A MAIOR ESCRAVIDÃO ESTÁ NO CORAÇÃO

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A maior escravidão está no coração

Erramos, porque somos ansiosos

Eu tenho certeza que o Senhor pode fazer uma obra nova na nossa vida. Nós somos templos do Espírito Santo, consequentemente, existe, dentro de nós, a força de Deus. 
O ser humano é fundamentalmente bom, porque foi criado à imagem e semelhança do Senhor. Mas, além deste bem, que é o Paráclito, existe também uma má tendência dentro de nós, por isso vivemos uma batalha entre o bem e o mal.

Papa Paulo VI já falava dessa luta que vivemos. Segundo ele, nós estamos em um constante campo de batalha; até quando dormimos ela continua. A partir do momento em que começarmos a confiar em nós mesmos e não em Deus, nós começaremos a perder essa luta. Em um campo de batalha, não podemos dormir no ponto, porque levamos um tiro. Então, temos de acordar para essa realidade de que nós estamos em combate. “Tudo me é perdido, mas nem tudo me convém”.

Precisamos ter uma atitude de reflexão e repensar a nossa vida, porque é na conversão e na calma que está a nossa salvação. Eu digo isso, porque estamos diante de uma geração profundamente ansiosa e agitada. Muitas vezes, nós fazemos escolhas erradas, das quais nos arrependemos depois. Deus nos pede para sairmos do ativismo da nossa vida e da agitação para escutá-Lo e repensar a nossa vida.

O laxismo é a mentalidade de fazer o que se quer e na hora que se quer. Hoje em dia, existem muitas pessoas perdidas, porque elas não têm raízes, princípios nem valores. Uma casa sem raiz qualquer vento derruba. Quem faz o que quer vai para onde não quer e colhe as coisas que não deseja.

Quantas pessoas fazem más escolhas e colocam a culpa em Deus! Quantas se sentem machucadas pelas feridas emocionais, porque aqueles que elas mais amam são as que lhes geram mais feridas! Você já parou para pensar quantas feridas nós trazemos no coração? Por isso ninguém quer parar para refletir e acaba fugindo por medo de enfrentar a própria vida. As maiores formas de escravidão estão no coração.

Devemos nos deixar ser amados pelos nossos familiares. O amor da família é capaz de retirar qualquer pessoa do inferno em que ela esteja vivendo. Nós só somos amados quando nos abrimos para viver esse amor. Fechar-se é sinônimo de ser infeliz, porque a felicidade não está no ter, mas no amor, no fato de amarmos e sermos amados.

Amor atrai amor. A partir do momento em que começarmos a amar, vamos encontrar um ambiente amoroso ao nosso redor. As pessoas só mudam de vida quando se sentem valorizadas e amadas.

Jesus Cristo quer nos libertar de todo o cativeiro emocional e afetivo que nos faz cair em tantos vícios.

Artigo transcrito da pregação de Jul/2013

 

Foto Padre Adriano Zandoná 

Adriano Zandoná é padre e missionário da Comunidade Canção Nova. Graduado em Filosofia e Teologia, exerce atualmente a função Responsável Geral pela Canção Nova em São Paulo (SP). Todas as segundas-feiras celebra a missa na Catedral Maronita, em São Paulo, às 19h30, com transmissão ao vivo pela TV CN. Apresenta o programa “Construindo a Felicidade”, todos os dias da semana, exceto às quintas, às 17h pela Rádio América (AM 1410). É autor dos livros: “Construindo a Felicidade” e “Curar-se para ser Feliz”, publicados pela editora Canção Nova.

Facebook.com/PadreAdrianoZandoná
twitter.com/peadrianozcn
blog.cancaonova.com/padreadrianozandona

19/02/2014 

Fonte: http://www.cancaonova.com/portal/canais/formacao/internas.php?e=13450#.UwSWxvldVo8

 

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