PADRE WAGNER FERREIRA: REZAR É CULTIVAR O DIÁLOGO DE AMOR COM DEUS

fevereiro 25, 2013

PAPA BENTO XVI: O SENHOR ME CHAMA A SUBIR AO MONTE

fevereiro 25, 2013

papa 42

Angelus do Papa Bento XVI.

“O Senhor me chama a subir ao monte”

24.02.2013 – Cidade do Vaticano: Como sempre ao longo destes oito anos de pontificado, Bento XVI apareceu ao meio dia à janela dos seus aposentos sobre a Praça de São Pedro para a oração mariana do Angelus com os fiéis ali reunidos. Mas a Praça estava insolitamente repleta de fieis vindos de vários cantos da Itália, do mundo, para o saudar, o agradecer, exprimir-lhe, mais uma vez, o imenso afeto e estima que têm e continuarão a ter por ele.

Queridos irmãos e irmãs,
Obrigado pelo vosso afeto!

Hoje, segundo domingo da Quaresma, temos um Evangelho particularmente belo, aquele da Transfiguração do Senhor. O Evangelista Lucas coloca especial atenção para o fato de que Jesus se transfigurou enquanto rezava: a sua é uma experiência profunda de relacionamento com o Pai durante uma espécie de retiro espiritual que Jesus vive em um alto monte na companhia de Pedro, Tiago e João, os três discípulos sempre presentes nos momentos da manifestação divina do Mestre (Lc 5,10; 8,51; 9,28).

O Senhor, que pouco antes tinha predito a sua morte e ressurreição (9, 22) oferece aos discípulos uma antecipação da sua glória. E também na Transfiguração, como no batismo, ressoa a voz do Pai celeste: “Este é o meu filho, o eleito; ouçam-no!” (9, 35). A presença de Moisés e Elias, que representam a Lei e os Profetas da antiga Aliança, é ainda mais significativa: toda a história da Aliança está voltada para Ele, o Cristo, que cumpre um novo “êxodo” (9, 31), não para a terra prometida como no tempo de Moisés, mas para o Céu.

A intervenção de Pedro: “Mestre, é bom para nós estarmos aqui” (9, 33) representa a tentativa impossível de parar esta experiência mística. Como diz Santo Agostinho: “[Pedro] … sobre o monte … tinha Cristo como alimento da alma. Por que ele iria descer para voltar aos trabalhos e dores, enquanto lá estava cheio de sentimentos de amor santo para Deus e que o inspiravam, portanto, a uma santa conduta. (Discurso 78,3: PL 38,491).

Meditando sobre esta passagem do Evangelho, podemos aprender um ensinamento muito importante. Antes de tudo, o primado da oração, sem a qual todo o empenho do apostolado e da caridade se reduz ao ativismo. Na Quaresma aprendemos a dar o tempo certo à oração, pessoal e comunitária, que dá fôlego à nossa vida espiritual.

Além disso, a oração não é um isolar-se do mundo e das suas contradições, como no Tabor queria fazer Pedro, mas a oração reconduz ao caminho, à ação. “A existência cristã – escrevi na Mensagem para esta Quaresma – consiste em um contínuo subir ao monte do encontro com Deus, e depois voltar a descer trazendo o amor e a força que daí derivam, para servir os nossos irmãos e irmãs com o próprio amor de Deus” (n. 3).

Queridos irmãos e irmãs, esta Palavra de Deus a sinto de modo particular dirigida a mim, neste momento da minha vida. Obrigado! O Senhor me chama a ‘subir o monte’, a dedicar-me ainda mais à oração e à meditação. Mas isto não significa abandonar a Igreja, ao contrário, se Deus me pede isto é para que eu possa continuar a servi-la com a mesma dedicação e o mesmo amor com o qual tenho buscado fazê-lo até agora, mas de modo mais adequado à minha idade e às minhas forças. Invoquemos a intercessão da Virgem Maria: ela nos ajude a todos a seguir sempre o Senhor Jesus, na oração e nas obras de caridade.

Fonte: Boletim da Sala de Imprensa da Santa Sé.

Extraído do site: http://www.derradeirasgracas.com/3.%20Papa%20Bento%20XVI/Angelus%20do%20Papa%20Bento%20XVI%20-%20O%20Senhor%20me%20chama%20a%20subir%20ao%20monte.%20.htm


COMENTÁRIO DO EVANGELHO DE DOMINGO DIA 24/02/2013

fevereiro 22, 2013

evangelho1

COMENTÁRIO DO EVANGELHO DO II DOMINGO DA QUARESMA, ANO C, DO DIA 24 DE FEVEREIRO DE 2013, FEITO PELO PADRE MATEUS MARIA, FMDJ.

Clique no link abaixo e assista:

http://gloria.tv/?media=402479


PADRE VAGNER BAIA: O PAPEL DA IGREJA É DE ANUNCIAR JESUS PARA O MUNDO

fevereiro 22, 2013

POR QUE A SANTA MISSA É SUPERIOR AOS CULTOS PROTESTANTES?

fevereiro 22, 2013

Por que a Santa

Missa é superior


aos cultos protestantes?

Os protestantes em seus “cultos”, têm apenas palavras a oferecer a Deus. São realmente ouvidas muitas palavras, palavras e mais palavras, multiplicação de palavras, e muitos, mas muitos pedidos, carecendo de agradecimentos e da verdadeira adoração.

Uma preocupação excessiva com as bênçãos de Deus, do que prestar o verdadeiro culto de adoração ao Deus de todas as bênçãos, o que não acontece com a Missa Católica.

A Oração direcionada e de adoração a Deus, como acontece nas celebrações eucarísticas, evita uma oração e adoração vazia, egoísta e centralizada em nós mesmos. Veja o por que:
O Pai Nosso e os Salmos são belíssimas orações prontas que nos elevam a Deus. Por quê?

1 – A Oração-Modelo que Jesus forneceu aos seus discípulos ajuda-nos a reconhecer as coisas de importância ESSENCIAIS em nossas orações; (Mt. 6, 9-13)
2 – A repetição de uma oração como o Pai Nosso, os Salmos e o Credo Apostólico auxiliam aos fiéis a meditar melhor os mistérios da Fé;
3 – Induz nos fiéis o sentido de sagrado e da verdadeira adoração;
4 – Podem ser memorizadas pelas pessoas mais simples, iletradas, ou as que têm dificuldades em se expressar naturalmente.

A ORAÇÃO ESPONTÂNEA COM A MULTIPLICAÇÃO DE PALAVRAS TEM COMO PERIGOS:
1 – Se for a voz alta, e em grupo, ter o efeito pernicioso de envaidecer aqueles que a praticam com maestria.
2 – Facilmente, se a pessoa não tiver a fé bem consolidada, podem-se proferir orações sem ortodoxia, contrariando a doutrina e caindo em mero emocionalismo.
3 – A pessoa pode se perder em divagações vazias e desprovidas de sentido, apenas multiplicação de palavras também condenáveis por Cristo tanto quanto as vãs repetições, pois está escrito:

Mateus 6, 7: “Nas vossas orações, não multipliqueis as palavras como fazem os pagãos, que julgam ser ouvidos a força de palavras.”
O católico, por outro lado, na Santa Missa adora a Deus!!!

O Sacrifício de Cristo na Cruz é oferecido a Deus na Santa Missa, que é este Sacrifício Perfeito tornado novamente presente (não repetido) de forma incruenta (sem mortes e derramamento de sangue).

Há palavras na Missa? Sim, por certo as há. Mas elas não são o centro da Missa, nem poderiam jamais ser. O centro da Missa é o Sacrifício, oferecido pelo sacerdote na Pessoa de Cristo em benefício de toda a Igreja.

O Sacrifício é o mesmo, quer seja ele ofertado em voz baixa e inaudível ou em alta voz. A voz não importa, as palavras não são apenas orações, não são apenas palavras de agradecimento, louvor e petição.

Já no século II, os que consagravam o vinho no Sangue de Cristo, São João Crisóstomo, por exemplo, dizia:

“Quando teus lábios forem tingidos pelo Sangue de Cristo, (…) toque em teus lábios após um momento de adoração e santifica-te todo”.

A Missa não é culto protestante

 

 

 A mediocridade de tantos católicos ao lado da ignorância tem levado a mentira ter aparência de verdade. Sem contar aquilo que se levanta contra a Igreja e o Seu Cristo, a ponto de haver uma verdadeira zombaria diante dos Sacramentos.

O Senhor cuida da sua Igreja e Ele sempre vai dar à Igreja santos e santas, homens e mulheres cheios do Espírito Santo para guardar a verdade.

A nossa comunhão é com o Corpo de Jesus Cristo. Quando anunciamos mistério do Sacramento, é uma realidade que nem todos aceitam e fazem zombarias. É pela Igreja que nos alimentamos do Corpo de Cristo, e a Igreja será criticada, pois quando se zomba da Igreja, se zomba do Sacramento de Deus.

Jesus tinha o desejo de se doar a nós. Foi Ele mesmo que instituiu o Sacramento da Eucaristia, e, em cada Missa, a Igreja realiza esse mistério: quem transforma o pão em Carne de Cristo é o próprio Cristo.

Hoje, tentam destruir a moral da Igreja, pois querem denegrir a imagem do seu noivo, através de novelas, de livros, filmes… Estão zombando da moral de Jesus, estão colocando Jesus como humano somente. Jesus não é um homem qualquer, é Homem totalmente Divino; é Deus!

O sublime Sacramento não é pão, é Corpo de Cristo.

 

Nós, católicos, estamos vivendo um tempo muito difícil. Estão mexendo com o Esposo da Igreja. Falando mal da moral da vida de Jesus, fala-se mal da Igreja.

Eu e você sabemos que a Missa não é culto protestante. De maneira alguma se pode comparar um culto protestante com uma Missa. A Missa é o Sacrifício de Jesus no altar.

Católico que é católico não freqüenta os chamados ”cultos”.

O verdadeiro culto que existe é a Santa Missa, e nada, além disso, pode ser chamado de culto. E para ser chamado de culto é preciso ter um sacrifício, como no Antigo Testamento; precisa ter um sacerdote; precisa ter um altar; nem mesmo isso, que é o mais simples, eles têm. O que eles fazem são apenas louvores.

A Missa não é um culto, e sim, o Culto

A Missa é o mistério sublime, a Missa é a renovação e atualização do único e eterno sacrifício de nosso Senhor Jesus Cristo. Nela alcançamos tudo que for para nossa salvação. Bendito seja seu preciosíssimo Sangue!

Se no antigo testamento o Sangue dos bodes, touros, cordeiro etc. expirava os pecados, muito mais o SANGUE DO CORDEIRO DE DEUS: Jesus Cristo.

Fazei isto em Memória de Mim (1Cor. 11,14)

MEMÓRIA NO ANTIGO TESTAMENTO


O significado das palavras de Jesus deve ser deduzido do Antigo Testamento que falam de memória (zeker) ou de recordar-se (zakar). É o conceito base da espiritualidade pré-cristã zkr (lembrar); não é apenas um “lembrar-se do passado”, mas é um lembrar-se eficiente, um acontecimento atuante e criativo.

Assim, Deus se lembra de determinadas pessoas e concede-lhes sua graça e misericórdia. “Quando Deus destruiu as cidades da planície, Ele se lembrou de Abrahão e retirou Lot do meio das catástrofes (Gn. 19,29).

“Então Deus se lembrou de Raquel; Ele a ouviu e a tornou fecunda.” (Gn 30,22).

Pelo fato de Deus recordar-se dos homens, surge situações novas, principalmente em favor das pessoas recordadas.

“Deus ouviu os gemidos do seu povo no Egito… Deus lembrou-se de Abraão, Isaac e Israel…” (Ex. 2,24; Lv. 1,42; Ez. 16,60).

De fato, os homens devem recordar de Deus com os seus benefícios. (Dt 5,15; 9,7; 32,7)

MEMÓRIA NO NOVO TESTAMENTO


No NT temos a visão de “memória e recorda-te”.

No cântico de Zacarias lê-se: “Socorreu Israel, seu servidor, recordando do seu amor.” (Lc 1, 68-79).

Na passagem da conversão de Cornélio em (At. 10,4). O bom ladrão disse: ‘Jesus, lembra-te de mim, quando entrardes no teu paraíso (Lc. 23,42).

Quando Jesus se refere ao Espírito Santo, o lembrar não é estático, mas criativo; vem a ser o novo modo de conhecer as coisas passadas. “O Espírito vos recordará de tudo e vos lembrará de tudo que eu vos disse” (Jo. 14,26).

O mandato confiado a Jesus, a Igreja é confiado (1Cor. 11,24s).

Mandato da Ceia

Para os judeus, a Páscoa era um memorial (zikkaron), que torna presente ou atualizava a atuação do povo iniciada por ocasião da saída do Egito. Todos os anos, os judeus celebram a Ceia Pascal, recordando aquele acontecimento como se fosse vivendo ou como tivessem presente. (Ex. 13,8).

A idéia do passado que estivesse presente está em (1Cor 11,26). Esse anunciar é um acontecimento e algo já ocorrido. Jesus ao celebrar a Eucaristia, ofereceu como remissão dos pecados (Mt. 26,27; Mc. 14,24 e Lc. 22,19s).

Jesus quis que os discípulos repetissem os seus gestos (anánamises ou zikkaron), atualizando e tornando presente a Santa Ceio no Sacrifício do Senhor feito na sexta da paixão.


Conscientes de que estavam celebrando um memorial no sentido bíblico-judaico, os antigos repetiam a Ceia dos Cristãos retomando as preces de ação de graças.

É o memorial da paixão, acompanhada de bênçãos e louvores (berakot). É da ação acompanhada com bênçãos e louvores.

É dessa moldura da ação de graças, característica da Ceia Judaica, que provem o nome grego de Eucaristia.

Anamnese em cada Eucaristia


Na anamnese sempre foi à consagração Eucarística. “Fazei isso em Memória de Mim”. É memória e Sacrifício, e a memória equivale a mesmo e único sacrifício de Cristo; Memória equivale à oferta do Sacrifício do Corpo e Sangue de Jesus.

Não se trata de uma “recordação psicológica”, mas perpetua e torna presente o Sacrifício de Cruz (sem o multiplicar). Ela renova e multiplica sim, a CEIA DO SENHOR. Cristo ofereceu uma vez na Cruz, para que tornar-se presente tantas vezes quando celebramos a Ceia Eucarística.

Por isso que na Missa, os católicos reconhecem sua real presença de Deus, para que nós nos tornássemos presente em Jesus toda vez quando Celebramos a Ceia Eucarística.

A Eucaristia no contexto neo-testamentário:

João 6, 51:


“Eu sou o pão vivo que desceu do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão, que eu hei de dar, é a minha carne para a salvação do mundo.”

João, capítulo seis, versículo cinqüenta e um, é o discurso mais difícil que pregou JESUS; de fato é o mais controverso. JESUS já se havia declarado que Ele é o pão da vida: dias antes, JESUS já havia caminhado sobre as águas, desafiando todas as leis naturais (São Marcos 6, 45-52). Poucos momentos antes JESUS havia multiplicado os pães e os peixes (São Marcos 6, 35-43). Com estes dois fatos Jesus quer dizer a seus discípulos que Ele faz com o pão e os peixes o que quer (os multiplica); e com seu corpo também (caminha sobre as águas), ou seja, que tem poder sobre seu corpo e sobre os pães e os peixes.

Agora entra no mistério e proclama que sua carne é pão. Difícil? Ele não caminhou sobre as águas? Algo impossível para um homem! Não multiplicou os pães e os peixes? Algo impossível para um homem! Seguramente que sim, não para DEUS. Ele que tem poder sobre as leis naturais de seu corpo e dos pães, logo pode transformar seu corpo em pão. Nesta passagem JESUS fala claramente: o pão que vai nos dar é sua carne; aqui está explícito.

Esta frase está isenta de simbolismo, mas para esclarecer ainda mais vamos ao texto grego original:

1)- A palavra utilizada para definir carne é “sarx”, que em Grego quer dizer: “Carne, pedaço de carne, corpo, ser vivo, homem.” Vemos uma definição contundente de que JESUS utiliza uma palavra que denota corpo de carne; e que não é, de modo algum, uma metáfora. Fato que concordará com as palavras da última ceia.

2)- Existem outras duas palavras em Grego para definir carne; uma é “Kreas” que quer dizer: “Pedaços de carne” e é utilizado quando se fala de ingerir carne em uma comida normal (Rom 4, 21; 1 Cor 8, 13)

3)- “Sarkinos” que quer dizer “carnal” e é utilizado no sentido simbólico (Rom. 7, 14; 1 Cor 3, 1 ; 2 Cor 3, 3).

4)- A Sagrada Escritura nos mostrou que desde os tempos de Abraão se levavam sacrifícios de oferenda a DEUS para a remissão dos pecados.A Sagrada Escritura afirmou que estes sacrifícios são contínuos e diariamente até o fim dos tempos.

5)- No Antigo Testamento os sacrifícios sangrentos de animais serão substituídos por um novo sacrifício realizado com uma oblação pura. Na Nova Aliança Jesus Cristo é ambos: O Sumo Sacerdote e a Vítima de Sacrifício.

6)- O sacrifício de Jesus Cristo no Novo Testamento é uma representação não sangrenta de sua sangrenta crucifixão no Calvário. Ele é a oblação pura de Malaquías 1,11.

7)- Pão e vinho serão transubstanciados no Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Jesus Cristo, como Ele mesmo o fez na Última Ceia. O sacerdote autorizado atuando “en Personna Christi” chama o Verbo para que desça com sua palavra.

O pão e o vinho então são transformados na Sagrada Eucaristia pelo poder do Espírito Santo.

8)- Jesus Cristo ensinou que devemos comer Seu Corpo e beber Seu Sangue ou não teríamos vida em nós. Ele não disse que deveríamos comer símbolos de Seu Corpo e Seu Sangue. Um símbolo não é uma realidade, não tem poder, e não pode impor a vida espiritual.

9)- Aqueles que se negam a crer em Sua palavra, o têm chamado de mentiroso. Aqueles que participam da Sagrada Eucaristia e não crêem verdadeiramente que é Seu Corpo e Seu Sangue, tem atraído a eles mesmos sua própria condenação.

A profecia:

“Porque, do nascente ao poente, meu nome é grande entre as nações e em todo lugar se oferecem ao meu nome o incenso, sacrifícios e oblações puras. Sim, grande é o meu nome entre as nações – diz o Senhor dos exércitos.” (Malaquias 1,11)

Para eliminar qualquer má interpretação e confusão, faremos aqui algumas definições:

1) Sacrifício: É a forma mais elevada de adoração. Um sacerdote autorizado oferece uma vítima a DEUS como expiação pelos pecados da humanidade.

2) De todas formas, o sacrifício no Antigo Testamento era o holocausto de animais sem defeitos, mesmo por ser um sacrifício limitado, não podia reparar a infinidade de pecados da humanidade.

Holocausto: É a destruição total, especialmente através do fogo.

3) O sacrifício no Novo Testamento é um sacrifício infinito de redenção, o mesmo da qual o débil e limitado ser humano nunca pôde remediar. Era necessário o próprio DEUS infinito, para assim expiar as infinitas ofensas cometidas contra Ele pelas desobediências da humanidade.

4) Jesus, o Cristo, é a Vítima de sacrifício; o infinito sacrifício: 1Coríntios 5, 7; Efésios 5, 2; 1Pedro 1, 19; 1João 2, 2; Apocalipse 13, 8.

5) Oblação: É o ato de oferecer algo a DEUS em adoração e/ou em ações de graças. É a oferenda do pão e vinho na Missa que pela

transubstanciação se converte no Corpo e Sangue de Jesus Cristo.

6) Ação de Graças: A palavra grega utilizada para ação de graças no Novo Testamento é “eukharistia”, de onde se deriva a palavra Eucaristia.

O Salvador não quis que o seu Sacrifício sangrento, de onde nasceu a Igreja, permanecesse entre nós apenas como uma lembrança longínqua, a ser atingida pela fé.

Foi vontade sua perpetuar esse Sacrifício ao longo do tempo, tornando-o presente a cada instante que passa a história do mundo. Assim como o Verbo nos poderia ter salvado sem a Encarnação redentora, e, entretanto quis salvar-nos pelo contato da sua Carne e aspersão do seu Sangue, assim decretou continuar a pôr a sua Carne em contato com a nossa e aspergir-nos com seu Sangue de modo sacramental no Sacrifício da Missa.

O motivo de tal vontade não foi, de certo, a ineficácia e imperfeição do Sacrifício da Cruz. Perfeito e acabado em si, logo definitivo, resta-lhe, todavia a ser aplicada a virtude, pessoalmente, a cada homem que aparece no mundo. Nesse sentido podia São Paulo falar no que faltava à Paixão de Cristo e que ele mesmo completava pelo Corpo de Cristo que é a Igreja (Col. 1, 24).

Ora, nada falta à Paixão de Cristo a não ser a nossa participação individual. Resta, portanto, esta aplicar-se a cada criatura humana, em todos os tempos e lugares (Mediator Dei, n. 72-73). Resta ainda que o culto perfeito, uma vez rendido ao Altíssimo, no Calvário, perdure no tempo, pois que ele é devido todos os dias a todos os homens.

Nosso Senhor com o “Está consumado” diz que o seu sacrifício estava consumado e este sacrifício não salva ninguém, mas redime o gênero humano.

A redenção, ou salvação objetiva, abre novamente as portas do Céu para o gênero humano. Mas a salvação subjetiva, ou simplesmente salvação, depende de nossa participação no sacrifício supremo.

Para assegurar, pois, a presença perpétua de seu único e definitivo Sacrifício sangrento, o Senhor, na véspera de padecer, instituiu o Sacrifício não-sangrento, a Missa.

No Cenáculo, o rito era representação antecipada da imolação da Cruz, depois, passou a ser representação comemorativa dela.

ALGUNS ESCLARECIMENTOS:

 

 

 1) Missa não é lugar para longas cantorias: “Como Zaqueu…” : o nome disso é culto protestante; Missa é outra coisa muito superior a isto!!!.

2) Missa não é lugar para apresentações artísticas: o nome disso é Teatro; Missa é outra coisa.

3) Missa não é lugar de usar sandálias havaianas e roupas curtas: o lugar disto é na praia; e não na celebração da Santa Missa.

4) Missa não é lugar de falar do Bolsa-Família e discursos Socialistas: o nome disso é propaganda político partidária; Missa é outra coisa imensamente superior a isto.

5) Missa não é lugar pra dançar ballet com roupas obscenas: o lugar disso pode ser em qualquer canto, menos na Missa; imagina isso lá no Calvário???…

6) Missa não é lugar para Africanização ou Gauchismos da liturgia: isto não é Missa, é outra coisa: é folclore.

 

Extraído do site: http://www.derradeirasgracas.com/2.%20Segunda%20Página/O%20Poder%20da%20Santa%20Missa/Por%20que%20a%20Santa%20Missa%20é%20superior%20aos%20cultos%20protestantes%20%20.htm


PADRE CHRYSTIAN SHANKAR: QUAL É A SEMENTE QUE VOCÊ TEM SEMEADO?

fevereiro 20, 2013

A TRADIÇÃO DA VIA-SACRA

fevereiro 20, 2013

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A tradição da Via-Sacra

Desfrutemos dos benefícios da Paixão de Cristo

A tradição da veneração e da meditação da Via-Sacra, Via Dolorosa de Jesus Cristo, desenvolveu-se e consagrou-se com a piedade cristã.

Dom Estêvão Bettencourt, OSBM, da revista ‘Pergunte e Responderemos’, de número 26, de fevereiro de 1960, fala-nos sobre a tradição do valoroso exercício de piedade que é a Via-Sacra.

Segundo o bispo, a Via-Sacra é um exercício de piedade, no qual os fiéis percorrem mentalmente o caminho de Jesus Cristo, do Pretório de Pilatos até o monte Calvário. Este exercício muito antigo, que remonta os primeiros séculos da Igreja Católica, tomou forma com o tempo, até a Via-Sacra, como conhecemos em nossos dias.

Desde os primórdios, os fiéis veneravam os lugares santos, onde viveu, morreu e foi glorificado Jesus Cristo. Peregrinos de países mais longínquos iam à Palestina para orar nesses lugares. Em consequência dessas peregrinações, surgiram narrativas, das quais as mais importantes da antiguidade são a de Etéria e a do peregrino de Bordéus, que datam do século IV. Muitos desses peregrinos reproduziam, em pinturas ou esculturas, os lugares sagrados que visitaram.

A tendência de reproduzir os lugares santos aumentou por causa das Cruzadas (século XI-XIII), a qual proporcionou a muitos fiéis a oportunidade de conhecer os lugares santos e de se beneficiar da espiritualidade desses locais. Por isso, aumentaram as capelas e monumentos que lembram os santuários da Terra Santa. Essas capelas e monumentos passaram a ser visitados por pessoas que não podiam viajar para a Cidade Santa.

Até o século XII, os guias e roteiros que orientavam a visita dos peregrinos à Palestina não tratavam de modo especial os lugares santos que diziam respeito à Paixão de Cristo. Em 1187, aparece o primeiro itinerário que seguia o caminho percorrido por Jesus. Porém, somente no final do século XIII, os fiéis passaram a separar a Via Dolorosa do Senhor em etapas ou estações. Cada uma destas era dedicada a um fato do caminho da cruz de Cristo e acompanhada por uma oração especial. Por causa da limitação dos maometanos, os cristãos passaram a ter um programa para a visita desses lugares santos, relacionados à Paixão de Cristo.

No fim do século XIV, já havia um roteiro comum, que percorria, em sentido inverso, a Via Crucis. Este começava na Igreja do Santo Sepulcro, no Monte Calvário, e terminava no Monte das Oliveiras. As estações desse caminho eram bem diferentes da Via-Sacra atual. Alguns autores, do final do século XV, como Félix Fabri, afirmavam que este itinerário – do Calvário ao Monte das Oliveiras -, era o mesmo que a Virgem Maria costumava percorrer, recordando a Paixão de seu amado Filho Jesus Cristo.

Os peregrinos que visitavam a Terra Santa, no fim da Idade Média, testemunhavam um extraordinário fervor, pois arriscavam suas vidas na viagem e se submetiam às humilhações e dificuldades impostas pelos muçulmanos ocupantes da Palestina. Tal fervor fez com que muitos cristãos, que não podiam ir à Terra Santa, desejassem trocar a peregrinação pelo exercício de piedade realizado nas igrejas e mosteiros. Esse desejo fez com que fosse desenvolvido o exercício do caminho da Cruz de Jesus Cristo.

O fervor levou os fiéis a percorrerem o caminho doloroso do Senhor Jesus na ordem dos episódios da história da Paixão de Cristo. A narrativa da peregrinação do sacerdote inglês Richard Torkington, em 1517, mostra que, no início do século XVI, já se seguia a Via Dolorosa do Senhor na ordem dos acontecimentos. Isso possibilitava aos fiéis reviver mais intensa e fervorosamente as etapas dolorosas da Paixão. No Ocidente, as pinturas ou esculturas, das estações da Via-Sacra eram variadas. Algumas delas tinham apenas 7 ou 8 estações. Outras, contavam com 19, 25 ou até 37 estações na Via Dolorosa de Cristo. Em 1563, o livro “ A peregrinação espiritual”, de Jan Pascha, descreve uma viagem espiritual que deveria durar um ano, num roteiro que partia de Lovaina para a Terra Santa.

Cada dia dessa peregrinação era acompanhada de um tema de meditação e de exercícios de piedade. Em 1584, Adrichomius retomou o itinerário espiritual de Jan Pascha e lhe deu a forma que tem a Via-Sacra como a conhecemos hoje, ou seja, o caminho da cruz de Cristo acontece a partir do pretório de Pilatos, onde Jesus foi condenado à morte, num total de 14 estações, até o Calvário, onde morre o Crucificado.

Os franciscanos tiveram um papel importante na propagação do exercício da Via-Sacra. Desde o século XIV, estes são os guardas oficiais dos lugares santos da Terra Santa e, talvez por isso, dedicaram-se à propagação da veneração da Via-Sacra em suas igrejas e conventos. Desde o final da Idade Média, os franciscanos erguiam estações da Via-Sacra, segundo o roteiro de Jan Pascha e Adrichomius. Isto fez com que esta forma prevalecesse sobre as outras formas de devoção da Via Dolorosa de Cristo. Foram também os franciscanos que obtiveram dos Papas a concessão de indulgências ao exercício da Via-Sacra. Dentre os filhos de São Francisco, destaca-se São Leonardo de Porto Maurício, que ergueu 572 “Vias-Sacras” de 1731 a 1751.

Assim, o exercício da Via-Sacra se desenvolveu ao longo dos séculos até atingir sua forma atual, a partir da obra de Pascha e Adrichomius no século XVI. A aprovação da Santa Sé e a concessão de indulgências mostram que a veneração e a meditação da Via Dolorosa de Cristo fazem muito bem para a piedade cristã, especialmente no tempo da Quaresma. Por isso, desfrutemos dos benefícios da Paixão de Cristo como são propostos pela Via-Sacra, piedade que santifica os fiéis cristãos a tantos séculos.

Natalino Ueda
Missionário da Comunidade Canção Nova

15/02/2013

Fonte: http://www.cancaonova.com/portal/canais/formacao/internas.php?e=13080