PADRE LÉO: FAÇA SUA PARTE, O IMPOSSÍVEL DEUS FAZ ACONTECER

agosto 31, 2018


VOCÊ SABE POR QUE SETEMBRO É O MÊS DA BÍBLIA?

agosto 31, 2018

VOCÊ SABE POR QUE SETEMBRO É O MÊS DA BÍBLIA?

Todo católico sabe que setembro é o mês dedicado à Bíblia, mas você sabe por que foi feita essa escolha?

Em 1971, a Arquidiocese de Belo Horizonte (MG) propôs uma ação bíblica para todos os fiéis, leigos e consagrados, por ocasião da comemoração de seus 50 anos de existência. O período escolhido para os estudos bíblicos foi setembro, mês em que se celebra a memória de São Jerônimo, grande biblista na história da Igreja Católica.

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Sabendo da ação da arquidiocese, o Serviço de Animação Bíblica das Irmãs Paulinas passou a propagar, todos os anos seguintes, a celebração do mês dedicado à Bíblia. Com a devoção propagada e os grupos de estudo bíblico se multiplicando, a CNBB passou a assumir a data comemorativa e instituiu a celebração por todo o país.

Atualmente, além do Brasil, vários países da América Latina e África dedicam o mês de setembro à celebração da Bíblia.

São Jerônimo
 
No ano 382, Pe. Jerônimo foi chamado pelo papa Dâmaso para ser seu secretário particular. Já em Roma, recebeu a incumbência de traduzir a Bíblia, do grego e do hebraico para o latim. Neste trabalho, ele dedicou quase toda sua vida. O conjunto final de sua tradução da Bíblia, em latim, se chamou “Vulgata” e se tornou oficial no Concílio de Trento.
Desde 1947, já se celebra o Dia da Bíblia em 30/09, data de falecimento do santo.

– Saiba mais sobre a vida de São Jerônimo

Fonte: http://www.a12.com/jovensdemaria/artigos/crescendo-na-fe/por-que-setembro-e-o-mes-da-biblia

 


PADRE CHRYSTIAN SHANKAR: AS LIÇÕES DE MARIA PARA NOSSA FAMÍLIA

agosto 30, 2018


COMO VENCER AS PAIXÕES DA CARNE?

agosto 30, 2018

COMO VENCER AS PAIXÕES DA CARNE?

Catequese - Como vencer as paixões da carne?

Os cristãos precisam lutar contra as paixões da carne

Você pode se perguntar: “Que diferença faz ser cristão?”. O cristão é cheio do Espírito Santo, por isso ele é diferente das outras pessoas; e só poderia ser assim. O cristão não é mais deste mundo, não porque quer, mas porque Jesus não é deste mundo.

Você, cristão, é destinado a este mundo, enviado como sal, como luz. Você vive neste mundo, mas não é dele, assim como o sal não é massa, assim como a luz não é treva. Você não é deste mundo. E por ser diferente, as pessoas o perseguem como Jesus e os apóstolos foram perseguidos.

Essa é uma diferença. “Que diferença faz ser cristão?” Só aqueles que experimentaram podem saber. Os cristãos não vivem mais na carne, mas no Espírito. E porque vivem no Espírito, as obras da carne vão morrendo, e neles as obras do Espírito vão vivificando. Confira o que diz a Palavra de Deus em Gálatas 5, 16-25 sobre isso.

Entenda o termo carne

Essa é a diferença. O termo “carne” é equivalente à natureza humana. Sua natureza envenenada, corrompida por causa do pecado, que sozinha produz esses frutos narrados no versículo 19 de Gálatas 5: libertinagem, impureza, devassidão, idolatria, magia, ódio, discórdia, ciúme, cólera, rivalidade, facções, inveja, bebedeiras, orgias e outras coisas semelhantes. É isso que a natureza humana produz, porque foi envenenada, corrompida pelo pecado. O próprio Jesus afirma: “De fato, é do coração que provêm más intenções, homicídios, adultérios, devassidão, roubos, falsos testemunhos, injúrias” (Mt 15,19). É do coração do homem que provém tudo isso.

Por essa razão, você tem de se convencer que sua natureza humana foi corrompida pelo pecado. Ela, por si só, produz esses frutos. É por isso que a Palavra de Deus lhe diz: “(…) andai sob o impulso do Espírito e não façais mais o que a carne deseja. Pois a carne, em seus desejos, opõe-se ao Espírito e o Espírito à carne; entre eles há antagonismo; por isso não fazeis o que quereis” (Gálatas 5,16-17).

Cuidado com a ociosidade

Não se pode deixar a natureza humana livre, fazendo o que quer. Atente-se para esta comparação: não é verdade que, num terreno, é muito fácil crescer mato? Você tem de lidar muito para acabar com essas ervas daninhas, para que possa fazer um canteiro e plantar verduras que lhe sejam úteis. O mato, porém, nem é necessário ser plantado. Se não se tomar cuidado, ele cresce no meio das hortaliças que você plantou e acaba por sufocá-las. O mesmo acontece com nossa natureza humana. Livre, ela é como o mato. Por essa razão, precisamos crucificar nossa carne com suas paixões e seus desejos. Há muitos cristãos que pensam que isso é exagero, é trucidar-se.

Repare no versículo 24 de Gálatas: “Os que pertencem o Cristo crucificaram a carne com suas paixões e desejos”.

Como vencer os impulsos da paixão?

Se você não pegar a “enxada” hoje, amanhã e depois de amanhã, para cortar o ‘mato’ de sua vida, ele vai crescer e todos os frutos da carne vão florescer em você: libertinagem, impureza, devassidão, idolatria, magia, ódios, discórdia, ciúme, cólera, rivalidades, dissensões, facções, inveja, bebedeiras, orgias e outras coisas semelhantes. Por isso, a vida cristã é um contínuo combate. Não apenas um combate exterior, mas principalmente interior. É preciso combater nossa natureza humana, não a deixar livre; ao contrário, devemos podá-la e crucificá-la.

Como vencer os impulsos da paixão?

A Palavra de Deus nos diz, no versículo 16, dessa passagem bíblica: “Andai sob impulso do Espírito e não façais mais o que a carne deseja”. Devemos encher-nos do Espírito Santo, permanecer embriagados do Espírito e dar livre curso, livre acesso a Ele, para que produza todos os Seus frutos em nós, os quais estão muito bem expressos no versículo 22: “Mas eis o fruto do Espírito: amor, alegria, paz, paciência, benevolência, fé, doçura, domínio de si; contra tais coisas não há lei”.

O fruto do Espírito Santo é a caridade, ou seja, o amor. Deste provêm todos os outros frutos: alegria, paz, paciência, bondade, benevolência (que também se diz delicadeza), fé, doçura (que também se diz mansidão), domínio de si. Quanto mais deixarmos que o Espírito Santo produza os frutos d’’Ele em nós, tanto mais os frutos da carne irão desaparecer.

“Os que pertencem a Cristo crucificaram a carne com suas paixões e desejos”. Se você vive pelo Espírito, ande também de acordo com o Espírito. Essa é a diferença. Vale a pena ser cristão!

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

Fonte: http://catequesecatolica.com.br/site/como-vencer-as-paixoes-da-carne/

 


PADRE CHRYSTIAN SHANKAR: AS 4 ATITUDES PARA ALCANÇAR A BENÇÃO DE DEUS!

agosto 29, 2018


POR QUE ESTUDAR SOBRE A FÉ?

agosto 29, 2018

POR QUE ESTUDAR SOBRE A FÉ?

Santificai a Cristo, o Senhor, em vossos corações, estando sempre prontos para dar razão da vossa esperança a todo aquele que vos pede (1Pe 3, 15).

Com essas palavras, São Pedro nos deixa claro como é importante saber falar da nossa fé com propriedade. Para isso, é fundamental que nós católicos tenhamos a mentalidade de estar sempre nos formando em nossa fé.

O mundo de hoje exige cada vez mais dos cristãos uma resposta coerente e profunda a respeito do porque acreditam. Isso é muito bom, mas muitas vezes não acompanhamos essa demanda e acabamos por não saber defender bem a nossa fé.

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Um exemplo muito bom é a exortação apostólica do Papa Francisco, Amoris Laetitia, sobre o amor na família. É um tema muito atual e importante, tanto pelo que representa em si mesmo, a dignidade da família, como também pelas calorosas discussões que se levantam hoje mundo afora com respeito a novas modalidades de família, os divorciados que voltam a casar, etc. No documento, o Papa aborda essas questões e, com certeza, ilumina a nossa fé, deixando-a mais formada.

Mas, quantos de nós vão realmente procurar saber o que está no texto? É muito fácil dizer que, se não entendo algo, é porque está errado e deveria mudar. Uma atitude mais cristã seria buscar saber a razão de a Igreja estar dizendo aquilo.

Outro ponto de vista que precisa ser levado em consideração quando falamos sobre a formação na fé, é como isso é importante para o próprio caminho espiritual. Não precisamos dar razão de nossa esperança apenas para os demais; antes disso, é preciso dar razão a mim mesmo.

Talvez, um bom caminho para começar a aprofundar na nossa fé seja dar uma olhada no Catecismo da Igreja Católica. Ali estão as verdades fundamentais da nossa fé, bem explicadas. A partir daí, podemos identificar temas de interesse, seja porque não o entendemos bem (e gostaríamos de entender), ou simplesmente porque tal tema me chama a atenção e gostaria de aprofundar no conhecimento dele.

Dica de Estudo!

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Hoje, com a Internet, é relativamente fácil encontrar materiais para aprofundar na nossa fé (por exemplo, existe um app do Catecismo!). Em vários lugares também podemos encontrar cursos de teologia para leigos que, justamente, possuem esse intuito de nos ajudar a ter uma fé melhor formada. O próprio site do Jovens de Maria possui uma quantidade muito grande de artigos de formação que podem ajudar.

É preciso, no entanto, tomar cuidado quando se busca algo pela internet e é sempre bom “perder um tempo” para verificar se o site é realmente confiável, católico.

Estejamos prontos para dar razão da nossa fé, tanto para nós mesmos quanto para os demais. A nossa fé é muito bonita e quanto mais a conhecemos, mais nos apaixonamos por ela e por Deus. Uma fé malformada está em perigo de cair em certas ideologias que podem – se não tomamos cuidado – nos afastar da Igreja e de Deus.

A nossa formação na fé é uma parte da vida cristã que não pode ser deixada de lado. Por isso, mãos à obra, vamos nos formar e informar!

ESCRITO POR
Irmão João Antônio Johas (Redação A12.com)

João Antônio Johas – Jovens de MariaLicenciando em Filosofia pela Universidade Católica de Petrópolis, Pós-graduando em Antropologia Cristã pela Universidade Católica San Pablo em Arequipa, Peru.

Fonte: http://www.a12.com/jovensdemaria/artigos/crescendo-na-fe/por-que-estudar-sobre-a-fe

 


PADRE PAULO RICARDO: DESCUBRA SUA VOCAÇÃO

agosto 28, 2018


PRECISAMOS NOS APROXIMAR DA MISERICÓRDIA DE DEUS

agosto 28, 2018

PRECISAMOS NOS APROXIMAR DA MISERICÓRDIA DE DEUS

Deus quer que cheguemos ao céu com o coração transformado

Na Carta Encíclica “Spe Salvi”, o Papa Bento XVI diz que o juízo de Deus é para nós fonte de esperança. Como coisas tão trágicas – como o inferno e o juízo de Deus – podem trazer esperança? Existem pregadores que não querem falar do inferno e dizem que Deus é amor, misericórdia, então, como poderia existir o inferno. Isso é artimanha do diabo: transformar a confiança em Deus em presunção, ou seja, a pessoa não leva a sério suas responsabilidades porque tem a presunção de que será perdoada!

Nunca pregamos tanto a Misericórdia de Deus e estivemos tão atolados em pecados como agora, tudo isso por causa da presunção. E assim muitos pensam: “Se o inferno não existe, o que tem se eu roubar esse dinheiro?”. Se não acreditamos mais na existência do inferno nos transformamos em pessoas para além do bem e do mal. O pecado é aquilo que me destrói, que me faz uma pessoa pior; e não posso usar a Misericórdia de Deus para justificar minha destruição.

Precisamos-nos-aproximar-da-misericórdia-de-Deus

Foto Ilustrativa: Wesley Almeida/cancaonova.com

Pecado

A mãe ama seu filho, mas odeia o pecado que o destrói. Nós que somos seguidores do Deus, que é Amor, temos de alimentar em nosso coração um amor infinito pelos pecadores e ódio supremo pelo pecado. Temos de ser capazes de dividir essas duas realidades.

A grande diferença entre o cristão e o não cristão, no campo moral, é que o cristão peca e odeia o seu pecado; enquanto que o não cristão peca e faz do pecado um projeto de vida, um jeito de viver.

Nós precisamos usar essa espada que divide pecado e pecador. Nós amamos nossos irmãos pecadores, mas odiamos o [pecado] que eles fazem. O sacerdote estando sentando atende os fiéis em confissão, porque ali ele age como um juiz, para absolver o pecador.

Santo Isaac de Nínive dizia o seguinte: “O homem que chora os próprios pecados é maior que este que ressuscita os mortos”. Por quê? Quando você chora os próprios pecados, o Reino de Deus está acontecendo em você. Existem pessoas com o coração fechado para Deus e para a bondade. Pessoas assim: soberbas, duras, não se dobram ao Senhor. E, também, há pessoas como nós, que temos esse coração medíocre, somos honestos, mas de vez em quando mentimos; nós rezamos, mas de vez em quando perseguimos quem reza; perdoamos, mas também guardamos mágoa. Imagine se vamos entrar no Céu com um coração assim? Não pode ser!

Misericórdia de Deus

De nada nos adianta dizermos que amamos ao Senhor se não odiarmos os nossos pecados para sermos d’Ele. Se você se arrepende dos pecados, o Todo-poderoso precipita o pecado no inferno e salva o pecador. Nós precisamos chegar no Céu com o coração transformado, e isso é Misericórdia do Senhor para nós.

O inferno existe não porque Deus não seja Misericórdia, mas porque somos livres para voltarmos nossas costas para a Ele. Então, leve a sério a sua vida, tenha medo de perder Deus! Ao mesmo tempo, devemos ter infinita confiança n’Ele, confiança de que Ele não morreu inutilmente e de que Ele fará de tudo para nos salvar.

Por isso, ninguém está autorizado a parar de pregar sobre a existência do inferno. O julgamento de Deus Pai, nos fins dos tempos, é para nós fonte de grande esperança. Nosso Senhor quer nos salvar. Se você vê que, na sua família, há pessoas fazendo do pecado um projeto de vida, ajude-as a sair desse mal.

 


PADRE LÉO: LIVRAI-NOS DO MAL

agosto 27, 2018


FAMÍLIA, O NÓ DO AFETO

agosto 27, 2018

FAMÍLIA, O NÓ DO AFETO

nó no lençol

O nó do afeto

Em uma reunião de Pais, numa Escola da Periferia, a Diretora ressaltava o apoio que os pais devem dar aos filhos. Pedia-Ihes, também, que se fizessem presentes o máximo de tempo possível.

Ela entendia que, embora a maioria dos pais e mães daquela comunidade trabalhasse fora, deveriam dá um tempinho para se dedicar a entender as crianças.

Mas a diretora ficou muito surpresa quando um pai se levantou a explicou, com seu jeito humilde, que ele não tinha tempo de falar com o filho, nem de vê-lo durante a semana.

Quando ele saía para trabalhar, era muito cedo e o filho ainda estava dormindo. Quando ele voltava do serviço era muito tarde e o garoto não estava mais acordado.

Explicou, ainda, que tinha de trabalhar assim para prover o sustento da família. Mas ele contou, também, que isso o deixava angustiado por não ter tempo para o filho a que tentava se redimir indo beijá-lo todas as noites quando chegava em casa.

E, para que o filho soubesse da sua presença, ele dava um nó na ponta do lençol que o cobria.

Isso acontecia, religiosamente, todas as noites quando ia beijá-lo. Quando o filho acordava e via o nó, sabia, através dele, que o pai tinha estado ali e o havia beijado. O nó era o meio de comunicação entre eles.

A diretora ficou emocionada com aquela história singela e emocionante.

E ficou surpresa quando constatou que o filho desse pai era um dos melhores alunos da escola.

O fato nos faz refletir sobre as muitas maneiras de um pai ou uma mãe se fazerem presentes, de se comunicarem com o filho.

Aquele pai encontrou a sua, simples, mas eficiente. E o mais Importante é que o filho percebia, através do nó afetivo, o que o pai estava lhe dizendo.

Por vezes, nos importamos tanto com a forma de dizer as coisas e esquecemos o principal, que é a comunicação através do sentimento. Simples gestos como um beijo a um nó na ponta do lençol, valiam, para aquele filho, muito mais que presentes ou desculpas vazias.
É válido que nos preocupemos com nossos filhos, mas é importante que eles saibam, que eles sintam isso. Para que haja a comunicação, é preciso que os filhos “ouçam” a linguagem do nosso coração, pois em matéria de afeto, os sentimentos sempre falam mais alto que as palavras.

É por essa razão que um beijo, revestido do mais puro afeto, cura a dor de cabeça, o arranhão no joelho, o ciúme do bebê que roubou o colo, o medo do escuro. A criança pode não entender o significado de muitas palavras, mas sabe registrar um gesto de amor. Mesmo que esse gesto seja apenas um nó. Um nó cheio de afeto e carinho.

E você… já deu algum nó no lençol de seu filho, hoje?

Fonte: http://bomjesusdosmigrantes.com/familiar/

 


PADRE LÉO: ELE TEM CUIDADO DE VÓS

agosto 26, 2018


A CONFISSÃO É O CAMINHO QUE NOS APROXIMA DE DEUS

agosto 26, 2018

A CONFISSÃO É O CAMINHO QUE NOS APROXIMA DE DEUS

A intimidade com Deus acontece por meio da oração e reflexão

A confissão restabelece a graça de Deus em nós, mas as raízes e consequências dos pecados na nossa alma ainda prejudicam o desenvolvimento da vida espiritual.

Já vimos como se estabeleceu a ciência dos santos ou teologia ascético-mística, e como ela nos fornece um verdadeiro mapa do caminho para realizarmos o desejo de Deus que nos diz: “Sede santos, como eu seu pai dos céus é santos” (Mt 5,48), e “se alguém me ama, guardará a minha palavra e meu pai o amará, e nós viremos a ele e nele faremos nossa morada” (Jo 14,23).

Também vimos que os Santos Doutores da Igreja responderam com simplicidade à pergunta: onde está Deus? E o grande risco que enfrentamos é, em vez de partirmos ao Seu encontro, ficarmos ofendidos com a simplicidade da resposta, como o general Naamã (2 Rs 5,11-12), e querer procurar Deus em outro lugar. Como os servos do general, pergunte-se por que não ir ao encontro d’Ele? Se fosse algo muito difícil, faríamos, mas porque é fácil e próximo, não queremos fazer (2Rs 5,13)?

Santa Teresa de Jesus deixa claro que esse caminho de aproximação e intimidade com Deus é a oração e a reflexão (Castelo Interior – Primeiras Moradas 1,7). Assim, para entrar e permanecer nesse caminho ou castelo interior da alma, precisamos nos manter livres do pecado mortal e crescer na vida de oração. Assim, os batizados que, por meio da confissão, tiveram seus pecados perdoados estão em “estado de graça” ou, sob a influência da Graça Santificante, que “é um dom criado que Deus se digna conceder à alma do justo, a fim de o tornar filho adotivo de Deus (1 Jo 3,1-3). Por esse dom, o homem vem a ser realmente consorte da natureza divina (2 Pe 1,4), templo do Espírito Santo (1 Cor 3, 16) ou da Santíssima Trindade (Jo 14, 23). Pode-se dizer que a graça santificante é um hábito ou uma veste que recobre a substância da alma, dando-lhe uma entidade nova, um ser sobrenatural.” Dom Estevão Bettencourt, OSB.

Bem-vindo às primeiras moradas

De início, as notícias são excelentes: aqueles que permanecem em estado de graça estão livres do inferno e tem o seu lugar garantido no céu (Catecismo da Igreja Católica 1020-1032). Além de não ser pouca coisa, isso ainda nos faz participantes do corpo de Cristo e demonstra que o sacrifício d’Ele por nós não foi em vão. Desse modo, realizamos em nós todo o projeto de salvação que a Santíssima Trindade pensou e executou durante os séculos. Todo? Sim e não.

Sim, porque Cristo veio restabelecer a ordem perdida com o pecado original, e quando renunciamos ao pecado e aderimos a ele, religamos em nós o que estava desligado: nossa capacidade de nos unir a Deus na eternidade.

Não, porque todo o projeto de Deus para nós é muito maior do que somente a libertação do pecado. Por isso, São Paulo nos diz que “onde abundou o pecado, superabundou a graça” (Rom 5,20), deixando claro que a encarnação do Cristo não só restitui o que tínhamos perdido, mas concedeu muito mais: uma vida de intimidade plena com Deus (Suma Teológica I,II-Q2A8).

Santo Tomás explica que, assim como Deus estabeleceu um projeto de salvação na história, ele repete esse projeto na alma de cada um através das missões divinas (ST I-Q43A3). Desse modo, assim como o Pai preparou um povo para a vinda do Filho, ele nos prepara para receber Jesus Cristo em nossa vida, atraindo-nos (Jo 6,44). Essa preparação se dá nas primeiras moradas.

Na prática, a vida espiritual, nas primeiras moradas, resume-se a trabalharmos com afinco para retirar tudo que ainda atrapalhe a graça de Deus atuar em nós enquanto nos aprofundamos na oração. Lembra que a primeira parte do caminho espiritual é ascético (trabalhoso, com esforço)? É por isso que essas primeiras moradas são conhecidas também como Via Purgativa ou Dia do Temor. Devemos “purgar”, purificar, eliminar todos os resquícios da vida velha e do homem velho em nós para podermos prosseguir. Também devemos crescer, por meio da oração, no verdadeiro temor a Deus, que é o início da Sabedoria (Pr 9,10 e Sl 110,10).

Os Santos Padres dos primeiros séculos identificam esse período de purificação com os 40 anos que o povo de Israel passou no deserto. No Êxodo, vemos que, pouco tempo depois de sair do Egito, eles chegaram à Terra Prometida, mas tiveram receio de entrar (Nm 13,28) . Foi para se purificar da desobediência a Deus que eles vagaram quarenta anos pelo deserto antes de poder retornar à Terra Prometida (Nm 14,32-34).

Ouvir a voz de Deus

São João da Cruz explica esse período das primeiras moradas com a visão que teve o profeta Ezequiel (Subida IX). Ao entrarmos no castelo interior, ainda levamos junto toda espécie de répteis e animais imundos (Ez 8,10). Embora “confessados”, nossas paixões continuam a nos dominar e nossos desejos descontrolados ainda nos corrompem. Por um lado, eles nos impedem de ouvir a voz de Deus, sujando e povoando o castelo com coisas que nos distraem e, fatalmente, levando-nos ao pecado mortal, que nos retirará da caminhada mais uma vez.

Depois, o profeta vê os 70 anciãos da casa de Israel, que oferecem incenso aos ídolos pintados nas paredes (Ez 8,11-12). O santo explica que é a corrupção que criamos dentro do espaço sagrado da nossa alma: cultivamos, até aqui, toda a perfeição dos vícios (os sete pecados capitais vezes 10, que é o número da totalidade) e continuamos adorando aos “deusinhos” que criamos em nós. Não é verdade que idolatramos o dinheiro, o status social, a opinião dos outros, os objetos materiais, nossa saúde física, o “tempo livre” etc.? Como os anciãos da visão, acreditamos que Deus não nos vê, e permanecemos cultivando “pecados secretos” no coração. Se eles não chegam a ser pecados mortais, que nos expulsam da vida espiritual, sujam e atrapalham, impedindo nosso progresso. Permanece-se enroscado nas primeiras moradas.

Aos que se perguntam por que sua vida espiritual não vai para frente, mesmo evitando o pecado mortal, temos, então, uma resposta: é a inconsistência na oração, aliada aos desejos materiais e as paixões sem controle (répteis e animais imundos), as raízes de vícios e pecados (setenta anciãos), nossa idolatria por tudo que não é Deus (ídolos pintados nas paredes de nossa alma), enquanto permanecemos ocultando do Senhor nossos desejos mais profundos (anciãos na obscuridade).

Por tudo isso, Santa Teresa de Jesus diz que, nas primeiras moradas, trazemos ainda a sujeira de fora do castelo para dentro (Castelo Interior – PM 1,8). É preciso limpar a casa. Se o castelo interior é de um puríssimo cristal, deveríamos ver o Senhor do castelo que habita na sétima morada, mesmo ela estando distante. Infelizmente, a sujeira interior tirou a transparência do cristal e também nos impede de ouvir a voz de Deus que fala conosco. Nas primeiras moradas, embora tenhamos iniciado o percurso de santidade, somos como cegos e surdos à graça de Deus que já está presente.

Ouço uma voz vindo da montanha
Ouço cada dia melhor
Ouço uma voz vindo da montanha
E eis uma voz a clamar:
Preparai o Caminho
Preparai o Caminho do Senhor!

Flávio Crepaldi
http://www.cancaonova.com

Fonte: http://catequesecatolica.com.br/site/confissao-e-o-caminho-que-nos-aproxima-de-deus/

 


PADRE FABIO DE MELO: PRESTAR ATENÇÃO NO QUE O SOFRIMENTO PRETENDE NOS DIZER

agosto 25, 2018


QUAIS AS EXIGÊNCIAS PARA INGRESSAR NO SEMINÁRIO OU CONVENTO?

agosto 25, 2018

QUAIS AS EXIGÊNCIAS PARA INGRESSAR NO SEMINÁRIO OU CONVENTO?

Para um jovem ou uma jovem ingressar no seminário ou no convento, a primeira e mais importante exigência é a reta intenção, isto é, desejo sincero de seguir Jesus Cristo e seu evangelho. Por causa deles e somente por causa deles doar a própria vida. Entre todas as exigências, essa é a mais importante.

Por causa de Jesus e de seu evangelho, o jovem será capaz de renunciar a si mesmo, sua família, amigos, as coisas do mundo, os prazeres da carne e tudo mais. Por causa de Jesus Cristo e de seu evangelho, o jovem enfrenta todos os desafios e renuncia as compensações mundanas. Seu coração se enche de alegria e sua vida ganha novo sentido. Tudo nele, dons, habilidades pessoais, vontade própria, torna-se uma grande oferenda agradável ao Pai. Por causa de Jesus e de seu evangelho suas habilidades se expandem, seus braços se abrem, seus lábios enchem-se de sorrisos e proclamam a glória de Deus. Mesmo quando a cruz se faz pesada, o jovem caminha com firmeza, pois sua vida está consolidada na rocha que não se desmorona nunca, Jesus Cristo, o Redentor.

Se faltar essa reta intenção, as demais não tem consistência e se desmoronam no percurso da caminhada.

Pode acontecer que no início do processo de discernimento vocacional, o jovem ainda não tenha claro essa reta intenção, mas o acompanhamento e as orientações devem levar a isso. É por isso que existem os encontros vocacionais, os retiros espirituais, o processo de aprofundamento para que aconteça o amadurecimento vocacional na vida do jovem.

Inicialmente a motivação pode ser por causa do hábito deste ou daquele religioso ou religiosa. O jovem pode achar bonito e desejar um dia usar algo igual. Às vezes, o jovem se encanta com o próprio seminário ou jeito de ser desse padre, ou irmão, ou irmã, por esse ou aquele carisma, etc. Tudo isso é importante, mas em si, não tem consistência.

O discernimento vocacional precisa levar o jovem a superar essas motivações frágeis, inconsistentes e fazer sua verdadeira escolha. “Se alguém me quer seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz de cada dia e me siga ”, disse Jesus. (Mc 8,34).

Para seguir Jesus Cristo e seu evangelho, há outras exigências importantes também, como saúde física e mentalcapacidade de viver e trabalhar em comunidade, disponibilidade para doar-se e servir com alegria.

Ninguém fica padre, religioso ou religiosa para si mesmo, mas para servir os irmãos, entre eles, os mais necessitados de amor e de vida digna. Por isso, só será capaz de seguir Jesus Cristo e seu evangelho quem se torna capaz de gastar a vida em favor das pessoas feridas da sociedade, daqueles e daquelas vítimas das injustiças e da desestruturação social que marginaliza e mata. Por isso, a principal exigência para alguém deseja ingressar no seminário ou no convento, é a capacidade de deixar tudo por causa de Jesus e de seu evangelho.

Ir. João Batista de Viveiros, C.Ss.R.
Promotor Vocacional Redentorista

Fonte: http://www.a12.com/redacaoa12/duvidas-religiosas/quais-as-exigencias-para-ingressar-no-seminario-ou-convento

 


ELIANA RIBEIRO: TESTEMUNHO

agosto 24, 2018


O AMOR RECÍPROCO É O DISTINTIVO DE TODOS NÓS CRISTÃOS

agosto 24, 2018

O AMOR RECÍPROCO É O DISTINTIVO DE TODOS NÓS CRISTÃOS

O mundo, ao ver a unidade, o amor recíproco, acredita em Jesus

“Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros como eu vos amei” (Jo 15,12). Certamente, você gostaria de saber quando Jesus disse essas palavras de amor. Foi um pouco antes de iniciar Sua Paixão, quando pronunciou um discurso de despedida que constitui o Seu testamento. Imagine, então, como essas palavras são importantes. Se ninguém jamais esquece as palavras ditas por um pai antes de morrer, quanto mais as que foram pronunciadas por um Deus! Portanto, encare-as com grande seriedade e procure  entendê-las profundamente.

O amor recíproco é o distintivo de todos nós cristãos

Foto ilustrativa: Wesley Almeida/cancaonova.com

“Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros como eu vos amei” (Jo 15,12). Jesus está prestes a morrer e tudo o que diz reflete esse acontecimento que se aproxima. Sua partida iminente exige sobretudo a solução de um problema: como permanecer entre os seus para dar continuidade à Igreja? Você sabe que Jesus está presente nas ações sacramentais, por exemplo, na Eucaristia da Missa. Pois bem, Jesus também está presente onde se vive o amor recíproco.

Ser unidade

Ele disse: “Onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome (e isso é possível onde existe o amor recíproco), eu estou no meio deles” (Mt 18,20). Portanto, ele pode permanecer eficazmente presente na comunidade, cuja vida se fundamenta no amor recíproco. E, por meio da comunidade, pode continuar a revelar-se ao mundo, a influir no mundo. Não é maravilhoso? Você não sente vontade de viver imediatamente este amor, juntamente com os cristãos que lhe estão próximos? João, em cujo Evangelho encontramos esta Palavra de Vida, vê no amor recíproco o mandamento por excelência da Igreja, que tem como vocação justamente ser comunidade, ser unidade.

“Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros como eu vos amei” (Jo 15,12). De fato, Jesus diz: “Nisto todos reconhecerão que sois meus discípulos: no amor que tiverdes uns para com os outros” (cf. Jo 13,35). Portanto, se você quiser descobrir o verdadeiro sinal de autenticidade dos discípulos de Cristo, se quiser conhecer o distintivo dos cristãos, deve procurá-lo no testemunho do amor recíproco vivido. Os cristãos são reconhecidos por este sinal. E, se ele faltar, o mundo não mais reconhecerá, nos cristãos, os discípulos de Jesus.

“Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros como eu vos amei” (Jo 15,12). O amor recíproco gera a unidade. Mas o que é que a unidade realiza? Jesus também diz: “Que sejam um, (…) a fim de que o mundo creia que tu me enviaste” (Jo 17,21). A unidade, revelando a presença de Cristo, convence o mundo a segui-lo. O mundo, ao ver a unidade, o amor recíproco, acredita em Jesus.

Novo mandamento

“Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros como eu vos amei” (Jo 15,12). No mesmo discurso de despedida, Jesus diz que esse mandamento é “seu”. É seu e, portanto, tem para ele uma importância especial. Você não deve encará-lo simplesmente como uma norma, uma regra ou um mandamento como os outros. Com ele, Jesus quer lhe revelar um modo de viver, quer lhe indicar como orientar a sua existência. Os primeiros cristãos colocavam esse mandamento como base da própria vida.

Pedro dizia: “Antes de tudo, tende um constante amor uns para com os outros” (cf. 1Pd 4,8). Antes de trabalhar, antes de estudar, antes de ir à missa, antes de qualquer atividade, verifique se o amor recíproco reina entre você e quem vive com você. Se for assim, sobre essa base, tudo tem valor. Sem esse fundamento, nada agrada a Deus.

“Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros como eu vos amei” (Jo 15,12). Jesus lhe diz que esse mandamento é “novo”: “Eu vos dou um novo mandamento”. O que quer dizer com isso? Que esse mandamento não era conhecido? Não. “Novo” significa feito para os “tempos novos”. Então, do que se trata? Veja bem: Jesus morreu por nós. Portanto, amou-nos até a máxima medida. Mas que amor era o seu? Por certo não era como o nosso. O seu amor era e é um amor “divino”. Ele disse: “Assim como o Pai me amou, também eu vos amei” (Jo 15,9).

 

Realidade divina

Portanto, ele nos amou com o mesmo amor que existe entre Ele e o Pai. E é com esse mesmo amor que devemos nos amar reciprocamente para atuar o mandamento “novo”. No entanto, você, como ser humano, não possui um amor como esse. Mas alegre-se porque, como cristão, você o recebe. E quem é que lhe dá esse amor? O Espírito Santo, que o infunde no seu coração, no coração de todos os fiéis.

Existe, portanto, uma afinidade entre o Pai, o filho e nós, cristãos, devido ao amor divino que possuímos em comum. É esse amor que nos insere na Trindade. É esse amor de Deus que nos torna filhos seus. É por esse amor que céu e terra estão ligados, como que por uma grande corrente. É por esse amor que a comunidade cristã é conduzida até o âmbito de Deus e a realidade divina vive na terra, onde os fiéis se amam. Você não acha tudo isso divinamente belo? E a vida cristã não lhe parece extremamente fascinante?

Chiara Lubich, Fundadora do Movimento Focolare

Fonte: https://formacao.cancaonova.com/biblia/estudo-biblico/o-amor-reciproco-e-o-distintivo-de-todos-nos-cristaos/

 


PADRE LÉO: NÃO TENHA MEDO DE SOFRER

agosto 23, 2018


VOCAÇÃO SACERDOTAL: CORAGEM PARA SEGUIR O CHAMADO

agosto 23, 2018

VOCAÇÃO SACERDOTAL: CORAGEM PARA SEGUIR O CHAMADO

 

Para pensar e refletir sobre o tema proposto, Vocação Sacerdotal – coragem para seguir o chamado, precisamos nos servir do texto sagrado como principal fonte de inspiração e discernimento, para uma resposta de fé ao chamado de Deus, sobretudo ao sacerdócio nos tempos atuais. Vamos até Mc 10, 20-22, que retrata o Encontro de Jesus, o Eterno e Sumo Sacerdote (cf. Hb. 5,1-14), com o jovem rico: “Jesus o fitou e o amou” (cf. Mc. 10,21).

Seria um chamado ao sacerdócio? Teria aquele jovem recebido um convite explícito da parte de Jesus para o seguir no caminho? E por que não foi? Parecia tão dedicado aos mandamentos, tão fiel! Além disso, Jesus lhe demonstrou um carinho especial, notado por todos a seu redor. Então, o que houve?

Sim, Jesus chamou aquele jovem para o seguir de perto e apontou o caminho: “Só te falta uma coisa”. Não deixou de reconhecer suas virtudes, seus talentos, sua vontade em cumprir os mandamentos, mas Aquele que nos conhece por dentro (I Sm. 16,7-23) nos pede sempre mais, nos incita a coragem: “Vai, vende o que tens, dá aos pobres e terás um tesouro no céu”! E fez o convite sedutor, tentador e mais sincero que aquele jovem jamais ouvira: “Depois disso, vem e segue-me”!

arquivo pessoal

Pe. José Carlos Pontes Jr, Missionário Redentorista, em missão além-fronteiras em Moçambique.

Este texto bíblico, relatado também em Mateus e Lucas, é um daqueles momentos na vida de Cristo que ficamos a nos perguntar: “Por que saiu triste? Por que cabisbaixo”? (cf. Mt. 19,22). Porque riqueza material não é sinônimo de felicidade e realização pessoal, poderíamos dizer. Pois bem! Teoricamente, sabemos disso; aquele jovem também sabia, mas a prática de sua vida o dizia o contrário: estava preso a seus bens, escravo deles; só se sentia seguro cercado de bens e “sufocado” por eles. Um vício, talvez, ou quem sabe o medo de não dar certo, a incerteza, a dúvida, tão comuns nesta fase áurea da vida que é a juventude.

Traduzindo para o contexto que se nos é proposto: Ser padre ou não? Deixar tudo ou “quase” tudo? Vale a pena? Não é perigoso? Certamente, aquele jovem saiu daquele encontro pensando: O que tem mais valor na vida? Por que minhas riquezas não me dão alegrias; ao contrário, me fizeram sair triste e Ele, “que não tem onde reclinar a cabeça”, está sempre feliz, apesar das dificuldades, cercado de pessoas, amigos, pobres e ricos? Não sabemos o que lhe aconteceu; sabemos que Jesus o deixou partir…

Caros Jovens, faltou coragem àquele colega de vocês do Evangelho para seguir o chamado. Isto não pode lhes faltar! Quando se fala em coragem, descrevemos aqui uma virtude que não é sinônimo de irresponsabilidade, inconsequência ou alienação. A coragem que aqui ressaltamos, significa confiança e entrega nos braços da providência divina. É sobre isso que pedimos: coragem!

Em junho de 2017, o Papa Francisco recebeu no Vaticano um grupo de Jovens Sacerdotes e os encorajou a “permanecerem abertos às surpresas de Deus”. Ou seja, a arriscarem-se pelo Senhor, a não terem medo do que fica para trás. Sacerdócio é isso: resposta de fé, doação plena, do seu tempo, dos seus talentos. É luta pra ser mais para a Igreja, para o povo e para Deus. É pensar um pouco menos em si, no que se “perde” (se é que se perde), para dar lugar às “águas profundas”.

Pe. Aloísio Mota
Missionário Redentorista

Fonte: Livro: Não esqueçam o melhor: reflexões do cotidiano. Autor: Anselm Grün

Extraído do site: http://www.a12.com/redentoristas/vocacional/noticias/vocacao-sacerdotal-coragem-para-seguir-o-chamado

 


PADRE LÉO: COMO MARIA, NA MINHA CARNE GLORIFICO A DEUS

agosto 22, 2018


QUAL A VOCAÇÃO DO JOVEM NA FAMÍLIA?

agosto 22, 2018

QUAL A VOCAÇÃO DO JOVEM NA FAMÍLIA?

juventude, jovens, família

Viver em família é uma experiência muito rica e diversa. Cada família é única, porque é composta de pessoas que são também únicas e que se relacionam entre si a partir desta singularidade. Essa convivência normalmente é palco de grandes alegrias mas também de grandes desafios e dificuldades.

Mas antes de qualquer coisa, você sabe o que significa a vocação de ser família? É o chamado a ser Igreja doméstica, é o lugar privilegiado no qual a Igreja espera que se dê a transmissão da fé. É uma missão importantíssima. Na carta de São Paulo a Timóteo, encontramos uma passagem bonita que deixa isso mais claro:

“Evoco a lembrança da fé sincera que há em ti, a mesma que habitou primeiramente em tua avó Lóide e em tua mãe Eunice e que, estou convencido, reside também em ti.”
(2 Tim 1, 5)

Este é o desejo de Deus: que as famílias sejam núcleos de vida cristã. Mas nem sempre isso acontece. Existem dificuldades por todos os lados. Pode ser a má formação na fé dos pais ou uma família separada por qualquer motivo, bem como a falta de entendimento entre pais e filhos… Isto para não mencionar os desafios que ainda aparecerão, com todos os ataques à família que hoje vivemos culturalmente.

A primeira coisa que nos parece interessante pensar é a necessidade de olhar para a própria família com objetividade:

Como é a minha família? Ela propicia uma vivência cristã autêntica ou não?

shutterstock

Depois, é preciso saber que não somos determinados pelo meio que nos rodeia. Diria que nem sempre “filho de peixe, peixinho é”. É possível ser diferente, mudar, apostar por um estilo de vida diferente do que me é proposto.

Uma coisa é certa: o ‘ser cristão’ vem com suas dificuldades, seja onde estivermos, na situação em que nos encontrarmos, porque não existe cristianismo sem cruz. O jovem precisa ter uma convicção interior: “Meu encontro com Cristo é verdadeiro e experimento que quero ser cada vez mais como Ele”. A partir disso, é ele quem começa a transformar a realidade que o rodeia, e não o contrário.

Se a família não é aquilo que deveria ser, ele, lutando por ser um bom cristão, buscará maneiras para que isso possa ir mudando pouco a pouco, respondendo ao egoísmo com generosidade, à soberba com humildade, à falta de caridade com o perdão, sendo obediente mesmo quando o custe, enfim.

E, mesmo em uma família que seja ‘bem católica’, sempre é preciso crescer em conformidade com Jesus. É preciso buscar, em família, que Cristo seja realmente o centro, pois é Ele quem nutre o amor vivido no interior dessa casa. Se os mais velhos são os responsáveis por transmitir a fé, os mais novos são responsáveis por acolher essa fé e fazê-la viva, renová-la e acrescentá-la.

Tudo isto deve ser feito com a única intenção que coloca São Paulo em sua carta aos Colossenses, antes de começar a falar das relações familiares: “Tudo quanto fizerdes, por palavra ou por obra, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai” (Col 3, 17). Ou seja, que a família seja um lugar que dê glórias a Deus pela santidade de vida de seus membros.

 

Fonte: http://www.a12.com/jovensdemaria/artigos/crescendo-na-fe/conselhos-para-um-jovem-viver-em-familia