OS EFEITOS DA PALAVRA DE DEUS

julho 31, 2018

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O MUNDO PRECISA DE REDENÇÃO?

julho 31, 2018

O MUNDO PRECISA DE REDENÇÃO?

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Em julho, os Missionários Redentoristas celebram a festa de Jesus com o título de Santíssimo Redentor, do qual se origina o nome de Redentoristas, Congregação Missionária fundada por Santo Afonso Maria de Ligório.

A palavra redenção significa o ato de resgatar quem está escravizado. Mas será que, em nossos dias, o ser humano, que se orgulha de sua ciência e tecnologia, que é consciente de seus direitos e que faz questão de afirmar sua individualidade, ainda sente a necessidade de redenção? Basta erguer o olhar, para além de nossos interesses pessoais, e contemplar o panorama da sociedade atual para verificar que a qualidade da vida da maioria dos seres humanos está mais para uma realidade de escravidão do que para uma liberdade que respeita a dignidade de todos e não apenas de alguns poucos. Não é uma escravidão a vida daquelas pessoas que, por mais que lutem, não conseguem garantir o mínimo necessário para a sobrevivência de si mesmo e de suas famílias, como uma moradia digna, o alimento de cada dia, a assistência à saúde etc.?

Além da desigualdade social, que, para salvar o lucro de alguns, sacrifica a sobrevivência de muitos, continuam existindo as escravidões morais que se manifestam nas guerras, na violência social, nos vícios, na ganância e corrupção. Parece que passam os séculos e persiste o mesmo quadro de “patrões e escravos”, de “casa grande e senzala”, não somente em âmbito de indivíduos, mas também em âmbito de instituições e de países.

A Redenção que Jesus nos oferece é uma libertação integral, ou seja, física e espiritual, pessoal e social, temporal e eterna. A proposta de Jesus é que acolhamos o Reinado de Deus em nossas vidas, no qual seremos todos filhos de um mesmo Pai e nos trataremos como irmãos, sem preconceitos de sexo, de imagem, de crenças ou de países, e no qual o dom da vida e o direito de viver dignamente serão iguais para todos. Como estamos distantes desse projeto divino, pelo qual o Pai nos deu seu Filho e o Filho nos ofereceu sua vida.

De fato, Jesus já nos conquistou o direito de sermos redimidos, já não pertencemos à escravidão. Contudo, repetimos a mesma história do êxodo do Egito. Libertados por Moisés da escravidão do faraó, ao longo da difícil caminhada até a terra prometida, os israelitas sentiam saudades das “cebolas do Egito”, isto é, do tempo da escravidão. Assim também a humanidade atual, libertada pela morte e ressurreição de Jesus, continua apegada a suas práticas milenares de escravizar e ser escravos.

Cada geração encontra formas de subverter a paz e a igualdade, por meio das guerras e das disputas pelo poder e pela riqueza, que renovam as estruturas de injustiças no mundo. Onde há injustiça, há escravidão. Enfim, continuamos necessitados de Jesus Redentor, como nosso Caminho, Verdade e Vida. Precisamos de anunciadores e de profetas, que indiquem o caminho de libertação total do ser humano, uma libertação que deve brotar do interior de cada pessoa para alicerçar estruturas mais humanas na sociedade.

Salmo 130 expressa bem essa situação, quando diz: “Do mais profundo abismo clamo a Ti, meu Senhor!” E termina com a exclamação, que é o lema dos Missionários Redentoristas: “N’Ele, a Redenção é abundante!” Nossa esperança de copiosa Redenção está enraizada na Cruz do Senhor. É preciso continuar caminhando em direção à meta final, que levará a humanidade a reencontrar o paraíso perdido de sua união com Deus e de sua unidade como seres humanos, destinados ao amor eterno do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

ESCRITO POR
Pe. Ulysses da Silva, C.Ss.R. (Aquivo redentorista)

Pe. Ulysses da Silva, C.Ss.R.Missionário Redentorista e Reitor do Santuário Nossa Senhora da Conceição, em Recife (PE)

Fonte: http://www.a12.com/jornalsantuario/artigos/o-mundo-precisa-de-redencao

 


COMO BUSCAR O EQUILÍBRIO DAS EMOÇÕES DIANTE DE DIAS ATAREFADOS?

julho 30, 2018

COMO BUSCAR O EQUILÍBRIO DAS EMOÇÕES DIANTE DE DIAS ATAREFADOS?

O mundo exige respostas do corpo e da mente, desafiando o equilíbrio das emoções

Talvez, um dos maiores desafios do mundo moderno esteja em adquirirmos o equilíbrio das emoções. Absorvemos muitas informações, o tempo todo nos deparamos com desafios cada vez maiores, e a exigência por resultados é sempre mais intensa.

Tudo isso exige do corpo e da mente respostas rápidas. Como fica, então, o terreno das nossas emoções? Basta nos observarmos no trânsito, à espera do elevador – quando apertamos o botão de chamada várias vezes, como se isso fosse apressá-lo – ou em casa, quando temos algo mais sério a resolver, para avaliarmos como estamos nessa área da nossa vida.

Como buscar o equilíbrio das emoções diante de dias atarefados-

Foto Ilustrativa: Tero Vesalainen / by Getty Images

Controle emocional

Muitos não conseguem se controlar emocionalmente. Não nos basta ser inteligentes, eficientes e práticos se não empregarmos bem todas essas qualidades. E todos esses dons passam pela prova dos sentimentos. Muitas vezes, a pessoa é ótima na área profissional, mas não consegue interagir com os colegas de trabalho, com seu cônjuge; ou não sabe equilibrar seus gastos, tem alto grau de irritabilidade, pânico diante de situações simples ou sofre de euforia por uma perspectiva de algo bom. Faz de sua vida um horror, mesmo sendo competente profissionalmente.

Jesus detinha o domínio de Sua sensibilidade, pois conviveu com o traidor d’Ele. Jesus dizia verdades aos fariseus, convivia com os pecadores e pessoas consideradas indignas pela sociedade, e até passou no meio de uma multidão que estava revoltada com Ele: “Levantaram-se e lançaram-no fora da cidade; e conduziram-no até o alto do monte sobre o qual estava construída a sua cidade, e queriam precipitá-lo dali abaixo. Ele, porém, passou por entre eles e retirou-se” (Lc 4,29-30).

O Senhor também se preocupava em ensinar os Seus. Um dia, num barco, em meio à tempestade, Jesus foi acordado por Seus apóstolos, com a seguinte frase: “Senhor, salva-nos, nós perecemos!”. Jesus perguntou: “Por que este medo, gente de pouca fé?” (Lc 8,25-26). Controlou o vento e a tempestade, e mostrou que a fé é mais importante.

Crescimento pessoal e emocional

Deus nos dá a graça, mas adquirir o equilíbrio das emoções é algo gradual, vai acontecendo na dinâmica do dia a dia, conforme isso nos vai sendo exigido nos eventos, e conta com a nossa decisão.

Antes de Jesus desempenhar Seu ministério público, houve situações em que nem Ele nem o exemplo de Seus pais demonstraram desacertos na sensibilidade. Quando menino, “Jesus crescia em estatura, em sabedoria e graça, diante de Deus e dos homens” (Lc 2,52). Isso já aponta coerência, obediência e acerto no emocional e no todo de uma criança.

Também quando, aos doze anos, Ele se perdeu no Templo: as reações explicitadas no encontro denotam uma incrível lucidez da Sagrada Família, não exigindo resposta além do normal, nem pesadas consequências. José e Maria não entenderam o dizer de seu Filho, mas enxergaram que era algo maior do que poderiam adentrar. José nem se pronunciou, ainda que, como chefe da família, e pela tradição judaica, ele deveria intervir, ainda mais no Templo diante dos magistrados. Não o fez, pois sabia que Maria participava mais profundamente daquele mistério.

A resposta dada aos pais mostra um Jesus que não se apavorou nem o fez de propósito, pois, após a explicação d’Ele, o evangelista anota que: “lhes era submisso” (cf. Lc 2, 51). Então, como pode alguém, que é obediente, sabendo que Seus pais partiriam, ter ficado em Jerusalém por algum capricho?

Da mesma forma, Sua Mãe, Maria, agia conforme a necessidade da situação ou era prontamente solícita, mostrando uma grande capacidade emocional: “foi às pressas” (cf. Lc 1, 39), ou contemplava o mistério, ainda que não o entendesse: “guardava todas estas coisas no seu coração” (cf. Lc 2,19.51).

Para agirmos como pede a Palavra de Deus nas situações frustrantes: “Mesmo em cólera, não pequeis. Não se ponha o sol sobre o vosso ressentimento” (cf. Ef 4, 26), nos é necessário esse equilíbrio interior, que começa na decisão de querer responder com coerência e, acima de tudo, com amor nas situações mais adversas.

É um processo, mas este se inicia quando encontramos, dentro de nós, não a força ainda, mas sim a vontade de buscar uma “zona de conforto”, mesmo em meio ao caos.

Quantas vezes nos arrependemos de ter feito algo na hora da raiva, mas, depois, verificamos que a gravidade do fato nem era tão grandiosa! Como é fácil perder a visão total dos acontecimentos quando agimos pelo impulso e isolamos o fator razão na nossa tomada de decisão!

Pense nisso! Conte “até três”, pare, olhe, esteja atento, e isso mesmo para algo bom. Em cada fato pode estar algo além do que nossa limitada imaginação esteja mostrando.


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DÚVIDAS RELIGIOSAS: HOMILIA OU SERMÃO, QUAL A FORMA CORRETA DE SE REFERIR?

julho 29, 2018

DÚVIDAS RELIGIOSAS: HOMILIA OU SERMÃO, QUAL A FORMA CORRETA DE SE REFERIR?

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A Santa Missa, como sabemos, consta de duas grandes partes: Liturgia da Palavra e Liturgia Eucarística, que estão de tal modo unidas entre si que constituem um só ato de culto, no qual a Igreja oferece aos fieis, para seu ensino e alimento, tanto a mesa da Palavra de Deus como a do Corpo de Cristo (Cf. Sacrosanctum Concilium, 56).

Sobre a Liturgia da Palavra, podemos dizer que a Igreja a herdou da tradição judaica, inspirando-se nas grandes assembleias do Antigo Testamento para a escuta das Sagradas Escrituras (Cf. Ne 8, 1-12) e no culto litúrgico celebrado nas sinagogas, centrado na meditação dos textos bíblicos e na oração dos salmos (Cf. Lc 4, 16-21). A partir da leitura dos escritos do Novo Testamento, bem como dos testemunhos dos mais antigos escritores eclesiásticos, podemos saber que, desde cedo, a Igreja organizou a sua celebração litúrgica a partir da relação íntima entre a mesa da Palavra e a mesa do Corpo do Senhor: antes de tudo, a Igreja escuta a Palavra de Deus e se deixa evangelizar por ela, para, em seguida, anunciá-la à humanidade fortalecida pela Eucaristia.

A parte principal da Liturgia da Palavra é constituída pelas leituras da Sagrada Escritura, sendo concluída pela homilia, a profissão de fé (Creio) e a oração universal. De fato, por meio das leituras bíblicas, comentadas pela homilia, Deus fala ao nosso coração, revela-nos o mistério da Salvação e nos oferece alimento espiritual. Pelo silêncio e pelos cantos, assimilamos a Palavra de Deus e a ela aderimos pela profissão de fé; alimentados e iluminados por essa Palavra, rezamos na oração universal pelas necessidades de toda a Igreja e pela salvação do mundo inteiro: “A Igreja venerou sempre as divinas Escrituras como venera o próprio Corpo do Senhor, não deixando jamais, sobretudo na sagrada Liturgia, de tomar e distribuir aos fiéis o pão da vida, quer da mesa da palavra de Deus quer da do Corpo de Cristo” (Dei Verbum, 21).

No presente artigo, vamos conhecer a origem, o significado e a importância da homilia na celebração litúrgica que é, também, um elemento tomado pela Igreja do culto celebrado pelos judeus nas sinagogas. A palavra homilia, em grego, significa ter uma conversa familiar, podendo ser definida, à luz disso, como uma exortação daquele que preside a celebração que leve a assembleia à prática daquilo que ouviu, para que atualize, na própria existência, a Palavra de Deus proclamada nas leituras bíblicas.

Na Instrução Geral do Missal Romano lemos que a homilia é a explicação de algum aspecto das leituras da Sagrada Escritura ou da Missa do dia, que leve em conta tanto o mistério celebrado, como as necessidades particulares dos ouvintes, devendo ser proferida pelo próprio sacerdote que preside a celebração, por um sacerdote concelebrante ou, ainda, ocasionalmente, por um diácono. Aos domingos e festas de preceito deve ser proferida, não podendo ser omitida, a não ser por motivo grave. Porém, é igualmente recomendada nos demais dias, sobretudo nas semanas do Advento, Quaresma e Páscoa, como, ainda, nas ocasiões em que o povo acorre à Igreja em maior número. O Missal Romano recomenda, ainda, que, após a homilia, seja guardado um momento de silêncio para a meditação pessoal (Cf. Instrução Geral do Missal Romano, 65-66).

Muito oportunas são as palavras do Papa Francisco acerca da homilia: “A homilia não pode ser um espetáculo de divertimento, não corresponde à lógica dos recursos midiáticos, mas deve dar fervor e significado à celebração. É um gênero peculiar, já que se trata de uma pregação no quadro duma celebração litúrgica; por conseguinte, deve ser breve e evitar que se pareça com uma conferência ou uma lição” (Evangellii Gaudium, 138). Ela é, na verdade, um diálogo familiar entre o pastor e seu rebanho – não um “sermão”, uma “aula de teologia”, um “show de humor” ou momento para “puxar a orelha” da comunidade – a fim de que, tanto um quanto outro, vivam sempre de acordo com a fé que professam.

Saibamos aproveitar bem o momento da homilia. Por meio dela, somos conduzidos a uma maior compreensão das Sagradas Escrituras; por meio dela, nossa alma se abre para que acolhamos em nós o Cristo, que é a própria Palavra de Deus (Cf. Jo 1, 14), por meio dela somos levados a dar graças a Deus pelas maravilhas que Ele continuamente realiza; por meio dela, por fim, nossa fé é alimentada para que saibamos transformá-la em atitude no dia a dia.

Padre Jefferson Antônio da Silva Monsani
Formado em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas e
Teologia pela Faculdade João Paulo II (Marília)
Assessor Diocesano da Catequese
Vigário Paroquial do Santuário São João Batista e São Judas Tadeu
Diocese de Araçatuba-SP

Fonte: http://www.a12.com/redacaoa12/duvidas-religiosas/homilia-ou-sermao-qual-a-forma-correta-de-se-referir


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