AO EXTREMO CHEGAR – DUNGA (PHN – CANÇÃO NOVA) – CASEIRO

junho 30, 2009

Missa com Oração de Cura no Santuário São Francisco de Assis

junho 30, 2009

missa de cura frei hoslan

Missa com Oração de Cura

Toda primeira quinta-feira do mês haverá missa com oração de cura em nosso Santuário.

Atendendo os anseios de nosso comunidade, haverá uma missa com oração de cura que será celebrada na primeria quinta-feira de cada mês, as 20 horas, presidida pelo Frei Hoslan.

Será mais um momento de unção em nosso Santuário. Não perca!

Convide os seus amigos! Aguardamos sua presença nesta quinta-feira, dia 02/07/2009 às 20:00h.

Endereço do Santuário
SGAN 915, Conj. A/B – Asa Norte – Brasília (DF) – CEP: 70.790-150.

Telefones
+55 (61) 3447-7039

Até lá!

Fonte: http://www.taufrancisco.com.br/internas.php?id=1359 (com adaptações).


FORTALEZA INFINITA (PASSA NA FRENTE , MARIA ) LEGENDADO

junho 30, 2009

São Pedro e São Paulo

junho 29, 2009

São Pedro, pescador, Apóstolo e primeiro Papa

São Pedro, cujo nome de nascimento era Simão, nasceu em Betsaida, na Galiléia. Filho de Jonas, era pescador e casado. André, seu irmão, encontrou Jesus e comentou com Pedro a respeito do Messias. Simão quis conhecer Jesus, e este o elegeu como um de seus escolhidos, trocando seu nome para Pedro, que significa pedra, rocha. A partir deste dia, Pedro deixou de ser pescador de peixes para se tornar pescador de homens.

Pedro tinha um temperamento impulsivo, mas uma imensa generosidade e um grande amor ao Mestre. E Jesus coloca-o em evidência sempre, marcando-o como o futuro chefe da Igreja. Em Cesaréia de Filipe, Jesus diz a Pedro: “Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei minha igreja e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Dar-te-ei as chaves do Reino dos Céus, e tudo que ligares sobre a terra será ligado também no céu, e tudo que desligares na terra será também desligado no céu”. (Mt.16 13-20).

Depois da ressurreição, Jesus aparece pela terceira vez aos seus discípulos, junto ao mar de Tiberíades. Após terem comido, Jesus dirige-se a Pedro: “Simão, filho de João, amas-me mais do que estes outros?” Ele respondeu: ´Sim, Senhor, tu sabes que te amo`. Ele lhe disse: “Apascenta os meus cordeiros”. E por três vezes Jesus faz a mesma pergunta e lhe ordena para que pastoreie seus cordeiros (Jo,21,15-17). Era a investidura oficial a Pedro para ser o vigário de Cristo, o pastor supremo do rebanho do Mestre.

Os primeiros 10 capítulos dos Atos dos Apóstolos descrevem a atuação marcante do apóstolo Pedro, o grande líder da comunidade cristã após a morte de Jesus. Integra Matias ao colégio dos Apóstolos para substituir Judas; faz o primeiro discurso no dia de Pentecostes, convertendo 3 mil pessoas; e realiza o primeiro milagre, curando o homem coxo. Também é ele o primeiro a ser preso como responsável pela nova religião e quem convoca o primeiro concílio dos apóstolos, tomando a palavra no conclave.

Segundo a tradição, mais tarde Pedro foi para Antioquia, onde permaneceu sete anos na direção da Igreja, e de lá seguiu para Roma, onde permaneceu até a morte, em 29 de junho do ano 67 d.C, quando foi crucificado de cabeça para baixo por não se achar digno de morrer como o seu Mestre. Foi sepultado onde hoje está a maior igreja do mundo: a Basílica do Vaticano.

(retirado e adaptado do site: http://www.bispado.org.br)

Fonte: http://www.cantodapaz.com.br/blog/2007/02/21/sao-pedro-pescador-apostolo-e-primeiro-papa/

São Paulo, mestre e doutor das Nações

Paulo nasceu em Tarso na região da Cicília, Ásia Menor, atual Turquia. Cidade bonita, grande, com mais ou menos 300.000 habitantes, era um centro importante de cultura e comércio e possuía um porto muito ativo.

 

 

Nascido numa família judaica, Paulo foi criado dentro das exigências da LEI DE DEUS e das tradições paternas (Gl 1, 14). Nasceu e cresceu em um ambiente protegido e rígido de um bairro judeu e de lá observava a grande cidade grega e seus costumes. Estes dois ambientes marcaram sua vida.

Era costume naquela época ter dois nomes. Por isso, tinha dois nomes, um para cada ambiente: SAULO, nome judaico (At 7, 58) e PAULO, nome grego (At 13, 9). Ele prefere e assina Paulo, mas Jesus o chama de Saulo, nome que determina qual era o seu povo, judeu (At 9). Como todos os meninos, judeus da época, Paulo recebeu sua formação básica na casa dos pais, na sinagoga do bairro e na escola ligada à sinagoga.

A formação básica compreendia: – aprender a ler e escrever; – estudar a Lei de Deus e a história do povo judeu; – assimilar as tradições religiosas; – aprender as orações, especialmente os salmos. O método era: pergunta e resposta, repetir e decorar, disciplina e convivência. Além da formação básica em Tarso, Paulo recebeu formação superior em Jerusalém com Gamaliel (At 22, 3).

A leitura da Bíblia era o eixo da formação, marcava a piedade do povo. Desde criança (2Tm 3, 15), os judeus aprendiam a Bíblia, era a mãe em casa, que cuidava de transmiti-la aos filhos. Assim, desde pequeno, Paulo aprendeu que “toda Escritura é útil para ensinar, para repreender, para corrigir e para formar na justiça. Por ela o homem de Deus se torna perfeito, capacitado para toda boa obra” (2 Tm 3, 16-17).

O pai de Paulo era dono de uma oficina de tendas e com ele Paulo aprendeu a fabricar tendas (At 18, 3). Este aprendizado iniciava-se aos treze anos e durava dois ou três anos, sob uma disciplina rígida. O aprendiz trabalhava de sol a sol e Paulo a tudo se submeteu, apesar de não visar ser um trabalhador, mas para administrar a oficina, mais tarde, como proprietário.

Paulo sempre foi um homem profundamente religioso, judeu praticante, irrepreensível na mais estrita observância da Lei (At 22, 3), “cheio de zelo pelas tradições paternas” (Gl 1, 14). Esse ideal animou Paulo durante os primeiros 28 anos de sua vida (Fl 3, 5-6), mas chegou o momento de descobrir que observar a Lei não era suficiente para levá-lo até Deus. Aconteceu então a sua conversão para o Cristianismo. A partir daí, Paulo dedicou sua vida inteiramente a pregar a Palavra de Jesus, estendendo-a para quase todo o mundo antigo.

É chamado o “Apóstolo dos Gentios” pois levou a palavra aos pagãos e não só para os judeus. Uma certeza acompanhou a vida de Paulo: “SEI EM QUEM PUS MINHA CONFIANÇA” (2 Tm 1, 12). E isto lhe dá a convicção: “COMBATI O BOM COMBATE, TERMINEI A MINHA CARREIRA, GUARDEI A FÉ”. Paulo era um homem profundamente religioso, judeu praticante, irrepreensível na mais estrita observância da Lei, “cheio de zelo pelas tradições paternas”.

Esse ideal animou Paulo durante os primeiros 28 anos de sua vida, mas chegou o momento de descobrir que observar a Lei não era suficiente para levá-lo a Deus. Estevão e Paulo eram colegas de estudo, mas os caminhos se separaram. Estevão entrou na comunidade dos cristãos, criada fazia três ou quatro anos. Paulo era contra. Até o dia em que presencia e aprova a morte de Estevão pelos judeus que perseguiam os cristãos. Logo após esse fato, Paulo perseguia o caminho de Damasco quando subitamente, uma luz resplandecente vinda do céu o cerca, ele cai ao chão e uma voz lhe diz:

– Saulo, Saulo. Por que me persegues?

– Quem és, Senhor?

– Eu sou Jesus a quem persegues.

– Senhor, que queres que eu faça?

– Levanta-te, entra na cidade. Aí será dito o que deves fazer. – Levanta-te, entra na cidade. Aí será dito o que deves fazer.

Paulo se levanta, abre os olhos e nada enxerga. Está cego! Encontra-se com Ananias na cidade de Damasco, que lhe impõe as mãos e ele recupera a visão. Ananias batiza-o em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo e Paulo começa a pregar a Palavra de Deus. A conversão de Paulo para Cristo significou uma mudança profunda na sua vida, mas não foi uma troca de Deus, Paulo continuou fiel a Deus e a seu povo.

Tornou-se cristão pela vontade de ser fiel às esperanças de seu povo aceitando Jesus como o Messias. Reconheceu em Jesus o SIM de Deus às promessas feitas a seu povo no passado. A experiência de Paulo passa pelo testemunho de Estevão. Escolhido por Jesus para o apostolado, Paulo sabia que sua missão não era outra a não ser pregar e difundir o Evangelho. E isto significava, para ele, mostrar a todos a figura de Cristo como Mestre e Salvador do mundo. Daí a sua profunda humildade, mostrando-nos que, na sua missão de evangelizador, ele não buscava pregar a si mesmo ou fazer alarde da sua sabedoria. Era apenas um servidor do Evangelho e isso pela vontade daquele que o escolhera: “Sou o último dos apóstolos e nem mereço ser chamado assim, pois vivi perseguindo a Igreja de Deus” (I Cor 15, 9).

O apóstolo reconhecia que seu físico franzino, os parcos recursos de sua voz e de seus gestos não podiam apresentá-lo aos seus ouvintes como um grande e imponente orador. Além disso, a doutrina que pregava não oferecia assuntos ou mensagens de sabedoria humana. Por isso, apoiava-se unicamente na sua fé, na sua profunda convicção, aliadas a uma imbatível perseverança em meio a todos os sofrimentos.

Suas cartas mostram o feitio humilde e despretensioso do grande Evangelizador. Em diversas passagens aparece a constante preocupação do Apóstolo em falar simples e ao alcance de todos. Sentindo-se devedor a todos, Paulo sabia que a sua dívida maior era com Cristo.

Aquele Saulo, perseguidor implacável da Igreja e pavor dos primeiros cristãos; este foi o homem que Cristo escolheu para levar o Evangelho ao mundo. E foi para cumprir a sua missão que ele viveu viajando sempre, sem descanso. Sofrimentos de toda sorte, até mesmo o martírio, tudo ele aceitou para de alguma forma, retribuir a sua escolha para o apostolado.

Na sua segunda carta a Timóteo 2, 9, Paulo diz que embora ele estivesse preso, a Palavra de Deus nunca seria encarcerada. De fato, confinado em sua casa em Roma e mesmo no cárcere, o Apóstolo continuou pregando e fazendo discípulos. Somente a morte pôde calar sua voz, no entanto suas palavras, seu testemunho permanecem até hoje entre nós. Paulo morreu pela espada, decaptado.

(retirado e adaptado do site: http://www.saopauloapostolo.org.br)

Fonte: http://www.cantodapaz.com.br/blog/2007/03/03/sao-paulo-mestre-e-doutor-das-nacoes/

CONHEÇA MAIS A HISTÓRIA DE SÃO PAULO ASSISTINDO OS VÍDEOS ABAIXO

Caminhos de São Paulo

Casa do Apóstolo São Paulo em Roma

Lugar onde São Paulo e São Pedro se despediram

Prisão de São Paulo em Roma

Martírio de São Paulo

 

São Pedro e São Paulo, rogai por nós.


LITURGIA GERAL: OS VASOS LITÚRGICOS

junho 29, 2009

LITURGIA - os santos sinais

LITURGIA GERAL

CAPÍTULO III 

§ 60. OS VASOS LITÚRGICOS

232.    1. O santo cálix (Calix sanctus. Ordo rom. III n. 16). Entre os vasos litúrgicos o mais antigo e mais santo é o cálice. Desde o dia, em que Nosso Senhor o usou pela primeira vez para o sacrifício da missa, sempre foi empregado no santo sacrifício, excluindo-se qualquer outro vaso. Por isso os antigos (liturgia galicana) chamaram a quinta-feira santa natalis calicis, quia tune calix a profano uso ad sacrum Christo auctore translatus est.

1) Matéria.

a) No decorrer dos séculos tem havido cálices de madeira, mármore, barro, bronze, chifre, âmbar, vidro, marfim, estanho, chumbo, cobre, prata e ouro.

b) Nos primeiros séculos os cálices de vidro eram freqüentes, por serem baratos. Pois refere S. Irineu (Adv. haer. 1, 13) que o povo podia distinguir de longe a cor do vinho consagrado pelo herege Marco. Porém neste tempo existiam já cálices de ouro, os quais no século V se tornaram bastante freqüentes, ao lado de outros de matéria barata. O sínodo de Tibur (895) proibiu oferecer o santo sacrifício em cálices de madeira.

c) A lei eclesiástica exige para o cálix ouro e prata, ou ao menos a copa de prata dourada no interior (Rub. Miss. II, 1 n. 1). Por motivo de pobreza ou outra necessidade, admite-se também o estanho (Rub. Miss. III, 10, 1) e bronze de alumínio. (Pius IX, 9. 12. 1866; Cappello, de sacr. n.° 798.)

233.   2) A forma.

a) essencial. Certas partes não faltam em nenhum cálix: a copa, que contém o SS. Sangue, o nó para se pegar e o pé.

b) a forma acidental. Antigamente, até ao século XIII, havia cálices com asas, ao lado de outros sem asas. Esta forma era a mais usada. Com as várias épocas da arquitetura mudou a construção do cálix. A forma romana tem a copa hemisférica, a gótica a copa cônica ou semelhante a uma pêra, o barroco tem a forma bojuda.

c) já no século II e III distinguia-se bem o cálix profano do cálix litúrgico, o qual era enfeitado com imagens (bom pastor), pintadas, esmaltadas e gravadas, e pedras preciosas.

234.   3) Uso. Distinguiam-se:

a) calix sanctus, stationarius para a missa;

b) o calix maior ou ministerialis, em que estava o SS. Sangue para a comunhão dos fiéis;

c) o calix offertorii ou scyphus, em que os acólitos reuniam o vinho oferecido pelos fiéis;

d) o calix baptismalis, em que se ministrava leite e mel para o batizados (daí o Introito Fer. III post. Pascha: “Introduxit vos Dominus in terram fluentem lac et mel, all.”);

e) o calix viaticus, para a viagem;

f) o cálix para a sepultura dos bispos e sacerdotes, de ordinário de estanho, chumbo, madeira, cera, mas também de ouro.

235.   4) Complementos do cálix.

a) A caninha (fistula), com que os fiéis bebiam o SS. Sangue do cálix; ainda é usada na missa papal solene.

b) A patena (grego: patané = bacia) é inseparável do cálix; é tão antiga como o cálix e da mesma matéria que ele. Antigamente era muito maior, porque as hóstias eram maiores e se deviam partir sobre ela. Conhece-se uma patena de 25-30 libras (c. 12 k).

236.   5) Consagração e execração.

O cálix da missa deve ser consagrado pelo bispo, como é costume desde o VI-VII século. Um cálix, empregado bona fide para a celebração da missa, não fica por isso consagrado. (Cân. 1147, § 1.)

O cálix é execrado:

1. se perdeu a primitiva forma;

2. se foi aproveitado para fins indecorosos ou posto à venda. (Cân. 1305, § 1; 2.)

Execrado é o cálix que tem uma fenda no fundo, que foi quebrado em duas partes, a não ser que tenha sido construído para desarmar. Sendo gastada a douradura é obrigação grave dourá-lo de novo, mas a nova consagração omite-se.

237.   6) Simbolismo.

O cálix com a patena é o símbolo do sepulcro do divino Redentor (Pontif. Rom.) Daí a cerimônia, aliás inexplicável, que se faz na quinta-feira santa: a hóstia que deve ser conservada para a sexta-feira santa se põe no cálix, cobre-se com a pala e coloca-se por cima a patena. Primeiro se põe a pala, que significa o lençol envolvendo o santo corpo do Senhor, depois a patena, i. é, a pedra do sepulcro.

O cálix de ouro representa (Durandus I c. 3 n° 45) os tesouros de sabedoria escondidos em Jesus Cristo, e por isso também o amor diviuo: diligentes me diligo (Prov. 8, 17), e o amor do Coração divino. A abertura do cálix simboliza a chaga aberta neste santo Coração, do qual sai o divino sangue que se bebe, ut ditem diligentes me. (Prov. 8, 21.)

A patena significa a cruz (Durandus IV, c 30, n° 25), em que repousa o corpo de Nosso Senhor. A cruz que se costuma gravar rente a uma das bordas, além de ter um fim prático, lembra acertadamente este mistério da paixão.

238.    7) Construção e conservação do cálix.

1) O artífice  tem plena liberdade nos seus desenhos. Existe, porém, um decreto S. R. C. (30.7.1922) prescrevendo “que os novos cálices não se afastem da forma usual, por causa do perigo de derramar o SS. Sangue e causar admiração.” (d. 4371.)

2) Para servir bem ao celebrante, o cálix tenha:

a) uma altura não inferior a 17 cm (altura conveniente) nem superior a 22 cm por causa do equilíbrio;

b) a copa nem muito larga nem muito bojuda em baixo e estreita em cima, nem com bordos muito grossos, mas sim finos, nem seja guarnecido com ornamentos até quase à borda;

c) o nó não tenha bordas cortantes, nem seja semeado de pontas agudas; sendo furado é difícil a limpeza.

d) o pé seja largo, pesado, munido de uma cruz, para indicar o lugar da copa, por onde se bebeu o SS. Sangue;

d) a patena a mais cômoda tendo a forma de um segmento esférico e uma cruz para saber o lado por onde pegá-la sem perigo de se perderem partículas eucarísticas;

e) o seu diâmetro exceda o da copa de 4 cm, sobressaindo por dois cm sobre a copa;

f) evite-se a umidade que estraga a douradura dos vasos sagrados, limpando-os bem e conservando-os num estojo ou pano mole;

g) não se usem meios fortes para limpá-los. O melhor é álcool em pano de lã com sabão ordinário ou benzina ou sumo de tomate.

239.   2. A píxide (ciborium, pyxis, tabernaculum) ou âmbula (ampulla) na forma moderna existe desde o século XIII.

1) História.

Nos séculos anteriores usava-se para conservar o SS. Sacramento uma cápsula redonda com tampa feita de metal, marfim ou madeira. Daí o nome. Cibório (ciborium) derivam uns de cibus, porque este vaso contém a comida celestial, outros de ciborium ou baldaquino que cobria o altar e em que muitas vezes estava suspenso o vaso com o SS. Sacramento. (Capello 2 , de sacr. n.° 395.)

2) Matéria.

Conforme o Ritual (IV, I, 5) e o Cân. 1270 pixide deve ser feita de matéria sólida e decente (sólida Ilecentique inateria).

a) Não se diz qual seja esta matéria. Convém que seja de ouro, prata, ou, se de estanho, cobre, seja dourada por dentro. (C. B. 212 § 2.) Não existe, porém, nenhuma obrigação a este respeito, porquanto nem o direito canônico, nem outra lei litúrgica qualquer o prescreve. (Cappello 1. c.)

A Carta Pastoral 1915; n.° 215, diz: “O SS. Sacramento se conserve em âmbula de ouro ou de prata, dourada ao menos no interior da copa, coberta sempre com o véu de seda apropriado, o mais rico que for possível e repousando sobre um corporal, em tabernáculo ou sacrário decente. Matéria decente não é nem ferro, nem chumbo, nem bronze, nem marfim. O vidro nem é matéria decente, nem sólida.” (d. 3511.)

240.    b) Deve ser fechada com a tampa coberta por um véu de seda branca (Rit. I. c.) Por isso não é suficiente cobri-la com a pala ou corporal senão por necessidade ou por breve tempo.

c) Deve ser benta (Rit. Miss. II, 3) pelo bispo ou sacerdote delegado. Contudo S. Afonso (n. 385) chama provável a opinião dos doutores que negam a necessidade da bênção, de sorte que, praticamente, um sacerdote que usasse uma píxide não benta (secluso contemptu) excluindo o caso de desprezo, não cometeria pecado. No tabernáculo, a pixide deve ser colocada sobre o corporal, conforme o costume. De verdadeira obrigação não consta (Cappello 1. c. n.” 396 sqq. C. P. supra). Deve ser benta com a mesma fórmula a pixide para levar a comunhão aos doentes. (Fórmula: tabernaculum Rit. VIII, c. 23.)

241.    3. Custódia (monstrantia, tabernaculum,- ostensorium).

a) A custódia foi introduzida no século XIV por ocasião da festa de Corpo de Deus. Além disso no século XV começou-se a fazer a exposição do SS. Sacramento no altar para a adoração pública.

No princípio levava-se o SS. Sacramento na procissão fechado na pixide, costume guardado por falta de custódia em alguns lugares até ao século XVII. Para tornar visível a S. Hóstia, aproveitavam- se os relicários em forma de torres, feitas para a exposição das relíquias; mais tarde deu-se a estes vasos de exposição a forma de altar, de sol radiante ou de uma outra forma artística. Prescrito é só que a custódia seja munida “de uma cruz” (d. 2957).

A Carta Pastoral (1915, App. VI, p. 466) prescreve: A custódia ou ostensório, em cuja sumidade deve haver cruz, há de ser de metal sólido, dourado ou prateado, o mais rico possível, com raios em redor do lugar da sagrada Hóstia, deixando-a bem visível (d. 2957).

242.   b) A luneta, em que se põe a S. Hóstia na custódia, deve ser de ouro ou de prata dourada, benta pelo bispo ou por um sacerdote expressamente delegado. Pode ter a forma de um crescente, com uma abertura, em que entra a S. Hóstia; ou de lua ou circunferência, com dois cristais bem transparentes, separados completamente por um círculo de ouro ou de prata dourada, sobre o qual descansa a S. Hóstia; pois os, vidros não devem tocar nela. (d. 3974. C. P. L. A., n.° 373.)

243.   c) para consagrar a hóstia grande, embora esteja bem visível entre os vidros, deve-se abrir a luneta (d. 3524 ad li ) . Mas não deixaria de ser válida a consagração, se o sacerdote se esquecesse de abri-la.

Para conservar a Hóstia grande que deve ser removida de oito em oito dias (C. E. I, VI, 2. C. P. L. A. n.° 370), há vários modos: se a custódia couber no sacrário, lá poderá ficar (De Herdt); se não couber, o que parece ser o mais ordinário, coloca-se só a luneta no sacrário. Se a luneta tem vidros, é simplesmente colocada dentro do sacrário (d. 3974). Sendo um crescente, é melhor guardar esta Hóstia com o crescente numa âmbula especial.

244. 4. As galhetas são mencionadas pela primeira vez no século V em statuta ecclesice antiqua. (Denzinger n.° 153. 154.) Lá se prescreve que o subdiácono receba uma galheta com água, o acólito uma galheta vazia para levar o vinho para a missa: “Urceolum vacuum ad suggerendum vinum in cucharistiam sanguinis Christi”.

Esta fórmula, acrescentando só: vinum “et aquam”, é ainda unida, embora o bispo entregue ao novo acólito uma galheta só. Como se explica essa dissonância? O acólito mais tarde foi encarregado de levar também a água para o altar, e por isso a forma foi mudada em vinum et aguara. A rúbrica, porém, não foi mudada e  prescreve ainda hoje: entregar uma só galheta ao ordenando. (Pontif.)

As galhetas devem ser de vidro (Rit. Miss. XX). Tolera-se o costume de se servir de galhetas de ouro e prata. (d. 3149.) Prescrito é o prato em que são colocadas as galhetas.

Fonte: http://www.derradeirasgracas.com/4.%20CURSO%20DE%20LITURGIA%20-%20Pe.%20Reus/LITURGIA%20-%20PARTE%20II.%20.htm#60.%20OS%20VASOS%20LITÚRGICOS


Bíblia para Crianças: Caim e Abel (Antigo Testamento)

junho 27, 2009

NOSSA SENHORA DO PERPÉTUO SOCORRO

junho 27, 2009

socorro

Pouco se sabe a respeito da autoria artística do quadro de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, apesar de conhecidíssimo pelos católicos do mundo inteiro.  Segundo especialistas, há forte indício que o artista seja grego, pois as inscrições estão neste idioma. Esta pintura deve ter sido executada no período compreendido entre os séculos XIII e XIV.  A tradução das quatro letras gregas na parte superior da tela significam “Mãe de Deus”.  No quadro, o Menino Jesus, ao colo de Nossa Senhora contempla um dos anjos, que respectivamente seguram na mão instrumentos prefigurativos dos sofrimentos futuros, da paixão e morte do Salvador: lança, vara com a esponja, o cálice com fel, cruz e cravos.  O quadro é composto de significativos detalhes. O Menino Jesus, amedrontado com a visão dos arcanjos Miguel e Gabriel segurando os referidos instrumentos,  busca socorro no colo seguro da Mãe,   já que uma das sandálias lhe resta ao pé esquerdo, dependurada só pelo cadarço.  Maria o acolhe maternalmente e nos fita com olhar terno, ao mesmo tempo triste, como sinal de apelo à humanidade pelos pecados, causa do sofrimento do seu Filho. A tradução das letras gregas acima do ombro Menino,  significam “Jesus Cristo”.  Segundo tradições orientais,  o quadro, uma pintura em estilo bizantino,  é uma reprodução de uma pintura feita por São Lucas, que além de escritor, era também pintor.

Conta-se que este quadro ficava exposto em um templo na Ilha de Creta, e que fora roubado por um negociante que pretendia levá-lo a Roma a fim de vendê-lo. Quando o navio saiu, uma tremenda tempestade formou-se, causando desespero na tripulação. Todos pediram socorro à Deus à Virgem, ocasião em que a tempestade dissipou-se. A embarcação acabou aportando na Itália, mais ou menos na mesma época em que Colombo trazia da América para a Europa a nau “Santa Maria”. O quadro milagroso de  Nossa Senhora foi transportado para a cidade de Roma.

Posteriormente, após a morte do ladrão, Maria manifestou-se a diversas pessoas, expressando  o desejo de que esse quadro fosse venerado na Igreja de São Mateus (hoje Igreja de Santo Afonso), em Roma, a qual está situada entre as Igrejas de Santa Maria Maior e São João de Latrão. Seu desejo não foi atendido e algum tempo depois, o quadro ficou em poder de uma mulher que tinha uma filha de 6 anos. 

Certo dia, Maria apareceu à menininha e lhe indicou um lugar, dizendo: “quero que o quadro seja colocado entre a minha querida Igreja de Santa Maria Maior e a do meu filho São João de Latrão”. A própria Virgem Maria, nessa aparição,  foi quem deu à menininha o título “Perpétuo Socorro” e lhe manifestou o desejo de ser invocada com este nome.  A menina contou o fato à sua mãe e esta resolveu seguir o indicado pela Virgem, entregando a imagem aos padres agostinianos, que  residiam na Igreja de São Mateus, onde foi exposta à veneração pública no dia 07 de março de 1499, numa solene procissão. Lá permaneceu por três séculos tornando-se centro de peregrinação católica.

No ano de 1778, por ocasião da guerra civil,  o venerável templo foi destruído, mas o quadro foi preservado e graças aos religiosos agostinianos, foi levado a salvo para o seu novo mosteiro, junto à Igreja  de Santa Maria in Posterula,  lado oposto da cidade.

O último membro da Congregação a fazer profissão religiosa no templo de São Mateus foi o frade Agostinho Orsetti.  Com idade avançada e sentindo a proximidade da morte, recebia as visitas de  um jovem amigo, Miguel Marchi, a quem lembrou por diversas vezes da Virgem do Perpétuo Socorro: “Não te esqueças, Miguel, – disse ele – que a imagem que está na capela é a mesma que foi por muito tempo venerada em São Mateus.  Quantos milagres sucederam!”. Mais tarde, quando o jovem já pertencia à Ordem dos Redentoristas, ouvindo que um confrade seu encontrara documentos preciosos,  relatou tudo o que ouvira do Frei Orsetti a respeito do quadro.

Passado algum tempo, o Papa Pio IX chamou para Roma os redentoristas, e nessa ocasião veio à tona a questão sobre a santa imagem. Os padres redentoristas solicitaram ao Papa que o quadro fosse colocado na Igreja de Santo Afonso, construída no mesmo lugar em que estivera a Igreja de São Mateus, ora destruída pela guerra.  Atendendo ao pedido, o Papa disse: “É a nossa vontade que a imagem da Santíssima Virgem volte para a Igreja localizada entre Santa Maria Maior e São João de Latrão”.  Ao mesmo tempo, deu ordem aos redentoristas que divulgassem a devoção ao mundo inteiro. No dia 26 de abril de 1866,  a  imagem foi solenemente levada em procissão para o local de sua escolha, a Igreja de Santo Afonso, grande apóstolo e defensor de Maria. A devoção hoje encontra-se presente no mundo inteiro e milhões de cópias foram reproduzidas em todo o globo.

Fonte: http://www.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.cot.org.br/igreja/img/ns/socorro.jpg&imgrefurl=http://www.cot.org.br/igreja/ns-perpetuo-socorro.php&h=221&w=170&sz=20&tbnid=7GFSkE1B-54JLM:&tbnh=107&tbnw=82&prev=/images%3Fq%3Dnossa%2Bsenhora%2Bdo%2Bperpetuo%2Bsocorro&hl=pt-BR&usg=__llF-bSZB6ZAwSd-4BjUBv0besIo=&ei=aCFESrrhGsrBtwfl4an-Bg&sa=X&oi=image_result&resnum=3&ct=image