PADRE FABIO DE MELO: REAVIVAR A FÉ

outubro 31, 2012
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BENTO XVI: AQUELE QUE DETÉM A CHAVE

outubro 31, 2012

BENTO XVI:

AQUELE QUE DETÉM A CHAVE.

“Eu te darei as chaves do Reino dos Céus; tudo o que ligares na Terra será ligado nos Céus, e tudo o que desligares na Terra será desligado nos Céus.” (Mt. 16, 19)

 

“(…) Quem permanece na doutrina, este possui o Pai e o Filho.” (2 Jo. 9)

 

ÍNDICE

Introdução…… 5
Um outro Cristo e seu Cirineu.. 7
Biografia do Papa Bento XVI – Joseph Ratzinger… 12
O Brasão de Sua Santidade, o Papa Bento XVI.. 14
O Santo Padre, o Papa….. 17
DOCUMENTOS PAPAIS  
Exortação Apostólica Sacramentum CaritatisPapa Bento XVI….. 21
Carta Encíclica DEUS Caritas Est – Papa Bento XVI… 66
Carta Encíclica Spe SalviPapa Bento XVI….. 85
Carta Apostólica Motu Próprio Summorum Pontificum – Papa Bento XVI… 107
Instrução sobre a aplicação da Carta Apostólica Motu Próprio Summorum Pontificum 110
Esclarecimentos sobre o Motu Próprio Summorum Pontificum… 115
Carta Apostólica Motu Próprio Porta Fidei – Papa Bento XVI… 116
Carta Encíclica Pascendi Dominici GregisPapa Pio X (Alertando contra o modernismo na Igreja). 123
Carta Encíclica Mortalium ÂnimosPapa Pio XI (Alertando contra o ecumenismo na Igreja)….. 148
Papa na Missa em Frascati: “o anúncio de CRISTO busca a verdade, não o consenso.”…. 155
Bento XVI consegue cortar os ramos secos, superar os obstáculos e as imensas dificuldades………. 155
O Papa Bento XVI e suas históricas homilias…… 156
Catequese do Papa Bento XVI……….. 157
Cardeal Vallini: “no dia 29 de junho manifestemos nosso afeto ao Sucessor de Pedro.”…… 158
“Sacerdócio não é caminho de poder nem de prestígio social”, recorda o Papa Bento XVI.. 159
Cardeal Tarcísio Bertone: “a ação purificadora do Papa Bento XVI incomoda.”.. 160
Dom Guido Marini explica especial cuidado do Papa Bento com a Missa.. 161
(…)Pôr-se de joelhos na oração exprime precisamente a atitude de Adoração perante DEUS(…) 162
Papa aos padres: “retornai para o confessionário.” 162
Bento XVI: “a revisão das formas litúrgicas manteve-se a um nível exterior e a “participação ativa” 163
“(…) A Igreja não é uma comunidade de seres perfeitos, mas de pecadores que se devem(…)”……. 164
“(…) Hoje nós vemos de modo realmente aterrorizador que a maior perseguição à Igreja(…)” Papa responde sobre Fátima. terceiro segredo… 165
Papa sugere: “quando não se crê, é melhor ser honesto e deixar a Igreja.” 167
Bento XVI: “os católicos devem ser fiéis a Igreja e ao Papa.”…… 167
Oremos e vigiemos………….. 168
Papa: “as coisas de DEUS são as que merecem urgência.”….. 170
Façamos como Ogilvie….. 171
Papa: “a verdadeira crise da Igreja no mundo ocidental, é uma crise de fé.”. 174
Discurso do Papa Bento XVI ao Parlamento Alemão…… 175
Conclusão……….. 179

Fonte: http://www.derradeirasgracas.com/3.%20Papa%20Bento%20XVI/APOSTILA%20DO%20PAPA%20BENTO%20XVI/1.%20Menu%20da%20Apostila.%20.htm


MARCIO MENDES: A PALAVRA DE DEUS É FORÇA DE SALVAÇÃO

outubro 30, 2012

PARA QUE UM ANO DA FÉ?

outubro 30, 2012

Imagem de Destaque

Para que um Ano da Fé?

Jesus anunciou um ano de graça
No Evangelho de São Lucas (4, 19) Jesus começando seu ministério vai a Sinagoga como era do seu costume, em um dia de sábado, afirmando que veio para cumprir a profecia dada por Isaías, proclamando um ano de graça, na linguagem bíblica, isso significa um Kairós, um ano da graça de Deus.

A força do anúncio cristão
se baseia, não somente na dimensão do perdão dos pecados, mas na salvação de todo o homem. Isso nos oferece uma dimensão no qual coloca o cristianismo, não simplesmente como uma mudança de comportamento moral, mas num projeto de vida, que parte de um encontro pessoal com Jesus Cristo.
Aqui entramos no centro do Ano da Fé desejado por Bento XVI, favorecer um constante encontro pessoal com Jesus Cristo, e este cria em nós a fé. Mas para que serve, o que será e como devemos viver o Ano da fé?

Começamos a responder a estas perguntas, na certeza que o Ano da Fé, tem como centro desejado, a redescoberta do caminho que nos leva a Jesus, e consequentemente nossa Identidade Cristã. Uma coisa leva à outra. Não falamos de descobrir, mas de redescobrir, ou seja, algo que já foi descoberto e que se perdeu, devido a tantas situações, isto gera em nós uma pergunta: Onde está o caminho que nos leva a Jesus?

A resposta é justamente a redescoberta da nossa própria identidade cristã, que, como já foi dito acima, não é apenas uma atitude moral, mas parte de um encontro pessoal com Jesus. Para isso se faz necessário que toda nossa vida se volte a esta realidade e não somente a um cumprimento de ritualismos, pois, ser cristão com identidade cristã é saber agir como Cristo em todas as situações da vida. Isso só acontece a partir da fé que nasce de um encontro pessoal com a Pessoa de Jesus.

Para viver bem este Ano da Fé
, são necessárias colocarmos três ações que devem em comunhão: Crer, Celebrar e Viver. Aqui paramos diante da nossa realidade, e nos perguntamos: Nossa vida condiz com aquilo que cremos, celebramos e vivemos? Esta simples pergunta devemos fazer constantemente. O que vivo, celebro? O que celebro, creio? E o que creio, vivo?
Para vivermos bem este Ano da Fé voltemos para estes três verbos: Crer, Celebrar e Viver, e assim, somos chamados a colocar nossa vida como cristão, num contínuo processo de atenção e tensão, esta é a nossa constante medida de fé.

E o que será este Ano da fé?
Seguramente será um ano de muitas graças e bênçãos para todo o Povo de Deus, mas também será um ano de muita provação, onde a nossa fé será colocada em jogo, devido a todo um sistema contrário a ela e ao cristianismo. Porém neste Ano da Fé, devemos esperar também um verdadeiro Kairós, de testemunho e anúncio, pois, o mundo precisa de cristãos santos que saibam anunciar com a vida e palavras sua fé em Cristo.

Portanto, o que será este Ano da Fé? Somente uma pessoa de fé conseguirá sair dele ainda mais revigorado, solidificado, pois o justo viverá pela fé. (Hab 1,4)

Padre Anderon Marçal
http://blog.cancaonova.com/padreanderson

29/10/2012

Fonte: http://www.cancaonova.com/portal/canais/formacao/internas.php?e=12977


PADRE VAGNER BAIA: PELA FÉ TUDO É POSSÍVEL

outubro 29, 2012

PAPA BENTO XVI: A NATUREZA DA FÉ

outubro 29, 2012

Catequese do Papa Bento XVI

A natureza da fé.

24.10.2012 – Cidade do Vaticano: Milhares de fiéis e peregrinos compareceram esta quarta-feira na Praça S. Pedro para a Audiência Geral com o Santo Padre.

Caros irmãos e irmãs,
Quarta-feira passada, com o início do Ano da Fé, comecei com uma nova série de catequeses sobra a fé. E hoje gostaria de refletir com vocês sobre uma questão fundamental: o que é a fé? Há ainda um sentido para a fé em um mundo em que a ciência e a técnica abriram horizontes até pouco tempo impensáveis? O que significa crer hoje?

De fato, no nosso tempo é necessária uma renovada educação para a fé, que inclua um certo conhecimento das suas verdades e dos eventos da salvação, mas que sobretudo nasça de um verdadeiro encontro com Deus em Jesus Cristo, de amá-lo, de confiar Nele, de modo que toda a vida seja envolvida.
Hoje, junto a tantos sinais do bem, cresce ao nosso redor também um certo deserto espiritual. Às vezes, tem-se a sensação, a partir de certos acontecimentos dos quais temos notícia todos os dias, que o mundo não vai para a construção de uma comunidade mais fraterna e mais pacífica; as mesmas idéias de progresso e de bem estar mostram também as suas sombras.

Não obstante a grandeza das descobertas da ciência e dos sucessos da técnica, hoje o homem não parece tornar-se verdadeiramente livre, mais humano; permanecem tantas formas de exploração, de manipulação, de violência, de abusos, de injustiça…

Um certo tipo de cultura, então, educou a mover-se somente no horizonte das coisas, do factível, a crer comente no que se vê e se toca com as próprias mãos. Por outro lado, porém, cresce também o número daqueles que se sentem desorientados e, na tentativa de ir além de uma visão somente horizontal da realidade, estão dispostos a crer em tudo e no seu contrário.

Neste contexto, surgem algumas perguntas fundamentais, que são muito mais concretas do que parecem à primeira vista: Que sentido tem viver? Há um futuro para o homem, para nós e para as novas gerações? Em que direção orientar as escolhas da nossa liberdade para um êxito bom e feliz da vida? O que nos espera além do limiar da morte?
Destas perguntas insuprimíveis, aparece como o mundo do planejamento, do cálculo exato e do experimento, em uma palavra o saber da ciência, embora importante para a vida do homem, sozinho não basta. Nós precisamos não somente do pão material, precisamos de amor, de significado e de esperança, de um fundamento seguro, de um terreno sólido que nos ajuda a viver com um senso autêntico também nas crises, na escuridão, nas dificuldades e nos problemas cotidianos.

A fé nos dá propriamente isto: é um confiante confiar em um “Tu”, que é Deus, o qual me dá uma certeza diversa, mas não menos sólida daquela que me vem do cálculo exato ou da ciência. A fé não é um simples consentimento intelectual do homem e da verdade particular sobre Deus; é um ato com o qual confio livremente em um Deus que é Pai e me ama; é adesão a um “Tu” que me dá esperança e confiança.

Certamente esta adesão a Deus não é privada de conteúdo: com essa sabemos que Deus mesmo se mostrou a nós em Cristo, fez ver a sua face e se fez realmente próximo a cada um de nós. Mais, Deus revelou que o seu amor pelo homem, por cada um de nós, é sem medida: na Cruz, Jesus de Nazaré, o Filho de Deus feito homem, nos mostra do modo mais luminoso a que ponto chega este amor, até a doação de si mesmo, até o sacrifício total.

Com o Mistério da Morte e Ressurreição de Cristo, Deus desce até o fundo na nossa humanidade para trazê-la de volta a Ele, para elevá-la à sua altura. A fé é crer neste amor de Deus que não diminui diante da maldade do homem, diante do mal e da morte, mas é capaz de transformar cada forma de escravidão, dando a possibilidade da salvação.

Ter fé é encontrar este “Tu”, Deus, que me apoia e me concede a promessa de um amor indestrutível que não só aspira à eternidade, mas a doa; é confiar em Deus com a atitude de uma criança, que sabe bem que todas as suas dificuldades, todos os seus problemas estão seguros no “Tu” da mãe.

E esta possibilidade de salvação através da fé é um dom que Deus oferece a todos os homens. Penso que deveríamos meditar mais vezes – na nossa vida cotidiana, caracterizada por problemas e situações às vezes dramáticas – sobre o fato de que crer de forma cristã significa este abandonar-me com confiança ao sentido profundo que apóia a mim e ao mundo, aquele sentido que nós não somos capazes de dar, mas somente de receber como dom, e que é o fundamento sobre o qual podemos viver sem medo. E esta certeza libertadora e tranquilizante da fé, devemos ser capazes de anunciá-la com a palavra e de mostrá-la com a nossa vida de cristãos.
Ao nosso redor, porém, vemos cada dia que muitos permanecem indiferentes ou recusam-se a acolher este anúncio. No final do Evangelho de Marcos, hoje temos palavras duras do Ressuscitado que diz: “Quem crer e for batizado será salvo, mas quem não crer será condenado” (Mc 16, 16), perde a si mesmo. Gostaria de convidá-los a refletir sobre isso.

A confiança na ação do Espírito Santo nos deve impulsionar sempre a ir e anunciar o Evangelho, ao corajoso testemunho da fé; mas para além da possibilidade de uma resposta positiva ao dom da fé, há também o risco de rejeição ao Evangelho, do não acolhimento ao nosso encontro vital com Cristo.

Santo Agostinho já colocava este problema em seu comentário da parábola do semeador: “Nós falamos – dizia – lançamos a semente, espalhamos a semente. Existem aqueles que desprezam, aqueles que reprovarão, aquelas que zombam. Se nós temos medo deles, não temos mais nada a semear e no dia da ceifa ficaremos sem colheita. Por isso venha a semente da terra boa” (Discurso sobre a disciplina cristã, 13, 14: PL 40, 677-678).

A recusa, portanto, não pode nos desencorajar. Como cristãos, somos testemunhas deste terreno fértil: a nossa fé, mesmo nas nossas limitações, mostra que existe a terra boa, onde a semente da Palavra de Deus produz frutos abundantes de justiça, de paz e de amor, de nova humanidade, de salvação. E toda a história da Igreja, com todos os problemas, demonstra também que existe a terra boa, existe a semente boa, e dá fruto.
Mas perguntamos: onde atinge o homem aquela abertura do coração e da mente para crer no Deus que se fez visível em Jesus Cristo morto e ressuscitado, para acolher a sua salvação, de forma que Ele e seu Evangelho sejam o guia e a luz da existência?

Resposta: nós podemos crer em Deus porque Ele se aproxima de nós e nos toca, porque o Espírito Santo, dom do Ressuscitado, nos torna capazes de acolher o Deus vivo. A fé então é primeiramente um dom sobrenatural, um dom de Deus.

O Concílio Vaticano II afirma: “Para que se possa fazer este ato de fé, é necessária a graça de Deus que previne e socorre, e são necessários os auxílios interiores do Espírito Santo, o qual mova o coração e o volte a Deus, abra os olhos da mente, e doe ‘a todos doçura para aceitar e acreditar na verdade’” (Cost. dogm. Dei Verbum, 5).

Na base do nosso caminho de fé existe o Batismo, o Sacramento que nos doa o Espírito Santo, fazendo-nos tornar filhos de Deus em Cristo, e marca o ingresso na comunidade de fé, na Igreja: não se crê por si próprio, sem a vinda da graça do Espírito; e não se crê sozinho, mas junto aos irmãos. A partir do Batismo, então, cada crente é chamado a re-viver e fazer própria esta confissão de fé, junto aos irmãos.

A fé é dom de Deus, mas é também ato profundamente livre e humano. O Catecismo da Igreja Católica o diz com clareza: “É impossível crer sem a graça e os auxílios interiores do Espírito Santo. Não é, portanto, menos verdade que crer é um ato autenticamente humano. Não é contrário nem à liberdade e nem à inteligência do homem” (n. 154).

Na verdade, as implica e as exalta, em uma aposta de vida que é como um êxodo, isso é, uma saída de si mesmo, de suas próprias seguranças, de seus próprios pensamentos, para confiar na ação de Deus que nos indica o seu caminho para conseguir a verdadeira liberdade, a nossa identidade humana, a alegria verdadeira do coração, a paz com todos.

Crer é confiar com toda a liberdade e com alegria no plano providencial de Deus na história, como fez o patriarca Abraão, como fez Maria de Nazaré. A fé, então, é um consentimento com o qual a nossa mente e o nosso coração dizem o seu “sim” a Deus, confessando que Jesus é o Senhor. E este “sim” transforma a vida, a abre ao caminho para uma plenitude de significado, a torna então nova, rica de alegria e de esperança confiável.
Caros amigos, o nosso tempo requer cristãos que foram apreendidos por Cristo, que cresçam na fé graças à familiaridade com a Sagrada Escritura e os Sacramentos. Pessoas que sejam quase um livro aberto que narra a experiência da vida nova no Espírito, a presença daquele Deus que nos sustenta no caminho e nos abre à vida que nunca terá fim. Obrigado.

Fonte: Boletim da sala de Imprensa da Santa Sé.

Exttraído do site: http://www.derradeirasgracas.com/3.%20Papa%20Bento%20XVI/Catequese%20do%20Papa%20Bento%20XVI%20A%20natureza%20da%20fé.%20.htm


MEIOS DE ADQUIRIR A SIMPLICIDADE

outubro 27, 2012

MEIOS DE ADQUIRIR A SIMPLICIDADE

Quem não quereria adquirir a simplicidade?
Mas, como alcançá-la?
Primeiramente, é preciso meditar sobre essa virtude para compreender-lhe a primordial importância e a inevitável necessidade, e para que seja despertado o mais ardente desejo de alcançá-la a qualquer preço.
Sem esse ardente desejo, sem uma inabalável resolução da vontade, nada conseguireis e todos os vossos esforços servirão apenas para construir castelos no ar.
Vossas tentativas e veleidades ruirão desastrosamente diante do egoísmo, do amor próprio, do interesse, das paixões e de todos os objetivos humanos que incessantemente influenciarão e derrubarão o edifício da simplicidade, à medida que o erguerdes.
Mas, desde que tenhais serena e firme vontade de conquistar a simplicidade, eis o que deveis fazer.

Em primeiro lugar, regularizai a vossa vida em geral, e o conjunto das vossas ocupações e atividades, para ficardes certas de que tudo o que fizerdes estará de acordo com a vontade de Deus.
Um regulamento de vida bastante flexível para adaptar-se às diversas exigências de vossa condição e ajustar-se às mil circunstâncias imprevistas que sobrevirão e transformarão vossos planos; mas suficientemente precioso para excluir o capricho e a vontade pessoais que estão sempre tentando fugir à ordem e ao dever: tal regulamento, baseado nos conselhos de um prudente diretor e, sob seu controle, é a primeira condição e o meio indispensável para atingir a pureza de intenção e a simplicidade.

Somente, então, podeis estar seguras de verdadeiramente buscar a vontade de Deus, como fim último de vossas ações e de vossa vida.
Em seguida; toda noite, antes de adormecer, dedicai dois ou três minutos a passar revista ao dia seguinte, planejando as modificações ou acréscimos que deverão ser feitos no vosso regulamento, em geral, e a pôr todas as coisas nos devidos lugares, considerando sempre a vontade de Deus como regra constante e absoluta de todos os vossos atos.
De manhã, logo que acordardes, oferecei em conjunto a Deus todos os pensamentos, palavras e ações do dia. Prometei-Lhe e protestai que tudo desejais fazer por Ele, pela Sua glória, Seu serviço e Seu amor, em união com os atos que Nosso Senhor Jesus Cristo e Maria Santíssima realizaram aqui na terra, e que a todo instante o Espírito Santo faz com que sejam realizados pelos justos e pelos santos no mundo.


Se não for retratado, já este primeiro oferecimento comunicará a todas as vossas ações a intenção a que chamamos virtual e que é suficiente para as sobrenaturalizar. Tereis provocado em vossa alma uma disposição interior de simplicidade; e, enquanto durar tal estado, imprimirá aos vossos atos um sinal de santidade que os tornará essencialmente agradáveis a Deus.


Além disso, renovai de quando em vez vossa intenção da manhã, de modo particular, ao começardes alguma ação, sobretudo as principais e as mais demoradas, nem que seja dizendo mentalmente: “Para Vós, meu Deus! para Vós: esta meditação, este trabalho, esta refeição, esta visita, esta boa ação, este sofrimento, esta provação!…”
Conta-se que um piedoso eremita nunca iniciava uma ação sem que antes parasse um momento para levantar os olhos ao céu. E, quando lhe perguntavam a razão disto, respondia: “É para melhor garantir o êxito.”


Como o caçador, antes de atirar, mira a caça por um momento para mais seguramente atingi-la, assim o eremita mirava Deus para certificar-se de que O alcançaria. Fazei como ele: contemplai sempre Deus, antes de agir, formulando uma intenção reta e pura.
Se, no decurso de uma ação assim empreendida, se insinuar uma tentação que vos sugira intenções humanas, menos dignas ou até más, não vos perturbeis e não vos interrompais; respondei, simplesmente, como o venerável João dÁvila, à vaidade: “Chegas demasiado tarde, já dei tudo a Deus”; e continuai o trabalho.
Mesmo que vos agite ou vos amedronte à idéia de que o mundo verá vossas boas obras, nem por isso deveis desistir. Lembrai-vos da palavra do Evangelho: “Que vossa luz brilhe diante dos homens, para que vejam vossas boas obras e glorifiquem vosso Pai que está nos céus.”[1]


Se transparecer o bem que fazeis, outros, a seu turno, desejarão praticá-lo, e Deus será glorificado. Pensai nisto para que vos alegreis e esquecei os elogios e o proveito que podereis conseguir. Desta forma vossa intenção permanecerá pura.
No decurso de vossas ações, principalmente quando se prolongarem, renovai vossa intenção, elevando a alma a Deus e repetindo do fundo do coração: “Para Vós, meu Deus!” Se puderdes interromper  o vosso trabalho alguns instantes, sem, prejudicar àquilo que fazeis, perguntai-vos: “Qual o objetivo que pretendo alcançar?” E logo tornai a dizer: “Para Vós, meu Deus, só para Vós!”


Se, durante a meditação ou a prece, alguém vos importunar, se, por motivo de saúde ou por dever de estado, fordes impedidas de comungar ou de assistir à missa, como de costume, lembrai-vos de que é preciso saber “deixar Deus por Deus.” Renunciando, assim, sem má vontade, porque é Deus quem vos pede, a um exercício de piedade que vos é caro, unir-vos-eis ainda mais estreitamente a Ele; adiantai-vos na simplicidade e, por conseguinte, na perfeição.


Desconfiai da impulsividade, da precipitação, da agitação, do nervosismo, da atividade demasiado natural, muitas vezes febril, que não é abençoada por Deus.
Sede calmas, serenas, tranqüilas. Se não o fordes na imaginação, na sensibilidade, nas faculdades inferiores da alma, que nem sempre podem ser plenamente controladas pela vontade, sede-o pelo menos na parte superior de vós mesmas, em vossa pessoa moral, nas altas regiões que Deus olha quando vos julga, e que são as que dependem unicamente de vosso livre arbítrio. Apressai-vos lentamente, e com maior segurança encontrareis Deus.
Dizei jaculatórias com a maior freqüência possível. Para adquirir este hábito, não hesiteis em empregar meios que pareceriam pueris, se não fossem infinitamente realçados pela grandeza do fim a atingir. Convencionai, por exemplo, elevar por um instante o coração a Deus, todas às vezes em que ouvirdes o bater das horas, que passardes de uma para outra sala, que vos sentardes à mesa ou à secretária, que fechardes uma carta, que vos preparardes para viajar, que entrardes em uma casa ou sairdes dela, e em mil outras circunstâncias que estabelecereis.


Não há meios pequenos quando utilizados para grandes coisas. À medida que vos fordes habituando a recorrer a Deus, vosso coração se aquecerá, vosso amor crescerá. Em breve, não vos será mais necessário meio algum. De tal sorte vossa alma terá fome e sede de Deus, que espontâneamente, e por instinto, para Ele se elevará constantemente.
A agulha imantada da bússola dirige-se para o norte. Se a desviais, exerce pressão nos dedos e assim manifesta sua tendência natural; e, desde que a solteis, volta à sua orientação.


Da mesma maneira, a alma, que alcançou a verdadeira simplicidade, volta-se para Deus por instintiva necessidade. Se, aparentemente, as ocupações da vida a afastam de Deus, no íntimo tende sempre a voltar para Ele e, desde que o pode, retoma inteiramente a Ele.

 

a grande guerra

Fonte: http://www.espacomaria.com.br/?cat=8&id=4014