FELIZ 2010

dezembro 31, 2009

Que neste ano que daqui a pouco se inicia Deus possa te dar muita PAZ, SAÚDE, FELICIDADE E REALIZAÇÕES. Que a canção dos Beatles, Let it be, legendada abaixo, possa servir de inspiração para o ano que se inicia e que a Virgem Maria possa está sempre na nossa frente.

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FIM DE ANO – TUDO TEM SEU TEMPO E OCASIÃO

dezembro 31, 2009

Fim de ano – tudo tem seu tempo e ocasião

Ao longo do ano, vivemos envolvidos no amor do Pai

“Tudo tem seu tempo e ocasião”, diz o Eclesiastes. “Para cada coisa”, dirá outra tradução, “há um tempo debaixo do sol.” O autor continua a repetir as palavras, sem a menor pressa, criando, em sua narrativa, um ritmo que, por si só, expressa o que ele quer dizer: tudo tem seu tempo, tudo tem seu ritmo.

“Tempo de nascer, tempo de morrer;

tempo de plantar, tempo de colher;

tempo de derrubar, tempo de construir;

tempo de chorar, tempo de rir;

tempo de fazer luto, tempo de bailar;

tempo de abraçar, tempo de separar-se;

tempo de procurar, tempo de perder;

tempo de calar, tempo de falar;

tempo de amar, tempo de odiar;

tempo de guerra, tempo de paz”.

Como não rezar com esta passagem a cada final de ano? Como vivi os tempos que o Senhor providenciou? Como acertei o meu passo ao sábio compasso que marca o ritmo da vida, de tudo o que existe debaixo do sol, inclusive eu? Quem nasceu? Quem morreu? Em que nasci? Em que morri? O que plantei? O que colhi? O que derrubei? O que construí? Como chorei? Como ri? Como vivi o luto e a dança? A quem acolhi? De quem parti? A quem deixei partir?

Como falei? Como calei? O que calei? Para que calei? O que falei? Como falei? Para que falei?

Odiei? Fiz guerra? Perdi, então, todo o meu ritmo, todo o meu tempo. Gastei inutilmente os tempos que o Senhor providenciou. Atravessei o compasso que marca o ritmo da vida, inclusive da minha. Matei e morri. Plantei, mas não colhi. Destruí. Se ri, foi pantomima. Se chorei, foi de desgosto. Se dancei, foi grotesco. Se acolhi, só foi a mim mesma. A tudo e a todos enxotei. Minhas palavras destruíram, meu silêncio foi omissão, falsa proteção a mim mesma. Odiei.

Amei? Então construí e promovi a paz, encontrei, então, o sábio ritmo da vida, o tempo interior só conhecido de quem ama. Aproveitei bem os tempos que me deu a Providência. Dancei, feliz e equilibrada, conduzida por meu divino par, ora valsas, ora noturnos, ora barcarolas, ora polcas e mazurcas, ao compasso que marca o ritmo da vida, de toda vida, da minha vida, da sua vida. Dancei, com toda a criação, com Deus e com os irmãos. Deixei-me conduzir pelo hábil Cavalheiro. Nasci e dei à luz. Plantei e colhi. Derrubei feiura, colhi beleza, bem, verdade. Ri, feliz ao acolher, nas dobras da renúncia do amor, meu irmão, a vida, as circunstâncias. Rodopiei, confiante e tranquila, a guardar segredos de amor em meu coração. Amei.

Ora amei, ora odiei? Natural. Sou pecadora. Sou imperfeita. Sou humana. Simplesmente vivi. Colhi os frutos do meu ódio e do meu amor.

Uma coisa sei que, com a mais absoluta certeza, tive, eu, assim como você: o amor do Pai em toda circunstância. A salvação do Filho todos os dias do nosso ano. A ação santificadora do Espírito, disponível em toda ocasião. Criador e criatura dançamos juntos, tal pai e filha na festa dos quinze anos, tal casal de noivos nas bodas, envolvidos, sempre, por muitos outros pares, milhares, milhões, bilhões de outros pares.

Chegamos ao fim de mais um ano em nossa bela sonata da vida. É preciso dar o comando de replay e assisti-la outra vez, serenamente, ouvindo detalhes perdidos na correria, na emoção dos acontecimentos: stacatos sutis, ligaduras ressonantes, fermatas desconcertantes.

Começa uma nova página. Quantos compassos teremos? Que temas se repetirão? Que novos tons serão adotados? Que novas frases musicais serão relidas, recriadas? Que outros instrumentos entrarão? Que interpretação escolheremos dar? Que passos criaremos? Como faremos a leitura, compasso a compasso?

Deus sabe! E é nisso que reside nossa tranquilidade, nossa confiança. Não conhecemos o que virá, mas pelos temas, frases, harmonias e compassos, pelo ritmo e pelo tom já tocados, sabemos que, tocada a quatro mãos, nossa composição será bela. O ritmo, por vezes sincopado, combinará com soluços. O compasso em sua batida convencional, evocará a rotina, que também revela beleza. As notas que voam, oração. As que ficam na memória, contemplação. As que marcam a base, convicção. As que desenham a melodia, inventividade.

Deus sabe! Deus sabe! Deus sabe! Que a proposta de uma vida alucinada não nos seduza. Que o ritmo da evangelização, do amor, este, sim, seja alucinado, sem medida: Jesus tem sede, tem pressa. O ritmo interior, porém, este seja aquele secreto, confiante, sábio, paciente ritmo interior de Maria: “Deus sabe! Deus sabe! Deus sabe! Tudo passa! Deus fica! Deus sabe! Para tudo há um tempo debaixo do sol. Não temo! Deus sabe! Deus sabe! Deus sabe!”

Neste ano, conceda-nos Deus dançarmos tranquilos, ao ritmo interior do mistério da vida.

– – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – –

por Maria Emmir Nogueira, Co-fundadora da Comunidade Shalom

Revista Shalom Maná

Maria Emmir Nogueira, Com. Shalom


FAMÍLIA CÍRCULO AZUL

dezembro 30, 2009

Mais um ano se finda e nossa amizade segue mais fortalecida pela força de Deus que é Pai, Filho e Espírito Santo. Somos uma família consagrada ao Senhor. Que Ele se sirva de nós e que possamos corresponder ao Pai Todo Poderoso. Que Maria Santíssima interceda por todos nós.

Um abraço carinhoso e o desejo de muita PAZ, AMOR, FRATERNIDADE, FELICIDADE… A TODOS QUE ACESSARAM E ACESSAM O BLOG. QUE SEUS PEDIDOS DE ORAÇÕES SEJAM ATENDIDOS PELO PAI, MAS QUE SAIBAM QUE O TEMPO DE DEUS É DIFERENTE DO NOSSO E ELE SABE O QUE É MELHOR PARA CADA UM DE NÓS. QUE 2010 SEJA ABENÇOADO PARA TODOS.

Círculo Azul.


AGULHA E A LINHA

dezembro 29, 2009

Agulha e a linha

Nós adoramos apontar onde os outros deveriam mudar
Um conto dos padres do deserto diz que certo monge, vendo a morte chegar, pediu aos seus companheiros que lhe trouxessem a chave do céu: queria morrer agarrado a ela. Um companheiro saiu correndo e lhe trouxe a Bíblia, mas não era isso que o agonizante queria. Outro teve a ideia de trazer a chave do sacrário, também não deu certo. Foi então que alguém que conhecia melhor o doente foi buscar agulha e linha. Agarrado a esses objetos prosaicos, o irmão passou mais tranquilo para a vida eterna. Era o alfaiate da comunidade: sua chave para o céu era a atividade diária, carinhosamente realizada para servir aos seus irmãos.

A historinha nos leva a entender que o trabalho cotidiano do monge foi a sua verdadeira chave para entrar no céu. Com certeza, ele também devia ter rezado muito, meditado bastante, talvez jejuado nos dias certos e cultivado algumas dezenas de outras virtudes. No entanto, ele sabia muito bem que tudo dependia de como ele havia exercido o seu maior serviço na comunidade.

O caminho da santidade pode passar por momentos extraordinários, gestos de heroísmo, façanhas memoráveis; porém, passa, em primeiro lugar, por aquilo que fazemos bem ou mal no dia a dia. Todos nós reconhecemos que, em nossa vida, é muito mais pesado o dever cotidiano do que alguns momentos de esforço, difíceis, sim, mas passageiros.

É por isso que João Batista, o precursor, deu respostas diferentes para os diversos grupos de pessoas que lhe perguntavam: “O que devemos fazer?” Todos deviam partilhar o que estava sobrando de suas roupas e de sua comida. A solidariedade com os necessitados e carentes é o primeiro passo para iniciar uma nova vida. Sem desprendimento não há verdadeira conversão. Depois o profeta do deserto apontou escolhas diferentes para os cobradores de impostos, que extorquiam o povo, e para os soldados que deviam aproveitar demasiadamente da sua força e das suas armas. Significa que cada um deles, naquele tempo, como também nós, hoje, devemos encontrar o nosso próprio caminho de conversão, a partir do lugar onde estamos.

No entanto, nós adoramos apontar onde os outros deveriam mudar e o que deveriam fazer para dar certo. Mais uma vez é muito mais fácil criticar os outros ou declarar como nos comportaríamos se estivéssemos no lugar deles do que começar a corrigir e a melhorar a nossa própria vida.

Os exemplos não faltam. Muitos sabem perfeitamente o que eles fariam se fossem o presidente ou o governador. No entanto, poderiam começar a cuidar melhor das suas famílias e dos seus negócios. Mal conseguem administrar os seus lares; o que fariam se tivessem maior responsabilidade? Não muito diferente acontece na Igreja também. Quem nunca quis dar conselhos ao padre, ao bispo e ao Papa? Com toda razão, talvez, mas nem sempre quem distribui sentenças aplica os mesmos critérios para si mesmo. Com isso não quero dizer que não podemos mais falar ou criticar. Ao contrário, a correção fraterna é evangélica e salutar entre amigos e irmãos. Quando, porém, a crítica é estéril, ou é a descarga de mágoas, invejas e frustrações, ela não serve nem para quem a recebe nem para quem a dispara.

De acordo com nossas responsabilidades, cada um de nós tem muito a melhorar, simplesmente procurando cumprir bem o que se supõe seja o seu dever, ou, ao menos, o seu trabalho cotidiano. Assim os pais poderiam caprichar mais na educação dos seus filhos. Os educadores deveriam ensinar mais humanidade e amor à vida própria e à dos outros. Quem julga, deveria julgar com justiça. Quem administra, fazê-lo com mais honestidade e lisura. Quem comunica, buscar a verdade e não o seu próprio interesse. Quem deve evangelizar também deveria fazê-lo com alegria, entusiasmo e competência, deixando de lado outras preocupações.

Todos precisamos nos agarrar mesmo às “agulhas” e às “linhas” de nossas vidas. Fazer bem o que está ao nosso alcance, no dia a dia, sempre será a melhor chave para entrar no Reino do Céu. Se isso ainda nos interessa.

Dom Pedro José Conti
Bispo de Macapá


A CONFISSÃO: CONFESSAI-VOS BEM – Parte XVII

dezembro 28, 2009

O SACRAMENTO DA CONFISSÃO.

CONFESSAI-VOS BEM !!!

Parte XVII.

Dor e propósito

D. — Padre, é coisa importante sentir a dor dos pecados cometidos?

M.A dor dos pecados é coisa importantíssima, de todo indispensável mesmo, para cada confissão. Sem ela o Sacramento não terá lugar. Assim como o Sacramento do Batismo não se pode realizar sem água, também não é possível o Sacramento da Penitência sem dor…

D. — Então todos aqueles cuja principal preocupação é a procura dos pecados, e que pouco se importam de excitar a dor, não fazem boas confissões?

M.Fazem todos confissões sacrílegas ou nulas; sacrílegas quando se conhece a própria falta de dor; nula se se ignora o fato. É verdade que a boa vontade de se confessar bem, e na diligência em fazer bem o exame a dor está incluída; portanto não há motivos para sustos.

D. — Como é que se deve fazer para excitar a dor dos pecados?

M.Deitemos um olhar para o inferno, merecido com os nossos pecados; contemplemos o Paraíso, perdido, com os nossos pecados. Deitemos um olhar para o crucifixo, onde Jesus agoniza por causa das nossas culpas. Pensemos que Deus é tudo e nós nada; que de uma hora para outra pode abandonar-nos; que muitos, mais moços do que nós, já estão no inferno e que, se nós ainda estamos aqui, é porque Ele usa conosco de misericórdia.

Era uma quinta feira santa. Um oficialzinho elegante chegou ao confessionário e, sem mais nada, foi dizendo:

— Padre, desculpe a minha franqueza: sou militar; não vim aqui para me confessar, mas somente para satisfazer o desejo de minha mãe e de minhas irmãs, que me observam do banco. Elas querem que eu comungue na Páscoa, mas eu não creio nisso, até me rio.

Então o senhor se ri da religião e dos Sacramentos?

— Sim, Padre, eu me rio da religião e dos Sacramentos.

Ri-se também da verdade eterna, do inferno e do Paraíso?

— Sim senhor, Padre, rio disso também.

Sendo assim, o senhor mesmo pode compreender que não posso absolvê-lo, nem mandá-lo para a Comunhão.

— Mas eu tenho que comungar para contentar à minha mãe e ás minhas irmãs.

Bem, façamos então assim: o senhor trate de temporizar com sua mãe e com suas irmãs. Diga-lhes que o Confessor lhe impôs uma penitência antes de Comungar. Enquanto isso, o senhor, cumprirá a penitência que lhe vou dar e voltará aqui.

— Quê penitência vai me dar se não me confessei?

— Quê importa? O senhor, vindo aqui simula uma confissão. Penso que não quer fazer caçoada de mim, portanto fará a penitência: quero que me prometa como bom soldado.

— Seja como quiser: farei a penitência; mas qual?

— Nestas três noites o senhor renunciará o clube e os divertimentos e, assim que se deitar, deverá dizer: Meu Deus, eu creio em Vós, mas me rio da Vossa Religião e dos Vossos Sacramentos. Creio em Vós, mas me rio da morte e do juízo final. Creio… mas me rio do inferno e da eternidade. Depois disso dormirá tranqüilo; fá-lo-á?

— Padre eu lho prometo: palavra de soldado, palavra de rei!

Levanta-se e Vai embora.

Sábado à noite ei-lo de novo no confessionário ajoelha-se, e:

— Padre, exclama, eu sou o oficial da penitência; eu a cumpri e venho para dizer-lhe que, pensando seriamente, não sinto mais vontade de rir de tudo aquilo: pelo contrário, temo tudo. Tenha a bondade de me ajudar a fazer uma boa confissão.

O efeito desejado estava obtido. O pensamento dos “Novíssimos” tinha conseguido o arrependimento do militar, que, no fundo, ainda conservava a fé, mas uma fé adormecida pela má vida a que se tinha entregue, e da qual, em face de Deus, da morte e da eternidade, se tinha envergonhado.

D. — Padre, de quantas espécies pode ser essa dor?

M.Pode ser de duas espécies: dor perfeita também chamada contrição, e dor imperfeita, também chamada atrição. Aquele que se arrepende dos pecados só por medo dos castigos nesta e na outra vida, ou seja, movido por amor interessado, tem só atrição, essa dor é moeda legal, mas é cobre. Aquele que pelo contrário, se arrepende porque ofende a Deus, nosso Pai, ou seja, movido por um amor filial, tem a contrição perfeita, que é moeda de ouro.

D. — É importante ter-se a contrição perfeita?

M.É importantíssimo, porque, aliada ao propósito nos confessarmos assim que for possível, ela obtém a remissão mesmo antes da confissão: se alguém morresse em tal estado salvar-se-ia.

D. — E pode-se comungar?

M.Não, para a comunhão, a confissão prévia é indispensável.

D. — Mas, Padre, se depois a gente mudar de propósito e não confessar, esses pecados revivem?

M.Não, um pecado perdoado não revive mais; mas a pessoa comete uma grave omissão pela qual será sempre responsável.

Portanto, cada vez que por desgraça você cometer um pecado mortal, faça logo o ato de contrição perfeita com o propósito de se confessar o mais breve possível, afim de tranqüilizar a sua consciência.

D. — Padre, é necessário sentir a dor dos pecados?

M.Não, não é necessário sentir essa dor como se sente dor de cabeça ou de dentes; basta tê-la no coração.

— O quê está fazendo, menino? Perguntou o confessor a um garoto que, enquanto esperava para a confissão dava com a cabeça na parede.

— Oh, Padre, estou tratando de sentir a dor dos meus pecados!

D. — Coitadinho… talvez era ainda inocente!… E o quê é propósito?

M. É a vontade resoluta de não cometer o pecado e fugir das ocasiões. É uma conseqüência da dor sendo impossível conceber-se uma verdadeira dor dos pecados, sem se estar, ao mesmo tempo resolvido a não mais os cometer.

D. — Como deve ser o propósito?

M.Deve ser eficaz, ou seja, devemos desligar-nos por completo e a todo o custo de cometê-lo novamente; e isto sem protestos nem rodeios ou intenções pouco honestas. Um tal confessava que tinha roubado uns feixes de lenha.

— Quantos? perguntou o confessor.

— Padre, eu tirei cinco, mas o senhor pode calcular sete.

— Como! são cinco ou sete?

— Eu explico Padre. Dos sete feixes que encontrei tirei cinco, mas hoje à noite irei buscar os outros dois. Confesso-me antecipadamente; por isso o senhor pode calcular sete.

Uma moça que tinha acabado de se confessar, perguntou depois de receber a absolvição:

— Padre, posso comungar hoje?

— Pode sim, e não só hoje como amanhã e nos dias seguintes.

— Ah, amanhã já não poderei mais porque marquei um encontro no baile hoje á noite e não posso faltar.

— Você falou em baile? Mas você não acabou agora mesmo de prometer a Jesus que não O ofenderia mais e que evitaria as ocasiões?

— Padre, eu prometi para o passado e não para o futuro!

Eis aí. A maior parte das vezes promete-se para o passado, isto é, não se promete nada, e assim, a história se repete sempre: confissões e pecados, pecados e confissões. Mas, confessar-se sem se emendar é o caminho certo para a perdição.

D. — De quê modo podemos manter esse propósito?

M.1) Não devemos confiar muito nas nossas próprias forças, mas devemos pedir constantemente a Deus o auxílio da sua graça.

2) Devemos impor-nos, a cada recaída, uma penitência que, além de contribuir para a expiação do pecado, servirá também para conservar-nos vigilantes.

3) Devemos voltar à confissão o mais breve e freqüentemente possível para enfraquecermos o demônio e sairmos vitoriosos sobre ele no futuro.

Os missionários da África contam que, naquele continente, há um animal pouco maior do que o gato comum; justamente por isso é chamado gato selvagem. Esse animal é continuamente assaltado pelas serpentes que abundam na região; muitas vezes trava combates com elas, mas sai quase sempre vencedor. É que ele tem o seu segredo: conhece uma erva cujas virtudes contra a mordedura de cobra são extraordinárias. Assim que se sente mordido, corre para se esfregar nessa erva e volta pronto para a luta. Ferido uma, duas, três vezes, recorre sempre ao mesmo remédio e sara sempre. Dessa maneira, continua a lutar até arrancar a cabeça do inimigo.

Nós também estamos em luta contínua com a serpente infernal que, por todos os meios e com todos os gêneros de pecados nos tenta e nos impele para o mal. Queremos a vitória? O remédio infalível é a confissão freqüente. O demônio não terá então mais nenhum poder sobre nós.

D. Padre, e os que prometem sempre e nunca mantêm?

M.São pobres infelizes cujo fim será certamente bem triste, porque com Deus não se brinca!

Havia muito tempo que uma mãe amorosa, que vivia no temor de Deus, exortava o filho, malandro e viciado, a mudar de vida. Ele prometia sempre, mas eram promessas ao vento.

Da última vez que a pobre mãe, mais com lágrimas do que com palavras, lhe suplicou que se convertesse o filho disse:

— “Pois bem, estou resolvido a seguir os seus conselhos; eu também estou envergonhado e cansado desta minha vida tão má; tenha paciência por mais estes 3 dias de carnaval, e depois farei penitência”. O infeliz jovem pensava que dessa maneira podia ajustar contas com Deus, preparando-se, com novos pecados, para se confessar e se converter.

Mas com Deus não se brinca. Passaram-se os três dias ocupados em pagodes e vícios. Na noite da terça-feira ele volta para casa a altas horas da madrugada, cansado do longo baile. Poucos instantes depois, ouvem barulho no seu quarto; entram apressados e acham-no estendido no chão sufocado por uma golfada de sangue. Assim se acabaram os seus projetos de conversão e os seus propósitos falazes.

O inferno está cheio dessas pessoas que prometem emendar-se sem nunca cumprir a promessa.

D. — E os que dizem: não posso, não posso?!

M.Esses são ainda mais infelizes: isso é sinal de que já são escravos das mais vergonhosas paixões.

D. — Parece-me que quem deseja ardentemente sempre pode; não é mesmo, Padre?

M.É verdade, porque Deus nunca nega a sua graça aos que a procuram sinceramente, e porque a potência do nosso querer também é grande. Posso prová-lo com um fato histórico.

O General Cambronne morto como um herói em 1842, durante a batalha de Waterloo, quando ainda era simples soldado, estando embriagado, esbofeteou um capitão. Julgado pelo conselho de guerra foi condenado à morte.

O Coronel, que lhe conhecia a bravura como soldado, interveio em seu favor e obteve-lhe a graça: porém, chamando-o para uma conversa particular, o fez prometer que nunca mais se embriagaria. Cambronne disse, então:

— Coronel, devo-lhe a vida; o que me pede é pouco, e, para fazer um propósito eficaz juro que nunca mais provarei nem vinho nem licores.

Passaram-se vinte e dois anos; o soldado era agora general, e, tendo acompanhado Napoleão de Canes à Paris, foi convidado para jantar pelo seu Coronel, que já estava aposentado. Aceitou o convite, mas durante: o jantar, não provou vinho. O Coronel que já tinha esquecido o que se passara havia tantos anos, perguntou a razão. Cambronne lembrou­lhe então a promessa feita há vinte e dois anos e à qual se tinha conservado escrupulosamente fiel.

Oh, se no propósito da confissão imitássemos a fidelidade de Cambronne! E se se cumprem as promessas feitas aos homens, por que não cumprir as que se fazem a Deus?

D. — Então, as confissões e as absolvições sem o propósito firme e eficaz de fugir do pecado e das ocasiões, são nulas?

M.São nulas porque, mesmo que o Confessor diga cem vezes: “eu te absolvo”, Jesus Cristo que lê nos corações dirá cem vezes: “eu te condeno”.

D. — Então é certo o provérbio que diz: Confessar-se vale menos do que nada, se a confissão feita não refaz a gente.

Fonte: http://www.derradeirasgracas.com/3.%20Vários%20Assuntos/CONFESSAI%20VOS%20BEM/Confessai-vos%20bem%20-%20Parte%20XVII.htm


A VIRGEM MARIA A MÃE DE JESUS APARECE PARA MAIS DE 3.000 PESSOAS.

dezembro 26, 2009

A VIRGEM MARIA A MÃE DE JESUS

APARECE PARA MAIS DE 3.000 PESSOAS.

A Virgem Maria Mãe de Jesus, apareceu sobre uma Igreja Ortodoxa Copta de Warra el-Hadar, Grande Cairo, Egito.

Testemunharam o acontecimento mais de 3.000 (cristãos e muçulmanos), moradores do bairro, ocorrido em 11 de dezembro de 2009. Com aparições luminosas da Santíssima Virgem Maria que apareceu sobre as cúpulas da Igreja Ortodoxa Copta, em El-Warraq.

A localidade de Warraq el-Hadar é uma pequena ilha no rio Nilo Cairo, maior (governadoria Giza, parte da Grande Cairo). É um bairro pobre. As luzes que aparecem no céu durante a noite também puderam ser vistas de vários quilômetros de distância da igreja.

As pessoas usaram seus celulares para fazer vídeos das aparições e compartilhá-los via Bluetooth e no YouTube. A silhueta completa da Bem-aventurada Virgem Maria, trazia um vestido branco puríssimo e o manto azul claro, pode ser visto claramente atravessando sobre as cúpulas da Igreja.

As aparições também receberam ampla cobertura da imprensa local em jornais egípcios e canais de televisões árabes. As aparições tiveram início no mês copta do Kiahk (Dezembro 2009), o mês mariano / Natividade no calendário copta. Durante este mês, a Igreja copta faz uma celebração especial à meia-noite em louvor à Virgem Maria e a Encarnação do Verbo.

Declaração do Bispado Ortodoxo de Giza Copta.

No tempo de Sua Santidade o Papa Shenouda III e Dumadius Anba, o arcebispo de Gizé

O Bispado de Gizé, anuncia que a Santíssima Virgem apareceu em uma transfiguração na igreja com o seu nome em al Warraq-Hadar, Giza, na madrugada de sexta, 11 de dezembro de 2009 às 1:00 hs.

A Santa Virgem apareceu em sua altura total de vestes luminosas, acima da média da abóbada da igreja, em vestido branco puro e um cinto azul royal. Ela tinha uma coroa na cabeça, acima do qual surgiu a cruz no topo da cúpula. As cruzes em cima da cúpula da igreja e as torres brilhavam intensamente com a luz.

A Santíssima Virgem circulou entre as cúpulas e sobre a parte superior da porta da igreja entre as suas duas torres gêmeas. Todos os moradores locais testemunharam o fato. A aparição aconteceu das 1:00 às 4:00 da manhã de sexta-feira e foi registrada por câmeras e telefones celulares.

Cerca de 3.000 pessoas do bairro, áreas circundantes, e transeuntes reuniram-se na rua em frente à igreja para ver a aparição.

Desde sexta-feira, as multidões se reuniram nos arredores da igreja tenho visto luminosos pombos brancos que sobem acima da Igreja durante vários momentos da noite, bem como uma estrela que surge de repente no céu, viaja cerca de 200 metros de diâmetro, em seguida, desaparece. As multidões se reuniram em torno da Igreja e não cessam de cantar hinos e louvores à Virgem Santa.

Esta é uma grande bênção para a Igreja e para todo o povo do Egito.

Que sua intercessão e bênção possa beneficiar a todos nós.

Assinado

Anba Teodósio

Bispo-Geral de Gizé

Veja os vídeos da APARIÇÃO.

http://www.youtube.com/watch?v=92SvKR7ZKn4&feature=player_embedded


A Criança que calou o Mundo por 5 Minutos

dezembro 26, 2009