O QUE PODE ACONTECER QUANDO SE PERDE A FÉ?

agosto 30, 2013

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O que pode acontecer quando se perde a fé?

A fé precisa ser alimentada

Corremos o risco de passarmos uma vida inteira – 30, 40, 50, 80, 100 anos – estudando, trabalhando, comprando, investindo, construindo, mas não pararmos para refletir sobre o nosso crescimento espiritual, sobre a nossa essência perdida na correria do dia a dia.

Ficamos tristes ao perder a carteira com dinheiro, o talão de cheque, o cartão de crédito, a casa própria (tão difícil adquirir e, por falta de pagamento, foi a leilão), o roubo do carro que foi comprado com tanto esforço. Mas como ficamos diante do alerta que a Palavra de Deus nos dá a respeito de perder a fé?

Escutamos tanto sobre qualidade de vida, defesa do meio ambiente, melhores condições financeiras, mas não ouvimos falar sobre a defesa da fé. O que pode acontecer com o ser humano sem a fé? Sem ela, o homem caminha em direção à sua própria destruição.

Famílias, sejam perseverantes na fé e não se agitem por nada, agarrem-se e ancorem-se na fé para não ficarem à deriva em meio às perdas. Mesmo que a sua casa esteja em meio ao caos, proclame a vitória diante do que humanamente é impossível.

Quando os acontecimentos estão escapando das nossas mãos e do nosso controle, é na fé que nos apoiamos. Ela é a bateria do ser humano, é uma palavra simples e pequenininha capaz de comandar a nossa vida.

Um carro sem bateria não funciona; o homem e mulher sem fé não conseguem dar passos perante os problemas da vida.

Só percebemos que a bateria está fraca quando acionamos a chave na ignição e o carro não funciona. Muitos de nós já vivenciaram isso! Quando acontece, chamamos alguém para nos ajudar a empurrar o carro e fazer pegar no tranco, mesmo sabendo que a melhor solução é colocar bateria nova!

Vivemos, muitas vezes, “aos trancos e barrancos”. Não esperemos a fé acabar para começar a “empurrar com a barriga”. Recarreguemos a nossa fé em Jesus, pois ela é alimentada na Bíblia, na Missa e na adoração, só assim continuaremos prontos para caminharmos em meio ao sufoco.

 

Cleto Coelho
Comunidade Canção Nova

:: Conteúdo extraido do livro “Tem jeito!” Adquira este material de evangelização em nossa Loja Virtual

29/08/2013

Fonte: http://www.cancaonova.com/portal/canais/formacao/internas.php?e=13285

 

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COMUNIDADE CATÓLICA OÁSIS: FAÇA UMA EXPERIÊNCIA DA MISERICÓRDIA

agosto 29, 2013


AOS CATEQUISTAS, COM GRATIDÃO

agosto 29, 2013

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Aos catequistas, com gratidão!

Um tesouro para Deus e sua amada Igreja

Catequista, você é uma pérola especial e um tesouro para Deus e sua amada Igreja. A sua singular vocação foi gerada no coração de Deus Pai, para que pudesse chegar aos corações dos seus filhos e filhas com a mensagem da vida – Jesus Cristo. Catequista, você não é apenas um transmissor de ideias, conhecimentos, doutrina ou, mais ainda, um professor de conteúdos e teorias, mas é um canal da experiência viva do encontro intrapessoal com a pessoa de Jesus Cristo.

Essa experiência é comunicada pelo Ser, Saber e Saber Fazer em comunidade, no coração da missão catequética. O ser e o saber do catequista se fundamentam numa dinâmica divina pautada na espiritualidade da gratuidade, da confiança, da entrega, da certeza de que somos impulsionados pelo Espírito Santo, fortalecidos pelo Cristo e amparados pelo Pai.

Catequista, com certeza são muitos, grandes e difíceis os desafios hoje de nossa catequese. Vivemos numa realidade que muitas vezes é contrária àquilo que anunciamos em nossa missão de levar e testemunhar a mensagem de Jesus Cristo. Mas temos a certeza de que não caminhamos sozinhos, somos assistidos pela grande catequista, a Virgem Santíssima.

Por isso, peço-lhe que a experiência do encontro com Jesus Cristo seja a força motivadora capaz de lhe trazer o encantamento por esse fascinante caminho de discipulado, cheio de desafios, mas que o faz crescer e acabam gerando profundas alegrias.

“A catequese é uma educação da fé das crianças, dos jovens e dos adultos, a qual compreende especialmente um ensino da doutrina cristã, dado em geral de maneira orgânica e sistemática, com o fim de iniciá-los na plenitude da vida cristã” (CT). Ensina o Catecismo da Igreja Católica: “no centro da catequese encontramos essencialmente uma Pessoa, a de Jesus Cristo de Nazaré, Filho único do Pai…”(cf CIC 1992). A finalidade definitiva da catequese é levar à comunhão com Jesus Cristo: só Ele pode conduzir ao amor do Pai no Espírito e fazer-nos participar da vida da Santíssima Trindade. Todo catequista deveria poder aplicar a si mesmo a misteriosa palavra de Jesus: ‘Minha doutrina não é minha, mas Daquele que me enviou’ (Jo 7,16) (CIC, 426-427).

Catequista, acolha o afetuoso abraço de gratidão de nossa amada mãe Igreja, nos seus bispos, padres e de milhares de pessoas, vidas agradecidas pela sua presença na educação da fé de nossos catequizandos, crianças, adolescentes, jovens e adultos. Em sua ação se traduz, de uma forma única e original, a vocação da Igreja-Mãe que cuida maternalmente dos filhos que gerou na fé, pela ação do Espírito.

Poderíamos dizer muitas coisas, palavras eloquentes e profundas, mas uma só é necessária: Deus lhe pague! E que a força da Palavra continue a suscitar-lhe a fé e o compromisso missionário!

Que a comunidade continue sendo o referencial da experiência do encontro com Cristo naqueles que sofrem, naqueles que buscam acolhida e necessitam ser amados, amparados e cuidados.

A ternura amorosa do Pai, a paz afável do Filho e a coragem inspiradora do Espírito Santo que cuida com carinho dos seus filhos e filhas, que um dia nos chamou a viver com alegria a vocação de catequista discípulo missionário, estejam na sua vida, na vida da sua comunidade hoje e sempre!

 

 

Foto Dom Orani João Tempesta, O. Cist

Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro (RJ)

28/08/2013

Fonte: http://www.cancaonova.com/portal/canais/formacao/internas.php?e=13284

 


PADRE CHRYSTIAN SHANKAR: VALORIZA AS TRADIÇÕES FAMILIARES

agosto 27, 2013

POR QUE VOCÊ ESTÁ BRIGANDO?

agosto 27, 2013

harmonia

Por que você está brigando?

Resolva tudo antes do sol se pôr

Enquanto o ressentimento continuar presente em nosso coração, seremos seus escravos, e isso nos transforma em vítimas permanentes. Em qualquer lugar em que chegamos, se alguém sorri, já pensamos que está rindo de nós. Se não sorri, ficamos pensativos, achando que está com raiva de nós. “Imagina… ela passou por aqui e nem falou comigo, deve estar com raiva de mim. Mas eu não fiz nada para ela…”. “O que será que aconteceu com fulano? Por que está agindo assim?” “Por que está rindo desse jeito? Por que me olha dessa forma?” Temos a mais absoluta convicção de que todas as ações da pessoa, mesmo se nunca a vimos mais gorda ou mais magra, são em consequência de nossa presença ali. Veja só o poder que nos atribuímos quando teimamos em ficar achando culpados ou encontrar desculpas para tudo o que acontece ao nosso redor.

Se com estranhos agimos assim, não é difícil imaginar como nos comportamos diante daqueles que nos são mais próximos. Quantos casais transformaram o lar num inferno em consequência de ressentimento acumulado. Mágoas não resolvidas acabam sempre por gerar brigas, violência, discussões, acusações, bate-bocas, inimizades e separações. Muitas vezes, uma grande briga começa com uma pequena bobagem: “Só porque fiz um comentário bobo, ele ficou transtornado”. “Eu falei por falar. Se soubesse que iria ficar assim, nem teria dito”. “Só porque reclamei de ter deixado o pano jogado no sofá, o homem virou um bicho…”. “Eu nem me incomodo com cachorro, mas foi só falar do cachorrinho dele e ele saiu daqui feito louco…”. “Só porque eu reclamei de ter entrado com os pés sujos?”

É triste, mas é verdade! A grande maioria das pessoas nem sequer sabe por que está brigando. Alguns até já se tornaram especialistas em brigas, são sempre a favor do contra!

O mais terrível de tudo isso é que quando brigamos com as pessoas, quando criamos o dossiê, quando elegemos nossos culpados, estamos, ao mesmo tempo, quebrando nosso relacionamento com Deus. Vem daí a insistência: “Não se ponha o sol sobre o vosso ressentimento. Não deis oportunidade alguma ao diabo” (Ef 4,26b-27 – Bíblia Tradução Ecumênica, TEB, São Paulo, Loyola).

Eis um ensinamento mais prático para acabar com nossas brigas. Se não for possível evitar a discussão, que ao menos ninguém vá dormir com mágoa no coração. Resolva tudo antes do sol se pôr, peça perdão e perdoe sinceramente, para não permitir que o encardido se aloje em suas palavras, em seus sentimentos, em seu corpo, em sua vida e em seu comportamento.

O único jeito de restaurar um coração ressentido é pelo perdão mútuo, pelo perdão a Deus e pelo perdão a si mesmo. Não podemos deixar que as coisas negativas que sempre acompanham o ressentimento acabem por se enterrar em nosso coração. “Toda amargura, ira, indignação, gritaria e calúnia sejam desterradas do meio de vós, bem como toda malícia” (Ef 4,31). Quando acham terreno fértil para se enraizar em nosso coração, essas tranqueiras acabarão por produzir frutos de inferno em nós, para nós e por meio de nós.


Padre Léo, scj

 

:: Adquira o livro de Padre Léo “A cura do ressentimento” 

23/08/2013

Fonte: http://www.cancaonova.com/portal/canais/formacao/internas.php?e=13279


ELIANA RIBEIRO: LIVRE ACESSO

agosto 26, 2013

SALVA-SE QUEM PUDER?

agosto 26, 2013

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Salve-se quem puder?

Deus vem ao encontro dos anseios humanos

Está inscrito na natureza humana o anseio pela felicidade, a busca da plena realização de todas as suas potencialidades. Ainda bem! É altamente consolador ter a clareza de que não fomos feitos para nivelar pelo rodapé da existência nossos sonhos, mas buscar o que é melhor, mirar as coisas do alto, acolher o chamado de Deus a sermos perfeitos. Entra aqui um dado importante, pois não se trata apenas de construção pessoal, mas resposta, a modo de um diálogo iniciado desde toda a eternidade. Fomos pensados e amados por alguém. Não somos obra do acaso nem estamos perdidos, sem rumo.

Entretanto, a luta renhida do cotidiano pode levar as pessoas a se engajarem numa competição, tantas vezes desigual, pelos melhores lugares na sociedade, oportunidades de trabalho e reconhecimento, num “salve-se quem puder” semelhante à correria que se segue a tragédias, como incêndios ou revoltas populares. Cada um quer receber o seu naco de proveito e, infelizmente, tantas vezes à custa do pescoço do outro a ser pisado. Todas as diversas manifestações que pululam hoje pelo mundo e pelo nosso país têm como pano de fundo o desejo profundo de realização e a busca do espaço de liberdade para a qual fomos feitos. Só que muitos entram de roldão nas ondas de protestos, criando-se um estado de insatisfação em que se perde o sentido do respeito às pessoas e os justos limites da liberdade de cada homem e cada mulher. Também as situações pessoais e os dramas familiares nos deixam estarrecidos, de modo a suscitar um “até quando?” que inquieta a todos pela multiplicação de fatos inusitados. E que dizer da absurda eliminação da vida das pessoas e a violência que se espalha? Podemos até destruir justamente o que mais nos atrai, o sonho de felicidade e dignidade!

Deus vem ao encontro dos anseios humanos; antes, criou a todos com uma sede de eternidade e de felicidade. Ele quer que todos se realizem, mas há uma interrogação, cuja atualidade se revela perene, diante das perspectivas que se abrem para a humanidade de cada tempo: “Jesus atravessava cidades e povoados, ensinando e prosseguindo o caminho para Jerusalém. Alguém lhe perguntou: ‘Senhor, é verdade que são poucos os que se salvam?’ Ele respondeu: ‘Esforçai-vos por entrar pela porta estreita. Pois eu vos digo que muitos tentarão entrar e não conseguirão'” (Lc 13,22-14). Ao invés de oferecer respostas prontas e aparentemente fáceis de serem absorvidas, Jesus envolve as pessoas numa verdadeira aventura de engajamento na estrada da salvação e da liberdade. De fato, Deus quer o bem de todos e a vida em abundância (Cf. Jo 10,10).

Ninguém se sinta excluído de Seu projeto! No entanto, faz-se necessário, justamente pela liberdade com que as pessoas foram criadas, arriscar-se pela porta estreita do amor ao próprio Deus e ao próximo. Não fomos feitos para ficar assentados, esperando a grande sorte na loteria da vida ou reduzindo a sonhos de consumo o sentido da existência. As soluções aparentemente mágicas não são plenamente humanas. Humano é sair de si para amar e servir! Humano é tecer relações novas entre pessoas e grupos, superar a desconfiança, exercitar a criatividade, inventar soluções novas, acreditar nos pequenos passos.

Daí nasce o convite e o compromisso cristão na construção de um mundo melhor. Começa no alto, no plano de Deus a nosso respeito. “É do amor de Deus por todos os homens que, desde sempre, a Igreja vai buscar a obrigação e o vigor do seu ardor missionário: ‘Porque o amor de Cristo nos impele’ (2 Cor 5, 14). Com efeito, ‘Deus quer que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade’ (1Tm 2,4). Os que obedecem à moção do Espírito da verdade estão já no caminho da salvação. Mas a Igreja, à qual a mesma verdade foi confiada, deve ir ao encontro dos que a procuram. É por acreditar no desígnio universal da salvação que “a Igreja deve ser missionária” (Catecismo da Igreja Católica, 851). O anúncio da “salvação” proclama que a vida tem sentido e que é para a felicidade que Deus nos fez. “Chamado à felicidade, mas ferido pelo pecado, o homem tem necessidade da salvação de Deus. O auxílio divino lhe é dado em Cristo, pela lei que o dirige e na graça que o ampara: ‘Trabalhai com temor e tremor na vossa salvação, porque é o Senhor quem opera em vós o querer e o agir, segundo os seus desígnios’” (Fl 2, 12-13 – Catecismo da Igreja Católica 1949).

Consequência é nosso olhar positivo, ao mesmo tempo realista, a respeito da realidade. Fomos feitos para o bem e temos a semente plantada por Deus em nossos corações, com todas as possibilidades de nos realizarmos. No entanto, existe em nós o mistério da iniquidade, pelo que, olhando no espelho da vida, reconhecemos as rugas deixadas pelo pecado. Olhamos também para os outros e os acolhemos, sabendo que neles existe esta desafiadora mistura de boa intenção e pecado. Acreditamos que o amor de Deus é maior do que toda a maldade existente, engajando-nos na luta pelo bem e pela verdade. Consequência é o primeiro passo a ser dado. Cabe a cada um de nós começar, sem aguardar que os outros venham ao nosso encontro. Consequência é a construção de novos relacionamentos, certos da Palavra de Jesus: “Nisto conhecerão todos que sois os meus discípulos: se vos amardes uns aos outros” (Jo 13,35).

Para tanto, só a graça de Deus nos sustenta, por isso pedimos: “Ó Deus, que unis os corações dos vossos fiéis num só desejo, dai ao vosso povo amar o que ordenais e esperar o que prometeis, para que, na instabilidade deste mundo, fixemos os nossos corações onde se encontram as verdadeira alegrias. Amém.”

 

Foto Dom Alberto Taveira Corrêa
Arcebispo de Belém – PA

Dom Alberto Taveira foi Reitor do Seminário Provincial Coração Eucarístico de Jesus em Belo Horizonte. Na Arquidiocese de Belo Horizonte foi ainda vigário Episcopal para a Pastoral e Professor de Liturgia na PUC-MG. Em Brasília, assumiu a coordenação do Vicariato Sul da Arquidiocese, além das diversas atividades de Bispo Auxiliar, entre outras. No dia 30 de dezembro de 2009, foi nomeado Arcebispo da Arquidiocese de Belém – PA.

23/08/2013

Fonte: http://www.cancaonova.com/portal/canais/formacao/internas.php?e=13278