PORQUE NÃO DEVEMOS ACREDITAR EM ALMAS PENADAS E FANTASMAS?

novembro 9, 2018

PORQUE NÃO DEVEMOS ACREDITAR EM ALMAS PENADAS E FANTASMAS?

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Muita razão tem a Igreja ao afirmar que é diante da morte que o enigma da existência humana atinge seu ponto alto (Cf. Gaudium et spes, 18). De fato, embora seja certa para todos os seres humanos, a realidade da morte permanece como um mistério profundo, que, continuamente, coloca diante de nós a pergunta acerca do sentido último da nossa existência. Envolvida pelo véu do desconhecido, ela tem alimentado, ao longo dos tempos, a reflexão e a imaginação de muitos, bem como servido de enredo para a literatura, a pintura, o cinema e mesmo rodas de conversas entre amigos.

Todos nós, certamente, já ouvimos o relato de alguém que afirma já ter visto alguma pessoa falecida. Mas nós, católicos, podemos acreditar que os mortos aparecem? Por que não podemos acreditar no que, popularmente, chamam de ‘alma penada’ ou ‘assombração’? O que a Doutrina Católica tem a nos dizer a respeito do mistério da morte, à luz das Sagradas Escrituras e da Tradição da Igreja?

O autor da carta aos Hebreus afirma que “está destinado aos homens morrer uma só vez, e depois disso vem o Juízo” (Hb 9, 27). De fato, por meio da morte, o corpo volta à terra de onde veio, enquanto a alma, que é imortal, vai ao encontro do Senhor para se unir novamente ao corpo quando este, glorificado, ressuscitar na vinda de Cristo no fim dos tempos.

A vida eterna, que se inicia com a morte corporal, é precedida por um juízo particular realizado por Cristo em relação à fé e às obras de cada um, que vai conceder o acesso à glória do Céu, imediatamente ou depois de uma adequada purificação, ou então à condenação de sermos separados de Deus. O Purgatório é o estado dos que morrem na amizade de Deus, mas, embora seguros da sua salvação eterna, precisam ainda de purificação para entrar no Céu. É importante dizer, ainda, que quando acabar nossa vida sobre a terra, não voltaremos a outras vidas terrenas. Não existe, portanto, reencarnação depois da morte (Cf. Mt 25,31-46; Jo 5, 28-29; Jo 11, 25-26; Jo 14, 1-3; Rm 8, 11; 1 Cor 15).

A Igreja, como vimos, é muito clara em seu ensinamento acerca da morte e da vida eterna e, de fato, em nenhum momento, fala-se a respeito da possibilidade de os mortos aparecerem para nos dizer algo ou para nos encarregar de algum assunto que deixaram pendente durante a vida terrena. Contudo, é verdade, também, que muitas pessoas afirmam já ter visto algum ente querido já falecido, sendo que, para não faltarmos com a caridade, não podemos afirmar que mentem ao dizer isso. Mas, então, o que acontece? Já no final do século XIX, começou a se constituir a disciplina chamada Parapsicologia e a conclusão a que os parapsicólogos chegam sempre mais, é que esses fenômenos são produzidos pelo poder da mente, a partir do medo ou da dor que a lembrança da pessoa falecida produz, bem como do desejo de estar na presença de quem já partiu desse mundo.

Inspirada em uma meditação de Santo Agostinho, a Igreja reza na Santa Missa pelos Defuntos: “Senhor, para os que creem em vós, a vida não é tirada, mas transformada. E, desfeito o nosso corpo mortal, nos é dado, nos céus, um corpo imperecível” (Prefácio dos Mortos I). De fato, pela fé sabemos que a morte não tira a vida, mas a transforma e, com a transformação do modo de existir que a morte inaugura, transforma-se, também, a maneira de nos relacionarmos com aqueles que amamos e que já passaram para a vida eterna.

Insistir no desejo de nos relacionar com aqueles que já faleceram, da mesma maneira que nos relacionamos com aqueles que vivem neste mundo, nos faz perder de vista o que significa, precisamente, a fé na vida eterna, que nos dá a coragem de amar ainda mais intensamente as pessoas e de trabalhar para que este mundo seja o princípio do Céu para o qual se encaminha a peregrinação da nossa existência. Como bem disse o Papa Bento XVI, “somente quem pode reconhecer uma grande esperança na morte, pode também levar uma vida a partir da esperança”.

Neste dia de Finados, em virtude do mistério da Comunhão dos Santos, ofereçamos nossas orações de sufrágio pelas almas dos fiéis defuntos, em particular a Santa Missa, bem como nossas obras de caridade e penitência. Mas rezemos também por nós mesmos, para que, vivendo santamente a vida presente, mereçamos, um dia, entrar na alegria do Céu, onde viveremos para sempre com Cristo, ressurreição e vida para quem n’Ele crê (Cf. Jo 11, 25).

Padre Jefferson Antônio da Silva Monsani
Formado em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas e
Teologia pela Faculdade João Paulo II (Marília)
Assessor Diocesano da Catequese da Diocese de Araçatuba
Fonte: http://www.a12.com/redacaoa12/espiritualidade/porque-nao-devemos-acreditar-em-almas-penadas-e-fantasmas

PADRE PAULO RICARDO: A NADA DÁ MAIS VALOR DO QUE A CRISTO

novembro 7, 2018


QUERO CONHECER JESUS

novembro 7, 2018

QUERO CONHECER JESUS

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Para você que vai à Missa, está acostumado à recitação do Terço, ao Terço da Misericórdia, e que todo ano visita Nossa Senhora, mas sente que ainda falta conhecer a Jesus, aqui vão algumas dicas. A primeira coisa que precisamos para conhecer Jesus é um longo relacionamento com Ele. Digo “relação” porque é um aspecto importantíssimo do conhecer.

Dica número um“Acolher a Iniciativa Divina e querer de verdade relacionar-se com Ele”

Quando tomamos consciência que Ele é o primeiro que quer relacionar-se conosco, algo muda na nossa vida de oração e, por isso mesmo, devemos rezar com essa intenção, desejar durante o dia esta comunicação com Deus, conversar com Ele, preparar-se bem para a missa, confessar-se. Que as coisas de Deus sejam sagradas para você. Estes esforços serão enriquecidos com a Graça Divina, que veio primeiro, fazendo nosso coração inclinar-se para Ele. Agora, como um fruto que nasce da árvore de uma vida espiritual, poderemos começar. Deus não é mais um estranho, e sim alguém próximo. Às vezes, até mesmo uma devoção particular, talvez o padroeiro de nossa paróquia, nos ajude nesse momento.

Segunda dica: Ler as mensagens que estão no seu e-mail

Como assim? Muitas vezes, Jesus tentou comunicar-se conosco, mas nem sempre o entendemos ou não tivemos as condições, espaços, ou simplesmente estávamos fechados às suas mensagens. Por isso é importante fazer uma “revisão de vida”, olhar aquelas páginas difíceis da nossa vida e reconciliá-las a partir do Coração Misericordioso de Deus. Nem sempre isso é fácil, e leva algum tempo. Parece aquele monte de e-mails que você não leu, mas sabe que são importantes. A nossa consciência tem uma boa memória para isso. Basta perguntar-se: o que fiz de errado neste últimos tempos? O que Deus gostaria que eu mudasse na minha vida? Uma dica neste passo seria aprofundar-se em como fazer o “exame de consciência”. Posso dizer que é muito mais do que ver o errado; é também estar agradecido por todos os benefícios. Mas isso fica para outro dia.

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Terceira dica: Estude!

Estudar o que? O Catecismo da Igreja Católica, as Sagradas Escrituras. Vá lá fazer aquele curso na sua Paróquia. Não tem outro jeito. Com certeza, podemos conhecer a Deus na nossa oração. Mas quem disse que Deus quer relacionar-se com você só dessa maneira? Será que não tem uma preguiçinha escondida por aí? Muitas vezes, queremos conselhos para saber o que fazer, mas nem sempre isso será possível. Muitas vezes, teremos nós mesmos que resolver situações difíceis, e rapidamente. Por isso, se não conheço o Cristo dos Evangelhos, o Cristo que deixou sua Igreja como atualização de sua mensagem para os desafios de hoje, ficaremos sempre na ignorância daquelas coisas que Jesus espera de nós. Uma pergunta básica: neste último mês de setembro, você estudou mais sobre a Bíblia? Acolher as diretrizes da Igreja é uma boa oportunidade para fazer este caminho. Uma passagem sugestiva do livro da Sabedoria é esta: “A Sabedoria é brilhante, sua beleza é imutável; facilmente é contemplada pelos que a amam e encontrada pelos que a buscam. Para dar-se a conhecer, antecipa-se aos que a desejam” (Sb 6,12-13).

Quarta dica: “Aplique o que você estuda”

No momento em que você começa a ter que manifestar sua Vida Cristã, começará a realmente precisar entender o “Bom Pastor”, a necessitar do “Pão da Vida”, precisará buscar a Deus como “Caminho”, “Verdade”, diante das dificuldades e até mesmo das pessoas, e encontrará “o Reconciliador”; quando perceber suas misérias e precisar de respostas para a sua vida, encontrará assim o “Salvador”, “o Deus Vivo”; quando não entender as dificuldades que aparecem na sua vida, começará a conhecer “o Jesus Crucificado”.

Por isso é que dizemos que a Vida Cristã é um caminho de discipulado. Os apóstolos receberam o chamado, mas somente ao acompanhar Jesus é que foram instruídos, e este processo continua até hoje na Sua Igreja. Por isso temos reuniões como o último “Sínodo dos Jovens”. Quero terminar lembrando Jo 15,14-16, uma das passagens mais belas dos evangelhos: “Vós sois meus amigos, se fazeis o que vos mando. Não vos chamo mais de servos, porque o servo não sabe o que faz seu patrão. Mas vos chamo de amigos, porque vos manifestei tudo o que ouvi de Meu Pai. Não fostes vós que Me escolhestes, mas fui Eu que vos escolhi e vos designei para irdes e produzirdes fruto, e para que vosso fruto permaneça, a fim de que tudo o que pedirdes a Meu Pai em Meu nome, Ele vos conceda. Isto vos mando: que vos ameis uns aos outros!

Fábio Santos
Sodalício de Vida Cristã

Fonte: http://www.a12.com/redacaoa12/espiritualidade/quero-conhecer-jesus

 


PADRE LÉO: A HISTÓRIA DO PAPAGAIO

novembro 5, 2018


PEDI E RECEBEREIS

novembro 5, 2018

PEDI E RECEBEREIS

Rezar pelas vocações é um dever, um compromisso de todos os cristãos, pois se trata de um pedido de Jesus. No Evangelho de São Mateus (Mt 9, 36-38), está escrito:

“Vendo as multidões, compadeceu-se delas, porque estavam cansadas e abatidas, como ovelhas que não têm pastor. Então Jesus disse a seus discípulos: “A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. Pedi ao dono da messe que envie trabalhadores para a sua colheita.”

A triste realidade que Jesus viu não acabou. Ainda hoje há muita gente excluída, abandonada e ferida, precisando de atenção, de carinho e de solidariedade. Basta ter um olhar de compaixão como o de Jesus para constatar esta realidade. A Messe continua grande e o número de operários continua pequeno para atender tamanha necessidade.

Por isso, devemos continuar a pedir. Pedir com fé, pedir individualmente, pedir em família, pedir em comunidade, pedir com perseverança.

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Como pedir?

Existem muitas maneiras. Uma delas é rezando. Rezar para que o Senhor da Messe mande mais gente comprometida com o anúncio da Palavra, com a vivência da fé na comunidade, com a prática da justiça e da verdade. Rezar também pela perseverança e fidelidade daqueles e daquelas que já foram chamados e já estão servindo nas comunidades.

Toda oração feita com fé e confiança, toca o coração de Deus.

Que tal criar esse hábito de rezar pelas vocações?

Certamente, se pedirmos seremos atendidos.

Fonte: http://www.a12.com/redentoristas/vocacional/noticias/pedi-e-recebereis

 


PADRE LÉO: NA PLENITUDE DA GRAÇA

novembro 2, 2018


FAMÍLIA, A COMUNHÃO DE PESSOAS

novembro 2, 2018

FAMÍLIA, A COMUNHÃO DE PESSOAS

A família, comunhão de pessoas

No matrimônio e na família constitui-se um complexo de relações interpessoais – vida conjugal, paternidade-maternidade, filiação, fraternidade – mediante as quais cada pessoa humana é introduzida na «família humana» e na «família de Deus», que é a Igreja.

Nenhum Ser Humano nasceu “ilha“. Desde o momento de sua concepção o relacionamento inicia-se de forma consciente para os pais e inconsciente para o embrião – mas é um relacionamento.

O que vem a ser relacionar-se? Criar laços. Laços afetivos e efetivos; laços de sentimento e emoções. E nesse parâmetro se dá o que o título deste parágrafo sugere: COMUNHÃO. Ou comum união, ou união comum entre as pessoas. É assim a Família: um encontro de pessoas que vivem numa comunhão recíproca entre si.

A graça do Matrimônio tem um papel preponderante nesta Comunhão, porquanto é dela que brota a força regeneradora e renovadora da Família que recebeu a bênção do Senhor.

Não é a Comunidade Familiar que favorece esta Comunhão de pessoas, mas a UNIDADE entre as pessoas é que determina de maneira sóbria e firme, a Família que Deus projetou.

As Famílias desagregadas, no entanto, não podem perder a esperança de uma reconstrução dos relacionamentos fragilizados ou perdidos. Para isso, Jesus imolou-se na cruz, a fim de que pelo poder do seu sangue derramado pudesse reconstruir e transfigurar os laços quebrados, rompidos.

A luta pelo relacionamento equilibrado dentro da Comunidade Familiar deve contar com a presença constante do Espírito Santo, que representa o Amor da Trindade entre o Pai e o Filho. Sem Ele, a vulnerabilidade das inter-relações pessoais corre um sério risco de serem afetadas pelos “dardos inflamados do Maligno“.

A oração, o sacramento da Confissão e a Eucaristia são remédios eficazes e preventivos contra todos os ataques que se voltam contra as famílias bem relacionadas, porque trazem dentro de si a FORÇA PODEROSA DO ALTÍSSIMO, à qual nenhum mal poderá atingir.

Paz e Luz

Antonio Luiz Macêdo

Fonte: http://catequesecatolica.com.br/site/familia-comunhao-de-pessoas/