AS RAPOSINHAS

outubro 31, 2009

raposinhas

Você conhece muito bem as raposinhas… que inflitram-se em nossas vidas! Espero que este texto faça-o refletir e tomar decisões firmes e sábias ao lado de Jesus, o próprio Deus!

“Apanhai-nos as raposas, as raposinhas,
que fazem mal às vinhas;
pois as nossas vinhas estão em flor.”
(Cântico dos Cânticos 2.15)

A raposa de Cântico dos Cânticos é uma erva daninha chamada carrapicho. Pequenas coisas impedem o nosso crescimento e estas coisas são o pecado.
Precisamos ficar atentos às pequenas coisas. As coisas grandes acontecem de uma coisa pequena. O que é pequeno hoje pode ser grande amanhã.

Deus se importa com as pequenas coisas. Não devemos menosprezá-las. O que Jesus falou era exatamente o que ele queria dizer. Somos nós que não deixamos Deus tratar nas nossas vidas. Deus não vai pôr em nossas mãos algo que não possamos fazer porque ele não é irresponsável.

Se uma flor e cortada por cima volta a brotar, mas se for tirada a raiz não volta a nascer. Deus quer tirar as raízes dos nossos pecados. Nós temos que estar alegres com as provações. Deus permite que algo aconteça além do que podemos suportar, mas aí ele nos toma em seus braços e nos cuida. Toda boa dádiva vem de Deus.
As Raposas

INVEJA
Desgosto provocado pela prosperidade ou alegria de outros. Desejo de possuir um bem que outro possui ou desfruta. Descontentamento.
Hb 13.5; Gl 5.21; Tg 3.16; I Co 3.3.

A inveja muitas vezes é algo sutil. Temos que ter cuidado com a inveja.

MURMURAÇÃO
Queixar-se em voz baixa. Dizer mal de alguma coisa. Insatisfação.
Ex 16.8; Rm 1.30-32

A murmuração prejudica a nós e aos outros. As vezes por uma situaçãozinha que nos aperta esquecemos tudo o que Deus fez e começamos a murmurar. Murmuração é sinal de ingratidão. As vezes murmuramos até em oração.

Deus quer nos ensinar a dar graças pelo que temos. É mais importante o que Deus quer nos ensinar do que o que queremos fazer. Deus quer nos ensinar a linguagem do seu reino. Nós perdemos muito do que Deus tem para nós devido a murmuração.

FOFOCA
Intriga. Divulgar em segredo com fim de mal conquistar.
Lv 19.16-18.

ORGULHO
Pensamento elevado sobre si mesmo. Amor próprio exagerado. Soberba.
Sl 131.1; II Tm 3.4

Deus quer que saibamos o que somos. O diabo quer mostrar que somos muito ou que somos muito pouco. O orgulho tem várias ramificações. Nós somos dependentes. Precisamos nos cercar de pessoas diferentes de nós para nos completar. Temos que nos despir de toada auto-suficiência. Se confiarmos em nós mesmos, caímos.

Obstinação é uma faceta do orgulho. O orgulho vem direto do diabo. Temos que ter coragem para fazer a coisa certa. Deus nos chamou para segui-lo.

MENTIRA
Falsidade. Enganar as pessoas. Dizer meia verdade, mentir por brincadeira.
Ap 21.8; 20.14; 22.15

A mentira é algo sério mas nós não levamos a sério. Mentira vem do diabo. Nós tratamos levianamente a mentira.

IRA
Reação egoísta de se defender, cólera, paixão que nos excita contra alguém.
Cl 3.5,8; Ef 4.26; Pv 29.11

A ira excita uma pessoa contra a outra. Temos que ter domino sobre nós mesmos. A raiz de todo pecado é a alta satisfação.

CONCUPISCÊNCIA
Desejo desordenado. Isso envolve várias áreas da nossa vida: comida, prazer, ambição, sexo, cobiça, luxuria.
I Jo 2.16

Concupiscência é um desejo alem do normal. Temos que saber dominar os desejos carnais. Hedonismo = o prazer aqui e agora, custe o que custar. Deus tem o desejo de satisfazer as nossas necessidades.

OCIOSIDADE
Falta de trabalho, estado desocupado.
Pv 28.19; Ez 16.49; Ef 5.14-18.

Temos que saber planejar a nossa vida. Se nós não temos alvo, acabamos caindo numa monotonia.

INDIFERENÇA
Apatia, desânimo, negligência, fazer as coisas de Qualquer maneira.
Ap 3.15.

Muitas vezes a obra de Deus não anda devido a indiferença. “Eu tenho o que eu quero, os outros que se lasquem”

Isto é um pecado que nós precisamos combater. Não devemos estar conformados com a vida que temos com Deus. Jr 33.3.

Amizade com o mundo
Dar mais tempo para as coisas do mundo do que para as coisas de Deus. O mundo é o sistema de uma sociedade humana sem Deus. Nós temos vivido os valores deste mundo. Temos que fugir deste mundo. Mundanismo = viver para satisfazer nossos desejos naturais, ultrapassando os limites estabelecidos por Deus. Deus nos criou com desejos que são naturais, mas se somos dominados por esses desejos, há algo errado.

Sinais de uma pessoa que vive no mundo

Escolhas: Nossas escolhas revelam nosso caráter. Pessoas que vivem para o mundo fazem sua escolha para o que é do mundo.

Preocupação por falta de algo: Que lugar as coisas ocupam no meu coração? Muitas vezes gostamos mais de coisas do que de pessoas ou de Deus.

Necessidade de aparecer.

Necessidade de ganhar: Não é porque parece, que estamos ganhando.

Preocupação com posição.

Dificuldade de receber ordens: Temos que saber obedecer.

Insatisfação com a vida: Quanto mais temos, mais queremos.

INCREDULIDADE
Falta de fé.
Hb 11.13

O terrível é não alcançar promessas por não crermos. “A fé vê o invisível, crê no inacreditável e alcança o impossível”. Na teoria nós sabemos tudo, na prática não fazemos nada. Deus é o Deus dos absurdos. Muitas vezes não temos coragem de obedecer a Deus por incredulidade.

FALTA DE PERDÃO
Não querer exercitar perdão, guardar ressentimento.
Mt 18.23-35; Hb 12.15

Ressentimento destrói a nossa vida com Deus. Deus quer nos ensinar a agir com um espírito perdoador.

Fonte: http://www.cot.org.br/refletir.php?action=ver&id=29

Oração do amigo- Gabriel Chalita

outubro 30, 2009

O PASTOR E A OVELHA

outubro 30, 2009

O PASTOR E A OVELHA

O PASTOR E A OVELHA
“O Senhor é meu pastor, nada me faltará” Sal 22,1. É verdade: o Senhor é meu, seu e nosso pastor e nada faltará em nossas vidas.

Talvez você esteja pensando em algo que tanto falta em sua vida: saúde? amor? paz? dinheiro? mansidão? fé? esperança? felicidade? Enfim, com certeza, algo pode estar faltando em sua vida.

A promessa de Deus feita no Salmo 22 é verdade sim, é pura como todas as outras promessas. Porém, para que a promessa de Deus aconteça depende de nós. Isso mesmo, temos que contribuir e sermos fiéis em nossa parte no “tratado”, onde Ele é pastor e nós as ovelhas.

Pense um pouco em:

“O Senhor é meu partor…”

Veja que nós temos um Senhor que se faz pastor de todos.

E qual o dever do pastor? Pastorear as ovelhinhas. Quem são as ovelhas? Isso mesmo, nós.

Deus com seu imenso amor vem nos patorear mesmo quando não queremos, mas na maioria das vezes não nos colocamos como ovelhas e isso é grave, pois quebra uma parte da promessa que Ele fez conosco.

Ele continua sendo fiel à promessa e nós, na maioria das vezes, não. Devido a nossa infidelidade, pecados e o não se colocar como ovelha, criando uma barreira, muralha, para a ação Dele.

A segunda parte do vessículo “… nada me faltará” é a parte preferida por nós, pois gostamos do que é fácil e do que nos satisfaz; só que tudo somente se realizará em nossas vidas se, e somente se, cumprirmos nossa parte na promessa que Deus fez a nós.

Abraão saiu de sua casa, família, terra …, e foi obediente em busca de cumprir a vontade de Deus, mesmo com suas dificuldades e limitações, mas em momento algum murmurou ou questionou a aliança com Deus, ele não sabia o que lhe esperava na terra de Canaã e mesmo assim confiou na vontade do Pai, sendo obediente e fiel, foi verdadeiramente ovelha, cumpriu sua parte no “trato” assumiu que

“O Senhor é meu pastor…”

e foi feliz, abençoado, pois “…nada me faltará”. Nada mesmo faltou na vida desse patriarca. Quantos outros exemplos de patriarcas, profetas, santos, papas… enfim, muitos souberam ser ovelhas e nada faltou na vida deles nem mesmo a salvação.

Muitas vezes, somos sufocados pelos sofrimentos interiores (angústia, murmurações, dúvidas, incredulidade…) e exteriores (negligência, perseguições…) Esses sofrimentos vão soterrando nossa fé, que já é fraca.

Deus permite esses momentos para podermos nos colocar como ovelhas e acreditar nos direcionamentos D’ele para, assim, crescermos espiritualmente e nos prepararmos para batalhas mais difíceis.

É muito fácil colar um adesivo em nossos carros ou dizer: “O Senhor é meu pastor, nada me faltará”, mas onde fica a responsabilidade de cada um de nós em verdadeiramente interpretar esse versículo e nos colocarmos em posição de ovelha?

Para que nada falte em nossas vidas e possamos reconhecer o Senhorio de Jesus, nosso Pastor devemos nos colocar em posição de ovelha.

A partir de agora, Deus quer nos tornar ovelhas, mas a decisão é pessoal. O Senhor não interfere. Ele quer a iniciativa de seus passos para você abrir o coração ao amor de Deus e perseverar ainda mais na caminhada espiritual, buscando COTidianamente a salvação. Lembre-se que é da perseverança brota os frutos.

Prof. Francinaldo Sindeaux
Prof. da Escola de Formação
 
Fonte: http://www.cot.org.br/formacoes.php?action=formacao&id=65

O PAPEL ESPIRITUAL DA MÃE

outubro 29, 2009

mãe

O papel espiritual da mãe

Ela é referência de carinho para seus filhos
O que se espera de um pai e de uma mãe para a educação dos filhos? Precisamos olhar para dois papéis bem definidos na família, o papel do pai e o da mãe.

Primeiro, vamos olhar para figura da mãe. Precisamos entender que a diferença entre homem e mulher é desejada pelo Criador, e não é só uma diferença física e genital, mas homens e mulheres são diferentes. Se queremos educar nossos filhos, precisamos de alguém que assuma o papel espiritual de pai e o de mãe. Os animais não têm pais espirituais, mas reprodutores, pois eles não têm papéis espirituais; somente nós seres humanos os temos. O que vemos na nossa sociedade é que esses papéis estão confusos e a sociedade está fazendo de tudo para que isso se torne ainda mais confuso. A sociedade quer abolir a diferença entre o homem e a mulher.

A mulher tem sua identidade e papel de mãe; o homem tem sua identidade e papel de pai. Todas as mulheres da face da terra, inclusive as virgens consagradas, precisam ser mães espirituais. Não existe mulher madura que não seja mãe. Assim também são os homens. Os padres não têm filhos biológicos, mas precisam assumir um coração paterno.

Quando olhamos para esses papéis de pais espirituais, precisamos querer dar frutos, pois ninguém veio à terra para ser estéril, mas para ter filhos espirituais, que é muito mais importante que ter filhos biológicos, pois os animais podem também procriar. Precisamos nos deter nesses papéis espirituais.

O ser humano no mundo inteiro reconhece que ser pai e ser mãe não é simplesmente “parir” um filho, no sentido verdadeiro da palavra, por isso muitos dizem: “eu não tive um pai, uma mãe de verdade”.

Tudo isso que estou falando é pesquisa do padre Vergote, ele descobriu uma coisa referente à mãe. Mãe é quem tem uma disponibilidade afetiva, um o coração aberto, por isso muitos dizem: “minha mãe está sempre de braços abertos para me acolher”. Mãe é colo, aconchego.

A segunda característica da mãe é o amor incondicional; por isso, nos presídios, as mães dizem: “não importa o que meu filho fez, eu continuo o amando”. Não que ela aprova o que ele fez, mas o ama mesmo assim.

Numa pesquisa nos Estados Unidos, descobriram que as mulheres se sentiriam muito mais satisfeitas se pudessem dispor parte de seu tempo para ter mais tempo para a família. A realidade é essa, para que as mulheres se realizem como mulher, é preciso realizar aquilo que está no coração de todas elas: ser mãe. Você mulher, não queira concorrer com seu marido em forma de dinheiro, saiba que seu lado materno sempre será insatisfeito.

Queremos que nossos filhos sejam educados, mas não queremos pagar um preço.

O padre Vergote descobriu que o esquizofrênico e o criminoso (aquele que tem a mente perversa) são pessoas que não têm a figura de mãe. O esquizofrênico tem a figura de uma mãe que é juiz. Vejam que isso tem consequências para seus filhos. Mas será que não existe uma ligação entre o crescimento da violência na sociedade e a ausência das mães na família? Eu não falo da mãe biológica, mas mães e pais espirituais. Se você pode ser pai espiritual e mãe espiritual, seja, pois nossos filhos precisam dessa referência de amor incondicional.

A mãe precisa ser referência de carinho para seus filhos. Há situações em que o marido não consegue emprego e a mulher trabalha, então que o marido faça presença paterna, mas não deixe o filho a mercê da televisão e da internet.

Se você não tem filhos, porque tem problemas para engravidar ou é celibatário, busque filhos espirituais. Ninguém nasceu para ser estéril, mas para ser alegre, então, busque filhos espirituais para que vocês tenham a alegria de auxiliá-los na formação.

A família é dom de Deus, é algo muito precioso aos olhos de Deus.

Mãe é gratidão, ela é o lugar onde a criança vai correndo quando está em perigo. Se você não teve uma boa experiência de mãe, você precisa perdoá-la. Se sua mãe já morreu, assuma a Virgem Maria como sua mãe.

A mãe não pode fazer tudo, mas os filhos precisam ter sua referência de mãe. Às vezes é necessário perder um pouco de dinheiro para ganhar a família.

Padre Paulo Ricardo – Reitor Seminário Cuiabá-MT
http://www.padrepauloricardo.org


SÃO JUDAS TADEU – SUA HISTÓRIA

outubro 28, 2009

são judas tadeu

 
 
 
 

HISTÓRIA DE SÃO JUDAS TADEU

Sua ligação com Jesus

São Judas Tadeu, nascido em Caná de Galiléia, na Palestina, era filho de Alfeu (ou Cleofas) e Maria Cleofas. O pai, Alfeu, era irmão de São José e a mãe, prima-irmã de Maria Santíssima. Portanto, Judas Tadeu era primo-irmão de Jesus, tanto pela parte do pai como da mãe.

Um de seus irmãos, Tiago, também foi chamado por Jesus para ser apóstolo. Era chamado de Tiago Menor para diferenciar do outro apóstolo Tiago que, por ser mais velho que o primeiro, era chamado de Maior.

Judas Tadeu tinha quatro irmãos: Tiago, José, Simão e Maria Salomé. O relacionamento da família de Judas Tadeu com o próprio Jesus Cristo, pelo que se consegue perceber na Bíblia é o seguinte: Alfeu (Cleofas) era um dos discípulos a quem Jesus apareceu no caminho de Emaús, no dia da ressurreição. Maria Cleofas, uma das piedosas mulheres que tinham seguido a Jesus desde a Galiléia e permaneceram ao pé da cruz, no Calvário, junto com Maria Santíssima .

Dos irmãos dele, Tiago foi um dos doze apóstolos, que se tomou o primeiro bispo de Jerusalém. José, apenas conhecido como o Justo. Simão foi o segundo bispo de Jerusalém, após Tiago. E Maria Salomé, a única irmã, foi mãe dos apóstolos Tiago Maior e João evangelista.

É de se supor que houve muita convivência de Judas Tadeu com o primo e os tios. Essa fraterna convivência, além do parentesco, pode ter levado são Marcos a citar Judas e os irmãos como irmãos de Jesus (Mc 6,3).

 

Citações na Bíblia

A Bíblia trata pouco de Judas Tadeu. Mas, aponta o importante: Judas Tadeu foi escolhido a dedo, por Jesus, para apóstolo. Quando os evangelhos nomeiam os doze escolhidos, consta sempre Judas ou Tadeu entre a relação. O livro dos Atos dos Apóstolos também se refere a ele (At 1,13). Além dessas vezes em que Judas Tadeu aparece entre os colegas do colégio apostólico, apenas uma vez é citado especialmente nas Escrituras. Foi no episódio da santa Ceia, na quinta-feira santa, narrado por seu sobrinho João evangelista (Jo 14,22). Nesta oportunidade, quando Jesus confidenciava aos apóstolos as maravilhas do amor do Pai e lhes garantia especial manifestação de si próprio, Judas Tadeu não se conteve e perguntou: “Mestre, por que razão hás de manifestar-te só a nós e não ao mundo?” Jesus lhe respondeu afirmando que teriam manifestação dele todos os que guardassem sua palavra e permanecessem fiéis a seu amor. Sem dúvida, nesse fato, Judas Tadeu demonstra sua generosa compaixão por todos os homens, para que se salvem todos. A fidelidade, coragem e perseverança dos Doze Grandes Homens do Evangelho, contribuíram para que o nome de Jesus viesse ser o mais admirado, citado e respeitado dos nomes. 

A vida de São Judas Tadeu

Depois que os Apóstolos receberam o Espírito Santo, no Cenáculo em Jerusalém, iniciaram a construção da Igreja de DEUS, com a evangelização dos povos. São Judas iniciou sua pregação na Galiléia. Depois viajou para a Samaria e outras populações judaicas. Tomou parte no primeiro Concílio de Jerusalém, realizado no Ano 50. A seguir, foi evangelizar a Síria, Armênia e Mesopotâmia (atual Pérsia), onde ganhou a companhia de outro apóstolo, Simão, o “zelote”, que evangelizava o Egito.

A pregação e o testemunho de São Judas Tadeu, foi realizado de modo enérgico e vigoroso, que atraiu e cativou os pagãos e povos de outras religiões que se converteram ao cristianismo. Ele mostrou que sua adesão a CRISTO era completa e incondicional, testemunhando sua fé com doação da própria vida.

São Jerônimo nos assegura que o Apóstolo pregou e evangelizou Edessa, bem como em toda Mesopotâmia (Pérsia).

No ano 70, foi martirizado de modo cruel, violento e desumano; morrendo a golpes de machado, desferidos por sacerdotes pagãos, por se recusar a prestar culto à deusa Diana.

Devido ao seu martírio, São Judas Tadeu é representado em suas imagens/estátuas segurando um livro, simbolizando a palavra que anunciou, e uma machadinha, o instrumento de seu martírio.

Suas relíquias atualmente são veneradas na Basílica de São Pedro, em Roma. Sua festa litúrgica celebra-se, todos os anos, na provável data de sua morte: 28 de outubro de 70.

 

Curiosidades acerca de São Judas Tadeu

  • Santa Gertrudes e São Bernardo de Claraval entre muitos outros Santos, também foram fervorosos cultivadores do culto a SÃO JUDAS TADEU. Santa Gertrudes escrevendo sua biografia, conta que JESUS lhe apareceu aconselhando invocar São Judas Tadeu, até nos “casos mais desesperados”. A partir de então, cresceu a fé do povo na especial intercessão do Santo, principalmente nos “casos impossíveis”.
  • Certa vez, Santa Brígida estava orando, quando teve uma visão de Jesus. Este lhe disse:  Invocai com grande confiança ao meu apóstolo Judas Tadeu. prometo socorrer a todos quantos por seu intermedio a mim recorrerem.  
  • Conforme conta o historiador Eusébio, Judas Tadeu teria sido o esposo nas núpcias de Caná (bodas de Caná), isso explicaria a presença de Maria e de Jesus.
  • Devido à notoriedade de Tiago na Igreja primitiva, Judas Tadeu era sempre lembrado como o irmão de Tiago
  • No texto grego São JUDAS é chamado LEBEU que significa: “LEB” – CORDATO, BONDOSO, OU CORAJOSO. TADEU porém, vem da palavra siríaca “THAD” que quer dizer: MISERICORDIOSO, BENIGNO.
  • nome de São JUDAS foi muitas vezes substituído pelo de TADEU, por causa do nome de Judas Iscariotes, o traidor. Os próprios Evangelistas como São João, ao se referirem a São JUDAS TADEU, Apóstolo, diziam: JUDAS, não o Iscariotes ou o traidor.
  • Apóstolo cujo nome lembra o “traidor” de JESUS, Judas Iscariotes, teve sua devoção esquecida durante muitos séculos. Mas a Providência Divina se manifestou no momento oportuno, para exaltar as suas qualidades e notável humildade, transformando-o no querido e poderoso Santo intercessor das “causas impossíveis”, que consegue junto ao CRIADOR as graças necessárias, em benefício de todos aqueles que buscam e procuram o seu inestimável auxílio.

Fonte: http://www.angelfire.com/ar2/jcarthur/page2.htm

 

 


Pe. Fabio de Melo: Ser Feliz Mesmo no Sofrimento

outubro 27, 2009

A CONFISSÃO: CONFESSAI-VOS BEM – Parte XI

outubro 27, 2009

confissão

O SACRAMENTO DA CONFISSÃO.

CONFESSAI-VOS BEM !!!

Parte XI.

Com quê freqüência?

D. — E agora, Padre, tenha a bondade de me dizer: com que freqüência é bom chegar-se à Confissão?

M.Com a máxima freqüência possível. Os Santos foram os primeiros a dar-nos o exemplo, tanto que pode parecer exagero a freqüência com a qual se chegavam à Confissão.

Citarei alguns deles: São Francisco no seu regulamento de vida, escrevia: Confessar­me-ei de dois em dois e, no máximo, cada três dias. São Vicente de Paula confessava-se duas vezes por semana, São Felipe Néri um dia sim e outro não, e o mesmo queria que fizessem os seus religiosos. São Vicente Ferrer, São Carlos Borromeu, Santo Inácio de Loiola, São Luiz Bertrando, Santo André Avelino e muitos outros se confessavam diàriamente.

D. — Mas, Padre, isso é exagero; talvez o fizeram por passatempo ou por escrúpulo.

M. — Nada disso. Todos eles eram trabalhadores, bem longe estavam, de se deixarem dominar pelos escrúpulos. Faziam-no para se manterem numa grande pureza de consciência, e para poderem gozar das inúmeras vantagens deste Sacramento.

São Leonardo de Porto Maurício, o infatigável apóstolo italiano, depois de ter tido o belo hábito de se confessar diariamente com constância, chegando aos quarenta e dois anos, pensou em duplicar a dose e escreveu no seu regulamento particular: “De agora em diante confessar-me-ei duas vezes por dia, para aumentar a graça que espero tornar maior com uma única confissão do que com muitas boas obras, de qualquer espécie”.

D. — Padre, creio que aqui podemos aplicar provérbio: o apetite vem comendo!

M.É mesmo! Quando se trata de confissão freqüente é assim mesmo. Felizes daqueles que sentem essa fome e essa sede espiritual, enquanto que aqueles que ficarem afastados morrerão de inanição.

D. — Diga-me, Padre, esses Santos usavam esse remédio divino só para uso próprio?

M. — Pelo contrário! Inculcavam-no constantemente nos outros, e se tornavam seus dispenseiros generosos à custa dos maiores sacrifícios. S. Felipe Néri costumava pregar que, se ele estivesse com um pé no Paraíso, e se alguém o chamasse para confessar, teria voltado para ouvi-lo.

Santo Antônio pregava ao seu povo: Mesmo que eu esteja descansando venham, batam a porta, acordem-me para que eu os possa confessar. São Francisco de Sales interrompeu uma viagem para confessar um pobre velho. Quê direi então do Beato Sebastião Volfré, do Beato Cafasso, São João Borco e outros tantos sacerdotes que passavam noites inteiras no confessionário, até mesmo nos hospitais e nas prisões?

D. — Isto prova que a confissão é tudo, não é Padre?

M. — Justamente! É com isto que conseguiam sanear cidades e nações corrompidas pelos maus costumes. É por este ministério que se distinguem os verdadeiros artífices do Evangelho.

D. — Quanto a mim, Padre, quanto mais eu me confesso, pior eu fico… tenho sempre mais defeitos.

M. — Isso não é verdade! São defeitos que você já tinha e não conhecia. A confissão o ilumina para que você os deteste, os combata e os corrija. “Cada absolvição, diz-nos o admirável Santo que foi S. Francisco de Sales, cada absolvição é um novo sol que ilumina a câmara escura da consciência”.

D. — Se assim é, todo o cristão devia chegar-se a confissão o mais possível. Todavia não haverá uma regra para as diversas classes de pessoas?

M.— Há sim; e é esta: Para viver uma “vida cristã” basta confessar-se tantas vezes quantas forem necessárias para evitar o pecado mortal, porque com o pecado mortal, nossa alma está morta, e não somos filhos nem apóstolos de Jesus. Para levar uma vida piedosa, o mínimo que podemos fazer é ao menos uma confissão por mês, digo ao menos porque, podendo, seria preferível que nos confessássemos mais a miúdo, não deveríamos conciliar uma devoção sincera com a negligência de um tal meio de santificação.

Para almas realmente fervorosas, que aspiram a uma união íntima com Deus, é indispensável a Confissão semanal, pois que a confissão é não só o remédio, mas também um fortificante, e precisamos freqüentá-la com curtos intervalos de tempo, afim de que o seu efeito não sofra interrupções.

D. — Padre, o que vem a ser essa união íntima com Deus?

M. — É o que os teólogos chamam de “vida íntima”, o Santo Vianney, cura de Ars, a descreve assim: “A vida interior é um banho de amor no Sangue de Jesus Cristo no qual a alma mergulha e fica como afogada. Deus sustém estas almas como uma mãe sustém a cabeça de seu filho entre as mãos para cobri-la de beijos e carícias”.

D. — Como são felizes essas almas! E a confissão semanal é necessária para elas?

M. — É, e não devemos deixá-la por negligência porque todos os outros meios não seriam bastantes sem constância na confissão.

D. — Padre, não seria bom se nos confessássemos até mais de uma vez por semana, como os Santos?

M. — Tratando-se de sacerdotes, respondo afirmativamente, segundo o conselho e a prática dos Santos. Sendo eles os dispenseiros quotidianos do Sangue de Jesus Cristo na confissão, quem ousaria limitar-lhes o uso?

Tratando-se de outras pessoas, contanto que não estejam em estado de pecado mortal, a melhor regra é a de se confessarem uma vez por semana.

D. — Por quê?

M. — Porque uma longa experiência nos mostrou de perto que, salvo poucas exceções, a confissão mais freqüente que de oito em oito dias, principalmente quando se trata de mulheres, não forma almas santas, ruas as torna escrupulosas e egoístas. Quem sentir maior desejo de absolvição recorra à absolvição espiritual.

D. — Absolvição espiritual?!… Eu nunca ouvi falar nisso, Padre.

M.Entretanto, assim como há a Comunhão espiritual há também a absolvição espiritual. Nem isso deve causar-lhe admiração: se a “contrição perfeita” com o desejo da confissão, é capaz de cancelar da nossa alma os pecados mortais, também pode certamente produzir o mesmo efeito com os veniais.

D. — Assim, não é só uma absolvição por semana que podemos obter, mas quantas quisermos, mesmo mais de uma por dia?

M. — Justamente!

D. — Mas, se estivermos em estado de pecado mortal e se houver possibilidade de nos confessarmos?

M.Então vão se confessar quantas vezes for necessário, e o mais cedo possível, quanto a mim, devo dizer que sempre me arrependi todas as vezes que adiei a confissão. Até bom que ponham em prática a conselho de São Felipe Néri e do seu digno imitador D. Bosco: “Nunca te vás deitar para dormir com um pecado mortal na alma”.

Monsenhor de Ségur conta que um menino tinha justamente prometido a Jesus que nunca haveria de ir dormir com pecado na alma. Ora, aconteceu que, tendo ele um dia cometido um pecado, quis cumprir a promessa. Apesar de ser já noite, criou coragem, foi confessar-se e voltou agradecendo a Deus de coração pelo que fizera. Bom para ele Assim que se deitou adormeceu e, dormindo sonhou com Jesus e Maria Santíssima; ouviu as melodias celestiais e voou, voou pelo espaço infinito do Paraíso. De manhã, sua mãe, vendo que ele demorava muito para se levantar, foi acordá-lo; chamou-o e ele não respondeu, sacudiu-o e ele não se mexeu. Estava morto! E, no seu rosto, cândido como um lírio brilhava a auréola dos santos!

D. — Feliz criança! A confissão livrou-a do pecado e do inferno.

M. — Justamente! Podemos pois chegar à conclusão de que, se a confissão é muitas vezes penosa, o seu fruto é sempre doce e suave, que a inocência, a castidade, a felicidade, o dever, a vida cristã e por conseguinte a verdadeira alegria e a paz, são frutos da confissão freqüente; que da mão direita do confessor, derivam sempre vantagens infinitas; que ela é um meio poderoso de educação e que podemos temer tudo da parte de quem não se confessa.

Um ministro inglês, desejando conhecer Dom Bosco, do qual tanto ouvia falar, e, para aprender o seu método de educação, foi para Turim e pediu licença para visitar o Oratório Salesiano, Dom Bosco acolheu-o com benevolência e acompanhou-o na visita daquela casa enorme. A maravilha do ministro aumentava à medida que atravessava laboratórios e repartições, e ele elogiava a ordem e a disciplina perfeita que ali reinava. Mas quando foi introduzido na sala enorme, onde estudavam, com a máxima seriedade, e no meio do mais perfeito silêncio, mais de quinhentos jovens, vigiados somente por dois seminaristas, a surpresa transformou-se em estupor e, virando-se para D. Bosco exclamou:

— Senhor Abade, não sabe que isto é um espetáculo magnífico? Diga-me, por favor, qual é o seu segredo para obter tanto silêncio e tanta disciplina?

— Senhor Ministro, respondeu Dom Bosco, o meu segredo não serve para os senhores.

— E por quê?

Porque pertence aos católicos, e os senhores são protestantes. O meu segredo é a confissão freqüente e semanal.

— Sendo assim, falta-nos realmente esse poderoso meio de educação; mas não o poderíamos suprir por outros?

— Eh! não! Quando não se usa esse elemento de religião, é preciso recorrer à bengala.

— Então, Padre, ou bem a religião, ou bem a bengala?

— Sim, ou religião ou bengala.

— Muito bem, muito bem! Ou religião, ou bengala: compreendo, quero contar isso em Londres.

Ângelo Brofferio, grande advogado e insigne poeta piemontês, tendo perdido a velha e fiel criada, tomou a seu serviço uma moça de vinte anos, natural de Castelnuovo Calces, sua pátria. Depois de poucos dias, a empregada chega-se ao patrão, e chorando lhe diz:

— Desculpe-me, patrão, mas eu não posso continuar trabalhando para o senhor.

— Por quê?

— Porque o senhor não é muito de Igreja e naturalmente não me deixará assistir à Missa nos dias de festa e nem tão pouco que eu me confesse.

— E quem foi que lhe disse isso?

— Todos o dizem, fornecedores e inquilinos.

— Pois bem, você ficará trabalhando aqui e irá a missa todas as manhãs e irá confessar-se todos os domingos, porque acho que tudo se pode esperar de quem se confessa.

D. — Então, Padre, mesmo os que não são católicos praticantes acreditam na confissão e a exaltam?

M. — É justamente o que acontece!

D. — Mas por quê não fazem uso dela então?

M. — Porque têm medo de serem vencidos por ela. Eles sabem muito bem que a confissão é a varinha mágica, o anel encantado que faz prodígios, sabem que seria a alavanca poderosa que os levantaria acima dos vícios nos quais estão submersos, e justamente por isso a exaltam, mas fogem dela.

D. — Coitados! São como os doentes que se recusam a sarar de pena de deixar o hospital.

M. — Aqui, porém, não se trata de hospital, mas do perigo, da quase certeza de uma morte má, de um inferno eterno.

Falando nisso, lembro-me da anedota do menino teimoso:

Dois irmãozinhos foram mandados à escola para aprender a ler. O professor recebeu­os com carinho e, começou pelo primeiro, fazendo-o repetir o alfabeto. Quando o pequeno acabou, elogiou e lhe deu um prêmio pela lição bem recitada. Preparou-se em seguida para fazer o mesmo com o segundo, e, com o livro na mão disse-lhe: “Vamos, agora é a sua vez”. O rapazito olhou de esguelha para o professor e não abriu a boca. “Vamos diga a, você quer que pensem que seu irmão é mais aplicado do que você”? Será que é tão custoso dizer: a? O menino continuou mudo. “Por favor, não me faça perder a paciência, do contrário, logo no primeiro dia as coisas acabarão mal”.

Foi tudo inútil: nem prêmios, nem ameaças, nem promessas, nem castigos, conseguiram induzir o cabeçudo a proferir uma única sílaba. Mais tarde, quando interrogado pelos colegas sobre a razão de teima, explicou: “Se eu disser a, tenho que dizer b e depois c e aprender a ler, e a escrever, e depois vem a gramática e outras tantas complicações de ciências, e essa embrulhada não acabará senão no fins de muitos anos”.

D. — Ah! que espertalhão. Nem queria começar para não ter que continuar!

M. — É assim mesmo! E no nosso caso então!

Quantos são aqueles para os quais é um aborrecimento começar a viver como bons cristãos, pela simples e única razão que, uma vez começado, é preciso continuar. E assim os coitados, vivendo numa espécie de Paraíso aqui na terra, deverão, depois de poucos anos, apresentar-se diante de Deus com as mãos vazias, e, o que ainda é pior, com a alma carregada de pecados, de remorsos e talvez até de escândalos, pelos quais serão condenados eternamente!

Fonte: http://www.derradeirasgracas.com/3.%20Vários%20Assuntos/CONFESSAI%20VOS%20BEM/Confessai-vos%20bem%20-%20Parte%20XI.htm