PADRE JORGE BISPO: ACEITAI MINHAS PALAVRAS E OS PENSAMENTOS DO MEU CORAÇÃO

agosto 18, 2013

UM GRANDE SINAL

agosto 18, 2013

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Um grande sinal

Leve consigo Maria para caminhar seguro

Uma pessoa do porte do Bispo de Roma, Sucessor de Pedro, bate à porta do coração de milhões de pessoas, beija crianças, toma chimarrão no meio da multidão, tem em sua história diálogos com homens e mulheres de convicções diferentes, manda uma mensagem aos muçulmanos pelo final do Ramadã, abrindo portas para uma convivência respeitosa e construtiva; conversa sem rodeios com jornalistas que lhe fazem perguntas aparentemente incômodas, sem ceder em seu compromisso com a verdade e em sua fidelidade à Igreja. É o mesmo Papa que chama por telefone um fiel que perdeu um irmão num assalto, na Itália, ou visita de surpresa os operários do Vaticano em seus postos de trabalho!

Com santo orgulho, podemos dizer que o Espírito Santo tomou a palavra para os cristãos oferecerem ao nosso tempo o que existe de melhor! Trata-se de um sinal de valores dos quais a humanidade vinha sentindo saudades. Volta à moda a ternura e a bondade, caminhos inigualáveis para a mudança profunda. Não é difícil entender que Deus escolhe o que parece insignificante, gestos simples do cotidiano, para tocar no mais íntimo das pessoas.

Ao lado de muitos gestos que revelam as opções pastorais nas quais deseja envolver a Igreja inteira e têm edificado o mundo, o Papa Francisco tem testemunhado sua profundidade espiritual como bom jesuíta. Chama também atenção sua profunda devoção mariana, expressa em manifestações de religiosidade que tocam no coração de nosso povo. Apenas eleito Papa, seu primeiro ato público foi a visita à Basílica de Santa Maria Maior, em Roma, para entregar seu pontificado a Nossa Senhora, onde voltou após a Jornada Mundial da Juventude. O Brasil inteiro se viu ali representado quando depositou sobre o Altar nada menos do que uma bola de futebol e uma camiseta da Jornada! No Brasil, quis visitar o Santuário Nacional de Aparecida, confiando à proteção de Nossa Senhora os dias que se seguiram na histórica viagem ao nosso país. No último dia da Jornada, quando lhe entreguei uma imagem de Nossa Senhora de Nazaré, era como uma criança que ganhava um presente, perguntando-me singelamente: “É para mim?”. E beijou a imagem. As alturas do pontificado são pontes que se constroem com a simplicidade de gestos e palavras que não precisam de explicações!

Mais do que as múltiplas formas com que a arte tem retratado a Virgem Maria ou os tantos títulos com que a devoção popular a venera, sua missão há de ser reconhecida pelo lugar que lhe foi reservado na história da salvação. O papel de Maria na Igreja é inseparável de sua união com Cristo, que se manifesta desde a hora da concepção virginal de Cristo até Sua Morte, Ressurreição e Ascensão ao Céu. Maria percorreu sua peregrinação de fé, manteve fielmente sua união com o Filho até a cruz, onde esteve de pé, sofreu intensamente junto com Ele e associou-se ao Seu sacrifício. E foi dada pelo próprio Jesus, aos pés da cruz, como mãe ao discípulo com estas palavras: “Mulher, eis aí teu filho” (Jo 19,26-27). Após a Ascensão de seu Filho, Maria acompanhou com suas orações a Igreja nascente, pedindo e acolhendo o dom do Espírito, que, na Anunciação, a tinha coberto com sua sombra (Cf. Catecismo da Igreja Católica 964-965).

Maria é Mãe da Comunidade que constitui o Corpo místico de Cristo e acompanha os seus primeiros passos. Ao aceitar essa missão, anima a vida da Igreja com a sua presença, grande sinal oferecido a todas as gerações de cristãos. Essa solidariedade vem de sua pertença à comunidade dos remidos. Com efeito, ela teve necessidade de ser remida, pois está associada a todos os homens necessitados de salvação (Lumen Gentium 53). O privilégio da Imaculada Conceição preservou-a da mancha do pecado, em previsão dos méritos de Cristo. Como membro da Igreja, Maria põe ao serviço dos irmãos a sua santidade pessoal, fruto da graça de Deus e da sua fiel colaboração. A Imaculada Conceição é para todos os cristãos apoio na luta contra o pecado e perene encorajamento a viverem como remidos por Cristo, santificados pelo Espírito e filhos do Pai (Cf. João II, Audiência geral do dia 30 de julho).

Verdadeira joia do ensinamento da Igreja a respeito da Virgem Maria, um Sermão do Bem-aventurado Isaac, abade do Mosteiro de Stella, no Século XII, aproxima de forma admirável a Igreja, Nossa Senhora e cada fiel: “Nas Escrituras divinamente inspiradas, o que se atribui de modo geral à Igreja, virgem e mãe, aplica-se particularmente a Maria. E o que se atribui especialmente a Maria, virgem e mãe, pode-se com razão aplicar de modo geral à Igreja, virgem e mãe… Além disso, cada alma fiel é igualmente, a seu modo, esposa do Verbo de Deus, mãe de Cristo, filha e irmã, virgem e mãe fecunda. É a própria Sabedoria de Deus, o Verbo do Pai, que aponta ao mesmo tempo para a Igreja em sentido universal, Maria num sentido especial e cada alma fiel em particular… No tabernáculo do seio de Maria, o Cristo habitou durante nove meses; no tabernáculo da fé da Igreja, habitará até o fim do mundo; e no amor da alma fiel, habitará pelos séculos dos séculos”. Não é possível separar Igreja, Maria e os homens e mulheres de fé!

Entende-se assim porque cada discípulo verdadeiro de Cristo levará consigo Maria entre aquilo que lhe pertence de mais precioso, para caminhar seguro, certo de que a mãe bendita entre todas as mulheres já chegou à realização de todas as esperanças. Profeticamente, a própria Virgem Maria anunciou que todas as gerações a chamariam bem-aventurada (Lc 1,48). E ela é honrada com um culto especial pela Igreja. Este culto de veneração é essencialmente diferente do culto de adoração que se presta ao Verbo encarnado, ao Pai e ao Espírito Santo. Ele se expressa nas festas litúrgicas dedicadas à Mãe de Deus, na Oração Mariana, no Santo Rosário, resumo de todo o Evangelho (Cf. Catecismo da Igreja Católica 971), e em tantas outras e importantes formas que o Espírito Santo suscita por toda parte.

A partir da segunda quinzena de agosto, o olhar de fé dos paraenses se volta para o Círio de Nazaré, nossa grande Festa Mariana. Sem a presença de Maria, falta-nos a água que nos sacia! (Cf. Nm 20,1) Com ela, já sairemos jubilosos pelas ruas, percorrendo as casas e peregrinando pelos corações, sabedores de que o melhor da festa é esperar por ela e prepará-la. As pessoas que coordenarão as peregrinações levem a Palavra de Deus a todos. Nenhum ambiente se feche para as visitas da Imagem Peregrina. Celebrem-se Círios nas mais variadas instituições da Sociedade. Ganhem espaço os cartazes do Círio, saiam a público berlindas, cordas, flores e procissões. Nossos sentimentos e gestos de devoção foram reforçados e estimulados pelo Papa Francisco, ninguém menos do que o Papa!

Ao celebrar com a Igreja, neste final de semana, a Assunção de Nossa Senhora, renove-se em nós a esperança, na certeza de que a última palavra da história da humanidade pertence e pertencerá a Deus. Nenhum problema ou crise, ou mesmo os pecados pessoais ou sociais de quem quer que seja, poderão vencer aquele que é primeiro e o último, princípio e fim, Nosso Senhor Jesus Cristo.

 

Foto Dom Alberto Taveira Corrêa
Arcebispo de Belém – PA

Dom Alberto Taveira foi Reitor do Seminário Provincial Coração Eucarístico de Jesus em Belo Horizonte. Na Arquidiocese de Belo Horizonte foi ainda vigário Episcopal para a Pastoral e Professor de Liturgia na PUC-MG. Em Brasília, assumiu a coordenação do Vicariato Sul da Arquidiocese, além das diversas atividades de Bispo Auxiliar, entre outras. No dia 30 de dezembro de 2009, foi nomeado Arcebispo da Arquidiocese de Belém – PA.

16/08/2013 

Fonte: http://www.cancaonova.com/portal/canais/formacao/internas.php?e=13270

 


PADRE FABIO DE MELO: A VIDA É FEITA DE ESCOLHAS

agosto 17, 2013

O MILAGRE E A PÉROLA

agosto 17, 2013

O MILAGRE E A PÉROLA

 

Numa humilde cidade litorânea, vivia um povoado muito harmônico. As casas, pequenas mas feitas com bom gosto, ruas de terra misturadas com areia, crianças correndo atrás de pássaros, rindo, outras sentadas no chão se ocupando com brinquedos de madeira, certamente feitos pelos seus pais, as meninas carregando suas bonecas de pano costuradas pelas próprias mães com roupinhas, sapatinhos e até chapéus.
À noite, o sossego do recolhimento, as estrêlas brilhantes no céu, as casas iluminadas à lamparinas, e o murmurar das ondas do mar. Nada poderia ser mais perfeito.

Justamente naquela cidadezinha, uma casa mais próxima das rochas litorâneas ainda mantinha a luz da lamparina acesa, enquanto o restante da aldeia já estava apenas ao brilho do luar.

Quem se aproximasse da porta daquela casa ouvia o som de uma família reunida rezando fervorosamente. Percebia-se logo que alguém estava doente e de cama. Nas preces a Mãe de vez em quando pedia: “Senhora Mãe de Deus, ajudai-nos, curai meu marido, e dai-nos o sustento porque necessitamos.”

O que teria acontecido? Para entender é preciso voltar no tempo e contar a história desde o início.

Aquela família era composta de cinco pessoas: Pai, Mãe e três filhos. O filho mais velho tinha sete anos e já freqüentava a igreja local para as aulas de catecismo.

O pai era um hábil mergulhador e sustentava sua família com a venda das ostras e pérolas que colhia nas rochas do mar. As ostras também são conhecidas por madrepérolas (Perola-Mãe), porque elas é que produzem as pérolas.

O interior de suas conchas rústicas é todo revestido por uma camada fina da mesma substancia da pérola. Normalmente essas conchas ficam incrustadas nas rochas submersas no mar, sendo necessário um bom canivete para retirá-las.

Essas rochas submersas não contêm apenas as ostras, mas uma cadeia alimentar muito grande: é morada de muitos seres vivos, como outros moluscos que conhecemos como marisco de casca preta ou mexilhões, algas marinhas e outros seres de pequeno porte desde micro elementos até caranguejos e siris.

Isso atrai a atenção dos peixes que vão nessas rochas tirar seus alimentos também.
Num desses dias rotineiros, estava o Pai mergulhado nas águas do mar, procurando em rochas mais profundas uma madrepérola que fosse um pouco maior do que as que habitualmente costumava encontrar.

De repente, olhou para frente e viu uma arraia grande se aproximando. Acostumado com os habitantes do mar, a princípio ele não se incomodou, mesmo assim teve a cautela de ficar atrás da rocha.

Mas parecia que aquela arraia não estava nos seus melhores dias, mostrando-se muito irritada. Não demorou muito para que investisse contra o mergulhador, dando-lhe uma ferroada com sua cauda de ferrão venenoso, no joelho da perna esquerda causando-lhe muita dor.

Com sacrifício conseguiu emergir e, se agarrando nas pedras, saiu do mar, caminhando com sofreguidão até sua casa.

Deitado em sua cama e sem recursos para pagar um médico, a perna acabou infeccionando, tornando-o imprestável para outro mergulho ou mesmo caminhar normalmente. Com isso, não poderia mais sustentar sua família e começaram a passar necessidades.

A família se reunia toda a noite ao redor da cama do Pai, e rezavam juntos pedindo as graças de Nossa Senhora.

O filho mais velho de sete anos, que estudava catecismo e que gostava muito de ouvir histórias sobre os milagres de Nossa Senhora, ficava pensando: “Nossa Senhora já atendeu muita gente, no entanto meu pai ainda não foi atendido. Acho que precisamos ir lá na igreja pedir diretamente para Ela.”

No dia seguinte, bem cedinho, foi tentar convencer seu pai a sair da cama e levar ele lá na Igreja, fazer o pedido de cura aos pés da Virgem Imaculada.

– Meu filho, eu não posso andar, veja as condições em que está minha perna. Nossa Senhora nos ouve quando rezamos, não precisamos ir lá. – dizia o pai.

Cheio de fé, inocente, o pequeno insistia:

– Meu pai, temos que ir visitar Nossa Senhora, eu lhe ajudarei a caminhar. Eu prometo que falarei com Nossa Senhora sobre o senhor.
O pai vendo os olhos do filho marejados de lágrimas, tanta inocência brilhando no seu rosto e um sorriso irrecusável, não teve outra alternativa senão a de se apoiar num bastão e vagarosamente caminhar até a igreja.

Chegando lá, os olhos de ambos se voltaram ao alto, em busca do olhar misericordioso e cheio de bondade da Virgem Imaculada. Foi quando o menino, cheio de fé, aconselhou o pai:

– Faça uma promessa, Nossa Senhora o atenderá.

O pai sorrindo, e vendo tanta fé nas palavras de seu filho, pediu à Mãe de Deus que se o curasse a ponto dele poder voltar a mergulhar, a primeira pérola que ele encontrasse, daria a Nossa Senhora. Depois de terem rezado, voltaram com sofreguidão para o descanso do lar.

O milagre veio. Sua perna foi desinchando e a coloração escura da perna, foi voltando ao normal. Já podia dobrar o joelho, e as dores iam diminuindo significativamente. Ao cabo de mais algum curto tempo, milagrosamente estava curado.

Nem é preciso descrever o contentamento de toda a família pelo ocorrido.

Bom, agora era a hora de cumprir a promessa. O pai voltaria a mergulhar e a primeira pérola encontrada deveria ser de Nossa Senhora. E assim se fez.

Num daqueles dias ensolarados, o pai mergulhou. A alegria de estar podendo se movimentar fez com que ele procurasse uma madrepérola especial para Nossa Senhora. Assim ocorreu.

Atrás de uma rocha submersa havia uma grande surpresa. Uma madrepérola muito grande. Rapidamente usou sua habilidade e logo a retirou de seu lugar nativo. Emergindo, foi para praia e tratou de abrir cuidadosamente a concha rústica.

Seus olhos brilharam muito quando se deparou com uma pérola enorme. Só estranhou que a pérola não tivesse a forma perfeitamente redonda – coisa pouco comum. Mas mesmo assim uma pérola daquele tamanho deveria valer uma fortuna.

Agora, o grande dilema: Fico com a pérola e fico rico, ou cumpro a promessa de dou a pérola para Nossa Senhora?

Terrível indecisão. Perturbadora hesitação.

Depois de refletir sobre o assunto, baixou a cabeça, e disse para si mesmo: “Obrigado, Senhora, pelas graças que me destes, pelos benefícios que me concedestes, pelos sofrimentos dos quais me livrastes. Esta jóia Lhe pertence, com toda a certeza.”

Chegando em casa, mostrou a todos os seus o que tinha achado, quando o seu filho notou que a pérola “amassada” tinha o mesmo formato do joelho do seu pai que havia sido golpeado pela arraia.

E era a verdade. Era a réplica perfeita do joelho do pai. Estava confirmado o milagre. Foram à Igreja doar a pérola para Nossa Senhora, que certamente ficaria aos cuidados do padre local, relatando-lhe os detalhes dessa maravilhosa história.

Durante muito tempo essa jóia ficou exposta na Igreja, com uma placa indicativa de sua história. Depois acabou sumindo e não se sabe onde está.

Fonte: http://www.espacomaria.com.br/?cat=31&id=4200

 


PADRE IVAN PAIXÃO: SE PERDOE PARA ACOLHER O AMOR DE DEUS

agosto 16, 2013

SEMANA NACIONAL DA FAMÍLIA

agosto 16, 2013

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Semana Nacional da Família

Que as famílias ganhem uma nova força e um novo vigor

“A Transmissão e a Educação da Fé cristã na Família” é o tema, deste ano, para a Semana Nacional da Família, comemorada de 12 a 18 de agosto de 2013.

O tema leva em conta a responsabilidade dos pais e também o Ano da Fé, instituído pelo Papa emérito Bento XVI. Está em consonância também com a Campanha da Fraternidade e a Jornada Mundial da Juventude.

Devemos refletir sobre o papel dos pais, os desafios que se apresentam, os valores que permanecem, a educação pela presença dos pais com fortaleza e docilidade, a iniciação cristã como educação para a felicidade e, por fim, procuremos elaborar um projeto de vida pessoal e familiar.

Os subtemas, elaborados pela CNBB, desejam provocar e desafiar os pais a assumirem, cada vez mais, a missão de primeiros e autênticos transmissores e educadores da fé cristã.

Atraídos por Jesus Cristo, os pais são convocados por Ele ao anúncio do Evangelho, com um mandato que é sempre novo, uma nova evangelização para descobrir novamente a alegria de crer e reencontrar o entusiasmo de comunicar a fé.

Na descoberta diária do amor, a família ganha força e vigor no compromisso missionário que jamais pode faltar.

A fé na família cresce quando é vivida como experiência de um amor recebido e comunicada como experiência de graça e de alegria.

Programaram-se sete encontros que poderão ser estendidos para ocasiões comemorativas e sugeridas em organizações de celebrações em outros ambientes que vão além da comunidade eclesial, tais como escolas, universidades, fábricas, escritórios etc.

Seria bom que toda família cristã participasse desse momento de evangelização, o qual começa no ambiente paroquial e deve se espalhar por todos os ambientes em que vivemos.

Deus é família: Pai, Filho e Espírito Santo, pessoas que vivem em comunhão. Unidos pela fé, também formamos uma família, a Igreja.

O Senhor nos fez à Sua semelhança e espera que preservemos esses valores. É hora de renovarmos nossa fé, vivendo-a com maior decisão e empenho.

Vamos todos, homens e mulheres cristãs! Que todos e cada um dê a sua colaboração para fazermos com que as famílias cristãs cresçam, como Jesus, em idade, sabedoria e graça diante de Deus!

Dom Eurico dos Santos Veloso
Arcebispo Emérito de Juiz de Fora (MG)

14/08/2013

Fonte: http://www.cancaonova.com/portal/canais/formacao/internas.php?e=13267

 


O FARISEU E O PUBLICANO

agosto 15, 2013
Olá meus amados irmãos em Cristo Jesus, que a paz do Cristo ressuscitado esteja convosco!

Dois homens subiram ao templo, para orar; um, fariseu, e o outro, publicano.O fariseu, estando em pé, orava consigo desta maneira: Ó Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros; nem ainda como este publicano.
Jejuo duas vezes na semana, e dou os dízimos de tudo quanto possuo.O publicano, porém, estando em pé, de longe, nem ainda queria levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, tem misericórdia de mim, pecador!
Digo-vos que este desceu justificado para sua casa, e não aquele; porque qualquer que a si mesmo se exalta será humilhado, e qualquer que a si mesmo se humilha será exaltado“.
 Lucas 18:10-14

O Padre Léo usa essa passagem no livro Cura para os traumas da morte no capítulo, Não mascarar a morte. Quando vamos iniciando a leitura dessa passagem, fatalmente muitos de nós logo nos identificamos com a oração do fariseu.

Mas quando termina o trecho nós achamos que a nossa oração não é como a do fariseu, mas sim como a do publicano. A verdade é que se formos sinceros consigo mesmos, a nossa oração é como a do fariseu. Mas sabe porque nós achamos que a nossa é a do publicano? O título do capítulo explica: devido as máscaras que usamos para nós mesmos.

Mascaramos nossos problemas, nossos medos, nossos traumas, e como o Padre Léo cita em vários trechos do livro que em nossa sociedade tudo é feito para que o ser humano não sinta dor. Se tem dor de cabeça toma remédio, se alguém morre dopam a pessoa para que ela não sofra com a perda do ente querido. Hoje se faz de tudo para não sentirmos a dor e como ele bem frisa lá: e qual o problema em sentir dor?

A cura interior, algo tão sonhado por cada um de nós, cada dia se torna mais difícil devido as máscaras que usamos para nós mesmos, muitas vezes até de forma consciente. Mentimos uma vez, como vemos que o resultado é satisfatório, mentimos duas, três e uma infinidade de vezes, chega um ponto em que sentimos um vazio tão grande dentro da gente e não sabemos o motivo disso.

Um dos motivos para esse vazio é a falta de autenticidade, de tanto mentir e mascarar, de tanto medo em não enfrentar as situações ruins, os problemas, os medos, traumas, acabamos por não saber nem quem nós somos.

Talvez você esteja passando por isso, talvez seja eu, talvez sejamos todos nós. E talvez você esteja procurando um caminho, uma resposta para sair dessa situação. Cada dia mais me convenço que não foi a toa que o Padre Léo se tornou um sacerdote do Sagrado Coração de Jesus, pois como ele mesmo falou:

Eis aí uma das respostas que mais ansiamos para começar a escrever uma nova história. Jesus em seu infinito amor nos DEU TUDO em seu sacrifício na cruz. Ele se deu por completo, corpo, alma e coração, tudo por amor. Que hoje cada um de nós possa se colocar diante desse coração rasgado de Cristo na cruz e pedir a graça da cura de nosso coração.

Que hoje diante do coração transpassado de Cristo nós possamos rezar como o publicano:
“Ó Deus, tem misericórdia de mim, pecador!”.
Vamos rezar mais? Clique aqui!
Abraço fraterno…
Jonathan Melo

Fonte: http://www.padreleoeterno.com/2013/08/o-fariseu-e-o-publicano.html


PADRE LÉO: A CURA A PARTIR DO ENCONTRO PESSOAL COM JESUS

agosto 14, 2013

FAMÍLIA, LUGAR DE ENCONTROS

agosto 14, 2013

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Família, lugar de encontros

Espaço sagrado onde o amor deve reinar

A família é um local privilegiado para os grandes encontros da vida. Se por um lado as relações familiares nos convidam a construirmos pontes, por outro lado vivemos em tempos nos quais as reuniões familiares passam por um certo desgaste. Somos chamados a construir relações sólidas, maduras e cristãs em nosso ambiente familiar.

Os encontros na família começam bem antes de os filhos serem gerados. Começa na nossa família, lugar onde fomos criados e educados, onde fizemos ou não as nossas primeiras experiências cristãs. Somos frutos de uma família e grande parte do que somos devemos a ela. E é essa experiência, que acumulamos no convívio de nosso lar, que levaremos conosco para a família que, um dia, iremos formar. São muitos os aspectos que compõem aquilo que somos: personalidade, manias, medos, traumas, bloqueios… Carregamos conosco a carga humana e desumana de relacionamentos que vivenciamos. Somos, hoje, o fruto de uma semente cuidada por uma família.

A vida de casados é tempo também de encontrar-se, talvez não do mesmo jeito que foram realizados durante o período de namoro. É um período baseado na experiência de partilhar a vida juntos. É inevitável que certos conflitos existam, mas o casal deve fazer de sua vida um eterno e grande encontro, no qual haja diálogo, acolhimento, respeito pela diferença. Jesus Cristo deve ser para o casal o grande alicerce de seu relacionamento. As experiências que Jesus teve com as pessoas de Seu tempo devem ser fontes de inspiração e prática para o casal. União que não tem o amor como o principal objetivo nunca será irá produzir crescimento conjugal.

Vida familiar é um lugar privilegiado para que os relacionamentos entre pessoas aconteçam. Um lar harmonioso começa a ser construído à medida que se procura amadurecer as relações. Para que isto aconteça é necessário paciência, diálogo e desejo sincero de querer que estes encontros aconteçam. Nenhum pai ou mãe tem o direito de repetir com os seus filhos os desencontros que teve em seu ambiente familiar. Por isso mesmo é necessário que o casal se conheça bem e tenha feito uma experiência madura durante o seu tempo de namoro.

Encontrar-se em família pode ser uma das experiências mais enriquecedoras que fazemos ao longo de nossa vida. Família é um espaço sagrado onde o amor deve reinar. Em um ambiente, no qual o outro não se sente amado e acolhido, sentirá que nunca poderá ser compreendido. Jesus nos ensina que uma relação bem sucedida exige que estejamos de coração aberto.

As melhores reuniões em família nascem na espontaneidade do dia a dia. Todo momento em família é oportunidade para que todos se encontrem. Pai e mãe, filhos e pais, netos e avós… Cada encontro é uma oportunidade para demonstrarmos às pessoas que convivem conosco o quanto as amamos. Perdemos grandes oportunidades, ao longo de nossa vida, de fazermos de cada momento em nossa família um tempo único e especial.

Um verdadeiro encontro só acontece quando há disponibilidade de ambas as partes. Ninguém se encontra sozinho. Encontramo-nos à medida que nos encontramos com outras pessoas, pois o outro nos ajuda a nos conhecermos a cada dia um pouco mais. A família é um lugar de perdão, misericórdia, reconciliação e oração entre pessoas, as quais, ao longo da vida, fazem a experiência de amor entre si.

 

 

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Padre Flávio Sobreiro

Padre Flávio Sobreiro Bacharel em Filosofia pela PUCCAMP. Teólogo pela Faculdade Católica de Pouso Alegre – MG. Vigário Paroquial da Paróquia Nossa Senhora do Carmo (Cambuí-MG). Padre da Arquidiocese de Pouso Alegre – MG.
http://www.facebook.com/oficialpadreflavio
http://www.padreflaviosobreiro.com

13/08/2013

Fonte: http://www.cancaonova.com/portal/canais/formacao/internas.php?e=13266

 


PADRE FABIO DE MELO: A TRISTEZA É OPORTUNIDADE DE CRESCIMENTO

agosto 13, 2013

A GRAÇA DA FAMÍLIA

agosto 13, 2013

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A graça da família

Os casais cristãos têm algo a mostrar

“Pela fé, embora Sara fosse estéril e ele mesmo já tivesse passado da idade, Abraão tornou-se capaz de ter descendência, porque considerou fidedigno o autor da promessa. E assim, de um só homem, já marcado pela morte, nasceu a multidão comparável às estrelas do céu e inumerável como os grãos de areia na praia do mar” (Hb 11,11-12).

Abraão é considerado o “Pai da Fé” pelas três grandes religiões monoteístas, o Cristianismo, o Judaísmo e o Islamismo. Para elas, a experiência da presença de Deus tem sua fonte no alto, é revelação, cuja iniciativa é do próprio Senhor. A fé, certeza a respeito daquilo que não se vê (Hb 11,1), introduz nas realidades humanas um horizonte aberto de proporções inimagináveis. Abraão se encontra presente, quando apostou tudo em Deus, na multidão dos homens e mulheres que, nas sucessivas gerações, volta seus olhos para o alto e para frente.

A graça da paternidade e da maternidade, experimentada por Abraão e Sara, há de ser posta em relevo em nosso tempo, pois, de fato, “os filhos são herança do Senhor, é graça sua o fruto do ventre” (Sl 127, 3). Queremos oferecer, como profecia de um futuro digno para a humanidade, o presente de famílias cristãs consistentes. A contribuição genuína dos cristãos, neste campo, é a família una, fiel e fecunda. Graça e desafio! Aceitar formar famílias segundo esta proposta é antes de tudo uma vocação a ser descoberta e alimentada. Homem e mulher, pois assim foi criado o ser humano (Gn 1,27), são tocados pelo amor de Deus para serem seus sinais. A resposta, desafio a ser assumido, é construída durante a vida toda.

O coração humano não foi feito para ser dividido em vários amores. Corpo e alma, com todas as suas potencialidades, doados como sinal do amor de Cristo e da Igreja chama-se “sacramento” do matrimônio! Descobrir a pessoa à qual será entregue a própria vida, não como um título de propriedade a ser adquirido, é a grandeza do casamento cristão. Trata-se de uma forma de consagração a Deus! Acreditar que os dois, unidos diante do Senhor, mostram o próprio Deus às outras pessoas e ao mundo. Nosso mundo clama por testemunhas consistentes de tais valores. Os casais cristãos descubram de novo a beleza do que receberam do Senhor e assumiram como vocação.

Com certa frequência aparecem estatísticas sobre a fidelidade e a infidelidade entre os casais. Parece uma propaganda das aventuras infelizmente existentes, que podem suscitar justamente uma banalização de uma das graças do matrimônio cristão. Desejo homenagear os casais que não submetem sua própria intimidade a perguntas que os expõem na praça pública. Sintam-se reconhecidos todos os casais fiéis, e são muito mais do que se divulga! Saibam que a Igreja faz festa com eles por conservarem, no verdadeiro tabernáculo que é sua vida conjugal, o tesouro da fidelidade, prometido com plena liberdade quando seu amor se tornou sacramento. Não fica esquecido pelo Senhor o dom de suas vidas!

Por falar em exposição, sim, os casais cristãos têm algo a mostrar! Trata-se dos filhos, testemunhas da fecundidade do amor verdadeiro. Já se disse que o amor conjugal não é olhar um para outro a vida inteira, mas olharem os dois numa mesma direção! Olhar para o alto, participar da graça criadora de Deus, gerar filhos para a Igreja e para o mundo! É dignidade a ser sonhada e construída pelo homem e a mulher que se unem no sacramento do matrimônio. É graça a ser pedida pelos que se preparam ao casamento.

Tudo isso encontra seu sentido na fé, fundamento de realidades humanas assumidas nesta terra, como pessoas que veem o invisível. Há muita gente pronta para descrever os problemas das famílias. A nós, na Igreja, cabe a tarefa de proclamar um verdadeiro evangelho da família, reconhecida como Boa Nova para o nosso tempo.

Daí, nasce o convite aos jovens vocacionados ao matrimônio, para que empreendam um caminho de discernimento e preparação correspondentes à grandeza do sacramento que desejam abraçar. Entrem na escola do amor verdadeiro, treinem a capacidade de escuta e acolhimento, exercitem a saída de si mesmos para dar espaço à outra pessoa. Peçam a Deus a graça de descobrirem a quem deverão entregar totalmente suas vidas. Sejam anunciadores de novas famílias, renovadas no Espírito Santo.

Aos casais cristãos, chegue o convite da Igreja a edificarem cada dia seus lares sobre o fundamento da fé, de modo a transmitirem valores consistentes aos filhos e os testemunharem à sociedade. Deus lhes confiou muito! A evangelização de seus filhos começou quando estes foram gerados no amor, deixando neles uma marca indelével. Continuou quando vocês lhes ensinaram os rudimentos da fé cristã. Benditas foram as orações que lhes foram ensinadas! Deem graças ao Senhor, porque vocês os apresentaram à Igreja para os sacramentos, quando os encaminharam à catequese. Aliás, vocês foram os primeiros catequistas! Deus lhes pague e confirme sua vocação na transmissão e educação da fé cristã na família, como quer celebrar a Semana Nacional da Família. Deus seja louvado pelos valores cristãos que existem em nossas famílias, santuários da fé e da vida!

Com as famílias e pelas famílias, rezamos confiantes no dia dos pais: “Deus eterno e todo-poderoso, a quem ousamos chamar de Pai, dai-nos, cada vez mais, um coração de filhos para alcançarmos um dia a herança que prometestes. Amém!”

 

 

Foto Dom Alberto Taveira Corrêa
Arcebispo de Belém – PA

Dom Alberto Taveira foi Reitor do Seminário Provincial Coração Eucarístico de Jesus em Belo Horizonte. Na Arquidiocese de Belo Horizonte foi ainda vigário Episcopal para a Pastoral e Professor de Liturgia na PUC-MG. Em Brasília, assumiu a coordenação do Vicariato Sul da Arquidiocese, além das diversas atividades de Bispo Auxiliar, entre outras. No dia 30 de dezembro de 2009, foi nomeado Arcebispo da Arquidiocese de Belém – PA.

09/08/2013 

Fonte: http://www.cancaonova.com/portal/canais/formacao/internas.php?e=13261

 


PADRE JORGE BISPO: CHAMADOS À OUSADIA DA FÉ

agosto 12, 2013

PAPA FRANCISCO: O VERDADEIRO TESOURO DO HOMEM

agosto 12, 2013

Papa explica sobre

o verdadeiro

tesouro do homem

Da Redação, com Rádio Vaticano

Papa Francisco durante a oração mariana do Angelus neste domingo, 11.
Milhares de fiéis lotaram novamente neste domingo, 11, a Praça São Pedro, no Vaticano, para ouvir e ver o Papa Francisco.  A reflexão do Pontífice, como já é tradição, partiu de um texto preparado, mas o Papa também improvisou e entusiasmou os presentes.
O Papa lembrou que “no Evangelho deste domingo, Lucas nos fala do desejo do encontro definitivo com Cristo, um desejo que nos faz estar sempre prontos, com o espírito desperto, porque aguardamos este encontro de todo coração, inteiramente. Este é um aspecto fundamental da vida cristã”. Envolvendo os fiéis em sua catequese, Francisco convidou a responderem a duas perguntas.A primeira: “Vocês têm realmente um coração desejoso de encontrar Jesus? Ou seu coração está fechado, adormecido, anestesiado? Pensem e respondam em silêncio, em seus corações”, pediu.

Em seguida, comentou a afirmação de Lucas “onde está o seu tesouro, está o seu coração”, e fez a segunda pergunta. “Onde está o seu tesouro? Qual é para vocês a realidade mais importante, mais preciosa, a realidade que atrai seu coração como um imã? Pode-se dizer que é o amor de Deus? Alguns poderiam me responder: Pai, mas eu trabalho, tenho família, para mim a realidade mais importante è conseguir manter minha família, meu trabalho… Certo, é verdade, mas qual é a força que mantém unida uma família? É justamente o amor de Deus que dá sentido aos pequenos compromissos cotidianos e que ajuda a enfrentar as grandes dificuldades. Este é o verdadeiro tesouro do homem”.

Segundo Papa Francisco, “o amor de Deus não é algo indefinido, um sentimento genérico, não é ar; o amor de Deus tem um nome e um rosto: Jesus Cristo, porque não podemos amar o ar.
Amamos pessoas, e aquela pessoa é Jesus”. “É um amor – explicou – que dá valor e beleza a todo o resto: à família, ao trabalho, ao estudo, à amizade, à arte, a qualquer atividade humana”.

“Este amor dá sentido também – concluiu – às experiências negativas, porque nos permite ir adiante, não ficar prisioneiros do mal, e sim ir além; nos abre sempre à esperança, ao horizonte final de nossa peregrinação. Assim, até os cansaços, quedas e pecados ganham um sentido, porque o amor de Deus nos perdoa”.

Fonte: http://noticias.cancaonova.com/noticia.php?id=289642


PADRE CHRYSTIAN SHANKAR: FAMÍLIA E MATRIMÔNIO

agosto 5, 2013

CONTINUE CAMINHANDO

agosto 5, 2013

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Continue caminhando

Permaneça firme e você verá a libertação

Jesus disse: “Vai, tua fé te salvou”. No mesmo instante, ele recuperou a vista e foi seguindo Jesus pelo caminho (Mc 10,52).

A grande cura de Bartimeu se deu de imediato, mas creio que, ao longo do caminho, ele foi se formando como discípulo, até se tornar um grande apóstolo. A Bíblia não cita mais nada sobre ele, mas podemos imaginar o quanto este homem deve ter testemunhado sua cura e anunciado Aquele que o curou.

Nós também somos curados à medida que caminhamos, como o povo de Israel a caminho da Terra Prometida, quando se deparou com o Mar Vermelho (Ex 14,21-22).

Eles olham à frente o imenso mar e ao seu encalço o grande e poderoso exército do faraó. Tomados de espanto, invocam a Deus e murmuram com Moisés. O povo diz a ele: “Era melhor servir como escravos aos egípcios do que morrer no deserto” (Ex 14,12b). Mas Moisés respondeu ao povo: “Não temais! Permaneceis firmes e vereis a libertação!”

Na verdade, ele pede três coisas muito difíceis ao povo: não ter medo, ter ânimo e crer que Deus dará a libertação. E o Senhor lhe diz (Ex 14,15):“Dize aos israelitas que se ponham em marcha”, e assim se dá a grande libertação. Ele se põe a caminho do mar, atrás vem seu povo e, à medida que caminham, o mar vai se abrindo. Esta é a resposta de Deus para cada um de nós quando estamos diante do nosso “Mar Vermelho”: continue caminhando e verás a libertação. Somos curados e libertos à medida que caminhamos.
Com os dez leprosos (Lc 17,11-19) aconteceu o mesmo. Naquela época, eles viviam totalmente separados da sociedade e das famílias, e formavam uma vida própria em vila, fora da cidade. Segundo os preceitos do Judaísmo, para que eles pudessem voltar para o convívio de todos era necessário que um sacerdote os examinasse e atestasse a cura. Jesus os curou e pediu que fossem se apresentar ao sacerdote. São Lucas diz que enquanto eles andavam, ficavam curados (Lc 17,14b).

Ao longo de meus anos de experiência e contato direto com as pessoas, tanto da minha comunidade como também por tantos lugares deste país e do mundo, tenho presenciado que conforme vamos caminhando, em comunidade, vamos sendo curados de nossas “lepras” e libertos de tantos cárceres que nos aprisionam: “É pela vossa perseverança que conseguireis salvar a vossa vida!” (Lc 21,19).

E assim as mãos de Deus vão nos moldando, restaurando e devolvendo a nossa originalidade de filhos. Imagem e semelhança de um Deus que é Amor.

Também aprendemos a vontade do Senhor para nossa vida, tornando-nos missionários desse Amor, doando ao próximo aquilo que de Deus recebemos. Como diz Santo Agostinho: “Deus só nos pede aquilo que Ele já nos deu”.

Acredito que, dessa maneira, aconteceu com Bartimeu: ele teve o grande encontro consigo mesmo e com Jesus naquele dia. Mas era necessário ir de encontro ao próximo, dividindo ou doando tudo aquilo que recebeu d’Ele. O Mestre entrou e saiu de Jericó, mas ainda teve tempo suficiente para realizar um grande milagre e formar um verdadeiro discípulo.

Astromar Miranda Braga

(Extraído do livro “Tome a decisão! Lance fora a capa e mude a sua vida”)

02/08/2013

Fonte: http://www.cancaonova.com/portal/canais/formacao/internas.php?e=13253

 


COMENTÁRIO DO EVANGELHO DE DOMINGO DIA 04/08/2013

agosto 3, 2013

evangelho1

COMENTÁRIO DO EVANGELHO DO XVIII DOMINGO DO TEMPO COMUM, ANO C, DO DIA 04 DE AGOSTO DE 2013, FEITO PELO PADRE MATEUS MARIA, FMDJ.

Clique no link abaixo e assista:

http://www.nossasenhorademedjugorje.com/2013/08/homilia-do-xviii-domingo-do-tc-ano-c.html

Ou se preferir assista abaixo:


PADRE LÉO ENTREVISTADO NO PROGRAMA DO JÔ

agosto 3, 2013

SEJA AMIGO DOS AMIGOS DOS SEUS FILHOS

agosto 3, 2013

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Seja amigo dos amigos dos seus filhos

Um bom teste para os pais como educadores

Um erro que muitos pais cometem, e que os separa dos filhos, é rejeitar os amigos deles e não permitir que eles os tragam para casa. Certas mães, por exemplo, para evitar as desordens que os filhos normalmente fazem, quase os expulsam de casa com os amigos. Mas saibam que estão fazendo péssimo negócio.

Para ser amigo do seu filho, seja também amigo dos amigos dele. O seu filho gosta dos amigos e vai ficar zangado caso eles sejam rejeitados por você. Seja inteligente! Esteja com eles, ganhe a confiança deles. Essa atitude vai ajudá-lo a conhecer as amizades de seus filhos, a fim de que possa evitar as más companhias que corrompem os costumes.

É muito melhor ter os filhos perto de nós em casa, com os amigos, mesmo fazendo alguma coisa que não seja inteiramente do nosso agrado, do que tê-los longe dos olhos.
Um bom teste para os pais saberem como estão como educadores, é sentir a proximidade que têm dos amigos dos seus filhos. Se os amigos deles se relacionam bem com você, isto é um bom sinal.

O jardim da nossa casa, durante os anos de infância dos nossos filhos, foi o campinho de futebol deles, onde reuniam os amigos para jogar. Preferimos deixar para plantar as flores depois que eles crescessem, já que eles sempre foram as nossas flores mais importantes. Hoje, o jardim e o quintal de nossa casa estão cheios de plantas e flores, mas confesso que eu preferia aquelas “flores” que falavam, corriam, se machucavam… e nos abraçavam. Flores nós podemos comprar a qualquer tempo, filhos não.

Seja inteligente, traga os filhos para perto de você; se preciso, traga-os com os amigos, especialmente se você tem filho único.
(Extraído do livro “Educar pela conquista e pela fé”)

Foto Felipe Aquino
felipeaquino@cancaonova.comProf. Felipe Aquino @pfelipeaquino, é casado, 5 filhos, doutor em Física pela UNESP. É membro do Conselho Diretor da Fundação João Paulo II. Participa de aprofundamentos no país e no exterior, escreveu mais de 60 livros e apresenta dois programas semanais na TV Canção Nova: “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”. Saiba mais em Blog do Professor Felipe Site do autor: http://www.cleofas.com.br

01/08/2013 

Fonte: http://www.cancaonova.com/portal/canais/formacao/internas.php?e=13252