MARCIO MENDES: HUMILDADE E ESPÍRITO DE ORAÇÃO

fevereiro 27, 2014

FELICIDADE, GRANDE ILUSÃO DO CARNAVAL

fevereiro 27, 2014

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Felicidade, grande ilusão do carnaval

Tudo se acaba na quarta-feira

“Atrás do trio elétrico só não vai quem já morreu…” O ritmo efervescente da Cabrocha que ensaiou, o ano inteiro, esperando o carnaval chegar para desfilar, e o trançado das pernas, que só mesmo a dança do frevo é capaz de inspirar os foliões, faz do carnaval a festa mais popular do nosso país.

Espalhado por todo o Brasil, em uma mistura de ritmos e de gente, o chão da praça esquenta com os movimentos frenéticos dos foliões. E essa fantasia, que todos os que lá estão desejam que seja eterna, termina na quarta-feira, dia em que tudo acaba em cinzas. Já cantava Netinho, em cima do trio elétrico, na Bahia: “Eu queria que essa fantasia fosse eterna…” Ele pedia que, “um dia, a paz vencesse a guerra” e que “viver fosse só festejar”.

Atenta e também tentada a dar os meus pulos, eu ficava imaginando como seria se, de fato, aquela fantasia fosse eterna ou se fosse possível viver festejando como naquele Carnaval. Quanta ingenuidade, não? A paz vencer a guerra. Num ambiente de guerra, a paz, por mais que seja convidada, não encontra espaço para cumprir o seu papel. Falta-lhe parceiros, pois o número dos que a querem não é suficiente. Mas, se assim fosse, eu não precisaria exigir de mim tantas reflexões, porque, afinal, o cantor já classificou o carnaval como “a festa da fantasia”.

Hoje, no entanto, tenho questionado a mim mesmo se tudo isso é, de fato, uma fantasia ou uma realidade. Às vezes, as pessoas se escondem em sua própria vida, mas, diante das oportunidades, elas se liberam. A própria festa autoriza os foliões a serem o que quiserem ser. Aí está o perigo desta época carnavalesca. Existe uma motivação explícita para que as normas do bem comum sejam quebradas. Quem nunca ouviu a expressão: no carnaval, vou “soltar as frangas!” ou “no carnaval, a minha mulher me deu um “vale-night!”? Ainda há os que dizem: “eu quero mais é beijar na boca”.

Longe de qualquer julgamento, o que muitos foliões gostariam de viver, de verdade, fora desta época, mas não vivem? Ou vivem e ninguém vê? Será a fantasia uma oportunidade para o real recalcado, para o distanciamento da realidade ou para sua aproximação? Não acredito que quem não tem a tendência a se desfigurar no carnaval vá assumir uma conduta que o leve a uma ressaca moral. Portanto, o comportamento do folião deveria ser um meio para levar e trazer para si alegria, encontro com os amigos e familiares, enfim, diversão.

Ao contrário de épocas atrás, o Pierrô e a Colombina foram substituídos pela exploração sexual de menores, pelo tráfico de drogas, pela manipulação da mídia favorecendo o Governo e fazendo dos próprios participantes uma propaganda para atrair turistas; além da prostituição, do adultério, da violência, do roubo e dos interesses financeiros. Consequências de um ano são intensificadas nesse período. O espírito carnavalesco, quando incorporado sem medir consequências, traz danos irreparáveis.

Tom Jobim tinha razão quando cantava: “a felicidade do pobre parece a grande ilusão do carnaval“. Nós trabalhamos o ano inteiro por um momento de sonho, para fazer a fantasia de rei, de pirata ou jardineiro, mas tudo acaba na quarta-feira”. Entretanto, não podemos negar que, apesar de tudo, algo motiva os foliões a estar lá onde eu já estive por tantos anos, na micareta da minha cidade.

Essa festa era, e ainda é, um carnaval fora de época. Não havia abadá, mas todos vestiam mortalha. Alguns se fantasiavam de careta, e os pais levavam seus filhos ao clube. Sempre as meninas de baianas ou bailarinas, os meninos de pirata ou super-herói.

Eu poderia pedir emprestado os saberes da Antropologia, da História e da Sociologia, mas arriscarei alguns palpites sobre os motivos que devem estimular muitos a gastar o dinheiro do ano inteiro para estar lá. Talvez, seja a necessidade de ser feliz, extravasar dores, tristezas, mágoas, apertos financeiros. Real ou fantasia, o que sei é que tudo acaba na quarta-feira, quando há o início da Quaresma, tempo de jejum e oração para os católicos.

A testa marcada com as cinzas caracterizam a Paixão de Cristo, Aquele que, sem julgamento, recebe o folião que pulou até o último dia para lhe mostrar que aquela fantasia não é eterna, pois o eterno não acaba na quarta-feira, mas se inicia nesta data. A Quarta-feira de Cinzas vem acompanhada da Sexta-Feira da Paixão, dias em que a tradição nos aconselha a não comer carne nem satisfazer a nossa carne.

É chegada a hora de nos decidirmos por um carnaval que não precise acabar na quarta-feira.

Meus amigos, não é o carnaval que dá sentido ao que buscamos, mas sim Aquele que é eterno.

Veja também:
:: O cristão pode participar do carnaval? 

Foto Judinara Braz 

Administradora de Empresa com Habilitação em Marketing
Psicóloga – Abordagem Análise do Comportamento
Autora do Livro Sala de Aula, a vida como ela é
Diretora Pedagógica da Escola João Paulo I – Feira de Santana (BA)

Fonte: http://www.cancaonova.com/portal/canais/formacao/internas.php?e=13457#.Uw8g0vldVo8

 


PADRE VAGNER BAIA: A FÉ NÃO PODE FICAR NA SUPERFICIALIDADE

fevereiro 25, 2014


AMOR E FIDELIDADE

fevereiro 25, 2014

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Amor e fidelidade

Amor e fidelidade conjugam-se com a palavra perdão
 

No meu fraco entender, as duas palavras perderam muito naquilo que as identificam. Que tipo de amor e de fidelidade são projetados hoje? Sabemos que, sendo bem assumidos, constituem toda a justiça e a harmonia da sociedade. Essas palavras são fonte de paz, serenidade, segurança, respeito e valor pela pessoa do próximo. São dons que devem ser conquistados.

A fidelidade, ao ser exercitada, confirma o verdadeiro amor. Não é um fato apenas de ação externa, superficial, mas de compromisso que vem de dentro da pessoa, que envolve a razão e o coração. Isto é impossível para quem tem uma mente poluída de maldades, de consumismo e de descompromisso para com as realidades de seu cotidiano.

O crescimento da violência acontece como um efeito cascata. Como já diz o ditado popular: “violência gera violência”. Isso mostra a incapacidade na qual a sociedade está vivendo de se deixar penetrar pela sabedoria do Evangelho, que é “misteriosa e oculta” (I Cor 2,7). Com isso, perdemos o sentido sagrado da pessoa humana e passamos a nos agredir uns aos outros sem temor.

Quem não participa da justiça como proposta de vida comunitária tem dificuldade para ajudar na construção do bem. Aliás, não basta “não matar”, é preciso também superar as atitudes de desamor, de vingança, de ressentimento, de ódio etc. Amor e fidelidade conjugam-se com a palavra “perdão” ou com a capacidade de se despir da arrogância e da maldade do coração.

Na cultura do medo, perdemos muito na qualidade de nossa vida humana. Estando o amor e a fidelidade “no fundo do poço”, questionamos o tipo de felicidade que as pessoas conseguem viver. Não estamos fazendo as escolhas certas, mesmo sendo dado ao ser humano o dom do livre-arbítrio e a capacidade de escolha. A liberdade tem se transformado em libertinagem.

É importante cultivar a sabedoria que vem de Deus, pois ela supõe despojamento e amor ao extremo, foge da lógica propagada pelo mundo. Sabedoria que constrói liberdade e não é escravizadora. Somente no exercício da liberdade autêntica o ser humano poderá ser realmente feliz.

 

Dom Paulo Mendes Peixoto
Arcebispo de Uberaba (MG)

Fonte: http://www.cancaonova.com/portal/canais/formacao/internas.php?e=13449#.UwwFQvldVo8

 


PADRE JOÃO MARCOS: DEIXE-SE TOCAR POR JESUS!

fevereiro 23, 2014


O RESGATE DE UM RELACIONAMENTO

fevereiro 23, 2014

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O resgate de um relacionamento

Há necessidade de reciprocidade nos esforços
 
Não é difícil encontrarmos pessoas que lutam para o resgate da saúde do seu namoro, quando, depois de algum tempo de convivência, percebem que o envolvimento com o outro tem deixado a desejar. Poderá, então, ser o momento de reavaliar os objetivos assumidos neste relacionamento. Entretanto, mais delicado que acolher a decisão do rompimento, é viver certos impasses dentro da relação conjugal.
Em qualquer relacionamento, seja no namoro ou no casamento, as nossas decisões, de certa maneira, afetam o nosso parceiro. Se os casais não aprenderem a acolher a opinião um do outro, antes de tomar uma decisão, eles, na verdade, estarão acumulando problemas para o futuro.
Das dificuldades que podemos enfrentar na vida conjugal, na sua grande maioria, está o fato de acreditarmos que a nossa maneira de viver o compromisso é a correta, e cabe ao cônjuge, que na nossa visão está errado, entender e aceitar, definitivamente, aquilo que propomos a ele. Na tentativa de cada um convencer o outro da sua verdade, muitas “farpas” são trocadas.
Na vida a dois, fica cada vez mais claro que não podemos ser felizes se quisermos viver o compromisso por nós mesmos. A exemplo disso, basta-nos lembrar das vezes que dizíamos: “Se fulano (a) está feliz, eu estou feliz também! Em outras ocasiões, compadecíamos das coisas que entristeciam o nosso cônjuge e também rejubilávamos por aquilo que lhe agradava, entre outras coisas. Tal disposição precisa ser reassumida e cultivada por ambos, não somente no período que estavam em  lua de mel, mas a todo tempo.

Todavia, podemos ter esquecido que o relacionamento conjugal por si une não somente os corpos, mas também realiza um vínculo emocional. Ao abandonarmos esse princípio, as crises podem ofuscar aquela nossa disposição – assumida no casamento – de acolher o outro, seja na alegria ou na tristeza, na saúde ou na doença, todos os dias da nossa vida. Consequentemente, o interesse pelo sentimento do outro é suprimido ou desprezado.

No convívio a dois, não há como apenas uma pessoa estar disposta a lutar pelo relacionamento ou desejar fazê-lo cada vez mais fecundo se não houver reciprocidade nos esforços. Quando as nossas expectativas, dentro da vida conjugal, vêm sendo ignorada pelo outro, pode parecer que há apenas uma opção: o rompimento!

Diante da radical possibilidade, somos tomados por uma grande agitação emocional, pois não sabemos se estamos fazendo a coisa certa. Mas, antes de qualquer atitude, e por mais difícil que possa ser, precisamos mostrar ao nosso cônjuge a nossa vulnerabilidade, naquilo que nos faz cogitar a ideia de assumir algo extremo para a relação.
Se acreditarmos que o casamento estabelece entre nós um vínculo também emocional, a maneira mais apropriada de resgatar nosso relacionamento é fazer com que o outro entenda que, por meio da imposição de regras unilaterais, não é a forma mais eficaz de viver um compromisso, especialmente às custas do silêncio ou do desrespeito do seu cônjuge, numa relação que tem como princípio o bem estar coletivo.
 Um abraço,

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Dado Moura
contato@dadomoura.com

Dado Moura é membro aliança da Comunidade Canção Nova e trabalha atualmente na Fundação João Paulo II para o Portal Canção Nova como articulista. Autor do livro Relações sadias, laços duradouros e Lidando com as crises
Outros temas do autor: www.dadomoura.com
twitter: @dadomoura
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Fonte: http://www.cancaonova.com/portal/canais/formacao/internas.php?id=&e=13414#.Uwn3HPldVo8

 


PADRE CHRYSTIAN SHANKAR: JESUS TEM A SOLUÇÃO PARA A SUA FAMÍLIA!

fevereiro 22, 2014