PADRE PAULO RICARDO: COMO ENTRAR PELA PORTA ESTREITA?

outubro 31, 2018

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POR QUE A IGREJA CATÓLICA NÃO ACEITA A PENA DE MORTE?

outubro 31, 2018

POR QUE A IGREJA CATÓLICA NÃO ACEITA A PENA DE MORTE?

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Para refletir este tema, é importante ter presente que Deus é o autor da vida. No livro do Gênesis, lemos a narrativa de que Deus criou o ser humano à sua imagem e semelhança (cf. Gn 1,26)A vida é obra de Deus, é dom de Deus, por isso a vida pertence unicamente ao Senhor. Quando rezamos que a vida está nas mãos de Deus, então acreditamos que somente as mãos de Deus, que concede a vida, é que também pode tirá-la.

Quando tomamos conhecimento de alguém que atentou contra a vida do seu semelhante, ou quando passamos pela dor e sofrimento de perder uma pessoa que amamos, vítima da violência de alguém, no momento do repúdio a esse ato e de revolta do nosso coração, temos a tendência a desejar vingança, ou seja, queremos que aconteça o mesmo mal para quem fez um ato de maldade. Nesse momento, é importante ouvir a voz de Cristo, que nos diz: “Se a vossa justiça não for maior que a dos escribas e fariseus, não entrareis no Reino dos céus” (Mt 5,20).

Quando desejamos ou até mesmo queremos fazer para o outro o mal que ele nos fez, nós estamos nos tornando iguais a ele no erro, e onde vamos viver um amor que faça diferença? Se, como cristãos, somos a favor da pena de morte, tentando justificar que todo aquele que tira a vida de alguém, ou que provocou grande sofrimento para o seu próximo, deveria ter sua vida tirada também ou sofrer da mesma forma, nós estamos indo contra todo o ensinamento de Jesus. Pois se eu desejo matar alguém para ensinar a essa pessoa que ela não deveria ter matado, isso não traz lição alguma. Matar para dizer que não se mata é contraditório, não educa, muito pelo contrário, nos faz trazer para a nossa vida a mesma atitude que condenamos no outro.

Por isso a Igreja sempre será contra a pena de morte. Ela sempre irá realizar em sua ação evangelizadora gestos concretos de misericórdia e caridade capazes de levar a superação de toda forma de violência presente no mundo.

Como Mãe, a Igreja sempre estará ao lado daqueles filhos e filhas que sofreram alguma forma de violência, para que, na graça do amor de Deus, todos os que sofrem sejam curados. Mas, como Mãe, não quer dizer que, estando ao lado dos que foram machucados, ela queira castigar quem machuca, pois não se cura quem feriu machucando aquele que fere; não se repara uma vida tirando outra! A justiça em Deus é essencialmente misericórdia. E Jesus, o justo, morreu na cruz para salvar também os injustos, o inocente pelos pecadores, pois são justamente aqueles que ainda não sabem amar que precisam receber amor para que redescubram o valor que a vida tem. Só o amor é capaz de fazer memória do valor de uma vida. Nenhum gesto de maldade ou vingança irá mostrar o que a vida de alguém significou.

No livro do Deuteronômio, que é o grande livro das leis do povo de Israel, encontramos esta bonita expressão do coração de Deus para o nosso coração: “Diante de ti ponho a vida e ponho a morte, a bênção e a maldição. Escolhe, pois, a vida, para que vivas tu e teus descendentes” (Dt 30,19). Por isso, escolher a vida é o grande compromisso no testemunho de nossa fé. Escolher a vida até mesmo para aqueles que escolheram a morte para alguns dos seus semelhantes.

Essa é a razão essencial pela qual a Igreja Católica não aceita a pena de morte, pois Jesus nos ensinou que é preciso amar os nossos inimigos e fazer o bem para quem nos fez o mal. Só assim a nossa luz brilhará diante dos homens e revelaremos que somos filhos de Deus (cf. Mt 5,43-44)Pois a antiga lei do Talião – do olho por olho e dente por dente – não cabe na lógica da vida daqueles que receberam de Jesus o mandamento do amor.

Fonte: http://www.a12.com/redacaoa12/duvidas-religiosas/por-que-a-igreja-catolica-nao-aceita-a-pena-de-morte

 


PADRE FABIO DE MELO: SUPERANDO O TÉRMINO DE UM RELACIONAMENTO

outubro 25, 2018


A PRESENÇA DE MARIA

outubro 25, 2018

A PRESENÇA DE MARIA

A presença de Maria

Onde Maria está presente, tudo muda, tudo se transforma. O extraordinário é que onde Maria está, aí está também o Espírito Santo; e onde o Espírito Santo se faz presente, é o sinal vivo e eficaz da presença de Maria. E não poderia deixar de ser diferente: onde está o esposo, a esposa sempre está. Aí reside a diferença quando a Mãe está em cena.

Em Caná, quando faltou vinho, a presença de Maria foi de fundamental importância para que voltasse a alegria, o júbilo, a festa. Somente ela teve o poder de antecipar o tempo e o plano de Deus. “Fazei tudo o que ele disser!” E das talhas de água surgiu o melhor vinho.

Isabel estava escondida, envergonhada, triste, desanimada… quando ouve a saudação de Maria, tudo, tudo se transfigura. A Trindade revela-se. O milagre acontece. Isabel é plenificada pelo Espírito Santo; João Batista estremece em seu seio; a exultação apodera-se de todo o seu ser e ela exclama em alta voz: Bendita és tu entre as mulheres, e bendito é o fruto do teu ventre“. A presença de Maria, muda, transforma, transfigura. Isabel, antes abatida, explode numa alegria incontida, e pela ação do Espírito a proclama bendita, feliz, bem-aventurada entre todas as mulheres da terra. Bendiz, louva, glorifica a Jesus, ela que nem tinha conhecimento desta gestação.

E nestas palavras tão simples e tão profundas, está um dos mais belos exemplos do dom de Ciência que a Bíblia registrou: Donde me vem esta honra de vir a mim a mãe do meu Senhor?” Que honra, que alegria, que presença! E aí ela já reconhece Jesus como seu Senhor, Senhor da sua vida, Senhor da sua história. “Bem-aventurada és tu que creste“. Porque Maria acreditou nas palavras pronunciadas pelo mensageiro de Deus, Isabel a felicita e profetiza: “pois se hão de cumprir as coisas que da parte do Senhor te foram ditas!” Quando Maria está presente, o Espírito Santo de Deus se derrama em dons, graças e alegria.

Fonte: Lucas 1,39-45

Paz e Luz

Antonio Luiz Macêdo

Fonte: http://catequesecatolica.com.br/site/presenca-de-maria/

 


ROSÁRIO COMPLETO

outubro 24, 2018


SÃO JOÃO PAULO II: DE QUE O MUNDO PRECISA?

outubro 24, 2018

SÃO JOÃO PAULO II: DE QUE O MUNDO PRECISA?

 

Em nossa vida cristã, temos um grande desafio: viver unidos a Deus. Temos a sensação de que não dá tempo para fazer tudo o que devemos fazer e isso preocupa. Sentimos que falta aquela alegria e comunhão dos momentos de oração. Temos muito trabalho para fazer. Então, pensando em São João Paulo II, um santo dos nossos tempos, o que me aconselharia?

Com certeza, ele nos falaria sobre a “Espiritualidade do Trabalho” (Laboris Exercens 24-27). A Igreja tem uma proposta para promover a espiritualidade até mesmo nas tarefas laborais, onde também podemos aproximar-nos de Deus. Muitas vezes percebemos o contrário; parece que nos afastamos. Mas este movimento também pode ir na outra direção, que leva para a comunhão com Deus. “- O senhor trabalhou?” “- Claro!” Ele diria: “Olha, eu também tive que trabalhar por quatro anos, durante a ocupação nazista na Polônia, quando fecharam as Universidades e obrigaram todos a trabalhar. Trabalhei em um restaurante, fui operário em uma Mina de Calcário e em uma Indústria Química. Sei como é.”

A missão no seu dia a dia:

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Para viver esta espiritualidade, é preciso perceber que: “O homem, criado à imagem de Deus, participa mediante o seu trabalho na obra do Criador e, num certo sentido, continua, na medida das suas possibilidades, a desenvolvê-la e a completá-la, progredindo cada vez mais na descoberta dos recursos e dos valores contidos em tudo aquilo que foi criado” (LE 25). Simplificando, é uma vocação humana desenvolver, trabalhar, completar a Criação.

Não ‘desligamos’ Deus quando vamos trabalhar. Pelo contrário, devemos testemunhar a importância daquilo que fazemos todos os dias, pois é uma vocação que Deus nos permitiu exercer no mundo para evangelizar e continuar a Obra da Criação.

Ser honesto, trabalhador, humilde, preocupado com os demais, vivendo a caridade de um verdadeiro Cristão será uma mensagem de esperança para um mundo onde a ética perde constantemente para a corrupção e o mal. Por isso podemos dizer que alguns trabalhos não estão de acordo com a Fé e a Moral, podendo ser recusados licitamente pelo cristão, como por exemplo participar na realização de um aborto.

Vale a pena lembrar um dos documentos do Concílio Vaticano II, no qual SJPII mais influenciou com o seu pensamento, a Gaudium et Spes: “Não se oponham, pois, infundadamente, as atividades profissionais e sociais por um lado e a vida religiosa por outro. O cristão que descuida os seus deveres temporais falta aos seus deveres para com o próximo e até para com o próprio Deus, e põe em risco a sua salvação eterna. A exemplo de Cristo, que exerceu um mister de operário, alegrem-se antes os cristãos por poderem exercer todas as atividades terrenas, unidos numa síntese vital todos os seus esforços humanos, domésticos, científicos ou técnicos com os valores religiosos, sob cuja elevada ordenação, tudo se coordena para a Glória de Deus.”

Podemos dizer, enfim, que: onde muitas pessoas não encontram sentido, nós encontramos Deus, que nos pede para servir aos demais com toda a nossa vida, vivendo a caridade e cooperando com o próprio Deus, que conta com os nossos esforços e trabalho para chegar a todos.

Que nossa vida tenha esta unidade, esta síntese vital onde tudo está integrado e unido a Deus e à sua Igreja Una, Santa, Católica e Apostólica Romana.

Fábio Santos Araújo
Sodalício de Vida Cristã

Fonte: http://www.a12.com/redacaoa12/espiritualidade/do-que-o-mundo-precisa-responde-sao-joao-paulo-ii

 


PADRE LÉO: ALEGRES E FIRMES NO SENHOR

outubro 17, 2018