ADORAÇÃO 24h E MISSA DE CURA E LIBERTATAÇÃO COM O PADRE MOACIR ANASTÁCIO

abril 8, 2020

ADORAÇÃO 24h, SENDO INTERROMPIDA PARA CELEBRAÇÃO DA SANTA MISSA TODOS OS DIAS AS 15h COM O PADRE MOACIR ANASTÁCIO (MISSA DE CURA E LIBERTAÇÃO, ENQUANTO DURAR O ISOLAMENTO SOCIAL EM VIRTUDE DA PANDEMIA DO CORONAVÌRUS) PELO SISTEMA RENASCIDOS EM PENTENCOSTES NAS REDES SOCIAIS. NO YOUTUBE VOCÊ PODE ASSISTIR ACESSANDO O LINK: https://www.youtube.com/watch?v=oLeNPDDDjK0


PADRE LÉO: RETIRE SUA MÁSCARA

fevereiro 8, 2019


MINHA VIDA TEM SENTIDO?

fevereiro 8, 2019

MINHA VIDA TEM SENTIDO?

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Para onde eu vou? Qual é o sentido da minha vida, qual é o propósito, quem sou eu, qual é a minha vocação, qual é a minha missão? Estas são perguntas fundamentais e que têm acompanhado muito a experiência de inúmeras pessoas.

No mundo contemporâneo, escutamos muito palavras como crise ou vazio existencial. O ser humano precisa encontrar coerência no mundo em que vive para se situar existencialmente. Ele vive em um mundo ordenado física e biologicamente, mas sua mente, além de ordenada, é ordenadora. A confusão e a ambiguidade são vivenciadas como fontes de tensão e desprazer. Situar-se existencialmente implica em responder com sinceridade às perguntas fundamentais, sabendo que cada um é responsável por descobrir o sentido de sua própria vida. E, na busca deste sentido, a angústia, o vazio e o tédio se dissipam.

Vamos abordar este tema a partir de algumas visões psicológicas, para depois colocar o pano de fundo a partir da fé.

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Na área da Orientação Vocacional e Profissional, um autor muito conhecido é Rodolfo Bohoslavsky, que trabalha os conceitos de identidade vocacional e identidade profissional. A primeira é um conceito que visa responder ao ‘porquê’ e ‘para quê’ do caminho da identidade ocupacional. Quer dizer, está mais relacionado ao ser pessoal. E o segundo conceito, de identidade profissional, visa mostrar as diferentes identificações pessoais para saber o que a pessoa quer fazer e como fazer.

Para podermos aprofundar o conceito de sentido de vida, vamos tomar, em primeiro lugar, como teoria base a Logoterapia, que tem como fundador Viktor Emil Frankl (1905-1997). Frankl concebeu a modalidade de psicoterapia por via do sentido da existência humana já na década de 1930 e, por ocasião da II Guerra Mundial, validou pessoalmente suas concepções teóricas nos campos de extermínio nazistas como prisioneiro comum, registrando-as, após a sua libertação, em seu livro Em busca de sentido: Um Psicólogo no Campo de Concentração.

Na Logoterapia podemos afirmar que o homem é guiado pela consciência para encontrar um sentido. Este sentido é intuitivo, pois se trata de buscar a missão que a pessoa há de realizar, seguindo a sua consciência. Para terminar, Frankl entende que as neuroses são fruto da perda do sentido (neuroses noogênicas).

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Estas visões psicológicas dialogam – ou podem dialogar – com a visão de que uma pessoa com fé, por exemplo um católico, está chamada a enfrentar este perigo da perda do sentido. Em primeiro lugar, se alguém tem a Deus acima de todas as coisas, a sua vida estará sempre cheia de sentido e, assim, poderá levar este sentido para mais pessoas. As pessoas que às vezes perdem o sentido das suas vidas chegam até a considerar que não sabem para que foram criadas por Deus.

Somos criaturas. O homem é um ser pessoal criado, é imagem e semelhança de Deus; esta é a sua dignidade. Isto nos leva à seguinte reflexão: se realmente conhecêssemos o mistério de Deus e a nova vida à qual estamos chamados, sempre poderemos permanecer n’Ele, e nossas vidas estarão plenas de sentido. Isto é central para o cristianismo que estamos chamados a viver neste século XXI.

Dante Ricardo C. Aragón, scv
Sodalício de Vida Cristã

Fonte: https://www.a12.com/redacaoa12/espiritualidade/minha-vida-tem-sentido


FELIZ 2019

dezembro 31, 2018
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Deus é poderoso para fazer infinitamente mais, na vida de qualquer um que colocar sua fé nEle. Nosso Deus é o mesmo Deus que partiu o Mar Vermelho e alimentou mais de cinco mil pessoas com apenas alguns pães e peixes. Ele também deseja fazer grandes coisas através de nós, porém, infelizmente, não temos dado muitos desafios a Ele por causa de nossos sonhos pequenos e orações superficiais e egoístas.
Por isso, vamos sonhar grandes sonhos para Deus! Vamos adorá-lo pela Sua grandeza e abandonar todo medo e falta de fé. Só assim começaremos a viver os planos maravilhosos que Ele tem para nossas vidas!!
“Por isso tenhamos confiança e cheguemos perto do trono divino, onde está a graça de Deus. Ali receberemos misericórdia e encontraremos graça sempre que precisarmos de ajuda” Hebreus 4,16
Que 2019 seja um ano de muita benção, paz, amor, saúde e prosperidade para todos, em nome de Jesus!!!!
Bom dia!
Deus te abençoe poderosamente!

PADRE CHRYSTIAN SHANKAR: QUER SER FELIZ? APRENDA A TAMPAR OS OUVIDOS!

dezembro 13, 2018


ESTOU EM DEPRESSÃO. O QUE FAZER?

dezembro 13, 2018

ESTOU EM DEPRESSÃO. O QUE FAZER?

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a depressão será a doença mais comum do mundo em 2030! Por isso, a importância de se falar sobre ela.

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Depressão é um termo que vem do latim de (baixar) e premere (pressionar), que literalmente significa “pressão baixa” ou “apertar firmemente para baixo”. Este termo é utilizado na Psicologia para designar um transtorno ou distúrbio de humor, caraterizado por uma tristeza profunda, sentimentos de desesperança e baixa autoestima. Este transtorno geralmente se manifesta por meio de um conjunto de sintomas, entre eles: humor deprimido na maior parte do tempo, diminuição do interesse e da experiência de prazer em diversas atividades, insônia ou hipersonia quase todos os dias, fadiga e perda de energia, capacidade diminuída para pensar ou se concentrar, etc.

A depressão também nos coloca numa situação de estarmos presos mentalmente, e buscamos a solidão e o isolamento da família e dos amigos. Há uma relação estreita entre o transtorno de ansiedade e a depressão, pois muitas vezes, o quadro de ansiedade excessiva chega a um estado ansioso depressivo. Diante deste transtorno da depressão, é muito importante buscar ajuda, especialmente de um psiquiatra e um psicoterapeuta.

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Uma das principais características das pessoas em depressão é a condição de vítima. Estar nesta condição provavelmente nem é culpa da própria pessoa, pois seus mecanismos de defesa estão alterados por questões biológicas, psicológicas e até espirituais, uma vez que a depressão é uma doença que modifica muita coisa. A pessoa acometida por esta doença começa a apresentar sintomas como desânimo, tristeza, pensamentos negativos, vontade de morrer, isolamento e falta de energia para atividades simples. Isto interfere nas respostas a situações de estresse, no convívio com as pessoas, na rotina de uma vida saudável.

Leia MaisEstou grávida. E agora?Quero ouvir maisQuero conhecer JesusO tratamento deste transtorno não tem que ser necessariamente por meio de medicamentos, pois, hoje em dia, há um abuso na utilização de diazepínicos, os chamados “tranquilizantes” ou ansiolíticos, que podem até vir a deteriorar a sua saúde física e mental. Pode-se buscar, também, técnicas de meditação, como a muito difundida mindfulness, ou exercícios físicos, já que estes, ao produzir neurotransmissores, ajudam na prevenção da depressão.

É necessária a busca de uma síntese, pois pensamos que somente o remédio não trará uma solução; uma síntese que considere a medicação como importante em alguns casos, mas que utilize do tratamento psicoterapêutico aliado a outras técnicas (meditação, relaxamento, atividades físicas), que é extremamente importante para o sucesso do tratamento.

Por último, é sempre importante lembrar que as pessoas que sofrem estes transtornos são uma unidade bio-psico-espiritual. Uma recomendação é que elas mesmas olhem para si como um ser integral e não com uma visão desfigurada ou negativa de si, do mundo e dos outros. Às pessoas que passam por alguma depressão, eu desejo que sempre tenham uma visão integral e holística delas mesmas. Então, uma recomendação seria que elas, ao se verem como um ser integral, lutem com a ajuda necessária. Isto é preferível a ficar na condição de vítimas, vivenciando uma visão desfigurada, incompleta ou negativa de si mesmas, dos demais e do entorno, levando à estagnação ou à busca de caminhos incertos.

Lembremos, principalmente, que a fé nos leva a confiar em Deus, mas também não esqueçamos que Ele também confia em cada um de nós, pois temos uma missão para cumprir neste mundo.

Dante Ricardo C. Aragón
Sodalício de Vida Cristã
Mestre em Psicologia

Fonte: https://www.a12.com/redacaoa12/espiritualidade/estou-com-depressao-o-que-fazer

 


PADRE CHRYSTIAN SHANKAR: OS 7 CONSELHOS PARA TER UMA FAMÍLIA FELIZ

dezembro 5, 2018


MENINO DA CAÇAMBA

dezembro 5, 2018

MENINO DA CAÇAMBA

O que seria de nossas cidades sem o serviço do recolhedor de entulhos, com suas caçambas milagrosas que fazem desaparecer de nossas vistas tudo de imprestável produzido em nossas construções? Construímos muito, mas descartamos bem mais. Muito daquilo que classificamos como imprestável faz falta na edificação de outros lares, aqueles que seriam a vida sonhada por muitos. A sobra de uns é migalha essencial a outros.

Não é de desigualdade social nosso assunto. Digamos ser este um ingênuo conto de Natal. Perambulando por nossas avenidas, ruas e vielas é impossível não notar essas caçambas modernas que a civilização inventou para despejar seus descartes. Ironicamente, muitas destas ocupando vagas de idosos, carga e descarga ou mesmo de cadeirantes, deficientes. Outras na contramão do fluxo normal ou simplesmente impedindo acesso à garagem do pobre contribuinte. Tão ou mais irregular que o veículo de placas clonadas, a carroça a tração animal ou humana que nunca respeita leis de trânsito e por aí vai. O pobre catador é quem faz a festa em meio a tanto caos e dejetos.

Um deles, no entanto, num dezembro de entulhos ricos, recicláveis valiosos e descartes preciosos, encontrou um dia uma caixa de papelão atraente e volumosa, com um selo de loja de luxo, mas conteúdo misterioso envolto em fina seda. Que fazia ali aquela caixa? Levou-a cuidadosamente para seu barraco, pensando fazer presente à companheira de infortúnios, a mãe de seus filhos. Depositou a caixa numa mesa de centro, cambeta, porém ainda útil. Reuniu mulher e filhos e, num ritual quase religioso, começou a desembrulhar as peças. Primeiro encontrou uma ovelha, depois outra, mais outra. Logo veio um boi, um cavalo, outro boi, uma vaca leiteira. Ah, que bom se esta fosse realmente leiteira, pensou, olhando para a tristeza desnutrida do caçula no barraco.

Continuou a desvendar os mistérios daquela caixa. Já não atinava para o sentido daquele zoológico de peças, quando encontrou o que seria a imagem de um rei, um rico e portentoso rei da antiguidade, que trazia consigo um precioso baú repleto de moedas de ouro. Logo encontrou outro rei, com traços asiáticos, depois outro, de pele negra. Quem seriam tão estranhas figuras? Mas ao mistério do tríplice reinado, recordando uma trindade quase santa de poder e glória, seguiram-se enigmáticas figuras de pastores e aldeões, gente simples, gente do povo como eles, catadores e sobreviventes das mesas ricas que lhes davam suas sobras, seus entulhos. Gente como a gente, pensou!

Depois descobriu a imagem da simplicidade em pessoa, representando um venerável senhor de tez serena, cajado de apoio a longas caminhadas que certamente já fizera. Seu olhar era de contemplação a algo reluzente. Tinha os traços de um ancião feliz, um zé ninguém sem muitas realizações senão aquelas que evidenciavam a consciência de um homem justo. A esposa do catador foi quem desembrulhou a peça seguinte: bela imagem de uma jovem mulher! A imagem perfeita de u’a mãe amorosa, exclamou em alta voz, enquanto a depositava com extremada devoção e encantamento bem ao centro da mesinha cambeta, calçada agora com a responsabilidade de não destruir aquelas peças dum quase quebra-cabeças que encantava a todos.  A jovem Maria, como tantas marias de lutas e infortúnios que bem conhecia, aquela Maria lhe transmitia força e serenidade nunca sentidas antes. Depositou-a carinhosamente ao lado da imagem apaixonada do seu bom José.

Por fim, restou um último e misterioso embrulho. Em partes descobriram o que poderia ser um comedouro de animais, um cesto de ração ou coisa assim, pois era uma peça totalmente descaracterizada, lembrando vagamente um berço de criança. A surpresa maior veio a seguir: a imagem radiante de um bebê, mas com o nariz quebrado. Teriam que lhe providenciar outro berço. Tal qual fizeram para o caçula da família, adotado sim, mas que num dezembro como este encontraram numa caçamba, tirintando de frio e com o nariz também quebrado. Emanuel era seu nome, o mesmo nome do juiz que concedera ao casal de catadores a guarda daquele menino da caçamba…

WAGNER PEDRO MENEZES 
www.meac.com.br

Fonte: http://catequesecatolica.com.br/site/menino-da-cacamba/

 


EMERGÊNCIA EDUCATIVA: EDUCAR NA FÉ PARA A FÉ

dezembro 3, 2018

EMERGÊNCIA EDUCATIVA: EDUCAR NA FÉ PARA A FÉ

“E Jesus crescia em sabedoria, em estatura e em graça, diante de Deus e dos homens”. (Lc 2, 52)

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Que possamos sempre fazer essa afirmação sobre os nossos filhos, alunos, catequizandos, tutelados e sobre todos que, direta ou indiretamente, participamos da educação. Temos sido fontes de formação de sujeitos íntegros? Somos referenciais coerentes com os valores do Evangelho e da Igreja?

A Igreja, ao se preocupar com a “Emergência Educativa”, nos chama a refletir intensamente sobre os grandes desafios de educar no mundo secularizado. Mundo que nos embaraça, que nos desestabiliza e nos empurra o relativismo como princípio, sem que percebamos a força devastadora do mesmo. O Documento de Aparecida é categórico ao afirmar que:

No clima cultural relativista que nos circunda, se faz sempre mais importante e urgente
enraizar e fazer amadurecer, em todo o corpo eclesial, a certeza de que Cristo, o Deus de rosto humano, é nosso verdadeiro e único Salvador. (DAp: 21.p.22)

Estamos, de fato, diante de uma “Emergência Educativa”. Uma resposta concreta e eficaz é “educar na fé e para a fé”. Não é missão fácil; ao contrário, é missão desafiadora, que exige a coerência, o testemunho e o exemplo daquele que pretende educar a outrem. Educar na fé está nos primórdios do Evangelho e nos fundamentos da Igreja. Somente educando na fé e para fé, é possível constituir comunidades cristãs e a nova sociedade. Desta educação depende o futuro do Cristianismo e da Igreja. “Todos reconhecerão que sois meus discípulos” (Jo 13,35). Foi pela educação na fé e para a fé que herdamos a doutrina e os valores Cristãos-Católicos. O Documento de Aparecida (101), responde:

Neste momento, com incertezas no coração, perguntamos com Tomé: “Como vamos saber o caminho?” (Jo 14,5).
Jesus nos responde com uma proposta provocadora: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida” (Jo 14,6).
Ele é o verdadeiro caminho para o Pai, o qual tanto amou ao mundo que lhe deu o seu Filho único, para que todo aquele que nele crer tenha a vida eterna (cf. Jo 3,16).
Esta é a vida eterna: “que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo teu enviado”(Jo 17,3).
Como discípulos de Jesus, confessamos nossa fé com as palavras de Pedro: “Tuas palavras dão Vida eterna” (Jo 6,68).
A fé em Jesus como o Filho do Pai é a porta de entrada para a Vida.“Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo” (Mt 16,16).

Quando não assumimos a Educação na Fé e para Fé, colaboramos para que o estado de relativismo se mantenha e nos arraste para a defesa dos “tempos líquidos”. Bento XVI, nosso querido Papa Emérito, nos convocou ao cuidado com a “ditadura do relativismo”, pois deixa cada um como medida de si mesmo e nos coloca a favor do individualismo e da efemeridade, permitindo que Deus seja banido de nossa existência, já que Deus é amor, Absoluto e Eterno. A ditadura do relativismo não tem consequência somente particular, mas envolve toda a sociedade e coloca em grande perigo a convivência social e a condição humana. Tudo que é absoluto e duradouro é considerado como maléfico à sociedade. O Catecismo da Igreja Católica orienta sobre a necessidade da Educação na Fé e para a Fé e nos apresenta as consequências quando negligenciamos esta missão.

Na medida em que rejeita ou recusa a existência de Deus, o ateísmo é um pecado contra a virtude da religião.
imputabilidade desta falta, entretanto, pode ser seriamente diminuída, em virtude das intenções e das circunstâncias.
Na gênese e difusão do ateísmo, “grande parcela de responsabilidade pode caber aos crentes, na medida em que, negligenciando a educação da fé,
ou por uma exposição enganosa da doutrina, ou por deficiência em sua vida religiosa, moral e social,
se poderia dizer deles que mais escondem do que manifestam o rosto autêntico de Deus e da religião“. (Catecismo da Igreja Católica §2125)

educação na fé e para fé alimenta a esperança e a possibilidade de religação da humanidade ao sentido próprio de sua existência. No Congresso de Educação Católica, realizado em Roma: “Educar hoje e amanhã: Uma paixão que se renova”, o Papa Francisco fez o discurso de encerramento que muito nos ajuda a refletir a Educação na fé, pela fé, para a fé.

“Não se pode falar de educação católica sem falar de humanidade, porque a identidade católica é precisamente Deus que se fez homem. Ir em frente nas atitudes, nos valores humanos, plenos, abre a porta à semente cristã. Depois vem a fé. Educar cristianamente não é só fazer uma catequese: esta é uma parte. Não é só fazer proselitismo — nunca façais proselitismo nas escolas, nunca! — Educar cristianamente é levar por diante os jovens, as crianças nos valores humanos em todas as realidades, e uma destas realidades é a transcendência.
Hoje há a tendência a um neopositivismo, ou seja, a educar para as coisas imanentes, para o valor das coisas imanentes, e isto tanto nos países de tradição cristã como nos países de tradição pagã. O que não significa introduzir os jovens, as crianças na realidade total: falta a transcendência. Para mim, a maior crise da educação, na perspectiva cristã, é este fechamento à transcendência. Somos fechados à transcendência. É preciso preparar os corações para que o Senhor se manifeste, mas na totalidade; ou seja, na totalidade da humanidade, que tem também esta dimensão de transcendência. Educar humanamente, mas com horizontes abertos. Nenhum tipo de fechamento beneficia a educação.

Que Maria, Mãe de Jesus e nossa, nos envolva com o seu manto e nos conceda a graça de construir um mundo novo através da Educação, e que possamos educar com a mesma fé, intensidade, verdade e valores, assim como Jesus foi por Ela educado.

ESCRITO POR
Joana Darc Venancio (Redação A12)

Joana Darc VenancioPedagoga, Mestre em educação e Doutora em Filosofia. Especialista em Educação a Distância e Administração Escolar, Teóloga pelo Centro Universitário Claretiano. Professora da Universidade Estácio de Sá. Coordenadora da Pastoral da Educação e da Catequese na Diocese de Itaguaí (RJ)

Fonte: https://www.a12.com/redacaoa12/igreja/emergencia-educativa-educar-na-fe-para-a-fe

 


PADRE PAULO RICARDO: O PREÇO DE SER CRISTÃO

novembro 28, 2018


QUE PECADOS PODEM MATAR A FÉ?

novembro 28, 2018

QUE PECADOS PODEM MATAR A FÉ?

 

O mais grave dos pecados contra a fé é a infidelidade

Vimos, no artigo anterior, que a Virtude da Fé é chamada de Teologal por se orientar a Deus e ser dado por Ele para o ser humano. Embora essa virtude seja dada em semente por Deus, é dever do homem permanecer unido a Deus e trabalhar pelo seu crescimento. Desse modo, a fé cresce do perfeito para o imperfeito, ou seja, pelo estímulo de Deus para o ser humano e do imperfeito para o perfeito, isto é, do esforço do homem para chegar a Deus. No entanto, embora Deus dê a fé gratuitamente, o ser humano pode negá-la em si mesmo e, até mesmo, destruí-la. Como aquilo que se opõe a Deus é o pecado, quais são os pecados que destroem a fé?

Que pecados podem matar a fé?

Foto ilustrativa: Wesley Almeida/cancaonova.com

O mais grave pecado contra a fé é a infidelidade (ST II-II Q10A3). Por ele o homem voluntariamente resiste a fé, não querendo recebê-la, crescer nela ou a distorce. Assim, aquele que procura não conhecer melhor a fé professada pela Igreja, com medo de ser cobrado por esse conhecimento em alusão à palavra “a quem muito for dado, muito será cobrado” (Lc 12,48), peca contra a fé. Essa infidelidade é uma cegueira voluntária, que corrompe e destrói a virtude da fé. A fé deve ser estimulada a crescer e não ser combatida ou cerceada.

Heresia e a apostasia

Dentre os modos do pecado da infidelidade estão a heresia e a apostasia. A heresia, que vem do grego “eleição”, tem esse nome porque o herege escolhe ou elege a doutrina que julga ser melhor ou mais adequada para si mesmo. Nega-se, assim, que existe uma doutrina verdadeira que deve ser seguida e defendida, não importando a opinião pessoal que tem-se sobre ela. A partir do momento que se arbitra sobre o que se deve ou se quer crer, escolhendo no que acreditar e no que não acreditar da fé ensinada pela Igreja, adota-se a postura do herege e se destrói a fé. Aquele que já ouviu a expressão: “- Sou católico, mas não concordo com isso e aquilo que a Igreja diz”, conheceu um herege de perto. Pode ser um herege que não entrará para os livros de história mas, fatalmente, destruirá a própria fé (e de quem der ouvidos às suas “opiniões” ou “eleições”).

A apostasia, por outro lado, é uma forma de infidelidade de quem se afasta completamente da fé em Deus (ST II-II Q12A1). Aquele que teve uma formação católica, foi introduzido nos sacramentos e abandona a Igreja e a fé, é um apóstata. A consequência da apostasia é a morte da fé de um modo mais rápido e eficaz do que a heresia, pois, essa ainda procura conservar alguma coisa da fé, embora a distorça. O apóstata, no entanto, tem como objetivo (e consegue) destruir a própria fé.

Como a fé exige um aplicar-se, conscientemente, no aprendizado das coisas de Deus para se desenvolver, a cegueira ou embotamento da mente é outro vício que destrói a fé. Ou seja, aquele que se aplica a entender, usufruir e aperfeiçoar-se nas coisas terrestres ou materiais, deixando de lado o aprendizado da fé, comete um erro que mata a sua fé. Afinal, acumular títulos acadêmicos após décadas de estudo e permanecer no “jardim de infância” da fé é uma distorção intelectual extraordinária. O conhecimento e aprofundamento em relação à fé tem de caminhar no mesmo tom e qualidade dos outros aprendizados intelectuais. Quando, por negligência, deixa-se de se aprender e aprofundar as verdades de fé, cria-se o pecado da cegueira intelectual que faz a fé ficar débil até morrer.

Entre os inúmeros dons recebidos de Deus, a inteligência é um dos maiores

Por outro lado, o embotamento da mente, causado por uma falta de vivência intelectual em qualquer área, não é menos danoso ou menos problemático. Se aquele que desenvolve toda sua capacidade intelectual em várias áreas, menos no conhecimento da fé, peca; aquele que não desenvolve, também, peca. Entre os inúmeros dons recebidos de Deus, a inteligência é um dos maiores. Ela nos dá a capacidade de ver e compreender o mundo, além de receber e entender a revelação de Deus que contém as verdades de fé. Aquele que embota (debilita, insensibiliza) a sua própria inteligência, não só destrói suas capacidades de viver melhor em sociedade como, também, se priva de aprender a revelação de Deus.

Procurando corrigir-se desses erros voluntários, isto é, os pecados; e dos involuntários, que são os vícios adquiridos por maus hábitos, conseguimos preservar a fé dada, gratuitamente, por Deus. Mas, como se pode aumentar a nossa fé? No próximo artigo nos deteremos nos passos que podemos dar, conscientemente, para aumentar a nossa virtude da fé.

 

Flávio Crepaldi

Flavio Crepaldi é casado e pai de 3 filhas. Especialista em Gestão Estratégica de Negócios,graduado em Produção Publicitária e com formação em Artes Cênicas. É colaborador na TV Canção Nova desde 2006 e atualmente cursa uma nova graduação em Teologia com ênfase em Doutrina Católica.

Fonte: https://formacao.cancaonova.com/espiritualidade/vida-de-oracao/que-pecados-podem-matar-fe/

 


PADRE PAULO RICARDO: COMO VIVER O DESAPEGO?

novembro 26, 2018


A TARTARUGA

novembro 26, 2018

A TARTARUGA

Todos os dias o percurso era o mesmo. Taru deixava o mar e seus mistérios e, na calada da noite, deslizava lentamente pela areia batida da praia, até ao amanhecer, quando a maré alta a envolvia no carinho de suas ondas mornas, e como se carrega uma criança nos braços, a deitava cheia de ternura no doce leito do mar.

Taru era imponente. Nos seus cento e cinqüenta quilos, cheia de força e vigor, desafiava constantemente as intempéries do mar e os dissabores do tempo, além de se arvorar contra os muitos predadores que porventura dela se aproximassem.

As marcas de suas patas, como impressões digitais verdadeiras, deixavam-se fixar na areia, à semelhança de um grande outdoor horizontal que estampasse este aviso: Taru passou por aqui! Era vaidosa. Nunca fora vencida nem se deixara vencer. À medida que cada vitória sucedia, a sua medida de vaidade multiplicava-se, deixando-a cada vez mais presunçosa e cheia de orgulho. A autossuficiência impedia-lhe de ver o mundo ao seu redor. Meneando a cabeça, ora para cima, contemplando o céu bordado de estrelas; ora para baixo, vislumbrando os bilhões de grãos de areia que compunham aquela paisagem serena; ora retraindo a cabeça para dentro de si, num gesto puramente instintivo de defesa contra as rajadas de vento que a incomodavam sobremaneira, Taru sentia-se absoluta.

A noite fora tranqüila. Mal os primeiros raios da manhã saudavam o novo dia, ela esperava ansiosa a chegada da maré cheia. As ondas espraiavam-se cada vez mais perto. Ofegante, exausta, arrastando-se lentamente, mas feliz por não ter sido vencida mais uma vez, não percebe uma onda gigante que, tomando-a de surpresa, lança-a há alguns metros de distância, onde cai desacordada e só.

O sol já ia alto quando Taru se deu conta de que estava de patas para o ar. Tentou desvirar-se uma, duas, três… inumeráveis vezes. Nada. O dia findara, outra noite chegara, e ela ali, sozinha, vendo o céu de cabeça para baixo e o mar longínquo que não reparava na sua dor.

A areia quente, de uma temperatura insuportável, levava-a a exaustão.

Ao final do terceiro dia, quando as primeiras estrelas saudavam a noite que nascia mansamente, e já sem esperança alguma, Taru ouve passos que vêm em sua direção. É inacreditável! Agita-se. Se pudesse gritar… O pescador se aproxima, pára, fixa seu olhar, move a cabeça para a direita e para a esquerda, como quem diz: “Pobrezinha!…” E reunindo suas forças, socorre e salva Taru.

Já deslizando nas águas do mar e gozando das delícias do seu habitat natural, Taru pôde refletir e compreender: “Ninguém se basta a si mesmo. Nem eu“.

Paz e Luz

Antonio Luiz Macêdo

Fonte: http://catequesecatolica.com.br/site/a-tartaruga/

 


ESTOU GRÁVIDA. E AGORA?

novembro 25, 2018

ESTOU GRÁVIDA. E AGORA?

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infinita sabedoria de Deus concede ao corpo feminino a capacidade de conceber e também uma grande quantidade de hormônios para que esteja apto a abrigar e manter o desenvolvimento desta nova vida. Esses hormônios são os principais responsáveis pela diversidade de emoções que uma gestante experimenta. É por isso que nós, mães, começamos a imaginar como será “do ‘positivo’ em diante”, e mesmo que este bebê tenha sido esperado para aquele momento, todas, em maior ou menor grau, temos medos e preocupações comuns que, se não forem bem direcionados, podem tornar a gestação difícil. Vamos ver alguns deles?

Insegurança com as mudanças na vida – Rotina, hábitos, espaços – em casa ou no trabalho – adequações às novas necessidades; mudanças no corpo, mentalidade, prioridades. Tudo isso faz gerar inseguranças, ou a quebra de falsas seguranças: que dificuldades encontrarei no meu trabalho? Como serei vista pelo meu esposo? A gravidez interferirá no nosso relacionamento conjugal?

Lembre-se: gravidez não é doença, é um estado de atenção, mas natural! Pode ser que seja difícil em alguns momentos, mas a gestante, como qualquer ser humano no âmbito profissional, deve ser tratada como pessoa e não como uma máquina, e ser respeitada nesta condição. Há situações de saúde que podem exigir repouso e afastamento do trabalho. Você não deve se culpar nem se desesperar se isso ocorrer, pois há leis que lhe garantem cobertura neste tempo para que você se dedique aos cuidados necessários.

Sobre seu esposo: assim como para o trabalho você não é uma máquina, para ele – e para você mesma – você não é apenas o corpo, mas uma pessoa que, com toda a sua história de vida, virtudes, defeitos e demais características, é única e irrepetível, e por isso ele a escolheu para trilharem a jornada da vida juntos. Mudanças fazem parte deste caminhar e a clareza do sentido matrimonial os ajudará a viver esta fase com compreensão e alegria.

A saúde do bebê – Desde o ventre, você já estará preocupada com o que comer e beber ou não, e o quanto alguma deficiência de saúde pode afetar o seu bebê. Neste momento, o envolvimento do esposo nos cuidados com a gestação se torna muito importante, tanto como suporte para você, quanto como para fomentar o diálogo e a partilha dos dois. Assim, juntos, decidem os cuidados a tomar e a “listinha” de perguntas a serem feitas ao obstetra. Se há outros filhos, eles também já devem ser “treinados” a cuidarem do irmãozinho desde já, na medida da sua compreensão e possibilidades. Outros membros da família também são importantes nesse apoio, desde que respeitem limites e decisões próprias e exclusivas do casal.

O parto – É o medo principal, seja das mamães de primeira viagem ou das mais experientes. Independentemente dos motivos, talvez as coisas não sejam exatamente como se sonhou. Mas nossa condição feminina nos garante que “dar à luz faz parte da nossa natureza” e esta é a primeira afirmação que você deve repetir ao se deparar com este medo. Cuide-se bem e se prepare para este grande momento. O que vier a mudar dos seus planos será para que tudo transcorra bem e você esteja com seu bebezinho nos braços da forma mais segura possível. Você é capaz!

Há outros medos, como por exemplo, quando a gravidez ocorre num momento de instabilidade familiar ou até mesmo fora deste ambiente. Independente do contexto, é importante frisar que todos nós que temos uma gestante próxima, temos a responsabilidade – familiar e social – de ampará-la e encorajá-la a viver este momento da maneira mais natural possível. Certos comentários devem ser abolidos de nossos diálogos e pensamento, se não condizem com nossa missão de defensores da vida.

O Catecismo nos diz o seguinte: “chamados a dar a vida, os esposos participam do poder criador e da paternidade de Deus.” (nº 2367). Então, se você está grávida, meus parabéns! Deus a chamou a participar da criação com Ele. Tranquilize-se, informe-se, cuide-se e confie-se aos cuidados maternais da Virgem Maria que, sem ter planejado, recebeu a Salvação de todos nós em Seu ventre sagrado!

Nossa Senhora do Bom Parto, rogai por nós!

Michelle de Oliveira Ferreira
Membro do Movimento de Vida Cristã – MVC
Instrutora do Método de Ovulação Billings®
Pela CenplafamWoomb Brasil

Fonte: https://www.a12.com/redacaoa12/espiritualidade/estou-gravida-e-agora


THIAGO BRADO: QUANDO A GENTE NÃO MERECE É QUANDO A GENTE MAIS PRECISA

novembro 21, 2018


A EXPERIÊNCIA ESPIRITUAL E A ATENÇÃO AO MINISTÉRIO DE DEUS

novembro 21, 2018

A EXPERIÊNCIA ESPIRITUAL E A ATENÇÃO AO MINISTÉRIO DE DEUS

 

Certo é que todos os homens, de todos os tempos e lugares fizeram e fazem a experiência do transcendental. Ele é um ser aberto ao totalmente Outro, o qual é realidade ao mesmo tempo externa a este mundo, e interna ao homem. Há uma vivência fundadora do pensamento religioso no ser humano, sem intermédio de uma ordem externa, confessional, ou teológica.

Em termos psicológicos, a experiência religiosa é, desde sempre, uma dimensão intrínseca de nosso psiquismo, isto é, da alma humana na medida em que ela experimenta uma realidade sagrada, ou seja, uma comoção perturbadora que funda a realidade como sagrada. Tais realidades humanas, sejam as boas e aprazíveis, mas principalmente as mais difíceis, como as tragédias e a morte de um membro da família, são carregadas de sacralidade, da presença de Deus.

Em meio a um mundo confuso, onde as experiências interiores não são mais valorizadas, encontra-se um ser humano fragmentado em busca de um sentido para a vida, para a sua própria existência e a do mundo a sua volta. Ainda que traga os traços do criador, e sua alma clame por uma realidade superior que o oriente e sirva de sentido, o homem moderno traz uma desconfiança a respeito do divino e da possibilidade de fazer uma verdadeira experiência de Deus e das coisas sagradas. Para muitas religiões e pensamentos religiosos, tal encontro só é possível por mediações religiosas, interseccionado por ritos e representantes religiosos. Esta realidade não é ilegítima ou descabida, no entanto é momento segundo no processo de experiência espiritual.

O conceito de experiência espiritual de K. Rahner nos conduz para uma realidade transcendental que se deixa entrever no concreto da vida cotidiana de todo homem. Talvez a consciência religiosa coletiva não consiga abarcar, com facilidade, a possibilidade de uma experiência direta de Deus por causa de centenas de anos de catequese puramente sacramental e institucional. Rahner não nega a religião ou religiosidade como caminho, mas em sua teologia espiritual, acena para uma realidade primordial, a da categoria da experiência imediata, a qual o homem comum, sem ser um místico aos moldes de Francisco e Tereza, faz nas coisas mais triviais do seu dia. Se é verdade que todo homem é aberto ao mistério sagrado e absoluto de Deus, então deve haver um instrumental pré-existente nele, não externo, que o possibilite ter acesso às realidades espirituais.

Neste ponto para Kal Rahner a chave de leitura são os dramas e perguntas mais profundas da pessoa, através de sua inteligência e livre vontade. Trata-se de uma mística ou espiritualidade encarnada, uma mística “natural”, na qual o mundo ao redor e, sobretudo, o mundo interior, gritam a presença e a ação de Deus. Seja o nome que for: graça, inabitação, efusão, êxtase, etc. o que realmente ocorre com todas as pessoas é uma experiência do mistério do infinito que há nele; ele sabe que as respostas últimas e soluções para as crises não é ele, mas Outro.

Com a experiência de autotranscendência, o ser humano necessariamente se abre a Deus e busca Nele nutrir-se. Deus se oferta a alma humana e se faz a ela presente. Ao perceber tal presença em sua vida, o homem faz experiência da graça divina que se antecipou a ele, possibilitando a abertura e docilidade interiores. E é exatamente aqui que se problematiza a questão da experiência divina. Parece que necessária e absolutamente o indivíduo só pode fazer experiência mediada de Deus, ou seja, através de alguém ou alguma coisa. Ora, nossa pastoral tem tido práticas que reforçam essa inverdade.

Temos inculcado em nossos fiéis a necessidade de ter algum ministro para rezar por ele, ou para conduzir um momento de oração, quando na verdade ele mesmo é capaz de orar e num diálogo afetuoso com o Pai do céu descobrir os tesouros celestes. Ou ainda a prática de novenas e instrumentalização da fé, como promessas e orações “sentimentais” feitas em ambientes pentecostais, as quais levam a uma experiência falsa, ou senão, opaca de Deus.

Nossa pastoral deve dar mais autonomia ao fiel cristão que busca fazer uma experiência de Deus. Devemos possibilitar que se tenha mais atenção ao mistério que nos envolve e perpassa, liberando essa ruim conjunção de experiência de fé com as práticas religiosas institucionalizadas. Não que a igreja e sua doutrina sejam desnecessárias, mas que a pastoral faça cada um perceber seus próprios caminhos, ou seja, as vias pessoais pelas quais Deus fala ao indivíduo de modo único e particular. É preciso educar para a mística.

Que a religião cumpra seu papel de religar a Deus e não ser o fim último como tem ocorrido em nossas instituições. Precisamos reeducar o nosso povo a ter olhos espirituais que vejam as pegadas, os traços de Deus em sua própria história de vida. O perigo que se corre nesse ultrapassado modelo pastoral é manter-nos num emaranhado de relações meramente humanas nas igrejas, sem profundidade e com uma sempre maior alienação; alienados de nós mesmos, alienados dos outros e lamentavelmente, alienados de Deus. Com a instrumentalização religiosa, o crente ficou preso às experiências de outros, que não a dele mesma, e às dos irmãos de fé. É mais uma religião social que espiritual, no sentido de mística, ligada ao transcendente.

De fato, a prática religiosa é a linguagem concreta pela qual tentamos expressar aquela experiência íntima que fizemos de Deus. No entanto, precisamos encontrar tempo para a interioridade, para o silêncio, para um encontro tranquilo e amoroso com a causa fundante de nossa existência. Posso ir à missa, posso rezar o terço e as novenas, mas elas são tão somente formas de externar o que vai no meu interior, o que foi fecundado e colhido pelo Espírito de Deus em mim. Se nossa prática pastoral inverte os momentos, gera-se uma imagem confusa de Deus e se sombreia a religião.

Fomentar a vida interior, ou vida espiritual é consagra-se a ser investigador do mundo, tanto o exterior quanto o interior, e com o auxílio da luneta da fé encontrar o amor profundo e incondicional de Deus. É conseguir enxergar em nós e no mundo a presença velada e revelada de Deus que sempre nos atrai e se apresenta maior que nós, maior que o mundo.

Essa experiência espiritual se dá, na prática, quando, por exemplo, olhamos com os olhos de Deus a senhorinha quase cega que lhe visita por simplesmente se sentir bem em sua casa; ali ela faz experiência da acolhida e nós a de hóspedes do próprio Deus que nos revela a fragilidade e doçura de seu coração. Ou então, quando todos se voltam contra você e em momento de vulnerabilidade, alguém lhe lança um olhar compassivo, lhe acolhe e diz: estou contigo, nunca se esqueça disto! Aquele abraço forte lhe dá, ainda que sem palavras, garantias que tudo está bem, que Deus não te condena mesmo quando todos teriam razões para isso.

Quanto mais criamos a capacidade de ver a manifestação de Deus nas realidades intramundanas, mais é diminuída a dicotomia sagrado x profano. O sagrado e o profano constituem dois modos de ser no mundo, duas situações assumidas ao longo da história religiosa.

O homem toma consciência do sagrado porque este se manifesta, como outra coisa absolutamente diferente do profano, do usual, do cotidiano. Qualquer ação com um significado vital, como nascimento e morte, fome e alimentação, plantio e colheita, etc. participa de certo modo do mundo sagrado, ou seja, é vital porque é parte do sagrado, vem de um Outro.  Exemplo primordial para nós cristãos é a encarnação do Verbo, no qual se encontram harmoniosamente integradas as duas categorias, a sagrada ou divina e a humana, ou profana.

A partir da humanização do Verbo divino, nenhuma coisa ou pessoa lhe escapa, pois, em si, já fazem parte do sagrado, porque foram assumidas como realidades espirituais no ‘coração’ de Deus. Jesus Cristo é a manifestação da integração perfeita das realidades terrestres e espirituais, e mostra que não são dicotômicas entre si, mas locais da manifestação de Deus. Portanto, toda ação é sagrada, pois a vida vem Dele e para Ele há de voltar. Encontrando-se, o ser humano encontra a Deus. Amando o outro, a Deus ele está a amar. Assim descobrimos que viver é sagrado, e quanto mais vivemos, integrando-nos no mundo, mais encontraremos rastros do sagrado que nele habita. No fim de tudo só Ele restará!

Autor: Prof. VICTOR HUGO NASCIMENTO
Filósofo e Teólogo.
Professor das Escolas de fé e catequese Luz e Vida e Mater Ecclesiae – RJ
Contato: victorbento.30@globomail.com

Fonte: http://www.catequisar.com.br/texto/colunas/victor/015.htm

 


PADRE FABIO DE MELO: MUDE SEUS PENSAMENTOS!

novembro 20, 2018


QUAL É O CAMINHO PARA A VERDADEIRA ESPIRITUALIDADE?

novembro 20, 2018

QUAL É O CAMINHO PARA A VERDADEIRA ESPIRITUALIDADE?

 

A busca da espiritualidade deve nos ajudar a sermos cada vez mais livres e senhores dos nossos instintos

Uma das palavras mais usadas nesses últimos tempos é espiritualidade, porque ela nos faz muita falta para o equilíbrio de nossa vida. Dizem os psicólogos que, quando se fala muito de uma coisa, é porque não a possuímos, portanto, somos carentes do que falamos. Não sei se essa teoria está certa, não é minha especialidade. O que posso dizer é que a espiritualidade não é uma teoria que preenche o coração de ninguém.

Para que a espiritualidade se torne algo pessoal deve sair do papel, do campo das ideias e se fazer vida. Somente quem vive olhando para o alto e não se deixando escravizar pelas coisas da terra pode lentamente tornar-se uma pessoa espiritual. Devemos evitar o espiritualismo que nos impede de compreender que a ação é o caminho certo de toda forma de espiritualidade.

-Qual-é-o-caminho-para-a-verdadeira-espiritualidade

Foto: Wesley Almeida/cancaonova.com

No respeito para todos estes autores que fazem um bem imenso aos que leem, discordo de tudo isso, porque me parece que não pode existir uma autêntica espiritualidade sem uma referência explícita a determinados valores fundamentais como a defesa da vida, da paz e dos direitos humanos.

A liberdade e o caminho espiritual

A busca da espiritualidade não pode nos prejudicar, mas deve nos ajudar a ser cada vez mais livres da matéria e senhores do nossos instintos. A verdadeira espiritualidade é fruto de uma luta corajosa, forte, onde ficamos feridos, arranhados e sangrando, mas não desistimos da luta.

Um dos textos que mais me ajudam a aprender a verdadeira e autêntica espiritualidade é a carta de São Paulo aos Gálatas. Ele nos recorda a beleza da nossa vocação, desse caminho espiritual que devemos percorrer e sempre ter presente na vida. “Fostes chamados para a liberdade”. Somente quem busca a autêntica liberdade se aventura no caminho espiritual.

A liberdade não é como normalmente se entende dentro da linguagem das pessoas no dia a dia. Livre é quem faz o que quer e como bem entende. Há muitos autores que dizem: tenho o direito de ser feliz e de buscar a minha felicidade e realização, portanto, até que não encontre vou buscando; não importa se isso me faz romper os laços da família, do amor, dos compromissos do matrimônio ou do relacionamento familiar, o que vale é a minha felicidade.

Na verdade, nunca seremos felizes se nos deixarmos dominar pelo egoísmo que está em nós. A liberdade é um sonho duro a ser conquistado e que vai exigindo muito de nós. Essa liberdade nos leva à verdadeira espiritualidade do amor. Reflito, no entanto, sobre o amor, e parece-me que, com os anos que vão chegando, o compreendo mais. Mesmo, quem sabe, por que a memória dos fracassos me faz ver em outra perspectiva o mesmo amor que devo conquistar.

Perceber a necessidade do amor para viver uma dimensão de vida que não pode ser espiritualização de nada, mas sim somente espiritualidade autêntica e vital. Será o mesmo Paulo que vai apresentando uma lista interminável de frutos da carne. São 15 nomeados e outros que ele não nomeia. E todos são causas de perturbações que nos afastam do valor fundamental da vida.

Alicerce da espiritualidade

Há quem ache que viver a feitiçaria ou espiritualismo é espiritualidade, ou quem vive até rancores e domínio dos outros. Pensa que para dominar os demais seja necessário de uma forte espiritualidade. Não há dúvida de que são visões distorcidas da verdadeira e autêntica espiritualidade. Não podemos confundir a espiritualidade no sentido católico do termo, esta não pode ter outro alicerce a não ser Cristo Jesus. Nós queremos ver a vida pela janela do Evangelho e do coração de Deus, por isso o único alicerce de toda a espiritualidade é a Palavra de Deus, que nos alimenta em cada momento.

Paulo diz que os que vivem os frutos da carne não podem entrar no Reino de Deus. Não é necessário termos todos os frutos da carne, é suficiente termos um que nos domine, para não termos acesso à mesma vivência do Reino. Um fruto influencia toda a nossa vida e nos escraviza. Os frutos do Espírito, que são o sinal do autocontrole e do senhorio de nós mesmos, nos fazem entrar na verdadeira liberdade.

Quais são esses frutos do Espírito?

Os frutos do espírito são: caridade, alegria, paz, longanimidade, afabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e continência. Contra esses não há Lei (Gl 5, 22-23). Aqueles que vivem esses frutos do espírito não têm mais lei, porque são orientados pelo amor, e quem ama sabe que jamais poderá fazer o mal nem a si mesmo e nem aos outros.

São João da Cruz, na sua visão de liberdade e plenitude da vida, ensina que quem chega no cimo do monte encontra somente a honra e a glória de Deus, e que para o justo não há lei… O justo tem uma única lei que o orienta: o amor. Esse não lhe permite mais ser escravo de nada nem de ninguém.

O caminho da verdadeira espiritualidade

O caminho da verdadeira espiritualidade é um processo de libertação interior, no qual tudo está debaixo do poder da nossa liberdade e nada mais poderá nos impedir de sermos livres no nosso agir. Na espiritualidade, então, percebemos que é necessário superar as ideologias mágicas que não realizam nada em nós. Por exemplo, a espiritualidade dos perfumes, das cores, do incenso queimado ou das novenas feitas somente pelo intuito de receber a graça e nada mais. São espiritualidades vazias e sem fundamento. É preciso que o Espírito encontre em nós uma resposta e se faça carne.

Deus nos dá um espaço de tempo para vivermos a nossa espiritualidade, e somente nesse espaço de vida que somos chamados a realizar o seu projeto de amor. Não há nada de reencarnação e de caminhos de volta para nos purificar e chegar assim à iluminação. É aqui e agora que a nossa vida deve se realizar. Não há outras vidas nem outra existência, a não ser a vida eterna que se conquista no dia a dia duro e difícil do nosso carregar a cruz, e na luta sem trégua contra o mal que está dentro e fora de nós.

Afinal, o que é espiritualidade?

É um estilo de vida pautado pelo Evangelho, que visa imitar a pessoa de Jesus. Seremos espirituais quando pudermos dizer, com sinceridade, como o Paulo apóstolo: “Não sou mais eu que vivo, é Cristo que vive em mim”.

Frei Patrício Sciadini, ocd.

Fonte: https://formacao.cancaonova.com/espiritualidade/qual-e-o-caminho-para-verdadeira-espiritualidade/

 


PADRE LÉO: O CONSUMISMO DESTRÓI A NOSSA VIDA

novembro 19, 2018


O QUE TEM ME ESCRAVIZADO HOJE?

novembro 19, 2018

O QUE TEM ME ESCRAVIZADO HOJE?

E será que eu me dou conta disso?

O Catecismo fala sobre o pecado e sobre a salvação de Cristo. Se bem entramos na Vida de Cristo pelo Batismo, ou seja, começamos uma vida totalmente nova, na qual o pecado original é limpo, também é verdade que continuamos experimentando a concupiscência, uma certa tendência ao mal, que, como nos diz o Catecismo, permanece para o combate. Que combate? O espiritual. Por meio dele, podemos escolher livremente afastar-nos do mal e caminhar em direção a Deus, sempre ajudados pela sua Graça, sem a qual não poderíamos fazer nada.

Mas muitas vezes não nos damos conta disso. Esquecemos muito facilmente que essa tendência em nós é real e que, se não trabalhamos por governá-la, certamente ela nos levará por caminhos distantes do Senhor. A Igreja, mestre em humanidade, conhece esse coração frágil do homem e está sempre ao seu lado para acompanhá-lo nesse caminho, seja ensinando, seja perdoando, seja alentando a que retomemos a luta. Quando a Igreja fala, por exemplo, dos sete pecados capitais ou dos seus mandamentos, ela não está querendo impor regras que limitam a nossa liberdade. Pelo contrário, está querendo iluminar a nossa consciência para que possamos ser mais livres para escolher o bem e rejeitar aquilo que nos faz mal.

O pecado atua no campo espiritual da mesma forma que a escravidão no campo material. Ele nos prende, nos amarra de tal forma que ficamos sozinhos, imersos no nosso egoísmo, na autocontemplação, fechados em nós mesmos. Vale a pena que nos perguntemos hoje: O que tem me afastado de Deus e dos demais? E se não nos é fácil pensar sozinhos, busquemos escutar o que nos diz a Igreja, o que nos tem dito o Papa Francisco, ou fazer um exame de consciência levando em consideração os mandamentos de Deus e da Igreja (Esquecendo aquela visão autoritária, mas pensando em que esses mesmos mandamentos são sinais de misericórdia para conosco).

Jesus nos libertou do pecado, mas essa libertação precisa se fazer efetiva em cada um de nós por meio da nossa aceitação e da nossa cooperação por viver uma vida cada vez mais livre, reconciliada. As vezes não é fácil e pode, inclusive, vir a tentação de querer voltar à escravidão. Isso aconteceu com o povo de Israel no deserto que, diante das dificuldades, se perguntava se não teria sido melhor continuar como escravos no Egito. Mas não é melhor. Deus tem um projeto para nós, uma terra prometida à qual Ele quer nos conduzir. Mas para chegar lá, precisamos purificar-nos de tudo aquilo que ainda nos acorrenta a essa vida de escravidão. Somente assim poderemos ser verdadeiramente livres filhos de Deus.

 

Por João Antônio Johas, via A12 

Fonte: https://pt.aleteia.org/2018/11/06/o-que-tem-me-escravizado-hoje/