PADRE PAULO RICARDO: COMO ENTRAR PELA PORTA ESTREITA?

outubro 31, 2018


POR QUE A IGREJA CATÓLICA NÃO ACEITA A PENA DE MORTE?

outubro 31, 2018

POR QUE A IGREJA CATÓLICA NÃO ACEITA A PENA DE MORTE?

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Para refletir este tema, é importante ter presente que Deus é o autor da vida. No livro do Gênesis, lemos a narrativa de que Deus criou o ser humano à sua imagem e semelhança (cf. Gn 1,26)A vida é obra de Deus, é dom de Deus, por isso a vida pertence unicamente ao Senhor. Quando rezamos que a vida está nas mãos de Deus, então acreditamos que somente as mãos de Deus, que concede a vida, é que também pode tirá-la.

Quando tomamos conhecimento de alguém que atentou contra a vida do seu semelhante, ou quando passamos pela dor e sofrimento de perder uma pessoa que amamos, vítima da violência de alguém, no momento do repúdio a esse ato e de revolta do nosso coração, temos a tendência a desejar vingança, ou seja, queremos que aconteça o mesmo mal para quem fez um ato de maldade. Nesse momento, é importante ouvir a voz de Cristo, que nos diz: “Se a vossa justiça não for maior que a dos escribas e fariseus, não entrareis no Reino dos céus” (Mt 5,20).

Quando desejamos ou até mesmo queremos fazer para o outro o mal que ele nos fez, nós estamos nos tornando iguais a ele no erro, e onde vamos viver um amor que faça diferença? Se, como cristãos, somos a favor da pena de morte, tentando justificar que todo aquele que tira a vida de alguém, ou que provocou grande sofrimento para o seu próximo, deveria ter sua vida tirada também ou sofrer da mesma forma, nós estamos indo contra todo o ensinamento de Jesus. Pois se eu desejo matar alguém para ensinar a essa pessoa que ela não deveria ter matado, isso não traz lição alguma. Matar para dizer que não se mata é contraditório, não educa, muito pelo contrário, nos faz trazer para a nossa vida a mesma atitude que condenamos no outro.

Por isso a Igreja sempre será contra a pena de morte. Ela sempre irá realizar em sua ação evangelizadora gestos concretos de misericórdia e caridade capazes de levar a superação de toda forma de violência presente no mundo.

Como Mãe, a Igreja sempre estará ao lado daqueles filhos e filhas que sofreram alguma forma de violência, para que, na graça do amor de Deus, todos os que sofrem sejam curados. Mas, como Mãe, não quer dizer que, estando ao lado dos que foram machucados, ela queira castigar quem machuca, pois não se cura quem feriu machucando aquele que fere; não se repara uma vida tirando outra! A justiça em Deus é essencialmente misericórdia. E Jesus, o justo, morreu na cruz para salvar também os injustos, o inocente pelos pecadores, pois são justamente aqueles que ainda não sabem amar que precisam receber amor para que redescubram o valor que a vida tem. Só o amor é capaz de fazer memória do valor de uma vida. Nenhum gesto de maldade ou vingança irá mostrar o que a vida de alguém significou.

No livro do Deuteronômio, que é o grande livro das leis do povo de Israel, encontramos esta bonita expressão do coração de Deus para o nosso coração: “Diante de ti ponho a vida e ponho a morte, a bênção e a maldição. Escolhe, pois, a vida, para que vivas tu e teus descendentes” (Dt 30,19). Por isso, escolher a vida é o grande compromisso no testemunho de nossa fé. Escolher a vida até mesmo para aqueles que escolheram a morte para alguns dos seus semelhantes.

Essa é a razão essencial pela qual a Igreja Católica não aceita a pena de morte, pois Jesus nos ensinou que é preciso amar os nossos inimigos e fazer o bem para quem nos fez o mal. Só assim a nossa luz brilhará diante dos homens e revelaremos que somos filhos de Deus (cf. Mt 5,43-44)Pois a antiga lei do Talião – do olho por olho e dente por dente – não cabe na lógica da vida daqueles que receberam de Jesus o mandamento do amor.

Fonte: http://www.a12.com/redacaoa12/duvidas-religiosas/por-que-a-igreja-catolica-nao-aceita-a-pena-de-morte

 


PADRE FABIO DE MELO: SUPERANDO O TÉRMINO DE UM RELACIONAMENTO

outubro 25, 2018


A PRESENÇA DE MARIA

outubro 25, 2018

A PRESENÇA DE MARIA

A presença de Maria

Onde Maria está presente, tudo muda, tudo se transforma. O extraordinário é que onde Maria está, aí está também o Espírito Santo; e onde o Espírito Santo se faz presente, é o sinal vivo e eficaz da presença de Maria. E não poderia deixar de ser diferente: onde está o esposo, a esposa sempre está. Aí reside a diferença quando a Mãe está em cena.

Em Caná, quando faltou vinho, a presença de Maria foi de fundamental importância para que voltasse a alegria, o júbilo, a festa. Somente ela teve o poder de antecipar o tempo e o plano de Deus. “Fazei tudo o que ele disser!” E das talhas de água surgiu o melhor vinho.

Isabel estava escondida, envergonhada, triste, desanimada… quando ouve a saudação de Maria, tudo, tudo se transfigura. A Trindade revela-se. O milagre acontece. Isabel é plenificada pelo Espírito Santo; João Batista estremece em seu seio; a exultação apodera-se de todo o seu ser e ela exclama em alta voz: Bendita és tu entre as mulheres, e bendito é o fruto do teu ventre“. A presença de Maria, muda, transforma, transfigura. Isabel, antes abatida, explode numa alegria incontida, e pela ação do Espírito a proclama bendita, feliz, bem-aventurada entre todas as mulheres da terra. Bendiz, louva, glorifica a Jesus, ela que nem tinha conhecimento desta gestação.

E nestas palavras tão simples e tão profundas, está um dos mais belos exemplos do dom de Ciência que a Bíblia registrou: Donde me vem esta honra de vir a mim a mãe do meu Senhor?” Que honra, que alegria, que presença! E aí ela já reconhece Jesus como seu Senhor, Senhor da sua vida, Senhor da sua história. “Bem-aventurada és tu que creste“. Porque Maria acreditou nas palavras pronunciadas pelo mensageiro de Deus, Isabel a felicita e profetiza: “pois se hão de cumprir as coisas que da parte do Senhor te foram ditas!” Quando Maria está presente, o Espírito Santo de Deus se derrama em dons, graças e alegria.

Fonte: Lucas 1,39-45

Paz e Luz

Antonio Luiz Macêdo

Fonte: http://catequesecatolica.com.br/site/presenca-de-maria/

 


ROSÁRIO COMPLETO

outubro 24, 2018


SÃO JOÃO PAULO II: DE QUE O MUNDO PRECISA?

outubro 24, 2018

SÃO JOÃO PAULO II: DE QUE O MUNDO PRECISA?

 

Em nossa vida cristã, temos um grande desafio: viver unidos a Deus. Temos a sensação de que não dá tempo para fazer tudo o que devemos fazer e isso preocupa. Sentimos que falta aquela alegria e comunhão dos momentos de oração. Temos muito trabalho para fazer. Então, pensando em São João Paulo II, um santo dos nossos tempos, o que me aconselharia?

Com certeza, ele nos falaria sobre a “Espiritualidade do Trabalho” (Laboris Exercens 24-27). A Igreja tem uma proposta para promover a espiritualidade até mesmo nas tarefas laborais, onde também podemos aproximar-nos de Deus. Muitas vezes percebemos o contrário; parece que nos afastamos. Mas este movimento também pode ir na outra direção, que leva para a comunhão com Deus. “- O senhor trabalhou?” “- Claro!” Ele diria: “Olha, eu também tive que trabalhar por quatro anos, durante a ocupação nazista na Polônia, quando fecharam as Universidades e obrigaram todos a trabalhar. Trabalhei em um restaurante, fui operário em uma Mina de Calcário e em uma Indústria Química. Sei como é.”

A missão no seu dia a dia:

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Para viver esta espiritualidade, é preciso perceber que: “O homem, criado à imagem de Deus, participa mediante o seu trabalho na obra do Criador e, num certo sentido, continua, na medida das suas possibilidades, a desenvolvê-la e a completá-la, progredindo cada vez mais na descoberta dos recursos e dos valores contidos em tudo aquilo que foi criado” (LE 25). Simplificando, é uma vocação humana desenvolver, trabalhar, completar a Criação.

Não ‘desligamos’ Deus quando vamos trabalhar. Pelo contrário, devemos testemunhar a importância daquilo que fazemos todos os dias, pois é uma vocação que Deus nos permitiu exercer no mundo para evangelizar e continuar a Obra da Criação.

Ser honesto, trabalhador, humilde, preocupado com os demais, vivendo a caridade de um verdadeiro Cristão será uma mensagem de esperança para um mundo onde a ética perde constantemente para a corrupção e o mal. Por isso podemos dizer que alguns trabalhos não estão de acordo com a Fé e a Moral, podendo ser recusados licitamente pelo cristão, como por exemplo participar na realização de um aborto.

Vale a pena lembrar um dos documentos do Concílio Vaticano II, no qual SJPII mais influenciou com o seu pensamento, a Gaudium et Spes: “Não se oponham, pois, infundadamente, as atividades profissionais e sociais por um lado e a vida religiosa por outro. O cristão que descuida os seus deveres temporais falta aos seus deveres para com o próximo e até para com o próprio Deus, e põe em risco a sua salvação eterna. A exemplo de Cristo, que exerceu um mister de operário, alegrem-se antes os cristãos por poderem exercer todas as atividades terrenas, unidos numa síntese vital todos os seus esforços humanos, domésticos, científicos ou técnicos com os valores religiosos, sob cuja elevada ordenação, tudo se coordena para a Glória de Deus.”

Podemos dizer, enfim, que: onde muitas pessoas não encontram sentido, nós encontramos Deus, que nos pede para servir aos demais com toda a nossa vida, vivendo a caridade e cooperando com o próprio Deus, que conta com os nossos esforços e trabalho para chegar a todos.

Que nossa vida tenha esta unidade, esta síntese vital onde tudo está integrado e unido a Deus e à sua Igreja Una, Santa, Católica e Apostólica Romana.

Fábio Santos Araújo
Sodalício de Vida Cristã

Fonte: http://www.a12.com/redacaoa12/espiritualidade/do-que-o-mundo-precisa-responde-sao-joao-paulo-ii

 


PADRE LÉO: ALEGRES E FIRMES NO SENHOR

outubro 17, 2018


O QUE VOCÊ QUER SER QUANDO VIVER?

outubro 17, 2018

O QUE VOCÊ QUER SER QUANDO VIVER?

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Existiu uma época, não muito remota, em que não se vivia por mais de 30 anos. Depois, estendeu-se para 40, 50, 60 anos… e agora não é estranho que a vizinha já esteja na casa dos 100. Antes, talvez, não se vislumbrasse tempo suficiente para pensar, planejar e sonhar em desfrutar estes prolongados anos. Eles não estavam no escopo das perspectivas. Um velho ditado diz: “Se a vida lhe der limões, faça uma limonada”. Transforme esse ditado em: “Se a vida lhe dá tempo, viva!” Mas viva bem, com qualidade, com saúde; viva! Talvez você acredite que viver assim seja ter sorte. Talvez você pense que saúde se tem somente até não se ter mais. Talvez você nem pense sobre a saúde. Geralmente é assim, até que seja tarde demais.

A vida é demasiadamente preciosa, e o tempo passa rápido demais para que você passe mais um dia evitando pensar no assunto; evitando refletir sobre tudo aquilo que você pode fazer para seu próprio bem, para que possa desfrutar, sem medo.

LEIA MAISRostos do Laicato: A realidade do idosoEntão vamos parar com as desculpas esfarrapadas, certo?

Idade nunca foi e nunca será um empecilho. Se você é esse tipo de pessoa que se acha velha demais para mudar, saiba que o problema não está em sua idade, mas em sua cabeça.

Pouco dinheiro? Andar é gratuito. Não comer ou beber porcarias gera economia. Ninguém quer que você banque a “burguesinha”, que malha o dia inteiro e só ingere alimentos fit de marcas supervalorizadas.

Pouco tempo? Talvez essa seja a desculpa mais convincente e mais difícil de rebater. Ter tempo dá trabalho. São-se necessárias uma revisão das prioridades e uma melhora na auto-organização. O tempo existe, acredite. Mas você vai precisar garimpá-lo, pois com certeza não vai querer chegar à sua melhor idade – e isso não é a tentativa de (re)emplacar o velho clichê – odiando-se por não ter encontrado esse tempo enquanto podia.

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Outras desculpas podem lhe vir à mente; como não há espaço para rebatê-las todas, exercite fazer isso por conta própria. Imagine-se pelos próximos meses e anos; pense em como quer estar fisicamente, como quer estar emocionalmente, quais lugares quer visitar, quais pessoas almeja conhecer. Imagine tudo o que puder. Faça planos. E então pergunte-se quais as probabilidades de seu estilo de vida atual permitir que tudo isso aconteça.

Se você tem aquela péssima preocupação que consiste em viver o agora sem pensar no depois – pois o agora é só o que você tem – saiba que, daqui sei lá quantos anos, também vai existir um agora que você não terá condições de aproveitar por causa dos “agoras” que já farão parte do passado.

Experimente boas práticas com seu próprio corpo, mente, alma. Torne-se gentil com a pessoa que você vê no espelho. Essa é a pessoa que está no controle de sua vida, é a pessoa que você encontrará nos reflexos até seu último dia de vida neste mundo. Ame-a, proteja-a. Comece aos poucos, com atitudes pequenas, siga seus instintos. Logo, nenhum cuidado será por esforço, mas um estilo de vida prazeroso, saudável e sustentável.

Caiene Cassoli

Fonte: http://www.a12.com/jornalsantuario/artigos/o-que-voce-quer-ser-quando-viver

 


PADRE CHRYSTIAN SHANKAR: RESTAURE O RELACIONAMENTO FAMILIAR COM DEUS

outubro 14, 2018


O QUE FAZER QUANDO A HÓSTIA CAI NO CHÃO?

outubro 14, 2018

O QUE FAZER QUANDO A HÓSTIA CAI NO CHÃO?

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Eucaristia é expressão do amor incondicional de Jesus por nós. Ele oferece da sua própria carne para nos alimentar em nossa caminhada e missão. Temos com a Eucaristia uma relação de profundo amor e respeito. Na comunhão eucarística entramos em profunda união com Jesus, com sua vida e missão. Por isso, receber a Sagrada Eucaristia requer de nosso coração uma profunda atitude de fé e de acolhimento. Jesus não pode ser apenas um pão na boca, Ele tem que ser amor que chega ao nosso coração e transforma nossa vida. Receber a Eucaristia é entrar em profunda comunhão de amor com a vida de Jesus, para que Ele seja Vida em nossa vida.

O momento da comunhão, dentro da Santa Missa, é essencialmente um momento oracional, momento de rezar a presença de Cristo em nossa vida, como na passagem dos discípulos de Emaús que ao reconhecerem Cristo no partir do Pão o Cristo desapareceu diante de seus olhos, pois agora, pelo olhar da fé, o Cristo é presença no coração de cada um que Nele acredita e que o acolhe com amor. Assim, o momento da comunhão deve ser vivido na grandeza da fé que nos faz acreditar que o Pão e o Vinho consagrados são o Corpo e Sangue de Jesus e, nessa fé, acolher o Cristo como o Pão da Vida, o Pão que alimenta nossa vida e nos salva.

Durante a comunhão, por mais que se viva com respeito e amor este momento, pode acontecer situações que vão exigir calma, serenidade e profundo sentimento de fé para serem resolvidas, como por exemplo, quando no momento da comunhão a hóstia vier a cair no chão. Isso pode acontecer tanto das mãos do sacerdote ou do ministro que entrega, como do fiel que recebe.

LEIA MAISNossa Senhora, a Mãe da EucaristiaA Eucaristia curaMaria e a EucaristiaQuando isso acontece não é para se assustar e muito menos entrar em pânico, ou num escrúpulo religioso achando que a Eucaristia foi profanada. Se a hóstia vier a cair no chão, isso não significa que houve a intenção de jogar o Corpo de Cristo no chão. Neste momento o fundamental é manter a serenidade e o respeito. Então, se no momento de receber a comunhão a hóstia cair no chão, tanto o fiel pode abaixar e pegar a hóstia e comungar, ou o ministro pegue a hóstia que pode ser colocada dentro de um sanguíneo para ser comungada depois pelo próprio ministro, ou dissolvida na água e colocada numa planta. Não seria interessante o ministro pegar e comungar a hóstia que caiu e continuar distribuindo a comunhão, pois o comungar pede sempre uma atitude de silêncio interior e oração.

Por isso, o fundamental no momento da comunhão é a atitude de fé de quem se coloca para receber o Corpo de Cristo no desejo de entrar em comunhão com a vida de Jesus, sabendo que comungar a vida do Cristo no altar é também se comprometer com sua missão. Pois Ele mesmo disse: “Aquele que come a minha carne e bebe o meu sangue, permanece em mim e eu nele” (Jo 6, 56).

Fonte: http://www.a12.com/redacaoa12/duvidas-religiosas/o-que-fazer-quando-a-hostia-cai-no-chao

 


PADRE CHRYSTIAN SHANKAR: O GRANDE MILAGRE DE NOSSA SENHORA DE GUADALUPE

outubro 12, 2018


POR QUE A IGREJA DEDICA UM DIA AO NOME DE MARIA?

outubro 12, 2018

POR QUE A IGREJA DEDICA UM DIA AO NOME DE MARIA?

O anjo enviado por Deus disse a Nossa Senhora: “Não temas, Maria, pois achaste graça diante de Deus”

liturgia celebra, no dia 12 de setembro, o Nome Santíssimo da Virgem Maria (Miryam, em hebraico). O objetivo dessa festa é que os fiéis possam recomendar a Deus, de modo especial pela intercessão de Sua Santíssima Mãe, as necessidades da Igreja e as próprias necessidades, além de agradecer ao Senhor as graças recebidas por intermédio da intercessão da Virgem Maria.

Essa festa teve início na Espanha, em 1513, e espalhou-se por todo o país. Em 1683, o Papa Inocêncio XI a estendeu para toda a Igreja do Ocidente como um ato de ação de graças pelo levantamento do cerco de Viena e a derrota dos turcos por João Sobieski, rei da Polônia. Na época, a data dessa celebração foi definida para ser no domingo, dentro da oitava da Natividade de Nossa Senhora.

O nome de uma pessoa é muito importante na Bíblia, pois representa a própria pessoa. Certamente, São Joaquim e Santa Ana foram inspirados pelo céu ao escolherem esse nome para a Virgem que seria, um dia, a Mãe do Redentor e nossa Mãe.

Por que a Igreja dedica um dia ao nome de Maria?

Foto ilustrativa: Wesley Almeida/cancaonova.com

O nome de Maria é poderoso

São Lucas registra: “O nome da Virgem era Maria”. O anjo enviado por Deus diz a ela: “Não temas, Maria, pois achaste graça diante de Deus”. Segundo os mariólogos, o nome “Miryam” pode ter origens diversas. Alguns estudiosos afirmam que ele é derivado da raiz “mery”, que em egípcio significa “muito amada”. Também são atribuídos a ela o significado de “Estrela do Mar”, entre outros.

Mais importante do que o significado exato desse nome é saber que ele é poderoso, pois é o nome da Mãe de Deus e deve ser invocado sempre.

O nome de Maria é como um bálsamo que corre agradavelmente sobre os membros dos enfermos e os penetra com eficácia, os reanima e suaviza, lhes dá força e saúde. Mais do que o nome de todos os santos, Maria pede a Deus que Ele cure os nossos males, ilumine nossa cegueira e nos encoraje em nossos desânimos.

O nome de Maria abre o coração de Deus

Ricardo de São Vítor disse: “O nome de Maria cura os males do pecador com mais eficácia que os unguentos mais procurados. Não há doença, por desastrosa que seja, que não ceda imediatamente à voz desse bendito nome”.

Alguém disse que o nome de Maria desarma o coração de Deus. Não há pecador, por mais criminoso que seja, que o pronuncie em vão. Por ela, o perdão desce sobre as almas pecadoras, não porque tenha ela o direito de o conceder, mas porque é onipotente para o implorar a Deus. O nome de Maria abre o coração de Deus e põe todos os tesouros d’Ele à disposição da alma que o invoca. São Bernardo a chamou de “onipotência suplicante”.

Um santo disse que Jesus Cristo entrega tudo o que tem àqueles que Lhe estendem a mão em nome de Sua Mãe. Deus Pai, fonte de toda riqueza, concede toda graça àqueles que pedem algo a Ele invocando o nome de Sua Filha bem-amada.

O nome da Santíssima Virgem Maria nos salva dos perigos de pecar, das tentações e de todas as dificuldades. Ele dissipa a tristeza na alma que o pronuncia. Quem tem temor de Deus e de Seus julgamentos deve pensar sempre em Maria e invocar o nome dela. Assim, sua confiança em Deus renascerá. Diante de qualquer dificuldade humana, diante dos adversários e dos perigos, pense em Nossa Senhora e invoque o seu santo nome, porque dele os demônios fogem.

A Santíssima Virgem nos fortalece

Da mesma forma, se há o medo da morte, pensemos na Santíssima Virgem Maria e invoquemos sempre seu nome para termos a coragem de aceitar esse supremo e último sacrifício. Quaisquer que sejam os inimigos que nos ameacem, venham eles do inferno ou do mundo, invoquemos o poderoso nome de Maria e a todos eles venceremos.

Diante de nossas fraquezas e pecados – orgulho, ganância, sensualidade, gula, inveja e preguiça – confiemos o nosso fraco coração aos cuidados da Mãe de Deus, invocando o seu poderoso nome.

“O nome de Maria, diz Santo Antônio de Pádua, é júbilo para o coração, mel para a boca e doce melodia para o ouvido.”

São Boaventura afirma: “Bem-aventurado o que ama vosso nome, ó Maria, porque este é uma fonte de graça que refresca a alma sedenta e a faz produzir frutos de justiça. Ó Mãe de Deus, que glorioso e admirável é vosso nome! Quem o leva em seu coração se verá livre do medo da morte. Basta pronunciá-lo para fazer tremer todo o inferno e por em fuga todos os demônios. O que deseja possuir a paz e a alegria do coração, que honre vosso santo nome.”

São Pedro Crisólogo destaca: “O nome de Maria é salvação para os regenerados, sinal de todas as virtudes, honra da castidade; é o sacrifício agradável a Deus; é a virtude da hospitalidade; é a escola de santidade; é, enfim, um nome completamente maternal.”

São Bernardo declarou: “Ó amabilíssima Maria, vosso santo nome não pode passar pela boca sem abrasar o coração. Os que vos amam não podem pensar em vós sem um consolo e um gozo muito particulares. Nunca entrais sem doçura na memória dos que vos honram.”

Tomás de Kempis, em seu livro “Imitação de Cristo”, escreveu a respeito do glorioso nome da Mãe de Deus: “Os espíritos malignos tremem ante a Rainha dos Céus e fogem como se corre do fogo ao ouvir seu santo nome. Causa-lhes pavor o santo e terrível nome de Maria, que para o cristão é um extremo amável e constantemente celebrado”.

 

Felipe Aquino

Professor Felipe Aquino é viuvo, pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova. Página do professor: www.cleofas.com.br Twitter: @pfelipeaquino

Fonte: https://formacao.cancaonova.com/igreja/catequese/por-que-igreja-dedica-um-dia-ao-nome-de-maria/

 


PADRE LÉO: RESPEITO AOS PAIS

outubro 11, 2018


A SEMENTE

outubro 11, 2018

A SEMENTE

O homem caminha a passos largos para o caos. Escravo do tempo e dos medos, não se permite encontrar e perde-se no mundo dos valores efêmeros e supérfluos. A simplicidade torna-se inacessível à sua visão estreita das realidades eternas e, por sua vez, a complexidade torna-se simples à sua visão larga dos valores estritamente materiais. Com isso ele vai perdendo paulatinamente a sua capacidade de sensibilizar-se diante do simples e do belo. Uma flor não passa de uma flor; o por do sol é apenas o por do sol; uma noite de lua cheia equivale somente a uma noite de lua cheia. O tempo passa, a vida passa, o homem passa, e o essencial permanece, “porque é invisível para os olhos”.

Você já parou alguma vez para meditar um pouco sobre a semente? Qualquer semente. Para facilitar a sua reflexão, tome em suas mãos uma semente de laranja. Olhe com bastante atenção. Vire de um lado para o outro, examine… Observe com mais atenção ainda… É isso que você está pensando mesmo: estou querendo que você volte aos seus tempos de criança. Lembra do “Pequeno Príncipe”? O desenho número 1 para os adultos não passava de um chapéu, mas para ele era um elefante. Sabe por quê? Somente as crianças têm a capacidade de enxergar além de…

A semente tem uma casca que a envolve e protege. Você acredita que por dentro desta casca esta semente esconde as raízes, o caule, as folhas, as flores e os frutos de uma futura laranjeira? Frutos contendo sementes que contêm outras árvores completas?

Agora retire a casca devagar, com cuidado e paciência. O que você está vendo? Não tenha pressa… O que descobriu? Isso, esta semente é constituída de duas partes. Quer saber o nome de cada uma? Eu sei que você já está se mostrando curioso. É um bom sinal. Para matar a sua curiosidade: cada uma das partes chama-se cotilédone. Observou como estão bem juntinhos e ligados entre si por uma das extremidades? Olhe, veja os detalhes. Pois bem, aí se encontra todo o “código genético” da laranjeira. É fantástico ou não é? De acordo com o arranjo deste código a laranjeira será alta, baixa, esgalhada ou não, produzirá frutos doces ou azedos… Tudo já vem “escrito” na semente. Tome agora outra semente de laranja e deixe que ela desidrate completamente exposta à luz do sol. Quando estiver desumidificada, prepare um jarro com areia e adubo, misture bastante, regue com uma quantidade de água suficiente e semeie a semente. Dentro de algum tempo o milagre tornar-se-á concreto diante dos seus olhos.

Você havia pensado alguma vez assim? É gostoso mergulhar no âmago das realidades? Fez bem pra você? Quer continuar?

Há uma semente que, em certo sentido, pode ser comparada às outras sementes. O que faz a grande diferença é que, enquanto as outras espécies de semente são semeadas na terra, esta semente de vida só pode ser semeada no coração. Enquanto esta é adubada pela oração, aquela outra é fertilizada por agentes químicos; enquanto esta é regada pelo Sangue do Cordeiro, aquela é regada pela água de cisternas e torneiras; enquanto esta é aquecida pelo Espírito Santo, aquela é aquecida pelo sol; enquanto esta é iluminada pela “Luz do Mundo”, aquela é iluminada pelos raios solares.

Estas são as diferenças essenciais. Você será capaz de descobrir a maior de todas as semelhanças entre ambas? Uma delas é a Palavra de Deus, o próprio Jesus. Pense, medite, reflita… Você é capaz. Pense mais um pouco. Não tenha pressa de responder. Eu espero… Não conseguiu? As duas sementes devem morrer para produzir frutos. Se o grão de trigo não morrer, fica só. Mas se morrer produzirá muitos frutos“. Palavras de Jesus.

Paz e Luz

Antonio Luiz Macêdo

Fonte: http://catequesecatolica.com.br/site/a-semente/

 


THIAGO BRADO: MINHA ESSÊNCIA (LIVE SESSION)

outubro 9, 2018


UM DESAFIO AOS JOVENS

outubro 9, 2018

UM DESAFIO AOS JOVENS

Queridos jovens, não tenhais medo de Cristo e de sua Igreja! Neles está o tesouro que enche a vida de alegria.

Se a juventude é, de fato, estágio de desafios e receptora de ideais de audácia e transformações, eis que Papa Francisco convoca jovens do mundo inteiro a uma experiência no mínimo inusitada. É o centro das discussões do Sínodo em curso no Vaticano, cujo tema neste mês de outubro é Juventude e Missão. “O que me impele … é a certeza de que a fé cristã permanece sempre jovem, quando se abre à missão que Cristo nos confia”, escreve o Papa. Como se dissesse que a Igreja só se renova com a jovialidade e o entusiasmo bem presentes no espírito dos jovens. Em outras palavras: a juventude é a primeira grande protagonista da missão que o jovem Jesus confiou à sua igreja.

Não bastasse esse privilégio, Francisco enfatiza: “Ninguém, como os jovens, sente quanto irrompe a vida e atrai. Viver com alegria a própria responsabilidade pelo mundo é um grande desafio. Conheço bem as luzes e as sombras de ser jovem e, se penso na minha juventude e na minha família, recordo a intensidade da esperança por um futuro melhor”. Quem, quando jovem, não se encheu de entusiasmo e sonhos de mudanças, para ver realizados os sonhos de um mundo melhor, uma sociedade justa, um povo feliz? Ainda agora, vemos nas ruas o colorido juvenil das caras pintadas e bandeiras desfraldadas pela torcida de mudanças políticas e sociais, às quais nossos jovens sempre marcam presença com alegria sem limites. São eles o sangue novo que oxigena o marasmo de um povo. Que se diria desse sangue impulsionando a vida e os ideais da Igreja, de Cristo e sua doutrina?

Por isso o papa reafirma: “Queridos jovens, não tenhais medo de Cristo e de sua Igreja! Neles está o tesouro que enche a vida de alegria. Digo-vos por experiência: graças à fé, encontrei o fundamento dos meus sonhos e a força para os realizar”. Palavras de um senhor arcado com o peso dos anos e os dissabores de um povo sofrido que conduziu e continua a conduzir com o cajado da esperança. Quem conhece a história de vida desse irmão latino-americano, que em sua juventude sofreu na carne as agruras da perseguição, da incompreensão, da injustiça institucionalizada e dos ideais sepultos, sabe que o desafio feito por ele é muito mais pragmático e merecedor de atenções. Desconheceu as adversidades para fazer brilhar entre os seus a bandeira do amor sem limites. Agora reparte com os jovens o peso dessa responsabilidade.

“Por isso, essa transmissão da fé, coração da missão da Igreja, verifica-se através do ‘contagio’ do amor, onde a alegria e o entusiasmo expressam o sentido reencontrado e a plenitude da vida”. Quem senão os jovens poderiam encampar com mais plenitude o sentido de alegria e entusiasmo? Quem mais conhece a intensidade do amor e a força de persuasão que este carrega, senão os jovens? “Ao amor não se pode colocar limites: forte como a morte é o amor (cf. Ct 8,6)”. E lembra: “A periferia mais isolada da humanidade carente de Cristo é a indiferença à fé ou mesmo ódio contra a plenitude divina da vida”. Por isso o Papa Francisco acredita serem os jovens os agentes primeiros das mudanças periféricas que o mundo deseja.

Então vaticina: “Hoje para vós, queridos jovens, os últimos confins da terra são muito relativos e sempre facilmente ‘navegáveis’… E, todavia, sem o dom que inclua nossas vidas, poderemos ter miríades de contatos, mas nunca estaremos imersos numa verdadeira comunhão de vida… Atrevo-me a dizer que, para um jovem que quer seguir Cristo, o essencial é a busca e a adesão à sua vocação”. Lembrando aqui que a primeira grande vocação cristã vem do Batismo, que nos reveste da identidade do Cristo e sua missão. Porque jovem ainda é sua missão, tal qual jovem ainda é a nossa Igreja, apesar dos dois mil anos até aqui. Jesus precisa dos jovens. Ou, como bem afirmou Francisco em sua exortação aos jovens chinelos no Santuário de Maipú (17/1/2018): “Nunca penses que não tens nada para dar, ou que não precisas de ninguém. Muita gente precisa de ti. Pensa nisso!”.

WAGNER PEDRO MENEZES

http://www.meac.com.br

Fonte: http://catequesecatolica.com.br/site/um-desafio-aos-jovens/

 


PADRE LÉO: CONTROLANDO SEUS DESEJOS

outubro 8, 2018


COMO CONTROLAR A INTERNET PARA AS CRIANÇAS COMO UMA FORMA DE DIVERSÃO?

outubro 8, 2018

COMO CONTROLAR A INTERNET PARA AS CRIANÇAS COMO UMA FORMA DE DIVERSÃO?

 

As crianças precisam assistir a conteúdos educativos na internet e TV

Pequenas ou grandes, as crianças estão ali. Vídeos infantis, coloridos, músicas de todos os tipos, animadas por desenhos ou fotos e pronto, ali já ficam vidradas. Os olhinhos brilham, o dedinho já rola pra lá e pra cá. Nesse momento, o silêncio alivia pais e responsáveis.

É uma distração. É até um alívio mesmo às vezes. Mas até aí o cuidado precisa ser constante e monitorado.

Como controlar a internet para as crianças como uma forma de diversão

Foto Ilustrativa: Wesley Almeida/cancaonova.com

Testemunho

Em nosso trabalho, no setor infanto-juvenil na Canção Nova, temos contato com muitas mães e suas experiências. Veja este testemunho que ainda é do tempo da TV ou DVD, mas sua atitude serve para os tempos de hoje:

“ Nossos filhos pequenos, ficavam na parte da manhã em casa com uma babá e a tarde iam para a escolinha. Deixávamos um roteiro da manhã e de como deveriam ser as atividades. A sequência era, tomar café, fazer a tarefa da escola (caso não tivesse feito), sair para brincar no pátio do prédio onde morávamos e, depois, poderiam ficar por uma hora vendo TV ou DVD. Os programas e vídeos eram escolhidos por nós. Quando a TV não atendia nossas necessidades, já deixávamos os DVDs próprios com conteúdos educativos e religiosos, porém infantis e alegres, para que eles tivessem este momento. O mesmo acontecia quando nós, eu e meu esposo, estávamos em casa com eles. Eram brincadeiras, leitura de histórias, muitas vezes bíblicas, tarefas e um tempo de TV ou vídeo, já selecionados por nós. Penso que isso fez uma grande diferença na vida deles. Ainda há pouco tempo, ouvi minha filha, já adolescente, testemunhar entre amigos que, desde pequena, cresceu envolvida com produtos de evangelização. Por outro lado, já ouvi reclamações do meu filho, também adolescente, em tom de brincadeira, dizendo: “Não entendo por que vocês não deixavam a gente ver esse desenho ou aquele, e esperou nós crescermos para ver alguns deles?”. Respondi: “Porque, quando você cresceu mais, eu pude lhe explicar o que ensinava aquele desenho e qual era o objetivo dele. Então, você já não assistia de maneira passiva, assumindo tudo para si, mas sim com um olhar mais esperto, para não cair nas armadilhas embutidas ali”. Bom, não costumamos impedi-los de ver tudo, mas, o que conseguimos retardar para explicar ajudou muito. Em alguns casos, a explicação do que era, já fazia com que eles mesmos não quisessem ver.”

O que fazer na era virtual?

Hoje, ainda temos a TV e os DVDs, mas também temos os vídeos na internet com acesso rápido e fácil para todas as idades. O que fazer, então? Penso que a mesma tática que essa mãe usou pode ser usada também agora. Selecione os vídeos que podem fazer bem para seus filhos pequenos, dê a eles acesso a esses vídeos, alimente a parte educacional sadia e a parte religiosa, semeando ali o que realmente pode produzir frutos bons. Mas, mesmo assim, organize tempo para brincadeiras, para ler histórias para eles, para tarefas e trabalhos escolares, hora com a babá e hora com você pai e mãe, pois isso fará a diferença.

Dicas

Crianças na internet é um dos desafios de hoje, mas quando é que não teremos desafios, não é mesmo?

Deixamos aqui para você, sugestões que podem lhe ajudar na hora de selecionar os conteúdos de vídeo. Nosso mais novo vídeo – ‘Cai, cai sementinha’ – fala que o coração das crianças é uma terra boa e bem fofinha, é preciso plantar ali a sementinha da Palavra de Deus. Lembrando que os bem pequenos estão na idade da repetição, então, vão querer ver e ouvir os mesmos vídeos inúmeras vezes; sendo assim, é melhor que sejam vídeos saudáveis, não é mesmo?

Outras sugestões:
.: Assista aos desenhos sobre a história da Bíblia
.: Bíblia para as crianças

Deus nos abençoe!

Roseni Valdez Oliveira
Missionária da Comunidade Canção Nova

Fonte: https://formacao.cancaonova.com/familia/educacao-de-filhos/como-controlar-a-internet-para-as-criancas-como-uma-forma-de-diversao/

 


PADRE LÉO: O SEGREDO DE UM CASAMENTO FELIZ

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A OPÇÃO DAS DIFERENÇAS

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A OPÇÃO DAS DIFERENÇAS

A opção das diferenças (entre GOSTAR e AMAR)

Há uma grande diferença entre GOSTAR e AMAR. Você gosta de laranja? Sim? Então responda o que é feito do bagaço? Vai para onde? Ah! Para a lixeira. Quando nós gostamos, nós não cuidamos. Pelo contrário, fazemos da mesma forma que agimos com o bagaço de laranja. Outra coisa: gostar é algo opcional. Às vezes sentimos antipatia por alguém e por isso não gostamos. Fazer o quê?

Quando se trata de amar, tudo muda, e muda de forma radical. Amar não se trata de uma OPÇÃO, mas de uma firme DECISÃO. Jesus não nos manda gostar dos inimigos, de pessoas que nos tratam mal, ou nos fazem um grande mal. Jesus manda que nós os amemos. Se você ama as pessoas que lhe tratam bem, que elogiam a sua maneira de ser, sua honestidade, a sua família… É muito fácil pra você amar estas pessoas. Mas o Caminho de Jesus aponta para o Monte Calvário, para a cruz. Sem a radicalidade do Amor poderemos até nos dizer cristãos; porém, não poderemos jamais assumir a postura de seguidores ou discípulos do Mestre.

Portanto, não é o “gostar” que nos torna Filhos de Deus, mas o “amar.” O amor é compreensão, renúncia, perdão, misericórdia. Um amor que se gasta, que se desgasta para iluminar. “Vós sois a luz do mundo.” E a lâmpada não ilumina sem se gastar. “Vós sois o sal da terra.” A fim de que o sal possa dar gosto ao alimento, ele desaparece. Faz-se necessário que o nosso AMOR para com os irmãos seja semelhante ao “amor da luz e do sal.” E se porventura, assim não for, jamais seremos Filhos do nosso Pai que está no céu “e faz cair a chuva sobre maus e bons, justos e injustos.” TOME POSSE!

Fonte: Mateus 5,43-48

Paz e Luz

Antonio Luiz Macêdo

Fonte: http://catequesecatolica.com.br/site/opcao-das-diferencas/