar as dificuldades tendo como objetivo a felicidade que abraça, com misericórdia, duas histórias que decidiram construir uma nova história em comum.

A paixão começa a mostrar os seus limites quando o amor começa a ser mais forte do que a perfeição antes vislumbrada. E somente com o amor será possível construir uma vida a dois.

 

Foto Padre Flávio Sobreiro

Padre Flávio Sobreiro Bacharel em Filosofia pela PUCCAMP. Teólogo pela Faculdade Católica de Pouso Alegre – MG. Vigário Paroquial da Paróquia Nossa Senhora do Carmo (Cambuí-MG). Padre da Arquidiocese de Pouso Alegre – MG.
http://www.facebook.com/oficialpadreflavio
http://www.padreflaviosobreiro.com

26/06/2013

Fonte: http://www.cancaonova.com/portal/canais/formacao/internas.php?e=13218

 


PADRE CHRYSTIAN SHANKAR: DEPRESSÃO – LIVRE-SE DELA

junho 26, 2013